21 de out. de 2018

O tirano já não tem receio: é “Brasil, ame-o ou deixe-o” — assista


Já não há nenhum receio, depois do espetáculo de frouxidão que deu hoje a Justiça Eleitoral.

Em teleconferência para seus adeptos, conforme registra a Folha, Jair Bolsonaro anunciou a ditadura que será o seu governo:

Em fala de cerca de dez minutos, prometeu “uma limpeza nunca vista na história desse Brasil” se eleito.

“Vamos varrer do mapa esses bandidos vermelhos do Brasil”, afirmou, sob gritos de “Fora PT”.

“Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou [então] vão para fora ou vão para a cadeia.”

“Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria”,acrescentou.

“Senhor Lula da Silva, se você estava esperando o Haddad ser presidente para assinar o decreto de indulto, vou te dizer uma coisa: você vai apodrecer na cadeia”, disse Bolsonaro, aos gritos de “mito”.

“Brevemente você terá (o senador petista) Lindbergh Farias para jogar dominó no xadrez. Aguarde, o Haddad vai chegar aí também, mas não será para visitá-lo não, será para ficar alguns anos ao seu lado.”



Realmente, só quem fala em fechar o STF é que precisa de psiquiatra?

Ou será que, quando os fanáticos saírem pelas ruas a “varrer do mapa” os que julgam vermelhos, ou negros, ou gays, ou sindicalista, ou qualquer coisa que não se enquadre no padrão “coxinha” ou no de “pobre obediente”, o fascista dirá que “não tem controle sobre este pessoal”?

Se o “fuhrer” nem sequer espera as urnas, porque as suas tropas hão de esperar? Ainda mais com uma imprensa e uma justiça que saíram da covardia para a cumplicidade.

A Folha, aliás, apesar de diretamente ameaçada, chamada de “maior fake news do Brasil” e avisada que não terá mais publicidade estatal está tão acovardada que nem mesmo chama estes absurdos na capa do site, quatro horas depois de te-los registrado.

E dias depois de, num ato de cinismo que agora está evidente, ter dito que ambos os candidatos era iguais.

A “pistolinha” com as mãos está virando a nossa saudação nazista e o “mito” o nosso “heil”.

É evidente que se uma ditadura militar como as dos anos 70 não se sustenta no século 21, menos ainda uma ressurreição do nazismo prevalecerá.

E quem se aliou a isso, sejam os liberais covardes, seja a pseudoesquerda oportunista, seja os que enlameiam, outra vez, o Exército Brasileiro, vai para a lama junto com o esterco que estão levando ao poder.

O fantasma de Emílio Médici está diante de nós. Mas fantasmas podem aparecer, mas não podem existir.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Haddad se compromete a aumentar o Bolsa Família em 20% e manter o botijão de gás a R$ 49


O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, assumiu neste domingo (21/10) dois compromissos para melhorar diretamente a vida da população brasileira, especialmente das famílias mais simples.

Em discurso realizado em São Luís (MA), Haddad afirmou que vai reajustar em 20% o valor do benefício do Bolsa Família a partir de janeiro de 2019 e estabelecer um teto de R$ 49 para o preço do botijão de gás.

O discurso foi realizado após uma caminhada pelo Anil, bairro da periferia da capital maranhense.

Haddad apresentou as propostas ao lado do governador reeleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e de sua mulher, Ana Estela.

“Quero dizer para vocês, Bolsa Família em janeiro: 20% de acréscimo. Porque as famílias estão sofrendo muito”, afirmou Haddad.

Ele exemplificou que, para quem hoje possui um benefício de R$ 200, com o aumento de 20%, vai passar a ter um benefício de R$ 240.

A segunda medida, referente ao limite de valor para o gás de cozinha, também deve ser adotada a partir de janeiro e valer para todo o País.
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Juristas pela Democracia solicitam que OEA acompanhe as investigações sobre fake news


Preocupada em assegurar a lisura da eleição no Brasil, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia enviou carta à Chefe da Missão da OEA de Observação e Acompanhamento Eleitoral no Brasil, Laura Chinchilla, solicitando que os representantes da organização acompanhem as investigações sobre a denúncia de financiamento ilegal com recursos de "caixa 2" da campanha do candidato Jair Bolsonaro, e averiguem se as práticas estão em consonância com o Código Eleitoral.

