13 de fev de 2019

Carlos Bolsonaro chama ministro de mentiroso! E Frota chuta o PSL

Governo desmente o Governo pelo Twitter!


De Jussara Soares, no Globo Overseas (empresa que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a exclusividade para transmitir os jogos da seleção):

Carlos Bolsonaro diz que Bebianno não falou com presidente: 'Mentira absoluta'

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou nas redes sociais, nesta quarta-feira, que o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, não conversou na terça com o presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao GLOBO, o ministro havia negado que protagonize uma crise no Palácio do Planalto e afirmou ter conversado, por mensagens, três vezes com o presidente na terça-feira.

"Ontem estive 24 horas do dia ao lado do meu pai e afirmo: É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano (sic) que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista", disse o vereador no Twtitter. Minutos depois, Carlos fez uma nova postagem na rede social e postou um áudio enviado pelo presidente a Bebianno:

"Não há rouá suja a ser lavada! Apenas a verdade: Bolsonaro não tratou com Bebiano (sic) o assunto exposto pelo O Globo como disse que tratou." Na mensagem de voz, Bolsonaro se recusa a falar com o ministro.

— Gustavo, está complicado eu conversar ainda. Então não vou falar, não vou falar com ninguém a não ser estritamente o essencial. E estou em fase final de exames para possível baixa hoje, tá ok? Boa sorte aí.

(...)



Paga fogo o cabaré

Alexandre Fota no Anta:




Joice defende Bebianno e abre guerra com filho de Bolsonaro

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) saiu em defesa do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) nesta quarta-feira, 13.

"Não pode se misturar as coisas. Filho de presidente é filho de presidente. Temos que tomar cuidado para não fazer puxadinho da Presidência da República dentro de casa para expor um membro do alto escalão do governo dessa forma", disse Joice.

É um alento para o ministro que pode cair, após o escândalo das candidaturas laranjas do PSL. "Ontem estive 24h do dia ao lado do meu pai e afirmo: É uma mentira absoluta de Gustavo Bebianno que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado pelo Globo e retransmitido pelo Antagonista", escreveu Carlos.

Segundo a parlamentar, as críticas do filho do presidente Jair Bolsonaro causaram mal-estar na bancada do PSL e provocam um desgaste desnecessário para o governo.

"Quem pode fazer crítica pública é o próprio presidente da República. Esse caso expõe não só o ministro, mas também o governo do próprio presidente", declarou.

O deputado Alexandre Frota entrou na discussão e disse que o seu partido, o PSL, "não passará a mão na cabeça de bandido" no caso das candidaturas laranjas envolvendo membros da legenda. "Qualquer secretário, deputado, ministro envolvido em qualquer coisa, essa laranja podre vai cair", afirmou o parlamentar. "O PSL não é um partido de laranjas", completou.



Bolsonaro avaliza o filho e chama Bebianno de mentiroso. Só resta a ele a demissão

A saída do ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, do governo é uma questão de tempo.

A situação do ministro se deteriorou ainda mais na noite desta quarta-feira, 13, depois que o presidente Jair Bolsonaro compartilhou tweets do filho, o vereador Carlos Bolsonaro, que chamou Bebianno de mentiroso. Os três tweets de Carlos Bolsonaro sobre o assunto foram retuitados pelo perfil oficial do presidente Jair Bolsonaro. Confira abaixo.

Gustavo Bebianno perdeu força no governo após a divulgação do uso de candidaturas laranjas pelo PSL para desvio de recursos de campanha. Bebianno vinha tentando empurrar a responsabilidade para o então presidente licenciado da sigla, deputado Luciano Bivar (PSL). Mas diante da nova demonstração de desprestígio pelo presidente Jair Bolsonaro, só restará o pedido de demissão.
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Olavo de Carvalho, Steve Bannon, propagandistas ideológicos apenas

Salvo engano, penso que estão tratando indevidamente Olavo de Carvalho. Ele não é intelectual. É, como Steve Bannon, propagandista ideológico de extrema-direita


Salvo engano, penso que estão tratando indevidamente Olavo de Carvalho. Ele não é intelectual. É, como Steve Bannon, propagandista ideológico de extrema-direita. E da pior espécie, tributários que ambos são de Goebbels pela direita e pela esquerda do propagandista que maquiava fotografias oficiais da revolução soviética apagando os opositores a Stalin – não sei neste caso a conta deve ser debitada ao próprio Stalin. O negócio deles não é do terreno da razão. É totalmente voltado para a manipulação de emoções através da deturpação de fatos, difamação, desinformação e mentiras em benefício de suas convicções ideológicas. Se algum argumento racional for por ventura utilizado é mais por oportunismo do que por busca da verdade via razão. Para eles serve como uma luva a acusação de Sócrates aos sofistas: “O trabalho deles é do terreno da persuasão e não da razão”.

Neste contexto se ajusta perfeitamente um youtuber velho com voz poderosa e ar de sábio como Olavo de Carvalho. Um filósofo – independente da qualidade do curso por ele ministrado sob a qual não posso opinar por puro desconhecimento – que agrega aquelas característica já mencionadas um linguajar chulo e raivoso contra os inimigos tão ao gosto de uma plateia de jovens suscetíveis ao discurso maniqueísta em defesa do status quo que busca um mentor autoritário para orienta-los e prepara-los para o embate contra os inimigos progressistas e democráticos ou  de esquerda cujas bandeiras de busca de democracia, justiça social e igualdade lhes são não só estranhas como se chocam de frente com seus valores conservadores e/ou reacionários calcados em preconceitos de toda ordem. Um filósofo que parece mais funcionar como caçador de cabeças para divulgação e reprodução ideológica de ideias de direita do que formador de filósofos propriamente.

A função destes propagandistas ideológicos como Olavo de Carvalho e Steve Bannon é, além de defender o status quo que beneficia os 1% mais ricos para torna-los cada vez mais ricos, manter presa na escuridão do preconceito racial, de classe social e de gênero os jovens e as pessoas mais simples e mais vulneráveis ao seu discurso de ódio, justamente, para que continuem tendo uma visão simplória e tosca do mundo. Eles propugnam uma alegoria da caverna de Platão invertida. Não querem permitir que as pessoas vejam a luz do conhecimento que pode levar a maior reivindicação de igualdade, justiça, liberdade e fraternidade.

