15 de mai. de 2019

Internet cristalizou o fascismo no Brasil!

Zeca Peixoto: vivemos sob um fascismo algorítmico!


O Conversa Afiada publica, com exclusividade, entrevista que o jornalista Antonio Nelson fez com Zeca Peixoto, jornalista e mestre em História Social:

Jornalista, mestre em História Social, pesquisador de História da mídia e professor, Zeca Peixoto nasceu há 55 anos no sul da Bahia, Itabuna. Antes de cursar Jornalismo, fez Sociologia. Em 2003, concluiu mestrado em História Social, quando estudou a propaganda nazista na imprensa brasileira. Leu os clássicos, lógico – Marx, Weber, Hegel. Confessa, no entanto, que Herbert Marcuse e William Reich estão em Zeca até hoje.

Atualmente Zeca tem se dedicado às pesquisas de cibercultura, jornalismo expandido, jornalismo de dados e repercussão de narrativas em ambientes digitais.

No Observatório da Imprensa já concedeu entrevista exclusiva, em que tratou da interferência do poder econômico e político na ética jornalística e no interesse público, da distribuição gratuita dos jornais impressos e da crise dos impressos no Brasil com o advento do jornalismo online.

Em 2013, Zeca Peixoto, ao lado dos jornalistas Adriano Ribeiro e Antonio Nelson, entrevistou o hacker Stanley Burburinho – que tem formação acadêmica no respeitável Instituto de Tecnologia de Massachusetts -, para o site do jornalista Luís Nassif. A entrevista tratou de temas como jornadas de junho e a então inicial experiência do coletivo Fora do Eixo, que abriga o movimento Narrativas Independentes de Jornalismo Alternativo, o Mídia Ninja.

Em sua dissertação de mestrado, Zeca estudou a propaganda nazista no Brasil no período de 1935-1941, com recorte no Diário de Notícias da Bahia, jornal que foi aparelhado pelo Partido Nazista. Esta pesquisa, hoje alojada na Biblioteca Online de Ciência da Comunicação da Universidade da Beira Interior, de Portugal, descortinou um lado desconhecido da historiografia baiana. O trabalho foi citado no livro Marighella, do jornalista Mário Magalhães. Há três anos Zeca também foi partícipe do livro Facebook e Educação, publicado pela Universidade Estadual da Paraíba. Este trabalho reuniu pesquisadores brasileiros e portugueses e foi indicado ao Prêmio Jabuti 2016 na categoria Pedagogia e Educação. E sua versão em inglês participou da Feira Internacional do Livro de Frankfurt, em 2017. Aqui, numa entrevista exclusiva para o Conversa Afiada, soa um alerta para a reconquista da democracia brasileira com o jornalista Zeca Peixoto!

Antonio Nelson – Estamos vivenciando um projeto pós-neofascista?

Zeca Peixoto – Certamente está em curso um processo político-econômico-midiático que tem se apresentado hegemônico em diversos locais do mundo, e o Brasil não escapou desse enredo. Por vários motivos, seja pela sua importância na geopolítica internacional; seja pelo fato de que o projeto ultraneoliberal no país entendeu a necessidade de radicalizar. Recentemente, o juiz Rubens Casara, integrante do coletivo Juízes Pela Democracia, publicou trabalho que debate a questão da pós-democracia e o estado autoritário. Um trabalho denso, registre-se. Nele, o autor aponta, embora não textualmente, uma espécie de fascismo conduzido pelos interesses do mercado, o que difere do fascismo clássico como conhecido nas décadas de 20, 30 e 40 na Europa. Na prática, não tem absolutamente nenhum traço nacionalista, apenas no apelo narrativo e, via de consequência, emotivo. A pauta conservadora, dos costumes, que se apresenta a granel, não é o que está por detrás das coxias. No entanto, é uma estratégia muito inteligente de construir consensos sem debates e se ancora em formulações patéticas e risíveis que servem como animus e despiste para a execução de uma pauta política e econômica que violenta direitos sociais e vai gradativamente podando as liberdades coletivas e individuais.

