26 de fev. de 2019

Ernesto Araújo espalha fake news nas redes e Nassif rebate: 'mentira!'




Questionado na GloboNews por que o governo dos EUA buscou o diálogo o presidente da República Popular da Democrática da Coreia, Kim Jong Un - que tem grande potencial nuclear -, mas não buscava o diálogo com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro - presidente do país coma as maiores reservas de petróleo do mundo -, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo não conseguiu responder e resolveu acusar a mídia de dar tratamento diferente ao presidente norte-coreano

Depois de gaguejar em uma entrevista ao vivo na GloboNews sem conseguir explicar por que o governo dos Estados Unidos sentava para negociar com o presidente da República Popular da Democrática da Coreia, Kim Jong Un, mas não buscava o diálogo com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo resolveu lançar uma fake news nas redes.

Araújo disse que a mídia só passou a chamar o presidente norte-coreano de "ditador" depois que começou a negociar com Donald Trump.

"Curioso: a mídia internacional (e a nacional que a copia) só passou a chamar Kim Jong Un de ditador depois que ele começou a negociar com Trump. Antes era "o líder da Coreia do Norte" ou algo respeitoso. A mídia não é contra as ditaduras, a mídia é contra o Ocidente democrático", escreveu.

Araújo foi prontamente contestado pelo jornalista Luis Nassif: "Mentira!".

Assim como Nassif, outros internautas também responderam o ministro. "Olha essa notícia de 2013, ministro. Trump nem era presidente", apontou uma internauta, inserindo uma imagem de uma notícia do G1.


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Pesquisa mostra que o Brasil não deu cheque em branco a Bolsonaro

Engana-se quem leu a pesquisa CNT/MDA como uma chuva de pétalas sobre o Palácio do Planalto. Ao contrário, uma leitura mais ampla dos resultados mostra que, até o momento, grande parte da população está de pé atrás com o governo.

É verdade que os números conferem legitimidade política ao presidente. Bolsonaro aparece positivamente avaliado por 57% dos entrevistados, a melhor posição desde 2013, quando o país foi sacudido pelo tsunami das ditas “jornadas de junho” – até então, Dilma gozava 59% de aprovação. Mas expressivos 28% o reprovam e 14% não responderam.

De lá pra cá, vivemos em permanente crise, principalmente após a oposição não reconhecer o resultado eleitoral, em 2014, e apostar todas fichas no impeachment fraudulento de 2016, gerando o fracasso do governo Temer – o mais rejeitado desde que se tem notícia.

De certa maneira, portanto, é natural que um presidente eleito “contra tudo isso que está aí” goze de relativo beneplácito, ainda mais que sequer completou dois meses de mandato.

Mas as boas notícias para Bolsonaro ficam por aí. Vamos, então, ao copo “meio vazio”. Apenas 38,9% dos brasileiros consideram positivo o início do governo, sendo que só 12% o identificam como ótimo, mas 19% como ruim ou péssimo. De acordo com pesquisas análogas em gestões anteriores, o início do governo é o pior na percepção popular se comparado com os mandatos inaugurais de FHC (57%, em 1995), Lula (56,6%, em 2003) e Dilma (49,1% em 2011). 

Há ainda outros problemas para o Planalto: a confusão entre público e privado que reina no clã Bolsonaro é uma ameaça real à imagem do presidente. Já ficou evidente para a maioria do povo que os filhos interferem nas decisões governamentais (56,8%) e 75% são contrários à ingerência indevida. Se o presidente não colocar as crianças de castigo, pode se ver castigado pela opinião pública.

As medidas iniciais do governo são controvertidas. Se questões como a lei anticrime (um populismo criminal absurdo) e o enxugamento de ministérios têm certo apelo popular, por outro lado, a flexibilização da posse de armas e a fixação do salário mínimo em R$ 998 são majoritariamente criticados. 

A reforma da Previdência, de acordo com o levantamento, é repudiada por 45,6% e aceita por 43,4%. Mas como ficarão esses números quando estiver claro para a população que o governo propõe cortar a aposentadoria de idosos carentes (o BPC) de um salário mínimo para 400 reais e ampliar o tempo de contribuição dos trabalhadores rurais, mas se recusa a enviar projeto que mexa em certos privilégios dos militares? Vale lembrar que o ponto alto da unidade popular e da oposição a Michel Temer foram a greve geral contra a reforma da Previdência. 

Por fim, em grande medida a aceitação a Bolsonaro está ligada a uma fluida expectativa de melhoria de vida. O mesmo percentual de pessoas que hoje aprova o presidente é idêntico ao que acredita que ele vai melhorar a vida dos brasileiros – 57%. Esse número se desdobra em esperança de melhoria no emprego, na segurança, etc. Essa turma parece ter imposto um prazo fatal ao governo – 30,3% dão até um ano e 34, 8% até dois anos para que Bolsonaro mude suas vidas para melhor.

Ora, não há sinais robustos de recuperação econômica para 2019 e, ao contrário, o desemprego tem se mostrado resiliente. O conjunto de medidas contra o povo que o governo procura impor só tende a agravar a já trágica situação social do país, fazendo com que a oposição no parlamento e nas ruas ganhe cada vez mais força. Some-se a isso a quantidade de erros primários e trapalhadas que o presidente e seus ministros cometem dia sim e outro também. 

Em suma: seja por seu programa perverso contra os pobres, seja por sua própria incapacidade, o governo não viabilizará as mudanças positivas para o país com as quais iludiu o povo. E a conta vai chegar, porque definitivamente os brasileiros não deram um cheque em branco a Bolsonaro.  

Orlando Silva, Deputado federal por São Paulo e líder do PCdoB na Câmara.
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'Ajuda' dos EUA para Venezuela não é humanitária, afirma Cruz Vermelha

Para nós, não se trata de uma ajuda humanitária, e sim de uma ajuda decidida por um governo”, declarou Christoph Harnisch, chefe da delegação do órgão na Colômbia

Caminhonetes do governo brasileiro com suposta 'ajuda humanitária 'que chegaram até a fronteira, mas voltaram ao quartel
A Cruz Vermelha já havia anunciado que não pretendia participar da distribuição na Venezuela da “ajuda” vinda dos Estados Unidos. Para a organização, os carregamentos enviados por Washington vêm da parte de um governo e, por essa razão, não podem ser considerados como “ajuda humanitária”.

