8 de out. de 2018

Filho acusa Alexandre Frota, o queridinho de Bolsonaro


Filho de Alexandre Frota, Mayã Frota, de 18 anos, chama o pai, eleito deputado federal por São Paulo, com 153 mil votos, de “ex-ator pornô e ex-viciado em cocaína”, além de acusá-lo em uma série de posts no twitter de não pagar a pensão alimentícia requerida na Justiça. Por fim, Mayã sugere também que o pai queria que ele fosse abortado.


Alexandre Frota respondeu ao filho e foi –de novo– nojento. “Não sei se você sabe de tudo, mas quando foi concebido em um quarto de hotel em Brasília, eu e sua mãe, um bar tender na época, que conheci e na mesma noite saiu comigo para uma noitada, já havíamos enchido a cara na festa e resolvemos ir para o hotel. No hotel estávamos bebendo cheirando, fumando e fazendo sexo, ambos bem loucos. Eu e ela ok.”


Detalhe: na época em que ficaram juntos, a mãe de Mayã Frota, a personal trainner Samantha Gondin, era menor de idade, segundo o jornal carioca “Extra”.

Mas isso tudo, a tradicional família paulista, que acaba de eleger Alexandre Frota deputado federal, com 153 mil votos, considera irrelevante. Bom mesmo é que ele apóia Jair Bolsonaro e sua luta contra o PT. #SQN

E assim rasteja a hipocrisia desses moralistas imorais.

Em entrevista à Revista Quem, Alexandre Frota falou sobre Mayã.

“É um bloqueio muito simples o que eu tenho com o Mayã. Meus pais se separaram quando eu tinha 9 anos. Muito cedo eu estava sozinho na guerra. Outra coisa: eu não me preparei para ter esse filho. Ele não é fruto de um amor. É fruto de uma transa. A criança não tem culpa, é a frase chavão. Só que eu também não. Nasceu. Eu não fujo das minhas obrigações como pai. Dou dinheiro e faço tudo para estar junto nas datas, minha mãe e minha irmã são loucas por ele. Só que eu tenho que ser sincero. Eu não aceito. E não vou para psicólogo, para analista nenhum, não é a hora. Mais para frente, se eu quiser procurar ele e ele me aceitar está ótimo, se não quiser, está valendo. A vida é assim. Só que há poucos dias, eu comecei a conviver com o Enzo Gabriel, que tem 4 anos e é filho da minha namorada. Levo o Enzo para a escola, troco fralda, vou ao judô, ao cinema, ao teatro, brinco. Eu comecei a pensar, sabe… eu perdi um tempo com o meu filho. Uma criança de 4 anos está ensinando um homem de quase 50 anos a viver. Isso talvez um dia me aproxime do Mayã”.

No Jornalistas Livres
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Manuel Castells: Fernando Haddad é a única alternativa possível


O sociólogo espanhol Manuel Castells, um dos maiores pensadores da atualidade, divulgou nesta segunda-feira, 8, uma carta alertando para os riscos do crescimento do fascismo no Brasil, representado pela candidatura a presidente de Jair Bolsonaro (PSL) e pregou a união em torno da eleição de Fernando Haddad, o candidato da frente democrática. 

"Fernando Haddad é a única alternativa possível. É um acadêmico respeitável e moderado, candidato pelo PT, um partido hoje em dia desprestigiado por ter se envolvido no processo de corrupção generalizado do sistema político brasileiro. Mas a questão não é o PT, mas sim uma presidência de um Bolsonaro capaz de dizer a uma deputada, em público, que ela 'não merece ser estuprada'. Ou que o problema da ditadura não foi a tortura, mas sim que não tivesse matado mais ao invés de torturar", diz Castells.

