5 de jun. de 2019

Governo é homícida patológico

Xavier: a palavra final é da Justiça (a que ainda existe)


O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre!) do colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Vamos começar pelo mais recente. A famiglia Bolsonaro acaba de mandar ao Congresso um projeto para aumentar a carnificina nas ruas e rodovias:

— dispensa o uso de cadeirinhas para crianças mesmo nos bancos da frente;

— dobra de 20 para 40 o número de pontos que podem levar à suspensão da CNH;

— livra de exames toxicológicos motoristas obrigados a viajar à base de psicotrópicos para cumprir jornadas desumanas dirigindo jamantas nas estradas;

— suaviza multas, desliga radares e ameniza a punição para quem dirigir com luz baixa

— pretende liberar de inspeção veículos cujos motoristas não atestarem que os recalls a que forem convocados consertaram os defeitos reconhecidos pelas próprias montadoras.

Recuando um pouco atrás:

— o governo baixou um decreto que espalha armas a granel;

— facilitou concessão de exercícios de tiro para menores de idade;

— ampliou o número de posse de armas por cidadão, incluindo até categorias como jornalistas!

Ainda um pouquinho mais, agora com o pacote de Sérgio Criminoso Moro:

— institui a licença para matar por “forte emoção”!

— libera de fato a ação de snipers”, como no Rio, para atirar contra brasileiros indefesos mas “com jeito de suspeitos”, de preferência em favelas, de cor negra, de preferencia mulheres, trajados como pobres e vivendo com maltrapilhos.

Agora reflita de modo diferente: quantas medidas foram anunciadas para aplacar o desemprego de dezenas de milhões, a dissolução da indústria, o empobrecimento da classe média, a reativação da construção civil, a reversão da miséria galopante, a ruína dos serviços públicos, que acaba de ter bolsas de estudo cortadas na Capes?

Só se ouve uma coisa do Planalto: a reforma da previdência, cujo objetivo escancarado é destruir o futuro dos jovens, o presente dos trabalhadores, sacrificar idosos e engordar ainda mais o lucro da banca nacional e internacional.

A propósito, o presidente do Itaú-Unibanco, grupo acusado de dever à Receita 25 bilhões de reais por uma fusão heterodoxa, ganha por ano uns “trocadinhos” de mais de 47 milhões de reais, cerca de 47 mil salários mínimos! – basta consultar a internet.

Pouco ou nada se fala, contudo, sobre os milicianos vizinhos da famiglia Bolsonaro acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco, o motorista Anderson e o catador de lixo Luciano com mais de 200 tiros (ou melhor: todos os acusados foram recém-livres, leves e soltos); nada conclusivo sobre a tropa de assessores fantasmas contratados pela troupe Bolsonaro, familiares de ex-mulheres incluídos. Muito menos ainda sobre o notório Fabrício Queiroz, acusado de ser o operador da turma a mando da famiglia e assumido em entrevista pública como amigo do peito do inquilino do Planalto. Sem falar das investigações sobre a manipulação comprovada fraudes de redes sociais para fraudar a “vitória” de um tenete-capitão.

Algum país aguenta por muito tempo um “presidente” obcecado por ideias homicidas como estas?

Joaquim Xavier

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