25 de mai de 2018

Parente devia ser chutado da Petrobras


Pedro Parente, presidente da Petrobras imposto pela quadrilha de Michel Temer, até outro dia era bajulado pela mídia privatista. Ele chegou inclusive a ser cogitado como possível presidenciável do covil golpista. Os adoradores do deus-mercado aplaudiram sua política criminosa de liberação geral dos preços dos combustíveis, que ficaram ao sabor das flutuações internacionais do produto, e sua ação destrutiva de desativação das refinarias, que serviu apenas aos interesses das multinacionais do petróleo. Agora, com a greve dos caminhoneiros e o risco de desabastecimento em vários cantos do país, já há quem peça a cabeça do responsável pelo apagão nos transportes – inclusive caciques neoliberais do MDB, do DEM e do PSDB.

Segundo o noticiário apocalíptico da mídia – que talvez tenha outros interesses escusos na cobertura jornalística –, a paralisação já causa transtornos em muitos setores. Vários postos de gasolina já não contam com o produto, o que tem causado filas enormes de motoristas desesperados. Empresas de ônibus reduziram suas frotas em circulação em decorrência da falta de combustível. Houve atrasos e cancelamentos de voos nos aeroportos. E inúmeros produtos básicos já sumiram das gôndolas dos supermercados e das centrais de abastecimentos. Os “midiotas” que acreditaram na conversa que o Brasil ingressaria no paraíso com a derrubada da presidenta Dilma Rousseff e com a chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer devem estar arrependidos com a tragédia!

O covil golpista sentiu o impacto da paralisação e até reduziu o preço do diesel nas refinarias por 15 dias – o que gerou uma onda de críticas dos setores burgueses que financiaram o golpe dos corruptos. “É uma medida de caráter excepcional”, disse o acuado e desgastado Pedro Parente. Mas, de acordo com as sinistras lideranças do movimento, a volta da normalidade ainda pode demorar. A redução aprovada pela Petrobras representa uma queda de apenas R$ 0,2335 no preço do litro do diesel. Alguns setores mais radicalizados dos caminhoneiros afirmam que a medida é insuficiente e prometem manter os bloqueios nas estradas. A conferir!

De qualquer forma, o clima é de forte tensão. Como afirmou a deputada Manoela D´Ávila, pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, “estamos caminhando para uma situação de agudo agravamento da crise política e econômica. As aves de rapina que tomaram conta do país após o golpe, como de costume, foram com sede demais ao pote. A ‘equipe econômica dos sonhos’ está levando o Brasil para um pesadelo de graves consequências sociais. O liberalismo entreguista está quebrando o país em tempo recorde. O risco, nesse momento, é que a situação de caos incentive os aventureiros. Não seria a primeira vez na história do nosso continente. É bom sabermos que a situação atual é justamente fruto dos ataques à democracia, do golpe, da interferência do judiciário na política, da falta de respeito à vontade popular. Não há saída fora da garantia de um pleito limpo em 2018 no qual o povo possa escolher livremente entre os candidatos e os programas apresentados. Se faz necessária a imediata demissão de Pedro Parente e a suspensão da irresponsável política de reajuste automático dos preços e o fim da entrega do pré-sal às multinacionais”.

Altamiro Borges
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Temer, a Petrobras e os caminhoneiros

A história das movimentações políticas e reivindicatórias de determinadas categorias sociais carrega consigo uma tendência a apresentar elementos de natureza conservadora e retrógrada. Travestidos de manifestações de protesto contra políticas setoriais, tais movimentos muitas vezes acabam por enganar a opinião pública e provocar crises políticas mais amplas.

Parente e Temer: "Duplinha" contra os interesses nacionais
Em geral, as greves de caminhoneiros tendem a ser um exemplo bem característico desse quadro de confusão. Talvez a mais dramática de todas tenha sido a atuação dessa categoria no Chile, às vésperas do golpe que derrubou o governo de Salvador Allende.

Pesquisas de historiadores acabaram por confirmar a profunda articulação existente à época entre as lideranças do famoso “paro patronal” em outubro de 1972 e as forças organizadas pela CIA e os representantes da oposição burguesa e empresarial ao governo da Unidade Popular. Ao mesclar interesses de empresas de carga e proprietários autônomos de caminhões, aquela greve aprofundou um quadro de desabastecimento generalizado pelo país e contribuiu para ampliar a crise política que chegou ao assassinato do presidente eleito e a tomada do poder pelos militares.

Na nossa vizinha Argentina a categoria também é muito bem organizada e obtém sucessivas conquistas em função de sua capacidade de pressão sobre os governos. As mobilizações ocorrem com periodicidade quase anual e não costumam perdoar os ocupantes da Casa Rosada, seja Cristina Kirchner ou seja Macri, para falar apenas dos mais recentes.

Chile, Argentina, Brasil: caminhoneiros em ação.

Ao longo dessa semana, o Brasil assiste a mais um capítulo de manifestações organizadas por entidades vinculadas ao setor de transporte de cargas por rodovias. A base objetiva para a ampla adesão ao movimento reside, obviamente, nas elevadas taxas de impopularidade do governo Temer e suas desastrosas opções de política econômica. No caso concreto, estamos falando da estratégia adotada para o setor da energia, em especial a conduta escolhida para a Petrobras.

