16 de mai. de 2019

Câncer do Estômago


1. Qual a função do Estômago?

O estômago é um órgão em forma de “J” situado na parte superior abdômen. Faz parte do sistema digestivo, cuja responsabilidade é processar os alimentos ingeridos, extraindo deles nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras, proteínas e água). Os alimentos são conduzidos da garganta para o estômago, através de um tubo oco, muscular, chamado esôfago. Após deixar o estômago, os alimentos parcialmente digeridos passam para o intestino delgado e depois para o intestino grosso (cólon).

A parede do estômago é constituída por três camadas de tecido: a camada mucosa (camada que fica em contato com os alimentos), a camada muscular (camada média), e a camada serosa (externa, a que reveste o estômago).

2. O que é o Câncer do Estômago?

O Câncer de Estômago (ou Câncer Gástrico) é o crescimento de células anormais no órgão desse sistema digestivo e pode ocorrer em qualquer local de sua extensão.  Grande parte desse tipo de tumor ocorre na camada mucosa (a camada de revestimento interna), surgindo na forma de irregulares pequenas lesões com ulcerações (rompimento do tecido mucoso) - características de cânceres ou tumores malignos.

Conforme a evolução do câncer, essas células anormais vão gradualmente substituindo o tecido normal do órgão, propagando-se para outras camadas do estômago e podendo acometer órgãos vizinhos (metástase por contigüidade).

O câncer de estômago é o segundo tumor maligno mais freqüente do mundo, tendo incidência alta no Leste Europeu, Japão, na América do Sul (principalmente no Chile e Colômbia) e na América Central (Costa Rica). Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), 21.500 casos novos serão diagnosticados ainda esse ano, sendo 13.820 homens e 7.680 mulheres.

Excluindo-se os cânceres de pele, o adenocarcinoma do estômago em homens é o segundo câncer mais freqüente nas regiões Norte (11/100.000) e Nordeste  (9/100.000)  e  o  terceiro  nas  regiões  Sul  ( 24/100.000), Sudeste (21/100.000)  e Centro-Oeste (13/100.000). Para as mulheres é o terceiro mais freqüente na região Norte (6/100.000), o quarto no Nordeste (5/100.000) e o quinto nas regiões Centro-Oeste (6/100.000), Sudeste (11/100.000) e Sul (12/100.000) (INCA, 2004). É a segunda causa de morte por câncer entre os homens no Estado de São Paulo (FONSECA, LAM, 1996).

Na Fundação Pio XII - Hospital do Câncer de Barretos, no ano de 2009, o adenocarcinoma gástrico foi o quarto câncer mais freqüente, com 414 novos casos, precedido pelos cânceres da próstata (1008 casos), mama (866 casos) e pulmão (405 casos).

Com o pico incidência em homens de idade mais avançada (cerca de 65% dos pacientes diagnosticados tem idade superior a 50 anos), o câncer de estômago está em terceiro lugar  na incidência entre homens e quinto, entre as mulheres.

3. Tipos de Câncer de Estômago

O câncer do estômago geralmente inicia-se nas células da camada mucosa (camada interna em contato com os alimentos) e se propaga através das camadas mais externas à medida que cresce.

Os tumores do estômago se apresentam, predominantemente, na forma em alguns tipos histológicos: adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores), linfoma (diagnosticado em cerca de 3% dos casos) e leiomiossarcoma (iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos).

Adenocarcinoma

O adenocarcinoma é um tipo de câncer (neoplasia maligna) que possui características secretórias, se originando em tecido glandulares. É o terceiro tumor maligno mais freqüente no mundo depois do câncer de pulmão e da mama - de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer. A sua incidência tem diminuído nos países ocidentais, mas mesmo assim continua como uma das causas principais de morte no mundo.

Estatísticas japonesas recentes mostram que o câncer gástrico no Japão é responsável pela segunda causa de morte entre os homens e a principal entre as mulheres. Entretanto, nas duas últimas décadas, a taxa de mortalidade devido ao câncer gástrico tem diminuído no Japão e em alguns países ocidentais, devido ao diagnóstico mais precoce, à técnica cirúrgica mais agressiva, às drogas quimioterápicas mais efetivas e aos cuidados com o paciente (NAKAJIMA,T; 2005).

Linfoma

O linfoma é um tipo de câncer que tem origem nos linfonodos (glânglios) por todo o corpo, principalmente no timo, baço, amídalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. Assim como outros tipos de linfomas, eles são divididos em subtipos complexos entre Linfoma de Hodgdkin e Linfoma Não Hodgkin.