Já em 10 de fevereiro, o Comitê da Cruz Vermelha havia se posicionado sobre a situação na Venezuela. O chefe da delegação da entidade na Colômbia, Christoph Harnisch, afirmou que não pretendia participar da iniciativa norte-americana de enviar carregamentos para o país latino americano.

“Para nós, não se trata de uma ajuda humanitária, e sim de uma ajuda decidida por um governo”, declarou, lembrando que sua instituição deve respeitar princípios de independência, imparcialidade e neutralidade.

Nessa segunda-feira (25/02), em entrevista publicada no site da revista colombiana Semana, Harnisch reforçou suas afirmações. Para ele, “infelizmente, a primeira vítima do que está acontecendo é a palavra ‘humanitária’, porque há um debate, há uma controvérsia pública, há uma manipulação deste termo por todas as partes”. Segundo o representante da Cruz Vermelha, “'humanitário' é algo que não deve ser controverso, deve ser do interesse do povo”.

Harnisch também preferiu não se posicionar em caso de uma eventual intervenção militar na Venezuela. “Isso é pura especulação”, declarou, alegando que mesmo se algo do gênero ocorra, as ONGs humanitárias precisam de um período de observação da situação antes de agir.

O chefe da Cruz Vermelha local disse considerar que a migração de venezuelanos em decorrência da crise econômica é uma das “mais graves” do mundo. “Há uma migração de sírios que era muito mais importante em termos de número de pessoas. Mas nesse caso havia muitos mais países receptores. Aqui a concentração é de alguns países, dois ou três”. Além disso, lembra, as nações que recebem esses migrantes “não são países com um desenvolvimento industrial do mais alto nível. Na Europa, em alguns casos sim, mas isso não pode ser dito da Colômbia ou do Equador e do Peru”.

O governo da Venezuela diz que a crise que atravessa o país e estimula a imigração acontece em decorrência do que chama de “guerra econômica” e dos bloqueios impostos pelos Estados Unidos e outras nações ocidentais a Caracas.

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Acabou o agronegócio brasileiro!

Quem mandou hostilizar a China?


O Governo (sic) Bolsonário tratou o Governo da China como um conjunto de larápios e delinquentes, nos momentos mais constrangedores de submissão aos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, Trump e a China negociam um acordo comercial que compense o fabuloso saldo que a China tem em relação aos Estados Unidos.

Como os Estados Unidos tratam a China como o que a China é - a maior potência econômica do mundo, neste século XXI - a China vai parar de comprar do agronegócio brasileiro para comprar do maior concorrente, os Estados Unidos:

China sinaliza US$ 30 bi em compras dos EUA e ameaça exportações do Brasil

A China estaria propondo aos Estados Unidos um adicional de US$ 30 bilhões anuais em compras de produtos agrícolas, como parte de um acordo comercial bilateral. A informação foi divulgada pela agência Bloomberg. A proposta envolveria itens como soja, milho e trigo e seria parte de um memorando de entendimento relacionado às discussões comerciais blaterais, informa a publicação baseada em "pessoas com conhecimento do plano".

Ainda conforme a Bloomberg, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, disse ser prematuro fazer qualquer comentário a respeito do assunto ou do quanto a China poderia comprar de produtos agrícolas como parte de um acordo comercial. “Não quero criar expectativas”, disse, durante a conferência do USDA sobre perspectivas para agricultura.

“Se este volume for anunciado, é algo muito grande. Desde o primeiro momento, quando esse negócio surgiu, o que me preocupa é o acordo que pode sair”, analisa o CEO da Aliança Agro Ásia-Brasil, Marcos Jank, em entrevista a Globo Rural.

Para Jank, o impacto sobre o Brasil seria direto. Os US$ 30 bilhões equivalem a quase tudo que o Brasil exportou para a China em produtos agropecuários no ano passado. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, as vendas para o mercado chinês totalizaram US$ 35,5 bilhões.

“Se o valor for esse mesmo, não tem como acontecer esse acordo a não ser em detrimento do Brasil. E o primeiro produto em que eles recuperariam share é a soja. Depois vem o milho, que um produto que o Brasil não exporta para a China, mas poderia estar exportando. Tem que pensar muito em como o Brasil vai agir se houver um acordo”, pontua.

Em relação à soja, especificamente, Jank pondera que perder espaço na China não é “de todo ruim”, embora se trate do principal destino para o grão brasileiro. Ele lembra que, em função da guerra comercial, o Brasil aumentou suas vendas para o país asiático, mas vendeu menos para outros mercados, espaço que acabou sendo ocupado pelos americanos.

A preocupação maior estaria no complexo carnes. Uma compensação da China para os Estados Unidos geraria uma concorrência em um mercado onde, nas palavras do CEO da Aliança Agro Ásia Brasil, o Brasil navega praticamente sozinho.

A China, lembra ele, chegou a abrir o mercado de carne bovina para os americanos no ano passado. Mas a maior parte das compras foram do produto originário do Brasil e da Austrália.

“Se os americanos entrarem com força no mercado da China, tanto com carne bovina quanto de aves, certamente terá um impacto no Brasil, mas acredito que ainda é muito cedo para avaliar, hoje, em que áreas esse impacto vai se dar. O que dá para dizer é que os volumes são altos”, diz Jank.

OMC

Estados Unidos e China têm até 1º de março para apresentar uma solução para a disputa comercial. A data foi estabelecida em uma “trégua” de 90 dias acordada entre os dos países, que se comprometeram a não adotar novas sanções nesse período. O comércio agrícola é parte de uma ampla negociação que envolve questões como propriedade intelectual e alta tecnologia. Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 1º de março não pode ser considerado uma “data mágica” para um acordo com os chineses.

