5 de jun. de 2019

Globo afasta repórter Mauro Naves por envolvimento no caso Neymar


O repórter Mauro Naves deixou a cobertura esportiva da Globo na noite de hoje (5) quando a emissora tomou conhecimento de um envolvimento no caso de estupro contra o atacante Neymar. Em pronunciamento feito por William Bonner durante o "Jornal Nacional", a emissora explicou que o profissional encaminhou contatos de Neymar pai para José Edgard Bueno, o primeiro advogado que representou Najila Trindade, mulher que acusa o jogador.

Incômodo na TV Globo

O fato de a nota ter sido lida pelo editor e apresentador do programa mais importante da casa gerou incômodo interno na TV Globo. A decisão, porém, mostrou o tamanho da insatisfação da direção da emissora por saber através de carta de Neymar pai que um de seus principais repórteres, Naves, participou em algum momento do desenrolar da polêmica e não comunicou aos superiores.

Na Globo há 31 anos, Mauro Naves estava na Granja Comary desde o dia 21 de maio acompanhando a seleção brasileira. Na manhã de hoje (4), deixou o Centro de Treinamento em Teresópolis (RJ) e embarcou para Brasília. Ele se preparava para a transmissão do jogo entre Brasil e Qatar, nesta noite, quando foi afastado. No momento, o profissional está com familiares que moram em Brasília.

Pronunciamento reforça confiança em Mauro


"O Jornal Nacional publicou ontem a carta aberta divulgada pelos ex-advogados da mulher que acusa Neymar de estupro. Eles afirmam na carta que a reunião que fizeram com os advogados de Neymar foi feita a convite do pai do jogador. Hoje, em nota [enviada à TV Globo], o pai de Neymar desmentiu essa afirmação, disse que foi o advogado José Edgard Cunha Bueno que o procurou solicitando a reunião e que José Edgard obteve o contato dele por intermédio do repórter Mauro Naves, na quarta-feira da semana passada. O repórter confirma as afirmações da nota do pai de Neymar, mas somente hoje relatou a Globo sua participação no episódio", explicou Bonner,

"Em sua defesa, Mauro Naves explicou que se limitou a repassar os contatos de pai de Neymar ao advogado, a quem já conhecia, porque esperava conseguir a história com exclusividade e que, quando o assunto se tornou público, avaliou que sua participação não teria relevância".

O âncora reforçou a competência do profissional, porém disse que as atitudes contrariavam as diretrizes da emissora e, por isso, foi afastado de suas atividades voltadas à cobertura esportiva. "Mauro Naves é um excelente profissional, com grandes contribuições ao jornalismo esportivo da Globo. Mas há evidências de que suas atitudes neste caso contrariaram a expectativa da empresa sobre a conduta de seus jornalistas. Em comum acordo, o repórter Mauro Naves deixará a cobertura de esportes da Globo até que os fatos sejam devidamente esclarecidos", salientou Bonner.
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Infanticídio programado


Ao estipular como meta o fim da obrigatoriedade do uso da cadeirinha para bebês para todos os carros em circulação, no País, Bolsonaro deixou claro, de uma vez por todas, que não passa de um psicopata.

De acordo com dados do Contran, o trânsito é a principal causa de morte acidental de crianças de zero a 14 anos, no Brasil. Assim, diariamente, três crianças dessa faixa etária morrem em decorrência de acidentes - o que equivale a mais de 1,2 mil vidas perdidas todos os anos, de acordo com o Ministério da Saúde.

A maioria desses casos (36%) acontece com meninas e meninas em condição de passageiros de veículos.

Mas, por alguma razão, provavelmente decorrente de uma avaliação ideológica imbecil, Bozo quer acabar com um mecanismo que impede a morte de 7 em 10 bebês que estão em cenários de desastres automobilísticos, no Brasil.

Por isso, repito: é impossível dialogar com essa gente. São cretinos apoiados por gente de alma doente. 

Leandro Fortes, jornalista
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Ratinho levou R$ 268 mil para defender fim da sua aposentadoria


Uma notinha minúscula no site da revista Época revela nesta segunda-feira (3) que “a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência desembolsou o valor de R$ 268.500 para a veiculação de merchandising a favor da reforma da Previdência no Programa do Ratinho, no SBT. Os valores foram obtidos via Lei de Acesso à Informação. A ação foi realizada no âmbito da Campanha Nova Previdência, com veiculação de 20 de fevereiro a 31 de março. Neste ano, a Secom já gastou R$ 6,5 milhões com campanhas a favor da reforma”.

O orçamento previsto para ludibriar a sociedade com anúncios favoráveis ao golpe na aposentadoria é de 40 milhões de reais. Além da publicidade escancarada nos horários comerciais das emissoras de rádio e tevê, nas páginas dos jornalões e revistonas e nos sites da mídia monopolista, a campanha inovou agora com as peças de merchandising – que são consideradas mais sutis e eficientes. Sem informar que se trata de anúncio pago, as celebridades midiáticas farão a campanha em defesa da “deforma”, enganando os midiotas desavisados.

