29 de jun de 2019

Agora ou nunca


Deltan Dallangnol, a três dias das eleições de 2018, rosava as bochechas, agoniado. Queria por que queria, sem provas mas, provavelmente, com o Supremo, com tudo, pegar o galego Jaques Wagner.

Para tal, o procurador pretendia usar a Polícia Federal em uma busca e apreensão. A ideia era, portanto, usar o aparelho repressivo do Estado para constranger e prejudicar o senador eleito pelo PT, ex-governador da Bahia, e atingir a então candidatura de Fernando Haddad.

Dallangnol, um rato religioso transformado em gigante pela mídia antipetista, chegara, então, a seu ápice de megalomaníaco: como diz, no trecho vazado pelo The Intercept Brasil, pretendia humilhar Wagner não por necessário e justo, mas por ser "simbólico".

Não conseguiu, mas seguiu sendo o serviçal do samurai Sérgio Moro nessa lambança revelada, pouco a pouco, pelo site comandado por Glenn Greenwald.

Moro arranjava testemunhas contra Lula, o réu que iria julgar, mais adiante.

Dallangnol usava o aparato judicial para perseguir petistas, às vésperas de um pleito que iria eleger, graças às essas ações, um demente fascista - que iria se tornar chefe de Moro.

A Operação Lava Jato tem que ser anulada imediatamente e essa gente levada às barras da Justiça que ousaram degradar.

Leandro Fortes, jornalista



Solidariedade a Jaques Wagner

O país descobre, hoje, mais um alvo da operação Lava Jato: o senador Jaques Wagner. Na Folha, são reproduzidos trechos inéditos do material do The Intercept, que revelam mais abusos e ilegalidades dos procuradores da República e ds Sérgio Moro. Queriam a todo custo incriminar o senador Jaques Wagner e submetê-lo a constrangimentos de operações de busca e apreensão.

Manifesto minha solidariedade ao senador diante da revelação de mais uma perseguição indevida que reforça nossa convicção de que a conduta de Sérgio Moro, Deltan Dellagnol e alguns procuradores da Lava Jato é razão suficiente para anular processos e condenações forjadas com a máquina de mentiras da Lava Jato.

O Judiciário não pode ser usado para perseguir adversários políticos, escolhidos como alvo fácil ao bel-prazer por agentes do Estado. A imparcialidade da Justiça é princípio básico do Estado Democrático de Direito o qual fundamenta que “todos somos iguais perante a lei”. Quebrá-lo instaura o estado de exceção persecutório que atinge a todos os cidadãos.

Dilma Rousseff

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