15 de abr. de 2018

PT e CUT criticam multa contra acampamento de Lula: "inconstitucional"

Na segunda-feira 16, será feita uma nova reunião para discutir outra alternativa de local para os acampados


Nem o domingo nublado, tipicamente curitibano, assustou as centenas de pessoas que compareceram nas imediações da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para manifestar solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ambiente descontraído, onde famílias com crianças e cachorro caminham pelas ruas do entorno, pode estar com as horas contadas.

Um despacho do juiz substituto da 3ª Vara da Fazenda Pública, Jailton Juan Carlos Tontini, determinou que área seja evacuada e fixou a multa diária no valor de R$ 500 mil em caso de não cumprimento. No despacho, Tontini cita o Partido dos Trabalhadores (PT), o Movimento UFPR Livre, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), além dos movimentos Curitiba Contra a Corrupção e Brasil Livre (MBL).

O primeiro pedido para impedir a presença dos manifestantes partiu da Prefeitura Municipal de Curitiba que, por meio de uma liminar concedida pelo juiz substituto Ernani Mendes Silva Filho, no último dia 7, data da chegada de Lula a Curitiba, tentou evitar o trânsito de pessoas “nas áreas descritas na inicial” bem como “ montar estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade”. A medida não surtiu nenhum efeito.

A opção apresentada pela Prefeitura de Curitiba para transferência dos acampados foi uma área localizada no bairro Atuba, distante a mais de 10 km da sede da PF. Os coordenadores do movimento pró-Lula não aceitaram a proposta. “O que se pretende é esvaziar o movimento de vigília, retirando as pessoas que estão aqui. Mas nós vamos resistir. Podemos sair, mas não deixaremos de protestar na porta da PF”, afirmou o sindicalista Antonio Moreno de Campos, de Porto Alegre, RS.

De acordo com o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Dr. Rosinha, a decisão do juiz em estipular uma multa no valor de R$ 500 mil por dia, em caso de descumprimento, “é inexequível”. “Trata-se de algo totalmente desproporcional e desequilibrado. Um absurdo jurídico. O que se pretende á cercear o livre direito as manifestações democráticas”.

O impasse permanece. Ficou acordado para segunda feira 16, uma nova reunião a fim de discutir outra alternativa onde os acampados possam ficar. “Queremos um local mais próximo, onde os deslocamentos sejam feitos de maneira segura e garantam o direito de ir e vir de cada cidadão ou cidadã” afirmou Rosinha. Também deverá ser discutido e acordado na reunião se as manifestações poderão continuar a ocorrer nas imediações do prédio da PF, como acontece diariamente, além da permanência das barracas que garantem a estrutura de organização dos protestos. “Nós entendemos que sim, afinal, a Constituição garante o direito da livre manifestação”.

Vagner Freitas, presidente da CUT, afirmou que essa é mais uma atitude antidemocrática na escalada autoritária e conservadora que tomou conta do país desde 2014, quando os que perderam as eleições deram início ao caos institucional e a onda de intolerância e ódio contra aqueles que defendem os direitos sociais e trabalhistas. “É a justiça que a se aproveita da baderna em que o golpe jogou o Brasil para fazer política, para tentar interferir no processo eleitoral criminalizando os movimentos populares e sindical, assim como os partidos progressistas”.

Para o advogado Eugênio Aragão, que representa o PT e os movimentos populares sociais junto a justiça do Paraná, “a decisão é claramente inconstitucional e arbitrária e o PT e a CUT tomarão todas as medidas jurídicas cabíveis para garantir o livre direito às manifestações”.

Rene Ruschel
No CartaCapital
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Não é um adeus. É um até logo.


A despedida da família e dos amigos após a cerimônia em homenagem a Dona Marisa no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Fotos: Ricardo Stuckert















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Datafolha e o quartel de Abrantes – tudo como antes

A prisão de Lula não alterou o quadro eleitoral – Lula vence em todos os cenários

Essa deveria ser a manchete da Folha de 15 de janeiro de 2018 que traz os resultados da primeira pesquisa de intenção de votos após a prisão de Lula, mas não é –  Preso, Lula perde votos.

Mais do que um caso de wishful thinking trata-se da maldição da Folha – é possível contar um monte de mentiras dizendo apenas a verdade.

Como levar um ponto para dentro da curva

Na pesquisa de janeiro de 2018, Lula tinha 35% de intenção de votos. Lula tem agora em abril, após ser preso, 31% de intenção de votos.

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Estatisticamente nada mudou. Lula vence em todos os cenários, no primeiro e no segundo turnos.

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Mas, em termos absolutos, Lula perdeu realmente 4 pontos percentuais em uma pesquisa com a margem de erro de 2 pontos percentuais. Como explicar?

A primeira explicação para o resultado é a dispersão de votos. A Folha fez a pesquisa de janeiro explorando 9 cenários diferentes com 11 candidatos. A pesquisa de agora mantém os 9 cenários – um inclusive sem a participação do PT – mas o número de candidatos sobe para 17. Não é necessário muito conhecimento de estatística para perceber que tal dispersão desfavorece a formação de maiorias. O percentual de intenção de votos para “outros candidatos” – os nanicos – cresce 7 pontos percentuais, passando de 13% para 20%, entre uma pesquisa e outra.

