13 de mar de 2019

Jornalixo da BandNews

Forma que repórter aborda mãe de atirador de Suzano causa revolta nas redes sociais

Repórter causa revolta ao abordar mãe de atirador
Confira a repercussão nas redes sociais:







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A família Bolsonaro, a morte de Marielle e os milicianos presos no Rio


As fotos de Jair Bolsonaro com os milicianos presos hoje pelo assassinato de Marielle Franco chocaram uma parte do Brasil.

Uma parte que, mesmo diante de todas as evidências e das atrocidades defendidas por Bolsonaro, mesmo diante da defesa feita por ele dos grupos de extermínio de adolescentes na Bahia, da defesa de um canalha torturador como Ustra, da defesa do ditador paraguaio pedófilo, da defesa do modus operandi das milícias mais violentas do Rio, ainda não acreditava que os Bolsonaro tivessem ligações com milicianos.

Não sabemos ainda quem foi o mandante do assassinato de Marielle, mas a ligação da família Bolsonaro com milicianos aqui no Rio tem que ser seriamente investigada!

Morar no mesmo condomínio que o miliciano que executou Marielle faz de alguém um miliciano ?

É claro que não.

Há milicianos morando em quase todos os condomínios da Barra e também nos condomínios do lindo Recreio dos Bandeirantes, onde eu moro há 6 anos.

Mas e quanto a homenagear milicianos na ALERJ como fez F. Bolsonaro, ou defender as milícias criminosas durante uma entrevista para a Jovem Pan como fez Jair Bolsonaro em setembro de 2018?

E quanto a celebrar a morte de adolescentes assassinados por milicianos como fez Bolsonaro quando era parlamentar?

E quanto a pedir que grupos de extermínio da Bahia viessem atuar no Rio de Janeiro como fez Bolsonaro quando parlamentar?

E quanto a adotar um silêncio sepulcral quando a morte de uma vereadora negra, humanista e ativista como Marielle causou uma comoção mundial e jornalistas do mundo todo criticaram o estranho silêncio de Bolsonaro?

Relato aqui um pouco do que descobri, como jornalista, mãe e mulher, vivendo no Rio há quase 6 anos, no Recreio dos Bandeirantes, um bairro da zona oeste onde estão as praias mais bonitas da cidade, a poucos minutos dos estúdios de produção da Globo, onde moram centenas de atores e escritores em busca de um cenário inspirador, mas onde também vivem, em condomínios como o meu, centenas de milicianos, ex-militares do exército e da PM que enriqueceram rapidamente unindo-se aos milicianos de Rio das Pedras.

1) Assim que me mudei para cá, para um bonito condomínio de casas, senti um alívio imenso, como jornalista, mulher e mãe, por descobrir que os assaltos a condomínios ou mesmo nas ruas eram muito raros e que aqui reinava a paz!

Poucos meses depois , descobri que o que havia nessa região, não era exatamente paz, mas uma “paz” artificial para nós, que vivemos em verdejantes e seguros condomínios, e muito medo para os pobres, para mulheres, jovens e crianças que não tiveram as mesmas chances que eu tive, e que vivem em comunidades muito carentes perto daqui .

O medo é imposto pelas milícias da região, que exercem o pleno domínio do território nas comunidades (não nos condomínios, claro), que torturam, estupram, matam, impõem o toque de recolher aos mais pobres, obrigam aquelas pessoas a comprarem seus serviços e praticam extorsões contra pequenos comerciantes dessas comunidades.

Umas das primeiras funcionárias que tive aqui em casa, uma senhora de quem eu gostava muito, teve seu filho assassinado por ter denunciado os milicianos que tentaram extorqui- lo quando decidiu abrir uma pequena loja de galões de água mineral. Ela também teve uma das sobrinhas estupradas por um ex capitão da PM.

2) Por ser autora de um livro-reportagem sobre a máfia italiana Cosa Nostra, seus assassinatos, crueldades históricas e extorsões (o livro “Quando amanhece na Sicília… ” , premiado recentemente), comecei a conversar com moradores de comunidades da região e a constatar as imensas semelhanças entre a Cosa Nostra e as milícias do Rio, inclusive nas extorsões aos mais pobres, nos seus tentáculos e em sua ligação com políticos poderosos.

3) Uma das primeiras coisas que ficaram claras para mim, morando no Recreio, foi a ligação umbilical existente entre a família Bolsonaro e as milícias do Rio.

Flávio Bolsonaro chegou a homenagear, quando era um deputado estadual da ALERJ, dois dos principais milicianos da região, ligados aos suspeitos do assassinato de Marielle.

4) Em 2011 , quando a juíza Patrícia Accioly , foi assassinada por milicianos, a família Bolsonaro foi ao Twitter para difamar a juíza, desrespeitando até mesmo a dor dos familiares!

