12 de fev de 2019

Fachin pergunta à PGR se quer arquivar inquérito da Odebrecht contra Aécio


Acusações partiram de delações premiadas da Odebrecht, que acusou repasse ilícito de R$ 1 milhão a 2 milhões

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cobrou da Procuradoria-Geral da República (PGR) uma resposta sobre o inquérito contra o ex-senador e eleito deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção em repasses eleitorais pela Odebrecht.

Estas acusações partiram de delações premiadas da empreiteira, principalmente a partir de falas do ex-presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, e do executivo Henrique Serrano do Prado Valladares. Ambos detalharam que Aécio recebeu entre R$ 1 milhão a R$ 2 milhões em troca de apoio parlamentar para projetos de interesse da Odebrecht.


O senador, que teve sua campanha financiada pela Odebrecht, teria atuado a favor da empreiteira em projetos relacionados às usinas hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau e no Rio Madeira. Desde que a investigação foi aberta, há dois anos, o tucano ainda era senador e negou o cometimento de ilícitos, afirmando que não havia “qualquer elemento ou mesmo indício de participação” a favor da Odebrecht em sua atuação parlamentar.

Por apontarem possíveis crimes cometidos por Aécio enquanto era senador, na última semana, o também ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello, remeteu à primeira instância outro inquérito contra o tucano, o que investiga verbas ilícitas repassadas pela J&F.

Não se sabe se Fachin irá também remeter os autos à primeira instância, mas antes de tomar uma decisão, decidiu cobrar da Procuradoria o andamento do caso, se os investigadores querem dar continuidade às apurações ou arquivar. Por isso, nesta semana, o relator do caso pediu um posicionamento do PGR, concedendo o prazo de 5 dias para a resposta.

O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, defendeu ao G1 que a investigação seja arquivada. “Após cerca de dois anos de investigação e inúmeras prorrogações não foi apontado nenhum indício que comprovasse a falsa acusação feita pelo delator”, escreveu a defesa, ao portal.

“A obra mencionada no inquérito, Usina de Santo Antônio em Rondônia, foi realizada pelo governo federal, ao qual o então governador fazia oposição, e não teve qualquer participação do governo de Minas à época”, acrescentou.

Patrícia Faermann
No GGN

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