Leia a carta na íntegra:

Excelentíssima Senhora Chefe,

O jornal Folha de São Paulo, um dos maiores e mais importantes veículos de circulação impressa do Brasil, na sua edição de 18/10/2018 denunciou o financiamento ilegal com recursos de "caixa 2" da campanha do candidato Jair Bolsonaro, por empresas e empresários, com o objetivo de viabilizar esquema ilícito de manipulação do aplicativo WhatsApp com notícias falsas [fake news] que são disseminadas em larga escala para prejudicar o candidato Fernando Haddad.

À continuação, nas sucessivas edições diárias, o jornal ofereceu novas reportagens com pormenores do esquema denunciado. A garantia da soberania popular e o respeito à concretização da plena vontade da cidadania brasileira é princípio essencial para a garantia da democracia e do Estado de Direito no Brasil.

Muito nos anima saber que o zelo desse princípio democrático fundamental encontra ressonância na missão institucional de observação do processo eleitoral que Sua Excelência conduz com diligência, conforme deduz-se de suas palavras à EBC em 7/10/2018, quando expressou que "a preocupação que mais tememos, após manifestações de diferentes setores, é o tema das 'fake news', fenômeno recente que não ocorre apenas no Brasil".

Com o objetivo de assegurar a lisura da eleição no Brasil, solicitamos que a Missão da OEA presidida por Sua Excelência acompanhe as investigações e averigue se as práticas ocorridas, uma vez confirmadas, estão em consonância com o artigo 222 do Código Eleitoral [Lei 4737/65] do país, com as Leis e com a Constituição da República Federativa do Brasil.

Cordialmente,
Associação Brasileira de Juristas pela Democracia
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Rosa Weber se acovarda diante da ameaça de Eduardo Bolsonaro


Primeira ministra do STF a comentar a ameaça feita por Eduardo Bolsonaro, que disse que bastam "um soldado e um cabo" para fechar a corte, Rosa Weber reagiu de forma tímida e acovardada. "O video foi desautorizado pelo candidato. No Brasil as instituições estão funcionando normalmente. E juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que pode ser compreendida como inadequada", disse ela.

Eduardo Bolsonaro fez sua afirmação antes do primeiro turno, quando falou sobre a hipótese de a eleição vir a ser questionada em razão de alguma fraude eleitoral cometida pela chapa de seu pai, Jair Bolsonaro. "Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo", afirmou.

Em coletiva sobre as eleições, ela também não anunciou nenhuma medida concreta sobre o bolsolão – esquema de caixa dois usado para disparar fake news por whatsapp contra Fernando Haddad.

Confira o vídeo de Eduardo Bolsonaro:

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Globo repete apoio ao golpe militar ao omitir caixa 2 de Bolsonaro

Especialistas analisam o comportamento da maior emissora de TV do país, que, há 54 anos, apoiou a ditadura

Reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo nesta quinta-feira (18), que revelou mega esquema de caixa 2 para promover a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e espalhar notícias falsas contra o PT no aplicativo de mensagens Whatsapp, rapidamente se tornou o assunto mais comentado na reta final do segundo turno das eleições. De acordo com o jornal, empresários teriam financiado ilegalmente o pagamento do serviço por um valor de até R$ 12 milhões não declarados à Justiça Eleitoral. 

Na noite do mesmo dia, o telejornal de maior audiência no país, o Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão, não só deixou de noticiar o tema com profundidade, como somente o mencionou usando o tempo de agenda do outro candidato, Fernando Haddad (PT), para abordar o assunto.

Para Renata Mielli, coordenadora Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e diretora do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, trata-se de uma prática que fere o direito à informação.

“No jornalismo, a gente fala em ‘censura privada’, ou seja, a seleção que as emissoras fazem daquilo que elas consideram que deve ser notícia ou não, a depender da forma como essas decisões são tomadas, pode ser encarada como censura. Não foram só os trend topics do Twitter ou as redes sociais, foram os jornais no mundo inteiro. The Guardian, Le Monde, The New York Times, para citar alguns, deram como manchete o escândalo envolvendo caixa dois na campanha de Jair Bolsonaro para disparo de mensagens via Whastapp. Isso é um escândalo jornalístico porque se trata da omissão de um fato que ganhou o mundo”. 