A volta do pêndulo

Outra explicação – essa com fundamento sociológico – é a figura do eleitor-pêndulo. Historicamente o eleitor se divide em terços em relação ao petismo. Um terço o apoia e um terço o rejeita. Havendo o terceiro terço que oscila entre o apoio e a rejeição.

pêndulo

A rejeição a Lula tem caído. Era de 36% em setembro de 2017 e é de 31% em abril de 2018. O apoio se manteve. Era de 33% em setembro de 2017 e é de 32% em abril de 2018. A variação se dá com eleitor pendular. Eram 36% em setembro de 2017 e são 37% agora. Aparentemente não houve mudança. Mas houve.

Lembremos que a pesquisa anterior é de janeiro de 2018 e em dezembro de 2017 Lula tem sua maior taxa de apoio – 38% – os pendulares são então 31%. Agora inverte-se. O apoio a Lula é de 31% e os pendulares são 37%. A rejeição não se alterou.

Em dezembro do ano passado, Lula vivia um tormentoso momento de calmaria em relação à campanha de destruição de imagem que os meios de comunicação de massa lhe dedicam. E o eleitor dava-se conta do fracasso do governo Temer. Passou a apoiar mais Lula.

Não é preciso recordar o que acorreu com Lula nos últimos 4 meses. Condenação em 2ª instância, julgamento de habeas corpus – volta de manifestoches patrocinados em páginas inteiras dos principais jornais e até procurador da República fazendo jejum em ato religioso pela derrota de Lula no STF.

vem pra folha

O eleitor pendular refluiu no seu apoio – mas não passou a rejeitar Lula.

A bola ainda está com Lula

Tanto que a informação mais importante da pesquisa mostra que não houve alteração no potencial de transferência de votos de Lula – 46% dos eleitores dizem que poderiam votar em um candidato apoiado por ele e 16% votariam com certeza. Valores idênticos aos de janeiro.

lula eleitor

O poste de Lula então estaria virtualmente no segundo turno das eleições de 2018.

O sinal do poste e o herdeiro de Lula

Ocorre que esse eleitor está confuso e aguardando uma sinalização de Lula. Quem é o poste de Lula?

Quando o cenário sem Lula ou o PT é apresentado ao eleitor, o índice que mais cresce é o de “brancos / nulos e não sabe”. É de 15% com Lula participando e vai a 26% dos eleitores sem ele. Quando consultados apenas eleitores petistas, esse índice vai a 35%.

datafolha abr18 sem Lula

Tampouco há um herdeiro presuntivo de Lula, no momento. Naturalmente, candidatos mais afinados com a esquerda se beneficiam com a ausência de Lula. Mariana Silva – a eterna viuvinha da floresta e Ciro Gomes – o eterno “plano B”. Mas é o crescimento do índice de “brancos / nulos e não sabe” o que realmente chama a atenção – 11 pontos percentuais.

datafolha abr18 sem Lula2

Chega-se assim a um ponto limite da campanha eleitoral de 2018 e do próprio golpe em andamento. As chances de Lula concorrer são mínimas – quase inexistentes – e as chances de participar da campanha dependem da reversão do entendimento do STF quanto à prisão em segunda instância.

O ministro Marco Aurélio ameaça levar a decisão a plenário nos próximos dias. Na hipótese cada vez mais remota da Ministra Rosa Weber votar segundo sua consciência, o PT estará no segundo turno. Na hipótese mais provável de Lula ser mantido incomunicável em solitária morística, o poste de Lula tem que ser aceso em seguida.

Até lá, tudo que se pode dizer com segurança é que com Lula preso continua tudo como antes no quartel de Abrantes.

Sérgio Saraiva
No Oficina de Concertos Gerais e Poesia
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Lula caiu de 37 para 31%? Sérios motivos para duvidar da pesquisa do DataFolha

Foto: Ricardo Stuckert
A pesquisa divulgada hoje pelo DataFolha nos faz crer que Lula caiu de 37 para 31% nas intenções de voto, e que isso é consequência da sua prisão. No entanto, ao analisar o artigo do diretor-geral do DataFolha, Mauro Paulino, publicado no portal UOL, aparecem graves motivos para duvidar desse resultado. O pior deles é que foram mudados os cenários e o número de candidatos e isso, como diz o diretor-geral, impede que se compare as duas pesquisas. No entanto, como vamos ver, ele mesmo foi o primeiro a fazer essa comparação.

Mas, como evitar a comparação? A pesquisa foi feita justamente para comparar o cenário atual, após a prisão, com o de janeiro.  E o país inteiro, nesse momento, está fazendo essa comparação – ilícita, diz o diretor-geral do DataFolha – do Lula com 37 % em janeiro com o Lula com 31% hoje.

E o primeiro a fazer o que não deveria ser feito foi o próprio diretor-geral do DataFolha em seu artigo. Como pode isso? Vejamos a coisa de perto.