O linfoma do estômago apresenta uma incidência baixa (3% dos cânceres do estômago), podendo ser dividido em dois tipos:

Linfoma gástrico MALT (Musoca-associated lymphoid tissue) – É um tipo de linfoma associado a mucosa constituída por células pequenas e com baixo grau de malignidade.

O segundo tipo é um linfoma de células grandes e com alto grau de malignidade, mas com uma incidência muito rara (quando comparada com o Linfoma Gástrico MALT).

Leiomiosarcoma

O Leiomiosarcoma é um dos tumores benignos da musculatura lisa do estômago, geralmente localizados em qualquer órgão também. Sua incidência é baixa.

Pólipos Gástricos

O pólipo é o nome dado a um crescimento anormal de um tecido advindo de uma membrana mucosa. Desenvolve-se nas cavidades de uma mucosa, podendo ter diferentes constituições e formatos. No estômago, os pólipos podem ser divididos em Adenoma e Pólipos Hiperplásicos.

a) Adenoma

Consiste em nódulos de epitélio displásico. Ocorrem quase que exclusivamente no antro (porção inicial do estômago), fazendo parte da Síndrome de Gardner (um transtorno genético que ocasiona a presença de múltiplos pólipos) ou gastrite crônica atrófica crônica (condição em que as células da mucosa do estômago são diminuídas, prejudicando a produção do ácido gástrico responsável pela digestão dos alimentos).

A maioria dos carcinomas associados ao adenoma gástrico são maiores que 2 cm de diâmetro. Acredita-se que são necessários 10 a 15 anos para um adenoma se transformar em carcinoma.

b) Pólipos hiperplásicos:

São os mais comuns pólipos do estômago (50 a 90% dos pólipos gástricos) e dois terços deles ocorrem no antro (porção inicial do estômago). A anormalidade básica é a hiperplasia (aumento excessivo do número de células) e eles se desenvolvem na mucosa gástrica atrófica. Pode haver associação com o H pylori. O tratamento é a remoção endoscópica ou cirúrgica. 

Tumores carcinóides

Representam 3% de todos os tumores carcinóides gastro intestinais.  Existem três subtipos de tumor carcinóide no estomago:

Carcinóide associado com gastrite atrófica crônica do tipo A com ou sem anemia perniciosa:

A gastrite do tipo A é causada por anticorpos contra as células parietais e o fator intrínseco, agindo na mucosa fúndica causa atrofia glandular acloridria e eventualmente anemia perniciosa. Metástases à distância e linfonodais são incomuns. Segundo Rindi e Col (1994), este tumor é relativamente benigno, e a ressecção endoscópica ou cirúrgica incluindo a área de mucosa produtora de gastrina (antrectomia) parece apropriada.

Carcinóide associado com a síndrome de Zollinger-Ellison

A síndrome de Zollinger-Ellison é o nome dado ao distúrbio causado por níveis excessivos do hormônio gastrina. A presença excessiva deste hormônio, por sua vez, faz o estômago produzir ácido clorídrico em excesso.

Esse distúrbio pode gerar um tipo de tumor que representa 8,6% dos tumores carcinóides gástricos e ocorrem quase que exclusivamente em pacientes com síndrome MEN-1 (Neoplasia Endócrina Múltipla). A hipergastrinemia está associada com o gastrinoma no pâncreas. O tratamento consiste em remover o gastrinoma ou a gastrectomia total.

Tumor carcinóide de forma esporádica

Não associados ao excesso de gastrina, esse tipo corresponde a 25% dos tumores carcinóides gástricos e têm um prognóstico pior que os tumores carcinóides associados à gastrite atrófica crônica e a síndrome de Zollinger-Ellinson. Como os tumores geralmente são grandes e a doença mais avançada, o tratamento necessita de cirurgia associada a radio e quimioterapia.

4. Quais os sintomas do Câncer de Estômago?

Estes sintomas podem caracterizar o câncer gástrico, mas outras condições ou doenças também podem causar os mesmos sintomas.

Dor epigástrica. (região central do abdômen – “boca do estômago”)

Sensação de “estômago cheio” após as refeições e perda do apetite durante as refeições

Emagrecimento.

Vômitos.

Vômitos com sangue.

Azia intensa

Diarréia

Constipação

Fadiga e Fraqueza

Fezes com sangue ou muito escurecidas (tipo borra de café)

Dificuldade para se alimentar.

Deve-se tomar cuidado, pois esses sintomas muitas vezes não são percebidos pelos pacientes e só se tornam evidentes quando o tumor atinge um tamanho suficiente para diminuir o espaço de passagem do alimento.