Ao nomear o tucano Pedro Parente para o cargo de presidente do maior conglomerado empresarial brasileiro, Temer fez muito mais do que simplesmente agradecer de forma generosa pelos apoios emprestados pelo PSDB à sua empreitada para assumir o Palácio do Planalto, inclusive com o incentivo decisivo para o sucesso do “golpeachment”. A intenção maior era dar início ao processo de privatização dessa estatal gigante e que atua em área estratégica para a economia e a sociedade brasileiras. Assim, o novo dirigente começou a implementar, logo de início, um caminho de “desinvestimento” na empresa. Na verdade, um termo pomposo e enganador para o procedimento objetivo de venda de ativos do grupo estatal para o setor privado. Em português claro, o substantivo mais adequado para esse crime contra a economia nacional é privatização.

Além disso, foi conferida a Parente uma impressionante autonomia para gerir a mudança fatal no processo de exploração das reservas valiosíssimas do Pré-Sal. Atendendo a pleitos das grandes empresas petroleiras estrangeiras, o governo retirou a exclusividade da Petrobras para a tarefa de organizar a retirada do óleo e gás daquelas camadas profundas. Uma loucura! Afinal, trata-se de uma reserva potencial imensa e não há justificativa que apoie tal iniciativa que prejudica a inserção internacional do Brasil, compromete nossa segurança nacional e reduz de forma sensível o uso adequado dos recursos de tal exploração econômica em um Fundo Soberano para as futuras gerações.

Outra linha adotada pelo tucano refere-se ao reforço da narrativa demagógica de evitar o assim chamado “uso político” da Petrobras. Amparado no desgaste de imagem provocado pelos escândalos revelados pela Operação Lava Jato, o governo resolveu dar um verdadeiro cavalo de pau na política de preços praticados pela empresa. Isso significa a adoção de uma paridade automática com as variações do preço do petróleo no mercado internacional. Na prática, a Petrobras passou a aumentar os preços internos praticados nas refinarias apenas em função das mudanças externas.

Parente e o desmonte da Petrobras.

A retórica utilizada para justificar essa mudança se apoiava no chamado “realismo tarifário” e na condenação da política anterior de contenção de aumentos nos preços dos derivados de petróleo para evitar contaminação inflacionária. No entanto, o fato concreto é que a Petrobras é uma empresa pública atuando em setor estratégico. Assim, nada mais compreensível que os governos democraticamente eleitos adotem políticas para ela. Por exemplo, não é razoável supor que a Petrobras siga de maneira cega ou ingênua as regras das empresas privadas do setor nem mesmo os seus critérios de lucro e retorno financeiro.

No entanto, o quadro havia mudado bastante desde quando FHC resolveu internacionalizar a empresa e quase conseguiu transformar seu nome em “Petrobrax”. Afinal, a prioridade absoluta de seu governo era atrair o interesse dos meios do financismo internacional para investir em papéis da nossa petroleira na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Ao assumir esse compromisso, a partir daquele momento o governo brasileiro estava se sujeitando às regras desse tipo de mercado, onde o interesse único é a rentabilidade especulativa sobre o título e não a contribuição da empresa para o desenvolvimento econômico e social de nosso país.

Ao mudar a política de preços mais recentemente, Parente terminou por criar uma armadilha de médio prazo para o próprio governo Temer. Afinal, estava claro que os baixos preços do barril do petróleo seriam recuperados em algum momento futuro. Pois a fatura chegou. Em uma primeira fase, foram os sistemáticos reajustes no preço do gás de cozinha, que estão provocando um piora dramática nas condições de vida da maioria da população de baixa renda. Com o desemprego monumental e a redução dos salários, pesquisas indicam que teve início a substituição dessa fonte de preparação de alimentos por lenha nas cozinhas da população mais desprotegida. Uma loucura!

Gás de cozinha, gasolina, diesel: aumentos sem parar.

Os aumentos frequentes nos preços de gasolina e diesel também passaram a pesar nas contas da classe média, além do impacto generalizado nos índices de inflação em razão do uso generalizado dessa fonte de energia pelo Brasil afora. E a população começou a perceber que a tal política de preços só operava para aumentos. Nas inúmeras ocasiões em que o preço do petróleo havia sido reduzido, os efeitos de queda jamais eram sentidos nos postos de gasolina.

Apesar de todas as evidências em contrário, o governo seguiu fazendo ouvidos moucos a tais reclamos generalizados de insatisfação com tal estratégia. A situação mudou a partir da semana passada. Com o forte simbolismo de cinco reajustes seguidos nos preços em uma única semana, o movimento dos caminhoneiros ganhou expressão nacional. E foi só a partir de tal pressão que Temer resolveu se mexer. Afinal, estão programadas eleições para o mês de outubro e os candidatos alinhados com o governo não querem saber de ainda mais novidades negativas para carregar como fardo pesado e incômodo em suas campanhas.

Assim, é bem provável que aquela bravata toda da “seriedade e competência” da área técnica em não ceder a pressões políticas seja abandonada. As trapalhadas todas de Trump na cena global têm contribuído para uma elevação dos preços do petróleo no mercado internacional. Se o governo Temer mantiver essa obstinação burra de manter a equiparação automática, é bem capaz de tenhamos uma explosão ainda mais acentuada aqui dentro.

