13 de ago. de 2018

Wal, assessora fantasma de Bolsonaro, continua vendendo açaí em horário de expediente


A assessora do candidato a presidente da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL), Walderice Santos da Conceição, 49, continua usando dinheiro da Câmara para pagar o salário de uma funcionária de gabinete que vende açaí na praia onde o deputado tem uma casa de veraneio.

O nome de Wal foi citado no debate entre os presidenciáveis realizado pela TV Bandeirantes na última quinta (9). O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, perguntou a Bolsonaro "quem é Wal?".

A reportagem da Folha de S. Paulo comprou com Walderice um açaí e um cupuaçu, em horário de expediente da Câmara dos Deputados. "Ela afirmou que trabalha na loja, que leva seu nome, Açaí da Wal, todas as tardes, na pequena Vila Histórica de Mambucaba, a 50 km de Angra dos Reis. Minutos depois de a reportagem se identificar e deixar a cidade, ela ligou para a Sucursal da Folha em Brasília afirmando que irá pedir demissão", diz a reportagem.
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TromPTista Fabiano Leitão em Curitiba


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Cinco acciones de Fidel que hicieron historia en el mundo

Hoje Fidel Castro completaria 92 anos!


El mandatario fue un símbolo de resistencia en el continente, ante el avance de las fuerzas imperiales estadounidenses.

La figura de Fidel Castro no sólo fue un símbolo en Cuba sino también en el mundo, gracias a sus acciones en defensa del bienestar y la soberanía de la isla y sus habitantes.

Por esta razón, los cubanos y los pueblos del mundo rememoran sus acciones y evocan su legado.

Pulso con EE.UU. en defensa de los ideales de la Revolución

Desde su llegada al poder la relación entre Fidel y EE.UU. fue tensa y compleja. El bloqueo económico y financiero impuesto a la isla, la fallida invasión de Playa Girón y la crisis de los misiles, fueron algunos de los hitos en la diplomacia entre ambos países.

El acercamiento de la isla a la ideología de la URSS inició el pulso con EE.UU., en el marco de la Guerra Fría. La diferencia de posturas y la intención histórica de EE.UU. por controlar los designios de la isla, ocasionaron un choque constante entre el mandatario cubano y el Gobierno estadounidense.

Pese a ser sometido al bloqueo férreo de EE.UU., Cuba consiguió mantener su soberanía y Fidel se erigió como una figura de importancia en el contexto latinoamericano.

Campaña del alfabetización de 1961 y diseño del sistema de educación

La campaña de alfabetización de 1961 fue una aproximación a mejorar los niveles de educación entre la proporción relativamente grande de la población cubana que era analfabeta en 1959. Ocurrió a un costo relativamente bajo con voluntarios fuertemente motivados. En poco tiempo mejoraron ostensiblemente los índices de alfabetización.

La reorganización y expansión en Cuba del sistema educativo a principios de los años 60 también hizo que la educación fuese universalmente accesible y aumentara la inversión en las personas (capital humano). Como resultado, Cuba pasó del quinto lugar en Latinoamérica en alfabetización y matrícula en 1970 a ser el primero en 2007, un considerable logro.

Prestación de servicios médicos a América Latina y otros países

A finales de la década de los 90, Cuba tenía un importante excedente de personal médico, con doctores y enfermeras asignados a trabajar en pequeños hoteles turísticos y guarderías.

Posteriormente, ese excedente se convirtió en un importante activo humanitario, con la prestación de asistencia médica cubana a muchos países necesitados y la ampliación de la Escuela Latinoamericana de Medicina en las afueras de La Habana.

Los servicios de personal médico también se exportaron a otros países, y son retribuidos principalmente por el Gobierno de Venezuela (2010). Los ingresos en divisas provenientes de las exportaciones de servicios médicos (y educativos) ascendían en 2008 a 6.100 millones.

Establecimiento del "Polo Científico" y desarrollo del sector biotecnológico

Cuba comenzó a lograr importantes exportaciones de productos farmacéuticos por 296,8 millones de pesos frente a 233,4 millones por exportaciones de azúcar.

Estas exportaciones deberían seguir aumentando en el futuro y la inversión en el sector puede ser valiosa. Además, la inversión de Cuba en el "Polo Científico" ha construido una base profesional e institucional para el éxito futuro en las áreas farmacéuticas y otras áreas científicas.

Colaboración fructífera con compañías extranjeras

Cuba se abrió a la inversión extranjera directa en acuerdos de empresas mixtas con firmas estatales. Esto ha dado buenos resultados, especialmente con Sherritt International (níquel, cobalto, petróleo, gas y energía eléctrica) y otras empresas.

No teleSUR
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França anuncia “guerra” contra agrotóxico da Monsanto

O ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, lidera os protestos contra o glifosato. O presidente Macron promete erradicar o produto até 2021

Os agrotóxicos voltam à mira
A condenação da Monsanto a pagar uma multa milionária a um americano que desenvolveu um câncer devido ao glifosato reacendeu o debate na França contra esse agrotóxico. O ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, evocou “o começo de uma guerra” contra a substância, que poderá ser utilizada até 2021 nas plantações francesas, segundo anúncio pelo atual governo.

A decisão do júri de São Francisco, que condenou a Monsanto a pagar quase 290 milhões de dólares ao jardineiro californiano Dewayne Johnson - que desenvolveu um câncer devido ao contato com o pesticida Roundup - entusiasmou os ecologistas europeus. Em novembro do ano passado, a União Europeia renovou por mais cinco anos a prolongação da licença do herbicida no bloco, provocando a ira dos ambientalistas. Segundo a OMS, o glifosato é um “provável cancerígeno”, de periculosidade 4, em uma escala de 1 a 5.

Na França, o combate é liderado pelo ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot. A principal batalha dele acontece dentro do próprio governo. O ecologista trava um braço de ferro com o Ministério da Agricultura, mais precisamente contra o ministro Stéphane Travert , contrário à inserir a proibição do glifosato na lei francesa até 2021.

Por outro lado, o presidente Macron se comprometeu, em maio, a banir a substância dentro desse prazo de três anos, segundo ele, “logo que alternativas forem encontradas”. Assim, na Assembleia francesa, um grupo de trabalho tem a complicada tarefa de discutir soluções para o rápido fim da utilização do glifosato na França.

