10 de jul. de 2019

Com áudio do Dallagnol, permanência de Fux no Supremo fica insustentável


As revelações do Intercept comprovam documentalmente que Luiz Fux era tratado como um velho parceiro; um grande amigo, um aliado da gangue da Lava Jato. Enfim, um “bom carioca” que convida a frequentar sua casa, como disse um deslumbrado e provinciano Deltan Dallagnol.

É de perguntar, ante tamanha efusividade do Dallagnol, se Fux não será um equivalente do “Uhu aha, o Fachin é nosso!”, o outro ministro do Supremo que também é “deles”.

Ninguém tem o direito de se opor às relações e vínculos pessoais, societários, de amizade ou afetivos que qualquer pessoa queira estabelecer na vida.

Luiz Fux, por isso, na sua vida privada poderia ser visto em qualquer lugar, sozinho ou acompanhado – num bar, na casa de amigos, no parque, numa reunião de condomínio, num campo de golfe, numa quadra de tênis, num motel, num restaurante etc – sem precisar dar satisfação a quem quer que seja.

Como ministro do STF, todavia, Fux só não poderia ser visto – ou melhor, jamais poderia ter sido flagrado, como foi – em chats ou em áudios comprometedores de procuradores.

Principalmente de procuradores que, está documentalmente provado, fazem parte daquilo que Gilmar Mendes, colega do próprio Fux, considera ser uma organização criminosa.

A associação orgânica do Fux com a Lava Jato atravessa os tempos. Ele, afinal, é conhecido como um “homem de compromisso” que, na escalada da carreira até o Supremo, se notabilizou por prometer “matar no peito” decisões de interesse dos clientes dos seus interlocutores.

Não é por outro motivo que em 22 de abril de 2016, mais de 3 anos atrás e apenas 5 dias depois da aprovação do impeachment fraudulento da Dilma na Câmara, Moro exultou aos seus comandados do MPF: “Excelente, in Fux we trust”.

Vale repetir: o juiz de primeiro piso exultou aos seus comandados do MPF: “Excelente, in Fux we trust”. Fux, como está repetidamente citado no presente artigo, é ninguém menos que 1 dos 11 ministros do STF!

O incrível é que, questionado sobre esses chats da Lava Jato, Fux não só não desmentiu nenhum diálogo, como declarou que “‘Tenho profundo respeito pelo magistrado’ o que o faz suspeito no julgamento da suspeição do Moro [aqui].

O áudio divulgado pelo Intercept [aqui], em que Dallagnol celebra a  decisão do Fux de proibir a entrevista do Lula à Folha de São Paulo 4 dias antes da eleição de 2018, agrava a situação do Fux.

Fux já não é somente um ministro em suspeição para participar do julgamento de casos que envolvem o Lula, mas a de alguém que está irremediavelmente impedido de continuar integrando a Suprema Corte do país.

Fux é qualquer coisa, menos juiz! E menos ainda da Suprema Corte!

A permanência de Fux no STF é uma ofensa à Constituição Brasileira; é eticamente, legalmente e constitucionalmente inaceitável.

O Senado deve ser provocado a iniciar, imediatamente, um processo de impeachment dele por crime de responsabilidade, com base no artigo 52 da Constituição.

Jeferson Miola
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A morte de PHA


Além de um excelente jornalista e figura fundamental na construção do movimento de blogueiros progressistas, Paulo Henrique Amorim foi um dos fundadores do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em maio de 2010. Presidente da entidade, o jornalista e blogueiro Altamiro Borges relembra a relação do "afiado" e "ansioso" blogueiro PHA com o Barão e expressa luto em nome da organização, dos blogueiros progressistas e, também, em seu próprio nome, amigo pessoal do histórico jornalista que nos deixou nesta quarta-feira, 10 de julho de 2019.



Paulo Henrique Amorim faleceu na manhã desta quarta, 10 de julho. Amigo há mais de meio século do jornalista, o diretor de redação de #CartaCapital, Mino Carta fala sobre a dor da perda para ele e para o país.



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Generais suspeitam que filho de Bolsonaro usa software que invade celulares e retira conteúdo

Eles
A reunião reservada no alto comando do Exército Brasileiro na manhã do dia 07 de junho de 2019, com seis generais da ativa e o ministro Santos Cruz, revelou a arma usada por Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que culminou com a queda de dois ministros e caminha para o terceiro. NSO Group – Cyber Inteligence for Global Security, é a empresa mãe israelita que gerou o software usado pelo “02” de Bolsonaro. Pegasus é o nome da ferramenta utilizada na invasão de computadores e celulares para retirar conteúdo. Na reunião foi feita uma apresentação do software concorrente ao usado por Carlos Bolsonaro no combate aos seus desafetos, demostrando que a tecnologia foi aprimorada e realmente segundo a explanação, garante não ser possível a identificação do invasor.

