8 de fev. de 2019

Vem aí a CPI da caixa preta do Judiciário

Filho do J B: quem vai impedir a prisão do Gilmar?


Do Painel da Fel-lha:

Ministros do Supremo e do STJ veem tentativa de intimidação em requerimento de CPI

Sob júri popular

A notícia de que o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) conseguiu as assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma CPI com foco nos tribunais superiores tirou do campo da bravata a reação de ministros do STF e do STJ à articulação. Togados de diferentes alas reagiram em uníssono com contrariedade ao que chamaram de tentativa de intimidação do Judiciário. A Associação dos Magistrados Brasileiros entrou em campo no Congresso para monitorar o movimento e mapear as adesões.

Mea-culpa

Integrantes da AMB enviaram relatos nesta quinta (7) a ministros do STJ e do STF sobre o ânimo no Senado com a possível instalação da CPI. Segundo disseram, há parlamentares dispostos a retirar assinaturas do pedido alegando que não checaram direito do que se tratava quando o apoiaram.

Entre nós

A avaliação de ministros do STF é que, sem apontar a apuração de um fato objetivo, a CPI é inconstitucional. A promessa de investigação sobre a duração de pedidos de vista, por exemplo, é considerada irregular, pois se trata de tema jurisdicional.

Pão e circo

A própria coleta das assinaturas foi lida pelos magistrados como uma afronta. Há especulações no Judiciário sobre quem poderia estar por trás do ato. Ministros se dividem. A maioria, porém, vê no requerimento uma tentativa de chamar a atenção e dar eco a críticas das redes sociais à atuação do STF.

Defesa e acusação

Aliados de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, dizem que, “se ele tiver juízo, não leva o pedido de CPI à frente”. Avaliam que não é hora de embate com o Judiciário. Alessandro Vieira vai na direção oposta.

Defesa e acusação 2

“Há o número de assinaturas. O rito prevê encaminhamento para a leitura na próxima sessão, e, depois, instala-se a comissão”, diz Vieira. “O Brasil sabe que a discussão é necessária.” (...)

Em tempo: aqui o momento histórico em que filho do Bolsonaro anuncia a iminente prisão do Ministrário - PHA



Núcleo bolsonarista ataca Gilmar para fazer avançar pacote de Moro


A Receita Federal está trabalhando para identificar "focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência" de Gilmar Mendes e de sua mulher, Guiomar. Um dos principais articuladores do golpe contra a presidente Dilma Roussef em 2015-2016, Gilmar agora torna-se alvo do governo para o qual preparou o caminho.

A suspeita consta de um relatório de maio de 2018, que "aponta uma variação patrimonial de 696.396 reais do ministro e conclui que Guiomar 'possui indícios de lavagem de dinheiro'". A informação é da revista Veja.

A ação do governo é uma evidente preparação de ataque ao ministro do Supremo que sistematicamente tem divergido do ex-juiz de Curitiba, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro.

Em 2016, o ministro Gilmar Mendes bateu de frente com Moro num debate sobre as "dez medidas anticorrupção". Em muitas outras ocasiões, Gilmar Mendes tem sido um crítico de ilegalidades e ações arbitrárias do ex-juiz.

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