Existem sintomas comuns em estágios avançados, como o emagrecimento intenso (caquexia) e pele e olhos amarelados pelo acúmulo do material metabólico de bilirrubina (icterícia). O paciente com câncer de estômago em estágios avançados também pode sentir dor quando o estômago é palpado.

Se você notar a persistência de qualquer um dos sintomas acima, é indicado procurar um médico especialista na área gástrica como um gastroenterologista ou gastrenterologista

5. Prevenção de Câncer de Estômago

Por ser um órgão que recebe diretamente os alimentos, a dieta é um fator essencial para a prevenção do câncer de estômago. O consumo excessivo de certo tipo de alimentos, suas conservações e a ausência de alguns deles, podem corroborar a formação de um tumor. Abaixo relacionamos quais são essas condutas alimentares:

Ingestão excessiva de nitritos e nitratos – Os nitritos e nitratos podem ser encontrados em carnes e peixes em que se utiliza o método secagem para sua preservação – utilizado, por exemplo, em alimentos defumados. O nitrito ao ser recebido no estômago, transforma-se em nitrosaminas, substâncias altamente cancerígenas.

Evitar o consumo excessivo de alimentos enlatados, defumados, corantes ou alimentos conservado em sal

Evitar o consumo de alimentos guardados fora da geladeira ou mal conservados

Evitar o consumo de água com poços com altas concentrações de nitrato

Evitar ter uma alimentação carente das vitaminas A e C

Consumo regular de carnes e peixes.

Consumo de frutas e verduras frescas, contendo ácido ascórbico e beta caroteno. Esses elementos são benéficos por evitar que os nitritos se transformem em nitrosaminas.

6. Fatores de risco de Câncer de Estômago

Fatores de risco para câncer gástrico incluem o seguinte:

Infecção do estômago por Helicobacter pylori - Também conhecida como H. Pylori são bactérias que vivem no estômago humano, responsáveis por alguns tipos de gastrite, úlcera e cancros. Seu formato permite atravessar com facilidade a camada de muco protetora do epitélio gástrico.

Gastrite crônica (inflamação do estômago).

Realização de cirurgia para úlcera.

Anemia perniciosa – Distúrbio que pode acasionar facilitação ou dificuldade de absorção da vitamina B12 pelas células gástricas parietais (responsáveis pela liberação de ácido hidroclorídrico).

Metaplasia intestinal (uma condição na qual o revestimento normal do estômago passa a ser do tipo de células que revestem o intestino).

Polipose adenomatosa familiar (PAF) - Condição hereditária que gera inúmeros pólipos no intestino grosso.

Pólipos gástricos.

Tabagismo.

Tabagismo associado ao consumo de álcool

Ter uma mãe, pai, irmã ou irmão que teve câncer de estômago.

7. Diagnóstico do Câncer de Estômago

Exames de sangue - bioquímica: um procedimento em que uma amostra de sangue é coletada para medir a quantidade de certas substâncias liberadas no sangue, órgãos e tecidos do organismo. Uma quantidade alterada (superior ou inferior à normal) de uma substância pode ser um sinal de doença no órgão ou tecido que a produz. Nesse procedimento, o Hemograma completo (um procedimento em que uma amostra do sangue é extraída e analisada) procura verificar:

O número de glóbulos vermelhos (hemáceas, que carregam o oxigênio), os glóbulos brancos (células de defesa) e plaquetas (responsáveis por ajudar a conter sangramentos).

A quantidade de hemoglobina (proteína que transporta oxigênio) nas células vermelhas do sangue.

Endoscopia

Um procedimento para examinar o interior do esôfago, estômago e duodeno (primeira parte do intestino delgado) para verificar a ocorrência de áreas anormais. Um endoscópio (um tubo fino e iluminado) é passado através da boca e da garganta para o esôfago.

Sangue oculto nas fezes:

Um teste para verificar a presença de sangue oculto nas fezes, que só pode ser visto com a ajuda de um microscópio. Pequenas amostras de fezes são colocadas em placas especiais e é feita a sua análise no laboratório.

EED

É uma série de raios-x do esôfago e do estômago. O paciente bebe um líquido (contraste) que contém uma substância (bário) que os raios-X não conseguem atravessar, fazendo desse modo, que seja possível enxergar melhor os órgãos a serem analisados. Este procedimento também pode ser chamado de seriografia gastrointestinal superior (seriografia do esôfago, estômago e duodeno) quando estes três órgãos são analisados.