Leia, abaixo a carta na íntegra:

Amigos intelectuais comprometidos com a democracia:

O Brasil está em perigo. E, com o Brasil, o mundo. Porque, depois da Eleição de Trump, a tomada do poder por um governo neofascista na Itália e da ascensão do neonazismo na Europa, o Brasil pode eleger presidente um fascista, defensor da ditadura militar, misógino, sexista, racista e xenófobo, que obteve 46% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial. Pouco importa quem seja seu oponente.

Fernando Haddad é a única alternativa possível. É um acadêmico respeitável e moderado, candidato pelo PT, um partido hoje em dia desprestigiado por ter se envolvido no processo de corrupção generalizado do sistema político brasileiro. Mas a questão não é o PT, mas sim uma presidência de um Bolsonaro capaz de dizer a uma deputada, em público, que ela "não merece ser estuprada". Ou que o problema da ditadura não foi a tortura, mas sim que não tivesse matado mais ao invés de torturar.

Em uma situação assim, nenhum intelectual, nenhum democrata, nenhuma pessoa responsável do mundo em que vivemos, pode ficar indiferente. Eu não represento ninguém além de mim mesmo. Nem apoio nenhum partido. Acredito, simplesmente, que se trata de um caso de defesa da humanidade. Se o Brasil, o país decisivo da América Latina, cair em mãos deste desprezível e perigoso personagem, e dos poderes fáticos que o apóiam, os irmãos Koch entre outros, nos precipitaremos ainda mais fundo na desintegração da ordem moral e social do planeta, a qual estamos assistindo hoje.

Por isso, escrevo a todos vocês, aos que conheço e aos que gostaria de conhecer. Não para que subscrevam essa carta como se fosse um manifesto de políticos, mas sim para pedir-lhes que tornem pública, em termos pessoais, sua petição para uma ativa participação no segundo turno das eleições presidenciais, dia 28 de outubro, e nosso apoio a um voto contra Bolsonaro, argumentando segundo o que cada um pensa e difundindo sua carta por meio de seus canais pessoais, redes sociais, meios de comunicação, contatos políticos, qualquer formato que difunda nossos protestos contra a eleição do fascismo no Brasil. Muitos de nós temos contatos no Brasil, ou temos contatos que têm contatos. Contate-mo-los. Um what's é suficiente, ou uma chamada telefônica pessoal. Não vai nos fazer um falta uma #. Somos pessoas, milhares, milhões potencialmente falando, no mundo e no Brasil. Ao longo de nossa vida, adquirimos com nossa luta e integridade uma certa autoridade moral. É hora de utilizá-la neste momento antes que seja muito tarde.

Eu farei isso, já estou fazendo. E rogo, simplesmente, que cada uma e cada um faça o que possa.

Manuel Castells, Doutor em sociologia pela Universidade de Paris, é professor nas áreas de sociologia, comunicação e planejamento urbano e regional e pesquisador dos efeitos da informação sobre a economia, a cultura e a sociedade.
Tradução: Marco Weissheimer
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Janaina Paschoal pode nos revelar os perigos vindos do bolsonarismo


Filósofo Paulo Ghiraldelli avalia bolsonaristas a partir do comportamento de Janaína Paschoal. Isso pode dar a dimensão real do que vem pela frente.

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A origem da onda de fake news: Steve Bannon

Steve Banno defensor da supremacia branca no USA atua na campanha de Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável do PSL, com o editor Steve Bannon
Foto: Reprodução Twitter
Steve Bannon


Ampliação do Caos.

Hoje li que Steve Bannon, ex-editor do site de notícias da extrema direita americana Breitbart, um dos mentores intelectuais da campanha de Donald Trump, estrategista da campanha do Brexit, consultor dos partidos neo-fascistas de toda Europa, foi chamado para ser consultor das campanhas do candidato do PSL à Presidência. Um dos #ElesNão publicou um tweet no dia 3 de agosto sobre a decisão de usar Bannon como consultor da campanha. 

