3 de out. de 2018

Lewandowski manda Toffoli marcar entrevista de Lula

Moro vai deixar Toffoli marcar?


Por Reynaldo Turollo Jr., na Fel-lha:

Lewandowski autoriza entrevista de Lula, mas cabe a Toffoli marcá-la

Em nova decisão na noite desta quarta-feira (3), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevistas na prisão em Curitiba, onde está desde abril.

No entanto, Lewandowski encaminhou sua decisão ao presidente da corte, Dias Toffoli, para que ele delibere sobre a execução.

Isso porque, na segunda-feira (1º), Toffoli manteve suspensa uma decisão anterior de Lewandowski sobre esse assunto. Na prática, caberá ao presidente do STF decidir se executa a decisão agora e permite a entrevista ou se a suspende.

"Diante da possibilidade de nova avocação da jurisdição a mim conferida por distribuição realizada pela própria Presidência nesta reclamação e a fim de evitar-se tumulto processual, insegurança jurídica e instabilidade no sistema de Justiça, encaminhem-se os autos ao Presidente do Tribunal, o Ministro Dias Toffoli, para deliberar o que entender de direito", escreveu Lewandowski.

Desta vez, o ministro atendeu a um pedido do próprio Lula, que entrou mais cedo com uma reclamação no Supremo alegando que decisões da Justiça Federal no Paraná, que tem vetado entrevistas, têm tolhido sua liberdade de pensamento e a liberdade de imprensa.

(...)

No CAf
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Moro e evangélicos como cabos eleitorais impulsionam Bolsonaro


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Globo diz que Moro vazou a delação de Palocci com o objetivo de interferir nas eleições


Acredite se quiser: a Globo, parceira da Lava Jato deste o início, fez, nesta quarta-feira, sua primeira crítica aberta ao juiz Sergio Moro. Em editorial, o jornal O Globo, da família Marinho, diz que Moro vazou a delação do ex-ministro Antônio Palocci com o objetivo de interferir nas eleições, ou seja, atuando como cabo eleitoral contra o PT e seu candidato Fernando Haddad.

"Moro divulgou parte de delação que o ex-ministro Antonio Palocci, homem forte de Lula, fizera ao Ministério Público, na qual garante que o ex-presidente sabia do grande esquema de corrupção montado na Petrobras. Pela simples razão de que ele mesmo avalizara nomeações de técnicos da estatal na diretoria da empresa, mas subordinando-os ao PT, PMDB e PP. Palocci terminaria fechando acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Moro fez com que se recordasse o caso do grampo de Lula e Dilma, agora com evidências de tentativa de interferência no primeiro turno das eleições presidenciais, a ser realizado domingo que vem", diz o texto.

"Resta de tudo isso uma chamada de atenção para que os poderes da República, em todas as instâncias, se vacinem para não serem contaminados por lutas pelo poder — legítimas, quando são travadas por meio do voto, com lisura; mas condenáveis, se ocorrerem em manobras obscuras dentro de segmentos da máquina do Estado que não podem perder o respeito da sociedade", afirmam ainda os editorialistas.

Coincidência ou não, a delação de Palocci foi usada na propaganda política de Geraldo Alckmin e até Aécio Neves, flagrado nos grampos da JBS, posou de honesto e usou a delação de Palocci para atacar o PT.
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Marcos Coimbra comenta pesquisas eleitorais


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Sem candidato, a mídia monopolista naõ consegue dar continuidade ao golpe


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PT parte para o ataque


O PT inicia na manhã desta quarta-feira (3) a batalha que marcará o segundo turno: Haddad contra Bolsonaro. O partido veicula no horário eleitoral gratuito um vídeo que você pode assistir logo abaixo demonstrando como Bolsonaro, que pretende se apresentar com alguém "contra o sistema" é, na verdade, expressão condensada do golpe de Estado e dos ataques aos direitos dos trabalhadores e mais pobres do país. O programa não embarca na discussão sobre valores morais e costumes, e concentra-se unicamente nos temas econômicos relativos à vida cotidiana.

O vídeo é contundente e apresenta alguns dos votos de Bolsonaro na Câmara dos Deputados para apresentar sua face verdadeira aos eleitores. Diz o narrador do vídeo, enquanto são apresentadas imagens e legendas ao redor das votações do candidato fascista:

"Bolsonaro foi o único deputado que votou contra o Fundo de Combate à Pobreza; votou contra a valorização do salário mínimo; votou contra os direitos dos trabalhadores na reforma trabalhista de Temer. Mas quando foi para aumentar o próprio salário, ele votou a favor".

A seguir, entram dois homens e uma mulher falando: "Contra o Bolsa Família, volta contra o salário..." (homem) e "Um cara desse quer governar o meu país" (mulher) e "Chega, né. Já basta o Temer"

O narrador encerra o vídeo assim: "Não vote em quem sempre votou contra você. Bolsonaro não".