O artigo do diretor geral do DataFolha Mauro Paulino causa perplexidade. Como se sabe, a consulta eleitoral é um caso extremo de expressão da opinião pública. E a opinião pública mostra linhas de coerência, tendências gerais, que não podem estar em relação assimétrica, ou inversa, sem nos despertar desconfiança. E é esse o caso da pesquisa do DataFolha. Diz o diretor-geral comentando a pesquisa que:
“o potencial do ex-presidente como cabo eleitoral oscila positivamente, e a rejeição à sua candidatura, ao invés de crescer com sua prisão, cai quatro pontos percentuais.”
Isso é totalmente incompatível com uma queda nas intenções de voto em Lula. Não é possível que duas tendências se acentuem positivamente para Lula (ou seja, que se torne um cabo eleitoral mais forte e que sua rejeição caia quatro pontos percentuais) e outra variável, derivada dessas duas, a intenção de votos nele, siga trajetória negativa, ou seja, que passe de 37 (em janeiro) para 31% das intenções de voto (em abril).

Só num país de loucos varridos, se poderia crer que esse saco de gatos disparatado de tendências (positivas e negativas) poderia descer goela abaixo dos leitores. Ou seja, parece que estão servindo gato por lebre.

O pior é que os dados positivos para Lula não constam do artigo principal em que o UOL hoje, o portal da Folha, divulgou a pesquisa: Prisão enfraquece Lula e põe Marina perto de Bolsonaro, diz Datafolha

Além disso, outra surpresa, justamente na pergunta principal do DataFolha. Diz o seu diretor:
“Nas respostas espontâneas, sem o estímulo do cartão que contém os nomes dos candidatos, menções ao ex-presidente caem quatro pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro.”
Ou seja, pergunta-se algo como “Em quem você votaria para presidente esse ano?”, sem mostrar nomes ou imagens de candidatos, e aí verifica-se que as “menções ao ex-presidente caem quatro pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro”.

A primeira coisa curiosa, é que segundo o artigo “os demais candidatos não crescem”. Para isso, porém, ensaia-se uma explicação: a do aumento significativo das declarações de voto nulo ou em branco: “21% dizem que votarão em branco ou nulo, um patamar inédito em pesquisas eleitorais a seis meses do pleito.”

No entanto, o que mais acende o alerta crítico em relação à pesquisa é que, precisamente após trazer essa informação fazendo a comparação com a pesquisa de janeiro, se diz que essa comparação não pode ser feita. Repito para o leitor, para que esse ponto fique absolutamente claro. O diretor do DataFolha acaba de afirmar o seguinte: “menções ao ex-presidente caem quatro pontos percentuais em relação ao levantamento de janeiro”.

E ai, quase na frase seguinte, nos brinda com essa pérola:
“Os resultados das perguntas sobre o primeiro turno não permitem comparações com os da pesquisa de janeiro porque os cenários testados são diferentes, com inclusão de novas candidaturas e exclusão de outras.”
Ora, como não se o diretor-geral do DataFolha inicia seu artigo justamente com essa comparação? Além disso, como não fazer a comparação se toda a pesquisa é destinada justamente a fazer essa comparação, isto é, comparar as intenções de voto em Lula de janeiro com a mudança nessas intenções de voto após sua prisão?

Para que essa comparação não fosse uma farsa, seria simples: bastaria o DataFolha manter os dados da pesquisa anterior, ou seja, os mesmos candidatos e os mesmos cenários. Só nesse caso, a comparação seria metodologicamente legítima.

Se novos candidatos entraram, e outros saíram, que se fizesse uma pesquisa à parte. Já que era sabido, desde o início, que a atual pesquisa, se destinava a fazer a comparação entre a situação de janeiro e esta agora, após a prisão.

Sem ter feito isso, foi como se vândalos mudassem inteiramente não o cenário mas sim a cena do crime.

É preciso lançar todas as luzes da suspeita sobre essa pesquisa. Sobre esse estranho procedimento metodológico e sobre a própria estratégia de divulgação. O PT deve pedir o estudo pormenorizado dos seus dados, das suas perguntas e dos seus cenários. Ver o quanto essas alterações podem ter tido efeito manipulatório e, se for o caso, denunciá-la.

Não podemos esquecer que não há um abismo entre a situação de Lula em janeiro e a situação dele em abril. Se agora ele está preso, em janeiro já estava condenado e, mais que condenado, massacrado diuturnamente, e isso há mais de dois anos, pelas forças coligadas da mídia brasileira, da justiça e do fascismo. Nada mudou entre janeiro e abril.

Bajonas Teixeira
No Cafezinho
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Corregedoria descobre combo de ‘kits flagrantes’ e prende 11 PMs

Armas e drogas estavam em armários de policiais e seriam usadas para forjar crimes; investigação teria partido de aspirante a oficial que viu execução

Corregedoria da PM investigou possível cena de crime forjada
Foto: Google Street View
Fazer vistas grossas ou forjar a cena de crime com uma pessoa morta. Estas são as suspeitas que levaram a Corregedoria da PM de São Paulo a prender temporariamente um grupo de 11 PMs, envolvidos direta ou indiretamente em perseguição que terminou com a morte de Felipe Lemos de Oliveira, no dia 13 de outubro de 2017. Ele e outro homem estavam em uma moto e eram suspeitos de roubo. Com os policiais foram encontrados ‘kits flagrantes’.

As prisões decretadas envolvem sete soldados, dois 1º tenentes, um cabo e um 2º sargento. Dois deles, o tenente Cléber e o cabo Cassiano, teriam agido diretamente na perseguição que terminou com a morte de Oliveira e na prisão de Jonathan Moya, que estava na garupa.