A contratação de Steve Bannon pela campanha do Trump foi aplaudida pela organizações nacionalistas e neo-fascistas americanas assim como bem vinda pelo KKK e outras organizações de supremacia branca americanas. O tweet de Carlos #ElesNão, sinalizou aos neo-fascistas brasileiros e internacionais sobre a parceria das ideologias de extrema direita brasileira e da supremacia branca no Brasil também. 

Logicamente, Bannon não fala português, o que há entre as partes é uma compatibilidade ideológica que penetra limites de linguagem. Além da ideologia política, eles compartilham um histórico de intimidação e agressão à mulheres, no caso, esposas. Bannon também foi réu em processo de agressão e abuso da ex-esposa. Que em 1996 foi citada como vítima de enforcamento pelo marido. Assim como a ex do candidato à presidência do PSL, ela também não compareceu em juízo. Outra compatibilidade é o fato do candidato não ter feito nada na vida política em 30 anos que fosse substantivo, ou que fosse além de aumentar seu próprio patrimônio e o da família. Como no caso da família Trump e da família de Sarah Palin (candidata Republicana à presidência de extrema direita).

Essa ideologia de extrema-direita é como uma religião em que seus seguidores praticam formas diversas dela, mas que se encontram em facções baseadas em níveis variados de extremismo e intensidade. A posição deles é por exemplo, que o feminismo faz das mulheres “horríveis e feias”, os anti-concepcionais fazem das mulheres “loucas” e se estão sendo assediadas online, é “mimimi”, é só desconectar. 

Parte da tática de Bannon é chamada de “Ampliação do Caos”. Involve a criação do caos com fake news e informação duvidosa. Como por exemplo a divulgação da foto da tortura. As declarações antagônicas do candidato e do vice. As declarações inflamatórias sobre não aceitar o resultado das eleições. Isso tudo é projeto de Caos. Do começo ao fim.
Podemos esperar que se houver um segundo turno que essa ampliação deverá intensificar.
O que precisamos fazer para combater o caos: 

Precisamos combater o caos ideologicamente e racionalmente.

- Rejeitar enfaticamente todo e qualquer preconceito

- Ressaltar a importância de boas pessoas numa sociedade do bem

- Lutar com calma, compaixão e lógica por ideais concisos:

- Ideais Progressistas

- Ideais de Inclusão Social

- Ideais de Aceitação Cultural e Diversidade

- Precisamos estar coesos e termos argumentos que resolvam questões éticas inevitavelmente.

A campanha do PSL tem indivíduos perigosos, mais perigosa é a ideologia de extrema direita neo-fascista. Lute contra essas ideias, arrebente-as com razão e sensatez. Engula a indignação devida e empreende a obra surpreendente de investigar e colher estatísticas e fatos. 

Difamar os difamadores não é tão eficiente quanto expor as fraudes que são ou que cometem. Traga sensatez para o caos!

Ligia Morris
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Sakamoto: Bolsonaro fez discurso de derrotado

O que significa "acabar com o ativismo"?

Paulo Guedes se sentou à Direita do Chefe no discurso da vitória (provisória)
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Abatido, Bolsonaro fez discurso de derrotado e não do vencedor do 1º turno

Causou espanto a reação de Jair Bolsonaro (PSL) diante do resultado do primeiro turno das eleições. Seu discurso, transmitido através de uma live do Facebook, parecia o de um candidato derrotado e não daquele que recebeu 46% dos votos e têm um caminho mais fácil do que seu adversário, Fernando Haddad (PT) – que teve 29% – para o Palácio do Planalto.

Não só isso: Bolsonaro foi puxador de votos de seu partido, que deve ser o segundo maior na Câmara dos Deputados, saltando de oito para mais de 52 parlamentares, ficando apenas atrás do PT (56). E com um Congresso Nacional que promete ser eminentemente conservador, já tem o aceno das bancadas do agronegócio (...) e das corporações policiais e militares se vencer. Nunca a extrema direita teve uma votação tão grande no país. Sob vários aspectos possíveis, ele é o maior vencedor até aqui das eleições.

