28 de mai. de 2019

Uma análise sobre o dia 26 de maio


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Ibama tem contrato secreto com grileiros?

É o que explica o impasse com Alemanha e Noruega no Fundo Amazônia?


Muito estranho, estranhíssimo o impasse que o Ministério do Mau Ambiente criou com os Governos da Alemanha e da Noruega.

A Alemanha e a Noruega contribuíram com R$ 3,3 bilhões para o Fundo Amazônia, criado em 2008 (no governo do "lulopetismo", como diz o FHC) para financiar ações de conservação e combate à devastação da floresta.

Num rompante bolsonárico, o Ministro já condenado por facilitar a vida de mineradoras em São Paulo resolveu chutar o balde do fundo!

Ignorou os governos da Noruega e da Alemanha (duas republiquetas...) e a própria Petrobras, que também financia o Fundo.

E avisou que ia "reorientar" a destinação dos recursos do Fundo.

Em entrevista à GloboMews, ele revelou que pretende aplicar parte dos recursos para indenizar (sic) donos de propriedades privadas (bingo!) localizadas em áreas de conservação.

Que mau cheiro, hein, amigo navegante?

O pútrido fedor deve ter chegado às embaixadas da Alemanha e da Noruega.

É porque a maioria das terras em foco, em área de conservação, é pública e os ocupantes não passam de grileiros.

O mau cheiro aumentou, não é isso?

As embaixadas estrangeiras já avisaram que só têm grana se for para aplicar em conservação da mata (e, portanto, não vai ter grana para a conservação da propriedade de grileiro...).

Não esquecer que o mesmo Ministro do Mau Ambiente já desestruturou o ICMBio Chico Mendes, personagem que ele não sabia quem era.

No Estadão, em fase de agonia acelerada, se lê nessa terça-feira 28/V:

"Ibama avisa antes onde fará operação antidesmatamento!"

Quá, quá, quá!

É como se o Conge dissesse: Careca, maior dos ladrões, destrói os documentos, porque amanhã vou te fazer uma visitinha!

É ou não é a República Federativa da Cloaca?

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Osmar Terra ataca Fiocruz após descartar estudo sobre drogas: ‘tem viés ideológico’

É uma anta
Após engavetar um estudo sobre uso de drogas realizado pela Fundação Oswaldo Cruz a pedido da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), órgão ligado ao Ministério da Justiça, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, criticou duramente a instituição, referência internacional em pesquisas da área de saúde.

“É prestigiada para fazer vacina, para fazer pesquisa de medicamento. Agora, para droga, ela tem um viés ideológico de liberação das drogas”, disse Terra, ao jornal O Globo desta terça-feira (28). O veto à publicação surpreendeu o meio científico.

O ministro não concordou com o resultado do estudo que envolveu mais de 500 pesquisadores e fez 16 mil entrevistas no chamado “3º Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira” – uma espécie de censo do consumo de substâncias lícitas e ilícitas no Brasil. O custo foi de R$ 7 milhões pagos pelo governo federal.

O estudo foi engavetado porque o atual governo não gostou do resultado, que não confirma a existência de uma epidemia de drogas no país, como costuma professar Terra, que resolveu atacar a fundação.

“Eu não confio nas pesquisas da Fiocruz. Se tu falares para as mães desses meninos drogados pelo Brasil que a Fiocruz diz que não tem uma epidemia de drogas , elas vão dar risada. É óbvio para a população que tem uma epidemia de drogas nas ruas. Eu andei nas ruas de Copacabana, e estavam vazias. Se isso não é uma epidemia de violência que tem a ver com as drogas, eu não entendo mais nada. Temos que nos basear em evidências”, disse.

Diante do engavetamento da pesquisa e dos ataques do governo à instituição, a Fiocruz acionou a Advocacia Geral da União (AGU) que, por sua vez, convocou sua câmara de conciliação, responsável por intermediar impasses entre órgãos públicos.

Vai-se decidir se a pesquisa será divulgada com a chancela da Senad, ou rejeitada. Neste caso, a Fiocruz pode ter de refazer o estudo ou devolver os R$ 7 milhões ao governo.
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O governo do nada


A rigor, não tivemos um único dia de governo, desde de 1° de janeiro, quando a histeria antipetista colocou no Palácio do Planalto uma dinastia de celerados.

Todas as ações do governo Bolsonaro gravitam em torno da reforma da previdência social, o que, por si só, é uma insanidade política transformada em pauta única e onipresente.

Todo o discurso de desenvolvimento social e econômico da turma do Bozo está calcada nessa fantasia mal calculada: ora 1 trilhão, ora 800 bilhões de reais a serem economizado em 10 anos.

São números que não significam absolutamente nada para a população, não se traduzem nem em esperança nem em desespero. Não dizem nada sobre nada.

Trata-se de uma aposta clássica na acalculia generalizada do eleitor brasileiro e na permissividade da maioria dos chamados jornalistas econômicos, estes a quem o escamoso Delfim Neto costuma dizer que não são nem uma coisa nem outra.

Fora desse delírio, não há mais nada além de ações especulativas, como essa aberração anticrime bolada para dar alguma consistência à presença de Sérgio Moro, no Ministério da Justiça.

O resto, são ações destrutivas e vexames diários.

Leandro Fortes, jornalista
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