“Tomamos uma primeira decisão na França, mas ela é apenas o começo de uma guerra que vamos realizar juntos para reduzir massivamente as moléculas mais perigosas”, afirmou Nicolas Hulot no sábado 11 à BFMTV sobre o compromisso firmado por Macron. Para ele, não são mais necessárias demonstrações sobre o perigo do glifosato “porque, enquanto esperamos, esses venenos farão efeito e a quantidade de vítimas será excessiva”, advertiu.

Uma declaração considerada exagerada por Franck Garnier, presidente da filial francesa do grupo Bayer, proprietário da Monsanto. Em entrevista à rádio Europe 1 no domingo 12, ele ratificou o discurso da gigante alemã que “o uso correto” do Roundup não representa risco à saúde.

“O termo ‘guerra’ é forte e eu considero inapropriado. Eu falaria muito mais do trabalho que devemos fazer em cooperação. Diria também que nós somos parte da solução” declarou, em referência às “medidas alternativas” à agricultura sem o glifosato, sobre as quais diz que a Bayer trabalha “intensamente”.

A eurodeputada Karima Delli, do partido Europa Ecologia Os Verdes, acredita que o ministro francês da Transição Ecológica deve ser mais categórico sobre o fim do uso do glifosato na França. “Sugiro que Nicolas Hulot diga concretamente: ‘agora é preciso probir’. Isso quer dizer que necessitamos definir uma data e um plano de ajuda que convença os agricultores que há alternativas para substituir o glifosato. Mas para isso é preciso que o ministro bata o martelo e que se aja rapidamente contra essa substância”, declarou em entrevista à rádio France Inter nesta segunda-feira 13.

Segundo ela, é preciso conscientizar os trabalhadores rurais que há soluções não-químicas para suas plantações. “O problema é que aprisionamos nossos agricultores em um sistema que depende do glifosato há cerca de 30 anos, convencendo-os de que essa substância era eficaz, fácil e barata, em detrimento de nossa saúde e nosso futuro. Por isso é preciso ajudá-los a encontrarem novas técnicas e materiais para alternativas menos químicas”, salienta.

Contra o glifosato na França

Dezenas de casos similares àquele do jardineiro americano Dewayne Johnson existem na França. Entre os mais conhecidos estão o da família Grataloup, de Vienne, no sudeste. O casal Sabine e Thomas acusa a Monsanto de ser a responsável pelas malformações do filho Théo, de 11 anos, que nasceu com graves problemas no esôfago e na laringe.

Sem saber que estava grávida, Sabine matava as ervas daninhas do espaço de equitação da família com o produto Glyper, da mesma gama do Roundup da Monsanto. Nove meses depois, Théo nascia e ia direto para a mesa de operação para que os médicos separassem seu sistema respiratório do digestivo. Com apenas 11 anos, o garoto passou por 53 cirurgias, tem dificuldade para se alimentar e falar.

Glifosato no Brasil

O glifosato é o agrotóxico mais utilizado no Brasil, principalmente nas plantações de soja. No início deste mês, a 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal deu o prazo de 30 dias para a suspensão do registro de produtos que utilizem três substâncias presentes em agroquímicos: o glifosato, abamectina e tiram. Segundo a juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, “está mais que suficientemente demonstrada a toxidade desses produtos para a saúde humana”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem o prazo até o fim do ano para realizar uma nova avaliação dessas substâncias. A Advocacia-Geral da União tenta, no entanto, derrubar a decisão. O próprio ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou que o governo vai tentar revertê-la antes da próxima colheita porque, segundo ele, “todo o sistema de plantio direto é baseado no glifosato” e suspendê-lo seria “um retrocesso ambiental gigantesco”.

Radio France Internationale
No CartaCapital
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Lula acerta na estratégia

Falta ousadia para entrar nas fábricas, movimentos de bairros, onde está o povo


O Conversa Afiada publica artigo de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:

Política é análise concreta da situação concreta. Não há como fugir disso. O resto é tertúlia acadêmica, engenharia de obra feita ou simplesmente tentativa de encobrir fatos irrefutáveis.

Preocupa escutar de forças progressistas críticas contundentes a certas fórmulas adotadas pelo ex-presidente Lula na disputa inédita em curso. Tratam o ambiente como se o ex-presidente estivesse atuando em céu de brigadeiro, dentro de regras democráticas elementares, livre, leve e solto para fazer sua pregação. Cobram dele soluções convencionais, costumeiras quando se trata de jogo minimamente limpo e as normas seguem alguma jurisprudência.

Tais críticos invertem completamente o cenário. Lula, o maior líder popular da história brasileira, está trancafiado sem provas, sem crime, sem processo justo, com o único objetivo de alijá-lo — e o povo — da luta pelos destinos do país. Todo o peso da máquina do estado golpista e suas ramificações está voltado contra ele. TODO, e de modo talvez nunca visto na história nacional. As últimas revelações sobre como se manteve sua prisão após a decisão do procurador Rogério Favreto enojam mesmo juristas amadores.

Lula está sendo simplesmente massacrado, assim como fizeram com sua família e tentam — aqui num fracasso retumbante — apagar da memória seu legado e reputação.

O que impressiona nisto tudo é sua capacidade de furar tamanho bloqueio. Suas soluções heterodoxas quanto à chapa, como dizem alguns, não são obra de um alquimista egocêntrico ou aprendiz de feiticeiro. Respondem ao manancial golpista “da situação concreta” que não respeita mais nada — leis nacionais e internacionais, mandados, recursos, Constituição, vergonha e, sobretudo, cospe na vontade popular.

A solução D'Ávila-Haddad-Lula provavelmente seria considerada extravagante em condições normais de temperatura e pressão.

Ocorre que o Brasil vive distante disso há pelo menos dois anos. Pode-se também torcer o nariz para certas alianças, os acordos com o PSB e tratativas regionais. A questão é não colocar o subalterno no lugar do essencial. O fundamental é retirar do poder a gang de malfeitores que tomou de assalto o Planalto — sejam quais forem os meios.

A única pergunta cabível nesta etapa crucial é se as iniciativas ajudam a atingir este objetivo sem se diluir em adesismo ou rendição.

Ninguém se surpreenda se houver mais novidades adiante deste lado. Elas devem acontecer por um simples motivo: a chusma de usurpadores renova seu arsenal diuturnamente, proibindo Lula de ir a debates, requentando denúncias imaginárias contra ele e seus preferidos e acelerando a toque de caixa — e de ilegalidades — ataques contra o progressismo.