Para Marcos Jank, é preciso saber como esse acordo será fechado em relação às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele pontua que um dos princípios básicos é o da chamada nação mais favorecida: o que um país aplica para um dos parceiros no âmbito da instituição multilateral deve valer a todos os demais.

Ele não acredita que americanos e chineses farão um acordo fora das regras da OMC. Sendo assim, a questão seria como estabelecer, dentro dessas normas, a preferência de compras de produtos agropecuários dos americanos por parte dos chineses com um valor tão grande.

“De um ano para cá, o Brasil vendeu mais para a China porque a China impôs uma tarifa aos Estados Unidos. Deu preferência, alegando que estava retaliando os americanos. Agora como vai chegar e dizer que vai dar preferência aos Estados Unidos se não houve nada com o Brasil?”, questiona.

Jank ressalta que ainda não é possível entender como essas preferências seriam colocadas em prática. Especula que a solução poderia estar nas empresas estatais chinesas.

“Como, na China, você tem grandes empresas estatais que compram quase tudo de fora, isso pode vir no formato de uma ordem para essas empresas darem preferência aos Estados Unidos”, diz o CEO da Aliança Agro Ásia Brasil.

No CAf
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Facebook bane ativista de extrema direita

Robinson já foi líder do movimento anti-islã de extrema direita English Defense League (EDL)
O Facebook removeu as contas em redes sociais do ativista britânico de extrema direita Tommy Robinson, alegando que seus discursos de ódio violam as políticas da plataforma. Os perfis dele no Facebook e no Instagram foram permanentemente deletados.

Em nota divulgada nesta terça-feira (26/02) para confirmar a remoção, o Facebook afirmou que Robinson descumpriu repetidas vezes as normas estabelecidas pela rede social ao "postar conteúdo que usa linguagem desumanizante e incita violência dirigida a muçulmanos".

"Ele também se comportou de maneiras que violam nossas políticas em torno do ódio organizado", diz o comunicado. O Facebook deixa claro que a plataforma rechaça "discursos de ódio que possam criar um ambiente de intimidação e exclusão para certos grupos".

"Esta não é uma decisão que tomamos superficialmente, mas indivíduos e organizações que atacam outros com base em quem eles são não têm lugar no Facebook ou no Instagram." Segundo a nota, Robinson não poderá reativar seus perfis.

O Facebook chegou a alertar o britânico no mês passado sobre várias de suas postagens, incluindo uma em que convoca uma "guerra" contra muçulmanos e outra em que incita seus seguidores a decapitar pessoas dessa religião, relata a imprensa britânica. Em suas mensagens, o ativista ainda costuma usar termos pejorativos para se referir a seguidores do Alcorão.

Não é a primeira vez que o comportamento de Robinson na internet lhe gera penalidades. Em janeiro, o YouTube suspendeu a publicidade do canal do ativista, alegando que ele havia descumprido a legislação da empresa sobre anúncios.

À época, Robinson se defendeu afirmando que não publica qualquer conteúdo que incite o ódio e disse ser vítima de censura por parte da plataforma de vídeos.

Em novembro passado, a empresa de pagamentos on-line PayPal anunciou que não processaria mais transações financeiras do britânico. Em março de 2018, ele foi expulso do Twitter.

Robinson, cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon, tem 36 anos e é uma figura controversa no Reino Unido. Foi alvo da Justiça por crimes envolvendo drogas e assaltos e, em maio do ano passado, foi condenado a um ano e um mês de prisão por desacato à Justiça, após ter transmitido detalhes de um julgamento ainda em andamento. Acabou sendo libertado sob fiança em agosto.

Em 2009, ajudou a fundar o movimento anti-islã de extrema direita English Defense League (EDL), deixando a liderança do grupo em 2013. Também fundou a organização Pegida UK, nomeada em referência ao alemão Pegida (sigla para "patriotas europeus contra a islamização do Ocidente").

No último sábado, liderou um protesto de cerca de 4 mil pessoas contra o canal britânico BBC, que prepara um documentário sobre ele, em frente à sede da emissora em Manchester.

No DW
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Novo grupo de extrema-direita do MP defende vigilância escolar e punição a professores por “ideologia”


Na vanguarda do atraso, membros do Ministério Público correm atrás do Governo Federal para disputar as narrativas mais autoritárias e conservadoras do Brasil. No final do ano passado, um grupo de 128 integrantes das carreiras dos Ministérios Públicos, essencialmente do MPF, criaram uma associação que traduz o que seria a vertente bolsonarista dentro do parquet. MPPS, Ministério Público Pró-Sociedade é a sigla dos novatos da política de extrema direita no órgão dos promotores de justiça.

Coordenado por Renato Barão Varalda, Promotor de Justiça (MPDFT) e Adriano Alves Marreiros, Promotor de Justiça Militar, a carta de inauguração do grupo tem a relatoria de Ailton Benedito de Souza, Procurador da República.

Do que se pode empreender da carta, o grupo é assumidamente defensor de valores religiosos cristãos, morais e “da família”, críticos do “garantismo penal” e de qualquer ativismo judicial do campo progressista. Estão dispostos a puxar o coro para fazer a voz do MP clamar por “mais justiça”, como se novidade fosse defender aumento de penas, mais prisões e endurecimento penal. São críticos das ideias progressistas e querem travar uma cruzada política e jurídica para aniquilar qualquer ideologia que não sejam a deles próprios.

Apesar de não haver menção qualquer a apoio ao Governo Bolsonaro, o grupo conseguiu, em sua carta de apresentação, levantar as principais bandeiras hasteadas por Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. Certos de que a guinada à direita terá uma jornada útil de pelo menos mais quatro anos, a conhecida tendência política direitista do MP nacional aglutinou promotores com coragem o suficiente para enterrarem seus nomes juntos com a ideia deste novo governo.

CONTRA IDEOLOGIAS

No manifesto inaugural do grupo há uma extensa tentativa de se explicar uma guerra às ideologias, de forma genérica, como se qualquer forma de ideologia devesse ser exterminada por não seguir qualquer preceito de racionalidade. De forma curiosa, o grupo se diz não ideológico, já demonstrando de antemão que 128 promotores juntos não são capazes de entender o conceito de ideologia.

