7 de fev de 2019

Juizeca condena Lula por um sítio que não é dele!

Xavier: Juizeca herdou a truculência do antecessor


O Conversa Afiada publica artigo de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

"Já foi narrado nesta sentença que não se discute aqui a propriedade do sítio", escreveu a juíza. "Contudo, os valores das benfeitorias (...), no mínimo equivalem ao valor do terreno, comprado em 2010 pelo valor de R$ 500.000,00. Não há como se decretar a perda das benfeitorias sem que se afete o principal. Diante disto, (...) decreto o confisco do imóvel, determinando que após alienação, eventual diferença entre o valor das benfeitorias objeto dos crimes aqui reconhecidos e o valor pago pela totalidade do imóvel seja revertida aos proprietários indicado no registro.”

Não é pegadinha nem fake news. Isto está lavrado numa sentença. Um espanto até mesmo para estagiários de direito. Lula é condenado por “benfeitorias” num sítio que não é dele, sem origem determinada dos recursos nem objetivo especificado.

É de se perguntar até quando o Brasil vai aguentar as manobras do judissiário, como grafa o CaF, para eliminar o líder popular mais importante da história do país. Um despautério segue-se a outro. Lula foi condenado por um tríplex que se comprovou nunca ter pertencido a ele. Agora, é sentenciado por um sítio do qual tampouco é dono, como a própria juizeca reconhece na sua sentença.

Conheci Jacó Bittar, assim como seus filhos. As duas famílias, Lula e Bittar, tratavam-se como parentes. Nada mais natural que se ajudassem mutuamente. A juizeca, por convicção, considerou que as “benfeitorias” no sítio – na verdade uma modesta chácara comparada à fazenda, apartamento em Paris e uma mansão alada em Higienópolis de Fernando Henrique Cardoso - são obras de corrupção.

Detalhe: conforme os autos, em seu interrogatório “o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, declarou que a empresa realizou reformas no sítio em benefício de Lula, mas negou que as obras tivessem relação com o esquema de corrupção na Petrobras”.

Bem, se não tinham conexão com o suposto esquema da Petrobras, por que diabos o processo sobre uma propriedade em São Paulo foi parar em Curitiba?

É uma chicana atrás de outra. A juizeca sentada na cadeira de Sérgio Criminoso Moro herdou a truculência do antecessor. Entre uma e outra atividade numa academia de musculação, Gabriela mimetizou o padrinho e ditou sentenças sem nenhuma credibilidade. Certamente aposta que os três patetas da segunda instância vão dizer amém a tamanho despautério. Aliás, estão lá para isso. Melhor dizendo: só servem para isso.

Tanto o executivo dirigido por um doente refém de intestinos, um congresso à deriva e um judissiário subserviente à nostalgia ditatorial estão prontos a assinar embaixo de qualquer . insanidade. Já o povo vai percebendo que entrou numa roubada. É questão de tempo. Podem escrever e me cobrar depois. O governo Bolsonaro esgotou seu prazo de validade sem mesmo ter começado de fato.

Joaquim Xavier

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