Não podem ficar sem resposta.

Estão certos, certíssimos o ex-presidente e seu staff em explorar todo e qualquer espaço no que restou de leis neste país.

Foi o que demonstrou com sobriedade Fernando Brito, no Tijolaço. Quanto mais elas forem pisoteadas, mais desmoralizados ficarão o “judiciário” sob encomenda, a mídia carcomida e a elite podre — se é que isto ainda é necessário.

E mais combustível será fornecido ao povo para reagir diante das atrocidades.

Este continua e sempre será o elemento decisivo. Se um reparo pode ser feito às forças progressistas, é a falta de maior ousadia em penetrar nas fábricas, escolas, bancos, lojas, repartições, movimentos de bairro e demais centros e organizações do povo.

Claro que nenhuma fresta pode ser desperdiçada — ao contrário. Nesse ponto, a internet tem sido foco de resistência fundamental e indispensável, principalmente quando alavanca a mobilização popular.

Mas é prudente afastar o fetiche exagerado nas tais redes sociais, esquecendo que elas próprias são amplamente manipuláveis pelos abutres do capital.

O cenário permanece nebuloso.

O jogo está sendo jogado numa guerra sem quartéis (por enquanto).

A cada nova pesquisa, a cada demonstração de que Lula e seus aliados crescem enquanto seus adversários se dissolvem como Sonrisal num copo d'água — a cada fato como esses os golpistas reforçarão suas baterias contra a democracia cambaleante.

Tomara que a chamada oposição passe a se dar conta disso e, não, simplesmente, aposte num pleito “normal” que nem se sabe se vai existir.

Joaquim Xavier
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‘Porque Fernando Haddad e Manuela D’Ávila vão ganhar’

Foto: Ricardo Stuckert
Os especialistas em eleições não assistem TV aberta. Não frequentam terminal de ônibus. Não batem papo com o Claudião do posto e a Marcinha da padoca.

No começo do ano o discurso era “a economia vai melhorar e com isso um candidato reformista, que dê continuidade ao governo Temer, terá grande chance de emplacar”.

Incontáveis matérias com a palavra “retomada” no título. O mercado financeiro celebrava. Mas era só sair na rua, longe dos guetos dos ricaços, para ver o aumento das placas de “Aluga-se”.

Foi muita pesquisa, muita estatística, muita teoria. E pouco pé no chão, pouca sola de sapato gasta. Por isso os experts, inclusive alguns cardeais da imprensa, erram tanto.

A retomada não veio, a pauta de Temer foi rejeitada. O próprio FHC disse com todas as palavras: “Quem for o candidato do mercado vai perder”.

Em uma única coisa os experts acertaram, inicialmente: o eleitor em 2018 quer o novo.

Mas depois voltaram atrás. Quando Luciano Huck, Joaquim Barbosa e gente como Amôedo não decolaram, o consenso foi que a eleição ficaria entre os velhos, a polarização habitual, mais do mesmo.

Pois bem: em 2018, o novo são Haddad e Manuela. Porque parecem o novo.

Porque são desconhecidos da imensa maioria da população. Porque são jovens. Porque sorriem.

Eles são mais fofos, simpáticos, televisivos. Parecem par romântico da novela das nove! Ou apresentadores do Jornal Nacional. Têm aquela fotogenia, uma certa leveza, outro um tanto de seriedade.

E isso conta muito no Brasilzão verdadeiro, que assiste TV, ouve música sertaneja e evangélica. Lembrando que a maioria dos eleitores é jovem. E mulher.

Haddad e Manuela fazem Geraldo Alckmin e Ana Amélia parecerem os velhinhos vilões da novela. Ultrapassados, cinzentos, ranzinzas.

E Ciro e Marina? Coadjuvantes, jamais protagonistas.

E Bolsonaro? É o típico capanga falastrão da novela!

Para completar, Haddad e Manuela têm ao seu lado um vovô do bem. Injustiçado. Que já fez muito pelos pobres. E hoje promete retornar para trazer os bons tempos pro povo. Lima Duarte como o padim Lula!

A TV, a fé e o marketing nos ensinam que a esperança sempre vence. Que o bem está do lado dos belos. Que o novo é melhor que o velho. Propostas, promessas, isso é tudo detalhe.

A gente escolhe as coisas muito mais pelo coração do que pela razão. Uma imagem fala mais que mil palavras. A foto diz tudo. O casal 20 sorrindo, Lula abençoando. O Brasil Novo, feliz de novo!

E é por isso que Haddad e Manuela vão ganhar.

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Lula é Preso Político do Brasil ou dos EUA?


A entrevista do diretor-geral da PF, Rogério Galloro, ao Estado de S. Paulo revelando que sofreu pressões de Sérgio Moro, alerta da procuradora-geral da República, e ordem verbal do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a legítima decisão judicial de soltar Lula, bem como a nota na revista Veja que menciona declaração do desembargador Gebran Neto a amigos, dizendo ter agido “fora da letra fria lei” para “evitar o mal maior que seria soltar Lula”, são reveladoras do alto grau de politização do Judiciário e do Estado de exceção seletivo que se criou no Brasil pós-golpe.

Para prender e manter o principal candidato popular na cadeia criou-se um vale-tudo, o qual inclui condenação sem provas, o atropelamento de prazos processuais e de direitos fundamentais, manobras no STF, a espionagem de escritórios de advocacia, o descumprimento de decisões legais e até “ordens” dadas por telefone. Prevê-se que, em breve, o nosso sistema judicial, quando convier politicamente, funcionará com base no whatsapp.

Entretanto, como diria o shakespeariano Polônio, há método nessa loucura jurídica, nesse faroeste legal.

E o método parece importado.

Há muito se sabe que a operação Lava Jato sofre influência destacada de autoridades norte-americanas. Nada contra uma cooperação saudável, simétrica e transparente entre países para combater a corrupção. Aliás, foram os governos do PT que deram maior ensejo a essa cooperação internacional.

Contudo, há algo de estranho nessa cooperação específica com os EUA.

Ao contrário do que determinam o texto do acordo de cooperação Brasil /EUA nessa área e os princípios do nosso direito, tal cooperação vem se dando muitas vezes de modo informal, conforme as idiossincrasias de procuradores de ambos os países.