O sociólogo e professor de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília Venício Lima é um estudioso sobre o papel da Rede Globo de Televisão na legitimação do golpe de Estado em 1964 e na manutenção do regime totalitário durante mais de 20 anos. Para ele, a prática da maior empresa de comunicação do país caminha no mesmo sentido de há 54 anos, embora com novas nuances. 

“Esse comportamento da Globo é um comportamento padrão. A Globo omite aquilo que não interessa a ela divulgar. Então me parece que agora há uma diferença em relação a 64, que naquela época havia uma oposição explícita, o Grupo Globo fazia parte de uma articulação explícita de oposição, com editoriais, com programas de rádio, com posição muito clara de cobertura política, e agora isso é disfarçado pela omissão e pela máscara de que o processo democrático está correndo normalmente”.

O professor lembra o editorial lançado pelo Grupo Globo em 2013, no qual reconhecia “o erro de haver apoiado o golpe de 1964”. “É preciso ver com atenção porque a autocrítica da Globo, além de tardia, foi parcial, porque ela admite o apoio ao golpe [de 1964] mas ela omite que o seu apoio foi muito além do apoio ao golpe, ele foi uma constante de apoio ao regime. A Globo apoiou o regime militar enquanto ele existiu, não foi só um apoio ao golpe. No caso da Globo, ela foi o sustentáculo fundamental do regime. O Grupo Globo foi o porta-voz do regime militar, legitimava o regime militar”. 

Por fim, Lima destaca que o comportamento do Grupo Globo, seja em 1964 ou durante os últimos anos desde o golpe de 2016, obedecem a interesses econômicos opostos aos princípios democráticos.


“A questão da omissão de informação por parte especificamente do Grupo Globo no que se refere a esse uso de caixa dois e as distorções que são provocadas pela massiva veiculação de mensagens, tudo indica que boa parte delas falsas, através do fake news, a omissão disso é uma forma velada, porque a omissão disfarça uma posição, simplesmente ignora o que está acontecendo, dentro de uma perspectiva de interesses, porque se não está lá é porque interessa que não esteja; não é uma coisa tão explícita como foi em 64, é uma coisa disfarçada”.

Sob tutela militar

Renata Mielli chama a atenção para a indiferença da Justiça Eleitoral sobre a já preanunciada estratégia de uso de informações falsas, as chamadas fake news, com fins de manipulação da opinião pública. Ela lembra que as organizações ligadas ao tema das comunicações se opuseram à criação de um grupo de trabalho que teria, segundo ela, hegemonia de setores militares. 

“No final do ano passado, o TSE anunciou que queria criar um grupo de trabalho para combater as fake news. O movimento da democratização da comunicação, o movimento em defesa da internet livre denunciou a iniciativa do TSE porque esse grupo de trabalho era constituído majoritariamente por representantes de forças de repressão. Era a Abin [Agência Brasileira de Inteligência], a Polícia Federal, o GSI [Gabinete de Segurança Institucional], o Exército. Era um aparato claramente repressivo, militarizado, para discutir disseminação de notícias falsas. Não havia praticamente nenhum especialista na área da comunicação, nenhum especialista na área de tecnologia, ninguém dos movimentos sociais, os partidos políticos não foram chamados”. 

E faz um grave alerta sobre a tutela militar sobre o Judiciário em pleno processo eleitoral, no qual o vice de um dos principais candidatos é alta patente das Forças Armadas. 

“Hoje nós teríamos uma coletiva de imprensa no TSE e quem estaria lá ao lado da ministra Rosa Weber, que hoje preside o TSE? O general [Sérgio] Etchegoyen. Quer dizer: um general e uma ministra do TSE na mesma mesa para prestar contas à sociedade sobre a disseminação de fake news. Ora, um general das Forças Armadas? Pois um general das Forças Armadas está como vice na chapa de Jair Bolsonaro. E eu me pergunto: qual a isenção das Forças Armadas para julgar qualquer coisa nessa eleição? Porque o TSE está tutelado pelo Exército para discutir como combater fake news? Nós denunciamos isso no ano passado. E o que nós estamos vendo é cada vez mais se constituir no Brasil um regime militar-civil que não sabemos onde vai dar”.