Assista o vídeo:

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Voto em Boulos e estou com Haddad

A eleição, é bom lembrar, não vai resolver nenhum dos nossos problemas. Não será um bom presidente ou mesmo um improvável bom Congresso que, por si sós, desfarão o golpe, restituirão os direitos, reabrirão o caminho para construção da democracia e da justiça social. É preciso ter força na sociedade, ter capacidade de mobilização e de luta. Afinal, se a democracia eleitoral foi uma conquista obtida depois de muitas batalhas – da classe trabalhadora, das mulheres, de outros grupos subalternos –, ela também é uma armadilha, por nos fazer acreditar que as disputas se resolvem com um voto a cada quatro anos. Não é assim. O golpe de 2016 deveria nos bastar para saber disso.

Mas se a eleição não vai resolver nossos problemas, ela pode, dependendo do resultado, piorá-los muito. A ameaça fascista que está à nossa frente significa o aprofundamento de todas as políticas do golpe, com a destruição generalizada de direitos e liberdades e o possível retorno do terrorismo de Estado. Não é alarmismo; é o que nos diz uma reflexão serena sobre o momento. Estamos a um passo do mergulho na barbárie.

E, contra isso, só contamos mesmo com as forças que estiveram contra o golpe. Não há mais espaço para ilusões com um amplo #EleNão. O “mercado”, isto é, a burguesia adere em peso a Bolsonaro. O latifúndio. A mídia, com um ou outro bolsão de pudor. As igrejas empresariais. A velha elite política, incluídos aí Geraldo Alckmin e Marina Silva, que já sinalizam uma “neutralidade” cúmplice no segundo turno. O aparelho repressivo de Estado (com direito a campanha aberta da sra. Moro).

Diante disso, vejo gente apontando que é necessário centrar forças naquele que tem mais chances contra o candidato fascista – isto é, construir desde já a unidade em torno da candidatura de Fernando Haddad. Embora respeite e até seja sensível a muitos dos argumentos, creio que o ideal é, ao contrário, fortalecer uma posição à esquerda do PT (e à esquerda do futuro governo Haddad). É por isso que, no primeiro turno, vou votar na chapa composta por Guilherme Boulos e Sonia Bone Guajajara.

Com muitos problemas de coordenação, uma campanha capenga, pouco espaço e espremida numa conjuntura tensa demais para que uma mensagem um pouco mais complexa ganhasse a atenção devida, a chapa Boulos/Guajajara enfrentou uma campanha muito complicada. Mas tem alguns pontos que, mesmo assim, emergem e indicam que há, nela, sementes de um caminho para a esquerda brasileira.

Vou destacar apenas alguns deles. Primeiro, Boulos e Guajajara têm um entendimento muito claro de que é necessário enfrentar problemas urgentes com soluções imediatas, mas sem depreciar o horizonte mais amplo da transformação social. Isto é, buscam evitar tanto o possibilismo estreito que foi o maior limite da experiência petista quanto a pretensa “radicalidade” de quem não mete a mão na massa porque só aceita o melhor dos mundos. Não há uma fórmula pronta para trilhar esse caminho, já que sempre permanece a tensão potencial entre o curto e o longo prazos. Mas Boulos e Guajajara oferecem uma consciência aguda de que essa questão precisa ser levada em conta.

Em segundo lugar, como bem mostra a atuação dos movimentos sociais que eles lideram, Boulos e Guajajara sabem que a política se faz com negociação – mas que negociar não significa abandonar princípios.

Em terceiro lugar, o programa e o discurso da chapa Boulos/Guajajara revelam a preocupação de articular a pauta do combate a diferentes formas de opressão e dominação presentes na sociedade com a pauta anticapitalista. Uma vez mais, não há nenhuma receita a ser seguida, mas sim a consciência de que a esquerda do século XXI precisa produzir um projeto de sociedade que contemple as demandas emancipatórias do diferentes grupos oprimidos, conjugando os eixos de classe, de gênero, de sexualidade, de raça etc.

Por fim, mas não menos importante, Boulos e Guajajara encarnam uma esquerda que não é petista, mas isenta de antipetismo. Sua postura na luta contra o golpe que derrubou a presidente Dilma e contra a perseguição ao ex-presidente Lula é inatacável. Sua crítica aos limites dos governo do PT não deixa de reconhecer os avanços – alguns diriam até que Boulos destaca demais esses avanços – e jamais se confunde com as críticas da direita. Mas faz a crítica. E é necessário fazê-la, seja porque o programa do PT aponta para uma transformação limitada da sociedade brasileira, seja porque o PT insiste nas mesmas estratégias políticas que nos deixaram vulneráveis ao golpe de 2016 e à ascensão da extrema-direita (em particular, a baixa politização do debate público).

A candidatura de Boulos e Guajajara entende que nossos desafios não têm solução pronta, nem serão superados apenas por meio das famosas “instituições”. Seu horizonte não é a comemoração da vitória ou a festa da posse. Seu horizonte é a continuidade do trabalho de organização, de educação política, de luta popular. O voto na chapa do PSOL é importante para sinalizar o comprometimento com este projeto.

Mesmo que outras considerações levem a outras opções eleitorais, é fundamental ter isso em mente. Eu voto em Boulos e Guajajara porque são eles os únicos que apontam com clareza nessa direção. Mas você que vota em Haddad ou mesmo em Ciro pode, deve abraçar também essa compreensão. Nosso trabalho cotidiano continuará a ser necessário. Se tudo correr bem, será necessário para apoiar um presidente de centro-esquerda quando ele quiser avançar e sobretudo para pressioná-lo quando ele estiver tentado a ceder. E, se tudo der errado, será mais necessário ainda, para garantir a nossa sobrevivência.