Embora oficialmente a PM afirme que começou a investigar a morte de Oliveira porque as investigações teriam “apontado contradições” na cena do crime, a Ponte apurou uma outra versão sobre o início das investigações. Na viatura em que estavam o tenente e o cabo, haveria um terceiro homem: um aspirante a oficial, espécie de “estagiário” da corporação que acompanhava o trabalho dos policiais.

Após testemunhar o que teria sido uma cena de execução, “mascarada” pelos policiais para parecer que eles haviam revidado aos disparos dos suspeitos, o aspirante não aguentou. Procurou a Corregedoria e denunciou que os seus colegas tinham praticado um homicídio. A partir daí, a Corregedoria decidiu fazer um “fecha” na 3ª e 4ª Companhia do 16º BPM/M, revistando os armários dos policiais.

Perseguição por 7 km termina em morte

Na ocorrência de 13 de outubro, uma viatura identificou três motos suspeitas de praticar roubo na Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, na zona sul da capital. A perseguição teve início na altura do km 14 da Rodovia Raposo Tavares e terminou na Rua Cachoeira do Arrependido.

De acordo com o relato dos policiais da viatura, o motorista da moto caiu em determinado momento e disparou duas vezes antes de conseguir levantar a moto e seguir em fuga – neste momento, a arma teria caído no chão e um dos PMs a pegou. O garupa caiu e acabou preso. Mais para frente, o motoqueiro caiu por ter sido atingido pelo disparo e não resistiu.

A versão oficial é de que a Corregedoria da PM teria desmentido a história dos policiais a partir de um trabalho próprio de investigação. Segundo essa versão, a análise dos rastros das viaturas teria apontado que os PMs não pararam no local em que os suspeitos caíram pela primeira vez e não informaram a apreensão da arma quando fizeram contato por rádio.

Além disso, uma segunda viatura que inicialmente não estava na perseguição passou no local em que o suspeito caiu baleado e morreu. Os PMs permaneceram por um minuto, foram até a sede da 4ª Cia, pararam por três minutos e retornaram para a segunda cena do crime.

Trajeto desde o início até o fim da perseguição 
Foto: Reprodução/Google Maps

Uma testemunha ouvida pela Corregedoria afirmou ter visto um policial militar disparar em uma lixeira. Esse projétil passou por perícia e, após confronto balístico, ficou confirmado que havia saído da arma de um dos tenentes presos.

“Em resumo, a arma pode ter sido plantada na ocorrência e ainda há indícios de que tenha sido disparada para ‘arredondar’o histórico da ocorrência”, sustenta a Corregedoria, que decretou a prisão temporária dos PMs por indícios de fraude processual presenciada ou efetuada, “dentro outros delitos”. A Corregedoria não confirmou a presença de um terceiro homem na viatura que teria feito a denúncia.

Armas de brinquedo e drogas no batalhão

As suspeitas da Corregedoria deram nos mandados de prisão temporária e em revistas nos dormitórios dos policiais envolvidos. Estavam sob posse dos sargentos quatro armas de brinquedo, 36 parangas de maconha, meio tablete de “substância análoga a cocaína”, celulares sem chip, um par de placas de carro e munições disparadas de calibres 38, .40 e 380. Eles também tinham uma arma calibre 38 e munições intactas.

Com os cabos e soldados foram apreendidas pedras de crack, microtubos de “substância análoga a cocaína” e tabletes de maconha. Vistoria em um corredor do dormitório na sede da 4ª Cia encontrou mais microtubos no forro do teto da companhia. Em um alojamento isolado, no fundo da sede, estavam guardadas mais duas armas de brinquedo, munições de festim e um revólver calibre 22.

As drogas, armamento e armas de brinquedos apreendidos nos dormitórios seriam o que os policiais chamam de ‘kit flagrante’ ou P-4 (sigla militar para “almoxarifado”): objetos que servem para ser colocados em cenas de crime para mascarar execuções ou forjar ocorrências de tráfico de drogas.

Outro caso de repercussão envolveu PMs do 16º Batalhão. Em 2015, o policial militar Tyson Oliveira Bastiane deu dois tiros e matou Paulo Henrique Porto de Oliveira, de 23 anos, já rendido, algemado e cercado por três policiais no Butantã, zona oeste de São Paulo. Júri popular considerou Bastiane culpado e o condenou a cumprir 12 anos e cinco meses de prisão.

SSP repudia ‘desvio de conduta’

Questionada pela Ponte, a SSP, por meio de sua assessoria de imprensa terceirizada, a CDN Comunicação, confirmou a operação de busca e apreensão na 4ª Companhia do 16º Batalhão, na qual foram encontradas simulacros (armas de brinquedo), munições, smartphones e entorpecentes. Os 11 policiais militares já estão presos no Presídio Militar Romão Gomes. “A SSP não compactua com desvios de conduta e todas as denúncias são rigorosamente apuradas pelas respectivas Corregedorias”, afirmou a pasta.