A entrevista coletiva convocada pelo TSE na tarde desta sexta-feira (19) foi adiada para o domingo (21), sob a justificativa de incompatibilidade de agenda de autoridades que participariam da atividade. Também nesta sexta, a rede social Whatsapp decidiu banir do aplicativo as contas responsáveis pela disseminação de notícias falsas, entre elas, do filho de Jair Bolsonaro e senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

A reportagem do Brasil de Fato entrou em contato com a Rede Globo para pedir à emissora um posicionamento sobre o assunto, mas ainda não recebeu resposta.

Leonardo Fernandes
No Brasil de Fato
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O incrível CD ‘grátis’ de R$118,64 por unidade patrocinado pelo dono da Havan


A Lei Rouanet,  seria, segundo  os bolsonaristas,  um dos “escândalos” petistas, embora criada por Fernando Collor. Com erros e acertos é o único instrumento de financiamento da cultura e seus controles eram muito maiores na era petista do que são hoje, no governo Michel Temer. Mas Bolsonaro tem razão em que há coisas inexplicáveis, ao menos uma envolvendo um de seus mais notórios apoiadores.

Pois este ano, o empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan e apontado pela Folha de S.Paulo como um dos promotores do envio de fake news pelo aplicativo Whatsapp, está “doando” R$ 237 mil reais para a gravação e multiplicação do primeiro CD de um cantor “sertanejo” de nome Edu Souza.

É o que foi proposto formalmente ao Ministério da Cultura  através de carta assinada por Jaison Gamba, diretor contábil da Havan, em fevereiro deste ano, caso o Conselho do MinC aprovasse o projeto. Aprovou e os pagamentos, em três parcelas, foram feitos em abril, maio e julho.

O objetivo, descrito na página do Ministério da Cultura, seria gravar e prensar, para distribuição gratuita em shows, dois mil exemplares do disco.

Está tudo aqui na página oficial.

Sem entrar no mérito da qualidade musical do cantor e compositor – que grava 10 músicas, seis de outra pessoa, Joílton Medeiros, que grava vídeos no Youtube sob o nome de Felipe Ferrazzo -, algumas delas com títulos poéticos como “A novinha terrorista” e “É hoje que a gente pira”.

Fico apenas no valor de cada CD: R$ 237.281,28  para 2 mil CDs a serem distribuídos gratuitamente dá, na boa e velha aritmética, R$ 118,64 por unidade. Acho que se trata do CD mais caro do mundo inteiro.

Se o dinheiro viesse do bolso dele, nenhum problema. Mas vai ser todo abatido do imposto devido pela Havan e, portanto, ficam na conta do dinheiro público.

Quem sabe os “bolsominions”, que tratam projetos culturais como se fossem puras e simples picaretagens, se interessam em apurar a história do CD de R$ 118,64 do dono da Havan?

Fernando Brito
No Tijolaço
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Juristas cobram de Rosa Weber providências para conter campanha suja de Jair Bolsonaro


Em carta entregue à presidente do TSE, Rosa Weber, 20 juristas pedem que a Justiça tome providências quanto às denúncias feitas pela imprensa de que a campanha à presidência de Jair Bolsonaro (PSL) tem se beneficiado um sistema ilegal de compartilhamento de mensagens mentirosas.

“Para que existe a lei da ficha limpa se a propaganda suja contamina a eleição?”, questionam.

Por fim, os juristas requerem audiência com a mnistra:

“É nesse sentido, invocando a legislação eleitoral e a Constituição da República, que os signatários requerem: i) Reunião pessoal com Vossa Excelência, digníssima Ministra Presidente do Tribunal Superior Eleitoral; e ii) Urgentes providências desse egrégio Tribunal, promovendo todas as medidas que estão sendo requeridas pela “Coligação Brasil Feliz de Novo” nos autos da AIJE nº. 0601771- 28.2018.6.00.0000 e os atos de oficio que essa Corte saberá tomar, para que a República Brasileira não seja manchada por interferências exógenas no resultado das urnas nas eleições, e que certamente reverberariam por toda sua História.”

Rosa Weber ainda não respondeu.

A carta é assinada, entre outros, por Lenio Streck, José Sepúvelda Pertence, Celso Antônio Bandeira de Mello, Kakay, Alberto Zacharias Toron, Carol Proner, Leonardo Yarochewsk e Pedro Serrano.