No fundo, eles sabem que através da razão eles não conseguiriam muita coisa. Seus objetivos são por demais difíceis de defender por meios democráticos no terreno da discussão política. Praticamente, mesmo considerando a alienação das pessoas através da imprensa dos coronéis midiáticos, é quase missão impossível defender os interesses e a ganancia dos 1%muito ricos que lucram, em prejuízo de todo o resto da sociedade, com a guerra, com a especulação, com a renda dos juros pagos pelo governo aos que possuem títulos da dívida pública, com os poluição, com a boa vida dos abastados fundamentalistas religiosos, com a retirada de direitos dos trabalhadores, enfim, com toda esta agenda politica, econômica e social gananciosa que inferniza e destrói o mundo. Resta a eles, para desviar a atenção do que e de quem realmente defendem fugir do debate – como fez nosso atual presidente nas eleições – e se valer de subterfúgios republicanos, antidemocráticos e até criminosos.

A rede social como o WhatsApp é perfeita para a pregação maniqueísta reacionária deles.  Diferente do facebook e twitter que tem caráter aberto ao público, o WhatsApp se caracteriza por ser um grupo fechado, onde, na maioria, só entra quem pensa igual. Se alinha perfeitamente com a linha de ação política deles de usar a desinformação,  baixaria, mentira e difamação via redes sociais. Melhor, arrisco a dizer que sem elas não seriam nada. Não é à toa o fato de que os seus comandados políticos, por exemplo, no Brasil sejam o chamado pessoal do baixo clero. Gente que antes do crescimento do fundamentalismo evangélico e do advento do WhatsApp não tinham peso nenhum na arena política nacional.

Steve Bannon, para quem ainda não sabe, foi o principal estrategista de campanha de Trump e, não por acaso, figura- chave do escândalo da Cambridge Analytica, empresa contratada para coletar dados no facebook afim de enviar mensagens dirigidas, adequadas ao perfil do eleitor, caluniosas e mentirosas sobre a adversaria Hillary Clinton. Não é demasia supor, dados os fortes indícios, a possibilidade de envolvimento de Steve Bannon, que aparece em fotos recentes com Olavo de Carvalho e anda para lá e para cá com Eduardo Bolsonaro desde a campanha eleitoral, na manipulação e desinformação via fakenews no WhatsApp. Segue um vídeo que apesar de ter sido feito ainda durante a campanha não caducou. Ali está muito bem demonstrada a relação da extrema-direita internacional via Steve Bannon com a similar brasileira vide vídeo.



Como todo ortodoxo mal-intencionado – Falo isso porque creio na existência de ortodoxos bem-intencionados e com caráter – eles são não só especialistas em esconder para baixo do tapete os malfeitos dos seus como em olhar com lente de aumento o que eles entendem por defeitos ou malfeitos dos inimigos. A  mentira e a difamação são o carro-chefe da extrema direita que eles representam. Neste particular, trouxeram para a discussão política o maniqueísmo  de torcedor de futebol  que era a unica área que muitos destes hoje estridentes opinadores comentadores das redes sociais ousavam opinar.  Quem não pensa como eles é automaticamente colocado na cota de inimigos. O caso Mourão é exemplar disso. A despeito dele professar a mesma ideologia, não nos enganemos, ele  desviou um milímetro do que pensam, não importa se movido por boa ou má fé, e foi imediatamente difamado como inimigo desde sempre. Para ser justo, a direita tucana e a mídia dos coronéis midiáticos já atuavam de modo maniqueísta demonizando o PT e Lula, os inimigos da hora. Não esqueçamos também que sempre eles usaram este recurso difamatório. Getúlio Vargas, João Goulart, Brizola e até o conservador JK foram alvos desta gente antes. A extrema direita, mesmo tendo praticamente a mesma agenda econômica, social e política, colocou este “estilo” maniqueísta ideológico em outro patamar mais brutal e mais próximo do fascismo.

A discordância é sempre vista como desvio ideológico grave. Um exemplo da rigidez ideológica e do objetivo político- filosófico ultrarreacionário deles é a condenação in totum dos valores iluministas que são rotulados malandramente como valores do marxismo ocidental para melhor difama-los junto aos seus simplórios e toscos simpatizantes que surtam quando ouvem falar em marxismo e comunismo e veem em qualquer desvio do pensamento do senso comum um sinal do Satã comunista.

Valores iluministas que inspiraram a revolução burguesa e que são fundantes da democracia, que bem ou mal ensejou uma face humana ao capitalismo. Democracia que sabemos está hoje mais do que nunca capturada pelo dinheiro e que mesmo assim não contenta a ganancia doentia representada pelos interesses defendidos por estes dois propagandistas. Interesses que querem mais, sempre mais. O pobre que se exploda! Como dizia o bordão do personagem de Chico Anísio, Justo Veríssimo. Sobre a face humana do capitalismo sempre é bom lembrar as palavras do saudoso Antônio Candido “O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias… tudo é conquista do socialismo. ”

A tarefa destes propagandistas ideólogos, aproveitando a inexistência do contrapeso do socialismo real pós queda do muro de Berlim que tornava imperativo oferecer benesses aos trabalhadores e a chamada civilização ocidental para se contrapor a proposta do inimigo ideológico soviético poderoso, é aprofundar o capitalismo arrancando de vez a sua face humana tornando livre de qualquer freio o Deus Mercado, eufemismo usado para esconder o nome verdadeiro que é Deus Dinheiro.

Jorge Alberto Benitz
No GGN
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Procurador quis arquivar inquérito contra Flávio Bolsonaro sem investigação

Arquivamento foi vetado pela 2ª Câmara Criminal de Revisão do Ministério Público Federal, que determinou uma avaliação mais rigorosa


O procurador regional eleitoral do Rio de Janeiro Sidney Madruga tentou arquivar uma denúncia contra o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) sem realizar nenhuma investigação.

A denúncia fora apresentada ao Ministério Público do Rio por um advogado, que tomou como base reportagens da Folha de S. Paulo sobre a evolução patrimonial dos filhos de Jair Bolsonaro. O jornal apontou que, no caso de Flávio, o enriquecimento se deu em poucos anos, mediante transações imobiliárias “relâmpagos”.