Biópsia

é a remoção de amostras de células ou tecidos para possibilitar a análise através de um microscópio por um médico patologista para verificar se há sinais de câncer ou algum outro tipo de doença. A biópsia geralmente é feita durante a endoscopia. Às vezes, uma biópsia pode mostrar alterações no estômago que não são câncer, mas que podem levar ao câncer.

TC (Tomografia Computadorizada)

Exame no qual são feitas uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raios-X. Um contraste pode ser injetado em uma veia, ingerido, ou ainda injetado através do reto para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecem mais claramente.

8. Estadiamento do Câncer de Estômago

Os seguintes exames e ou procedimentos podem ser utilizados no processo de estadiamento, entretanto nem todos os exames abaixo descritos são necessários a todos os pacientes:

Exames de β-hCG (Beta-gonadotrofina coriônica humana), CA-125 e CEA (Antígeno carcinoembrionário):

Os exames que medem os níveis de β-hCG, CA-125 e CEA no sangue. Essas substâncias são liberadas na corrente sangüínea tanto por células sadias, quanto por células cancerígenas. Quando encontrados em quantidades mais elevadas do que normal, esses elementos podem representar um sinal de câncer gástrico ou outras doenças.

Radiografia de tórax

Um raio X da órgãos e ossos dentro do peito. Um raio-x é um tipo de raio de energia que pode atravessar o corpo e realizar um retrato de áreas dentro do corpo.

Ultrassonografia endoscópica

Um procedimento em que um endoscópio é inserido no corpo, geralmente através da boca. Um endoscópio é um instrumento fino, de forma tubular, com uma luz e uma lente para a visão. A sonda na ponta do endoscópio é usada para produzir ondas sonoras de alta energia (ultra-som) e fazer ecos. Os ecos formam imagens dos tecidos do corpo possibilitando a avaliação do médico. Este procedimento também é chamado endossonografia.

TC (tomografia computadorizada):

Exame no qual são feitas uma série de imagens detalhadas de áreas no interior do corpo, tomadas de ângulos diferentes. As imagens são feitas por um computador ligado a uma máquina de raios-X. Um contraste pode ser injetado em uma veia, ingerido, ou ainda injetado através do reto para ajudar os órgãos ou tecidos a aparecem mais claramente.

Laparoscopia:

Um procedimento cirúrgico para olhar os órgãos dentro do abdômen para checar sinais de doença. Pequenas incisões (cortes) são feitas na parede do abdômen e um laparoscópio (um tubo fino e iluminado) é inserido em uma das incisões. Outros instrumentos podem ser inseridos através das incisões para realizar procedimentos como a remoção de amostras de tecidos para se pesquisar sinais de doença. Pode também, em alguns casos, realizar-se parte da cirurgia para tratamento por esse método.

PET Scan (Tomografia por emissão de pósitrons scan):

Um exame que combina a tomografia computadorizada e uma espécie de cintilografia. É utilizada uma substância radioativa (fluordesoxiglicose – FDG), que é injetada por uma veia e é mais absorvida por células tumorais, fazendo com que o câncer possa ser diagnosticado ou analisado com grande precisão.

9. Tratamento do Câncer de Estômago

Três tipos de tratamento padrão são usados:

Cirurgia

Cirurgia é o tratamento mais comum para todos os estágios do câncer de estômago. Os seguintes tipos de cirurgia podem ser utilizados:

Gastrectomia subtotal

Remoção de parte do estômago que contém o câncer, linfonodos próximos, tecidos ou órgãos que possam estar acometidos pelo tumor.

Gastrectomia total:

Remoção de todo o estômago, os linfonodos próximos, parte do esôfago, duodeno e outros tecidos próximos ao tumor. O baço pode ser removido. O esôfago é ligado ao intestino delgado para que o paciente possa continuar a comer e engolir.

Se o tumor está obstruindo o estômago, mas o câncer não pode ser completamente removido por cirurgia, pode se realizar a colocação de uma prótese (um tubo fino e expansível), realizado através de endoscopia, a fim de manter uma passagem para o alimento.

Radioterapia

A radioterapia é um tratamento contra o câncer que utiliza tipos de radiação para matar células cancerígenas ou impedi-las de crescer. Existem dois tipos de radioterapia. A terapia de radiação externa, a mais comum, utiliza uma máquina para enviar radiação para o câncer. Na terapia de radiação interna (braquiterapia) a substância radioativa é colocada diretamente em contato com o tecido tumoral.

Quimioterapia

Quimioterapia é um tratamento de câncer que usa medicamentos (remédios) para parar o crescimento das células cancerosas, matá-las ou impedí-las de se dividir. Quando a quimioterapia é tomada via oral ou injetada numa veia ou músculo, os fármacos entram na corrente sangüínea e podem atingir as células cancerosas por todo o corpo (quimioterapia sistêmica).