No DCM
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Esse material foi produzido pelo Núcleo de História Oral da UFMG, com o objetivo de promover informações que sejam acessíveis e rápidas sobre a conjuntura atual. O áudio tem no máximo 30 segundos e abordam assuntos urgentes, como: as fake news que o bozo vem disseminando; a falsa ideia que o PT acabou com o país ou até mesmo o risco que a nossa democracia está correndo.

Voz dos áudios: Professora Miriam Hermeto, do Departamento de História da UFMG.

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As propinas do Nardes, o autor da farsa das pedaladas fiscais


O colunista Lauro Jardim revela 1 dos esquemas de corrupção do conselheiro do TCU João Augusto Nardes, aquele que inventou a fraude das pedaladas fiscais – o argumento usado pela equipe da Janaína Pascoal, contratada por R$ 45 mil pelo PSDB, para elaborar o pedido de impeachment fraudulento da Dilma que foi usado por Eduardo Cunha para o golpe.

Cabe recordar que Nardes tem envolvimento tentacular com esquemas corruptos. Outro dele é o esquema investigado [ou, a essas alturas, abafado] pela Operação Zelotes, em que Nardes recebeu milhões de propinas para safar o grupo de mídia RBS/Globo no CARF.

Na coluna em O Globo, Lauro Jardim cobra do TCU a demissão de Nardes, devido à contundência das provas de corrupção. Tem até recibo de pagamento de mensalidade escolar dos filhos do pilantra:

Nas delações de Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário de Transportes do Rio de Janeiro, e do seu irmão Juscelino, foram apresentados como prova da propina paga a Augusto Nardes dois boletos bancários.

Eram referentes às mensalidades da Escola Americana de Brasília dos filhos do ministro do TCU. Um, de R$ 5,1 mil, e o outro no valor de R$ 5,7 mil.

Isso tudo, claro, fora os depósitos em conta na corretora Advalor e dinheiro vivo entregue ao ministro, segundo os colaboradores.

E o que o TCU acha dessa delação, aliás já homologada? Decidiu que só afastará algum ministro se houver a abertura de uma ação penal.

Nardes recebeu um total R$ 2,140 milhões em propinas aos longo dos anos, de acordo com os delatores”.

Jeferson Miola
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O que Bolsonaro fez na vida para querer ser Presidente da República?

https://www.balaiodokotscho.com.br/2018/10/20/o-que-bolsonaro-fez-na-vida-para-querer-ser-presidente-da-republica/

Antes de sair para votar no próximo domingo, o eleitorado brasileiro poderia se fazer esta singela pergunta aí do título.

Pensem, por exemplo, em duas ou três coisas que ele tenha produzido em seus 28 anos como deputado federal ou nos anos em que serviu o Exército.

Não se tem notícia de nada que possa ter melhorado a vida dos brasileiros.

Qualquer cidadão brasileiro com mais de 35 anos pode ser candidato a presidente, claro, mas quando ele comunicou a seus colegas da bancada da bala que entraria em campanha, ainda no início de 2015, ninguém o levou a sério.

Parecia apenas mais uma bravata do deputado do baixo clero, que só chamava a atenção do plenário por seus discursos de ódio contra o PT e os movimentos sociais identitários (mulheres, negros, índios, gays) representados no parlamento.

Sem espaço na mídia e sem dar muita bandeira, Bolsonaro começou a montar silenciosamente uma ampla rede de apoiadores na internet, que se mobilizavam para recebê-lo em aeroportos e nas festas de formação de militares e policiais pelo Brasil afora. Criou-se o “Mito”, o candidato fake.

Assim que começaram a ser divulgadas as primeiras pesquisas presidenciais, seu nome já aparecia em segundo lugar, com cerca de metade das intenções de voto do ex-presidente Lula, empatado com a eterna candidata Marina Silva.

Não se dava muita bola para aquele tipo excêntrico e beligerante, achando que era só fogo de palha de eleitores em busca de uma “novidade”, um cavalo paraguaio destinado a guardar lugar para algum outro candidato de direita mais competitivo.

Mas o tempo passou, este candidato do establishment não se viabilizava, e a Justiça tratou de processar, condenar e prender Lula, até cassar definitivamente sua candidatura.

Sem Lula no páreo, o capitão reformado assumiu logo a liderança nas pesquisas, mas todos diziam que isso iria mudar assim que começasse o horário da propaganda eleitoral, em que ele só teria 8 segundos.