– Este projeto pode ser caracterizado como uma doença?

– Olha, não me atreveria a responder se seria ou não uma patologia coletiva (risos), prefiro que os psicólogos sociais respondam. Mas me atreveria a resgatar o psicanalista alemão William Reich, em seu trabalho "Psicologia de Massas do Fascismo", e entender que há sim uma situação preocupante no rol de narrativas que têm ganho muitas adesões. É uma guerra semiótica sem igual com a finalidade de mobilizar mediante a polêmica. A ideia é atrair o foco para fatos que dizem respeito aos costumes e valores morais para desviar atenção e ganhar adesões das parcelas conservadoras da sociedade. Instala-se o baratinho por meio de pronunciamentos descabidos para prosseguir a agenda política e econômica de depredação dos direitos sociais. Dia desses a ministra da Mulher e Direitos Humanos declarou sobre cores que meninos e meninas deveriam usar. O ministro da Educação, por sua vez, mandou "recomendação" a diretores de escolas para que alunos cantassem o hino nacional ao tempo que seria lida carta escrita por ele a qual finalizava com o slogan da campanha eleitoral do atual presidente. E tudo deveria ser filmado e enviado ao MEC. Já o ministro das Relações Exteriores afirmou ser o desequilíbrio climático uma "invenção do marxismo cultural". Nem mesmo a tragédia do falecimento de uma criança de sete anos, neto do ex-presidente Lula, foi polpada. O fato serviu de chacota para políticos ligados ao presidente, a exemplo da atitude de um senador da República, filho do mandatário da nação. Posteriormente, de próprio punho, suponho, o presidente, no intuito de contra-atacar o mar de descontentamento com a sua pessoa registrado durante o carnaval, postou vídeo escatológico que associou à folia. Um episódio ocorrido num outro país e não no Brasil. São muitos exemplos. Foi escolhido um inimigo único, que é o pensamento à esquerda e quaisquer bandeiras que se posicionem como libertária ou de afirmação de minorias, e, sobretudo, de opção sexual, gênero etc. Traço clássico do fascismo. Não obstante, é, reitero, um projeto predador para os trabalhadores.

– Quais consequências este projeto predador vem ocasionado e pode ainda mais ocasionar no indivíduo e na sociedade?

– É um projeto no qual o Estado sai gradativamente de cena como garantidor de políticas públicas inclusivas e distributivas e o "mercado", com destaque para o setor financeiro, passa a gerir essas ações. É o lucro pelo lucro, apenas. Um exemplo é a Reforma da Previdência, cujo projeto de lei está em tramitação no Congresso. É mais ou menos a cópia do modelo chileno à época da ditadura do general Pinochet, quando a agenda econômica do Chile foi ditada pelos "Chicago boys", numa alusão aos integrantes da equipe que deu suporte às mudanças que resultaram no desmonte do Estado naquele país. Eram jovens técnicos norteados pelo pensamento da Escola de Chicago. E entre seus "gurus" estava Milton Friedman, um dos artífices da "doutrina do choque". No Chile, foram registrados centenas de casos de suicídios de idosos. O modelo de capitalização da previdência lá implantado favoreceu aos bancos. As pessoas se aposentavam e recebiam um valor poupado que lhes garantia apenas cerca de cinco, seis anos à frente para usufruir da aposentadoria. E os bancos usavam essas poupanças para aplicações financeiras que lhes rendiam lucros exorbitantes. É este o modelo que desejam implantar no Brasil. Talvez até mais cruel, uma vez que, caso o texto seja aprovado, não sei se sobrará tempo para alguém usufruir da aposentadoria.

– Como jornalista, mestre em História Social e pesquisador de História da mídia, em suas pesquisas você tem identificado o fascismo algorítmico? Como se deu essa descoberta e qual seu alerta para o bem-estar do indivíduo e da sociedade?

