21 de fev de 2019

Na conta de R$ 100 milhões de laranja do Serra Banco Central acha R$ 396

Quá! Quá! Quá!


Nas contas do operador de R$ 100 milhões, Banco Central acha R$ 396,75

O Banco Central bloqueou nesta quinta-feira, 21, R$ 396,75 do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, operador do PSDB. A juíza Gabriela Hardt havia ordenado o confisco de R$ 100 milhões do engenheiro, preso na terça-feira, 19, na Operação Ad Infinitum, 60.ª fase da Lava Jato.

Três contas de Vieira de Souza foram pesquisadas pela malha fina do Banco Central. Em uma delas foram encontrados R$ 396,75. Em duas contas, nem saldo havia.

Em relatório enviado à Justiça, o BC informou que o bloqueio foi cumprido ‘parcialmente por insuficiência de saldo, afetando depósito a prazo’. Sobre as duas contas nas quais não havia saldo, o Banco Central afirmou ‘réu/executado sem saldo positivo’.

A Ad Infinitum fez buscas em endereços ligados ao ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (Governo Temer/Relações Exteriores), que presidia a Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimento e Competitividade) do governo João Doria. Após ser alvo da Operação, Aloysio pediu demissão da Investe São Paulo.

Vieira de Souza já havia sido preso duas vezes pela Lava Jato em São Paulo. O ex-diretor da Dersa já é réu de duas ações penais da Lava Jato em São Paul: um sobre desvios de R$ 7,7 milhões que deveriam ser aplicados na indenização de moradores impactados pelas obras do Rodoanel Sul e da ampliação da avenida Jacu Pêssego e outro sobre cartel em obras viárias do Estado e do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Metropolitano. No dia 13 de fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes atendeu um pedido da defesa de Paulo Vieira de Souza e adiou o fim do processo sobre os desvios de R$ 7,7 milhões – o que pode resultar em prescrição.

Desta vez, Vieira de Souza foi capturado por suspeita de lavagem de dinheiro. A juíza federal Gabriela Hardt afirmou que a ordem de prisão foi decretada com base em provas e indícios do envolvimento de Vieira de Souza com os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao setor de propinas da Odebrecht e que, por isso, “foge ao alcance” das decisões do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, que mandou soltar duas vezes o investigado após prisões em processos abertos em São Paulo, relacionados a desvios no setor rodoviário.

(...)

Em tempo: é possível - apenas possível - que o detentor do cobiçado troféu Conexões Tigre soubesse da existência de um apartamento nos jardins paulistanos com notas que eram submetidas a banho de sol - PHA

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