Luis Felipe Miguel
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Canal de denúncia de fake news pelo WhatsApp recebe 5 mil mensagens em 12 horas


Criamos um canal pelo WhatsApp para receber denúncias de notícias falsas que circulam pela internet, em especial pelo whatsapp, com mentiras sobre Lula, Fernando Haddad, Manuela d’Ávila e o PT. O número foi divulgado há cerca de 12 horas  e já recebemos mais de 5 mil mensagens com denúncias de Fake News, boatos e calúnias. Informamos que estamos dando encaminhamento a todas elas com o nosso setor jurídico e combatendo todas elas com a verdade.

Exemplos de fake news desmascaradas

1. Inventaram um boato estapafúrdio segundo o qual Fernando Haddad teria dito que crianças com mais de 5 anos seriam propriedade do Estado, e que o ex-ministro decidiria compulsoriamente sobre seu gênero. Não se deixe enganar: é mentira!

2. Outra fake news é que Haddad e Manu perseguem as igrejas evangélicas. Mentira! A coligação “O Povo Feliz de Novo” lançou um panfleto “O Amor vai vencer o ódio – O que os evangélicos querem para o Brasil” com propostas diretas para o setor.

3. Está circulando também pelas redes notícias absurdas de que o PT confiscaria a poupança. Outra MENTIRA! O PT e seu candidato Fernando Haddad NUNCA propuseram esse confisco.

4. CUIDADO! Pesquisas de intenções de votos FALSAS também estão circulando na internet com números absurdos que não refletem a realidade. Confiem apenas em pesquisas divulgadas por grandes veículos e pelo nosso site lula.com.br

Nos ajude a denunciar. Combata mentiras, boatos e fake news!

DENUNCIE pelo WhatsApp – 11 993223275

Conheça o site especial Combata Fake News no site do Lula https://lula.com.br/combatafakenews/

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Alerta de Anita Leocádia Prestes


No grave momento que atravessamos, às vésperas de eleições gerais, marcadas pelo perigo de um retrocesso de caráter autoritário e fascista, que poderá ocorrer com a eleição para presidente da República do capitão Jair Bolsonaro, sinto-me no dever de alertar amigos e companheiros para o risco que as forças democráticas e populares em nosso país correm neste momento – a volta de uma ditadura semelhante à que, durante 21 anos, perseguiu, prendeu, torturou e matou milhares de compatriotas.

Dirijo-me aos admiradores e seguidores de Luiz Carlos Prestes, meu pai, lembrando-lhes que , em 1989, para tentar derrotar Fernando Collor, o candidato da direita, sob a orientação de Prestes, apoiamos a candidatura de Lula, apesar de todas as restrições que sempre lhe fizemos.

 Da mesma maneira, hoje para derrotar a direita fascista é necessário votar em Fernando Haddad, o candidato de Lula, apesar de reconhecer a grande responsabilidade do PT, seu partido, pela situação crítica hoje criada em nosso país.

Todos unidos pela derrota do fascismo!

Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2018.

Anita Leocádia Prestes
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Nas manchetes, tribunais mentem, manipulam e agora atacam "ódio, radicalismo"


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Haddad e a matemática do antipetismo


Os 2 fenômenos mais relevantes revelados na pesquisa Ibope de 1º/10 são [1] a interrupção do crescimento do Haddad e [2] a resiliência do Bolsonaro, que impediu sua queda. O Datafolha divulgado em 2/10 coincide nos resultados.

Examinando-se a série de levantamentos realizados a partir de 20 de agosto, quando Lula figurou pela última vez nas pesquisas eleitorais, constata-se as seguintes realidades:

série de pesquisas ibope
  1. em 20/8 Lula atingia 37%, com perspectiva de vitória no primeiro turno. A soma dos votos do polo não-antipetista [Ciro, Boulos e Vera] alcançava 43%, enquanto os candidatos antipetistas, aqueles que fazem do antipetismo sua razão primordial de ser e de existir, somavam 35%;
  2. na primeira simulação como substituto do Lula [em 20/8], Haddad arrancou com 4%. Os votos não-antipetistas caíram para 15% e os votos antipetistas saltaram para 46% – alcançando patamar que se sustenta até hoje;
  3. a partir da terceira semana de setembro o cenário que hoje conhecemos já estava cristalizado:
    1. a eleição polarizada entre Haddad e Bolsonaro, com possibilidade remota de qualquer outro candidato, que não eles, passar para o segundo turno;
    2. Haddad estacionado ao redor de 21% e os votos não-antipetistas estabilizados na faixa dos 32-34%. Nas semanas seguintes, Haddad não conseguiu sustentar o crescimento diário de quase 1%;
    3. Bolsonaro conseguiu manter-se estável ao redor de 28-30%. Os votos antipetistas ficaram estáveis na faixa de 48-51%.
Este quadro evidencia que:
  1. o silêncio e a incomunicabilidade imposta a Lula está surtindo o efeito planejado pela ditadura Globo-Lava Jato. Manter Lula preso, amordaçado e sem comunicação com o povo é questão de vida ou morte para a estratégia eleitoral do regime. O estabelecimento da censura e as patifarias de Fux e Toffoli para impedir entrevistas do Lula devem ser entendidas neste contexto;
  2. sem a presença do Lula na eleição, Haddad não se beneficiou plenamente do potencial de transferência de votos do Lula a ele, e o não-antipetismo não conseguiu recuperar o índice que tinha em 20/8 [43%];
  3. para o establishment, pouco importa se o bolsonarismo representa uma tragédia para o Brasil, porque o essencial é impedir de qualquer maneira o retorno do PT ao governo. O antipetismo é, portanto, o critério em torno do qual se desenrola a eleição;
  4. o terrorismo antipetista na mídia liderada pela Globo, nas igrejas neopentecostais, nas mídias sociais, no judiciário etc, tem sido bastante eficaz. A armação do Moro com a delação fraudulenta do Palocci, que é parte desta guerra suja contra Lula, o PT e Haddad, parece ter conseguido prejudicar Haddad.
O desempenho do Bolsonaro, por outro lado, é surpreendente; supera todas as projeções que se fazia. Ele conseguiu impedir a perda de votos e manteve-se estável, a despeito do movimento #EleNão e dos ataques pesados do Alckmin na propaganda partidária.