– Não que eu tenha identificado ou descoberto nada! (risos). Não tenho essa presunção e não sei se algum pesquisador ou teórico já utilizou esse termo. Não quero criar neologismos (risos). Mas o que comecei a entender como "fascismo algorítmico", sem querer lançar mão de conceito ou que valha, decorre da profunda mudança da economia política da mídia na qual o online está determinando a sociabilidade off-line. É um processo em curso. Pergunto: o que o tempo de televisão, por exemplo, determinou nestas últimas eleições? Ou mesmo na anterior? Nada, absolutamente nada. Nesta última, o processo foi movido com intensidade por aplicativos de comunicação instantânea, como o Whatsapp, e as redes sociais, que tiveram papel importante como escoadoras dos conteúdos viralizados. Quando Steven Bannon, ex-assessor de mídia do Donald Trump, decretou "o fim do jornalismo" muitos se puseram em alerta. A grande mídia corporativa, que sempre pendeu ideologicamente mais à agenda da direita liberal, também foi encurralada pelas fake news. Caiu em descrédito entre a maior parte dos seus antigos leitores, ouvintes, internautas e telespectadores, aqueles mesmos aos quais, no caso do Brasil, ela impregnou a ideia da culpabilidade seletiva ao campo político da esquerda. E o que verificamos no país em 2018? A cobertura das eleições foi para o ostracismo enquanto uma nuvem gigantesca de informações falsas conseguiu convencer milhões de pessoas de que, caso um candidato da centro-esquerda vencesse, bebês estariam vulneráveis à "mamadeira de piroca" e o Brasil se converteria numa "ditadura gay", entre outros absurdos. Se lembrarmos as orquestrações de mídia na Alemanha nazista, veremos que existem muitas pontes entre aquele momento e o atual do Brasil e em outros locais do mundo. Os esquerdistas, os LGBTs, as feministas e outras posturas afirmativas mais libertárias se constituíram nos bodes expiatórios. Um elenco de narrativas que afirma o que muitos gostariam de ouvir porque, no fundo, os receptores coadunavam com os pontos de vistas e atitudes de uma sociedade conservadora e que nada tem de "cordial". E esse fenômeno midiático abriu as portas à assunção de explícitas posturas ultradireitistas, racistas e homofóbicas. O sujeito cheio de ódio não pensava duas vezes em não apenas afirmar essa condição ideológica, como encaminhava conteúdos falsos sem quaisquer ponderações. E não eram grupos de pessoas sem nenhum conhecimento. Contrário. Eram advogados, médicos, entre outras categorias profissionais. E estas informações eram passadas por aquele "tio super gente boa e que sabia o que estava falando". O poder de persuasão desse "tio", em boa medida, se sobrepôs aos conteúdos advindos dos órgãos de imprensa. E por mais que os motores de busca da Internet, a exemplo do Google, tentassem atuar para neutralizar e eliminar conteúdos falsos, assim como as agências de verificação que proliferaram aos montes, era causa perdida. Estes conteúdos circulavam pelo Whatsapp, pelos robôs do Twitter e fanpages do Facebook. Vale lembrar que estas duas empresas ainda eliminaram páginas e perfis suspeitos e o jornal Folha de São Paulo denunciou o abuso econômico por parte de certa candidatura que inundou o Whatsapp de mentiras. Era tarde. O modelo de propagação de mentiras em massa, escolhendo o inimigo único e assumindo às claras a condição de ultradireitista, só foi possível no século XXI em decorrência da Internet. O constructo discursivo de que ser de direita representa um pacto moral entre as "pessoas de bem" e que todo os males residiam na esquerda, triunfou. Neste bojo, foi legitimado o discurso armamentista, uma das bandeiras de campanha da candidatura vencedora. No primeiro turno foram muitos os casos de eleitores que registraram seu voto empunhando armas para posteriormente difundirem as imagens nas redes sem nenhum prurido ou qualquer constrangimento. O que para muitos significava a barbárie, o horror, para milhões significou a vitória "moral". Foi registrado verdadeiro frenesi nas redes sociais com este tipo de conduta, que, não raro, incluía detratar negros, gays, nordestinos etc. Repito sem nenhum receio: a Internet foi o amálgama que cristalizou o fascismo no Brasil como movimento de massas.

