17 de jan de 2019

Fux mata no peito. Bolsominions #Xatiados


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou suspender provisoriamente o procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Luiz Fux determinou a suspensão da investigação temporariamente, até que Marco Aurélio Mello tome uma decisão, após o recesso, que termina no próximo dia 31.

O ministro entendeu que, como Flávio Bolsonaro passou a ter foro privilegiado ao ser diplomado – ele tomará posse como senador em fevereiro –, caberá ao relator no STF decidir sobre a continuidade da investigação.

Flavio Bolsonaro também pediu que as investigações do caso fiquem sob responsabilidade do STF e que as provas coletadas até aqui sejam anuladas. Esses dois pedidos serão decididos por Marco Aurélio.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter reservado, se disseram surpresos com a decisão do ministro Luiz Fux suspendendo temporariamente o caso envolvendo o ex-assessor Fabricio Queiroz, que trabalhou para o senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ).

Mas, mais do que isso, apontaram surpresa com o pedido feito por Flavio Bolsonaro, uma vez que ele diz não ser investigado - apenas citado no inquérito do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentação atípica de Queiroz.

Integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação.

Eduardo Bolsonaro pediu fim do foro privilegiado em 2018 para que Lula fosse preso

Eduardo Bolsonaro no Twitter



‘Eu não quero foro privilegiado’, disse Bolsonaro ao lado de Flávio



Ofensiva de Flávio decepciona apoiadores e ‘influencers’ pró-Bolsonaro

Entre escapadas e sumiços, o caso Queiroz sofreu um novo revés. Na quarta 16, o STF derrubou a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra o motorista Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio Bolsonaro. O processo foi suspenso por decisão do ministro Luiz Fux, a pedidos do próprio Flavio.

Fux entendeu que, como Flavio é senador eleito e passará a ter foro privilegiado, é melhor esperar para que o Supremo decida o foro adequado, e só então prosseguir com as investigações. A decisão vale até que o ministro Marco Aurélio analise o caso a partir de fevereiro, na volta do recesso.

Queiroz entrou na mira do MP depois que o Coaf identificou que ele movimentava muito mais dinheiro que o compatível com o salário na Câmara. Em um ano, circulou nas contas do motorista 1,2 milhão de reais. O conselho identificou ainda um cheque de 24 mil reais nominal à primeira-dama Michele Bolsonaro.

A ofensiva pegou mal entre a bolsosfera no Twitter. De um lado, o filho Carlos Bolsonaro e os blogueiros e influencers associados ao novo governo discutem as teorias de Olavo de Carvalho. De outro, eleitores e apoiadores declarados do presidente manifestaram decepção e desconfiança.

Afinal, a investigação sequer chegou formalmente ao filho mais velho de Jair Bolsonaro.

O humorista Danilo Gentili ironizou a promessa informal da campanha contra a ‘mamata’.

Outro humorista do SBT, Bob Nunes, sugeriu ainda uma represália a la ditadura contra Flavio e Queiroz

Fernando Holiday, vereador e integrante do MBL, criticou a ofensiva de Flavio Bolsonaro contra uma ‘simples investigação’.

Confira a repercussão:





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