Quando a quimioterapia é colocada diretamente na coluna vertebral, um órgão ou uma cavidade do corpo, como o abdômen, as drogas afetam principalmente as células do câncer nessas áreas (quimioterapia regional). A forma como a quimioterapia é dada depende do tipo e estágio do câncer a ser tratado.
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Ex-assessores de Carlos Bolsonaro também tiveram sigilos quebrados


A quebra do sigilo fiscal e bancário de todos os ex-funcionários do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) atinge dois servidores que passaram pelo gabinete do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSL), irmão de Flávio.
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Márcio da Silva Gerbatim e Claudionor Gerbatim de Lima, ambos ligados ao ex-policial militar Fabrício Queiroz - pivô das investigações - já estiveram lotados nos gabinetes dos dois irmãos que atuaram nos Legislativos estadual e municipal do Rio.

A investigação indica que houve a 'rachadinha', prática por meio da qual funcionários devolvem parte do salário para o parlamentar que os nomeou, e lavagem de dinheiro no gabinete do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro quando era deputado estadual na Alerj, entre 2007 e 2018.

Ainda segundo o jornal, Márcio da Silva Gerbatim, que é ex-marido da atual mulher de Queiroz e pai da sua enteada, foi empregado pela primeira vez no gabinete de Carlos, onde ficou entre abril 2008 e abril de 2010. Após os dois anos de serviço na Câmara Municipal, foi exonerado por Carlos e nomeado por Flávio na Alerj como assessor-adjunto, cargo que exerceu até maio de 2011.

Já Claudionor é sobrinho da mulher de Queiroz e fez o caminho inverso ao de Márcio: trocou a Alerj pela Câmara dos Vereadores. Ele é pai de Evelyn Mayara de Aguiar Gerbatim, outra enteada de Queiroz, que esteve lotada no gabinete de Flávio na Alerj de agosto de 2017 até fevereiro deste ano.

Quando o escândalo do Bolsogate veio a público, Carlos Bolsonaro negou que Fabrício Queiroz tenha tido influência em seu gabinete na Câmara Municipal, onde ele é vereador desde 2001. Segundo o parlamentar, Márcio Gerbatim foi nomeado no gabinete "face sua experiência na função de motorista e não por indicações" e que "nunca nenhum parente de Fabrício Queiroz foi nomeado neste gabinete".
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Parentes de Bolsonaro devolviam 90% dos salários


Ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, é elo para entender escândalo que envolve nepotismo e "rachadinha"

Na última terça-feira, quando o jornal O Globo divulgou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de quebrar os sigilos bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas ligadas ao antigo gabinete do primogênito do presidente, Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), uma luz de alerta piscou no Palácio do Planalto. De todos os nomes elencados pelo Ministério Público estadual, nove eram de parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, a segunda mulher de Jair Bolsonaro e mãe do seu quarto filho, Jair Renan.  
Ana Cristina Valle que se identificou como Cristina Bolsonaro nas eleições de 2018. Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
Ana Cristina Valle que se identificou como
Cristina Bolsonaro nas eleições de 2018.
Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
Ana Cristina, com quem Jair Bolsonaro viveu em união estável por dez anos, entre 1998 e 2008, foi a ponte para que a família Siqueira Valle começasse a integrar a extensa lista de funcionários do clã Bolsonaro há cerca de 20 anos. Uma pessoa próxima à família falou com Época sob condição de anonimato e disse que os parentes nomeados nunca fizeram o trabalho de assessoria parlamentar na cidade ou na Alerj. De acordo com essa pessoa, ao menos dois familiares admitiram que repassavam cerca de 90% dos salários de volta para os parlamentares. Época também teve acesso a gravações em que dois deles relembram as devoluções, em dinheiro vivo, feitas à Flávio na Alerj.  

De quatro em quatro anos, a única coisa que os parentes faziam era distribuir santinhos no período de campanha pela reeleição de Flávio e Jair Bolsonaro. Assim, sequer eram vistos como funcionários. Outros três parentes de Ana Cristina ainda foram lotados pelo próprio Jair Bolsonaro, em seu gabinete, quando era deputado federal em Brasília. Para além da possibilidade de configurarem nepotismo, as nomeações revelam fortes indícios da prática da “rachadinha”, quando assessores são nomeados para repassar parte — ou o total — do salário ao político que o nomeou. 