Reajuste automático de preços: política burra.

Não faz sentido que o Brasil adote essa política que só se justifica para países que dependem totalmente do petróleo importado. No nosso caso, pelo contrário, somos auto suficientes graças à nossa grande produção interna. Ao longo de 2017, por exemplo, nosso saldo na Balança Comercial do óleo foi positivo em US$ 3,7 bilhões. Isso significa que exportamos mais do que importamos. O único raciocínio que pode explicar esse tiro no pé da duplinha Temer & Parente refere-se à preocupação com o investidor externo. Sim porque o detentor de ações pode considerar esquisito que a Petrobras deixe de ganhar ainda mais dinheiro com a alta nos preços do barril de petróleo praticada pelo cartel da OPEP. Afinal, isso representa menor valorização do papel nas bolsas e menor participação nos dividendos. Mas e daí?

Ora, estamos tratando de uma empresa pública e que deve atender prioritariamente aos interesses da maioria da população brasileira. O fundamental é que os resultados positivos de sua atividade econômica sejam utilizados para aumentar sua capacidade de produção interna, com mais investimentos. A remuneração dos lucros do acionista minoritário nas bolsas estrangeiras não pode ser o fator a determinar, por exemplo, a política de preços.

No entanto, por mais uma dessas ironias da História, Temer talvez seja obrigado a ceder ao movimento dos caminhoneiros. Depois de ignorar os pleitos generalizados por mudanças na política de desmonte na empresa, ele pode recuar frente ao poderoso lobby dos empresários da área de transportes. Felizmente no momento atual, os caminhoneiros terminam por verbalizar o sentimento generalizado de descontentamento popular com esse governo, que se desmancha um pouco mais a cada novo dia que passa.

Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal.
No Vermelho
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Marco Aurélio suspende prisão após 2ª Instância

Que cada ministro siga a própria consciência!


Do G1:

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da execução provisória da pena do fazendeiro Reginaldo Pereira Galvão, preso desde setembro do ano passado após ter sido condenado, acusado de participar do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang no Pará, em 2005.

Na decisão, publicada na quinta (24) no "Diário de Justiça Eletrônico", o ministro disse que, como o tribunal não analisou a questão em uma ação ampla e vinculante, cada ministro deve seguir sua própria consciência sobre o tema.

Galvão foi condenado em 2010 a 30 anos de prisão. A condenação foi mantida em segunda instância, e a pena chegou a ser reduzida para 25 anos pelo Superior Tribunal de Justiça, que autorizou a prisão. O fazendeiro foi preso em setembro de 2017.

Ao analisar um pedido de liberdade feito pela defesa, o ministro Marco Aurélio lembrou que a matéria não foi julgada em definitivo. Em 2016, por 6 votos a 5, o STF permitiu a prisão após condenação na segunda instância da Justiça.

(...) Marco Aurélio é relator de três ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) que tratam do tema no Supremo e pedem que seja constitucional o artigo 283 do Código de Processo Penal.

Esse artigo afirma que ninguém poderá ser preso até o trânsito em julgado, exceto em casos de flagrante ou prisão preventiva ou temporária.

(...)

No CAf
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6º Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais - ao vivo

 Transmissão encerrada 



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Globo incendeia o país e agora pede “responsabilidade”?


Depois de três dias açulando a população com os efeitos do bloqueio de rodovias, provocando corridas aos postos de combustíveis, as Organizações Globo, assustada com o descontrole da situação, sai-se, agora, com editorial, na capa do site do jornal O Globo, dizendo que “agora a situação começa a ultrapassar limites perigosos“.

Ao contrário do que aconteceu com os bloqueios de estradas no governo Dilma, desta vez o império global diz que há sinais de envolvimento patronal no movimento e que  empresários “atuam nos bastidores para se beneficiar da redução do preço do diesel, a ser bancada pelo contribuinte, enquanto o Tesouro já acumula elevado déficit”.

Ora, o corte de impostos, tanto quanto o subsídio, é bancado pelo contribuinte, ainda mais no país onde o orçamento público está estrangulado a ponto de se cortar gastos com saúde, com educação e, praticamente, já não haver investimentos públicos e, com isso, mantendo a economia estagnada.

Como parece, a cada minuto que passa, se dilui a esperança que o falso acordo firmado ontem com duvidosas lideranças do movimento resulte na tal “trégua” que se apregoou, o risco de uma “afirmação de autoridade” por parte de um governo que não a tem pode levar a situações desastrosas.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Temer: “Governo terá a coragem de exercer autoridade em defesa do povo”

Presidente convoca Forças Armadas para, à força, acabar com a greve


O presidente Michel Temer fez uma declaração contundente, na tarde desta sexta-feira (25), sobre a greve dos caminhoneiros que continua em todos os estados e no Distrito Federal. Depois do fracasso do acordo anunciado com pompa por ministros em entrevista coletiva em Brasília e por Temer para empresários, em Minas Gerais, o governo decidiu usar da força e convocar as Forças Armadas para desbloquear as rodovias ocupadas pelos grevistas. “O governo terá a coragem de exercer sua autoridade em defesa do povo brasileiro”, disse o presidente.O comando do Exército já começou a movimentar as tropas para a ação de retirada dos manifestantes.