Em rápida pesquisa no dicionário Aurélio, podemos entender que “ideologia” é: “Conjunto de ideias, convicções e princípios filosóficos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo, grupo, movimento, época, sociedade.” Logo, quando se juntam 128 promotores e promotoras para defender um conjunto de ideias políticas, podemos entender este kit de ideias por ideologia.

Mas se não por estupidez, o que de fato não acredito, então por má-fé, estes afirmam em suas considerações, “conservadorismo não é ideologia, mas expressão da realidade pautada na ordem, na liberdade e na justiça”.

IDEOLOGIA DE GÊNERO

De outra sorte, críticos de que homens e mulheres possam ter identidades de gênero e orientação sexual distintas da heteronormalidade cristã, os promotores anunciam a caçada à comunidade LGBTI+. Em um desses parágrafos introdutórios o grupo diz que “ideologia de gênero é experimento totalitário de engenharia social que destrói a identidade natural do ser humano, usando as escolas como laboratórios e os estudantes (crianças e adolescentes) como cobaias”. Em outro confuso enunciado, o grupo faz críticas à possibilidade de crianças e adolescentes entrarem em contato com qualquer conteúdo dito pornográfico nas escolas, fazendo séria alusão ao mito do “Kit Gay” nas escolas.

ESCOLA SEM PARTIDO

Dentro desse contexto normatizador da vida escolar, os promotores fazem a cama para que ideias autoritárias como o “Escola Sem Partido” prosperem. Defendem a utilização de câmeras nas dependências escolares e, inclusive, querem punir criminalmente professores por praticarem “ideologia” nas salas de aula.

“O Ministério Público deve proteger a dignidade da criança e do adolescente de ‘práticas pedagógicas’ abusivas, entendidas, entre outras condutas, a estimulação sexual, a doutrinação ideológica, política ou partidária, ainda que a pretexto educacional, promovendo a responsabilização administrativa, cível e criminal dos atos abusivos.”

Se não bastasse o absurdo de condenar professores, a extrema-direita do MP abre brechas para que o órgão possa “defender” os pais dos alunos cujos professores que “pratiquem ideologia”.

“O Ministério Público, diante de indícios de alienação parental com participação de professor ou autoridade escolar, deverá tomar as medidas adequadas à proteção dos direitos da criança e do adolescente e ao exercício do poder familiar, guarda ou tutela (art. 2º, caput, parágrafo único da Lei nº 12 .318/2010).”

CENSURA PRÉVIA AS FAKE NEWS

Incomodados com a reorganização da sociedade civil em combate as “fake news”, sejam elas organizadas pela imprensa, órgãos públicos ou grandes empresas de tecnologia como Google e Facebook, os promotores fazem longa defesa ao “direito humano à comunicação”.

Em um aparente lapso de sensatez, os direitos humanos voltam à cena no 18˚ enunciado: “O Ministério Público deve combater toda forma de censura ilícita às liberdades de informação , opinião e expressão nos meios de comunicação social, inclusive na internet.”

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DAS VÍTIMAS

Absorvidos pelos delírios bolsonaristas, estes promotores e promotoras se comprometem em solicitar ao Conselho Nacional do Ministério Público, ao Conselho Nacional dos Procuradores-gerais de Justiça e aos Ministérios Públicos que instituam, nas suas respectivas estruturas, o que eles dizem ser uma “comissão de defesa dos direitos humanos das vítimas”. Representantes do grupo MPPS já se reuniram com o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, para quem entregaram um documento solicitando também a criação de uma Secretaria de Direitos Humanos das Vítimas.

CONTRA O ABORTO

Ideologicamente, esses promotores agem como uma espécie de TFP (Tradição, Família e Propriedade) e defendem que o Ministério Público deve proteger especialmente “a família como base da Sociedade”, deve defender a “inviolabilidade dos direitos à vida, desde a concepção, à liberdade, à igualdade, à propriedade”.

É certo que um grupo que contém 128 promotores e promotoras ainda é uma minoria dentro das estruturas dos Ministérios Públicos do país. Infelizmente, é sabido também, que as ideias deste grupo não representam somente o pensamento da minoria da instituição. Gostaria de saber o que acham os outros promotores.

André Zanardo é ativista pelos Direitos Humanos, advogado e diretor de redação do portal de notícias Justificando.
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Conseguiram: desigualdade é a pior em sete anos!

Foi para isso que os canalhas (do PiG, inclusive) deram o Golpe!


O amigo acompanha as mais recentes pesquisas do grupo que trabalha com o Thomas Piketty.

A distribuição de renda do Brasil se equipara à da Zâmbia e da Serra Leoa.

O 1% mais rico do Brasil desfruta de uma hegemonia só comparável à dos sheiks do petróleo.

Segundo o Piketty, essa tendência à desigualdade só se resolve a bala, não necessariamente aquela a que se refere o Ministrário Gilmar Mendes, do (sic) Mato Grosso:

Desigualdade é a maior em sete anos

A situação ainda precária no mercado de trabalho fez a concentração de renda se aprofundar no País ano passado. No quarto trimestre de 2018, a desigualdade, quando observada a renda domiciliar per capita, atingiu o maior patamar em pelo menos sete anos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

O Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita obtido do trabalho subiu de 0,6156 no terceiro trimestre de 2018 para 0,6259 no quarto trimestre do ano, o 16.º trimestre consecutivo de aumento. O Índice de Gini mede a desigualdade numa escala de 0 a 1 – quanto mais perto de 1, maior é a concentração de renda.

No quarto trimestre de 2018, o índice atingiu o maior patamar da série histórica iniciada no primeiro trimestre de 2012. Foi quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) começou a ser apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo Daniel Duque, pesquisador do mercado de trabalho no Ibre/FGV, há algumas razões para a piora na desigualdade de renda. Entre elas, estão a dificuldade de trabalhadores menos qualificados aumentarem seus rendimentos e a dinâmica de reajustes do salário mínimo. “Na crise, a probabilidade de estar empregado e ter renda maior depende mais de o trabalhador ter qualificação.