5) Quando a juíza Daniella Barbosa foi agredida por milicianos aqui no Rio, Flávio Bolsonaro foi às redes sociais para defender os agressores!

6) Bolsonaro também foi o único deputado estadual do Rio a ser contra a entrega da Medalha Tiradentes a Mariellle Franco.

7) Raul Jungmann sabia da ligação de Bolsonaro com a milícia quando disse que havia políticos poderosos envolvidos com os milicianos pouco antes das eleições de 2018?

8) O filho mais novo de Bolsonaro namorava a filha de Lessa, o miliciano preso hoje pelo assassinato? E por que Ronnie Lessa, o vizinho e amigo de Bolsonaro, teria 117 fuzis escondidos na casa de um amigo? Sim, 117.

9) O clã Bolsonaro só começou a tentar esconder sua ligação com os milicianos recentemente. Antes disso, Flávio e Jair defenderam diversas vezes a atuação desses grupos de extermínio da zona oeste, de pessoas que matam, extorquem comerciantes, torturam e estupram meninas das comunidades em que atuam.

10) Flávio Bolsonaro já propôs inclusive a legalização desses grupos. No início de seu segundo mandato na Assembléia Legislativa do Rio, em 2007, ele votou contra a instalação da CPI das milícias. E a própria instalação dessa CPI só foi cogitada depois que milicianos torturaram por horas a equipe de jornalistas do jornal O Dia!!

11) Raul Jungmann, o ex ministro, deve explicações à sociedade sobre o que já se sabia sobre a ligação entre a família Bolsonaro e os milicianos nas eleições de 2018 .

12) Uma imensa parcela dos brasileiros hoje clama pela verdade e pede que se investigue a ligação de Bolsonaro com os milicianos presos pelo assassinato de Marielle Franco, uma mulher que, como eu, lutou para dar voz aos direitos humanos em um Brasil dominado pela barbárie.

Lúcia Helena Issa
No GGN
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Miliciano tinha arma com inscrição dos Fuzileiros Navais dos EUA

M27 é da Heckler & Koch

Componente de um fuzil M27 com inscrição dos Fuzileiros Navais dos EUA

A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu 117 armas na residência de um amigo do policial militar Ronnie Lessa, suspeito de ter executado a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, há um ano. Em uma foto divulgada do material apreendido, consta um componente de um fuzil M27 com inscrição dos Fuzileiros Navais dos EUA [USMC, em inglês].

Mais de cem fuzis do modelo M-16 foram encontrados na casa, localizada no Méier, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, um endereço anotado ligado a Lessa também foi encontrado na casa.

O M27 é produzido pela Heckler & Koch, empresa de armas alemã que também tem fábricas nos EUA, na França e no Reino Unido. O modelo se tornou o fuzil padrão dos Fuzileiros Navais dos EUA em 2018.

O dono da casa, Alexandre Mota de Souza, confirmou aos investigadores que Lessa é seu amigo de infância e pediu que ele guardasse as caixas sem abri-las.

(...)

No CAf
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A milícia contra ataca


O afastamento do delegado Giniton Lages, do caso Marielle, é um sinal de que os milicianos infiltrados no governo Witzel estão se movimentando - e rápido - para tentar desvincular os assassinos da família Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, tenta-se consolidar a tese ridícula de que dois assassinos de aluguel, um deles flagrado com 117 fuzis, teriam matado Marielle e Anderson por ódio ideológico.

Essas antas, como 100% dos bolsomínions, entendem, sim, de ódio, mas são completamente analfabetos sobre ideologia. Como Bozo, repetem chavões de apostilas da Guerra Fria sem nenhuma relação com a realidade. É gado alimentado com ração de veneno.

Vem aí um novo delegado, dessa vez, adestrado para falar só o que interessa aos Bolsonaro e a Witzel, o cara de pau que está capitalizando para si uma investigação sobre a qual não teve nenhuma participação. E, pior, jogando com a covardia da triste imprensa carioca, que não teve coragem de lembrar a participação dele no ato fascista que destruiu a placa de Marielle.

Leandro Fortes, Jornalista e integrante da Rede de Jornalistas pela Democracia
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Conflito de interesse é a Lava Jato ajudar os EUA a denunciarem a Petrobras e depois ficar com o dinheiro

A Lava Jato só descolou R$ 1,25 bilhão para criar uma ONG ou outro tipo de fundação privada porque ajudou ativamente os Estados Unidos em ação contra a Petrobras por lesar acionistas estrangeiros com os esquemas de corrupção revelados nos 5 anos de operação


A Folha de S. Paulo publicou nesta quarta (13) um artigo afirmando que é “conflito de interesse” a turma da Lava Jato em Curitiba participar da criação de uma fundação privada e influenciar o destino de R$ 1,2 bilhão em investimentos porque a isenção da equipe poderá ser questionada, no futuro, caso tenha de investigar qualquer destinatário desses recursos.