O candidato fascista acabou se beneficiando do ódio que a Globo dissemina contra o PT para favorecer o tucanato, e capturou esse lugar que a Globo cultivara para Alckmin.

As principais tendências do primeiro turno estão assentadas. Nesta semana derradeira da eleição, a Globo e a Lava Jato poderão promover novos atos terroristas para enfraquecer a votação final do Haddad no primeiro turno, neutralizando o tradicional crescimento que o PT costuma ter na reta final das eleições.

As recentes pesquisas não trazem grandes novidades, apenas refletem a realidade que já vinha se consolidando. A disputa eleitoral continua claramente polarizada entre a continuidade do golpe e a restauração da democracia; entre avanços e conquistas populares e retrocessos civilizatórios; entre Bolsonaro e Haddad.

O clima prefigura um cenário de segundo turno extremamente renhido, de disputa entre 2 destinos radicalmente opostos para o Brasil: ou vence a civilização, ou vence a barbárie neoliberal na sua versão racista, autoritária e misógina – na sua versão, enfim, fascista.

Jeferson Miola
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Como funcionam os grupos de Whatsapp de apoio a Bolsonaro

"Aos berros, um dos administradores pede para mostrar no grupo da família as tias, as mães, as avós. E mostrar o que a turma do “PT” e “Ciro” querem para o país. Na sequência, a solução seria Bolsonaro com sua frase de impacto: Deus acima de tudo", diz usuário do Facebook que acompanhou grupos de whatsapp pró-Bolsonaro.

Link na internet convida para acesso aos grupos de whatsapp pró-Bolsonaro.
Reprodução
Incluído por amigos em grupos de apoio a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no whatsapp, Vandson Holanda pedia “educadamente” para sair. Reincluído nas últimas semanas, ele resolveu acompanhar por “por curiosidade sobre o que os move a favor dessa figura do mal”. Nesta terça-feira (2), ele postou um “textão” em sua página no Facebook sobre a experiência, “a pior possível”, segundo ele.

“O que presenciei nesses grupos foi um trabalho aparentemente orquestrado por profissionais de marketing digital. Não posso afirmar se a origem é da cúpula da campanha do candidato, mas ele é o beneficiado direto da disseminação de notícias falsas através de vídeos editados que são muito mais difíceis de você, por mais esperto que seja, não cair na armadilha da informação errada”, relata Vandson.

Segundo ele, a tática é simples, “mas deplorável”. “Vale tudo para ganhar a presidência e os vídeos pelo zap tem sido cruciais, pois vêm dos seus amigos. A TV terá influencia zero nessa campanha”.

A narrativa comprova a blitskrieg – termo alemão que pode ser traduzido como guerra-relâmpago, uma tática militar que utiliza forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas tenham tempo de organizar a defesa – contra as manifestações que aconteceram no último final de semana, convocados pelas redes sociais sob a hashtag #elenão.

“A quantidade de vídeos editados mostrando mulheres com seios de fora no meio da multidão como se fossem no evento de sábado salta os olhos. Isso juntamente com palavras de baixo calão contra as participantes. “Atenção mulheres! Vcs se sentem representadas por essas “vadias”?” Palavras de um dos administradores do grupo que pedia para repassar o vídeo e a pergunta. Posts bem preparados para o whatsapp”, diz Vandson. Dos grupos de whatsapp, as postagens ganham páginas de seguidores de Bolsonaro no Facebook e Instagram.

Dos grupos de whatsapp, a tática chega às páginas de seguidores de Bolsonaro no Facebook.
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O relato comprova a tese do editor da Fórum, Renato Rovai, de que os bolsonaristas querem levar a guerra para o o campo moral.

“Num dos vídeos, o evento de sábado foi ligado a um outro acontecimento em que mulheres radicais quebram imagens sacras na visita do papa Francisco ao Brasil. Fato deplorável mas quem vê pensa que aconteceu sábado no evento do #Elenao. Aos berros, um dos administradores pede para mostrar no grupo da família as tias, as mães, as avós. E mostrar o que a turma do “PT” e “Ciro” querem para o país. Na sequência, a solução seria Bolsonaro com sua frase de impacto: Deus acima de tudo”, conta Vandson.

