13 de jan de 2019

Vídeo do laranja dos Bolsonaro é o retrato do governo (sic)

Xavier descreve a dança dos vampiros


O Conversa Afiada oferece ao amigo navegante nesse domingo 13/I de densa treva artigo sereno (sempre!) de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Não se sabe mais onde as coisas vão parar. Em doze dias de desgoverno Bolsonaro, viram-se atitudes, medidas, decretos que nem o mais incrédulo dos brasileiros poderia imaginar. Chegou-se ao clímax? Tudo indica que não.

A divulgação do vídeo do laranja Fabrício Queiroz num hospital é uma pancada na cara de todo o povo brasileiro. Queiroz é acusado de manipular dinheiro público em favor da “famiglia” Bolsonaro, mediante a contratação de assessores comprometidos a entregar parte do salário para engordar os ganhos dos parlamentares do clã do ex-capitão. As evidências são gritantes.

Flagrado em investigação, Queiroz até hoje esquiva-se de dar explicações. Embora tenha aparecido sorridente em entrevistas de emissoras alinhadas com o governo cívico-militar, seus advogados alegam que o cliente está incapacitado para prestar depoimento ao Ministério Público por “motivos de saúde”. A mentira caiu definitivamente por terra com o vídeo que circula nas redes sociais. Nele, assiste-se a Queiroz dançando alegremente tendo como parceira uma torre de soro em um quarto de hospital. Um escárnio sem tamanho.

É de se perguntar por onde anda o hiper-super-ministro da Justiça Sérgio criminoso Moro nestas horas. Ou a procuradora Raquel Dodge, acostumada a “encontrar” apenas o que interessar aos chefes de plantão. Os fatos estão à vista de todos. Há uma operação em curso por parte da “famiglia” para obstruir a justiça, impedir a apuração de crimes e anistiar o roubo de dinheiro do povo.

Por muito menos, o ex-presidente Lula foi devassado em seus direitos, submetido à condução coercitiva mesmo sem nunca ter se negado a prestar esclarecimentos e finalmente confinado a uma solitária desde abril passado.

Já no caso de Queiroz, para não falar de outros, a abordagem é completamente distinta. O laranja da “famiglia” é tratado como um doente terminal incapaz de contar como movimentou cifras milionárias, embora se sinta à vontade para contracenar milongas com um aparelho hospitalar.

Tudo bem que os brasileiros às vezes aceitam muita coisa que pouca gente poderia acreditar. Mas até isto tem um limite. O governo Bolsonaro testa esse limite. O jogo é este.

Joaquim Xavier

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