Nota de Flávio Bolsonaro: 

“O senador Flávio Bolsonaro se recusa a comentar uma suposta gravação a qual não teve acesso. É uma irresponsabilidade divulgar qualquer áudio sem que se saiba quem fala, quem grava e em que contexto a gravação foi feita. Em tempos de Fake News, esse tipo de conteúdo é uma armadilha que pode induzir os leitores ao erro e a julgamentos enganosos”.

Juliana Dal Piva e Bruno Abbud
No Época
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Brasil afora multidões contra Bolsonaro, que reage às investigações... e um Tratado sobre a Idiotia


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MP aponta ‘férias permanentes’ de policiais em troca de rachadinha de salário com Flávio Bolsonaro

Eles
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aponta que policiais militares nomeados para o gabinete de Flávio Bolsonaro na época em que ele foi deputado estadual teriam recebido um tipo de “férias permanentes”, em troca do repasse de até dois terços de seus salários. O dinheiro era remetido, segundo a investigação, ao ex-assessor do parlamentar Fabrício Queiroz, que é PM da reserva. 

Entre os casos detalhados no pedido de quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro, hoje senador pelo PSL, está o do tenente-coronel da PM Wellington Romano. No pouco mais de um ano em que foi cedido para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Romano ficou ausente do Brasil por 226 dias.

Outro citado é o policial Agostinho de Moraes Silva, que, além de repassar dois terços de sua gratificação, não dava expediente regular no gabinete de Flávio, nem como PM.

“A atividade de segurança pública estadual, já tão carente de recursos humanos e financeiros, foi diretamente prejudicada pelo afastamento de mais um policial militar que deveria estar protegendo a população nas ruas, mas, em troca de repassar parte de gratificação de assessor, ganhou de fato ‘férias permanentes’ travestidas de cessão à Alerj”, escreveram os promotores.

A presença excessiva de PMs na Assembleia teve reflexos diretos no serviço público de segurança do Estado. Os investigadores relembraram que, na intervenção federal no Rio em 2018, o secretário de segurança pública Richard Nunes chegou a determinar que 87 policiais, nomeados na Alerj como assessores de deputados, retomassem suas atividades na corporação. 

Bela Megale
No Globo
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Agora é guerra: capitão desafia o mar de gente que saiu às ruas contra o governo

https://www.balaiodokotscho.com.br/2019/05/16/agora-e-guerra-capitao-desafia-o-mar-de-gente-que-saiu-as-ruas-contra-o-governo/
“Se há um idiota no poder, é porque os que o elegeram estão bem representados” 
Barão de Itararé
* * *

Antes de se refugiar numa lanchonete em Dallas, o capitão Jair Bolsonaro resolveu desafiar as multidões que saíram às ruas em todo o país na quarta-feira, em defesa da Educação e contra o seu desgoverno:

“A maioria ali é militante, não tem nada na cabeça, se perguntar quanto é sete vezes oito para ele, não sabe. Se você pergunta a fórmula da água, não sabe. São uns imbecis, uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra”, disse o presidente aos perplexos repórteres que o entrevistavam sobre as manifestações do Brasil.

Aonde ele quer chegar com isso?

Como de costume, o capitão certamente não sabia o que estava acontecendo por aqui, quem eram as pessoas nas manifestações organizadas em mais de 200 cidades do país.

Eram crianças e velhos, estudantes e professores, famílias inteiras ocupando as ruas com seus cartazes de protesto. Ninguém ali era massa de manobra. Me fez lembrar as grandes mobilizações das Diretas Já.

Se o general Heleno, o seu assessor de inteligência o tivesse informado, ele não declararia guerra aos setores organizados da sociedade civil que se uniram, não apenas para protestar contra os cortes de verbas na Educação, mas também para mostrar a sua indignação com o boçalnarismo que está destruindo o Brasil.

Agora, não tem volta: teremos uma guerra aberta, nas ruas, nas praças e em todos os lugares onde o povo se reúne para defender seus direitos de cidadania, ameaçados pelo autoritarismo galopante. O dia 15 de maio foi um divisor de águas.

Ao desafiar grosseiramente quem estava protestando contra ele, Bolsonaro mobilizou e uniu ainda mais as forças democráticas que não se entregam, e não apenas os que estavam nas ruas.

Bastaria ter dado uma olhada nas imagens da TV e nas redes sociais para descobrir que o vento virou contra ele.

Pesquisa publicada pelo Globo revela que, em 600 mil tuítes analisados após as suas declarações, 90% dos internautas dispararam críticas contra o presidente, seu governo e seguidores.

É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar: as mesmas redes sociais que Carlucho Bolsonaro usou de forma abjeta para eleger o pai, com kit gay e mamadeira de piroca, agora se mobilizam contra a família presidencial, e já anunciam os próximos passos do movimento de resistência aos desmandos do governo.