Arthur Stabile e Fausto Salvadori
No Ponte
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Pesquisas mostram vontade popular que a mídia-Lava Jato quer ver longe das urnas


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Datafolha: o golpe sem viabilidade eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert
Os resultados da pesquisa Datafolha confirmam que [1] mesmo em prisão política, Lula continua imbatível, e que [2] o bloco golpista continua sem viabilidade eleitoral:
  1. Lula lidera folgadamente em todos os cenários, com o dobro das intenções de voto do segundo colocado, Jair Bolsonaro;
  2. mesmo somados, os votos de Marina, Alckmin, Álvaro Dias, Joaquim Barbosa, Rodrigo Maia, Temer/Meirelles perdem para Lula;
  3. nenhum adversário é páreo para Lula num eventual segundo turno; Lula os vence com enorme vantagem – a menor diferença é de 46% a 32% [Marina];
  4. mesmo impedindo Lula de concorrer, o bloco golpista não conseguiria vencer a eleição. Neste caso, a eleição seria vencida pelos votos nulos e brancos com quase 40% de vantagem sobre o segundo colocado [23% a 17%];
  5. Lula detém altíssimo poder de transferência de votos: cerca de 70% dos eleitores dele – 3 a cada 4 – certamente votaria no candidato indicado por ele;
  6. quase metade [46%] de todos os entrevistados se declara disposta a votar no candidato indicado por Lula;
  7. Alckmin, o candidato por ora preferencial da Lava Jato e do golpe, com desempenho ridículo, não iria para o segundo turno nem mesmo no cenário de banimento do Lula;
  8. Alckmin perde a eleição inclusive em São Paulo – ele deixou o governo com a minguada aprovação de 36%;
  9. mesmo no cenário sem Lula, operado para viabilizar a vitória do golpe e da Lava Jato, Alckmin não decolaria. Os principais beneficiários de eventual migração de votos seriam Marina, que duplicaria seu percentual, e Ciro, que triplicaria. [isso não é a simulação do poder de transferência eleitoral do Lula (itens 5 e 6), mas a simulação de preferências ante a lista de nomes oferecida pela pesquisa, na qual não constava o nome do Lula].
Os resultados da pesquisa Datafolha servem como sinal de alerta para o bloco golpista; indicam a rejeição incontestável de todas as candidaturas da direita – da liberal à fascista.

A pesquisa deixa patente a ilegitimidade da eleição sem Lula, assim como também a ilegitimidade do eventual governo resultante de uma eleição fraudada.

A ditadura Globo-Lava Jato, mesmo promovendo a farsa jurídica que culminou na prisão do Lula, não está conseguindo – e provavelmente não conseguirá – se viabilizar eleitoralmente.

Diante desta realidade, é de se atentar para um horizonte de aprofundamento do golpe e de repressão política sobre o PT e a esquerda para impedir qualquer cenário que fuja ao controle.

Para eles, não basta impedir a eleição do Lula que daria início à restauração da democracia e à reconstrução econômica e social do Brasil; querem impedir a vitória de qualquer candidato que Lula eventualmente decida indicar para enfrentar o fascismo.

O dado importante da pesquisa Datafolha é que a eleição de 2018 deixa de ser uma certeza do calendário institucional do país – o golpe não tem chances de continuidade no terreno da democracia e das regras mínimas do Estado de Direito.

Jeferson Miola
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Palavrões, ameaças e o conflito sentimental que levaram Eduardo Bolsonaro a ser denunciado

Bolsonaro diz que mensagens apresentadas por Patrícia são montagem. Jornalista afirma que sofreu abuso do deputado durante três anos



Vídeo gravado por Patrícia:







Xingamentos, ameaças, uma questão pessoal que ganhou a esfera pública. Esse é um resumo das mensagens atribuídas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) que resultaram na denúncia criminal apresentada contra ele pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Caberá agora aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirem se o deputado responderá como réu ao crime de ameaça, cuja pena vai de um a seis meses de detenção e pagamento de multa. O caso será relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso, considerado hoje um dos mais rigorosos da corte.

Filho do pré-candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, Eduardo é acusado de ter ameaçado, por meio de celular, a jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis, sua ex-assessora, em julho de 2017. A peça enviada pela procuradora-geral ao Supremo reúne reprodução de conversas entre os dois no Telegram, aplicativo concorrente do Whatsapp que tem entre suas principais ferramentas uma que permite a destruição automática das mensagens conforme período pré-estabelecido.

Embora Eduardo tenha acionado o dispositivo para que o texto desaparecesse após cinco segundos, Patrícia conseguiu gravar o diálogo e entregar uma cópia à polícia. Além de prints (reprodução de imagem) das conversas , a vítima prestou depoimento. Raquel Dodge concluiu que a intenção de Eduardo Bolsonaro era, claramente, impedir a livre manifestação de Patrícia com ameaças.

A desavença pública entre os dois começou após Eduardo publicar em seu perfil no Facebook um desabafo a respeito de uma ex-namorada que, nas palavras dele, trocou roupas recatadas por danças sensuais, depois de ter rompido com ele para sair com um médico cubano. “Feminismo é uma doença”, escreveu o deputado.

Mesmo sem ser citada nominalmente, Patrícia respondeu nas redes sociais que viveu uma relação afetiva abusiva com o deputado por três anos. Segundo ela, foi depois disso que eles trocaram as seguintes mensagens que embasaram a denúncia criminal (veja a íntegra):

“(Eduardo) Sua otaria! Quem Vc pensa que é? Tá se achando demais

Se vc falar mais alguma coisa

Eu acabo com a sua vida

(Patrícia) Isso é uma ameaça?