Aparentemente, muita coisa se resolve com base em telefonemas e contatos pessoais, como no caso das manobras para impedir a libertação de Lula.

Não se trata de devaneios paranoicos surgidos da URSAL. Isso foi dito publicamente por altas autoridades norte-americanas envolvidas nessas atividades.

Tais “confissões” mostram não apenas que as regras do acordo vêm sendo desrespeitadas, mas também que as autoridades norte-americanas conduziram a construção da Lava Jato e o processo relativo ao apartamento triplex.

Com efeito, em manifestações públicas proferidas em 19 de julho de 2017, o Sr. Kenneth Blanco, então Vice-Procurador Geral Adjunto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), e o Sr. Trevor Mc Fadden, então Subsecretário Geral de Justiça Adjunto Interino daquele país, explanaram sobre cooperação baseada em “confiança” e, por vezes, fora dos “procedimentos oficiais”, realizada entre as autoridades norte-americanas e os Procuradores da República da Lava Jato.

Afirmou o procurador Blanco que “tal confiança” permite que promotores e agentes tenham comunicação direta quanto às provas.

“Dado o “relacionamento íntimo” entre o Departamento de Justiça e os promotores brasileiros, não dependemos apenas de procedimentos oficiais como tratados de assistência jurídica mútua, que geralmente levam tempo e recursos consideráveis para serem escritos, traduzidos, transmitidos oficialmente e respondidos”, afirmou.

O pior é que tal cooperação baseada em “relacionamento íntimo”, que geram atalhos processuais à margem do que dispõe a letra fria do acordo de cooperação e das leis, estão cercadas de providencial sigilo.

O ex-presidente argentino Menem talvez dissesse que o tal “relacionamento íntimo” poderia incluir “relaciones carnales”, as quais se dariam em sombras jurídicas e zonas cinzentas processuais.

Para desfazer essas pertinentes inquietações, alguns parlamentares da oposição, entre os quais o combativo Deputado Paulo Pimenta, prepararam uma série de requerimentos de informação e pedidos de acesso à informação, com base na Lei de Acesso à Informação, no intuito de jogar um pouco de luz nos obscuros e tortuosos meandros de tal cooperação.

Em vão. Boa parte dos requerimentos não obtiveram resposta e os que foram respondidos encaminharam informações incompletas e evasivas.

No caso do Ministério da Justiça, por exemplo, que é a Autoridade Central brasileira que deveria coordenar a cooperação entre e EUA em matéria penal, a resposta afirma que “a Autoridade Central para a Cooperação Jurídica Internacional, não pode manifestar-se, inclusive sobre a mera existência ou não de pedido de cooperação jurídica internacional em determinado caso, porque poderá por em risco uma fiscalização ou investigação em andamento, sem que as autoridades competentes por tais procedimentos tenham autorizado”.

Além disso, o MJ afirma ainda que a Autoridade Central não tem condições materiais ou competência (atribuição legal) para analisar o mérito das informações contidas nas medidas, não lhe competindo, por conseguinte, classificar determinada informação como sigilosa ou considerá-la pública.

A resposta do Ministério Público às indagações vai à mesma linha.

Questionado sobre a presença de procuradores norte-americanos no Brasil, o Ministério Público Federal reconheceu, em sua resposta, que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América formulou pedidos de cooperação ao Brasil, vinculados a investigações sigilosas ocorridas em seu território, relacionadas à empresa Odebrecht e a atos de corrupção transnacional sujeitos à sua jurisdição e que nas mencionadas solicitações de assistência, foi requerida a presença de agentes públicos estadunidenses em território brasileiro durante a realização das diligências rogadas.

Porém, a resposta afirma que cumpre asseverar que a identidade dos agentes estrangeiros e o conteúdo dos pedidos de cooperação estavam revestidos de sigilo.

Ou seja, não podemos saber nada de significativo sobre tal cooperação.

Tais respostas parecem não levar em consideração que, no caso dos requerimentos de informação, devidamente aprovados pelo Congresso Nacional ou suas comissões, trata-se de atribuição constitucional do Poder Legislativo, que que não pode ser limitada por outro poder.

De fato, o artigo 50, § 2º, da CF, que regulamenta esse poderoso instrumento de controle, tem a seguinte redação:
2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não-atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas.
Ora, a Constituição não delimita que as informações requeridas por esse instrumento sejam apenas informações públicas ou desclassificadas. Se assim fosse, tal instrumento constitucional seria inteiramente desnecessário.

Bastariam consultas ao Diário Oficial para o Congresso Nacional exercer seu dever constitucional de controlar o Poder Executivo.

Na realidade, pelo instrumento constitucional do requerimento de informação, os outros poderes estão obrigados a enviar  toda e qualquer informação requisitada, mesmo que sigilosa.

Assim, o Congresso Nacional já recebeu inúmeras vezes informações sigilosas requisitadas ao Poder Executivo. Nesses casos, o detentor de mandato popular e o Congresso Nacional se comprometem, obviamente, a não torná-las públicas.

Portanto, o sigilo não pode ser alegado para sonegar informações ao Congresso Nacional, em seu exercício constitucional de controle e fiscalização do Poder Executivo.

Essa preocupação em cercar de sigilo a cooperação entre Brasil e EUA em matéria penal só aumenta a suspeita de que tais atividades possam estar sendo conduzidas com motivações geopolíticas e servindo a interesses que não são propriamente os interesses nacionais.

Trata-se, a bem da verdade, de uma cooperação que foi construída essencialmente por interesses norte-americanos, conforme evidenciam informações provenientes dos EUA.

De fato, numa relação informal, feita sem a devida supervisão efetiva de autoridades centrais, acabam predominando inevitavelmente os interesses da Parte mais preparada, experiente, e que dispõe de maiores recursos.

Observe-se, além disso, que, no campo econômico, tal operação contribuiu objetivamente para destruir a cadeia de petróleo e gás, ensejou a venda, a preços aviltados, das reservas do chamado pré-sal, solapou a nossa competitiva construção civil pesada e comprometeu projetos estratégicos na área da defesa, com o relativo à construção de submarinos.