Entidades estudantis e sindicatos de professores já marcaram para o dia 30 nova mobilização nacional em defesa da Educação.

Líderes das principais sindicais começaram a convocação para a greve geral que planeja parar o país no dia 14 de junho.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro assiste sem reagir ao derretimento da economia e da sua conflagrada base aliada no Congresso.

Sem ter apresentado até agora nenhum programa de governo, além da liberação das armas e da reforma da Previdência, restará a Bolsonaro o que ele parece estar procurando desde o início: colocar as tropas na rua contra o povo.

No governo da vingança, tudo indica que o objetivo é provocar o caos, para surgir mais adiante como salvador da pátria, sem a tutela dos generais e do mercado, como um napoleão fora de época.

O Brasil real, de quem estuda e trabalha, acordou hoje mais forte e com mais esperanças de dar um fim a este pesadelo que já dura quase cinco meses.

E a hora da verdade está chegando para o despreparado, grosseiro e tosco capitão, que um dia resolveu brincar de presidente da República.

Vida que segue.

Ricardo Kotscho
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Dallas


Bolsonaro foi visitar George W. Bush sem avisar, como o idiota inconveniente que sempre foi, movido pela inveja infantil que ele, Ciro Gomes e Fernando Henrique Cardoso têm de Lula.

Na entrevista à Folha de S. Paulo e ao El País, Lula revelou a proximidade que tinha com Bush, com quem trocava ideias, impressões e estratégias diplomáticas. Eram diferentes em tudo, mas compreendiam plenamente a dimensão histórica de cada um.

Sem convite, penetra internacional, Bozo foi a Dallas, às custas do erário, levar a cabo uma farsa. Não foi convidado, não houve prêmio algum, foi rejeitado por onde quer que passasse. Mais um vexame mundial.

Covarde, fugiu das manifestações e xingou os manifestantes. Largou, inclusive, o filho, Flávio,  à própria sorte no tsunami de acusações que vão de lavagem de dinheiro a formação de quadrilha.

No Brasil, foi substituído por Ciro Gomes, pote até aqui de mágoa, credenciando-se como novo anti-Lula, naufragando junto com a meia dúzia de ressentidos que conseguem enxergar nele alguma sombra de razão.

Leandro Fortes, jornalista
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O idiota inútil

Xavier: Bolsonaro já passou do fundo do poço


O Conversa Afiada reproduz artigo sereno (sempre!) de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Como todo bom (...), o tenente travestido de capitão Jair Bolsonaro refugiou-se em território estrangeiro para não encarar as gigantescas mobilizações contra seu governo. Em Dallas, protegido pela segurança de Trump, desatou a atacar as manifestações e ofender o povo: coisa de “idiotas úteis”, “que não sabem a fórmula da água”. Pano rápido.

Por aqui, Bolsonaro deixou seu contínuo alocado na Educação ser massacrado no Congresso. Abrão, como ele gosta de ser chamado, expôs novamente sua ignorância sobre os assuntos da pasta. Atacou parlamentares, embaralhou-se em números (o que não é novidade) e enterrou de vez qualquer possibilidade de ser levado a sério.

Enquanto isso, centenas de milhares de brasileiros rejeitavam nas ruas os planos desta gestão. Sob a bandeira de defesa do que resta da Educação, o ímpeto que levou uma multidão às ruas é mais profundo. A negação de um governo “eleito” por acaso como tábua de salvação de uma elite putrefata que nem sequer providenciou um nome palatável para liquidar Lula.

O Brasil vive um momento peculiar, como sempre acontece por estes lados. O governo Bolsonaro, de fato, acabou antes de começar, conforme já escrevi tempos atrás. Seu único projeto é limpar o terreno para entregar o país ao capital financeiro nacional e internacional. Algo como aqueles anúncios “Família de mudança vende tudo” ou “Passa-se o ponto”.

Se efetuadas com rigor, as investigações sobre a dupla Flavio Bolsonaro/Queiróz serão a pá de cal nesta aventura de extrema-direita. Ninguém tem dúvidas disso. Por muito menos, Fernando Collor foi expulso do Planalto. As oferendas ao moralismo obscurantista e reacionário, ao armamentismo desenfreado e à defesa da tradição, família e propriedade são escudos incapazes de esconder a podridão que exala da famiglia no poder.