Além do falastrão Ratinho, outros “famosos” da TV já teriam sido contratados pelo laranjal de Jair Bolsonaro. Luciana Gimenez, que se separou recentemente de Marcelo de Carvalho, o dono trambiqueiro da RedeTV!, é outra figura exótica que teria sido seduzida. Fala-se também em Rodrigo Faro, Milton Neves, Ana Hickmann e José Luiz Datena. A Secom se recusa a divulgar os nomes dos vendidos. A Época informa que “perguntou se o órgão havia contratado, de maneira direta ou por meio de agências de publicidade, figuras públicas para a propaganda da reforma da Previdência. Apenas o merchandising no Programa do Ratinho foi mencionado”.

Ratinho deve R$ 76,4 milhões em impostos

O curioso nessa história é que as tais celebridades midiáticas são milionárias, não dependem da Previdência e, muitas delas, estão metidas em maracutaias. O repórter Igor Carvalho, do jornal Brasil de Fato, cita o caso emblemático do próprio bravateiro do SBT:

“Contratado pelo governo federal para ser garoto-propaganda da Reforma da Previdência, o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, deve R$ 76,4 milhões em impostos à União. Os débitos, quando isolados, revelam que do montante, R$ 38 mil são dívidas com a Previdência Social. Os dados estão disponíveis no banco de dados de dívidas ativas da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, vinculada ao Ministério da Economia. As dívidas fiscais foram acumuladas por uma das empresas de Ratinho, a Agropastoril Café no Bule Ltda, com sede em Apucarana, no Paraná, e que é responsável por administrar as fazendas da família Massa”.

Altamiro Borges



Propina escancarada no “merchandising” de Bolsonaro

O empresário e apresentador Carlos Robertto Massa, que, na pele do Ratinho”, ontem recebeu para uma “entrevista amiga” o presidente da República embolsou R$ 268 mil da Presidência para ser a favor na reforma da Previdência.

Sem negativas, a apresentadora Luciana Gimenez recebeu também um valor não revelado para o mesmo fim.

Não que o “jabá” seja propriamente uma novidade nos meios de comunicação brasileiros.

Nem o de governos, programando mídia nos veículos segundo critérios políticos apenas.

Quando este blogueiro participou de uma entrevista com o ex-presidente Lula, O Globo mandou diligentes repórteres descobrirem o que havia sido dado, em troca, como publicidade oficial.

A resposta era “nada, nunca recebi publicidade do governo federal”, mas não me furtei ao desaforo de dizer que tinha ganho umas xícaras de café e umas bolotas – frias, aliás – de pão de queijo, na entrevista.

Os colunistas da grande imprensa não perdiam a chance de nos chamarem de “blogueiros sujos”, mesmo que a gente sobreviva com dificuldades, anúncios do Google e contribuições dos leitores.

É impressionante como agora o “jabá” de Ratinho passa impune.

Pela mídia e pelo Ministério Público, já que nem se trata de propaganda de produtos e serviços do Governo, mas de defesa remunerada de uma posição política do presidente.

Mas para retirar direitos previdenciários do povo brasileiro, pode. Tudo é válido, até o jabaculê com nota fiscal.

Favor, portanto, não vir mais com esta história de “jornalismo profissional”.

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Grotesco, ridículo, estapafúrdio


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Bolsonaro sanciona, com veto, lei que criminaliza calúnia com finalidade eleitoral

Quem acusar falsamente um candidato a cargo público com objetivo de afetar sua candidatura poder ser condenado a prisão de dois a oito anos, além de multa.

A lei que tipifica o crime de denuncia caluniosa com finalidade eleitoral, alterando o Código Eleitoral, foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (5).

Já existe no país uma lei em vigor relacionada ao tema. A legislação eleitoral em vigor prevê a detenção de até seis meses ou pagamento de multas para quem injuriar alguém na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda.

A nova legislação foi estabelecida a partir de um projeto de autoria do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) – já tinha sido aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado, em abril deste ano, faltando apenas a sanção presidencial.

O parlamentar justificou a proposta pela “reiterada a proliferação de atos irresponsáveis aplicados com finalidade eleitoral, com o fim de violar ou manipular a vontade popular e de impedir a ocorrência de diplomação de pessoas legitimamente eleitas”.

Um detalhe da sanção presidencial é que Bolsonaro decidiu vetar um dispositivo do texto que previa as mesmas penas – prisão de dois a oito anos, mais o pagamento de multas – para quem “divulga e propala” o ato ou fato falsamente atribuído ao caluniado com finalidade eleitoral.

“Decidi vetar integralmente, por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público”, justificou o presidente, em tempos de proliferação de fake news em redes sociais.