- Qual o alcance das fake news e como funciona?

- Vale lembrar o que disse o professor Wilson Gomes, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD), entidade sediada na Faculdade de Comunicação da UFBA, durante evento realizado no último mês de dezembro em Salvador. Gomes atesta o fenômeno da propagação de grande alcance de fake news com uma dinâmica de funcionamento interno e atores bem definidos – quem posta, quem organiza e quem consome os conteúdos que foram produzidos para as eleições de 2018 por parte da candidatura vencedora. Para o professor, foi uma campanha 3.0, orgânica, com produção profissional para disparos em massa. No mesmo evento, o pesquisador João Guilherme Santos, integrante do Grupo de Pesquisa de Comunicação e Política da UERJ, assegurou que a eficiência do WhatsApp na campanha eleitoral de 2018 pode ser atribuída à necessidade de alcançar segmentos propensos a acreditar em fake news. A hipótese de João Guilherme é de que “apenas os grupos mais propensos a acreditar numa notícia falsa deveriam receber a informação relacionada àquele tema”. E foi uma pesquisa de fôlego. O doutorando da UERJ analisou cerca de 400 mil mensagens circuladas em 90 grupos relacionados como de apoio ao candidato vencedor. Ele verificou a adesão às informações falsas e sua fácil disseminação. O mesmo foi identificado anos antes pelos pesquisadores Sinal Aral e Soroush Vosoughi, ambos do MIT. Num estudo profundo e que abrangeu a trajetória do Twitter desde seu início, eles coletaram 126 mil cascatas de tuites (cadeias de retuites com uma origem comum) que circularam nesse período e verificaram a veracidade ou falsidade do conteúdo espalhado. Segundo Aral e Vosoughi, as notícias falsas se propagavam mais longe, rápido, fundo e amplamente que as notícias verdadeiras em todas as categorias de informação. E as notícias políticas falsas se propagavam ainda mais longe, rápido, fundo e amplamente que qualquer outra categoria.

– As Fake News tratam-se também de um eufemismo?

– Fake news não é fenômeno novo como resultado de uma ação narrativa para desconstrução política ou de reputação. Sempre existiu. Um exemplo: a disputa entre o Vaticano e o emergente protestantismo nos séculos XV e XVI foi, grosso modo, uma guerra de informação no varejo muito mais do que um embate no campo da teologia. Tanto que no século XVII Roma constituiu um centro, o Colegio de Propaganda Fide, para que a narrativa da Igreja Católica recuperasse o espaço perdido em decorrência das ações de comunicação protestante. Martinho Lutero e seus seguidores sabiam muito bem se comunicar para desconstruir as teses católicas. E no século XXI, a Guerra do Iraque, a exemplo da circulação da existência de armas de destruição em massa naquele país com o endosso da maior parte da grande mídia mundial. Nunca existiram essas armas, mas a invasão estadunidense precisava ser justificada. No entanto, o uso da expressão fake news, a meu ver, decorre do expediente de espalhar notícias falsas contando com a catapulta dos algoritmos, com as novas tecnologias de comunicação. A abrangência é bem maior. De posse de um computador, um celular ou um tablet as pessoas se empoderam como receptoras e produtoras de conteúdos. E a emoção determina. O que chega ao seu grupo de afinidade no Whatsapp é a afirmação do sentimento. Tem que ser espalhado. Não há racionalidade. O fato de não ser verdade é irrelevante. Não há porque concentrar atenção para verificar a veracidade. É o dedo nervoso despachando o conteúdo como se estivesse com um gatilho de metralhadora. As retenções são rápidas, superficiais e pouco profundas. Não se dedica tempo. A time line corre e o que chega e se encaixa nas chaves emotivas das pessoas é prontamente repercutido, retuitado, compartilhado e encaminhado às listas.

– Neste oceano de informação, o que é verdade noticiosa? O que é Fake News? O que é o capitalismo cognitivo?