O Ministério Público entendeu que não havia indícios suficientes para instaurar uma ação sobre corrupção na evolução patrimonial, mas enviou a denúncia para a Procuradoria Eleitoral investigar se Flávio omitiu o verdadeiro valor de seus imóveis nas vezes em que concorreu em eleições.

O procurador eleitoral pediu o arquivamento sem realizar nenhuma diligência “a fim de confirmar os termos da denúncia quanto ao crime de falsidade ideológica eleitoral”, escreveu o subprocurador-Geral da República, Juliano Baiocchi, ao negar o pedido.

O arquivamento havia sido pedido por Madruga à 2ª Câmara Criminal de Revisão do Ministério Público Federal, que determinou uma “avaliação mais rigorosa” do caso.

O argumento do procurador eleitoral é que não havia crime eleitoral “com base na jurisprudência consolidada há anos no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”.

OS IMÓVEIS

Flávio Bolsonaro declarou à Justiça Eleitoral ser proprietário de um imóvel em Laranjeiras que, em 2014, valia R$ 565 mil, e em 2016, R$ 423 mil (casado, ele informou ter 50% do patrimônio).

“Não é claro o motivo de ele ter declarado apenas em 2016 ser dono de metade do imóvel, embora já fosse casado em 2014 quando dividia o bem com a mulher. Escritura pública mostra que o crescimento do valor se deveu ao pagamento de parcelas de financiamento do imóvel, uma cobertura cujo valor de aquisição total foi de R$ 1,7 milhão”, anotou a Folha.

No GGN
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Por que ser contra a franquia de dados?


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Bibi Ferreira

bibibibibibi

Abigail Izquierdo Ferreira
Bibi Ferreira
* Rio de Janeiro,1º de julho de 1922 + Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2019



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Bolsonaro tem que dar errado para o Brasil dar certo

E Lula tem que morrer na cadeia!


O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre!) de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

“Torço para que dê certo”. Atrás desta frase aparentemente pró-Brasil, milionários, políticos covardes, colunistas e editorialistas da mídia gorda, além dos oportunistas em geral, pedem um voto de confiança à gestão da famiglia Bolsonaro.

O que significa “dar certo” para esta gente?

Entregar o país aos tubarões financeiros internacionais a preço de liquidação e à custa do desmonte do que ainda resta da indústria nacional.

Acabar de fato com a aposentadoria em favor da banca privada, adotando o modelo chileno que custou 45 mil vidas na ditadura Pinochet — fora os idosos levados à morte ou ao suicídio.

“Combater” o desemprego com a transformação dos trabalhadores numa legião de bóias-frias, sem direitos históricos como décimo-terceiro, fundo de garantia e férias.

Levar milicianos e seus cúmplices para o coração do poder com a cobertura solene do sobrenome presidencial.

Roubar dinheiro público na cara dura, como tudo indica ocorreu na eleição de um sem número de parlamentares do PSL — Partido Só de Laranjas.

Tingir de verde oliva dezenas de cargos chaves da administração, fato inédito mesmo no período da ditadura militar.

Considerar apenas “incidentes” homicídios em massa como o cometido pela Vale privatizada em Brumadinho.

Incentivar o faroeste no campo e na cidade e fuzilar a sangue frio suspeitos em comunidades pobres como aconteceu há poucos dias no Rio.

Converter brasileiros em bucha de canhão para os planos de Donald Trump & Cia de apagar vestígios de governos progressistas mundo afora.

Exterminar das escolas qualquer espírito crítico, numa volta aos tempos em que a Bíblia era a bússola do “conhecimento”.

Suprimir as chances de a maioria dos jovens ingressar na universidade, declarada a partir de agora patrimônio exclusivo da “elite” (?) nacional.

Criminalizar os movimentos sociais, incentivar a homofobia e aplaudir os adversários da diversidade e igualdade de oportunidades, inclusive salariais, entre homens e mulheres.

Eliminar da história personagens como Chico Mendes., reconhecido mundialmente como uma das maiores lideranças ambientalistas do planeta.

E, claro, manter Lula na cadeia até o último suspiro.

Tudo isso, quando já não está em prática, faz parte dos planos confessos e assumidos da famiglia no poder, sua equipe de primeiro escalão e apoiadores de primeira e última hora.

Qualquer democrata sincero torce para que tudo isso dê errado, e que o pesadelo experimentado desde primeiro de janeiro termine o mais rápido possível para o Brasil dar certo.

Joaquim Xavier
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O fantasma do socialismo está de volta!

 Imperdível 


O fantasma do socialismo está de volta! Em meio a ascensão da extrema direita de Trump e Bolsonaro, Victor Marques, Doutor em Filosofia pela PUC-RS, fala sobre a nova onda socialista que está surgindo no mundo, principalmente nos EUA.

Figuras como Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez, ícones do socialismo democrático, já são uma realidade, tendo uma grande aceitação e popularidade, principalmente na juventude.

Será que esse crescimento do socialismo entre os mais jovens pode representar uma nova tendência que vai se espalhar pelo mundo inteiro?

Seguem aqui algumas fontes que foram citadas no vídeo:

- https://www.foxnews.com/opinion/how-t...

- https://www.theguardian.com/books/201...

- https://thehill.com/homenews/campaign...

- https://www.thenation.com/article/soc...

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As investigações dos Auditores da Receita

Governo identifica auditor que investigou Gilmar


O governo Bolsonaro já tem o nome do auditor da Receita Federal que realizou a investigação com base nas declarações de renda do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O funcionário da Receita trabalharia em um órgão do Espírito Santo. Segundo o jornal Valor, a apuração do responsável não foi difícil, já que todos os acessos aos documentos fiscais mantidos na Receita são devidamente registrados no sistema de informática do órgão. 

A reportagem do jornal Valor destaca que "assim, todos os comandos feitos pelo auditor, até mesmo se ele repassou as informações a outros funcionários da Receita e se tirou cópias dos documentos, já foram devidamente mapeados e repassados às principais autoridades do Ministério da Economia e do Palácio do Planalto. O fato de que todas as informações sobre o que ocorreu já são conhecidas permitirá mais agilidade na apuração de responsabilidades que está sendo feita pela Corregedoria da Receita Federal."