Whatsapp é a principal trincheira

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira comprova que o Whatsapp é a rede mais popular – 66% – utilizada pelos eleitores para se informar sobre seus candidatos. Segundo o levantamento, entre os eleitores de Bolsonaro são mais altas as taxas de leitura de notícias sobre política e eleições no WhatsApp (57%) e no Facebook (61%), e o compartilhamento de notícias.

O Datafolha mostra ainda que os eleitores do militar têm o índice mais alto de usuários de alguma rede social: 81%, contra 59% entre os eleitores de Fernando Haddad, 72% entre os eleitores de Ciro Gomes e 53% entre os eleitores de Geraldo Alckmin.

Vandson confirma os números, que resultaram no aumento da intenção de voto em Bolsonaro nas pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas nesta terça-feira (2). “A subida de Bolsonaro não se deu, nem de longe, por conta do ataque de Alckmin ou Marina ou Ciro ao Haddad na TV como alguns analistas sugerem. Mas, sim, por conta do ataque orquestrado contra o evento de sábado das mulheres de forma velada nas redes sociais sem deixar rastro: via whatsapp”.

Das ruas para a internet

Mesmo nos tradicionais folhetos entregues nas ruas, a campanha em prol das políticas defendidas por Bolsonaro levam o eleitor a conferir fake news disponíveis na internet.

Um folheto apócrifo distribuído na região central de Jundiaí, interior de São Paulo, nesta terça-feira (2), destacava em letras garrafais: “Projetos de Lei que atacam crianças, adolescentes e a sua família”, com temas como “sexualidade”, “ideologia de gênero” e “estão dizendo que as crianças podem ser pansexuais”.

Folheto apócrifo distribuído na região central de Jundiaí.
Reprodução

Embaixo, a publicação distribui um QR Code que remete ao link bit.ly/defendendoafamilia. Na página da internet, sem assinatura, instalada na plataforma blogspot, constam diversas postagens com vídeos que falam sobre temas polêmicos que já foram colocados em pauta por Bolsonaro – como questões relacionadas a ideologia de gênero, homossexualismo, “união poli afetiva” e “mudança de sexo pelo SUS”.

A primeira postagem, intitulada “Do que o Brasil precisa”, distribui um vídeo. Na primeira cena uma criança aparece falando que a professora “ensinou coisa errada, que menino usa saia, brinco e pinta a unha”. Ao final do vídeo, em um debate, aparentemente entre pastores, um homem diz que o “Dia das Crianças, neste ano, não será no dia 12 de outubro, será no dia 7 de outubro”, em referência ao primeiro turno das eleições. “Porque alguém vai ter que fazer a voz das crianças serem ouvidas nas urnas”.

Em seu texto no Facebook, Vandson diz que os candidatos democratas são fracos nas redes sociais e falam para “convertido”. ” Não foi a toa que, mesmo após o evento de sábado, o candidato do mal cresceu exatamente nas mulheres e nos pobres”.

E finaliza com uma dica para os candidatos democratas atuarem “forte nas redes sociais para falar fora da sua caixa com antídotos contra essa disseminação de vídeos montados via whatsapp e contra essa ação de difamação das mulheres que foram as ruas sábado”. Em caso contrário, ele acredita que Bolsonaro possa ser eleito. “Espero que não”, finaliza.

Plinio Teodoro
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As duas caras da Justiça

http://www.maurosantayana.com/2018/10/as-duas-caras-da-justica.html


Mesmo não sendo candidatos, dois magistrais e emblemáticos personagens marcarão, do ponto de vista histórico, as eleições deste ano.

O primeiro é um Ministro da Suprema Corte que afirma que a justiça tem que interpretar - como se devêssemos passar a publicar constituições sazonais - o que ele divinamente considera serem os “anseios” - de momento - da sociedade.

E, que sob a alegação de que qualquer manifestação ou declaração oriunda dele poderia influenciar o resultado do pleito, proibiu, como se estivéssemos sob regime de exceção, a realização de entrevistas com um ex-presidente da República.

O segundo é um certo juiz de primeira instância que faz o que quer neste país, ao arrepio da Lei e de uma Suprema Corte com raras exceções covarde e pusilânime, que fez exatamente o contrário.

Ao liberar trechos de uma pestilenta delação de conveniência, absolutamente fantasiosa e sem nenhuma prova concreta que a sustente, que estava guardada há meses em uma das muitas gavetas da verdadeira morgue em que se transformou a justiça brasileira - sempre disposta a experimentações dignas de um Dr. Frankenstein jurídico - a cinco dias da votação em primeiro turno para a escolha do Presidente da República, exatamente para influenciar, descaradamente, as mesmas eleições.

Como aliás tem sido feito, na undécima hora, sempre contra o PT, nos últimos anos, da produção de bombásticas capas de revista com farta utilização de photoshops mefistofélicos a outros recursos moralmente tão baixos, rastejantes, quanto o ventre de lesmas no concreto ou o umbigo de certos lagartos reptilianos.

