24 de jun. de 2019

Desabou o mundo do Moro e do Dallagnol


O mundo do ainda ministro Sérgio Moro e do ainda procurador Deltan Dallagnol desabou. Estão expostas as vísceras da farsa protagonizada por eles.

O esquema mafioso operado secretamente, na sombra da fachada institucional da Lava Jato, veio abaixo; foi desmascarado. O mundo inteiro agora conhece as entranhas daquilo que o ministro do STF Gilmar Mendes nomeou como organização criminosa. Máfia mesmo.

A cada dia amplia a divulgação, por diferentes órgãos de comunicação, dos ilícitos e arbítrios praticados. O mega-escândalo de corrupção do judiciário brasileiro ganhou centralidade no noticiário nacional e internacional.

O lançamento do excelente documentário Democracia em vertigem, de Petra Costa, que recebe merecida acolhida e repercussão da crítica e do público, aconteceu no pior momento para a conspiração Globo-Lava Jato.

Colunistas, articulistas e políticos que até ontem apoiavam cegamente o juiz e os procuradores da Lava Jato não escondem sua profunda decepção, e hoje criticam seus ex-heróis sem piedade.

Até Ricardo Noblat, ex-Globo, lavajateiro de carteirinha e anti-petista incondicional, entende que “em um país sério, Lula seria solto e Moro investigado”.

A reportagem da Folha de SP de domingo, 23/6, é um duro golpe na credibilidade do Moro e do Dallagnol. A publicação, pela Folha, reforça a autenticidade dos documentos recebidos pelo Intercept. Ficou ainda mais insustentável, por isso, a versão farsesca da Globo e da Lava Jato, de suposto “ataque hacker” e adulteração das conversas reveladas.

Está claro como a luz do sol que procuradores e juízes – Moro como Capo di tutti capi [aqui e aqui] – fingiram combater a corrupção para, sob este falso pretexto, perpetrarem toda sorte de arbítrio, atentarem contra o Estado de Direito e implantarem o regime de exceção que viabilizou a eleição do governo de extrema-direita no Brasil.

Não estivesse o país sob a vigência do regime de exceção e com a Constituição arrombada, o processo do Lula seria anulado, o ex-presidente seria libertado do cativeiro da Lava Jato e Moro e Dallagnol já estariam afastados dos cargos públicos para serem julgados e condenados pelos crimes que cometeram – dentro das regras do Estado de Direito, como corresponde se fazer em sociedades civilizadas e democráticas.

A conspiração Globo-Lava Jato está documentalmente comprovada e exposta; é um fato histórico inexorável. Não há o que consiga apagar essa realidade, nem mesmo a eventual complacência do STF com o mega-escândalo de corrupção que atinge todo sistema judicial brasileiro.

A farsa está exposta na sua plenitude. A narrativa da conspiração Globo-Lava Jato já está escrita na história do Brasil.

Somente pessoas com muita má-fé ou em estado febril de delírio recusam essa verdade.

Jeferson Miola

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