Serão acionadas para a ação contra os caminhoneiros o Exército, Marinha, Aeronáutica e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O presidente culpou “radicais” pelas ações em todo o país que interditam as rodovias estaduais e federais. “Muitos caminhoneiros estão fazendo sua parte, mas uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedindo que muitos caminhoneiros atendam a população e façam seu trabalho”, disse Temer.

Segundo o presidente, a ação é necessária para reestabelecer os estoques de alimentos e de combustíveis nas cidades. “Não vamos permitir que a população fique sem gêneros de primeira necessidade. Não vamos permitir que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas. Não vamos permitir que crianças sejam prejudicadas pelo fechamento de escolas. Como não vamos permitir que produtores tenham seu trabalho mais afetado”, declarou.

Acordo fracassado

Os protestos acontecem em todos os estados do país e no Distrito Federal nesta sexta-feira contrariando a expectativa do governo. Na noite anterior (24), ministros do governo reuniram a imprensa para anunciar um acordo com a categoria para a suspensão da greve. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que, após uma reunião de mais de 6 horas com representantes da categoria dos caminhoneiros, foi fechado um acordo para suspender a greve, que dura desde segunda-feira (21), por quinze dias. Ao mesmo tempo que a coletiva acontecia, em Minas Gerais, o presidente Temer anunciava diante de empresários que a solução para a greve havia sido construída.

De acordo com o ministro, a desmobilização da paralisação começaria ainda hoje. No acordo anunciado como firmado com os caminhoneiros, a greve seria suspensa por 15 dias, quando seria feita uma nova reunião entre a categoria e o governo para avaliar o cumprimento dos compromissos estabelecidos.

No Fórum
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“Parente tem experiência em promover desabastecimento”

O ex-diretor da Petrobras lembra do papel do atual presidente da estatal no racionamento de energia de 2001 e defende o uso correto da Cide


Professor do Instituto de Energia da USP e ex-diretor de gás da Petrobras, Ildo Sauer não se surpreende com a crise provocada pela greve dos caminhoneiros. E atribui grande parte dos problemas à “ânsia” do presidente da estatal, Pedro Parente, em atender os interesses do mercado.

“O Parente tem notória experiência em promover desabastecimento e desorganizar setores econômicos, basta lembrar do seu papel, como integrante do governo Fernando Henrique Cardoso, no racionamento de energia de 2001. O racionamento, aliás, removeu os tucanos do poder em Brasília no ano seguinte. Eles nunca mais ganharam uma eleição”.

O executivo, diz Sauer, atuou a favor dos interesses de produtores independentes de energia naquele momento e agora só se preocupa em perseguir o objetivo de maximização dos lucros da Petrobras, sem nenhum outro compromisso estratégico.

Ele cita a decisão da petroleira de reduzir o refino e estimular a importação de derivados. Manter o preço em alta é um grande negócio para os importadores privados, que garantem uma alta margem de lucro, explica.

O ex-diretor da Petrobras ressalta ainda que os escândalos de corrupção abalaram a confiança da sociedade na estatal e abriram caminho para a estratégia implantada pela atual diretoria, como se fosse a única opção legítima. “A escolha de Parente para comandar a empresa é muito emblemática”.

O custo de produção de petróleo na área do pré-sal, avalia, está em 10 dólares por barril, enquanto a cotação no mercado internacional gira neste momento na casa dos 80 dólares. O Brasil exporta um bilhão de barris por ano, o equivalente a cerca de 250 bilhões de reais. “É este valor que está em disputa por interesses legítimos, mas conflitantes. Entre os acionistas privados e os consumidores”.

Parente, diz Sauer, está amparado pela Lei do Petróleo de 1997, aprovada durante o governo FHC, que retirou o monopólio das mãos da Petrobras e determinou que os preços deveriam se adequar aos “custos de oportunidade”, ou, em outras palavras, às flutuações do mercado.

Ele só cumpre aquela lei, afirma o acadêmico, que os governos do PT não tiveram coragem de modificar, apesar dos inúmeros conselhos de quem se preocupa com a geopolítica do petróleo e o papel decisivo da commodity ao longo da história. “O Lula e a Dilma decidiram interferir na marra e essa postura desaguou em várias ações judiciais de acionistas minoritários”.

Segundo Sauer, a função da Cide, uma contribuição do domínio econômico sancionada em 2001, foi distorcida e deixou de servir para estabilizar o mercado de combustíveis.

O imposto, hoje tão criticado, acabou incorporado à conta do superávit primário, mas o objetivo de sua criação era possibilitar um equilíbrio dos preços internos diante das flutuações no mercado internacional.

Quando o valor do barril estivesse alto, a Cide seria reduzida ou zerada. Em situações inversas, ela subiria para remunerar a Petrobras e impedir que a queda brusca da gasolina e do diesel prejudicasse os produtores de etanol, combustível alternativo.

Sauer acredita que o uso correto, original, da contribuição impediria no futuro flutuações tão acentuadas dos preços. Desta forma, seria possível desempenhar um papel no desenvolvimento brasileiro sem prejudicar a remuneração dos detentores de ações da companhia.