E acrescenta: "outras fontes disseram ao Valor que o episódio que atingiu Gilmar Mendes serviu para unir os ministros do STF, que estão muito preocupados com indícios de que o Brasil está se transformando em um 'Estado policial'. Por isso, os ministros exigem que o governo puna com rigor o responsável pela 'investigação indevida' nas declarações de renda do ministro Gilmar Mendes."

Auditores da Receita Federal investigam secretamente 134 agentes públicos

Além do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a autodenominada Equipe Especial de Fraudes (EEF) da Receita Federal abriu investigações secretas contra outros 134 "agentes públicos". De acordo com documento interno da Receita a que a ConJur teve acesso, pelo menos desde março de 2018 o grupo de arapongas vem agindo de acordo com critérios próprios para imputar crimes não relacionados ao papel da Receita a "autoridades".

A Equipe de Fraudes relatou suas atribuições na "Nota Copes 48/2018", onde descreve seu papel e métodos dessa equipe. A "Nota" está carimbada como documento "reservado". Foi com base nela que o auditor fiscal Luciano Francisco Castro começou a vasculhar as declarações de renda e de patrimônio de Gilmar e da mulher dele, a advogada Guiomar Feitosa, para chegar a conclusões que não são fundamentadas.

O documento decorre da criação da Equipe Especial de Fraudes — Nacional (o que sugere a existência de equipes estaduais), montada pela Receita em 2017, supostamente para fiscalizar as declarações de renda de agentes públicos. Segundo o anúncio oficial, caso fossem constatados indícios de crimes, as informações seriam enviadas ao Ministério Público Federal, já que a Receita não tem atribuição para investigar – o papel é da polícia, sob controle judicial.

O documento desmente as intenções oficiais. "A EEP entende que há fatos concretos a ser apreciados pelas estruturas regionais de programação", diz a Nota Copes 48, sem mencionar o MPF. "Entendeu-se adequado direcionar a prospecção em práticas com possível envolvimento de agentes públicos, haja vista a conduta que se espera de quem percebe remuneração para servir a sociedade, sem valer-se do cargo para outros fins, o que alcança o seu dever de cumprir com as normas tributárias."

A nota descreve o que a tal Equipe Especial de Fraudes fez desde que foi criada, no dia 10 de março de 2017, até o dia 2 de março de 2018. A equipe é um conjunto de auditores fiscais cuja função é fiscalizar "800 agentes públicos federais".

Pelo que está escrito na "Nota Copes 48", não foi bem isso o que aconteceu no primeiro ano de atividades da "tropa de elite da Receita", como a imprensa passou a chamar o grupo. No primeiro parágrafo, o documento já avisa que o grupo foi instituído para "identificação de indícios de crimes contra a ordem tributária, corrupção e lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores envolvendo agentes públicos". Só a identificação das pessoas que o grupo fiscalizaria chegou a 800 mil CPFs, e não 800, como havia sido anunciado.

Ou seja, em nenhum o momento o grupo parece ter-se dedicado a garantir a arrecadação tributária. Como confessa o documento, a ideia é investigar indícios de lavagem de dinheiro e corrupção, o que não se relaciona com as atribuições da Receita Federal. E no caso de "agentes públicos", provavelmente houve ainda a violação das prerrogativas de foro.

O próprio auditor Luciano Castro começa seu relatório sobre o ministro Gilmar dizendo que "trata-se de análise fiscal no âmbito do trabalho da Equipe Especial de Fraudes – Nacional, de acordo com a metodologia definida na Nota Copes 48/2018".

Mineração de dados

De acordo com o documento, os auditores chegaram a essas 134 pessoas num teste de funcionamento do sistema ContÁgil, um software que agrega informações de variadas bases de dados, desenvolvido pela própria Receita. Os auditores explicam que chegaram a esses nomes com base em critérios objetivos, e que eles ainda seriam "limpados" depois, já que o fato de existirem irregularidades nas declarações de renda não é sinônimo de fraude ou crime.

Segundo o documento, as informações obtidas por meio da investigação interna ainda serão depuradas, para que se constate o que é mesmo fraude e o que são problemas formas. Mas avisa: "A constatação de fraude se difere de um trabalho mais simples de auditoria".

O software não obedece apenas a humanos. Trata-se de uma importante ferramenta de inteligência artificial que usa tecnologias de mineração de dados. Em português, é um programa que aprende sozinho a encontrar informações consideradas relevantes pelos auditores em meio ao mar de dados a que se tem acesso.

O software lançou uma rede de pescador nos dados fiscais de milhões de pessoas. Dos 800 mil ocupantes de cargos públicos, a EEP selecionou parentes de primeiro e de segundo graus, seus cônjuges e empregados domésticos, além das empresas registradas nos nomes de todos eles e seus sócios. E aí foram selecionadas pessoas que tiveram aumento patrimonial superior a R$ 500 mil, declararam rendimento isento de tributação acima de R$ 500 mil e valor de patrimônio acima de R$ 5 milhões.

Esse primeiro filtro chegou a 799 pessoas. E aí foi aplicada a segunda peneira, de quem teve renda não tributável acima de R$ 2,5 milhões e receita bruta de pessoa física acima de R$ 10 milhões. Foi assim que se chegou às 134 pessoas, que ainda passarão por outro filtro.

No ConJur
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Impasse pode causar falência da Abril


A operação de salvamento da Editora abril começou a dar errado. Um impasse entre credores e interessados em assumir o comando do Grupo pôs em risco a sobrevivência da maior editora de revistas do país. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os bancos consideraram ruins as três propostas apresentadas por investidores para adquirir a dívida de mais de R$ 1 bilhão do grupo. Santander, Bradesco e Itaú são os maiores credores da Abril, que está em recuperação judicial desde agosto.

A reportagem destaca que "no total, a dívida da empresa chega a R$ 1,6 bilhão —R$ 90 milhões são passivos trabalhistas."