Ora, quem pode mais - vide o processo espúrio de condenação de Lula em primeira e segunda instâncias e o seu impedimento de concorrer à Presidência da República, que com certeza mudaram o rumo das eleições deste ano - pode o que alguns poderão considerar menos, como cassar a palavra de alguém que foi condenado sem provas (mas não ao silêncio) e levantar “parcialmente” o sigilo de declarações de um acusado que - o mundo inteiro sabe - está pronto para fazer o que quer certa “justiça” e acusar também sem provas esse mesmo ex-presidente que já está preso e outras lideranças políticas, para tirar o seu da reta da seringa.

Com ou sem topete, a conclusão é que essas duas caras da justiça são só uma.

A mesma abominável face da parcialidade, de um partidarismo justiçalista - de justiçamento mesmo - seletivo, metediço e indecente.

Que distorce e retorce a lei como chiclete usado na boca de cachorro velho.

Sonegando ou oferecendo, a seu bel prazer, “informações”, da forma que lhe for mais conveniente, com o claro objetivo de manipular a opinião pública e interferir com os acontecimentos políticos, sem nenhuma coerência ou respeito pela legislação e a constituição - teoricamente - vigentes.

É essa justiça, moral e paradoxalmente cega pela animosidade e a hipocrisia - que sabe muito bem o que está fazendo - que está conduzindo pelo braço uma nação igualmente cega pelo ódio, o preconceito e a ignorância para o sombrio imponderável que se aproxima.

Para o escuro, profundo e inconsequente abismo fascista que se abre à nossa frente.
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Os bumbos do antipetismo

https://www.jb.com.br/colunistas/coisas_da_politica/2018/10/943456-os-bumbos-do-antipetismo.html

Entre sexta-feira e ontem, quando o Datafolha fez sua última pesquisa, Jair Bolsonaro cresceu quatro pontos, passando de 28% para 32%, apesar das manifestações nacionais que as mulheres fizeram contra ele no sábado. O petista Fernando Haddad encolheu de 22% para 21%, e se não se recuperar, irá para o segundo turno enfraquecido. O que deu impulso a Bolsonaro foi o troar do antipetismo, no discurso de Alckmin e concorrentes, através das manobras do STF para calar Lula e da jogada de Moro ao liberar a delação de Palocci. A guerra do segundo turno está se antecipando e será pesada, talvez suja mesmo.

Quem nunca ouviu alguém dizer que deixará o Brasil se Bolsonaro virar presidente? Pois trate de conferir o passaporte. Na simulação de segundo turno do Datafolha, o capitão cresceu de 39% para 44% e Haddad caiu de 45% para 42%. O instituto, com rigor metodológico, fala em empate técnico, mas o que temos aí é mesmo um quadro em que Bolsonaro derrota o petista. E pode ganhar mesmo, por mais espantoso que seja escrever isso, admitindo que uma maioria eleitoral ressentida e egoísta pode impor ao Brasil a opção pelo autoritarismo, pelo capitalismo mais arcaico e pela regressão nos costumes.

Ciro Gomes continua aparecendo como quem tem mais chances de derrotar o ex-capitão no segundo turno (45% a 39%), mas, no adiantar da hora, só um crescimento sobrenatural poderia levá-lo a ultrapassar o petista. A mesma pesquisa diz que 84% dos eleitores de Bolsonaro e 82% dos eleitores do petista declaram que não mudarão o voto. Isso finca os dois no segundo turno, mas hoje o petista chegaria fragilizado. A erupção do antipetismo barrou Haddad e fez sua rejeição subir de 32% para 41%. A de Bolsonaro, sob os ecos do #elenão, caiu de 46% para 45%.

O antipetista já era um ser amargurado muito antes de o PT, achando que podia fazer o que os outros sempre fizeram, cometer os erros que lhe foram cobrados com rigor nunca antes aplicado a outros partidos que, para governar, também transigiram com a corrupção e com o fisiologismo. O antipetista, que votava no PSDB, soltou fogos quando estourou o mensalão, mas tucanos e pefelistas não ousaram tentar o impeachment de Lula. O antipetista vibrou depois com a condenação e prisão de estrelas como Genoíno e Dirceu no julgamento da AP-470.

No segundo governo Lula, a ascensão dos pobres, os aviões cheios, os jovens pobres nas universidades, o sucesso internacional do Brasil e de Lula, tudo aquilo era intolerável, e o PT ainda elegeu Dilma. Mas em 2014, com o petrolão e a Lava Jato, pensou o antipetista, aquilo teria fim. Dilma se reelegeu. O PSDB juntou-se com o MDB para derrubar Dilma, mas o governo de Temer aprofundou a recessão e desnudou a corrupção emedebista. Os antipetistas trocaram então o PSDB por Bolsonaro. Ele não encarna exatamente uma extrema-direita, como a europeia, ou como Trump. Ele incorporou o espírito do antipetismo, acrescido de preconceito e de moralismo.

Nos últimos dias o candidato tucano Geraldo Alckmin adubou o antipetismo com suas peças de campanha: “votou Bolsonaro, elegeu o PT”, diz suas marchinhas. Todo seu discurso é sobre o “risco de o PT voltar”. Apontando o perigo oposto, o da vitória de Bolsonaro, Ciro também bate no PT. E a mídia repete o filme, publicando a delação de Palocci liberada por Moro.

