12 de jul. de 2019

Caso Marielle: escutas mostram conexão do Escritório do Crime à família Brazão no Rio


Conversas telefônicas interceptadas durante a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) revelam que membros da milícia Escritório do Crime recorreram a políticos da família Brazão no Rio para evitar um pagamento de propina a um funcionário da prefeitura da cidade. Esta seria a primeira prova factual da ligação entre o clã político carioca e um grupo paramilitar.

O Escritório do Crime é formado por assassinos de aluguel e domina os bairros de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste do Rio.

Nestas localidades, a organização criminosa cobra por serviços de segurança, agiotagem, venda de gás e tevê a cabo ilegal, além de construir prédios irregulares, a exemplo dos dois que desmoronaram no mês de abril, quando 22 pessoas morreram.

A família Brazão é formada por políticos cariocas cuja base eleitoral reside em bairros controlados por milícias. O chefe do clã é Domingos Brazão, ex-deputado e conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro).Domingos é suspeito de envolvimento na morte de Marielle e de obstruir a investigação sobre o caso. Outros dois irmãos exercem mandatos legislativos: Chiquinho é deputado federal pelo Avante e Manoel Inácio, também conhecido como Pedro Brazão, é deputado estadual pelo PR.

(…)

No DCM

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