O que tornou a disputa mais parelha entre os grevistas e o governo, avalia o professor da USP, é a capacidade dos caminhoneiros e das empresas do setor de parar o País. “O consumidor está à mercê da precariedade da matriz de transportes do Brasil. É um sistema caro e frágil, majoritariamente dependente dos caminhões e do uso do diesel”.

Sérgio Lírio
No CartaCapital
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Com organização via WhatsApp, caminhoneiros atropelam acordo com Temer


Uma parcela dos caminhoneiros autônomos não se sente representada pelo acordo firmado por alguns representantes da categoria e o governo federal nesta quinta (24). Nas listas de WhatsApp que reúnem esses profissionais (e que tiveram papel fundamental na eclosão da paralisação), há muita insatisfação pelo que constatou este blog.

Muitos acham que o acordo beneficia mais as empresas de transporte de cargas e não os autônomos. E demandam a redução ''de verdade'' no preço do diesel, seja pela Petrobras, pela via queda da incidência do PIS/Cofins pelo governo federal ou por qualquer outro caminho. E também a queda no valor dos pedágios e a garantia de estabilidade no repasse de flutuações de alta do preço internacional do diesel (que aumentam o custo do frete e reduzem a margem de lucro durante um serviço já contratado) para além dos 30 dias prometidos pelo governo.

A pauta básica é, portanto, redução dos custos. Pois, com o que sobra, segundo os caminhoneiros, não é possível manter a dignidade que ficou mais cara (quem diz que o custo de vida não aumentou, não depende de salário) e mais difícil (com o crescimento da concorrência, pela expansão das frotas). Ou seja, insatisfação cozida em diversas instâncias da vida e canalisada na única forma que conhecem: parando de dirigir.

A paralisação, que atinge seu quinto dia, começou com o descontentamento de autônomos. Depois passou também a ser apoiada por parte das empresas de transporte de cargas, que se aproveitaram do momento para tentar sequestrar a pauta. Como já escrevi aqui ontem, há uma greve legítima de trabalhadores junto a um locaute de algumas empresas interessadas no corte de custos e aumento de lucros. Lembrando que ''greve de patrões'' é algo ilegal que deveria ser combatido pelo governo, se governo houvesse.

Resta saber o tamanho do movimento real de caminhoneiros autônomos, que congregam mais de um terço da frota do país, em greve. Mesmo sem a participação de empresas de frete (que também têm interesse na redução do diesel), eles são capazes de bloquear pontos estratégicos de escoamento de produtos nas rodovias ao contrário do que apontam alguns analistas. Não são necessários muitos caminhões parados para tornar a vida do país um inferno. Mais importante é um número suficiente de caminhoneiros tanto para evitar que colegas furem os piquetes quanto para se protegerem diante de uma tentativa de desocupação forçada por parte da polícia.

Papel da redes sociais

Nas listas de WhatsApp, nesta madrugada de sexta, circularam mensagens irritadas, afirmando que o acordo fechado não representa o movimento e chamando instituições que participaram dele de traidoras (nem todos os sindicatos e associações endossoram-no). Conversei com caminhoneiros, por telefone, que me leram algumas delas. Como diria a suposta declaração de Garrincha frente ao planejamento teórico do técnico Feola, antes do jogo com a União Soviética, na Copa de 1958, faltou o governo combinar com os russos.

A possibilidade de conexão de trabalhadores através de serviços de mensagens instantâneas coloca em cheque a própria ideia de representatividade e dificulta o estabelecimento de acordos da forma tradicional, entre associações patronais, sindicatos e governos. Com isso, acordos não são mais debatidos apenas em assembleias, com presença de uma parcela da categoria decidindo pelos demais. Todos podem dar sua opinião – dos que querem buscar uma solução rápida àqueles que desejam ver o circo pegar fogo para desestabilizar (mais ainda) o governo e, quiçá, ajudar seu candidato. Quem é capaz de fomentar, organizar e sintetizar, mas também induzir e manipular, o que é discutido nos diferentes grupos tem grande poder nas mãos, pois constrói a ''opinião'' de uma categoria.

Quando o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes fechou um acordo com o sindicato dos garis em greve, em 2014, acreditava estar botando um ponto final no acúmulo do lixo nas ruas da cidade após o carnaval. Os trabalhadores não se reconheceram no acordo (que era mesmo ruim frente à situação social dos garis) e seguiram a pressão até conseguirem o que queriam. A situação, claro, é bem diferente naquele e neste momento, seja pela participação ilegal de donos de empresas e pelo contexto. Mas a lacuna de representatividade é sentida não apenas entre cidadãos e os parlamentos, mas entre quem diz representar interesses de trabalhadores e os trabalhadores. Ou mesmo associações de patrões e as empresas em si.

E enquanto a representatividade não é reinventada, seja com a substituição de instituições sindicais desconectadas do interesse de seus representados, seja por ignorar novas formas de envolvimento dos trabalhadores, acordos como esse são atropelados. Melhor sorte tiveram os sindicatos que rechaçaram a proposta e não a endossaram.


