5 de fev de 2019

Novo promotor do Bolsogate é destituído do caso?

Novo promotor do caso Flávio/Queiroz repercute nas redes os Bolsonaros e sites direitistas


Foi designado o promotor que vai cuidar do caso Flávio Bolsonaro/Fabrício Queiroz e o nome dele é Claudio Calo.

Ele
Segundo a coluna de Lauro Jardim no Globo, Calo denunciou o então chefe da Polícia Civil fluminense, Rivaldo Barbosa, por fraude em licitação.

A investigação criminal deixou de ficar sob a responsabilidade de Eduardo Gussem, o procurador-geral de Justiça do MP/RJ, após Flávio tomar posse no Senado na sexta, dia 1º.

Foi enviada à Central de Inquéritos, “chefiada pelo promotor Marcelo Muniz, que distribuiu o caso para um promotor que é especializado em investigar funcionários públicos”, diz o colunista.

Calo tem presença profícua no Twitter, em que costuma repercutir artigos de Alexandre Garcia, pitacos de Modesto Carvalhosa e notas de sites de extrema direita como o Antagonista e um tal de Notícias Brasil Online.

Também retuitou com frequência conteúdo da conta do próprio Flávio, de seu irmão Carlos e do pai Jair, além do tucano Carlos Sampaio, pitbull de Aécio durante o impeachment.

Interagiu com um sujeito que postou um vídeo de Lula com a seguinte legenda: “Nunca na história do Brasil se mentiu tanto, preparem o estômago, discurso de posse do presidiário Lula em 01/01/2003 !! LIXO !! PSICOPATA !!”

Em 21 de janeiro, comentou sobre um post de Reinaldo Azevedo. “Em livro, o próprio Moro considera que conduta como a de Flávio costuma ser típica de lavagem de dinheiro”, escreveu Azevedo.

Ao que Claudio retrucou: “Tecnicamente, o crime de lavagem de capitais é um crime parasitário, acessório, pressupõe uma infração penal antecedente. O fato de haver fracionamento de depósitos bancários e em dh [dinheiro] gera suspeitas, mas, por si, não é crime de lavagem, pois pode a origem do dh ser lícita”.

Flávio está em boas mãos. Confira comigo no replay:


Kiko Nogueira
No DCM



Promotor do Bolsogate deve mudar novamente

Claudio Calo, da promotoria de investigação penal do Rio de Janeiro, deve deixar o processo que investiga as movimentações atípicas e milionárias de Fabrício Queiroz, que era assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) quando o parlamentar ocupava o cargo de deputado estadual. A informação é da coluna de Lauro Jardim.

A Central de Inquéritos distribuiu nesta segunda-feira (4) o processo para o promotor, mas, de acordo com o colunista, o motivo para Calo abrir mão do processo é que ele tem várias manifestações em sua conta no Twitter que o revelam próximo das ideias bolsonaristas.

"O promotor, por exemplo, retuíta Carlos Bolsonaro num post crítico à imprensa e em defesa do pai. Também reproduz entrevistas com Flávio Bolsonaro justamente sobre suas relações com Queiroz", diz a coluna.

O promotor manterá sob sua alçada as demais investigações sobre servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.



Promotor do bolsogate nega que vá deixar o caso

"Só há especulação. O Ministério Público do Rio não fez escolha de promotor de Justiça para o "caso Queiroz". A 24ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal detém atribuição para investigar crimes contra a Administração Pública, contra a ordem tributária e lavagem de capitais quando cometidos na capital fluminense por agentes sem foro especial por prerrogativa de função. A atribuição é previamente definida por atos normativos em respeito ao princípio do promotor natural, o qual impede justamente a escolha de um promotor para um caso específico. A atuação é sempre pessoal e apartidária. Não fui escolhido. A questão é técnica", disse Calo em entrevista ao jornalista Guilherme Amado, da revista Época.

Sobre o assunto, Calo afirmou que "minhas manifestações no Twitter são de professor de direito, palestrante e articulista. Não trato de casos em rede social e nem de investigados. Sequer me identifico como membro do MPRJ. Sigo vários parlamentares e governadores, a fim de fazer sugestões". "No Twitter do Flávio Bolsonaro também tem várias sugestões legislativas, inclusive aumentar pena mínima dos crimes contra Administração Pública. Também fiz sugestões para o senador Alvaro Dias sobre a questão do foro especial. Esse é objetivo por que estou no Twitter. Não há amizade, nem inimizade com quem quer que seja", emendou.

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