Além disso, o salário mínimo não tem ganhos reais desde 2015”, enumerou Duque, autor do levantamento. “Houve também muita geração de ocupação informal, que tem menores salários. E há um desalento muito grande ainda.”

O salário mínimo não teve ganho real nos últimos anos por causa do encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e 2016. Pela regra de reajuste criada ainda nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o reajuste do mínimo de um ano é a soma da inflação (medida pelo INPC) do ano anterior somada à variação do PIB de dois anos antes. Como em 2015 e 2016 o PIB teve variação negativa, o salário mínimo teve reajustes equivalentes apenas à inflação. A regra vale até este ano.

Embora, no ano passado, o número de pessoas trabalhando tenha aumentado, a subutilização da força de trabalho segue elevada, lembrou Thiago Xavier, analista da Tendências Consultoria Integrada. São considerados “subutilizados” os trabalhadores à procura de emprego, os que não procuram uma vaga por acreditar que não encontrariam emprego ou os que estão ocupados, mas trabalhando menos horas do que poderiam ou gostariam, ganhando menos por isso. (...)

No CAf
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Bolsonaro asfixia o Cine Belas Artes


Seguindo celeremente os passos do fascismo, que queimou livros, fechou teatros e cinemas e perseguiu artistas e intelectuais, o presidente-capetão Jair Bolsonaro tem reforçado o cerco à cultura no país. Desde sua posse, várias iniciativas já foram tomadas para estrangular o setor – inclusive com a extinção do ministério responsável por seu fortalecimento. A principal medida até agora, porém, tem sido a da asfixia do financiamento da criação artística. Nesta segunda-feira (25), em mais uma emblemática ação contra a cultura, a Caixa Econômica Federal anunciou o corte do patrocínio ao Cine Belas Artes, um dos cinemas mais famosos de São Paulo e do Brasil.

Segundo matéria de Rafael Gregorio, postada na Folha, “a partir da próxima quinta-feira (28), o Caixa Belas Artes voltará a ser apenas Belas Artes. E, caso não encontre novos patrocínios, o local pode fechar em dois meses. Esse é o prazo que o dono do Belas Artes, André Sturm, diz ter acertado com o proprietário do imóvel onde estão as seis salas do cinema, inaugurado com este nome em 1967; o aluguel custa quase R$ 2 milhões ao ano”. Em nota enviada ao jornal, a Caixa confirmou a interrupção e informou “os contratos de patrocínio estão sob análise’ – o que poderá ser o primeiro grande corte do banco estatal sob a gestão do truculento Jair Bolsonaro.

Secretário municipal de Cultura do ex-prefake João Doria, André Sturm afirma que o apoio da Caixa ao Belas Artes “nunca se deu por Lei Rouanet nem por benevolência ou filantropia”, mas por uma operação de marketing bem lucrativa. A marca do banco, informa, somou 1.150 citações na mídia em 2018, o equivalente a R$ 6,5 milhões no mercado publicitário. Ou seja: o problema não é financeiro, da chamada austeridade fiscal. O problema é político. Os fascistas detestam a cultura!

Como lembra a Folha, “situado na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação, o Belas Artes é celebrado por público e críticos pela curadoria diversificada – na comparação com o cardápio das redes que dominam os shopping centers... O local exibe mais filmes, por mais tempo e com mais atenção à produção nacional. O local também é notório por promover séries especiais dedicadas a cineastas e filmes clássicos, como as mostras em homenagem a Cacá Diegues e a Grande Otelo, em 2017 e 2018, e a exposição de longas do diretor russo Andrei Tarkovski, em 2018. ‘É um espaço de oferta cultural, uma âncora contra a dominação cultural. Hoje, você vai aos diversos cinemas de shoppings, seja em bairros centrais ou periféricos, e vê uma pasteurização, a mesma lista de filmes; só muda se é dublado ou legendado. E no Belas Artes as estreias ficam em cartaz por mais tempo’”.

Altamiro Borges
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Empresário diz que esquema desviou R$ 30 mil para campanha de chefe do PSL

Em conversa gravada, prestador de serviço disse que atuou em desvio de campanha de Bivar; deputado nega


O dono de uma empresa da região metropolitana do Recife que prestou serviços para a campanha a deputado federal de Luciano Bivar, atual presidente nacional do PSL, admitiu em uma conversa gravada ter participado de um esquema que desviou verba pública na corrida eleitoral de 2018.

Luiz Claudio Cordeiro Palhares Junior, dono da Collossu's Empreendimentos, de Abreu e Lima (PE), disse, sem saber que estava sendo gravado por um político do estado, ter devolvido à campanha de Bivar ao menos R$ 30 mil declarados como gasto eleitoral.

A Folha assistiu ao vídeo com as declarações dele registradas durante a campanha.

O esquema, segundo Palhares relatou na gravação, foi feito da seguinte forma: a pedido de um ex-vereador aliado de Bivar, ele rodou R$ 8.000 em materiais gráficos, mas emitiu nota no valor "de R$ 38 mil para ele pegar os R$ 30 mil".

O serviço feito pela empresa de Palhares está na prestação de contas de Bivar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no valor de R$ 41.602,68. Procurado, o deputado disse que as contas de sua campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e que desconhece a situação descrita pela Folha.

De acordo com a discriminação da nota fiscal da Collossu's Empreendimentos, foram confeccionados 200 perfurados, 1.200 adesivos, 100 mil santinhos, 60 mil praguinhas, 700 bandeiras e 300 camisas para a "campanha do candidato a deputado federal Luciano Bivar nas eleições 2018".

O custo do serviço foi de R$ 36.176,25; os impostos, R$ 5.426,43.

Na gravação a que Folha teve acesso, o político autor da gravação pergunta o que a empresa seria capaz de rodar e, após dez segundos em silêncio, Palhares responde: "Tu pode fazer o seguinte, como eu fiz lá com o cara: ele rodou cerca de R$ 8.000 em material e tirou R$ 38 [mil] de nota, entendeste?".