A crítica da Folha ignora o fato de que há conflito de interesse ainda maior numa das raízes da polêmica: a origem dos recursos “conquistados” pelos procuradores.

A Lava Jato só descolou R$ 1,25 bilhão para criar uma ONG ou outro tipo de fundação privada porque ajudou ativamente os Estados Unidos a denunciarem a Petrobras por lesar acionistas estrangeiros com os esquemas de corrupção revelados nos 5 anos de operação.

O GGN apurou que pelo menos 5 delatores da Lava Jato – todos mantidos sob sigilo – foram citados na denúncia apresentada contra a Petrobras em solo americano, mas há indícios de que mais colaboradores foram emprestados na cooperação internacional – que, até hoje, não se sabe se ocorreu dentro dos trâmites legais ou à revelia da autoridade central para este assunto, o Ministério da Justiça.

O dinheiro da ONG da Lava Jato – que será suspensa para estudo – é metade da multa de R$ 2,5 bilhões que a Petrobras admitiu pagar às “autoridades brasileiras” em troca de um acordo de “não-acusação” com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) e a Securities and Exchange Commission (SEC).

Os R$ 2,5 bilhões, em verdade, equivalem a 80% do total da penalidade imposta à estatal pelo DOJ, que ficou apenas com 10%. A SEC, com os outros 10%.

Quem teve acesso ao contrato entre Petrobras e DOJ/SEC sabe que o motivo de os EUA abrirem mãos de 80% de uma multa bilionária não restou verdadeiramente claro.

O que consta no acordo são justificativas genéricas como a Petrobras ter colaborado com as investigações e adotado políticas de governança em conformidade com as leis americanas que punem negócios internacionais que lesam seus investidores – o que gerou, inclusive, um “desconto” de 25% na multa final.


Quando a Folha afirma no artigo que “os americanos concordaram em devolver 80% da multa (US$ 682 milhões), porque o acordo usou contra a Petrobras as informações que a Lava Jato levantara sobre corrupção na estatal” e que “os americanos não viam sentido em retornar parte da multa para o governo” porque a Petrobras é brasileira, ela não está reportando as informações a partir do acordo, disponível no site do DOJ.

As duas justificativas da Folha sequer condizem com o histórico de atuação dos EUA no caso da Lava Jato e outros similares. Escritórios de advocacia nos Estados Unidos, na ocasião do anúncio do acordo com a Petrobras, em setembro de 2018, classificaram como “notável” o fato de que os EUA desistiram de 80% da multa em favor do “Brasil”. O padrão, segundo as análises, é o governo americano levar o processo adiante ou até firmar um acordo com as investigadas, mas ficar com o dinheiro.

Vale destacar que o DOJ acusou a Petrobras de gerar 2 bilhões de dólares em perdas com os esquemas de corrupção revelados pela Lava Jato. Lá, a estatal não foi vista como vítima de ex-executivos e empresários corruptos, mas como culpada por não ter adotado mecanismos de controle que pudessem preservar os acionistas de prejuízos.

Além de deixar essas informações de lado, a Folha fez uma crítica questionável sobre a questão do nacionalismo. Mais uma vez, ignorou o ponto-chave, que é justamente o ativismo dos procuradores de Curitiba numa investigação de interesses dos EUA contra a maior estatal brasileira.
Era papel da Advocacia-Geral da União ou outros órgãos ligados ao Executivo, conforme apontado por críticos e analistas, acompanhar as acusações junto ao DOJ. Ao contrário disso, a equipe de Deltan Dallagnol – frise-se, mais uma vez: não se sabe se formal ou informalmente – colaborou com uma denúncia que acabou tirando da Petrobras mais de R$ 2,5 bilhões. E depois ficou com metade do dinheiro!
Além de tudo, a jogada envolveu a Vara em Curitiba que julga os casos criminais da Lava Jato, sendo que o acordo assinado nos EUA não tem caráter criminal, como anotou a procurada-geral da República Raquel Dodge em dura ação que pede a nulidade do termo assinado, no Brasil, entre MPF e Petrobras, ao Supremo Tribunal Federal. Este segundo acordo – de janeiro passado – é que define as diretrizes da criação do fundo bilionário para fins de ações sociais e anticorrupção.

Isso sem contar que, em nenhum momento, o DOJ estabeleceu expressamente em contrato que caberia ao MPF discutir com a Petrobras a aplicação da multa de R$ 2,5 bilhões. A turma de Curitiba usurpou essa função e também foi denunciada por isso.


Como bem destacou a Folha entre as poucas passagens críticas ao feito, a Lava Jato lançou mão do ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” ao cair “no problema que ela escancarou nas empreiteiras e na Petrobras com a criação desse fundo: o de falta de governança, de regras éticas claras a serem seguidas”, teria dito um professor da USP que não quis se identificar.