Durante a reunião os generais ficaram perplexos quando o apresentador pediu apenas o número de um celular dos presentes para testar a capacidade da ferramenta. O resultado foi assustador e provocou algumas indagações pelo general Santos Cruz, ainda Ministro Chefe da Secretaria de Governo: “esse software é capaz de invadir celulares e computadores sem realmente deixar rastros? Respondeu o apresentador: “sim. E só existe dois no mundo, os dois são israelenses, sendo que o Pegasus deixa traço capaz de ser identificada a invasão. E mais! Peguem o aparelho do número testado e façam qualquer perícia em qualquer parte do mundo que o resultado será nulo para identificação da violação.

A invasão do celular testado durou 13 minutos e o resultado foi devastador. Na resma reunião foi comentado que o software Pegasus foi utilizado em 44 países e atualmente ainda é utilizado no Brasil. Na tensa reunião ficou claro o motivo real pelo qual Carlos Bolsonaro fez várias investidas para que o governo brasileiro adquirisse o software tão poderoso. Mas, sua intenção é montar um aparato paralelo a ABIN. Ao enfrentar Bebiano, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Carlos Bolsonaro se abasteceu de “informações” onde Bebiano vazava para a imprensa assuntos privados do presidente Jair Bolsonaro. O embate culminou com a queda do então ministro. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do filho e acusou o ministro de ter vazado para o site O Antagonista, informações privilegiadas. Na saída, Bebiano indignado respondeu sua exoneração com ameaças. Porém, após conversar com o presidente, desistiu. Ficando em silêncio e reconhecendo o potencial de Carlos.

De acordo com um relatório, o Pegasus foi criado como uma ferramenta legítima de investigação criminal para uso governamental com a finalidade de combater o terrorismo e o crime, permitindo que seu operador pudesse acessar a uma enorme quantidade de dados da “vítima”, como: mensagens de texto, informações de calendário, mensagens de WhatsApp, localização, microfone e câmera do dispositivo – tudo sem que a vítima pudesse perceber. O  spyware desenvolvido pela empresa israelita NSO Group, foi notícia em 2017, quando o jornal New York Times divulgou informações sobre uma investigação produzida pelo laboratório Citizen Lab, que destacou o uso da ferramenta no México para espionar jornalistas, assim como defensores dos direitos humanos e ativistas anticorrupção no âmbito de uma campanha de espionagem realizada pelo governo desde 2011. Em setembro de 2018, o Pegasus voltou a ganhar destaque.

Após a reunião os generais sentiram um clima perigoso em torno do general Heleno que convidado para participar da reunião, não compareceu, pois, atendia a agenda do presidente Jair Bolsonaro. O ministro Santos Cruz, não revelou ao presidente que teve acesso ao software poderoso e que ainda é mantido em sigilo. Sete dias após, na sexta-feira seguinte, Santos Cruz teve a sua exoneração publicada no Diário Oficial. Ali estava claramente demostrando o poder de Carlos Bolsonaro aos considerados adversários. Na caserna, militares de alta patente comentam que o 02 tem um núcleo de inteligência paralelo à Agência Brasileira de Inteligência Nacional (ABIN). A queda de Santos Cruz foi mais um troféu levantado por Carlos Bolsonaro que agora escolheu o general Augusto Heleno Ribeiro, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e comandante da ABIN, como alvo por também criar dificuldades na implantação da ferramenta que ele acredita ter ajudado a eleger seu pai.

Com a vitória do genitor na eleição para presidente, o 02 como é chamado por Bolsonaro pretendia assumir o cargo de Ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, porém, enfrentou a resistência dos militares que evitavam o desgaste do novo governo. A partir daí o 02 que sonhava ser o comandante da área de inteligência da presidência da república e colocar em prática o aparato tecnológico de que dispunha, vem mostrando sua força.

O concorrente do Pegasus está sendo guardado a sete chaves para contrapor Carlos Bolsonaro no momento exato em que a artilharia for virada contra o general, conselheiro do presidente e querido das Forças Armadas.  Paralelo a isso o Ministro da Justiça, Sérgio Moro e os procuradores da Força Tarefa da Operação Lava Jato, vítimas de invasão em seus telefones e computadores tentam desqualificar as notícias publicadas no site The Intercept. No entanto, já possuem convicção de que realmente houve uma invasão profissional em seus telefones e computadores. “A invasão não foi de hacker, meninos desocupados, mas, de profissionais”, revela Mouro para os parlamentares no congresso. Já nessa segunda-feira (08), o Ministro Sérgio Moro pediu licença de cinco dias para tratar de assuntos pessoais.

Por outro lado, os militares e diretores, da ABIN tem fortes suspeitas da ação de “fogo amigo”, contra Moro e os procuradores.