O dono da empresa diz que fez um "acerto financeiro" com o dinheiro do fundo eleitoral e, em seguida, explica em detalhes o esquema: "Ele fez um material dele, com uma marca dele também 'Bob Esponja apoia Luciano' e ele só fez R$ 8.000, só que na nota eu justifiquei R$ 38 [mil] para ele pegar os R$ 30 mil, entendeste? Aí eu botei os R$ 38 [mil] mais o imposto."

Na manhã desta segunda (25), Palhares afirmou inicialmente que desconhecia o teor do diálogo gravado.

Ao ser questionado novamente pela Folha, informou depois que poderia ter conversado sobre o assunto, mas alega que não admitiu irregularidades. "Se eu falei algo do assunto é porque pode ser que eu tenha dito que já tinha rodado os R$ 8.000 e faltava rodar o resto. Até porque a nota do material que eu tirei foi de R$ 42 mil", justificou.

Segundo o empresário, todo o material foi confeccionado e entregue. "Foi rodado 100%."

Nesta segunda, a Folha esteve na rua Imbiriba, 25, em Abreu e Lima, onde consta, na nota fiscal, como sendo o endereço da Colossu's.

Não havia ninguém no local. Paralhares iniciou a mudança de endereço da empresa no último dia 22. O escritório dele funciona em Olinda. "Este endereço era o da minha casa, usado apenas para receber correspondências."

O empresário disse que a parte de impressão de propaganda política é toda terceirizada. O material contratado por Bob Esponja, afirmou ele, foi rodado na Graff Center — Gráfica Rápida, localizada no centro de Abreu e Lima.

Palhares disse que não pediu à gráfica a nota fiscal pelo serviço contratado. "Eu terceirizo e faço as coisas mais baratas para ganhar o serviço. Ele já faz para mim sem emitir nota fiscal. Eu não pedi a nota porque ele estava executando um serviço para mim."

A Folha esteve às 10h30 desta segunda na Graff Center, mas a empresa estava fechada. Vizinhos informaram que o estabelecimento não abre todos os dias. A Folha ligou para o telefone do dono, mas as ligações não foram atendidas.

A Colossu's tem 13 anos no mercado e um leque amplo de serviços. O foco principal é a produção de eventos, mas, entre outras atividades, realiza montagem de palco, contratação de artistas, impressão de material gráfico e locação de veículos. Dados do TSE mostram que, além da campanha de Bivar, a Colossu's só prestou mais um serviço durante a eleição de 2018.

O diretório estadual do PSL de Pernambuco contratou a empresa por R$ 45,8 mil para organizar uma estrutura de recepção ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha presidencial.

Apontado por Palhares como o contratante do serviço, Bob Esponja é Ernades Bob, ex-vereador e hoje presidente do PSL em Igarassu, a 27 Km do Recife. Afilhado político de Luciano Bivar, ele é apontado como uma das apostas do partido para disputar a prefeitura da cidade em 2020.

Em suas redes sociais, Bob exalta a relação com Bivar. Ele esteve em Brasília no dia 1º de fevereiro para acompanhar a posse dos novos deputados.

"Abraçando o amigo e líder Luciano Bivar, presidente do PSL Nacional e nosso deputado federal, logo após da sua posse no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, temos força e voz no Congresso Nacional!", escreveu. Procurado, Bob não respondeu até a publicação dessa reportagem.

No início deste mês, reportagem da Folha revelou que o PSL criou uma candidatura laranja em Pernambuco. Maria de Lourdes Paixão, ligada a Luciano Bivar há mais de 30 anos, recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição de 2018.

Ela teve apenas 274 votos e diz ter gasto R$ 380 mil em uma gráfica aparentemente de fachada. Lourdes foi a maior beneficiada com verba do PSL em todo o país, mais do que Bolsonaro e a deputada Joice Hasselmann (SP).

O dinheiro do fundo partidário do PSL foi enviado pela direção nacional da sigla para a conta da candidata quatro dias antes da eleição. Na época, Gustavo Bebianno, demitido por Bolsonaro, era presidente do partido.

Thais Arbex | João Valadares
No Folha
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Procuradoria pede cassação de ‘Moro de saias’ por caixa dois de R$ 1,2 mi

Procurador-regional eleitoral em Mato Grosso Batista Leite requer ainda novas eleições para a cadeira de senador do Estado

Ela
O procurador-regional eleitoral de Mato Grosso Raul Batista Leite pediu a cassação do diploma da senadora Selma Arruda (PSL) por suposto caixa dois de R$ 1,2 milhão e a realização de novas eleições para a cadeira do Estado no Senado. Segundo a quebra de sigilo, os valores, que foram gastos pela ex-juíza em sua campanha, haviam sido transferidos por seu primeiro suplente, Gilberto Possamai.

Selma ficou famosa em Mato Grosso como ‘Sérgio Moro de saias’, por sua pena pesada em ações criminais contra políticos e servidores públicos. Ela mandou prender o ex-governador Silval Barbosa (MT) e empresários influentes no Estado, em 2017. Selma também condenou a 26 anos e sete meses de prisão o ex-deputado José Riva por ‘escabroso esquema’ na presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Nas eleições de 2018, ela foi eleita com 678 mil votos, e declarou bens no valor de R$ 1,4 milhão.

As investigações se iniciaram quando a senadora fez gastos de campanha incompatíveis com seu patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral. Após a quebra de seu sigilo, foram identificadas transações de Possamai e sua esposa, Adriana, para a conta de Selma.

“Dessa fonte ilícita, Selma Arruda efetuou uma doação (como se de recursos próprios fosse – Recibo nº 001700500000MT000101E e do Demonstrativo de Receitas Financeiras – prestação de contas) no valor de R$ 188.000,00 para a conta oficial de campanha”, diz o Procurador.

O Ministério Público Eleitoral ressalta que ainda em abril de 2018, pouco tempo antes das eleições, Selma ‘detinha saldo bancário negativo (R$ -2.638,31), o que comprova matematicamente que o valor acima está amparado no suposto mútuo de R$ 1.500.000,00, obtido junto a Gilberto Possamai’.