O enfraquecimento de empresas brasileiras, como a Petrobras, a Odebrecht, a Embraer e outras favorece objetivamente interesses norte-americanos e de seus aliados, quer pela eliminação de concorrentes, quer pela perspectiva de compra facilitada de ativos estratégicos, como petróleo e gás, gasodutos, terras, água, empresas de energia, empresas de alta tecnologia etc.

Já no campo político, a operação Lava Jato demonstra ter tido papel significativo no lamentável golpe parlamentar de 2016, que depôs a presidenta Dilma Rousseff, sem a devida comprovação do cometimento de qualquer crime de responsabilidade, como exige a Constituição brasileira de 1988.

Ademais, tal operação vem tendo destaque na denominada guerra judicial (lawfare) contra o ex-presidente Lula, a qual visa o objetivo claramente político de impedir a sua candidatura para as eleições de 2018.

Saliente-se que a candidatura de Lula é a que tem maior potencial para deter a implantação do projeto neoliberal e antinacional do golpe, que favorece interesses estrangeiros e agride frontalmente a soberania nacional.

No mundo inteiro, cresce a convicção de que o ex-presidente sofre clara perseguição política, juridicamente infundada. Trata-se de fato que está se tornando claro para todos. Lula é preso político.

O que ainda não está claro é: Lula é um preso político do Brasil ou dos EUA?

Marcelo Zero
No Viomundo
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Bolsonaro ou Alckmin? Quem enfrentará o PT? Elite ainda está dividida

https://www.balaiodokotscho.com.br/2018/08/13/bolsonaro-ou-alckmin-quem-enfrentara-o-pt-elite-ainda-esta-dividida/

Está na sempre bem informada coluna da Mônica Bergamo, na Folha desta segunda-feira:

“Bancos de investimentos e grandes administradoras de fundos fizeram cruzamentos de dados, sondagens e análises e passaram a considerar, a sério, a hipótese de um segundo turno entre Jair Bolsonaro e o candidato do PT. A crença, acompanhada de certo temor, é a de que, mesmo com toda a provável sequência de ataques contra Bolsonaro, o eleitorado siga firme ao lado dele”.

Na reta final, a campanha presidencial caminha para um novo confronto PT X Fora PT, mesmo sem Lula como candidato.

É o que mostra pesquisa da XP, o banco de investimentos da moda que acaba de ser adquirido pelo Itaú. Nela Fernando Haddad já aparece em segundo lugar, atrás de Bolsonaro. Eles sabem das coisas.

Meses atrás, alertei aqui na coluna que parte da elite da grana dos rentistas, do agronegócio e da indústria estava começando a se encantar com Bolsonaro, como única alternativa para derrotar o PT, quando Lula ainda não estava preso.

É assim desde a primeira eleição direta para presidente depois da ditadura.

Em 1989, jogaram suas fichas e dólares na campanha do outsider Fernando Collor, para impedir a chegada de Lula ou Brizola ao poder.

Foi tanta grana nas mãos do lendário tesoureiro PC Farias que eles acabaram se lambuzando e deram motivo para o impeachment, em 1992.

Depois foi a vez de Fernando Henrique Cardoso exercer este papel anti-PT, em aliança com o então PFL (hoje DEM), selada sob as bençãos do doutor Roberto Marinho no final de 1993.

Após três derrotas seguidas, Lula conseguiu derrotar o herdeiro de FHC, José Serra, e de lá para cá o PT não perdeu mais nenhuma eleição presidencial.

A tal elite nunca se conformou com isso e, como não dava para derrotar Lula e o PT nas urnas, decidiram, após a derrota de Aécio em 2014, partir para o tudo ou nada que desaguou no golpe parlamentar dois anos depois, no embalo da Operação Lava Jato, criada exatamente para isso.

Agora, não havia um tucano confiável e competitivo para assumir esse papel do Fora PT, já que Geraldo Alckmin não conseguia passar de um dígito nas pesquisas e não animava nem seu próprio partido.

Foi neste vazio que Bolsonaro avançou, e se manteve em segundo lugar nas pesquisas, quando Lula ainda não tinha sido condenado e fazia suas caravanas pelo país.

Sem o ex-presidente na parada, o ex-capitão assumiu a liderança e de lá não saiu mais.

Após a aquisição do Centrão no leilão promovido pelo mercado de votos das alianças, parecia que Geraldo Alckmin ainda poderia reagir, mas até agora as pesquisas não mostraram isso.

Bolsonaro continua firme e forte, chegando à marca de 15% de votos espontâneos, marca que pode garantir sua ida ao segundo turno.

Por falta de outras opções, o candidato da extrema-direta começou a ser convidado para participar de reuniões, a principio secretas, com banqueiros e grandes empresários para “ouvir seus planos” para o país, como se ele tivesse algum.

Sempre levando a tiracolo o economista ultraliberal Paulo Guedes, por ele chamado de “meu Posto Ipiranga”, Bolsonaro arrancava risos e ganhava aplausos.

O que parecia ser apenas uma excentricidade dos muito ricos para conhecer esta figura exótica saída das trevas da ditadura, agora se apresenta à luz do dia.

Na mesma edição da Folha, o repórter Igor Gielow conta como foi o encontro do candidato com parte do PIB brasileiro, nada menos que 62 representantes do alto empresariado paulista.

A reunião, “quase secreta”, aconteceu na sexta-feira, mas só foi divulgada hoje.

Um ano atrás seria inimaginável ouvir o que lá se falou.

“Eu estava em dúvida entre Álvaro Dias e o Bolsonaro. Agora tenho certeza que sou Bolsonaro. O empresariado tem que sair da moita” (Sebastião Bonfim, dono da rede Centauroi).

“É meu candidato. Em quase 40 anos em financeiro de empresas nunca vi candidato não pedir dinheiro” (Bráulio Bacchi, representante da móveis Artefacto).

A maioria, porém, não permitiu, que seu nome fosse divulgado pelo jornal. “Há um temor de ser identificado com Bolsonaro, figura polêmica devido a seus arroubos retóricos”, constatou o repórter.

Uma coisa é certa: para derrotar Lula e o PT, serve qualquer um.

Sete eleições diretas depois, o país continua dividido entre o partido PT e os partidos da direita do Fora PT, balançando ainda entre Bolsonaro e Alckmin.

Apesar de termos 35 partidos registrados, continuamos desta forma num sistema bipartidário, protagonizado por PT e PSDB nos últimos 25 anos.