E acrescenta: "em dezembro, a família Civita acertou a venda do grupo para o empresário Fábio Carvalho, com o apoio do banco BTG, mas o negócio não selou o destino da Abril. A discussão da dívida bancária é ainda mais importante. Como maior credor, quem detiver a dívida financeira poderá aprovar ou reprovar o plano de recuperação na assembleia marcada para 19 de março. No limite, pode até ganhar força para impor sua própria proposta e acabar tomando o controle da empresa."

A matéria ainda informa que "se não houver acordo entre os bancos e os interessados na compra da dívida, o plano de recuperação pode ser simplesmente rejeitado, e a falência da Abril, decretada. Segundo apurou a reportagem, os bancos não querem ser os responsáveis pela quebra da editora, mas o calote previsto nas propostas em discussão é muito expressivo."
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‘Bem feito que eu matei seu irmão. Cresce pra eu te matar também’


Ameaça de PM a garoto de 8 anos aconteceu em operação com 13 mortos em morros do RJ; mãe acusa PMs de terem escrito mensagem do celular de seu filho, que era analfabeto

Três dias após operação da PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) que deixou 12 mortos nas comunidades do Fallet e Fogueteiro e outros 3 no Morro dos Prazeres, conforme informações atualizadas, uma reunião ocorreu na tarde desta terça feira (12/2) para aproximar familiares de diferentes instâncias de defensores de direitos humanos. Relatos de abusos e execuções marcam encontro de familiares de mortos com defensores de direitos humanos., que avaliam que o cenário indica que houve execuções extrajudiciais praticadas pelos policiais.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, um dos órgãos presentes na reunião, conversou com dezenas de familiares e amigos dos assassinados e chegou a um cenário mais claro do tamanho do que consideram uma chacina: no Fallet foram 7 mortos em uma casa e outros 4 irmãos mortos em duas casas distintas da comunidade. No Fogueteiro, a ação resultou em uma morte. Completa-se o quadro com mais três assassinados no Morro dos Prazeres, sendo que uma das pessoas foi levada para o hospital ainda na sexta-feira (8/2) e dois foram encontrados pelos moradores no sábado (9/2), totalizando 15 pessoas executadas.

“O que vimos hoje foi um cenário de muita tensão, de acúmulo de testemunhos de violações”, avalia Pedro Strozemberg , ouvidor da Defensoria. Para o especialista em direitos humanos, inclusive, os relatos indicam de forma quase uníssona a ocorrência de execuções extrajudiciais. “Há diversos vídeos e pessoas que viram o que aconteceu. Agora resta que a Divisão de Homicídios (da Polícia Civil fluminense) e o Ministério Público façam o seu trabalho de forma célere”, cobra.

Mas, para Tatiana Antunes Carvalho, de 38 anos, mãe de Felipe Guilherme Antunes e tia de Enzo Sousa Carvalho, dois dos assassinados na operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais, considerada a tropa de elite da PM do Rio), os danos da chacina ainda perduram. Um de seus filhos mais novos, de apenas oito anos de idade, ouviu de um dos policiais envolvidos na chacina a seguinte ameaça, feita logo após a ocorrência: “Bem feito que matei seu irmão. Cresce que eu te mato também”, teria dito o PM, segundo contou o filho à mãe.

Familiares dos mortos e moradores das três comunidades relataram de forma constante a prática de terror psicológico e de intimidações por parte dos boinas pretas, como os PMs do Bope são chamados, durante a ação de sexta-feira. Eles denunciaram que policiais que já tinham sido expulsos da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) local voltaram a atuar nas comunidades e participaram desta operação – informação não confirmada oficialmente pela Ponte. Segundo moradores que não quiseram se identificar, alguns destes integrantes da tropa atuaram como policiais do Choque, outros, do BOPE.

Mãe, que pediu para não ser identificada, perdeu dois filhos na operação policial
Foto: Leonardo Coelho/Ponte Jornalismo

Dentre os familiares dos mortos no Morro dos Prazeres o terror têm sido semelhante. A mãe de um dos jovens assassinados reconta o medo que sentiu após seu filho começar a lhe mandar mensagens de texto após ela lhe perguntar como ele estava, preocupada com o tiroteio. “Meu filho era analfabeto. Ele só me mandava mensagem de áudio”, afirmou, suspeitando que quem mandava as mensagens eram oficiais do BOPE após matá-lo. Outra mãe disse que amigos de seu filho, preocupados com sua segurança, perguntaram se estava tudo bem. Receberam como resposta emojis de caixões e caveiras.

42 mortos nos últimos dez dias

Um levantamento publicado pelo jornal Extra através de números da PM divulgados pelo Ministério Público expõe que, até agora, morreram 42 duas pessoas em operações policiais em 2019. Isso dá uma média de um morto por dia. “Ano passado já tivemos o nossa maior taxa histórica de letalidade institucional e esses números agora preocupam muito, porque o que se espera é um modelo que preserve a vida”, reflete Pedro Strozemberg, da Ouvidoria da Defensoria Pública do Rio.

Para a formanda em direito Deize Carvalho, que perdeu seu filho devido a violência estatal em 2008, o governo de Wilson Witzel (PSC), chefe do executivo fluminense, e o de Jair Bolsonaro (PSL), presidente da república, já deixaram claro que irão querer proteger os policiais, o que faz necessária a união e solidariedade das mães e familiares.

“Caso elas discordem dos legistas, essas mães precisam pedir a exumação dos filhos para terem um contra laudo para saber o que aconteceu”, avalia a graduanda que, de forma independente, lutou para que o assassinato do filho não passasse impune. “Foi decretada pena de morte pra quem ousar contra esse governo, mas essas mães não podem desistir, independente dos mortos serem culpados ou não”, emenda.

Leonardo Coelho
No Ponte
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Xadrez dos aloprados no comando doTitanic Brasil

Depois de um primeiro mês atabalhoado, começam a sair as primeiras medidas, uma sucessão infindável de propostas fundamentalistas


A economia mundial está sob influência dos seguintes fatores negativos, um desmanche em toda organização que vigorou no pós-guerra.

Peça 1 – desaceleração das economias

União Europeia

Nos últimos meses houve uma redução abrupta da oferta de crédito, com reflexos nas diversas economias. E uma obsessão por ajustes fiscais que derrubou as condições sociais estimulando partidos radicais em praticamente todos os países.