Mino Pedrosa
No DCM
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Paulo Henrique Amorim no 1º Encontro de Blogueiros de Santa Catarina


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Fã de Moro, Luciano Hang foi condenado a 10 anos por lavagem de dinheiro: processo se arrasta


No dia 18 de junho de 2009, o empresário Luciano Hang foi condenado a pena de 10 anos, 09 meses e 05 dias de reclusão, — em regime inicialmente aberto – art. 33 do Código Penal – mais 270 dias-multa, cada qual em 10 (dez) salários mínimos.

O crime apontado foi de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O processo teve como relator o desembargador Nefi Cordeiro (aqui).

Atualmente o processo tramita no Superior Tribunal de Justiça e está sob segredo de Justiça. Mas fica-se sabendo (pesquisar, na consulta processual, no campo “número de registro no STJ” pelo número 2011/0117092-3) que, depois de alguns recursos procrastinatórios, foi decretada a prescrição da punição em 2016.

Especialista no tema lavagem de dinheiro, o advogado criminalista gaúcho Márcio Paixão avaliou o caso, a pedido do GGN:

“Na minha avaliação aparentemente houve um erro no cálculo da prescrição, porque, pelas informações disponíveis ao público, a pena de lavagem de dinheiro teria sido fixada em 5 anos, 2 meses e quinze dias, e por isso seria a pena mais grave, e não aquela referente à evasão de divisas. Essa pena prescreve em 12 anos, contando-se da publicação da sentença, em 2008. Mas para dizer mais sobre isso eu teria que analisar o processo. Valeria até mesmo atravessar uma petição e requerer o levantamento do segredo de justiça, uma vez que se trata, atualmente, de uma figura pública”.

Mais esse capítulo mostra que Luciano Hang não é apenas uma figura pública detestável, mas o anti-empresário que enriqueceu passando a perna no fisco e na concorrência.

Luís Nassif
No GGN
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Venezuela, Operação Vaza-esconde


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Vaza Jato: a promiscuidade da Globo na demissão da mulher de Vladimir Netto da assessoria de Moro

Vladimir Netto e Moro no lançamento do livro sobre a Lava Jato
A relação do jornalista Vladimir Netto, da Globo, com a Lava Jato é um escândalo dentro de um escândalo.

Conflito de interesses é a ponta de um iceberg.

A mulher dele, Giselly Siqueira, assessora especial de comunicação do Ministério da Justiça, de Sergio Moro, pediu demissão, informa Sonia Racy em sua coluna no Estadão.

Os motivos da saída não foram divulgados, mas é de se supor que seja instinto de sobrevivência: vazamento a caminho.

Sergio Moro pediu licença um dia antes para se “reenergizar”. Então tá.

Antes de assessorar Moro, Giselly trabalhou no Conselho Nacional de Justiça, nas gestões de Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, e no TSE quando Gilmar Mendes o presidia.

Vladimir fez uma selfie com o chefe de sua mulher num voo.

Eu já disse algumas vezes que a Globo foi um eficiente órgão de propaganda, enfiando goela abaixo da opinião pública a imagem de deuses infalíveis da República de Curitiba e seus próceres.

O livro mais bem sucedido sobre o assunto é de Vladimir Netto.

“Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil” foi lançado em 2016.

Lotado no Jornal Nacional, diretor da Abraji (Associação Brasileira Jornalismo Investigativo) há trezentos anos, Vladimir ganhou um bom dinheiro divulgando a verdade dos justiceiros.

Mais de 200 mil exemplares foram vendidos.

Serviu de base para a série “O Mecanismo”, de José Padilha, nossa Leni Riefenstahl, a cineasta do nazismo.

Em sua hagiografia, Vladimir escreve que Moro exibe “rigor e coragem”, conduz tudo “com maestria”, “trabalha com afinco em busca de resultados”.

Moro é “um excelente pai. Trocava fraldas, acordava à noite quando a bebê chorava e cuidava do umbigo da menina.”

Etc etc etc.

Vladimir nunca esboçou a menor dúvida sobre as intenções de seus personagens e funcionou, mesmo, como um relações públicas.

Mauro Naves, vamos lembrar, foi demitido da emissora por suas ligações com o advogado da modelo do suposto estupro cometido por Neymar.

Em entrevista à mídia portuguesa em 2018, quando a obra saiu lá, Vladimir declarou que “não há parcialidade de Moro. A Lava Jato procura investigar todos”.

Questionado sobre as ambições políticas de Moro, respondeu que achava que ele não as tinha.

“Surpreendia-me muito se ele se candidatasse”, falou.

Palestrou numa feira de livros ao lado de Deltan Dallagnol, estimulando aquela pregação picareta.

Fez uma foto com outros colegas lavajatistas comemorando a condenação de Lula no TRF-4.

Vladimir, como outros, precisa vir a público explicar como ficou sentado sobre uma montanha de ilegalidades cometidas pelos heróis de suas tramas.

Isso é qualquer coisa, menos jornalismo investigativo.

Vladimir Netto, filho de Miriam Leitão, faz selfie com Gilmar Mendes, ex-chefe de sua mulher

Kiko Nogueira
No DCM
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