23 de fev de 2019

A supremacia venezuelana


Maduro jogou pesado com Bolso & Sons e não está brincando. Além de fechar as fronteiras com o Brasil, posicionar tropas e tanques junto à barricadas e cortar a energia que enviava para cá, posicionou o sistema de mísseis russos terra-ar S-300VM a 11 km de Pacaraima, Roraima.

Os radares do sistema são poderosíssimos e criam na prática uma área de exclusão aérea com raio de 300 km atingindo os aeroportos de Boa Vista e Manaus (Manaus sedia a Ala 8 da base aérea da FAB de Manaus onde estão os 12 Mi-35 (também russos) os únicos helicópteros de ataque das FFAAs, além de super-tucanos de ataque).

Significa que já paralisaram as forças da FAB e do EB incluindo o famoso batalhão de selva de Manaus que poderia ser transportado por Helicópteros da Helibras recém incorporados. Na prática também quase todo tráfego aéreo que sobrevoa Manaus e Bela Vista passa a ser controlado por Maduro. É uma tremenda humilhação.

O EB e a Fab já não podem se deslocar por ar sob risco de abate imediato pelos mísseis russos, que aliás subjugaram a USNavy que teve vários caças abatidos na Síria pelo mesmo sistema.

O que isto significa? Que se houver um ataque vindo do Brasil, Colômbia ou Curaçau vai ter que ser por terra,já que as outras fronteiras também estão com o mesmo sistema de defesa russo. Por terra os invasores, quer colombianos, brasileiros ou americanos vão ter que enfrentar o exército venezuelano e os 2.000.000 de milicianos bolivarianos espalhados pela floresta amazônica armados com fuzis kalachnikov.

É muito amargo como brasileiro ter que admitir esta humilhação internacional a que nossas FFAAs estão sendo submetidas, mas quando aceitaram respaldar este bando de psicopatas que estão no poder, também aceitaram os riscos.

Agora está explicado porque Mourão não queria que a "ajuda humanitária" dos EUA fosse enviada para Pacaraima depois do fechamento da fronteira. Ele, como antigo adido militar em Caracas junto à embaixada brasileira sabia que isto poderia ocorrer. Agora já era.

Paulo José Jarava



Sistemas S-300VM e Pechora-2M do Exército Venezuelano
No período de 2008 a junho de 2014, as forças armadas venezuelanas receberam até 300 unidades de artilharia antiaérea rebocadas de 23 mm ZU-23/30M1-4, várias centenas de mísseis antiaéreos Igla-S, pelo menos 11 baterias Pechora-2M S-125, 12 SAMs Buk-M2E e três baterias S-300VM Antey-2500.

O fornecimento de equipamentos e armas permitiu que o Comando Conjunto de Defesa Aeroespacial Integral (CODAI) iniciasse em junho de 2014 a reorganização da estrutura organizacional em cinco brigadas de defesa aérea: 19 (localização de Maracaibo), 29 (El Sombrero), 39 (Caracas), 49 (Barcelona), 59 (Bolívar) e uma brigada de apoio material.

A Defesa Aérea Venezuelana também é dotada de sistemas de radares JYL-1 3D de origem chinesa que cobrem todo o território (ver mapa abaixo).

JYL-1 3D
JYL-1 3D



Caças F-16 sobrevoam sistemas de defesa aérea venezuelanos



Há algo que você não sabia sobre os sistemas S-300


O sistema de mísseis S-300 é conhecido, obviamente, como uma arma contra alvos aéreos. Mas ele pode ser utilizado para outros fins.

Se houver necessidade, os mísseis S-300 podem atingir alvos terrestres, como veículos militares ou infantaria inimiga.

Em caso de ataque terrestre, o míssil antiaéreo equipado com cerca de 36.000 metralhas, destinado a eliminar aviões, drones e mísseis, é uma arma letal capaz de abater ou neutralizar alvos não blindados em uma grande área.

Este uso "não convencional" da arma foi colocado em prática em 30 maio, durante as manobras do exército russo na região de Khabarovsk, no Extremo Oriente do país.

Segundo comunicou o serviço de imprensa da Defesa russa, as unidades de S-300, treinaram a resposta a um ataque de grupos de sabotagem e o lançamento de mísseis contra as forças do inimigo convencional.

Apesar das diferenças tecnológicas associadas ao uso de projéteis antiaéreos, sobretudo o alcance, a precisão e a limitada capacidade de penetrar a blindagem, é tecnicamente possível usar estes mísseis adaptados, por exemplo, com uma ogiva explosiva.

Não obstante, os analistas russos salientam que os sistemas de mísseis terra-terra são muito mais eficazes e baratos neste sentido, deixando a utilização dos S-300 contra alvos terrestres apenas para situações "extraordinárias".

Por que S-400 russos são cobiçados por muitos e causam tanto pânico nos inimigos?


Os sistemas russos S-400 estão causando muitos debates atualmente e insatisfação por parte dos americanos que estão impondo sanções econômicas em países interessados em adquirir os sistemas russos, como é o caso da Índia e China, entretanto, existem outras potências interessadas nos sistemas russos.

Para entender o motivo que faz com que o S-400 seja tão especulado e como o sistema S-300 está envolvido será preciso observar alguns fatores durante a trajetória dos sistemas russos, segundo artigo publicado por Charlie Gao na revista The National Interest.

Os sistemas S-300 foram desenvolvidos no período soviético paralelamente ao desenvolvimento dos mísseis americanos SAM Patriot e em 1981 foi adotada a primeira versão do S-300, o S-300PT. O sistema podia ser transportado, porém não era uma das melhores soluções.

O sistema não possuía uma boa efetividade por ser lento, precisando de mais de uma hora para tornar o sistema operacional, sendo algo rapidamente notado pela União Soviética, que iniciou trabalhos para elevar a efetividade de seu sistema.

O S-300PT original utilizava o míssil 5V55 que tinha um alcance de aproximadamente 75 km, entretanto, após a modificação, os sistemas foram montados em caminhões mais leves, além de receberem equipamentos de apoio, sistema de controle de disparo, radar, entre outros aperfeiçoamentos. Essa modificação, conhecida como S-300PS passou a utilizar mísseis 5V55R que tinham um alcance aproximado de 90 km.

Mais adiante, surgiu a versão S-300V, desenvolvida especialmente para combater mísseis táticos e ameaças aéreas. Além disso, a principal característica do sistema se deve ao fato dele possuir duas versões TEL (transportador, elevador e lançador), um deles contendo quatro mísseis 9M83 de curta distância, alcançando 75 km e outro com dois mísseis 9M82 de longo alcance, alcançando 100 km.

O surgimento do sistema S-400, anteriormente chamado S-300PMU-3, em referência à terceira modernização da versão do S-300, foi mostrado pela primeira vez durante o salão aeroespacial MAKS 2007.

Vale destacar que o avanço tecnológico do míssil e do radar fez com que o sistema se tornasse duas vezes mais avançado, pois os novos radares utilizados no S-400 são capazes de detectar quase todos os alvos aéreos. Além disso, ele é capaz de utilizar quatro diferentes tipos de mísseis, com pesos e capacidades diferentes, além da possibilidade de utilizar os mísseis das outras versões do S-300, tonando o S-400 em um sistema flexível.

Mas esse não é o único fator que de influência, já que os mísseis dos S-400 podem atingir um alcance aproximado de 240 km contra seus alvos aéreos, além dos novos mísseis 40N6, que terão um alcance de 400 km.

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