9 de mar de 2019

Saída de discípulos de Olavo do MEC abre front de guerra contra militares no governo Bolsonaro

Nos bastidores, estaria a já fadada ao fracasso operação Lava Jato da Educação. Olavistas atribuíram a decisão de Vélez de demitir ou deslocar aliados do escritor como fruto da pressão de diversos grupos, especialmente de pessoas ligadas ao Exército e ao Ministério da Economia.Com a decisão do ministro, as ações de empresas como a Kroton - um dos maiores grupos educacionais privados do País - fecharam em alta nesta sexta (8)

Bolsonaro, Ricardo Vélez-Rodriguez e Olavo de Carvalho
Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, no jornal Folha de S.Paulo neste sábado, afirma que a saída de pessoas ligadas ao astrólogo e guru ideológico do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho, abriu novo front de guerra dentro do governo. Desta vez, a guerra é entre o campo “ideológico” do governo contra os militares.

Segundo a reportagem, dois parlamentares ligados ao escritor definem o episódio como a maior crise já exposta no núcleo ideológico que dá suporte ao presidente. Em disputa está a tutela do discurso de Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, estaria a já fadada ao fracasso operação Lava Jato da Educação. Olavistas atribuíram a decisão de Vélez de demitir ou deslocar aliados do escritor como fruto da pressão de diversos grupos, mas especialmente de pessoas ligadas ao Exército e ao Ministério da Economia.

Com a decisão do ministro, as ações de empresas como a Kroton – um dos maiores grupos educacionais privados do País – fecharam em alta nesta sexta (8).

A guerra deve chegar em breve ao Itamaraty. Olavistas não negam incômodo com o que chamam de impasse entre o “conservadorismo que Carvalho representa e que mobiliza apoiadores de Bolsonaro” e o “positivismo dos militares”, vistos como pouco afeitos a pautas de costumes e religião, além de muito pragmáticos nas relações exteriores.


Em sua página no Facebook, Grimaldo, um dos prováveis exonerados, afirmou: “O expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC é a maior traição dentro do governo Bolsonaro que se viu até agora. Nem as trairagens do Mourão ou do Bibiano chegaram a esse nível”.

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