26 de mai de 2019

Nas ruas, apoiadores de Bolsonaro pedem fechamento do Congresso e do STF

As manifestações também são uma resposta ao mega protesto que ocorreu em 15 de maio, organizado por estudantes e trabalhadores, contra os cortes do MEC e a reforma da previdência

Jornalistas Livres




Contra a corrupção, os “vagabundos” do Congresso, pela substituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal que não ouvem as vozes das ruas. Pelas reformas de Jair Bolsonaro e o pacote anticrime de Sergio Moro. São essas as principais bandeiras das manifestações que ocupam as principais capitais do País neste domingo (26).

No início desta tarde, jornais da grande mídia, como a Folha de S. Paulo, relata dificuldade de conversar com os manifestantes. Alguns admitem que foram orientados a não responder perguntas. Outros ficam agressivos quando descobrem que falam com jornalistas. Outros fazem questão de registrar a indignação com as instituições que estariam impedindo Bolsonaro de governar.

O El País obteve declarações de populares defendendo explicitamente o fechamento do Congresso e do Supremo.

Em cinco meses de governo, Bolsonaro ainda não apresentou nenhuma ação para aquecer a economia e reduzir o desemprego. A reforma da Previdência é a única grande cartada do Planalto até o momento, que vende a necessidade de sua aprovação como essencial para recuperar a saúde financeira da máquina pública e atrair investimentos.

Mais do que vender a ideia de que não consegue convencer o Congresso a apoiá-lo sem apelar para o “toma lá, dá cá”, Bolsonaro também precisa encher as ruas para mostrar força em um momento em que seu filho mais velho, Flávio Bolsonaro, é investigado por desvios milionários da época em que era deputado no Rio de Janeiro.

Nas redes sociais, Bolsonaro disse que as manifestações são “espontâneas” e um recado contra a “velha política”.

Em artigo na Folha deste domingo, Janio de Freitas disse que Bolsonaro tentou, sim, obter conquistas no Congresso por meio de métodos da chamada “velha política”, fosse sinalizando com ministérios ou com a liberação de emendas parlamentares. Ainda assim, fracassou em suas últimas batalhas.

REPÚDIO AOS PEDIDOS ANTI-DEMOCRÁTICOS

Em suas redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino, compartilhou fotos das manifestações em seu estado. Ele disse que respeita todas as formas de protestos, sejam eles pequenos ou grandes multidões. “A única coisa com a qual não concordo: a agenda de pequenos grupos contra a democracia e as instituições. Repudio pedidos de fechamento do Parlamento e do Supremo, bem como aqueles que querem acabar com direitos sociais e com a educação pública”, ressaltou.


Agência Brasil/Brasília


Jornalistas Livres/SP


Agência Brasil/Brasília


Jornalistas Livres/SP


Em Brasília, a polícia estimou que até o início da tarde de domingo cerca de 10 mil pessoas se concentraram perto da praça dos três poderes.

Na Avenida Paulista, o volume de pessoas passou a ser notável a partir das 14h. A deputada Carla Zambelli, uma das agitadoras, acredita que, até o final do dia, a principal rua da capital paulista receberá 1 milhão de apoiadores de Bolsonaro.

As manifestações também são uma resposta ao mega protesto que ocorreu em 15 de maio, organizado por estudantes e trabalhadores, contra os cortes do MEC e a reforma da previdência.

Abaixo, transmissão do Jornalistas Livres, com entrevistas na Avenida Paulista.



No GGN

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