(Eduardo) Entenda como quiser

Depois reclama

Que apanho (sic)

Vc merece mesmo

Abusada

Tinha que ter apanhado mais

Pra aprender a ficar calada

Mais uma palavra e eu acabo com vc

Acabo mais ainda com a sua vida

(Patrícia) Eu estou gravando

(Eduardo) Foda-se

Ngm vai acreditar em vc

Nunca acreditaram

Somos fortes

Me aguarde

Pois vou falar

Vai para o inferno

Puta

Vc vai se arrepender de ter nascido

O aviso está dado

Mais uma palavra

E eu vou pessoalmente atrás de vc

Num pode me envergonhar

(Patrícia) Tchau

Vagabunda

(Patrícia) Resolvemos na justiça

É a melhor forma

(Eduardo) Enfia a justiça no cú”

Uma das reproduções da conversa no Telegram entre Patrícia e Eduardo Bolsonaro que constam da denúncia

Veja a íntegra da denúncia com os prints do diálogo

Montagem

O Congresso em Foco procurou a assessoria de Eduardo Bolsonaro para ouvi-lo sobre o assunto. Foi enviada uma nota em defesa do deputado Jair Bolsonaro, alvo de outra denúncia ontem. “Mais um dia comum da grande mídia brasileira….. Por que será?”, escreveu o filho no Facebook ao reproduzir a foto do pai.

Em julho do ano passado, assim que o caso veio à tona, Eduardo disse ser vítima de uma montagem. “Nunca namorei, saí, beijei ou segurei na mão dessa pessoa. Por favor, alguém realmente acreditou nesse print montado?” “Essa menina devia ser interditada, já tem uma falsa acusação de estupro e agora é ela quem está sendo investigada”, disse em referência à acusação de estupro contra o também deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) de autoria da jornalista (veja mais sobre o assunto no fim da reportagem).

No pedido para que a denúncia seja aceita, Raquel Dodge diz aos ministros que Eduardo Bolsonaro “era plenamente capaz à época dos fatos, tinha consciência da ilicitude e dele exigia-se conduta diversa”. “Relevante destacar que o denunciado teve a preocupação em não deixar rastro das ameaças dirigidas à vítima alterando a configuração padrão do aplicativo Telegram para que as mensagens fossem automaticamente destruídas após 5 (cinco) segundos depois de enviadas. Não fossem os prints extraídos pela vítima, não haveria rastros da materialidade do crime de ameaça por ele praticado”, observou.

Para a procuradora, Eduardo Bolsonaro tentou desmoralizar Patrícia com agressões verbais: “A conduta ainda é especialmente valorada em razão de o acusado atribuir ofensas pessoais à vítima no intuito de desmoralizá-la, desqualificá-la e intimida-la (‘otária’, ‘abusada’, ‘vai para o inferno’, ‘puta’ e ‘vagabunda’).”

“Feminismo é uma doença”

Patrícia Lélis registrou boletim de ocorrência contra o deputado por ameaça e injúria na Delegacia da Mulher de Brasília, em 17 de julho de 2017. Segundo a jornalista, Eduardo a atacou e a intimidou após ela publicar um texto sobre feminismo na internet. Em mensagem publicada no dia 11 de julho em seu perfil pessoal no Facebook, o deputado se referiu a uma “ex-namorada” sem revelar o nome.

Eu começo a ‘entender’ a importância da figura masculina na vida de uma mulher quando minha ex-namorada que já se declara feminista é vista em uma balada LGBT acompanhada de um médico cubano, usando uma roupa vulgar e, como se não bastasse, rebolando até o chão. E ainda posta isso na internet, como se fosse uma atitude louvável. Lembrando que antes do feminismo ela andava com roupas discretas, não rebolava até o chão, e namorava comigo. ;) #FeminismoÉDoença.

Patrícia, então, respondeu à postagem. “Foram 3 anos e 8 meses em um relacionamento abusivo. Eu estou percebendo que tudo na vida evolui, menos você”, escreveu a jornalista. Ela conclui o post pedindo a ele que pare de telefonar e dizer que está com saudades.

Irritado com a repercussão do episódio, Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo para dizer que jamais teve qualquer relacionamento com a jovem.

Segundo ela, depois desse episódio, seguidores do deputado passaram a hostilizá-la nas redes sociais. Patrícia contou que só decidiu procurar a polícia após receber mensagens ameaçadoras do próprio deputado pelo celular.

“Procurei a polícia, mostrei as mensagens de ameaça que partiram do celular pessoal do Deputado Eduardo Bolsonaro, e registrei o boletim e ocorrência na Delegacia da Mulher. Como é de se esperar, logicamente o deputado vai negar, vai tentar me desmoralizar, pessoas vão vim aqui e vão tentar me ofender com palavras de baixo calão e afins, mas já deixo claro a essas pessoas que eu não vou me calar”, publicou Patrícia, na época, no Instagram.

Boletim de ocorrência

Na ocasião ela fez um relato detalhando a queixa que fez contra Bolsonaro junto com uma foto do boletim de ocorrência e a reprodução de trechos do diálogo:

“Olá pessoas.