– No Jornalismo costumamos dizer que a verdade noticiosa é igual a vinho, toma a forma do vazo (risos). Mas aí você parte para a questão do capitalismo cognitivo. Vamos lá. Existe um campo relativamente novo que está sendo estudado de forma multidisciplinar, que é a economia da atenção. Diante da imensa quantidade de informação ofertada, a atenção é dispersa. E o que isso tem a ver com capitalismo cognitivo? Tudo. Informação é mercadoria, não importa a qualidade, o Facebook e o Google que o digam (risos). Todos trabalham de graça para estas empresas alimentando-as de conteúdos, e muitos são inverídicos. Um outro aspecto é sobre as tendências de consumo de mídia. Tem canal do YouTube com milhares de seguidores que entrega como conteúdo mãos abrindo presentes sem sequer mostrar o rosto do youtuber. Dia desses minha filha de 10 anos assistia um conteúdo o qual eu não entendia o que entregava. Perguntei do que se tratava: "sons, pai, zuadinhas". Ok! (risos). Friso, o teor do conteúdo é o que menos importa. Imagine então num aplicativo de comunicação instantânea, que é o caso do Whatsapp, que tem um campo visual bem menor? O dispositivo utilizado massivamente é o smartphone, é bom lembrar. Por vezes, são conteúdos com edições extremamente elaboradas que resignificam uma mensagem de vídeo, trabalhando um texto que não é o original numa imagem real. Os movimentos labiais da fonte não se alteram, tão pouco sua voz, mas a mensagem é completamente distorcida. É o que alguns pesquisadores têm denominado de "mídia sintética". Neste caso, nunca foi tão premente o papel do jornalismo profissional ante essa fissura na sua deontologia. Creio que o caminho consiste num amplo processo de reeducação dos consumidores de mídia. É o momento também dos cursos de Comunicação reverem seus currículos, extremamente ultrapassados ante este novo panorama da economia política da mídia. E vou mais além, a questão da verdade jornalística deve ser cadeira curricular nos ensinos médio e fundamental, muito embora ache improvável que esta questão seja refletida pelo atual grupo que está no poder no Brasil. Por motivos óbvios. Mas se algo não for feito, a "verdade" envelopada conforme os interesses dos emissores, que sempre existiu, vai ganhar proporções incontroláveis. Porque não se trata mais de lidar com os órgãos noticiosos, mas com milhões de pessoas que produzem conteúdos e são recrutadas, conscientemente ou não, para disseminar mentiras. Não estou querendo ser pessimista, mas entendo que é um problema que vai ser ainda mais agudo e não terá solução tão cedo. E nesta quadra histórica, a extrema-direita tem utilizado com maestria esse expediente, ganhando espaços em diversos locais do mundo. As fake news destroem a democracia e a economia. Por isso faço essa leitura inicial do fascismo algorítmico.

– Quais formas de se contrapor a este cenário?

- O que eu chamo, até como norte de visão, de fascismo algorítimico, é o tentáculo mais estratégico do fascismo contemporâneo ultraneoliberal. Acha que foi à toa que o ministro da Educação pediu para filmarem as crianças nas escolas cantando o hino nacional e entoando o slogan de campanha do presidente? Claro que não! Pode até parecer uma estapafúrdia nuvem de fumaça etc., mas tem sentido. Já imaginou o que pode ser feito com milhares de vídeos com este tipo de conteúdo e factíveis a edições extremamente sofisticadas? É Goebbels (ministro da propaganda de Adolf Hitler) com todas as letras! Vai, aos poucos, se consolidando uma espécie de mídia-gestão, na qual o baratinho proposital, mesclado a estratégias de propaganda bem montadas com suporte em aplicativos de comunicação instantânea e redes sociais, se encarrega de construir os mais horrendos consensos. E a forma de contraposição a estas ações é a educação e a construção de amplo debate no campo das esquerdas que parecem, em boa medida, ainda não entender este macabro enredo. É preciso partir pra cima.

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