Estabilizado na faixa dos 20 pontos nas pesquisas, Bolsonaro jogou parado, sem apresentar qualquer projeto ou programa de governo, nem dizer o que pretendia fazer com o país caso fosse eleito, além de varrer o PT do mapa.

Aí aconteceu o episódio da facada em Juiz de Fora, o capitão passou de algoz a vítima, e dominou o noticiário político por várias semanas, enquanto o PT trocava Lula por Haddad, que logo subiria para o segundo lugar nas pesquisas.

Era tudo o que Bolsonaro precisava para não expor ao distinto público o seu absoluto despreparo para tratar de qualquer assunto de interesse nacional.

Com a velha política desmantelada pela Lava Jato, ele se apresentava como o candidato “fora do sistema”, embora fizesse parte dele por quase três décadas, a maior parte do tempo como deputado do PP de Paulo Maluf.

Agora ninguém se lembra disso porque ele é apresentado como o santo guerreiro “contra a corrupção”.

Seus anônimos colaboradores, um pequeno staff formado por três filhos, um advogado e um economista, chamado de “Posto Ipiranga”, aquele que tem todas as respostas, saíram então em busca de um partido de aluguel e, depois de namorar com vários, fixou-se no nanico PSL, tão desconhecido do grande público quanto o próprio candidato.

Depois de fracassar em várias tentativas para arrumar um vice civil, o capitão foi esnobado até pela pomba gira Janaína Paschoia, que acabaria eleita deputada estadual pelo PSL, com votação recorde.

Por falta de outras alternativas, o capitão só conseguiu arrumar um general de vice, certo Hamilton Mourão, o mesmo que já nos tinha ameaçado com uma intervenção militar pouco tempo antes.

A essa altura, porém, Bolsonaro poderia falar ou fazer o que bem quisesse, porque já tinha sido adotado pelo mercado e por setores da mídia, que desistiram dos outros nomes de direita anti-PT, por absoluta inviabilidade eleitoral.

Bolsonaro tornou-se então o único nome que sobrou para evitar a volta do PT ao poder.

E assim ele surfou no antipetismo até o final do primeiro turno, já beirando os 40% nas pesquisas.

No dia da eleição, subiu como um foguete, enquanto os votos eram apurados e, por pouco, não liquidou a fatura no primeiro turno.

Só agora ficamos sabendo como se deu a multiplicação dos votos das milícias bolsonaristas que, na esteira do capitão, elegeram um monte de cacarecos reacionários até outro dia anônimos.

A grande indústria de fake news montada pela guerrilha virtual, revelada esta semana pela repórter Patrícia Campos Mello, na Folha, foi uma verdadeira operação de guerra montada por um estado maior ainda misterioso, que apareceu na reta final da campanha do primeiro turno.

De nada adianta agora denunciar a manobra à Justiça Eleitoral, porque o estrago já estava feito por crimes continuados.

É jogo jogado, como costumam dizer os que defendem a velha máxima de que os fins justificam os meios.

Quem não gostou, que vá se queixar ao bispo, desde que não seja Edir Macedo, pois este já fechou o apoio incondicional da sua igreja midiática ao capitão.

Nosso Judiciário analógico, com toda sua pompa feita de ritos e rituais, agora vai levar anos para investigar o que aconteceu nesta guerra cibernética, para dar seu veredito quando o governo eleito, provavelmente,  já estiver terminando.

Depois de Jânio Quadros e Fernando Collor, é bem provável que o Brasil eleja mais um salvador da pátria amalucado, sobre quem a maioria do eleitorado pouco sabe, nem quer saber, porque o importante agora é derrotar o professor Fernando Haddad e tudo o que ele representa na luta pela emancipação do povo brasileiro.

Não por acaso, a chapa militar ganhou nesta reta final o apoio ostensivo do vetusto Estadão, em fase terminal, o mesmo jornal que apoiou Jânio, o homem da vassoura, o golpe militar de 1964 e a candidatura do “caçador de marajás”, em 1989, para impedir a vitória de Lula ou de Brizola.

Se alguém souber o que o capitão reformado Jair Messias Bolsonaro fez na vida para ser eleito nosso presidente da República, por favor, me diga. Ou pergunte no “Posto Ipiranga”.