Jair Bolsonaro agora ameaça romper essa hegemonia.

Não por acaso, muitos desta elite que agora  apoia o candidato militar são herdeiros dos que, em 1964, colocaram a Fiesp, a poderosa federação paulista dos industriais daqueles patos amarelos de Paulo Skaf, a serviço do golpe militar.

Vida que segue. Para trás?

Ricardo Kotscho
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Apesar do mau-caratismo latente, como diria Odorico Paraguaçu, apenasmente foi isso...


TRF4: NOTA DE ESCLARECIMENTO

1- Sobre a entrevista dada ao jornal O Estado de São Paulo pelo diretor-geral da Policia Federal, publicada no dia 12 de agosto, domingo, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Thompson Flores, esclarece que, por ocasião da análise do Conflito Positivo de Jurisdição nº 5025635-16.2018.4.04.0000, proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) em regime de plantão no dia 8 de julho, informou à autoridade competente que despacharia nos minutos subsequentes, sem, em momento algum, dar alguma ordem por telefone.

A atuação do presidente do TRF4 nos autos do Conflito Positivo de Jurisdição observou o sistema legal pátrio, bem como o direito constitucional do devido processo legal.

2- A revista Veja deste final de semana, na coluna Radar, publicou nota com o título "Sobre fins e meios", citando como declarações de terceiros palavras atribuídas ao desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do TRF4.

Todavia, a bem de colocar luzes sobre a verdade, o desembargador Gebran não autoriza ninguém a falar em seu nome, nem a imputar-lhe declaração sobre fatos objeto de julgamento. Além disso, suas manifestações como magistrado são nos autos do processo, proferindo decisões fundamentadas nos fatos e na lei, inclusive a decisão proferida no Habeas Corpus objeto da referida nota.
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O “perdido” de Alckmin


Levar um perdido,  gíria do pessoal mais novo. parece ser cada vez mais a descrição da situação de Geraldo Alckmin com a parcela mais xucra do empresariado brasileiro – que, há 40 anos, vem num processo de decadência atroz, trocando os “capitães de indústria” por capitães do mato – quando se lê a descrição do encontro entre 62 endinheirados com Jair Bolsonaro, narrada por Igor Gielow, na Folha.

O candidato a presidente Jair Bolsonaro iniciou uma ofensiva de busca por apoio entre o PIB brasileiro em café da manhã conduzido de forma quase secreta com 62 empresários paulistas, na sexta-feira (…).A aproximação do deputado dos donos do dinheiro, francamente favoráveis a Alckmin, vinha ocorrendo principalmente por meio de eventos no mercado financeiro –muito mais receptivos a Bolsonaro pela presença de [Paulo] Guedes [ seu ‘guru” econômico], que fala a língua do meio, em seu time.

Ficou evidente que há uma migração para o candidato da extrema-direita que, por enquanto, ainda não se expressa com tanta nitidez nos grandes conglomerados financeiros que são, de fato, os “donos do Brasil”.

Mas é fato que corre, cada vez mais sem pudores, a opção pelo candidato da extrema direita na geração de herdeiros e aventureiros que têm Miami como Meca e a ostentação material – a única que pode ter, pois intelectualmente são de uma pobreza constrangedora – como expressão do Éden.

Não são os reis, mas são a subnobreza brasileira, mais propensa a decorar suas paredes com Romero Britto que com um Portinari, mais perto do “Rei do Camarote” que de um Walter Moreira Salles, mais chegada a uma farra do guardanapo do que a uma visita ao Louvre quando está em Paris…

Essa turma, que levou seu séquito mental à Avenida Paulista parece ter mesmo “dado um perdido” no candidato do PSDB que, ademais, com o seu temperamento conservador, não está “causando” na corrida sucessória.

Não que se tenha tomado de amores pelo ex-capitão, porque esta turma não é de amores mas de “agregar valor” e pode “deixá-lo na pista” se Alckmin conseguir alguns colares e pulseiras brilhantes com seu casamento com o centrão.

Mas que Bolsonaro lhes corresponde, depois de todas as cenas que fez, jurando que não está interessado em seu dinheiro, mas em seu amor sincero, isso é um fato.

“O que mais impressionou foi quando perguntamos como poderíamos ajudar com a campanha”, relatou Bomfim [dono da. É rede de lojas Centauro, que não se perca pela marca]. “Ele disse: Não quero doação, se vocês puderem gastar sola de sapato para divulgar meu nome, ótimo.”

Escolhem candidatos como que escolhe cães de guarda e, assim, pensam nas vantagens de um dobbermann, esquecidos talvez que estes pobres animais, por uma falha mental, tornam-se mais donos da casa do que eles e, não raro, o amor canino vira mordida.

PS: Na frase final do texto, o repórter diz que a ofensiva de Bolsonaro sobre os empresários ocorre “justamente no momento em que o tucano recupera espaço em seu quintal político segundo pesquisas.” É? Em que pesquisas isso acontece? Como isso não ocorre nas que foram divulgadas, só se for nas que estão encomendadas…

Fernando Brito
No Tijolaço
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Jornal dos Trabalhadores e Trabalhadoras


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A obsessão da Veja e a falência da Abril


Na edição desta semana, a tóxica revista Veja voltou a atacar Lula. Segundo inúmeras reportagens e pesquisas acadêmicas, já foram mais de 80 capas contra o líder operário nos últimos anos – um recorde no mundo editorial. Agora, “o detrito de maré baixa” – como o pasquim foi batizado pelo blogueiro Paulo Henrique Amorim – acusa o ex-presidente de lutar contra a injusta prisão imposta pelo “juiz” Sergio Moro, da midiática Operação Lava-Jato. Sua manchete é patética: “As artimanhas de Lula”. A “reporcagem”, um típico factoide na véspera da eleição presidencial, critica o petista por usar os prazos legais para registrar a sua candidatura, como se fosse um crime utilizar as regras fixadas em lei. A obsessão da Veja chega a ser doentia.

Mas essa doença pode ter motivos menos psicológicos e mais pragmáticos, mercenários. A revista sabe que só sobrevive se contar com a grana da publicidade oficial. Apesar da sua retórica neoliberal contra o Estado, ela e outras publicações mamam nos cofres públicos. Nesse sentido, a popularidade de Lula é um fantasma assustador. A Veja já não esconde de ninguém que apoia o grão-tucano Geraldo Alckmin – esta decisão inclusive foi estampada na capa de suas redes sociais. O problema é que o picolé de chuchu, sempre tão generoso com “a revista da marginal” nas publicidades do governo paulista, não decola nas pesquisas. Isto explica seu pavor com a eleição de outubro. A Editora Abril, que obra o “detrito”, está falida e desesperada.

