10 de jun. de 2019

Escândalo da Lava Jato não deixa outra saída: é Moro e Dallagnol na prisão, Lula livre e nova eleição


A reportagem do The Intercept Brasil [parte1, parte1, parte3 e parte4] evidenciou, com provas documentais contundentes, que Moro, Dallagnol e procuradores da Lava Jato premeditaram crimes contra a ordem política e social [enquadráveis na Lei 1802/53] com o objetivo de viabilizar um projeto de poder da extrema-direita no Brasil.

Em resumo, Intercept evidenciou as provas graves dos crimes e ilegalidades cometidas pelos operadores da Lava Jato que há muito tempo vêm sendo denunciadas:

1] Moro, Dallagnol e os procuradores da Lava Jato instrumentalizaram o discurso de combate à corrupção para promover a mais escandalosa conspiração contra o Estado de Direito para conseguir derrubar a presidente Dilma Rousseff e, assim, interromper o ciclo de governos democráticos e progressistas no Brasil;

2] Moro exorbitou de suas funções ao participar da definição de estratégias jurídicas na farsa para processar e condenar Lula. Ele deixou de ser julgador para atuar como acusador do Lula, condição que infringe o artigo 254 do Código de Processo Penal;

3] nos diálogos com colegas, Dallagnol assumiu que “preencheu o balão” do vergonhoso power point montado para denunciar Lula com acusações falsas e elementos forjados. Fica claro que ele se empenhou em criar a farsa jurídica que, no ano seguinte, viabilizou a condenação do Lula;

4] a Lava Jato arquitetou todos os passos do regime de exceção para assegurar o desenvolvimento do plano tal como concebido em Washington. A censura do Lula e o sequestro do seu direito de opinião, que se caracterizou na proibição, pelo STF, da entrevista dele à Folha de SP no processo eleitoral, foi um momento constitutivo dessa estratégia; e

5] nas mensagens divulgadas pelo Intercept, fica claro que os procuradores da Lava Jato ficaram atemorizados com a possibilidade de que a entrevista do Lula pudesse catapultar a vitória eleitoral do Haddad.

As informações divulgadas pelo Intercept até agora, apesar de baseadas em apenas pequena parte dos dados que conformam um livro de 1.700 páginas com revelações ainda inéditas, são devastadoras.

A eleição do Bolsonaro só foi possível neste contexto de interferência subjetiva ilegal do Partido da Lava Jato no pleito. Eles agiram deliberadamente.

Até mesmo a criminosos que atuam como uma verdadeira máfia deve ser assegurado o devido processo legal. Por isso esse direito deve ser assegurado a Moro e a Dallagnol. Caso, contudo, eles não colaborem voluntariamente com a justiça, devem ser conduzidos coercitivamente.

Dado, contudo, a gravidade de indícios apresentados, eles têm de ser presos provisoriamente, para evitar que destruam provas essenciais à investigação. Seus computadores, seus laptops, seus celulares e todos seus dispositivos de comunicação devem ser imediatamente apreendidos.

É imperioso que Moro, Dallagnol e os procuradores da Lava Jato sejam imediatamente afastados dos seus cargos públicos para serem investigados com isenção e imparcialidade.

Como a reportagem do Intercept deixou claro com provas cabais, se Moro e Dallagnol não desmentirem os fatos, eles confirmarão que não estamos diante de autoridades públicas, mas sim de mafiosos que usam prerrogativas dos cargos públicos para perpetrarem crimes contra a democracia e o Estado de Direito.

Diante da revelação deste verdadeiro atentado terrorista à democracia, a libertação imediata do Lula é um imperativo. Sem o sacrifício do Lula, o empreendimento mafioso do Moro, do Dallagnol e do Partido da Lava Jato não seria viável.

É chegada a hora de restaurar a democracia para dar início à reconstrução econômica e social do Brasil.

A única saída aceitável para se alcançar esse objetivo é com Moro e Dallagnol na prisão, Lula livre e nova eleição presidencial já.

Jeferson Miola


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