Contudo, o ex-capitão estava claramente abatido por não ter liquidado a fatura. O que mostra que não era bravata, ele realmente acredita no que disse no último dia 28, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes: ''Pelo que vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição.'' E completou: ''Se você ver como eu sou tratado na rua e como os outros são tratados, você não vai acreditar. A diferença é enorme''.

Do seu ponto de vista, portanto, não havia uma Presidência da República em disputa nas eleições, apenas um ritual para confirmá-lo como próximo mandatário neste domingo (7). Não admira, portanto, a frustração.

Caso confiasse nas pesquisas de intenção de voto, saberia que as coisas não sairiam do jeito que ele que desejava. Datafolha e Ibope, realizadas entre os dias 5 e 6 e divulgadas no sábado à noite, apontavam para 40% a 25% e 41% a 25%, respectivamente. Ele ganhou entre cinco e seis pontos e Haddad, quatro pontos, desconsiderando-se as margens de erro. Ambas mostravam que sua curva estava ascendente (e que isso poderia continuar acontecendo), mas que seria muito difícil atingir a maioria dos votos válidos até domingo.

O resultado dessa frustração foi um discurso com toques de esquizofrenia, paranoia e agressividade. Ao mesmo tempo em que prometeu acabar com a divisão do país, trazer paz e ''unir o nosso povo'', afirmou que vai acabar com toda forma de ''ativismo'', apesar de não explicar o que isso significa. Ativismo político, estudantil, sindical, empresarial, social, cultural? De direitos humanos, indo contra as leis brasileiras e os tratados internacionais que o país assinou? Ativismo, que significa a militância da sociedade voltada a mudar o que considera errado e apoiar o que acha certo? Se for isso, propôs tolher a liberdade.

Sem contar que também afirmou disse que o povo do Nordeste vota coagido no PT, região onde perdeu de Haddad, ignorando que o povo tem vontade própria – o que certamente não é um discurso apaziguador.

Além disso, apesar de bradar que o país está à beira do caos, colocou mais lenha na fogueira incentivando uma teoria da conspiração sem provas ao afirmar que as urnas foram fraudadas. Um de seus filhos havia compartilhado, ainda durante a votação, um vídeo que mostrava uma urna que autocompletava o número 13. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais afirmou que o vídeo era fake, uma montagem, e peritos do tribunal mostraram como foi feita a falsificação grosseira. Mesmo assim, isso foi o suficiente para criar uma onda de indignação e protestos entre seus eleitores. Há quem foi protestar à frente de prédios da Justiça Eleitoral.

''Vamos juntos ao TSE exigir soluções para isso que aconteceu agora, e não foi pouca coisa, foi muita coisa. Tenha certeza: se esses problemas não tivessem ocorrido, e tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro presidente da República decidido hoje'', afirmou Bolsonaro. Não importa que o resultado bateu com a pesquisa Boca de Urna Ibope, que deu 45% a 28%. Ele afirma que foi vítima de uma fraude, ou seja, algo ou alguém bloqueou o seu destino.

Esse tipo de declaração joga fora a legitimidade do voto popular e põe em risco a estabilidade do país. Já teremos muita dificuldade para evitar grandes comoções do lado derrotado, seja ele qual for, após o resultado ser confirmado dada a ultrapolarização em que nos encontramos.

Enfim, nada disso condiz com a situação privilegiada em que ele se encontra agora. Os discursos de Marina Silva e Geraldo Alckmin, cujas candidaturas tiveram rápida desidratação por conta da corrida pelo voto útil na últimas semanas, foram mais altivos e em nada rancorosos, ao contrário do dele.

Resta saber se realmente tem dúvidas sobre a possibilidade de sua vitória, se isso é uma tática para comover o eleitorado ou se essa é a forma com a qual age diante de frustrações.