Há duas semanas, os incompetentes e ociosos – para não dizer “vagabundos” – filhos de Roberto Civita entregaram a gestão do falido império midiático para a consultoria estadunidense Alvarez&Marsal. O resultado foi implacável e cruel. Na segunda-feira passada (6), os gringos anunciaram a demissão de 570 profissionais, sem dó nem piedade. Várias revistas foram extintas, entre elas a Arquitetura & Construção, Boa Forma, Elle, Casa Claudia, Minha Casa e Mundo Estranho. Em comunicado oficial, a consultoria ianque afirmou que vai “concentrar os seus recursos humanos e técnicos em suas marcas líderes”, como a Veja, a Exame e a Claudia, mas não detalhou quais títulos sobreviverão na versão imprensa.

A crise da Editora Abril é gravíssima. Segundo matéria recente do sempre suspeito site Poder-360, o patrimônio negativo da empresa foi de R$ 715 milhões em 2016 e o prejuízo entre 2016 e 2017 foi de R$ 331,6 milhões, um crescimento de 140%. “Despesas não recorrentes somaram R$ 139,8 milhões em 2017. Entraram nessa conta perdas com indenizações trabalhistas para redução do quadro de funcionários (R$ 23,7 milhões), consultorias para reestruturação financeira (R$ 7,9 milhões), baixa com ágio e mais valia da marca ‘Casa Cor’ (R$ 45,1 milhões) e o programa de regularização tributária (R$ 63 milhões)”.

Altamiro Borges
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Grevistas de fome do MST pedem que Fachin, antes tido como aliado, “acorde”

Foto Adilvane Spezia, MPA e Rede Soberania
Nesta senda, a separação entre o ativismo e o protagonismo judicial se faz fundamental para que o Judiciário cumpra com seu papel de garantidor de direitos, sem atropelar os demais poderes. […]Neste sentido, se faz mister um juiz presente, que analise com sobriedade direitos e princípios para que não apresente soluções demasiadamente simplistas frente à complexidade dos fatos. Se o conselho que se dava aos juízes antigos da Itália era não use a testa, use o texto, hoje a máxima pode ser reinventada para use a testa, não esquecendo do texto e seu contexto.

Muito basista.  
Frase atribuída ao ex-presidente Lula, quando se negou a indicar Fachin para o STF
Os sete grevistas que estão há treze dias em Greve de Fome por Justiça no STF, em conjunto com diversas manifestações do Sagrado, realizaram na manhã deste domingo (12) uma Celebração Religiosa contra a fome e em defesa da democracia.

A atividade foi realizada bem cedinho, às 7 horas da manhã, em frente bloco residencial onde mora o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na Asa Sul em Brasília.

Com o objetivo de fazer um apelo ao ministro para as pautas defendidas na greve, além dos sete ativistas — Vilmar Pacífico, Jaime Amorim, Zonália Santos, Frei Sérgio Görgen, Rafaela Alves, Luiz Gonzaga (Gegê) e Leonardo Soares – estavam presentes na Celebração o Frei Capuchinho Wilson Zanatta, o Reverendo e Pastor Presbiteriano Luis Sabanay, a Pastora da Igreja Evangélica Deus é Amor Maria Aparecida Rodrigues Barbosa.

Entre diversas lideranças do campo popular, destaca-se o dirigente do MST e Via Campesina, João Pedro Stédile, que também participou ativamente da celebração.

Na homilia, Frei Zanatta destacou como Jesus Cristo se apresenta ao povo, como o pão da vida, “significa que todos os bens que existe na face da terra devem ser partilhados como Jesus partilhou e doou a própria vida”, explicou.

Logo em seguida trouxe a reflexão crítica como contraponto: “Mas no Brasil 6 famílias detém o mesmo capital que a metade de toda população”, denuncia.

Zanatta, que tem uma forte relação com a terra e as ervas medicinais, ainda faz uma comparação: “Em uma área onde há somente eucalipto é uma terra seca, pois o eucalipto suga muita água e no meio dessa plantação não se desenvolve praticamente nada, apenas escorpiões”, comparando o animal e seu veneno ao papel político que a “justiça” vem exercendo, privando o povo de sua representatividade e alinhando-se aos interesses do grande capital, que assim como o eucalipto esteriliza o solo, está esterilizando as soberanias da nação.

Por outro lado, explicou o religioso, “há áreas onde crescem as árvores nativas, que representa o povo e sua relação com a luta social, ali se puxa água do solo para manter a vida e no meio dela existe a biodiversidade de plantas e animais, da mesma maneira que a na democracia o povo deve se nutrir de liberdade e exercer sua missão cívica de participar, resistir e lutar”.

Rafaela Alves, grevista de fome no 13º dia, explicou o porquê da celebração em frente à casa do Ministro Edson Fachin: “Viemos pedir que o Ministro coloque a justiça a serviço dos mais pobres, dos humilhados, dos sem pão, dos que estão num mundo de abismo por falta de democracia, por falta de justiça”.

Para a grevista, o ministro Fachin deveria reler o evangelho, “pois há muita gente morrendo por falta de pão enquanto outros desperdiçam a fartura e acabam consumindo até o alimento dos que ainda nem nasceram e já estão com sua vida totalmente comprometida”.

Ela ainda faz uma reflexão: “O que os oprimidos e humilhados querem não é muita coisa, querem o básico, e esse básico não é possível ter porque tem quem os impeça”, comentou.

“Pedimos que Fachin e os demais ministros busquem entrar na realidade dos oprimidos desse país, que estão na periferia, nas aldeias indígenas, nos quilombos, estão nos campos, no lugar com sem-terra, dos com pouca terra, dos camponeses e dos desempregados”, expressou o líder sem-terra João Pedro Stédile.

Conforme ele, “nós somos parte dessa classe oprimida, trabalhadora, injustiçada, ignorada pelo sistema e fazem de conta que não nos percebem. Escutem nosso grito, o clamor do povo brasileiro é por justiça, é por democracia, por Lula livre, por direitos e contra a fome”, denuncia.

