16 de mai. de 2019

O idiota inútil

Xavier: Bolsonaro já passou do fundo do poço


O Conversa Afiada reproduz artigo sereno (sempre!) de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Como todo bom (...), o tenente travestido de capitão Jair Bolsonaro refugiou-se em território estrangeiro para não encarar as gigantescas mobilizações contra seu governo. Em Dallas, protegido pela segurança de Trump, desatou a atacar as manifestações e ofender o povo: coisa de “idiotas úteis”, “que não sabem a fórmula da água”. Pano rápido.

Por aqui, Bolsonaro deixou seu contínuo alocado na Educação ser massacrado no Congresso. Abrão, como ele gosta de ser chamado, expôs novamente sua ignorância sobre os assuntos da pasta. Atacou parlamentares, embaralhou-se em números (o que não é novidade) e enterrou de vez qualquer possibilidade de ser levado a sério.

Enquanto isso, centenas de milhares de brasileiros rejeitavam nas ruas os planos desta gestão. Sob a bandeira de defesa do que resta da Educação, o ímpeto que levou uma multidão às ruas é mais profundo. A negação de um governo “eleito” por acaso como tábua de salvação de uma elite putrefata que nem sequer providenciou um nome palatável para liquidar Lula.

O Brasil vive um momento peculiar, como sempre acontece por estes lados. O governo Bolsonaro, de fato, acabou antes de começar, conforme já escrevi tempos atrás. Seu único projeto é limpar o terreno para entregar o país ao capital financeiro nacional e internacional. Algo como aqueles anúncios “Família de mudança vende tudo” ou “Passa-se o ponto”.

Se efetuadas com rigor, as investigações sobre a dupla Flavio Bolsonaro/Queiróz serão a pá de cal nesta aventura de extrema-direita. Ninguém tem dúvidas disso. Por muito menos, Fernando Collor foi expulso do Planalto. As oferendas ao moralismo obscurantista e reacionário, ao armamentismo desenfreado e à defesa da tradição, família e propriedade são escudos incapazes de esconder a podridão que exala da famiglia no poder.

A solução não é fácil. O povo trabalhador, há que reconhecer, tem os seus limites. Desde o fim da ditadura, assistiu a um governo desorientado, a um impeachment, a um golpe contra uma presidenta eleita e agora a um usurpador travestido de mandatário. Viveu um intervalo de esperança sob o comando de um líder popular que indicou nos fatos e nas ideias que o país é viável. Infelizmente, Lula cometeu erros que se mostraram fatais.

O desafio é encontrar uma solução constitucional que recoloque o Brasil nos trilhos. Isso não depende de Brasília, mas das ruas. Como aconteceu nesta quarta-feira e deve ocorrer na greve geral já marcada. E com Lula Livre.

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