Mas tem que ser logo, porque agora só faltam 8 dias para o Brasil eleger seu destino.

Vida que segue.

Ricardo Kotscho
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Programa Pensamento Crítico - Fascismo na América Latina


Fascismo na América Latina - Programa Pensamento Crítico: Programa de análise da conjuntura brasileira e latino-americana, produzido pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos, com a participação de Elaine Tavares, Waldir Rampinelli e Nildo Domingos Ouriques Nesse programa falando sobre o tema : Fascismo na América Latina.

Equipe: Pedro Cruz, Ana Shopia Sovernigo e Maicon Cláudio Da Silva


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Campanha de Zema em MG vai a R$ 2,9 mi, sendo R$ 600 mil sem identificação de doadores


O candidato do partido Novo ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema, informou à Justiça Eleitoral que irá gastar cerca de R$ 2,9 milhões até o final do segundo turno, um incremento de 318% quando em comparação com o primeiro turno. Na primeira fase do pleito, sua campanha declarou R$ 687 mil. O súbito impulso se deve, principalmente, a seis doações não identificadas que somam R$ 600 mil e a outros R$ 300 mil do dono da Rima Industrial, Antônio Vicintim, o que o torna o segundo maior doador da campanha de Zema.

Para a coordenação da campanha de Zema, segundo o UOL, como ele lidera a corrida eleitoral no estado, é natural o aumento das doações em prol da sua candidatura. O maior doador da campanha do candidato do Novo é o empresário Salim Mattar, dono da locadora Localiza, que chegou a se lançar como pré-candidato, mas abriu mão em prol de Zema. Ele doou R$ 700 mil. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) as doações não identificadas para Zema - que somam mais de 20% do volume no segundo turno - são ilegais. Neste caso, o candidato terá que devolvê-las ou repassar o dinheiro para o Tesouro Nacional.

A assessoria de Zema informou que "não há violação à lei eleitoral e nem à transparência". "O lançamento das doações deve ser feito em 72 horas e nem sempre esse prazo é suficiente para detalhar os doadores originários. A Justiça Eleitoral reconhece isso através de reiterados julgamentos, legitimando a praxe. A tempo e modo, ela será detalhada", informou por meio de nota.

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WhatsApp bane 100 mil usuários por ligação com fake news


O serviço de mensagens por aplicativo WhatsApp anunciou o banimento de 100 mil usuários no Brasil ao longo da semana passada por ligações com a disseminação de fake news e spams. Anúncio foi feito após a imprensa denunciar um esquema milionário de financiamento irregular por parte de empresários para favorecer a candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) e atacar o candidato do campo democrático, Fernando Haddad, e o PT.

Na sexta-feira (19), o WhatsApp bloqueou as contas ligadas às agências Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market, por estarem associadas ao esquema denunciado de envio de mensagens em massa por meio do aplicativo. O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho de Jair Bolsonaro, também teve a sua conta suspensa. Em julho, a rede social Facebook também fez uma ação semelhante e retirou do ar 196 páginas e 87 perfis falsos ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL).

Diante da repercussão provocada pela tentativa de burlar a legislação eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma investigação sobre o caso, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que a Polícia Federal abra um inquérito para apurar a disseminação massiva de fake news e identificar os empresários envolvidos no esquema.



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Nem Jabor escapa das ‘fake news’ do Whatsapp bolsonarista


E a onda das mensagens falsas continua à toda.

Recebo de uma leitora o print de uma mensagem encaminhada, proveniente de um telefone de Miami, Flórida (cujo final borrei na imagem pelo risco de tratar-se de um número clonado) com uma suposta entrevista tipo “pingue-pongue” com o cineasta Arnaldo Jabor, conhecido por seu ódio ao PT.

Que, entretanto, é menor, como ele próprio mostra no vídeo abaixo, onde reclama de que estão espalhando que ele votaria em Bolsonaro e Mourão e diz que jamais o faria, pelo fato de os dois serem “nazista”.

Mas, na mensagem de whatsapp, ele estaria dizendo que faria um “voto útil” no ex-capitão.

O esquema de mentiras segue a todo vapor, enquanto o TSE faz cara de paisagem.