Cíntia Alves
No GGN
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Dinheiro que seria usado em fundo da Lava-Jato não é ressarcimento para Petrobras

Valores foram pagos pela própria Petrobras ao governo dos EUA, em função de fraudes


Acordos de colaboração premiada e de leniência celebrados com fornecedores e ex-funcionários da Petrobras acusados de corrupção resultaram na devolução de valores diretamente à própria estatal, por decisão da Lava-Jato, e celebrados em eventos públicos. O primeiro repasse ocorreu em maio de 2015: foram depositados na conta da estatal R$ 157 milhões do acordo com o ex-gerente da área de serviços da Petrobras Pedro Barusco, o primeiro delator e funcionário da empresa na Lava-Jato. Também em 2015, retornaram outros R$ 69 milhões pagos pelo mesmo delator e R$ 70 milhões que tinham sido desviados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa.

Nos anos seguintes, o valor de reembolsos aumentou: em 2016, foram R$ 204,2 milhões; em 2017, R$ 653,9 milhões; e em 2018, R$ 1,034 bilhão. A estatal tem autonomia para definir ações e formas de aplicação dos recursos.

Os valores que retornaram à Petrobras são tímidos perto do cálculo total de ressarcimento previsto pela Lava-Jato (acordos e multas):R$ 40,3 bilhões. A lei prevê que valores de multa só podem ser repassados às vítimas diretas de crimes quando não há mais possibilidade de recurso processual. Por isso, a maior parte do que foi devolvido até aqui tem como origem a repatriação do exterior.

Quando estava à frente das ações da Lava-Jato, o então juiz Sergio Moro autorizou a liberação de valores de contas judiciais para custear despesas básicas da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Os repasses garantiram a continuidade da operação e a autonomia da unidade policial nos momentos mais turbulentos das investigações.

No Rio de Janeiro, a Lava-Jato celebrou parcerias com o governo estadual para direcionar valores recuperados à segurança pública e à reforma de seis escolas estaduais. Pelo menos R$ 19 milhões pagos em multas por diretores da joalheria H. Stern foram reservados para escolas.

O direcionamento é semelhante ao que o Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba planejava com a criação de um fundo privado gerido pela sociedade civil, agora suspenso. Ao contrário dos outros casos aqui citados, o fundo não seria constituído por recursos de multa ou ressarcimentos à estatal, mas por valores pagos pela própria Petrobras ao governo dos EUA, em função de fraudes. Portanto, o dinheiro pertence aos EUA. Não há precedente nem referência regulatória direta para recebimento de recursos do tipo no Brasil.

Thiago Herdy
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Brasil quer multar Facebook por Cambridge Analytica e ação de hackers


O escândalo da Cambridge Analytica continua gerando repercussões negativas para o Facebook. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou nesta terça-feira (12) ter instaurado dois processos contra o Facebook que podem obrigar a empresa a pagar R$ 18 milhões. Um deles é para averiguar a responsabilidade da rede social no caso de vazamento de informações para a empresa de consultoria política que prestou serviços para Donald Trump durante sua campanha presidencial, em 2016.

Os dois processos foram abertos pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão da Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao MJSP. A pasta averigua uma possível falha da empresa em preservar a privacidade de seus usuários brasileiros. Neste ano, a pasta iniciou uma investida contra empresas de tecnologia que lidam com grandes volumes de dados. Em fevereiro, o Google foi alvo de uma ação que pode resultar em multa de R$ 9,7 milhões. A acusação é que a empresa "lê" emails que circulam pelo Gmail.

O MJSP incluiu como alvos dos processos tanto o Facebook Inc, matriz norte-americana da rede social, como o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda, a subsidiária brasileira. A pasta deu 10 dias para as companhias apresentarem uma defesa administrativa. Após ser contatado pelo UOL Tecnologia, o Facebook informou que colabora com o ministério.
O Facebook está à disposição para prestar esclarecimentos ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor

A primeira ação diz respeito ao roubo de informações de usuários promovido pela Cambridge Analytica. Por meio de um teste de personalidade distribuído na rede social, a firma britânica reuniu dados de 87 milhões de pessoas. Dentre eles, estavam 443 mil brasileiros.

Esse levantamento massivo não era proibido à época em que ocorreu, em 2014, mas o que a empresa fez em seguida, sim. Ela retirou essa imensa quantidade de informações da plataforma e a utilizou para traçar os perfis psicológicos de pessoas nos Estados Unidos e Reino Unido. O objetivo era interferir nas campanhas presidenciais do primeiro país e nas discussões sobre a saída da União Europeia no segundo.