Alemanha – no final do ano passado mostrou os primeiros sinais de recessão, com queda brusca na produção industrial. A dívida alemã está sendo negociada com rendimentos negativos, sinal de que se aproxima uma deflação da economia. No segundo semestre de 2018 houve uma queda de 3,2% na produção industrial da Alemanha. Em dezembro, as encomendas caíram 7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A recessão começou com a indústria automobilística e já se espalhou para construção, produtos químicos e farmacêuticos.

Itália – A Comissão Europeia reviu o crescimento em 2019 para 0,2%. Além disso, o país corre o risco de uma nova crise da dívida, tendo que refinanciar 400 bilhões de euros em dívidas em 2019.

Inglaterra – presa às indefinições do Brexit, sem liderança e sem estratégia clara sobre as regras de saída. Em 2016 montou-se uma campanha a favor do Brexit sem nenhuma informação mais concreta sobre as implicações da decisão na vida das pessoas. Seque analisaram-se as implicações na política interna, como a manutenção do Acordo de Sexta Feita Santa de 1998, que celebrou a paz na Irlanda do Norte, após três décadas de guerras sangrentas. Além disso, os números da economia mostram o menor crescimento desde 2012.

EUA – o FED (Banco Central dos EUA) interrompeu momentaneamente a alta nas taxas básicas de juros. Mas ficou a dúvida no ar sobre os próximos passos.

Peça 2 – alto endividamento

Anos de juros perto de zero provocaram um megaprocesso de endividamento corporativo e de países. A tomada de empréstimos se baseia na relação entre a taxa de crescimento da economia e o volume de crédito tomado. Quando cai o crescimento, aumenta o peso dos juros. O mercado de taxas traz indicações preocupantes de deflação na zona do euro. O que significa redução do numerador.

Mais que isso. O excesso de crédito inflou os ativos internacionais. A manutenção das cotações depende, sempre, da expectativa de crescimento dos investimentos e da manutenção da liquidez internacional.

Com menos crédito, haverá menos expectativa de rentabilidade dos ativos – que já estão caros. Essa parada poderá deflagrar o chamado “overshooting” para baixo. Isto é, deflagração de ordens maciças de venda.
  • Além da queda da atividade econômica global, há um conjunto de crises latentes:
  • Guerra comercial entre EUA e China.
  • Confisco do ouro da Venezuela em bancos europeus, trazendo um fator adicional de insegurança jurídica.
  • Crise política se alastrando na França, inclusive com embates verbais com a Itália
  • A indefinição em relação aos juros norte-americanos.
  • A indefinição em relação ao Brexit.
Peça 3 – o fator Bolsonaro

É nesse universo turbulento que o governo Bolsonaro começa a apresentar suas fichas. Tem-se um maremoto pela frente e no leme do país um governo mais preocupado em desmontar o barco movido por dois fundamentalismos: o religiosos e o econômico.

Depois  de um primeiro mês atabalhoado, começam a sair as primeiras medidas, uma sucessão infindável de propostas fundamentalistas, descoladas da realidade, e, especialmente a equipe da cota dos Bolsonaro, com um despreparo abismante.

Se a educação e as relações exteriores estão sob controle de fundamentalistas religiosos, a política econômica foi entregue a fundamentalistas econômicos. O Ministro da Economia Paulo Guedes não é uma pessoa racional, que se debruça sobre a realidade para encontrar soluções. É um ideólogo sem noção, que julga que destruindo a ordem econômica em vigor, irá brotar do caos uma nova ordem conduzida pela mão invisível do mercado.

Desde o governo Temer, vem sendo desmontadas peças centrais da economia, com reflexos terríveis nas próximas décadas.

O desmonte do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) começou com a mudança da taxa referencial de juros, procurando aproximar suas taxas de longo prazo das taxas de mercado através do expediente mais nocivo possível: elevando as taxas mais baixas do banco, em vez de trabalhar para reduzir as taxas do mercado.

O desmonte da legislação trabalhista criou duas bombas relógio.

A primeira, os impactos gradativos sobre a receita fiscal. O que a tolice guedesiana chama de “herança getulista”, nada mais é do que um engenhosos mecanismo implementado por Roberto Campos, que transformou o desconto em folha em peça central da arrecadação fiscal,  do financiamento da Previdência e do financiamento da infraestrutura, através do FGTS.

Com o desestímulo progressivo à formalização, haverá impactos de monta na receita fiscal e praticamente a inviabilização da previdência pública.

Sua proposta de reforma da Previdência – de impor a capitalização individual para os novos contribuintes – não tem pé nem cabeça. Existe um sistema em vigor, a chamada repartição simples, no qual a contribuição dos ativos banca a aposentadoria dos inativos. Se já há dificuldade em manter o sistema atual, como pretende incluir um novo sistema? Se os novos contribuintes deixarem de contribuir para a repartição simples, haverá um crescimento exponencial do déficit atuarial. Se acumular duas contribuições, o custo se tornará inviável para o empregado.

Portanto, há dois mega-rombos a caminho, caso passe a reforma: a redução da formalização do emprego; a interrupção do fluxo de contribuições ao sistema de repartição.

Tome-se a ausência completa de políticas contra cíclicas, para melhorar o nível de atividade, mais o desmonte das políticas sociais, o aumento da informalidade, um plano de segurança pública meramente bacharelesco, e a guerra religiosa que se prenuncia, para se ter um quadro complicado pela frente.

A guerra hoje não é entre centro-esquerda e centro-direita. É entre a irracionalidade mais delirante a os setores racionais do país, é entre a liberdade religiosa e o fundamentalismo mais canhestro, entre os direitos sociais e individuais e as milícias. Ou os setores formais e racionais se unem contra essa avalanche fundamentalista ou a reconstrução se tornará impossível.

Luís Nassif
No GGN
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Guedes sofre 1ª derrota oficial no governo

Ministro é fiador de Bolsonaro como FHC foi de Itamar

De certa forma, Paulo Guedes está para Jair Bolsonaro como FHC esteve para Itamar Franco. O ministro da Economia é o principal fiador do atual governo.