Até porque, neste segundo turno, será chamado a participar de debates e entrevistas para expor mais detalhadamente suas propostas para o governo e a responder por declarações polêmicas dadas por ele, por seu candidato a vice, o general da reserva Hamilton Mourão (13o salário, ''branqueamento''…), e por seu assessor econômico, Paulo Guedes (CPMF, Imposto de Renda…). Bolsonaro pode se negar a ir e continuar produzindo vídeos, tuítes e memes para a rede.

(...) Mas depois, em 28 de outubro, não pode se frustrar caso o resultado não seja de seu agrado.
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Bolsonaro contesta urna que elegeu filho e aliados

Candidato é antidemocrático e preconceituoso

https://www.blogdokennedy.com.br/bolsonaro-contesta-urna-que-elegeu-filho-e-aliados/
O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é antidemocrático. O fato é que tem dificuldade de conviver com a democracia, com seu histórico de preconceito e autoritarismo. Hoje à noite, ele resolveu contestar e lançar suspeitas sobre as urnas eletrônicas que elegeram, com votação recorde, seu filho e aliados. Digeriu mal a aposta errada na vitória em primeiro turno.

Fernando Haddad, do PT, tem o desafio de criar uma frente ampla e democrática, que vá além do programa de governo petista. Aliás, o PT passou sufoco, mas chegou à segunda fase, na qual é preciso ampliar e falar menos aos convertidos. O desafio é fazer acenos concretos para Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e outros candidatos.

Num dia cheio de surpresas nas eleições estaduais e também na escolha dos congressistas, houve uma onda conservadora (efeito Bolsonaro) em Estados do centro-sul que turbinaram votações. Candidatos pegaram carona na subida de Bolsonaro nos últimos dias. As pesquisas captaram corretamente as tendências, com erros, naturais, no varejo. E houve, mais uma vez, movimentos de última hora do eleitor.

(...)

Mas se confirmou um segundo turno benéfico ao país e ao eleitorado. Os dois candidatos terão de expor seus programas e apresentar boas performances em debates e sabatinas.
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Boulos contra o fascismo


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Primeiro senador gay a se eleger tira a vaga de Magno Malta, aliado de Bolsonaro

Fabiano Contarato (Rede) foi o senador mais votado do Espírito Santo; homossexual, Contarato derrotou Magno Malta (PR), conhecido por suas posições conservadoras e aliado de Jair Bolsonaro (PSL)


O Brasil acaba de eleger seu primeiro senador assumidamente homossexual: Fabiano Contarato, da Rede. Professor, ativista dos direitos humanos e ex-delegado da Polícia Civil, o senador se elegeu pelo estado do Espírito Santo com 1.117.036 votos, o que equivale a 31,15% do total.

Casado e pai de duas crianças, Contarato, com sua expressiva votação, acabou tirando a vaga do candidato à reeleição Magno Malta (PR), aliado de Jair Bolsonaro (PSL), que chegou a ser cogitado para ser vice do capitão da reserva, e que é conhecido por suas posições conservadoras e contra os direitos da população LGBTI.

“Eu vou honrar o número de votos. Vou ser o senador que vai representar o Espírito Santo para reduzir a desigualdade social. Vou fazer cumprir o que está na Constituição”, afirmou o político em entrevista logo após o término da apuração.

Nas redes sociais, internautas comemoraram a eleição de Contarato e a derrota de Magno Malta.





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Mundo manda recado para o Brasil



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Porque os eleitores mais pobres estão votando na direita


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Frente ampla para derrotar o fascismo


É preciso evitar o impressionismo para analisar o resultado do primeiro turno. É certo que o desempenho da direita foi impressionante, e trouxe surpresas com a eleição de figuras marcadamente identificadas com o bolsonarismo, além de outros fenômenos que devem ser criteriosamente apurados no seu momento próprio.

O resultado do primeiro turno repetiu, em termos matemáticos, o cenário observado nas últimas semanas de ataques brutais contra Haddad e da campanha fascista, integrada inclusive pelo stf, que instaurou a censura e suprimiu a liberdade de expressão para silenciar Lula e não permitir que sua pregação a favor de Haddad chegasse ao povo.