A solução não é fácil. O povo trabalhador, há que reconhecer, tem os seus limites. Desde o fim da ditadura, assistiu a um governo desorientado, a um impeachment, a um golpe contra uma presidenta eleita e agora a um usurpador travestido de mandatário. Viveu um intervalo de esperança sob o comando de um líder popular que indicou nos fatos e nas ideias que o país é viável. Infelizmente, Lula cometeu erros que se mostraram fatais.

O desafio é encontrar uma solução constitucional que recoloque o Brasil nos trilhos. Isso não depende de Brasília, mas das ruas. Como aconteceu nesta quarta-feira e deve ocorrer na greve geral já marcada. E com Lula Livre.
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Tsunami Flávio: 19 imóveis por R$ 9 milhões

De Dallas, nos EUA, onde novamente dá vexame internacional – isolado, rechaçado pelas autoridades locais e causando "surpresa inesperada" na visita a George Bush, segundo o próprio assessor do ex-presidente ianque –, Jair Bolsonaro só recebeu péssimas notícias neste fatídico 15 de maio. Além dos protestos gigantescos em várias cidades do Brasil contra o corte de verbas na educação, ainda veio a confirmação do Banco Central sobre a queda no Produto Interno Bruto (PIB), já caracterizando uma nova "recessão técnica", e o vazamento de documento sobre o sinistro patrimônio do "pimpolho" Flávio Bolsonaro, que comprou 19 imóveis por R$ 9 milhões nos últimos anos. Essa bomba pode virar o verdadeiro tsunami antecipado enigmaticamente pelo "capetão" antes da viagem aos EUA. 

Segundo o site da revista Veja, que postou com exclusividade o documento na noite desta quarta-feira, "ao pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o Ministério Público apontou indícios de que o parlamentar tenha utilizado a compra e venda de imóveis para lavar dinheiro. Segundo os promotores, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias em que há 'suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas'. No período, ele investiu 9,425 milhões de reais na compra de 19 imóveis, entre salas e apartamentos".

No documento sigiloso obtido pela revista, o Ministério Público afirma que a suposta fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” que encobririam “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A quebra de sigilo foi concedida pelo juiz da 27ª Vara Criminal do Rio, Flávio Itabaiana Nicolau. "Os promotores citam no documento casos em que teria havido valorização excessiva de imóveis comprados por Flávio. Em 27 de novembro de 2012, ele comprou, por 140 mil reais, um apartamento na Avenida Prado Junior, em Copacabana – 15 meses depois, em fevereiro de 2014, vendeu o imóvel por 550 mil reais, o que representa um lucro de 292%. O MP aponta que, de acordo com o índice Fipezap, utilizado no mercado imobiliário, a valorização de imóveis no bairro ficou, no período, em 11%".

"Também em novembro de 2012, Flávio comprou, por 170 mil reais, um apartamento na Rua Barata Ribeiro, também em Copacabana, que, um ano depois, seria vendido por 573 mil reais, lucro de 237%. No período, o índice de valorização ficou em 9%. Na medida cautelar, os promotores apontam que os valores declarados para a compra foram inferiores aos do mercado; e, os da venda, superiores. Citam também que os dois imóveis foram intermediados por um americano, Glenn Howard Dillard. Proprietário do apartamento na Prado Junior, o também americano Charles Eldering, acusou Dillard de não ter lhe repassado o valor da venda".

A compra de outros imóveis também gerou suspeitas. "Entre dezembro de 2008 e setembro de 2010, Flávio adquiriu dez salas comerciais na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, por 2,662 milhões de reais. Em outubro de 2010, todos os imóveis foram vendidos para a empresa MCA Exportação e Participações por 3,167 milhões de reais. Os promotores ressaltam que o comprador tem, entre os sócios, a Listel S.A., sediada no Panamá, um paraíso fiscal. Os autores do documento citam que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) considera como 'sérios indícios' de lavagem de dinheiro, 'a realização de operações imobiliárias envolvendo pessoas jurídicas cujos sócios mantenham domicílio em países com tributação favorecida'. Todas as pessoas físicas e jurídicas envolvidas em transações imobiliárias de Flávio tiveram seu sigilo quebrado pela Justiça.

Diante de tantos negócios sinistros, o Ministério Público afirma ter encontrado indícios que indicam a prática, no gabinete do então deputado estadual, dos crimes de peculato (apropriação, por funcionário público de bens alheios), lavagem de dinheiro e organização criminosa. Procurado pela revista, o hoje senador negou as denúncias e acusou o MP de ter quebrado seu sigilo. Já seu pai, o metido a valentão Jair Bolsonaro – que de Dallas acusou os professores e estudantes de "imbecis" e de "idiotas úteis" –  deve ter ficado com cara de nádega. A vida é dura, "capetão"!

Altamiro Borges
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