Caminhoneiros fazem protesto na BR-324, na Bahia.
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Por fim, movimentos que nascem de descontentamento de um grupo cozido na internet podem até começar de um jeito, mas terminam de outro totalmente diferente. Porque podem funcionar como catalisadores de outras insatisfações que já estavam por aí, apesar de não aparecerem em público. Ao mesmo tempo, grupos que não estão envolvidos na pauta original podem agir para ressignificar movimentos, utilizando-os para fortalecer seus próprios interesses.

Algumas pessoas utilizam o próprio WhatsApp para promover paranoia, conspiração e caos (seja por sociopatia, seja para cumprir sua pauta), como é possível ver pelos boatos de desabastecimento e de golpe militar que circulam por conta da greve. Esse cenário surge porque há terreno fértil para tanto. Neste caso, menos culpa das redes sociais e de falhas na educação formal do brasileiro. E mais de um governo fraco e incompetente, que já provou estar mais sintonizado ao poder econômico do que às necessidades da população, incapaz de mediar conflitos e sem legitimidade para fazer valer a lei. Esse governo permite, por sua inoperância, lacunas que são preenchidas por quem vive de explorar o medo.

E, principalmente, um governo que teme irritar o mercado e rediscutir a política de preço da Petrobras. Como empresa de capital misto, ela não tem o objetivo apenas de levar lucro aos seus acionistas, mas de fomentar o desenvolvimento social brasileiro. O governo entregou a empresa ao mercado e, agora, não consegue rediscutir o equilíbrio entre ambas as funções. E, com isso, apresenta soluções que vão impactar o restante da população, tirando dinheiro de onde não há.

Quem vai perder é educação, saúde e segurança públicas, que sofrerão mais cortes. Mas tudo bem, porque não são áreas prioritárias pela ótica do governo, como já havia sido afirmado pela proposição da PEC do Teto dos Gastos – que congelou, por 20 anos, novos investimentos públicos. A prioridade é Michel Temer conseguir chegar ao final do ano.

Diante da crescente insatisfação popular e da possibilidade de envolvimento de outras categorias, quanto mais greve durar, mais difícil será a tarefa do presidente.

Leonardo Sakamoto
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Ao negar suspeição, Moro torna-se suspeitíssimo


Sérgio Moro abusou da arrogância, do cinismo e da ironia para negar seu pedido de afastamento, por suspeição, do julgamento da ação penal do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia.

A defesa do Lula entende que é evidente a intimidade do Moro com os tucanos, a tribo político-partidária diretamente interessada em prejudicar Lula, para não dizer aniquilá-lo, inclusive fisicamente.

Na visão dos advogados do Lula, essa intimidade, retratada em animadas fotografias, “é incompatível com a imparcialidade e a independência que se esperam de quem deverá julgar esta causa criminal”.

Em Nova Iorque, onde participou de glamoroso [e brega] evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, os afilhados de Carlos Zucolotto Júnior[1], o nobiliário casal Rosângela e Sergio Moro, pousaram para fotografia com “o casal” João Dória Júnior, um tucano que faz do ódio ao Lula sua verdadeira razão de ser.

Segundo o UOL, “o magistrado afirma ainda que ‘pessoas tiram fotos em eventos públicos’ e que é possível encontrar na internet dezenas de fotos de Lula com ‘políticos oposicionistas’, mas que isso não significaria que, ‘por conta da foto, eram ou se tornaram aliados políticos’Ele inclui, em seguida, um link de busca para a frase ‘fotos de Lula com Aécio Neves’, que retorna uma série de imagens dos políticos lado a lado”.

O UOL dá vazão a Moro, que “também argumenta que é possível encontrar fotos de Lula com ‘políticos atualmente presos, o que não significa necessariamente que são cúmplices na atividade criminal específica’. O magistrado então inclui um link de busca para a frase ‘fotos de Lula com Geddel’, que dá como resultado algumas imagens do ex-presidente ao lado de Geddel Vieira Lima, preso na Papuda, em Brasília, desde o dia 8 de setembro de 2017”.

Como se vê, o soberano não deixou de fazer associações capciosas e caiu em evidente contradição. Ele, Moro, invocou equiparação de papel público com o exercido por Lula, um assumido e notório agente político, para justificar sua suposta – porém inexistente – naturalidade em ser fotografado com seus [do Moro] companheiros partidários.

A contradição do raciocínio arrogante, cínico e irônico do Moro é que Lula é um agente político, ao passo que Moro é – ao menos formalmente – um juiz; ou alguém que, pelo menos, deveria curvar-se ao recato da magistratura estipulado na Lei da Magistratura, no Código de Ética da Magistratura, no Código de Processo Penal e nas normas do Conselho Nacional de Justiça.

Como político, como dirigente partidário e, em especial, como presidente da República, é plenamente justificável que Lula tenha se reunido e eventualmente tenha sido fotografado com políticos de todas as matizes ideológicas. O “político” Moro, curiosamente, por coincidência só é fotografado com a tucanalha ou com personagens da direita.

Afinal, se as lideranças do mundo inteiro se acotovelavam para fazer fotografias com “o cara”, como Obama se referia a Lula, porque inclusive os canalhas do bando do Moro – do seu PSDB e dos partidos integrantes da bandidagem golpista – haveriam de recusar uma fotografia com Lula?