Do Hospital Albert Einstein, Bolsonaro arbitrou a primeira derrota oficial de Guedes e da equipe econômica. A proteção tarifária aos produtores de leite do Brasil contra os concorrentes da União Europeia foi mantida como queriam a ministra Tereza Cristina (Agricultura) e os ruralistas, apoiadores entusiasmados de Bolsonaro na campanha eleitoral.

O liberalizante e privatista Guedes teve de recuar, como ficou evidente no tuíte em que o presidente disse hoje que a ministra da Agricultura e o governo mantiveram “o nível de competitividade” dos produtores de leite do Brasil.

Guedes tem gordura para queimar. Ele já disse que vai concentrar a sua energia para vencer a guerra: aprovar a reforma da Previdência. Faz sentido.

Mas hoje perdeu uma batalha. Se episódios do tipo se repetirem, o mercado vai começar a retirar o entusiasmado e acrítico apoio que dá ao atual governo.

Matadas no peito

Corretamente, o ministro Luiz Fux decidiu suspender duas ações penais contra o presidente Jair Bolsonaro. A imunidade presidencial em relação a atos alheios ao atual mandato está no artigo 86 da Constituição.

Com Michel Temer, abriu-se um precedente ruim. O STF decidiu que o titular do cargo mais importante do país poderia ser investigado, mas não processado. Havia diferenças jurídicas, um na fase de inquérito, outro com denúncia aceita.

Mas Fux blindou Bolsonaro completamente, o que é certo e deve valer para o atual e futuros presidentes. Eles merecem o devido sossego constitucional para governar.

As duas ações são baseadas na recriminável conduta de Bolsonaro, que disse que a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada. Essa violência contra a mulher foi considerada crime quando o STF aceitou a denúncia da Procuradoria Geral da República.

Fux deu uma bela ajuda a Bolsonaro ao embarcar na estratégia protelatória da defesa do acusado. Matou no peito de forma errada quando agiu assim. Agora, matou no peito restabelecendo um respeito à Constituição que não deveria ter sido quebrado.

Abuso de poder

É grave o episódio de vazamento de uma investigação da Receita Federal sobre o ministro do STF Gilmar Mendes no qual o próprio órgão reconhece não haver crime. Se não tinha crime, por que vazou?

Ora, para manchar a reputação de Mendes e de sua mulher, a advogada Guiomar Mendes.

Se esse absurdo ocorre com um ministro do STF, imagine em relação ao cidadão comum. Houve o chamado abuso de poder.

Os fãs do rigor penal nos olhos dos outros poderiam aumentar a gravidade de atos abusivos praticados magistrados, integrantes do Ministério Público e membros da Receita Federal. Usar o poder do Estado contra desafetos políticos fere a democracia.

Trapalhada federal

Essa CPI Lava Toga estava com pinta de retaliação à decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, de determinar que a eleição para presidente do Senado fosse via voto secreto.

O Judiciário merece ser escrutinado como foram o Legislativo e o Executivo. O padrão Lava Jato precisa apurar corrupção de magistrados e membros do Ministério Público. Mas essa CPI soou como mais uma trapalhada da Casa Civil a fim de um revide político apressado e ruim para quem está no governo.

Laranjal

A “Folha de S.Paulo” revelou outro caso de candidata a deputada federal usada como laranja pelo PSL. O episódio mais recente envolveu o presidente do partido de Bolsonaro, o deputado Luciano Bivar (PE). A PF (Polícia Federal) entrou no caso.

Algo semelhante também aconteceu com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, eleito deputado federal pelo PSL mineiro com o mesmo expediente cítrico.

Tantas laranjas evocam o caso Fabrício Queiroz, que anda em banho-maria desde a eleição. O crescimento do laranjal tem potencial para criar problemas para o Palácio do Planalto.

O presidente Jair Bolsonaro tem cobrado a PF a esclarecer o atentado que sofreu no ano passado. A Polícia Federal, num inquérito, concluiu que foi uma ação solitária de alguém com problemas psiquiátricos.

A insistência do presidente é tática diversionista. Ele deveria cobrar da PF empenho semelhante para investigar o laranjal do PSL para ter coerência com o discurso moralista de campanha.

Jeitoso

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), costurou um acordo para dividir o comando das comissões da Casa entre os partidos. Ele está tentando apaziguar ânimos após a sangrenta disputa pelo comando do Senado. Agiu certo ao costurar um acordo com as bancadas.

Essa ação é positiva para a agenda legislativa do governo, mas será preciso ver a conduta cotidiana na condução do Senado para averiguar se a habilidade política de Alcolumbre será mantida.

Fato raro

No atual clima de intolerância no Brasil, a reação da opinião pública à morte do jornalista Ricardo Boechat foi um dos raros momentos recentes de união do país, notou um filho inteligente de um amigo. A romaria de políticos de várias tendências ao velório do jornalista evidenciou disso.
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Campaña global "Tambores de la Paz" por un mundo sin guerras ni amenazas


"Quemen los tambores de la guerra para que no suenen más", así dice nuestra canción #TamboresDeLaPaz, una campaña global por la paz de Venezuela y del mundo.

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PODER [ES]: Bolsonaros & Cia x Mourão, A Luta pelo Poder. E a Espionagem...


CRÉDITOS
Direção Geral: Bob Fernandes
Direção Executiva: Antonio Prada
Supervisão Criativa: Pio Figueiroa
Produção: Pletora Filmes
Edição e Sonoplastia: Gabriel Edé
Câmera e Som: Miguel Breyton
Arte e vinhetas: Lorota

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PSL vai virar suco?

PF abre investigação sobre laranjal do PSL na eleição de 2018

Maria de Lourdes Paixão recebeu quase meio milhão do partido (mais do que foi destinado à campanha de Bolsonaro) e, no final, angariou menos de 300 votos


A Polícia Federal abriu um procedimento anterior a inquérito para apurar a denúncia da Folha de S. Paulo sobre a candidata supostamente “laranja” do PSL, Maria de Lourdes Paixão. Ela recebeu, na eleição de 2018, R$ 400 mil do partido para fazer campanha. No final angariou menos de 300 votos.

Os recursos destinados à candidatura de Paixão, pelo estado de Pernambuco, superam os recebidos por Jair Bolsonaro ou pela deputada federal Joice Hasselmann, que teve mais de 1 milhão de votos.