Nesta hora tão sombria, vem de um lúcido representante da alta burguesia industrial, o empresário Ricardo Semler, sóbrias e sensatas advertências à sua classe, em artigo publicado ontem na Folha de S. Paulo: “Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queria e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas”.
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Altman: como enfrentar a ameaça fascista


Importante análise de Breno Altman - assista:



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MP do Trabalho decide processar dono da Havan por coagir funcionários a votar em Bolsonaro

Luciano Hang divulgou um vídeo, no qual ressalta que “se a esquerda ganhar” fechará lojas e demitirá empregados, o que foi considerado pela procuradoria uma maneira de coação


Após circular um vídeo nas redes sociais, no qual o proprietário da rede de lojas Havan, Luciano Hang, afirma que faz pesquisas com seus funcionários sobre em quem eles vão votar para presidente e, além disso, pede votos a Jair Bolsonaro e diz que não aceita que eles escolham candidatos de “esquerda”, o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) ingressou, nesta terça-feira (2), com uma ação judicial contra a rede. Na mensagem, Hang ressalta que “se a esquerda ganhar” fechará lojas e demitirá empregados, o que foi considerado pela procuradoria uma forma de coação, de acordo com informações de Marcello Corrêa, de O Globo.

O vídeo foi veiculado em uma rede interna, dirigida a colaboradores. No entanto, passou a circular nas redes sociais na segunda-feira (1). A partir daí o MPT recebeu pelo menos 27 denúncias. O órgão fez uma solicitação de tutela antecipada, para que a Justiça proíba o empresário de pedir votos aos trabalhadores de sua empresa. Agora, a Justiça do Trabalho vai decidir se concede ou não a liminar.

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Ameaçador de empregados pegou R$ 48 mi do BNDES de Lula/Dilma


A Procuradoria Eleitoral abriu inquérito contra um certo Pedro Zonta, dono da maior rede de supermercados do Paraná, o Grupo Condor, que mandou carta aos funcionários pressionando para que votem em Jair Bolsonaro e que  “a esquerda” vai promover “a desestruturação da empresas brasileiras”.

Os jornais publicam o assunto mas, para que você compreenda o que de fato significa o que estes picaretas estão fazendo, o Tijolaço foi buscar os valores que eles tomaram no BNDES, nos governos Lula e Dilma, para expandir os seus negócios e se exibirem como campeões da livre iniciativa.

O Grupo Condor fez nada menos que 38 operações de crédito subsidiado, num total de R$ 48.876.118,00, em valores não corrigidos, em financiamentos com juros entre 2,5 e 7,5% ao ano.

Ao menos cinco vezes mais baixos do que encontrariam no mercado.

Pelos dados públicos do BNDES não é possível saber se usou todo o valor, nas, a estes juros, difícil que não tenha aproveitado.

Dê uma olhada ao final do post, estão listados um por um os empréstimos.

Este é o caráter da parte dos empresários brasileiros que está chantageando seus empregados.

Sugaram nas tetas do Estado e, agora, arrotam a sua competência subsidiada para chantagear trabalhadores.

Num post próximo, vou mostrar os negócios da Havan, que está uniformizando e colocando em ordem unida seus trabalhadores para apoiar Bolsonaro.


Fernando Brito
No Tijolaço
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Sessão do STF, hoje, promete confronto Fux x Lewandowski


Não está na pauta da sessão de hoje à tarde do Supremo(a partir de 14 horas), mas será inevitável que seja levantada a questão do conflito de autoridade entre Ricardo Lewandowski e Luiz Fux, este apadrinhado por Dias Tóffoli. Reafirmada numa terceira decisão de mérito (leia aqui) de Ricardo Lewandowski, desta vez para permitir que o site  Sul21 tenha acesso à Polícia Federal em Curitiba, para entrevistar o ex-presidente Lula, a ordem – já se sabe – não será cumprida.

Nesta última, inclusive citando expressamente decisões anteriores de Cármem Lúcia e de Gilmar Mendes, Lewandovski deu-se ao trabalho de discorrer sobre os absurdos jurídicos, tanto da revogação de sua ordem por Luiz Fux quanto da decisão de referendar a atitude do colega tomada por Luiz Fux, o que ele próprio listou, em oito pontos:

i) não cabe Suspensão de Liminar contra decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal;

ii) é inadmissível a revisão de decisão de mérito de reclamação por meio de Suspensão de Liminar;

iii) partido político não é parte ilegítima para ajuizar a Suspensão de Liminar;

iv) a Suspensão de Liminar é incompatível com o objeto da Reclamação;

v) ocorrência de flagrante usurpação de competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal;

vi) inexistência de hierarquia entre Ministros da Suprema Corte;

vii) competência exclusiva das Turmas e não do Plenário para a apreciação dos recursos das Reclamações julgadas monocraticamente; e

viii) inocorrência de previsão regimental ou legal para ratificação de decisão do Presidente pelo Plenário da Corte em Suspensão de Liminar.

Lewandowski protesta contra o que seria a decretação, em liminar, do que na prática é uma “repercussão geral” de um ato judicial de Fux, que atingiria – pela proibição ser estendida a qualquer veículo de imprensa – ações diferentes daquela que foi parar em suas mãos.