Moro, como juiz, deveria se render à exigência elementar do recato da magistratura. Se quiser brilhar como celebridade na arena política, Moro deve retirar a toga que lhe outorga o poder de fabricar a brutal farsa contra Lula, e se assumir na arena política.

Para isso, Moro não precisa muito. Ele já traja o uniforme para desempenhar com êxito absoluto este papel: plumagem, bico, empáfia, cinismo, ódio e smoking.

A soberba, outra vez, derrubou Moro, e deu razão à defesa do Lula, que teve facilitado o trabalho de demonstrar porque Moro é totalmente suspeito para julgá-lo.

[1] Carlos Zucolotto Júnior, amigo íntimo, frequentador de show do Fagner, padrinho de casamento de Rosângela e Sérgio Moro e ex-sócio da Srª Moro, foi denunciado por Rodrigo Tacla Duran por pedir 5 milhões de dólares de propina para intermediar negociação de delação premiada em termos favoráveis. Zucolotto citou como avalista da proposta de propina alguém que atende pela sigla DD – na Lava Jato, ao que se sabe, a única pessoa que corresponde à sigla DD é Deltan Dallagnol.

Jeferson Miola
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Estadão-Ipsos revela aumento na aprovação de Lula e na desaprovação a Moro

Na primeira pesquisa do Ipsos feita inteiramente após a prisão de Lula, a desaprovação ao petista aparece com tendência de queda: era de 57% em março, passou a 54% em abril e oscilou para 52% em maio. Já a aprovação, no mesmo período, foi de 41%, 42% e 45%, respectivamente.


O juiz Sérgio Moro, que condenou Lula em primeira instância, é desaprovado por 50%, e aprovado por 40%.

Bolsonaro

No caso de Bolsonaro, seis em cada dez eleitores não aprovam seu desempenho, segundo a pesquisa. A taxa de aprovação é de apenas 23%. Os números são os mesmos do levantamento anterior, feito em abril.

Marina Silva

Marina Silva tem desaprovação de 61%, segundo o Ipsos.

Henrique Meirelles

A desaprovação ao ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles é de 61%, e a aprovação, de apenas 7%.

Geraldo Alckmin

A desaprovação ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é de 69%, o quádruplo de sua aprovação, de 17%.

Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, tem taxa de desaprovação de 47%, e de aprovação, de 25%. Outros 28% não a conhecem ou não souberam responder.

Leia a matéria completa aqui.



Mais uma pesquisa com Lula lá e o resto…

ipsosmai18

O Barômetro Político Ipsos/Estadão, que não mede intenção de voto, mas aprovação e desaprovação aos personagens da cena política, em parte já com o impacto dos bloqueios de estrada, mostra que a tendência eleitoral do brasileiro segue apontando Lula, disparado, como o político menos rejeitado e, sobretudo, mais aprovado, entre os nomes apresentados à eleição presidencial.

Mesmo dentro da margem de erro, a desaprovação a Lula caiu 2 pontos em um mês (54 para 52%) e segue caindo desde os 68 pontos de junho do ano passado. E a aprovação sobe, passando, no mesmo período de 38 para 45%.

Seu principal adversário – que, óbvio, não são os demais presidenciáveis, mas o juiz Ségio Moro, segue trajetória inversa. Há um ano,  era aprovado por 69% dos entrevistado e reprovado por apenas 22%. Hoje, estes números inverteram-se: 50% de reporvação e 40% de aprovação.

Dos demais candidatos mais destacados, a diferença entre reprovação e aprovação nunca é menos que o dobro, de Marina Silca (61% reprovam  para 30% que aprovam) até o quádruplo (Geraldo Alckmin, a quem 69% reprovam e 17% aprovam).

Pior para eles: todas as taxas de rejeição- exceto a de Lula, que se reduz – crescem de um ano para cá.
Lula vai impondo sobre a mídia e a Justiça a convicção de que sua condenação é política e, portanto, mantendo sua posição de referência da população.

Fernando Brito
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Funcionária de empresa que patrocina greve dos caminhoneiros com bebidas e alimentos diz que “as outras também tão fazendo”


A Fórum conseguiu filmes de vários carros de empresas com funcionários identificados fazendo entregas de alimentos e bebidas para os grevistas. Veja aqui

Diversos vídeos e fotos que correram em grupos de whatsapp dos caminhoneiros da Baixada Santista, na tarde desta quinta-feira (24), comprovam a entrega de alimentos para os grevistas por parte de, pelo menos, duas empresas transportadoras, a Nelcar e a Sigma.

Um carro da Sigma foi filmado fazendo entregas para os grevistas. Uma funcionária que não quis se identificar, disse à reportagem pelo telefone que nós deveríamos “procurar outras empresas que também estão fazendo”. Até o encerramento desta reportagem a empresa não se pronunciou.



No caso da Nelcar, o vídeo, feito por um caminhoneiro, mostra dois funcionários uniformizados com um carro da empresa caracterizado distribuindo refrigerantes e gelo para os grevistas. O próprio trabalhador que está filmando agradece aos funcionários as entregas.



Procurada, a Nelcar informou que não havia ninguém na empresa naquele momento que pudesse dar informações e, provavelmente, não chegaria ninguém durante o dia.