Na média das pesquisas deste período, o quadro eleitoral estava estabilizado, com as candidaturas não-antipetistas alcançando 39,08% dos votos válidos, ao passo que a soma das candidaturas antipetistas totalizavam 60,92%.

Neste 7 de outubro, as urnas praticamente repetiram este cenário. As candidaturas não-antipetistas obtiveram 42,36% dos votos, ao passo que as candidaturas antipetistas alcançaram 57,63%, conforme demonstrado no quadro:

votos nao-antipetistas

Bolsonaro teve, individualmente, um crescimento de 4,68% em relação à sua performance nas pesquisas. Este crescimento, contudo, se deveu não às custas da diminuição dos votos do campo não-antipetista, pró-Haddad, mas às custas da desidratação das candidaturas antipetistas.

Houve um esforço orquestrado do antipetismo para concentrar o voto útil de Marina e Alckmin em Bolsonaro e tentar liquidar a eleição no primeiro turno, por temor de perder no segundo. Aliás, o capitão que se acovardou, amarelou e fugiu do debate final no primeiro turno, já confessou seu medo de enfrentar Haddad no segundo turno [ler aqui].

O segundo turno inicia com o mesmo desafio que os setores democráticos da sociedade assumiram no primeiro turno, de resistir e derrotar o bolsonarismo, porque é vital deter o fascismo.

É preciso, antes de tudo, unir o amplo campo social do não-antipetismo, representado em Haddad, Ciro, Boulos, Vera Lúcia, Goulart Filho no comando da frente antifascista e a favor de direitos humanos fundamentais como emprego, moradia, escola, acesso à Universidade, diversidade, respeito, dignidade e paz.

Em segundo lugar, Haddad deveria convidar para integrar o comando da campanha da luta contra o fascismo pelo menos 2 figuras fundamentais: Ciro Gomes e Guilherme Boulos, cujo gigantismo ético-ideológico dispensa justificativas.

E, por fim, é necessário planejar estrategicamente a campanha, tendo como meta realizar o potencial eleitoral do campo democrático-popular na última pesquisa em que Lula figurou, que correspondia a 55,13% dos votos válidos, conforme quadro acima.

Um fator imponderável no resultado do segundo turno será o posicionamento que a Rede Globo terá diante da guerra comercial e de domínio hegemônico – e, portanto, de sobrevivência – que travará com a Record sob o regime bolsonarista.

Jeferson Miola
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Dá para Virar

Os resultados do primeiro turno, embora chocantes para alguns, face ao crescimento de última hora da candidatura fascista, não chega a ser surpreendente, se levarmos em consideração alguns fatores básicos:

1) O principal candidato transformou-se em preso político e foi impedido de concorrer e de falar.

De fato, caso Lula pudesse ter concorrido, como exigiu a ONU, a eleição já poderia ter sido definida em primeiro turno, a favor do PT. Lula, nas últimas pesquisas tinha cerca de 44% das intenções voto. Com ele na disputa, Bolsonaro não passava dos 20%. Lula poderia ter facilmente ganhado a eleição em primeiro turno, “puxando” consigo muitos candidatos a outros cargos eletivos. A situação seria hoje completamente diferente. O Judiciário, dessa forma, deu contribuição inestimável para ascensão do fascismo no Brasil.

2) A criminalização da política promovida pela dobradinha Mídia/Lava-Jato enfraqueceu os partidos tradicionais e destruiu o centro político, favorecendo a opção da extrema direita.

O enfraquecimento dos partidos políticos tradicionais, principalmente os do mal chamado centro, já era esperado. Contudo, tal enfraquecimento foi além do esperado e, na reta final da campanha e, especialmente, no dia da eleição, quando muita gente define o voto, houve intensa migração dos votos da direita tradicional para Bolsonaro.

