17 de jul de 2019

Moro e Toffoli: 2 juízes e 1 único propósito

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Como é fácil entender o regime de exceção instaurado no Brasil.

Em julho de 2018, Moro abandonou as férias em Portugal, decerto financiadas com os cachês de palestras, e interferiu na PF, no MPF, no TRF4 e no STF para impedir, a qualquer preço, inclusive o da ilegalidade, o cumprimento da ordem judicial expedida pelo desembargador Rogério Favreto que mandava libertar Lula do cativeiro da Lava Jato.

Em junho de 2019, sob a presidência do Dias Toffoli, o STF entrou em férias para adiar, pela 3ª vez, a votação do habeas corpus sobre a suspeição do Moro – cujas evidências de suspeição são aterradoras – para manter Lula preso [aqui].

Hoje, 16 de julho de 2019, foi a vez do Toffoli abandonar seu justo e merecido direito a  férias para livrar Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz de investigações sobre corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha etc etc.

A guarda pretoriana do regime de exceção não tem sossego. Nem férias a turma consegue tirar.

A engrenagem do regime de exceção segue azeitadíssima e funcionando a pleno, a despeito das revelações do Intercept que comprovaram documentalmente que o sistema judicial brasileiro está totalmente contaminado e foi capturado por lógicas estranhas ao Estado de Direito, para dizer diplomaticamente.

A profecia do Jucá se confirmou: “Com o Supremo, com tudo …”.

Jeferson Miola

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