O segundo processo instaurado pelo MJSP focará a ação de hackers que, no ano passado, expuseram informações de 29 milhões de usuários do Facebook. Uma brecha no site permitia que os cibercriminosos roubasses dados como:
  • Nome
  • Endereço de email
  • Celular
  • Nome de usuário
  • Data de nascimento
  • Gênero
  • Tipos de dispositivos com que você acessou o Facebook
  • A língua em que você usa o Facebook
  • Status de relacionamento
  • Religião
  • Cidade de nascimento
  • Cidade atual
  • Trabalho
  • Educação
  • Site
  • 10 mais recentes localizações que você fez check-in ou que foi marcado
  • 15 buscas mais recentes que você procurou na barra do Facebook
  • Pessoas e páginas que você segue no Facebook
Segundo o MJSP, a empresa pode ser obrigada a pagar multa de R$ 9 milhões por ação.

Terceira ação

De acordo com a pasta, o Facebook foi notificado a respeito da possibilidade de uma terceira ação ser aberta. A rede social foi requisitada a prestar esclarecimentos sobre a suspeita de que a empresa use aplicativos para coletar dados sensíveis de usuários, como o de ciclo menstrual ou de frequência cardíaca.

Se o Facebook não responder aos questionamentos ou caso haja provas de que os consumidores tiveram seus direitos violados, o MJSP pode abrir um terceiro processo contra a rede social.

Apesar de a pasta não detalhar de onde partiram as suspeitas, a prática descrita por ela está alinhada com as condições do Facebook para que aplicativos usem sua plataforma de anúncios. Para poderem exibir publicidade contratada junto à empresa de Mark Zuckerberg, serviços conectados, como Spotify e TripAdvisor, enviam dados de seus usuários ao Facebook, ainda que essas pessoas não possuam conta na rede social.

A prática foi descrita no começo deste ano pela Privacy International, uma entidade britânica que trabalha em defesa da privacidade e contra práticas corporativas e estatais que vão contra isso.

Helton Simões Gomes
No UOL
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Bolsonaro e o assassino que mora ao lado


Qualquer pessoa decente ficaria aterrorizada ao saber que um matador de aluguel, frio e sanguinário, autor de um atentado bárbaro contra uma vereadora e contra a democracia, mora exatamente na mesma rua do seu condomínio, apenas 3 casas adiante da sua.

Quem não se aterrorizaria com o fato desse bandido ser um miliciano que armazena impressionante arsenal de 117 fuzis novos e centenas de munições em outro imóvel, e possivelmente é vinculado ao tráfico internacional e comércio clandestino de armas?

Incrivelmente, todavia, nada disso aterrorizou Bolsonaro, que não demonstrou nenhum assombro com o fato de Ronnie Lessa, o suspeito de assassinar Marielle Franco e Anderson Gomes, ser seu vizinho de rua, pai da namorada do seu filho e perigoso miliciano.

Em se tratando do presidente do Brasil, no mínimo se esperaria que Bolsonaro expressasse indignação, cobrasse explicações e demitisse os responsáveis por falha tão gritante do sistema de segurança da instituição Presidência da República [GSI e PF], que "não detectaram" o risco do assassino que mora na casa ao lado.

Bolsonaro, contudo, parece ter motivos secretos, íntimos e muito específicos para não se horrorizar com toda essa situação.

Um desses motivos, por exemplo, pode ser a "relação de trabalho" de Ronnie Lessa com o Escritório do Crime, milícia especializada em pistoleiros de aluguel chefiada pelo foragido Adriano da Nóbrega – cuja mãe trabalhou durante 1 ano e meio e cuja esposa atuou por 12 anos no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro.

A investigação provou que no dia da execução da Marielle, 14 de março de 2018, o carro usado por Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa no atentado – um Cobalt/GM prata – saiu de Rio das Pedras em direção ao centro da cidade do Rio para perseguir o carro da Marielle com o objetivo de perpetrar o ataque fatal.

Rio das Pedras, como se sabe, é o território controlado pelo Escritório do Crime. Não por coincidência, foi o local onde Fabrício Queiroz – o motorista, assessor, amigo e parceiro de pescarias, churrascadas e de maracutaias dos Bolsonaro – se refugiou em dezembro passado para fugir da polícia e da justiça para não prestar esclarecimentos sobre práticas de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito da "familícia" Bolsonaro.

Ou tudo isso é uma incrível e fantástica coincidência, ou então os Bolsonaro terão de encontrar meios convincentes e irrefutáveis para demonstrar que não têm nada a ver com esse crime bárbaro que atentou contra a vida da Marielle e do Anderson e alvejou o Estado de Direito.

Jeferson Miola
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No dia de hoje… 13 de março de 1964


Em 13 de março de 1964, João Goulart defendeu com veemência, diante de 200 mil pessoas, no histórico comício da Central do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, as suas chamadas “Reformas de Base”.

Tratavam-se de medidas necessárias ao desenvolvimento do país, com o enfrentamento de um dos nossos mais graves problemas: a desigualdade social. Tais medidas incluíam a temida reforma agrária, porém feita com critérios que, segundo consta do Orvil (livro-relatório publicado pelas próprias Forças Armadas), foram adotados mais tarde.

