29 de abr de 2019

Bolsonaro derrete no Sudeste

De 57% dos votos no segundo turno para 36% de apoio agora


O presidente Jair Bolsonaro perdeu apoio superior a 20% em todas as faixas de renda e escolaridade, publicou hoje o diário conservador paulistano Estadão, com base em análise de pesquisas do Ibope feitas no período entre a eleição e o mês de abril.

A queda maior foi entre os eleitores mais pobres (34%) e os que cursaram até a oitava série (40%).

Bolsonaro teve 47% dos votos que o levaram ao Planalto entre os brasileiros que ganhavam até 2 salários mínimos (agora sua taxa de aprovação entre eles é de 30%).

Entre os que ganhavam mais de dois salários mínimos, recebeu 67% dos votos no segundo turno (o apoio nesta faixa agora é de 43%).

Embora Fernando Haddad tenha vencido no Nordeste, aparentemente muitos eleitores da região deram um voto de confiança inicial em Bolsonaro, mas isso se desfez rapidamente.

Bolsonaro teve 28% dos votos na região no segundo turno de 2018, aprovação inicial de 42%, que na mais recente pesquisa caiu para 25%.

O presidente também derreteu no Sudeste, onde teve 57% dos votos, aprovação inicial de 50% e agora está com 36%.

A análise do diário conservador é de que Bolsonaro perdeu apoio pela atuação dos filhos no governo e demonstrações de despreparo.

Hoje, o presidente desmentiu seu secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, que afirmou pretender criar um imposto que alcançaria até as igrejas.

Em Minas Gerais, a Polícia Federal fez ação para apurar o envolvimento do atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, suspeito de comandar um laranjal do PSL regional que teria desviado recursos do fundo eleitoral em proveito próprio.

Acompanhando o desmanche de Bolsonaro de dentro da cadeia, o ex-presidente Lula cobrou isonomia da imprensa no tratamento dado aos partidos.

Na primeira entrevista desde que foi preso, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, Lula questionou onde anda Fabrício Queiroz.

O ex-PM confessou ter montado um esquema que desviava dinheiro de salários de servidores do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro para, segundo ele, ações de promoção do mandato.

Porém, além de suspeito de ligação com milicianos, Queiroz pode ter mentido para tentar encobrir o fato de que o esquema era parecido com o do ministro do Turismo, só que para beneficiar a família Bolsonaro.

O PT, maior partido de oposição, não perdeu tempo ao promover, no twitter, o trecho da entrevista em que Lula pergunta sobre Queiroz (ver abaixo).

Lula também fez ironia, sugerindo que a conta do hospital onde o ex-PM fez uma cirurgia para retirar um tumor, o Albert Einstein, em São Paulo, teria sido paga pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que já esteve no Brasil duas vezes desde que Bolsonaro foi eleito.



No Viomundo

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