O texto que entrou em vigor nesta quarta prevê o aumento da pena se o caluniador agir no anonimato ou com nome falso.
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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro aumentou patrimônio em mais de 1000%

Atuando com filho do presidente na Assembleia do Rio, Wellington Sérvulo também é suspeito de ter sido funcionário fantasma de Flávio Bolsonaro


O ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Wellington Sérvulo Romano da Silva, teve um boom patrimonial de mais de mil por cento durante o tempo em que atuou com o filho do presidente da República, então deputado estadual do Rio de Janeiro. Sérvulo ainda declarou que mais da metade de seu patrimônio em 2016 estava em dinheiro vivo.

O tenente-coronel reformado é um dos investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em apuração contra o filho do mandatário, o atual senador Flávio Bolsonaro, e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Sérvulo teve seu sigilo fiscal e bancário quebrado pela Justiça do Rio.

E após ter acesso as declarações de Imposto de Renda do ex-assessor de Flávio, os investigadores descobriram o salto patrimonial nas contas do policial militar reformado, além de portar grandes quantidades de dinheiro vivo.

Com isso, os promotores de Justiça suspeitam que Wellington Sérvulo esteja envolvido nos indícios de crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados ao filho de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, entre 2007 e 2008.

Este ex-assessor trabalhou com o ex-deputado e hoje senador entre abril de 2015 e setembro de 2016. Nestes dois anos, Sérvulo aumentou seu patrimônio declarado de R$ 9.273 para R$ 103.291, em apenas um ano. Isso porque naquele período ele declarou deter R$ 55 mil em dinheiro vivo no ano de 2016.

Alem disso, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, o ex-assessor teve um rendimento de R$ 285 mil em 2016, com a somatória do salário de PM (R$ 239,4 mil) e os vencimentos da Assembleia (R$ 46,5 mil).

Da mesma forma como recaem as suspeitas contra Queiroz, Sérvulo também seria um funcionário fantasma do filho do presidente, estando quase a metade do tempo de serviço do gabinete no exterior, 226 dias fora do país.

No GGN
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Governo é homícida patológico

Xavier: a palavra final é da Justiça (a que ainda existe)


O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre!) do colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Vamos começar pelo mais recente. A famiglia Bolsonaro acaba de mandar ao Congresso um projeto para aumentar a carnificina nas ruas e rodovias:

— dispensa o uso de cadeirinhas para crianças mesmo nos bancos da frente;

— dobra de 20 para 40 o número de pontos que podem levar à suspensão da CNH;

— livra de exames toxicológicos motoristas obrigados a viajar à base de psicotrópicos para cumprir jornadas desumanas dirigindo jamantas nas estradas;

— suaviza multas, desliga radares e ameniza a punição para quem dirigir com luz baixa

— pretende liberar de inspeção veículos cujos motoristas não atestarem que os recalls a que forem convocados consertaram os defeitos reconhecidos pelas próprias montadoras.

Recuando um pouco atrás:

— o governo baixou um decreto que espalha armas a granel;

— facilitou concessão de exercícios de tiro para menores de idade;

— ampliou o número de posse de armas por cidadão, incluindo até categorias como jornalistas!

Ainda um pouquinho mais, agora com o pacote de Sérgio Criminoso Moro:

— institui a licença para matar por “forte emoção”!

— libera de fato a ação de snipers”, como no Rio, para atirar contra brasileiros indefesos mas “com jeito de suspeitos”, de preferência em favelas, de cor negra, de preferencia mulheres, trajados como pobres e vivendo com maltrapilhos.

Agora reflita de modo diferente: quantas medidas foram anunciadas para aplacar o desemprego de dezenas de milhões, a dissolução da indústria, o empobrecimento da classe média, a reativação da construção civil, a reversão da miséria galopante, a ruína dos serviços públicos, que acaba de ter bolsas de estudo cortadas na Capes?

Só se ouve uma coisa do Planalto: a reforma da previdência, cujo objetivo escancarado é destruir o futuro dos jovens, o presente dos trabalhadores, sacrificar idosos e engordar ainda mais o lucro da banca nacional e internacional.

A propósito, o presidente do Itaú-Unibanco, grupo acusado de dever à Receita 25 bilhões de reais por uma fusão heterodoxa, ganha por ano uns “trocadinhos” de mais de 47 milhões de reais, cerca de 47 mil salários mínimos! – basta consultar a internet.

Pouco ou nada se fala, contudo, sobre os milicianos vizinhos da famiglia Bolsonaro acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco, o motorista Anderson e o catador de lixo Luciano com mais de 200 tiros (ou melhor: todos os acusados foram recém-livres, leves e soltos); nada conclusivo sobre a tropa de assessores fantasmas contratados pela troupe Bolsonaro, familiares de ex-mulheres incluídos. Muito menos ainda sobre o notório Fabrício Queiroz, acusado de ser o operador da turma a mando da famiglia e assumido em entrevista pública como amigo do peito do inquilino do Planalto. Sem falar das investigações sobre a manipulação comprovada fraudes de redes sociais para fraudar a “vitória” de um tenete-capitão.

Algum país aguenta por muito tempo um “presidente” obcecado por ideias homicidas como estas?

Joaquim Xavier
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