João Goulart foi democraticamente eleito como vice-presidente da República em chapa separada de Jânio Quadros, que havia renunciado 03 anos antes. A famigerada reforma agrária e outras medidas centrais ao seu projeto de governo foram a marca do desenvolvimento de diversas economias, como as do Japão e dos Estados Unidos. Entretanto, por aqui tornaram-se um estigma político, temido pelas classes mais abastadas e, consequentemente, combatido com forças do Estado.

Portanto, apesar da sua legitimidade como presidente e do apoio recebido pela população de baixa renda, João Goulart estava sozinho no poder, perante as elites empresariais e agrárias. O seu ardente Comício do dia 13 de março acabou sendo a justificativa que a oposição procurava para ilustrar as acusações de que Goulart visava estabelecer, na verdade, um “regime comunista” no Brasil.

As reações negativas da imprensa e de entidades como o IPÊS (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), uma organização privada composta por empresários de extrema-direita, foram imediatas e virulentas. Jornais como O Globo, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e Correio da Manhã pregaram abertamente a deposição do presidente. Tais apelos resultaram na Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março 1964.

No dia 28 de março, os generais Mourão Filho e Odílio Denys reuniram-se com o governador de Minas Gerais, Magalhaes Pinto e discutiram ações de derrubada do Governo. No dia 31 de março, Mourão Filho ordenou o início da marcha, antes mesmo do prazo combinado entre eles. Após algumas horas de tensão, as tropas pró e contra o Governo uniram-se em 1o de abril e João Goulart foi obrigado a deixar a Capital Federal.

O apoio dos Estados Unidos à deposição do presidente João Goulart foi ostensivo, a ponto de navios norte-americanos ficarem atracados no litoral brasileiro à espera de um pedido de ajuda das forças que articularam o Golpe de Estado, o que sequer foi necessário.

As Forças Armadas deixaram a presidência da República apenas em 1985, após eleições indiretas.

Décadas após o golpe, alguns de seus articuladores avaliaram que a decisão de derrubar o governo de João Goulart não saiu conforme o planejado, concluindo que a proposta de um golpe para mudar o país foi apenas um artifício para que um grupo representante das elites econômicas se firmasse no poder.

“Para que não se esqueça, para que não se repita…”



No GGN
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Bolsonaro faz jogo político ao misturar facada com morte de Marielle

https://www.blogdokennedy.com.br/bolsonaro-faz-jogo-politico-ao-misturar-facada-com-caso-marielle/
Crimes são graves, mas bem diferentes

“Eu também tô interessado em saber quem mandou me matar”, disse ontem o presidente Jair Bolsonaro, ao comentar a prisão de dois acusados de executar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista Anderson Gomes.

Sempre econômico ao tratar do caso, até porque a assessoria do hoje presidente disse durante a eleição que a opinião dele sobre os assassinatos seria “polêmica demais”, Bolsonaro afirmou: “Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”.

Depois, falou da facada que levou na campanha, mais uma vez misturando coisas diferentes. Fez jogo político.

Ao nivelar o atentado que sofreu ao assassinato de Marielle e Anderson, o presidente usa a manjada estratégia de animar o núcleo bolsonarista (extrema-direita radical que age nas redes sociais). Bolsonaro também foge de questionamentos incômodos sobre um caso que desprezou na campanha e que é tratado de forma insensível por ele e os filhos políticos.

A facada em Bolsonaro e as mortes de Marielle e Anderson foram crimes contra a democracia. Em ambos os casos, houve violência física contra um adversário político. Isso é inaceitável na democracia.

O atentado de 6 de setembro de 2018 contra Bolsonaro foi condenado com veemência pela imprensa e demais candidatos. Mas ele não agiu assim no episódio Marielle.

Ao nivelar os dois casos, cobrando quem seriam os mandantes de ambos os crimes, Bolsonaro fez uma mistificação política. Uma primeira investigação da Polícia Federal concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho e que tem histórico de problemas mentais. Uma segunda apuração da PF vai na mesma linha, mas o presidente não aceita tal conclusão.

Adélio pegou uma faca e se meteu no meio de uma multidão para tentar matar Bolsonaro. O modus operandi é típico de lobos solitários com problemas psíquicos. Não parece uma operação calculada do crime organizado.

Nos assassinatos de Marielle e Anderson, houve longa preparação e execução com assinatura de matadores profissionais. Esse procedimento é típico de crimes por encomenda para matar adversários políticos.

Repetindo: ambos os crimes são graves, mas bem diferentes.

Caminhos necessários

A polícia precisa colocar foco nas relações políticas e pessoais dos dois acusados de executar Marielle e Anderson: o sargento reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. Também devem ser investigados os históricos patrimoniais de ambos (seguir o caminho do dinheiro).

