17 de jan de 2019

Supremo Tapetão Federal vira lavanderia dos Bolsonaro

Xavier: tinha que ser o Fux!


O Conversa Afiada publica sereno (sempre!) artigo de seu exclusivo "colUnista" Joaquim Xavier:

Tinha que ser ele. O ministro Luiz Auxílio Moradia Fux, ignorando todas as evidências, mandou parar a investigação sobre o laranja Fabrício Queiroz.

O ex-assessor parlamentar da “famiglia” Bolsonaro, como é notório, foi pilhado movimentando somas milionárias recolhidas de “assessores” do clã.

O esquema, conhecido como rachadinha, consiste em contratar amigos em troca da devolução de parte do salário (ou todo) aos parlamentares contratantes. Foi assim, por exemplo, que uma personal trainer que trabalha no Rio apareceu na folha de pagamentos do então deputado Jair Bolsonaro. O salário dela, tudo indica, foi devidamente embolsado pela ”famiglia”. Não sou em quem diz. É o COAF, órgão de fiscalização do próprio Governo Federal.

Usando de ardis variados, Queiróz recusa-se até hoje a depor. Alega problemas de saúde, embora tenha aparecido em público várias vezes, inclusive saltitando em um quarto de hospital. Flávio Bolsonaro, um de seus patrocinadores, faz coisa parecida. Dá uma banana para o MP e também se recusa a falar.

Ainda assim, o Ministério Público do Rio afirmou que, mesmo sem os depoimentos, os indícios já seriam suficientes para prosseguir o processo e chegar aos mandantes. A luz no fim do túnel apagou-se tão rápido como um fósforo. Mal lembrava o MP que o supreminho é dominado por interesses outros que talvez não seja fazer justiça.

Luiz Fux encarna este espírito como poucos. Aproveitando sua condição de plantonista, mandou parar tudo. Assim como barrou até onde pôde o fim do auxílio-moradia. Sua filha, como sabido, é proprietária de apartamentos na zona mais valorizada do Brasil. Coisa de milhões. Mesmo assim, embolsava auxílio-moradia na mesma cidade em que trabalha, no Rio de Janeiro.

A desmoralização da "justissa" brasileira vai superando todos os parâmetros de malfeitos. Com uma ou outra exceção, cada vez mais rara, aquela que deveria ser a mais alta corte do país poderá se transformar num grupo de chicaneiros, rábulas desqualificados e defensores de oportunistas de plantão.

O presidente do supreminho, por exemplo, acaba de liberar a venda indiscriminada do patrimônio da Petrobrás, que havia sido bloqueada pelo ministro Lewandovski.

É inútil esperar dessas instâncias qualquer reação ao desmonte em curso no Brasil. Sua missão pode se confundir com a de parceiras da corrupção e do desmanche do que resta da democracia e soberania.

Sem mobilização popular, o povo brasileiro será conduzido à condição de gado a caminho do abate. Com armas ou “liquidificadores”.

Joaquim Xavier

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