Os votos da direita, pelas últimas pesquisas, somavam algo em torno de 60%. No dia eleição, ficou em torno de 57%. Não houve, portanto, um aumento do voto da direita. O que houve foi uma transferência maciça, de última hora, da direita tradicional para Bolsonaro. Assim, Alckmin definhou de 8% ou 9% para menos de 5%, Marina despencou de cerca de 4% para 1%; Meirelles caiu de 2,5% para 1,2% etc. Ademais, deve ter havido também um efeito band wagon, a tendência das pessoas de votarem no candidato mais bem colocado “para não desperdiçar o voto”.

Por seu turno, o campo progressista (Haddad, Ciro, Boulos, etc.) não perdeu votos na reta final. Haddad, por exemplo chegou a quase 30%, superando muitas estimativas.

Mesmo com toda a campanha de ódio e a prisão política do melhor presidente da história do país, o PT fez a maior bancada na Câmara Federal, mesmo perdendo 5 parlamentares da bancada atual, e participa, pela sexta vez, cinco vezes de forma consecutiva, do segundo turno das eleições presidenciais. Afora as segundas colocações que conseguiu em 1994 e 1998.

Ou seja, desde a redemocratização, o PT ou é primeiro ou segundo colocado nas eleições. Repetiu essa proeza por 8 vezes, desde 1989.

Nenhum partido conseguiu isso na história do país. Ante as circunstâncias, extremamente difíceis, não deixa de ser uma façanha política de resistência e resiliência.

Por outro lado, os partidos do golpe perderam bem mais que o PT, ficaram de fora da disputa do segundo turno e se transformaram, no máximo, em siglas médias, medíocres. O MDB, por exemplo, despencou de 66 deputados para 34. E o PSDB colapsou de 54 deputados para 39.

3) A crise política-institucional e econômica, criada basicamente pelo golpismo, tende a estimular candidaturas “alternativas” que propõe “soluções” simplistas e de força, como prisão, armamento, destruição de direitos, autoritarismo etc.

Isso ocorre no mundo inteiro. No Brasil não é diferente. A diferença aqui é que a mídia, o Judiciário e os partidos tradicionais cevaram o ovo da serpente do fascismo (algo que jamais aconteceria na Europa), com intuito de derrotar o PT. Agora, o país e sua democracia pagam um preço altíssimo por essa tática suicida e oligofrênica.

4) Parece que houve e há ingerência externa nas eleições, com o intuito de beneficiar Bolsonaro

O crescimento de Bolsonaro não pode ser dissociado da intensa e extensa campanha suja de fake news disseminada nas redes socais contra Haddad e outros candidatos progressistas. Trata-se, evidentemente, de uma tática da chamada guerra híbrida, promovida pelas agências de inteligência norte-americanas, em conluio com empresas privadas, como a Cambridge Analytica, para manipular fortemente a opinião pública. A campanha de Bolsonaro, que não tem sofisticação e articulação, deve estar recebendo apoio técnico e logístico para efetuar essa campanha suja a seu favor.

5) As candidaturas do campo progressista falharam em traduzir o que concretamente significa fascismo para o “povão”

A crítica contra o fascismo à homofobia, ao racismo, à misoginia etc., embora acertada, repercutiu num eleitorado que já não ia votar em Bolsonaro de qualquer forma. Faltou conquistar um eleitorado que não sabe concretamente o que isso significa.

Portanto, é necessário traduzir o que significa fascismo concretamente para a vida das pessoas. É preciso dizer que Bolsonaro odeia pobres, negros, índios e mulheres, que vai acabar com o 13º e com as férias, com as aposentadorias, com o ensino das escolas, com a saúde, etc.

Além disso, é necessário dizer que ele é acusado de corrupção, que ele é um político tradicional que sempre participou do sistema e nunca fez nada que prestasse, que é um entreguista que bate continência à bandeira americana, que vai entregar a Base Alcântara e o petróleo, que vai vender a Embraer à Boeing, etc.

