1 de mai de 2019

Até quando o Brasil aguentará Bolsonada?

Xavier: esperar até 2022 é morte anunciada


O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre!) de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Nada se pode esperar do “governo” que assaltou o Planalto com base numa fraude gigantesca. Nada. Os dias se sucedem e as notícias só pioram. Voltamos ao feudalismo. Milhões e milhões de brasileiros vivem com base na subsistência, quando conseguem. O Brasil virou o paraíso do Uber. A inadimplência desespera mais de 60 milhões de pessoas. Estudantes universitários simplesmente não podem pagar prestações do FIES por falta absoluta de trabalho.

O “governo” Bolsonaro é um desastre aéreo, só que maior, infinitamente muito maior do que o maior deles – o choque de dois jumbos no aeroporto de Tenerife em 1977, que matou 583 pessoas.

Agora são milhões de brasileiros à beira de um genocídio às vezes silencioso, outras vezes estrondoso. Bolsonaro disse em alto e bom som nesta segunda-feira (29/4) que matar não é crime em defesa da “propriedade”.

(O Conversa Afiada publicou interessante post sobre um documentário americano que trata dessa importação sinistra: a licença para matar pobre). Pouco antes, demitiu de fato em vídeo o secretário da Receita Federal que anunciara a cobrança de impostos de igrejas. O secretário se finge de morto. Nem precisaria. Virou um banana.

Impressionante como muitos brasileiros honestos parecem encarar tudo isto como algo natural. Já os desonestos com teclados à mão na mídia gorda tentam convencer o povo de que este é o trajeto da redenção.

Calam-se diante da faxina ideológica que ocorre nas redações oficiais. Na Folha de S. Paulo, por exemplo, vozes discordantes têm sido silenciadas com demissões ou redução de espaço, trocadas por “opiniões” amestradas mesmo que fantasiadas de oposição. As direções premiam “jornalistas” mais preocupadas com lavagem de roupas íntimas de alguém como Lula do que com os destinos do Brasil.

A Petrobras tem sido esquartejada. Suas refinarias, encarregadas de transformar o óleo bruto em combustível utilizável, são oferecidas aos estrangeiros na bacia as almas. Voltamos ao tempo em que produzíamos algodão praticamente de graça para comprar camisas importadas a preços escorchantes.

Vamos falar sério. Uma quadrilha de salteadores se apossou do Planalto. A serviço de um sistema em crise, conforme admitiu a própria diretora do FMI, Christine Lagarde, em entrevista ao “Le Monde” em abril de 2018”: “Vejo grandes nuvens [...] A situação de endividamento geral em que se encontram as economias avançadas, emergentes e de recursos pequenos. A dívida alcança 164 trilhões de dólares, ou seja, 225% do PIB mundial. Nunca vimos um endividamento mundial parecido”.

Todas as iniciativas de Donald Trump e seus asseclas estão orientadas por esse cenário. Trump quer romper todos os acordos comerciais para ter liberdade de acesso a mercados como o Brasil, de maneira a concretizar o “America First”. Por aqui tem sido um passeio: liberação de vistos independentemente de reciprocidade, exportação de trigo sem taxações, benefícios comerciais indiferentes a contrapartidas etc. Não foi à toa que Steve Bannon manipulou o cérebro da máquina de mentiras que elegeu o tenente terrorista.

Entregar a previdência brasileira à banca internacional é o próximo e grande passo.

Paulo Guedes esfrega as mãos, com seus aliados nativos e subservientes a Washington.

A resistência popular, e só ela, é que pode definir quem vai ganhar esta guerra.

Joaquim Xavier

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