Fernando Brito
No Tijolaço
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Eduardo Bolsonaro diz que basta um soldado e um cabo para fechar o STF - assista

Deputado e filho do candidato da extrema direita afirmou, em palestra antes do primeiro turno, que se o STF tentar impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”, afirmou


Filho do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Eduardo Bolsonaro deu mais uma declaração, no mínimo desrespeitosa e em tom de ameaça sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma palestra, pouco antes do primeiro turno, ele afirmou que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”.

A declaração foi em resposta a uma indagação de alguém da plateia sobre qual seria a reação do Exército no caso de impugnação da candidatura de Bolsonaro. Foi o suficiente para ele afirmar: “Mas aí eles vão ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força toda mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, questionou.

“Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular em favor dos ministros do STF? Milhões na rua ‘solta o Gilmar, solta o Gilmar’ (referência ao ministro do STF Gilmar Mendes), com todo o respeito que tenho pelo ministro Gilmar Mendes, que goza de imensa credibilidade junto aos senhores”, ironizou.




No Fórum
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Caso do disparo de mensagens no WhatsApp fere a lisura da eleição presidencial

O dano causado à lisura da eleição para presidente, pelo uso fraudulento da internet em benefício de Jair Bolsonaro, é irreparável e inapagável. Já atingido por desprestígio crescente nos últimos anos, o Judiciário está diante de um problema que põe à prova o discernimento, a coragem e a consciência de um bom número de magistrados. Não só do Tribunal Superior Eleitoral. E ainda da Polícia Federal, que em eleições anteriores comprometeu-se em facciosismos.

São vários crimes associados e simultâneos que se mostram na revelação da repórter Patrícia Campos Mello de que empresas pagaram ao menos R$ 12 milhões por pacotes de disparos em massa de mensagens, no WhatsApp, contra Fernando Haddad (PT). Já se sabe que uma das empresas de informática capazes desse serviço, por exemplo o Dot Group, pode lançar mensagens para 80 milhões de pessoas.

Gasto de empresas com candidatos é crime eleitoral. Toda ajuda financeira a candidato precisa ser declarada à Justiça Eleitoral, o que não se deu, até por sua origem ilegal. O uso de endereços eletrônicos deve ser fornecido pelo candidato ou seu partido, sendo ilegal a listagem com outra proveniência, como houve. Formação de quadrilha. Textos com falsidades, prática de fake news também ilegal. Abuso de poder econômico para influir no resultado de eleição. Embora o inventário possa continuar, já se tem aí o suficiente para deixar entalados os juízes dos tribunais superiores.

Apesar da prolixidade criminal e do seu propósito, feita a revelação, foi no exterior que ocorreu a repercussão devida à gravidade dos fatos. Mas não há omissão, ou mero e incomodado raspão no assunto, que esvazie esta dupla constatação: "o peso adquirido pela rede na formação da opinião nacional", como dito em editorial da Folha, é uma obviedade; a destinação do benefício gerados pelas ilegalidades é a outra.

A quanto chegou o impulso não se saberá com exatidão. Mas os saltos do percentual de apoio a Bolsonaro, depois de sua demorada lerdeza nas pesquisas, encontram no golpe dos empresários uma possibilidade de explicação mais convincente do que o tal ódio antipetista.

Esse velho sentimento não contou com fatos repentinos e repetidos que o levassem a espraiar-se nos saltos de tantos milhões de eleitores conquistados, em intervalos de 48 ou 72 horas.

Os juízes que devem se ocupar desse caso — supondo-se que não o despachem também para o futuro incerto — substituíram os candidatos na criação de expectativa. Alguns deles, como Luiz Fux, já fizeram afirmações claras sobre aspectos legais agora suscitados pelos empresários bolsonaristas. Mas imaginar algum indício em tai s precedentes será esquecer as decisões que levaram à crise de prestígio do Supremo e às críticas ao Superior Eleitoral. Apoiador de Bolsonaro ou de Haddad, espere sem esperança.

Pois é, Bolsonaro falou muito e à toa em fraude. Por algum motivo, fraude não lhe saía da cabeça.

Em tempo

Na internet há dois manifestos que merecem ser lidos, inclusive por serem os seus signatários quem são. Um é de economistas, entre eles um Prêmio Nobel. O outro, de juristas e advogados. Ambos refletem convicções e preocupações democráticas.

Janio de Freitas
No fAlha
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