O dinheiro do fundo partidário do PSL foi enviado para a conta da candidata em 3 de outubro, 4 dias antes da eleição. Na época, o hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, era presidente interino.

Maria de Lourdes deve depor na superintendência da PF no Recife às 11h desta quinta-feira (14).

Na semana passada a Folha revelou que, em Minas Gerais, o atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, também patrocinou um esquema de candidaturas de fachada. Quatro candidatas mulheres receberem recursos vultosos mas, juntas, elas tiveram menos de 2 mil votos.

Boa parte do dinheiro das campanhas foi destinado a empresas fornecedoras que são ligadas a Marcelo.

Cíntia Alves
No GGN



O TSE tem as provas de que precisa para liquidar o PSL de Bolsonaro


O Partido Social Liberal, que abriga, além do presidente Jair Bolsonaro, gente da lavra de Gustavo Bebianno e Luciano Bivar, é também o partido que mais candidatos laranjas exportou para as eleições de 2018.

Alvo das mais diversas denúncias por forjar candidaturas sem qualquer respaldo eleitoral tão somente para cumprir a cota mínima do número de mulheres, a agremiação que mais parece um asilo de militares reformados é também suspeito de se utilizar dessas candidaturas para a prática criminosa de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

O caso mais escancarado foi revelado pela Folha de S.Paulo e responde pelo nome de Maria de Lourdes Paixão Santos, candidata a deputada federal pelo PSL de Pernambuco.

A criatura que jamais sentou sequer numa cadeira de vereadora aparece em terceiro lugar em volume de recursos do fundo partidário repassado pela sigla.

Soberana para utilizar os R$ 400 mil recebidos a título de financiamento de sua campanha, a ousada candidata resolveu investir praticamente tudo em apenas materiais gráficos conforme declarou na sua prestação de contas junto ao TSE.

De todo o generoso recurso que lhe foi disponibilizado, nada menos do que R$ 380.300,00 foram utilizados, “oficialmente”, com itens de divulgação ou coisa que o valha.

Ninguém precisa ser um marqueteiro de renome para saber que a “estratégia” de campanha da candidata tem problemas.

Pois bem! A coisa se complica.

De todo o valor gasto em materiais publicitários – 95,08% de sua pequena fortuna para ser mais exato – tudo foi, ainda segundo sua prestação de contas, para uma única empresa, a Itapissu Gráfica Ltda.


Tudo já seria muito estranho (para se dizer o mínimo) se o recurso financeiro não tivesse sido repassado para a sua conta eleitoral no Bradesco apenas 4 dias antes das eleições.

Segundo sua própria explicação, tudo se deu dessa forma porque sua candidatura foi decidida em cima da hora. Então tá!

Uma vez “decidida” sua participação no pleito, a então candidata não demorou em torrar a verba disponibilizada. No mesmo dia que recebeu o repasse (03/10/2018), efetuou duas transferências para a Itapissu nos valores de R$ 47.500,00 e R$ 261.000,00 conforme pode ser comprovado no extrato bancário remetido por ela própria ao TSE e lá disponibilizado a qualquer um que queira conferir.

Já no dia 11/10, passada as eleições para deputados da qual concorria, outras duas transferências para a mesma empresa, dessa vez nos valores de R$ 71.000,00 e R$ 800,00.

A essa altura Lourdes já estava ciente do seu desempenho nas eleições. Míseros 274 votos. O que equivale dizer que na relação custo/eleitor a ilustre candidata gastou cerca de R$ 1.459,85 por cada alma desgarrada que resolve lhe dar seu voto.

Não existe partido no mundo que sobreviva com uma performance dessa. A não ser, claro, que se dê o óbvio ululante: que nada nessa história tenha a ver com uma legítima candidatura.

Está claro que Lourdes Paixão serviu como laranja, mais uma, de um largo esquema de lavagem de dinheiro praticado pelo partido do presidente da República.

Mais claras ainda estão as provas documentais que mostram como tudo se deu.

Lourdes de fato transferiu praticamente toda a verba que recebeu do PSL para uma empresa suspeita apenas dias antes das eleições. Quanto a isso não se resta dúvidas.

O seu desempenho nas eleições prova que em nenhum momento houve efetividade ou interesse na sua campanha. Todos os caminhos, a conclusão é inevitável, levam a graves suspeitas.

O que mais escandaliza em tudo isso é que as principais evidências dos crimes que deveriam estar sendo rigorosamente investigados estão em poder do TSE.

Basta que algum desses magistrados, tão implacáveis contra partidos de esquerda, quebre o sigilo da Itapissu Gráfica Ltda e fatalmente aparecerão os verdadeiros beneficiários de todo esse dinheiro.

Isso acontecendo, recursos valiosos do fundo partidário poderão ser recuperados e o PSL, ainda mais desmoralizado, poderá ser legal e definitivamente liquidado da vida política desse país.

Carlos Fernandes
No DCM



Folha: Bolsonaro ameaça romper com seu “espremedor de laranjas”


Igor Gielow, na Folha, diz que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Gustavo Bebianno, balança no cargo em função da revelação de um repasse de R$ 400 mil do Fundo Eleitoral para uma candidata fantasma, Lourdes Paixão (PSL-PE), que gastou tudo (97%) em um gráfica que ninguém sabe onde é.

Vai balançar mais, porque vai surgir a segunda “laranja”, Érica Santos, já apontada por este blog, que recebeu R$250 mil do Fundo e gastou tudo na mesmíssima gráfica fantasma.

Entre o repasse de R$ 1,8 milhão para Luciano Bivar, ex-dono do PSL, os R$ 400 mil de Lourdes e os R$ 250 mil de Érica, o aluguel da sigla custou pelo menos R$ 2,45 milhões, quase 25 % dos recursos públicos, quase um quarto dos recursos públicos destinados à campanha do partido que se ofereceu a Bolsonaro.

Tudo indica que foi Bebianno – que, em princípio, assinava os cheques, como presidente do partido e do comitê financeiro do PSL – quem conduziu e operou a “recompensa” a Bivar.

Ou será que o “ex-capitão” acha que ganhou um partido “no amor”?

Fernando Brito
No Tijolaço
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