15 de mai de 2019

O tamanho da devassa só prenuncia o tamanho do desastre


A quebra do sigilo bancário de quase uma centena de pessoas e empresas ligadas a Flávio Bolsonaro sugere que a investigação iniciada com as movimentações financeiras milionárias de seu amigo e motorista Fabrício Queiroz tem bem mais informações do que as que até agora são de conhecimento público.

Num caso rumoroso como este, é inacreditável que promotores e desembargadores fossem atingir tanta gente com uma devassa deste tipo em contas bancárias apenas por um capricho. Nem é crível, como se aventou nos jornais, que seja uma estratégia para obter delações premiadas de “bagrinhos” do esquema: isso é quase uma sentença de morte numa relação que envolve tanta gente próxima às milícias cariocas.

Os próximos dias vão começar a revelar a teia de negócios obscuros. A quebra dos sigilos é apenas o avistamento do “tsunami” previsto pelo próprio Jair Bolsonaro.

A onda, mesmo, está para chegar.

Fernando Brito
No Tijolaço

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