Infelizmente ainda tenho que voltar aqui para tratar do assunto ‘Eduardo Bolsonaro’.

Pois é, como previsto , após a polêmica do dia 11/07/17, voltei a sofrer ataques machistas de haters, e de pessoas simpatizantes do então deputado, enfim, fascistas seguidores de Eduardo e sua turma, e como se não bastasse: Uma ameaça direta do próprio.

Ocorreram desde Injúrias pelas redes, ameaças e até perseguições pessoais em minha academia e local de estudo, que colocaram não só minha integridade física em risco ,mas que me levaram a sair de Brasília por uns dias.

Como é peculiar aos políticos moralistas, ele tentou negar e, sair por cima ,porém, se doeu tanto, que fez um vídeo resposta! Ocorre que, se nas postagens públicas o Deputado agiu como bom moço, desdenhando e negando tudo, como de costume eles nunca se responsabilizam por nada, e muito menos assumem a culpa de algo. Porém nas mensagens privadas o comportamento foi o de sempre: Tentar abafar o caso com grosserias machistas, injúrias diversas e várias ameaças com o intuito de tentar me intimidar ou calar minha voz.

Bem, eu já havia dito que sou forte, livre e que não tenho medo dele e de mais ninguém. E sim, eu vou falar ao mundo tudo que uma turma moralista é capaz de fazer as pessoas.

Quando a denuncia de um abuso envolvendo um então pastor e deputado do mesmo partido veio a publico, diversas pessoas me questionaram o motivo ao qual eu não denunciei logo. Quem fala isso, não tem a noção do quanto é difícil denunciar um agressor, ainda mais se esse agressor se encontrar “protegido” por pessoas que os defendem com unhas e dentes, acreditando que realmente são donos da boa moral.

Porém desta vez, resolvi agir de forma diferente, pois infelizmente já estou aprendendo como as coisas funcionam com esse tipo de pessoa. Procurei a polícia, mostrei as mensagens de ameaça que partiram do celular pessoal do Deputado Eduardo Bolsonaro, e registrei o boletim e ocorrência na Delegacia da Mulher.

Como é de se esperar, logicamente o Deputado vai negar, vai tentar me desmoralizar, pessoas vão vir aqui e vão tentar me ofender com palavras de baixo calão e afins, mas já deixo claro a essas pessoas que eu não vou me calar.

Como mulher eu afirmo que a sociedade machista tenta todos os dias desmoralizar o feminismo justamente por não querer que as mulheres escolham enfrentar seus agressores e se sintam ameaçadas. Há pouco mais de um ano eu negava o feminismo e me calei perante um abuso, pensava que não poderia denunciar um “homem com poder”. Hoje eu afirmo que tudo que o feminismo me trouxe foi: liberdade e principalmente CORAGEM.

Mulheres, não se deixem ser calar.

Agora, que a polícia investigue e que e a Justiça seja feita contra todos aqueles que ainda não entenderam que as mulheres estão cada vez mais livres e fortes na luta contra todo tipo de machismo.

Na luta contra todo tipo de machismo e opressão.”

Polêmica com Feliciano

Desde 2016 a jornalista trava uma disputa judicial com o também deputado Pastor Marcus Feliciano (Podemos-SP). Colega de partido de Eduardo Bolsonaro até o início de março, no PSC, o pastor foi acusado de tentativa de estupro por ela. No ano passado o ministro Edson Fachin, do Supremo, requisitou para si o processo da Justiça de São Paulo no qual a jornalista é acusada de mentir à Polícia Civil e de extorquir dinheiro de um assessor de Feliciano. Para Fachin, os dois processos são correlatos.

Em junho de 2016, Patrícia Lélis prestou queixa contra o deputado, acusando-o de tentar abusar dela e agredi-la no apartamento dele em Brasília. Dois meses depois, a jornalista procurou a polícia paulista para acusar um assessor de Feliciano de sequestrá-la e mantê-la em cárcere privado num hotel de São Paulo. Por conta dessa acusação, o assessor do deputado chegou a ser preso, mas depois foi solto. O delegado que cuidava desse caso na capital paulista concluiu que a jovem mentiu e resolveu indiciá-la por denunciação caluniosa e extorsão. Os casos seguem à espera de um desfecho no Supremo.

Edson Sardinha
No Congresso em Foco
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Raquel Solano Trindade, uma mulher com a nossa cara, com a nossa luta


Ela se foi na madrugada deste domingo (15), mas só em corpo físico. As ideias e o exemplo de luta ficam e nunca mais serão esquecidos.

Raquel tinha 81 anos era recifense, escritora, artista plástica, coreógrafa e folclorista brasileira, era a filha mais velha de Solano Trindade, poeta negro. Maria Margarida Trindade, sua mãe, uma terapeuta que trabalhou por 25 anos com a psiquiatra Nize da Silveira no Rio de Janeiro.

Nos anos 60, Raquel foi morar em Embu das Artes, onde em 1975 fundou o Teatro Popular Solano Trindade (TPST). Também em Embu, fundou a Nação Kambinda de Maracatu.