Bolsonaro é um fenômeno emocional, sem consistência e sem propostas. Ele é uma cria bastarda do golpismo que tomou conta do Brasil. Já foi definido até, por um jornal australiano, como “o político mais repulsivo do mundo”.

Há, pois, esperança. Se todas as forças progressistas se unirem, inclusive aquelas do centro, e a campanha for bem feita, há, sim, condições de derrotar o “político mais repulsivo do mundo”, que envergonhará o Brasil perante o planeta.

Cerca de 40 milhões pessoas não votaram ou votaram branco ou nulo. Há muito potencial para angariar votos.

Se deixarem Lula falar e participar da campanha, como a ONU exige, a tarefa de derrotar essa ameaça gravíssima à democracia brasileira será muito mais fácil.

Não é hora de ambiguidades e hesitações. Todos os que tem um mínimo de racionalidade sabem bem que Bolsonaro seria um completo desastre. Desastre político, social e econômico. É completamente despreparado e não reúne as condições para reconciliar o Brasil. Ao contrário, com ele, a crise se agravará muito.

A História não perdoará os covardes e os omissos.

Marcelo Zero
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Qual o balanço do primeiro turno?


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Começa o movimento: Haddad para o centro; Bolsonaro para a direita


As declarações dos três principais candidatos após as eleições delineiam os caminhos do segundo turno.

Ciro  saiu forte e, na prática, colocou as cartas na mesa: não admite apoiar “um fascista” e disse que não ficará omisso. Só se pode esperar que, numa negociação digna, estará com Haddad. E rápido, de modo a não deixar que seu eleitorado se dilua com um impasse.

Fernando Haddad, numa fala serena e segura, deu todos os sinais de que pretende reunir todos os que se dispuserem a formar uma frente democrática, antifascista. Deixou claro que não quer apenas que lhe ofereçam apoio, mas fez, indiretamente, um convite a integração no governo.

O PT terá de entender que, embora por diversas razões deploráveis, o PT, fora do Nordeste, teve um mau resultado eleitoral.

Tem, a seu favor, o fato de que os três maiores eleitorados do país – São Paulo, Minas e Rio de Janeiro -, onde sua votação foi muito fraca, não definiram seus governos estaduais e deixam abertas as possibilidades de aliança ou, ao menos, algum grau de neutralidade do candidato que não assumir a campanha de Jair Bolsonaro.

João Dória, com as palavras mais duras, atirou-se nos braços de Bolsonaro. Empurra Márcio França para cima para Haddad.

Idem o fato de que a maioria dos Estados do Nordeste, onde venceu com larga margem, não haverá candidatos a governador em segundo turno querendo pendurar-se no candidato da direita.

Bolsonaro mostrou que pretende seguir a mesma estratégia de fazer uma campanha “fechada”: nada de entrevistas à imprensa, “lives” no Facebook e uma linguagem auto-suficiente.

Voltou a temas como homossexualismo, “Venezuela”, e outros que marcaram sua campanha. E não esqueceu de colocar ao seu lado, como papagaio de pirata, o “posto ipiranga” Paulo Guedes, como para sinalizar ao “mercado”  quem merece o apoio do mundo do dinheiro.

Não aproveitou sua votação para se mostrar um “não-radical” e fez vagos apelos a uma união nacional em que nada nele muda. O apoio com que acenou foi só o dos políticos que se reúnem em torno da perspectiva de poder.

Nem Merval Pereira, na Globonews, embora culpando sempre o PT, sentiu-se mal com o que chamou de “radicalização” de Bolsonaro levantando suspeitas de que teria vencido em primeiro turno não fossem as urnas eletrônicas.

A pergunta a fazer não é só se Bolsonaro chegou ao seu teto, é saber o quanto a onda que o empurrou pode se dissipar.

O fanatismo, porém, é algo que não se pode olhar com as lentes da razão.

Fernando Brito
No Tijolaço
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