A vida social dos acusados é um caminho interessante. Pode dar resultado averiguar que locais visitavam, de quem era amigos. Por exemplo: há câmeras de segurança no condomínio de Ronnie Lessa que podem dar pistas de sua rotina?

Federalização já

O vazamento da operação que acabou prendendo os acusados de serem executores de Marielle é mais uma prova de que a investigação sobre mandantes do crime deveria ser federalizada. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o ministro da Justiça, Sergio Moro, deveriam discutir essa possibilidade.

Desastre educacional

É grave a situação no Ministério da Educação. A pasta virou refém de uma luta interna estimulada por um escritor de extrema-direita, um ministro incapaz para a função e um presidente despreparado que ora cede ao fundamentalismo político, ora à pressão da ala militar. Esse enredo custará caro às gerações futuras.
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Bolsonaro precisa deixar claro que, para a Presidência, miliciano é bandido

Foram encontradas 117 fuzis na casa de um amigo do PM reformado Ronnie Lessa,
 acusado de ser executor de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Foto: Polícia Civil/RJ
O governo Jair Bolsonaro vai acabar sendo acusado de cúmplice de milícias.

E a razão não é a defesa apaixonada que o presidente, quando deputado federal, fazia desses grupos de bandidos oriundos das forças de segurança sob a justificativa de garantirem a ordem. Tampouco as homenagens prestadas a milicianos assassinos por seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual. Ou a contratação para o gabinete deste, na Assembleia Legislativa do Rio, da mãe e da esposa do chefe de uma temida milícia. Ou a coincidência de sua casa ficar a poucos passos da residência do executor de Marielle Franco e a coincidência maior ainda de seu filho 04 ter, segundo a polícia, namorado a filha do miliciano – que também pode estar envolvido na maior apreensão de fuzis da história do Rio.

A cumplicidade se deve ao fato do presidente da República parecer fazer de conta que essas organizações não são um problema real, quando elas já controlam um território maior que o do tráfico de drogas no Rio de Janeiro e atuam por todo o país.

A informação sobre a extensão desse poder vem do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Ele defendeu, nesta terça (12), a criação de uma CPI das Milícias na Câmara dos Deputados para identificar como elas interferem na política. Isso acontece na esteira da prisão do policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, acusados da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A despeito da pífia citação das milícias no pacote legislativo contra o crime organizado e a corrupção, encaminhado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ao Congresso Nacional, sugerindo inclui-las no rol de organizações criminosas, não há um plano para lidar com esses grupos – cujas relações e tentáculos infestam o Estado.
O problema é que, ao contrário do que ocorre com uma facção criminosa, uma milícia raramente vai para a porrada aberta com a polícia por razões óbvias. Não se combate milícia com ocupação de território e grandes operações policiais. O enfrentamento, portanto, envolve retirar seu poder econômico, o que inclui o uso intensivo de serviços de inteligência integrados, que possam identificar quem das forças de segurança está dentro dessas organizações.

Prova de como precisamos dessa integração é a imagem com 117 novos fuzis encontrados na periferia da capital carioca que teriam relação com o acusado de matar Marielle. Como chegaram ao Rio, ninguém sabe, ninguém viu.

Milícia e tráfico já vivem uma simbiose de métodos e territórios, tanto que – não raro – é difícil diferenciá-los. Mas tudo é tão escrachado e visível que vemos apoiadores de milicianos aparecem nas redes sociais e na política, chamando esses bandidos de heróis e pedindo a morte dos outros bandidos, os traficantes. O escracho é tão grande que se defende os métodos aplicados pelas milícias, de tortura e morte, de qualquer pessoa que seja contra a ocupação mafiosa dos bairros pobres. Ocupação que usa a torpe justificativa de estar garantindo "segurança" contra os criminosos quando são eles próprios representantes do crime.

Não à toa a milícia está onde o Estado não está presente na garantia de direitos fundamentais e de fiscalização, ela ocupa esse vácuo. O debate de segurança pública passa, portanto, por discutir para quem a cidade vai funcionar, com quem a cidade vai funcionar e pela radicalização de um processo de democracia. Chamando as próprias comunidades a participar das decisões sobre seu futuro e não impondo soluções de cima para baixo que não geram mudanças no longo prazo.

Com uma política corrupta no Rio de Janeiro seria estranho se parte da estrutura de policiamento também não fosse. Diante de indagações de como reduzir essa corrupção e atacar milícias formadas por policiais e militares, além de proteger os agentes de segurança honestos, garantindo sua integridade física e a de suas famílias, muitos políticos calam-se, mostrando que falta vontade, conhecimento e coragem. Ou sobra rabo preso.

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‘Crime de ódio’? Contem outra, senhores sherloques…


A história de que Ronnie Lessa, o ex-PM milionário matou a vereadora Marielle Franco,  por “ódio” e “obsessão” contra a esquerda é, com todo o respeito pelos investigadores, uma imbecilidade.

