10 de fev de 2019

Neymar será julgado... na Espanha

Sem maior escarcéu na mídia falsamente moralista, a Justiça da Espanha negou recurso movido pelos advogados de Neymar e decidiu que ele e seu pai-empresário serão julgados criminalmente por irregularidades cometidas na transferência do jogador ao Barcelona, em 2013. Segundo notinha da Folha, “a negativa foi proferida por unanimidade pela Quarta Seção da Audiência Nacional da Espanha, em despacho divulgado na sexta (1 de fevereiro) ... ‘O tribunal afastou as alegações de que Neymar não poderia ser julgado na Espanha. Isso permite que finalmente o jogador sente-se no banco dos réus. As penas pedidas são de prisão, multa e inabilitação profissional’, disse Paulo Magalhães Nasser” – advogado do Grupo DIS, que detinha 40% dos direitos econômicos do atacante na época em que ele ainda defendia o Santos.

De acordo com a empresa, o craque praticou corrupção privada e estelionato em razão de contratos simulados da venda. Na ocasião, o valor firmado entre Santos e Barcelona foi divulgado como sendo de 17 milhões de euros (R$ 71 milhões). Mas há documentos que comprovam que o valor da negociação do atleta, feita em 2013, já bateu a casa dos 90 milhões de euros (R$ 385 milhões). “As penas dos dois crimes apontados – corrupção privada e estelionato de contrato simulado – variam de seis meses a quatro anos de detenção. Na ação cível, a DIS cobra cerca de R$ 30 milhões como indenização sobre o negócio”.

Além desses crimes, ainda pesa a suspeita do governo espanhol de que o craque e seu pai-trambiqueiro sonegaram impostos. No que se refere ao crime fiscal, essa não é primeira vez que o Neymar – que se uniformizou de “ético” para fazer campanha para o cambaleante amigo Aécio Neves em 2014 – é mencionado. Como lembra a Folha, “no Brasil, o atleta também enfrenta problemas com as autoridades. A Receita Federal cobra R$ 69 milhões em impostos e multas por sonegar tributos no país quando se transferiu do Santos para o Barcelona. Em 2015, as autoridades autuaram o atacante em R$ 188 milhões sob a alegação de que o jogador deixou de declarar R$ 63,6 milhões de 2011 a 2013, omitindo o montante por meio das empresas NR Sports, N&N Consultoria Esportiva e Empresarial e N&N Administração de Bens”.

Até hoje, porém, o jogador segue impune no Brasil. Talvez isso agora mude... na Espanha!

Altamiro Borges

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