14 de mai de 2019

Queda do PIB não é previsão, já é estatística


A queda da atividade no setor de serviços – responsável por mais de 60% do PIB brasileiro – registrada hoje pelo IBGE  (queda de 0,7% em março em relação a fevereiro e  de 2,3% na comparação com março de 2018) elimina qualquer possibilidade de que se regitre uma variação positiva ou mesmo neutra no Produto Interno Bruto do país.

Isso era reconhecido pelo Banco Central, na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada hoje cedo: “”Os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”

Mas a piora veio maior do que a maioria esperava: o mercado estimava e 0,1% a retração mensal e em 0,8% a diminuição na comparação anual. Agora, a única dúvida será o quanto significa o “recuado ligeiramente” previsto pelo BC e até quando ele irá.

Já há quem aposte em retração igual ou maior a 0,3% do trimestre.

Abril, já se sabe, tem a mesma tendência e não há sinais, na primeira quinzena de maio, de que algo tenha mudado. Pode haver, até, uma “pior menor” este mês por conta dos efeitos da greve dos caminhoneiros, no ano passado, mas será apenas um “alívio” estatístico.

Ninguém está achando nada no “Posto Ipiranga”.

Fernando Brito
No Tijolaço

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