“O valor envolvido não se direcionou a pagar atos ordinários da vida civil da candidata. A quantia auferia visou a, única e exclusivamente, “adiantar” as chances da candidata o pleito eleitoral. A cifra de R$ 1.500.000,00 alimentou a conta oficial de campanha (em quantidade ínfima – R$ 188.000,00) e serviu primordialmente à contabilidade paralela, a despesas não declaradas, com o fito de desequilibrar o pleito antes do início da disputa (pré-campanha). Em sábia linguagem popular, a representada “queimou na largada””, afirma a Procuradoria.

O procurador ainda diz que ‘o investigado Gilberto Possamai, ’em data posterior ao suposto mútuo celebrado com Selma Arruda, conforme quebra de sigilo bancário (retrocitada) e documento abaixo, efetuou pagamentos (não contabilizados) de R$ 150.000,00 e R$ 120.000,00 – vide relatório SIMBA (ID 1055322) – diretamente à Genius At Work Produções Cinematográficas LTDA e a KGM Assessoria Institucional, respectivamente, para quitar parte de débito contraído pela candidata Selma Arruda junto aos fornecedores’.

“Nessa senda, toda a chapa encabeçada pela candidatura de Selma Arruda restou beneficiada pelo abuso de poder econômico e pelos gastos ilícitos de campanha, havendo de ser cassada em sua integralidade”, sustenta a Procuradoria.

A senadora afirmou que não vai comentar o pedido da Procuradoria.

Luiz Vassallo
No Estadão
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Direto de Caracas: Maduro não cai tão cedo

https://www.revistaforum.com.br/blog-do-rovai-direto-de-caracas-maduro-nao-cai-tao-cedo/

Desde domingo (24) estou na Venezuela. Ou seja, é pouco tempo para fazer uma leitura mais qualificada do país, a despeito de ser esta a quarta fez que estou aqui. As outras três se deram entre 2002 e 2007, quando Chávez era presidente. Em tempos de Maduro, esta é a primeira.

Faz quase 12 anos que não botava o pé em Caracas e por isso seria leviano em tão pouco tempo sair fazendo muitas afirmações. Mas vida de jornalista é assim. Se observa, conversa com especialistas, ouve quem está vivendo a realidade, estuda um pouco a história e às vezes, quando acha conveniente, emite opiniões.

Pois bem, os relatos jornalísticos vou fazer depois com mais calma, inclusive para sustentar essa opinião que corre o risco de ser derrotada pelos fatos subsequentes. Esse risco sempre existe.

Mas depois de algumas conversas e do que já foi possível observar nas ruas, não parece próxima, como a propaganda americana faz crer, uma queda de Nicolas Maduro.

Ele está longe de ser o líder carismático e popular que Chávez foi. Mas é, por exemplo, mais respeitado por populares que Juan Guaidó, considerado hoje um traidor do país por estimular a guerra e uma invasão americana.

Muito provavelmente se houvesse hoje uma eleição entre ambos, Maduro levaria. O que não significa que ganharia de outros líderes oposicionistas. Mas de Guaidó tudo leva a crer que sim. E talvez com uma boa margem.

Ou seja, a estratégia dos EUA de radicalizar e transformar o presidente do Congresso Nacional em um Rambo, deu ruim.

Fortaleceu o governo e uma demonstração inequívoca disso foi a marcha convocada por Maduro e realizada no sábado (23) em defesa da soberania venezuelana. As imagens produzidas por uma brasileira residente na França e que preferiu não ter seu trabalho creditado confirmam os depoimentos de que foi a maior dos últimos tempos no país.

Maduro fez do limão de ameaças americanas uma limonada. E, ao invés de perder força, rearticulou setores do chavismo que lhe são críticos.

Isso lhe dá fôlego para tentar melhorar a situação do país e ao mesmo tempo permite negociar uma saída política para o atual conflito em condições melhores.

É quase impossível reverter a atual crise econômica enfrentando um bloqueio americano. Por isso, passando este momento mais duro, provavelmente o próprio Maduro vai buscar a negociação.

Contando com apoio dos militares, de boa parte do sistema jurídico e político e agora com a determinação do povo em não aceitar uma ocupação americana, que seria a única forma de tirá-lo do poder no momento, Maduro não cairá de podre (com o perdão do trocadilho) como previram alguns desavisados.

E se há alguma solução para a crise na Venezuela, terá de passar por ele. O país não é um filme de Hollywood. E não tem um povo tão tonto quanto a “inteligência” americana imaginava. E isso a despeito de todas as dificuldades que não são poucas por aqui.















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Gilmar vai mandar matar!

Ele foi despertado pelos instintos mais violentos!


Deu no Painel da Fel-lha, seção que trata o Careca, o maior dos ladrões, com a mesma deferência que lhe dedica "colonista Ilustríssima" de uma aprazível região italiana, talvez a Puglia:

Cerco da Receita a ministros do Supremo e do STJ faz integrantes das cortes projetarem reação

O troco da mordida do leão

A revelação de que a Receita vasculhou finanças de familiares de integrantes do Supremo e do STJ provocou forte reação nas duas cortes. Um ministro do STF diz que os critérios adotados pela força-tarefa do fisco caem como uma luva em qualquer magistrado que tenha parentes na advocacia e vê direcionamento nas apurações. No STJ, nesta segunda (25), especulava-se que até 12 juízes poderiam ter caído na “malha fina”. Os tribunais não descartam restringir, via decisões, o poder do órgão.

Petisco

Nesta segunda (25), o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a mulher do presidente do Supremo, Dias Toffoli, teve as contas analisadas pela Receita, assim como a ministra do STJ Isabel Gallotti. Os dois nomes integram parte da lista de 134 autoridades que foram alvo do órgão.

Elo mais fraco

O cerco a familiares foi definido por um ministro não relacionado na lista dos auditores como uma “barbaridade”. O roteiro é semelhante ao que levou Gilmar Mendes para a linha de frente da briga com a Receita.

Abaixo da cintura

Mendes disse a pessoas próximas que ele, como homem público, está disposto a passar por esse tipo de situação, mas que o fato de terem inserido sua mulher, Guiomar, no caso, “despertou os instintos mais primitivos”.