Locaute

A greve dos caminhoneiros chega ao seu 5º dia com várias acusações de participação dos empresários no apoio aos trabalhadores, o que caracteriza Locaute. Locaute é uma prática ilegal, pela qual empresas impedem empregados de trabalhar em razão dos próprios interesses e não das reivindicações dos trabalhadores. No caso do movimento dos caminhoneiros, do qual participaram autônomos (sem vínculo empregatício com transportadoras), haveria interesse direto das empresas de forçar a redução do preço do diesel. Estas imagens corroboram com isso.

Lista de empresas que colaboram com a greve

Uma lista com várias outras transportadores que também estariam colaborando com a greve circulou pelas redes de whatsapp. Entre elas estão transportadoras e postos de gasolina. A Fórum não conseguiu, até o fechamento dessa reportagem, confirmar a participação destas empresas na greve.

Segue a lista abaixo:

Empresas Parceiras

Posto Aldo

Posto Locatelli

Nelcar transportes

Grupo Isis

Rorima

Expresso Santos

Siti

Covre transportes

Stolthaven santos

Segtrans

Cooperinter

Sigma

Campanário

Idealmex

LB

Dalastra

JBS Gaúcho

Wtm

Mk

Cooperbas

AFT Cargo

Gelog

Supertrans

RB Campos

ITRI rodoferrovia

Viamac

Galuzzi

CarpoLog

Empresas que estão colaborando com a Alimentação em diversos pontos na Baixada

Obrigado pelo apoio aos Caminhoneiros de Santos-SP#13
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Mino Carta comenta greve dos caminhoneiros: "Um terremoto está sendo gerado"


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Greve não acabou. Acordo foi com pelegos


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Acordo: Parente enfia subsídios no lombo do povo!

Reunião com caminhoneiros desloca impostos para o rombo do déficit

Na imagem, aqueles que fizeram os canalhas reféns: os abutres (de NY)
 Reprodução/Sul21
Representantes de caminhoneiros e do Governo se reuniram por quatro horas no Palácio do Planalto e chegaram a um acordo que mantivesse a hegemonia do Pedro Malan Parente e da Míriam Lúcia sobre a República Federativa da Cloaca.

O acordo, em resumo, é assim:

- a greve ou lockout é suspensa enquanto o Governo e o Congresso retiram impostos federais do preço do diesel (e só do diesel);

- assim, espera-se que o preço do diesel para o caminhoneiro fique mais barato;

- como o Governo não vai recolher esses impostos, terá que ser recompensado - com o lombo do povo - e, no que não for recompensado, vai abrir mais o rombo do orçamento, aquele buraco do Meirelles (que fugiu...);

- com menos dinheiro, já que o rombo aumentou, o Governo vai investir menos e prestar menos serviços, o que prejudicará, sobretudo, povo;

- tudo isso porque os canalhas e canalhas se tornaram reféns dos acionistas minoritários da Petrobras, os abutres da Bolsa de Nova York (porque os majoritários são o povo brasileiro);

- e tudo isso, porque o Governo tira dinheiro de tudo, sobretudo do povo, mas não deixa de pagar os juros dos rentistas, financistas e banqueiros!

Veja o que decidiram os canalhas, com os caminhoneiros:

Governo e entidades anunciam acordo para suspender paralisação por 15 dias

Representante de uma associação, contudo, disse que manterá o movimento. Após sete horas de reunião, o governo e um grupo de caminhoneiros anunciaram a suspensão, por 15 dias, da paralisação que afetava estradas de 22 estados e do Distrito Federal.

* * *

No G1:

Eliseu Padilha [ministro-chefe da Casa Civil,] diz que foi celebrado um termo de acordo com representantes dos líderes do movimento. Ele faz a ressalva de que apenas um dos participantes da rodada de negociações, ao fim do processo, optou por não assinar o termo.

"Nós vamos reduzir a zero a Cide para o ano de 2018. Recebemos com grande satisfação a notícia do ministro Pedro Parente dizendo que a Petrobras estava reduzindo o preço do diesel nas refinarias em 10% e assumimos essa redação do preço", disse Padilha.

(...) [ O ministro da Fazenda, Eduardo] Guardia anunciou que o governo vai criar um programa de subvenção econômica para que a gente possa passar esse custo que é a diferença entre o preço que está fixado e o preço que seria praticado pela política da Petrobras. Segundo o ministro da Fazenda, durante 15 dias a Petrobras vai assumir os custos com a redução de R$ 0,23 centavos no valor do litro do diesel. “A partir do 15º dias vamos assumir o restante dos 15 dias para completar o mês. Completado o mês, você vai fazer um reajuste dos preços com base na política da Petrobras e fixa o preço nos próximos 30 dias.”

"Do ponto de vista fiscal, é uma despesa fiscal que vai requerer dotação orçamentária específica. Vamos abrir um crédito extraordinário. Por ser uma despesa nova, ela vai ter que ser compensada nas despesas do Orçamento da União para manter a meta fiscal. Do ponto de vista fiscal, vai ser compatível com a nossa meta”, disse o ministro da Fazenda.

(...)

Leia a íntegra do acordo:





No CAf
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