Aliás, sobre isso, a pena de Lewandowski também é cortante.

Destarte, desprezando-se o fato de que o Presidente do Supremo Tribunal Federal encontrava-se no território nacional, mais precisamente na cidade de São Paulo (conforme consta da anotação de sua agenda oficial), e, portanto, com poderes jurisdicionais para apreciar a medida,inclusive por meio eletrônico, como é habitual, bem como a circunstância de que o Vice-Presidente também estava fora da Capital Federal, em pouco mais de uma hora depois da distribuição da Suspensão da Liminar,os autos foram surpreendentemente remetidos ao Ministro Luiz Fux que,em cerca de uma hora após seu recebimento, proferiu a decisão questionada e questionável

É provável que, por isso, tenhamos cenas lamentáveis na sessão de hoje, mas com uma diferença das tantas que por lá já vimos.

Não será um duelo de vaidades, mas o fim – ou a restauração – da ordem jurídica mínima. A confirmação do mérito da decisão de Lewandowski passou a ser menos importante – apesar de envolver o princípio da liberdade de imprensa – que a consumação de uma baderna judicial, onde o presidente da corte ou seu vice, se assim combinarem, pode ser a “2ª instância” de qualquer das causas julgadas pelos demais.

Se for assim, é o caso de pedir o boné ou se assumir como ministro de 2ª classe.

Vejam até onde a insânia judicial inaugurada por Sérgio Moro nos levou.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Ibope e Datafolha: A “grande jogada ensaiada” do mercado com o dólar


Para que serve financeiramente uma pesquisa eleitoral? Essa seria a pergunta fundamental a ser feita quando tudo no Brasil se tornou mercado financeiro. Mais do que denunciar a mudança de metodologia da pesquisa Ibope que, por sinal, foi seguida pelo Datafolha, apresentada pelo jornalista Luís Nassif, no Jornal GGN, algumas questões devem ser postas à mesa, antes de qualquer conclusão sobre a análise do resultado das duas pesquisas.

Enquanto os grupos de mídia do Brasil, principalmente a Globo, diversificam seu ramo de atuação, já que o negócio principal não é lucrativo, a percepção de que o mercado reage diretamente ao comportamento das pesquisas eleitorais, as tornam grande ferramenta de manipulação do câmbio e do valor das ações. Esse tipo de manipulação não é novidade, Joesley Batista, da JBS, realizou fortes lucros com a sua gravação “bomba” contra Michel Temer. Aliás, foi processado por fraudar o mercado financeiro dessa maneira.

Por outro lado, as demais pesquisas internas dos partidos e outros institutos não apresentaram tal variação tão favorável a Bolsonaro e desfavorável a Haddad. De fato, a mudança da metodologia do Ibope tornou os números incomparáveis com as pesquisas anteriores. Já o conjunto de explicações de Gerson Camarotti, na Globo News, antes da divulgação do resultado do Ibope, bem como a jogada ensaiada com Sérgio Moro, na liberação da delação fajuta de Palocci se somam a mais uma estranheza, a primeira vez que os números do Datafolha bateram com os do Ibope, o que nos traz menos certezas e mais dúvidas sobre o cenário eleitoral.

Certo que não houve manipulação dos números, nem da pesquisa em si. Os números e a pesquisa são reais. O que mudou foi o método de pesquisa, o filtro para ser mais exato, que beneficiou por demais Bolsonaro, em detrimento a Haddad. Surge daí, a questão primordial que se liga à primeira frase do texto: Por que a mudança no método, somente agora?

Nem é necessário abordar que a tentativa de causar desânimo entre os progressistas seria a primeira proposição. Mas, algo mais sutil e lucrativo pode estar por trás e que responde às duas perguntas, “por que agora?” e “para que serve financeiramente uma pesquisa?”. Agora, por que a eleição está próxima e se mata dois coelhos com uma única cajadada, causa desânimo e realiza lucro manipulando o câmbio, bem como o valor das ações. Surge daí, a segunda motivação de uma pesquisa, além de diagnosticar, provocar alteração na perspectiva eleitoral, que seja suficientemente capaz de impactar severamente na Bolsa de Valores. Dessa maneira, quem sabe antecipadamente que a bolsa subirá ou o dólar cairá, pode apostar na bolsa, sabendo previamente o que aparentemente seria aleatório.

Existe a possibilidade de erro nessa avaliação, é claro, mas, a confirmação virá nos próximos dias ou quando abrirem as urnas ou nas próximas pesquisas. Se for real, Bolsonaro terá menos votos que o levantado na pesquisa, tal como ocorreu em 2014, quando o Ibope e o Datafolha deram vitória a Aécio e erraram. Se abrirem as urnas e os números forem muito favoráveis a Haddad, a bolsa cairá e dólar subirá. Como agora é a hora de vender ações e comprar dólar, quem manipulou as informações, ao abrir a urna ou nas próximas pesquisas, comprará ações na baixa e venderá os dólares na alta. Simples assim, Joesley da JBS fez isso. Quem duvida que os grupos de mídia não fariam?

Fábio St Rios
No A Postagem
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Bolsonaro e as ondas eleitorais


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