Vai ou racha

O ministro, que operou uma virada de mesa ao exigir providências do STF quando soube que havia sido investigado, vê agora, com a aparição de mais nomes de cortes superiores, a solidariedade se avolumar. “Sou do Mato Grosso. Lá a gente lida com chantagista assim: é matar ou morrer”, disse em conversas. (...)

Em tempo: "Receita mira mulher de Toffoli e ministra do STJ". O Estadão destampa a mais recente desventura do Presidente do Supremo, ministro Dias Gaspari Toffoli. Será isso o que explica o novo comportamento mercurial do ministro? - PHA
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Caso Gilmar-Receita mostra que Lava Jato se tornou ‘SNI 2.1’


A confirmação documental da entrega de investigações fiscais da Receita a agentes dos promotores de Curitiba, levantada hoje pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha, é a prova de que se estabeleceu não apenas uma relação promíscua (ou mais uma, considerando-se a Polícia Federal e a ida de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça) entre a chamada Operação Lava Jato e os serviços da Receita Federal que, por obrigação constitucional, controlam a vida financeira de todos os cidadãos.

Não é o fato de Gilmar Mendes ser uma figura detestável que legitima que auditores da Receita fucem sua vida, não como a fiscalização a que todos estão sujeitos, mas para alimentar a sanha persecutória do grupo de promotores de Curitiba, sabida e abertamente descontentes com os limites que, no STF, o ministro lhes tem imposto.

Aliás, há muito que a Lava Jato tornou-se um “SNI 2.1”. o olho da perseguição, para o qual não há limites e que a todos intimida. Porque, como registra Monica, só nesta leva de documentos se vasculha a vida de nada menos de 113 agentes públicos.

A Lava Jato tornou-se um tumor autoritário, cuja metástase chegou ao Planalto e transformou este país num estado policial já sem limites, onde extrema-direita, Ministério Público, Judiciário, polícia e Receita vivem numa simbiose mortal à democracia.

E chegamos a este ponto porque as defesas imunológicas que tínhamos, a imprensa e o Supremo, rebaixaram-se a ser tolerantes com este cogumelo que, agora, os faz de reféns.

É claro que, agora, quem propuser que os processos da Lava jato sejam descentralizados, cada um deles entregue aos seus promotores e juízes naturais, será taxado de “protetor de corruptos”. E nem isso talvez adiante, porque a sanha ideológica se espalhou de tal modo nestas corporações que ninguém, a não ser os tolos, pode achar que haverá imparcialidade e legalidade austera no seu processamento, seja ele onde for.

Mas algo tem de ser feito. Não se manda um pacote de 114 “arapongadas” sobre a situação fiscal e financeira de agentes públicos “por engano”, por distração.

E não adianta afastar um mero auditor fiscal da Receita para deixar por isso mesmo. Ele não agiu sozinho, diante das imensas consequências que tem espionar um ministro do Supremo. Os mandantes disso têm de ser responsabilizados, assim como quem lhe “esquenta as costas”.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Investigação secreta da Receita alimentou "lava jato", mostra documento

A estrutura policial montada dentro da Receita Federal para investigar "agentes públicos" não existe apenas para fins tributários. Documentos obtidos pela Procuradoria-Geral da República a que a ConJur teve acesso mostram que, pelo menos desde agosto de 2018, existe um canal de envio de relatórios entre a chamada "equipe especial de fraudes" e a operação "lava jato".
Relatório investigação secreta da Receita sobre o
desembargador Luiz Zveiter foi enviada aos investigadores da
"lava jato"
Extrato datado de 6 de agosto de 2018 comprova que relatórios produzidos pela equipe em meio a investigações secretas foram enviados à operação Calicute, braço da "lava jato" no Rio de Janeiro. Os relatórios vasculham patrimônio do desembargador Luiz Zveiter, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e de seu irmão Sérgio, advogado.

Quem recebeu os relatórios foi o auditor fiscal Marco Aurélio Canal, supervisor nacional da equipe de programação da Receita na "lava jato". O carimbo do envio é mais um indício de que as investigações secretas tocadas pela Receita, reveladas pela ConJur no início do mês, não servem apenas à fiscalização tributária. Servem também para alimentar inquéritos contra os alvos da autoproclamada força-tarefa da "lava jato", que reúne juízes federais, procuradores da República, policiais federais e auditores fiscais.

O documento sobre Zveiter é semelhante ao relatório sobre o ministro Gilmar Mendes divulgado pela revista Veja. Vê os mesmos indícios de lavagem de dinheiro, corrupção, fraude, ocultação de patrimônio "ou" tráfico de influência que o auditor Luciano Castro viu no patrimônio de Gilmar e de sua mulher, Guiomar Feitosa, também advogada.

Não há certidão de envio dos documentos sobre Gilmar aos investigadores, mas o ministro tem seus motivos para acreditar que isso aconteceu.

Em dezembro de 2018, chegou ao Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), faculdade da qual Gilmar é sócio, uma intimação para prestar esclarecimentos à Receita. O pedido se baseava num acórdão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) que não tinha nada a ver com o IDP. Era uma decisão de transformar em diligência um julgamento sobre a tributação de operações de uma empresa de compra e venda de ações envolvendo fundos de hedge.

O ministro deu entrevista à rádio BandNews FM no início da tarde desta segunda-feira (25/2). Contou que, assim que soube da intimação, procurou o então secretário da Receita, Jorge Rachid, para reclamar do "erro grosseiro". Rachid explicou que aquilo fazia parte da operação Calicute, a mesma que recebeu os documentos sobre Zveiter.

Para Gilmar, a existência das investigações demonstra que uma Gestapo, a polícia política nazista, foi montada dentro das instituições de persecução penal. O ministro se diz perseguido por ter se colocado contra as prisões abusivas da operação "lava jato" e contra as demandas corporativas que os procuradores transformaram em propostas para combater a corrupção.

Pedro Canário
No ConJur
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Nildo Ouriques - Venezuela e os militares brasileiros


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