11 de abr de 2019

De novo, Bolsonaro erra ao escolher ministro da Educação

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Weintraub fala em paz, mas faz discurso beligerante

Com um discurso de posse beligerante, como será possível para o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, acalmar os ânimos na pasta, selar a paz nos conflitos internos e dar um rumo à área?

Ontem, Weintraub prometeu que atuaria para pacificar um ministério que está em guerra intestina e paralisado faz três meses. Mas, em seguida, disse o seguinte: “A gente vai pacificar o MEC. Como funciona a paz? A gente está decretando agora que o MEC tem um rumo, uma direção, e quem não estiver satisfeito com ela vai ser tirado. Existe, sim, obrigação de uma pessoa que está no time. Ela pode ter as convicções pessoais que for. Eu tenho as minhas convicções pessoais”.

Declarou ainda: “Pacificar não significa que vamos ser amiguinhos, não. Quem continuar na guerra, batendo, está fora. Não tem segundo aviso”. (…) “Pisou fora da linha, começou a ‘plantar coisa’, começou a brigar internamente, está fora na hora. [Se] O pessoal tem alinhamento anterior de esquerda, não vou atrás. Meu objetivo não é esse”.

O novo ministro da Educação é admirador do escritor e ativista de extrema-direita Olavo de Carvalho. Contou com apoio de familiares de Bolsonaro para trocar o cargo de secretário-geral da Casa Civil pelo de ministro da Educação e Cultura.

No passado recente, disse que seria preciso “vencer o marxismo cultural nas universidades”. É um obscurantista com retórica mais agressiva do que a do antecessor, Ricardo Vélez.

O novo ministro da Educação tem passagem longa pela administração privada e uma especialização na área previdenciária. Apesar de ter sido professor universitário, Weintraub não tem experiência em questões educacionais.

Em resumo, o presidente Jair Bolsonaro dobrou a aposta no MEC e mostrou, novamente, incapacidade para escolher alguém que possa colocar a educação no caminho correto. Optou por uma trilha desastrosa. Weintraub começou mal, o que é péssima notícia para a educação.

Termômetro congressual

No Congresso Nacional, senadores e deputados têm dito que pretendem aprovar uma reforma da Previdência com impacto fiscal de cerca de R$ 800 bilhões no período de dez anos. Dificilmente, afirmam, será votada a proposta do ministro Paulo Guedes, que prevê economia superior a R$ 1 trilhão.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mencionou exatamente R$ 800 bilhões em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição” na segunda-feira. É por aí o clima na Câmara e no Senado, Casas nas quais Bolsonaro não construiu base parlamentar em 100 dias de governo. Ouça este comentário a partir dos 10 minutos e quarenta segundos no áudio no fim do texto.

Crivella fala

Em entrevista ontem ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), falou do temporal que provocou uma tragédia na cidade. Reclamou de falta de verbas federais e jogou responsabilidades para a população que vive próxima a encostas e até para pessoas que sofrem choques elétricos dos postes. Ele disse que fiz pergunta leviana e deu a sua resposta. Ouçam e tirem suas conclusões. A entrevista começa aos 19 minutos e 20 segundos no áudio abaixo:


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