O desafio, conforme avalia Stédile, é que o envolvimento do povo nas atividades destes dias não deixe os ministros do supremo descansar: “Eles não podem dormir enquanto houver injustiça no Brasil, o povo não vai descansar enquanto Lula não for libertado”.

Para o dirigente, a figura de Lula é simbólica, mas a preocupação não se restringe a ele, abrigando ainda todos os injustiçados do Brasil, começando pelos que passam forme, por aquelas 13 mil pessoas que foram injustiçadas e presas sem ter o seu processo encerrado, por essa decisão do Supremo Tribunal Federal [sobre prisão antes do trânsito em julgado].

“Esperamos que o sacrifício dos companheiros e companheiras na Greve de Fome e dos que estão marchando nas três colunas, não sejam em vão e que isso vá sensibilizando o coração desses ministros hipócritas que acham que julgam em nome da Lei, mas na verdade julgam só em nome do Capital”, disse.

A pastora Maria Aparecida Rodrigues Barbosa, do extremo sul da Bahia, vinculada à Igreja Evangélica Deus é Amor, destacou a fé como um suporte para o enfrentamento das dificuldades e assegura que segue determinada e certa da inocência de Lula e da força do povo brasileiro para enfrentar as barbáries praticadas pelos atores do golpe.

“Nossa fé é inabalável, ela remove tudo aquilo que não é digno de nós. Muitos podem achar que tem o poder para humilhar, para condenar sem ter prova, para maltratar o povo trabalhador, mas é nas palavras de Jesus que buscamos a certeza de que a vitória vai vir, pois foi ele mesmo quem disse que onde houvesse um justo, ali a presença de Deus estaria com ele”, concluiu a pastora, que tem se somado à Marcha Nacional Lula Livre.

A Celebração Religiosa durou em torno de uma hora, foi organizada pelos movimentos populares que integram a Frente Brasil Popular e faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Democracia. Na ocasião os presentes deixaram seu recado em coro: “Acorda Fachin, que a justiça bateu na sua porta!”

No Viomundo
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Rola-bosta rolando a própria


Reinaldo Azevedo fala em ação coordenada e chama Moro e desembargadores do TRF-4 de “irresponsáveis”

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PF diz que tipo de protesto é permitido e que tipo não é?

Há um ponto da entrevista do diretor da PF que merece atenção, além da narrativa sobre a prisão de Lula (incluindo a não soltura após a decisão do plantonista), que comprova mais uma vez a animosidade brutal do juiz Sérgio Moro contra aquele que ele deveria julgar de forma “imparcial”.

É quando Galloro defende as ações de intimidação que estão ocorrendo contra quem protesta contra a morte do reitor Luiz Carlos Cancellier, vítima de abuso de autoridade da PF.

Ele explica que não quer impedir o protesto. Todo mundo pode protestar, desde que não explique contra quem e por quê.

As palavras dele: “Tem outros meios de protestar que não acusar uma autoridade de abuso”.

Mas… e quando o protesto é contra abuso de autoridade?

Tudo no caso, da injustificável operação espetaculosa na UFSC ao relatório final do inquérito, que expõe a total indigência da investigação, aponta: foi abuso de autoridade, sim. E o comportamento da PF, recusando responsabilidade, negando-se a apurar o caso, protegendo os culpados e intimidando os críticos, é simplesmente criminoso.

E fica a pergunta: com qual direito a PF diz que tipo de protesto é permitido e que tipo não é?

Resposta: no Brasil de hoje, em que a Constituição foi passada no triturador de papéis, ´o “direito” é o grito do mais forte.

Luís Felipe Miguel
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Marcha Lula Livre: Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel rumo a Brasília


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Fernando Haddad fala do #PlanoLula para a Rádio O Povo CBN, de Fortaleza.


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Confirmado o Estado de Exceção




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Agentes de estado confessam abuso de poder contra Lula


A entrevista do diretor-geral da PF, Rogério Galloro, ao Estado de S. Paulo expõe as entranhas do abuso de autoridade, da violência jurídica, da desfaçatez de quem tem de observar leis e regras e age por conveniência política. É um verdadeiro retrato do sistema podre a que estamos submetidos.

O delegado revela que sofreu e aceitou pressões de Sérgio Moro, um alerta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e uma ordem verbal do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a decisão judicial de soltar Lula naquele domingo, 8 de julho.

Soma-se a esse festival de parcialidade, ilegalidade e perseguição uma nota na revista Veja que narra confissão do desembargador Gebran Neto a amigos, dizendo ter agido “fora da lei” para “evitar o mal maior que seria soltar Lula”. 

A ilegalidade da prisão de Lula e da revogação do habeas corpus concedido a ele naquele domingo já haviam sido denunciadas pela comunidade jurídica. Mas é ainda mais escandalosa a desfaçatez de agentes do Judiciário e da Polícia Federal, ao expor em público sua conduta ilegal e as razões políticas que os moveram.

E não é menos escandaloso que a imprensa revele tudo isso sem acrescentar uma nota de crítica, como se fossem fatos naturais, endossando na prática a brutal perseguição ao maior líder político do país.

Foi a essa situação de barbárie que o Brasil foi levado pelo golpe do impeachment sem crime e pelo empoderamento irresponsável de delegados, procuradores e juízes fora da lei. Tudo feito com o objetivo de derrubar o governo eleito democraticamente e de tentar impedir, pela força e por medidas de exceção, a eleição de Lula em 7 de outubro.

O Partido dos Trabalhadores, em sintonia com a sociedade civil e as forças democráticas do País, exige que o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e o Senado da República, responsável pela aprovação de Dodge no cargo, se pronunciem vigorosamente sobre as violações cometidas – e confessadas publicamente – por agentes do estado que deveriam defender a lei e fizeram o oposto.

O Brasil não pode mais conviver com a exceção, a ilegalidade e a injustiça. Não vamos aceitar passivamente a perseguição política e injusta ao presidente Lula, que envergonha o país aos olhos da comunidade internacional. Vamos exigir de todas as formas que seja respeitado o direito do povo votar em quem melhor o representa.

Lula Livre! Lula presidente pela vontade do Povo!

Gleisi Hoffmann – Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

Lindbergh Farias – Líder do PT no Senado

Paulo Pimenta – Líder do PT na Câmara
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