23 de abr de 2019

Justiça dos EUA investiga esquema da Petrobras envolvendo fornecedoras de asfalto

Na acusação, os promotores do Departamento de Justiça chegam a acusar um "ex-deputado", que poderia ser Cândido Vaccarezza, e um "ex-ministro" brasileiros de envolvimento no esquema de corrupção


Foto: Reprodução do blog Jamil Chade
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está comandando uma investigação sobre a Petrobras, envolvendo brasileiros e estrangeiros, em segredo de Justiça. A apuração, que não revela nenhum nome abertamente, menciona que um “ex-ministro” e um “ex-deputado federal” estariam envolvidos no esquema de pagamentos de propina.

A informação foi divulgada pelo blog de Jamil Chade, que obteve os documentos da promotoria dos EUA, que em novembro de 2017 denunciou um norte-americano, representante da empresa Asphalt Company, em ilícitos de contratos com a estatal brasileira. De acordo com o blog, o ex-deputado envolvido poderia ser Cândido Vaccarezza.

De acordo com estes documentos, a Asphalt Companhy, uma “das maiores fornecedoras de asfalto do mundo” teria obtido contratos com a Petrobras, após acertar o pagamento propinas a agentes, em 2010. O dinheiro teria sido pago por meio “de uma conta bancária no Distrito Sul da Flórida, uma conta na Suíça e empresas de fachada nas ilhas Marshall”.

E, segundo a promotoria dos EUA, a propina teria passado por dois políticos brasileiros, mencionados como “político brasileiro #1” e “político brasileiro #2”. O primeiro seria “um membro do Congresso brasileiro”, com “identidade conhecida nos EUA”. E o segundo “um ministro no governo brasileiro”. Os nomes de ambos não foram divulgados.

As investigações continuam em sigilo e, por isso, não se tem como confirmar as identidades. Entretanto, de acordo com as apurações que indicam as negociações e pagamentos entre 2010 e 2013, o nome de Finocchi já havia surgido em inquérito relacionado ao ex-deputado e ex-lúder do governo Lula e Dilma na Câmara, Cândido Vaccarezza.


Foto: Reprodução blog de Jamil Chade

Aqui no Brasil, o Ministério Público Federal (MPF) sustentou que Finocchio representava a Sargeant Marine, outra empresa que foi apontada na denúncia da Lava Jato por fornecimento de asfalto em esquema de corrupção em contrato da Petrobras. A defesa do ex-deputado sustenta que a denúncia tem como base apenas uma “delação premiada de uma única pessoa, não tem prova, não tem movimentação financeira, não tem enriquecimento ilícito”.

Vaccarezza chegou a ser preso durante a 44ª fase da Lava Jato, em agosto de 2018, mas foi solto após apresentar problemas de saúde. Entre as medidas cautelares que teve que adotar, o pagamento de uma fiança de R$ 1,5 milhão.

No GGN

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