A história de que ele pesquisava, de forma compulsiva, a vida de Marielle, Marcelo Freixo e do general Eduardo Braga Netto – comandante da intervenção militar iniciada menos de um mês antes do assassinato – não quer dizer mais do que o fato de ele, como um “profissional da morte”, procurava saber detalhes sobre as possíveis vítimas.

É fora de questão, por óbvio, que Ronnie Lessa não integrasse ou se articulasse com uma organização criminosa.

Sem isso, o que fazer com os 117 fuzis encontrados escondidos por ele? Eram para “consumo próprio”. Será que Ronnie, como fazem as madames com vestidos de festa, “não gosta de repetir fuzil”?

A própria condição de vida do acusado – escandalosamente luxuosa para quem, em tese, vive de uma aposentadoria de R$ 7 mil – é uma indicação de que ele enriquece por suas ligações com o crime.

Bem, mas para uma polícia que, dez anos depois da explosão de uma bomba, dentro do carro de Ronnie, acionada por controle remoto, confessa que jamais o havia investigado, não é de esperar algo diferente.

Só que há luz demais sobre este caso para que estultices como a dita ontem prospere sem questionamentos.

Deste ontem, a pergunta mudou. Já não é quem matou Marielle, é quem a mandou matar.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Dallagnol advoga interesses dos EUA contra os interesses do Brasil


Ao tentar explicar o inexplicável e inconstitucional acordo bilionário firmado pela Lava Jato com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Deltan Dallagnol assumiu que advoga interesses dos EUA e atua contra os interesses nacionais.

Em vídeo [ver aqui, minuto 3:10”], o coordenador da Lava Jato explicita porque, na visão dele, os R$ 2,5 bilhões de multas da Petrobrás não deveriam ser carreados para os cofres da União: porque “nesse caso, os Estados Unidos poderiam entender que não é adequado que o dinheiro fique no Brasil”.

Ou seja, o funcionário público que recebe salário nababesco e muitas regalias e privilégios pagos pelo povo brasileiro, defende não os interesses do Brasil, mas os interesses e as imposições feitas por um país estrangeiro.

Raquel Dodge, a chefe geral do MPF – portanto, também chefe formal dos lunáticos de Curitiba que pretendem criar um Estado Paralelo e se constituir como facção de poder – finalmente pediu ao STF que anule este absurdo acordo.

A anulação desse acordo que é ilegal, inconstitucional e indecente, contudo, é apenas o primeiro passo.

É preciso ir além e exigir a instauração de sindicância administrativa para julgar e demitir Deltan Dallagnol do cargo público de Procurador da República e também instaurar processo penal para julgá-lo e condená-lo por crimes de lesa-pátria que cometeu ao destruir a Petrobrás, o setor de engenharia nacional e milhões de empregos no Brasil.

O teor do despacho de Raquel Dodge ao STF contém os elementos necessários para esses 2 procedimentos – para a demissão de Dallagnol a bem do serviço público e para sua condenação penal.

Jeferson Miola
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Executores de Marielle presos. Quem mandou matar? Redes dão o troco nas redes do bolsonarismo.

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O assassinato de Marielle Franco está batendo na porta de Jair Bolsonaro


O assassinato de Marielle Franco está batendo na porta de Jair Bolsonaro. Não cabe antecipar resultado de investigações, mas parece restar pouca margem de dúvida quanto ao fato de que os envolvidos na execução pertencem ao círculo do presidente da República. E, tendo em vista toda a folha corrida já conhecida, quem poderia se dizer honestamente surpreendido caso fosse demonstrada uma participação ainda mais direta dele ou de seus filhos?‬

‪Ainda não se completaram dois meses e meio de governo e fica cada vez mais tentador, para os que estão no poder, dar um jeito de escantear o “mito” que eles promoveram quando era necessário derrotar a esquerda. Bolsonaro é incompetência, bizarrice e imundície. Uma fachada mais limpinha seria bem vinda.‬

‪Mas é bom lembrar: Bolsonaro das milícias é o mesmo Bolsonaro que foi colocado na presidência para destruir direitos trabalhistas e previdenciários. São dois lados da mesma moeda. A violência contra movimentos sociais e lideranças populares é parte central da estratégia de promoção dos retrocessos.‬

‪Os militares que agora não querem dividir o governo com olavetes desvairados, os colunistas e editorialistas dos grandes jornais, os chefes dos partidos tradicionais da direita, os grandes empresários e todos os outros golpistas de 2016 podem se fazer de escandalizados, mas eles usaram Bolsonaro sabendo muito bem de quem se tratava, quando era conveniente, e voltarão a usá-lo – ou outro similar – quando julgarem útil de novo.‬

Luis Felipe Miguel
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