Ela foi uma resistente. No mundo acadêmico, enfrentou resistência de muitos professores, já que ela não tinha formação superior, mas lá criou o grupo Urucungos, Puítas e Quinjengues, nome tirado de instrumentos musicais bantos.

Em 2012, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, no grau de Comendadora.

Com uma história de peso como essa, em outubro de 2017, os Jornalistas Livres tiveram a oportunidade valorosa de realizar três dias de aprendizado na Agência Solano Trindade, zona sul de São Paulo. Um dos mais importantes pólos de disseminação da cultura de periferia criado pela família de Raquel. Tornamos aqueles dias, horas de aprendizado para uma vida toda. Agradecemos e levamos tudo o que vimos lá para nossos dias. Tudo o que aconteceu naqueles dias pode ser simplesmente descrito como um dos momentos mais especiais para a história da rede Jornalistas Livres.

Naqueles dias que passamos em contato com os exemplos de como se faz para tornar vida um momento de magnitude, de paixão e resistência, aprendemos quem foi Raquel. Uma mulher com nossa cara, uma mulher negra com a nossa luta.

Lamentamos muito essa perda. Mas entendemos que as ideias dos resistentes não morrem jamais. Raquel nunca morrerá para nós. Raquel vive!

Vejam o curta SOLILÓQUIO de Madara Luiza, interpretado pelo Jornalista Livre, Igor Veloso com o texto do pai de Raquel, Solano Trindade, “Tem gente com fome”.

Katia Passos
Do Jornalistas Livres



TEM GENTE COM FOME

Solano Trindade

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Piiiiii

Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dzier
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu

GRAVATA COLORIDA

Solano Trindade

Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos

quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita

e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada...
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A disputa eleitoral no clã Bolsonaro

Em 2000, o hoje presidenciável usou o filho de 17 anos para brecar carreira política da mãe

Jair Bolsonaro e Carlos, em 2006; ‘Filho de troglodita, troglodita é’, comentou o deputado após eleger o filho  
Foto: Wilton Junior/Estadão - 2006
Corria o ano 2000. Revoltado com a ex-mulher, a vereadora Rogéria Nantes Braga Bolsonaro, por entender que traiu sua confiança, o deputado federal Jair Messias Bolsonaro escalou um filho menor do casal, Carlos, de 17 anos, para disputar com a mãe, de 40, a eleição que poderia levá-la ao terceiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Disputa única do gênero na política brasileira, que se saiba, mãe e filho concorreram na eleição de 1.º de outubro. Carlos Bolsonaro foi eleito com 16.053 votos, o mais jovem vereador do Rio. Rogéria, com 5.109, amargou a suplência e o fim de uma carreira política começada em 1992. “Filho de troglodita, troglodita é”, disse Jair Bolsonaro dias depois da eleição, comemorando a vitória do filho, que atribuiu à “transferência de votos”. “Não foi uma eleição de filho contra mãe, mas sim de filho com o pai”, disse. “Para mim, ela já está morta há muito tempo”, complementou, referindo-se à ex-mulher, de quem já estava separado há três anos.

Em entrevista à revista Istoé Gente, em fevereiro de 2000, ele explicou assim:

“Meu primeiro relacionamento despencou depois que elegi a senhora Rogéria Bolsonaro vereadora, em 1992. Acertamos um compromisso. Nas questões polêmicas, ela deveria ligar para o meu celular para decidir o voto dela. Mas começou a frequentar o plenário e passou a ser influenciada pelos outros vereadores. Eu a elegi. Ela tinha que seguir minhas ideias. Acho que sempre fui muito paciente e ela não soube respeitar o poder e liberdade que lhe dei”.

Hoje no sétimo mandato consecutivo de deputado federal – e presidenciável da extrema direita bem posicionado nas pesquisas –, Jair Bolsonaro ganhou fama no final dos anos 80, quando oficial do Exército. Foi preso por publicar um artigo com críticas ao governo Sarney, e depois processado sob a acusação de planejar ações terroristas. Condenado na primeira instância, foi inocentado pelo Superior Tribunal Militar, por 9 a 4, em julgamento ocorrido em junho de 1988. No mesmo ano foi eleito vereador do Rio de Janeiro pelo PDC – o primeiro dos seus até agora nove partidos. Dois anos depois, elegeu-se deputado federal, e entrou para a reserva.


Ficha de 2000 da candidatura de Rogéria  
Foto: TRE
Como mostram os processos a que Bolsonaro respondeu, Rogéria participava ativamente da atividade dissidente do marido militar, especialmente por melhores condições salariais. Integrava um grupo militante de mulheres de oficiais descontentes – e não tinha medo de aparecer. Consta, por exemplo, na seção de cartas do Estado em 21 de janeiro de 90, conclamando as esposas dos militares a apoiarem um mandado de injunção, no Supremo Tribunal Federal, que traria um aumento nas pensões por morte.

O cacife eleitoral do marido ajudou-a a eleger-se vereadora na eleição de 1992, com 7.924 votos. Foi a 26.ª colocada, de 51 eleitos, à frente, por exemplo, dos conhecidos Antônio Pitanga, ator, e Augusto Boal, diretor de teatro. Rogéria destacou-se, não só pela estampa vistosa, mas pela desenvoltura e produtividade, como registram os arquivos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em dezembro de 95, segundo registro também do Estado, é citada, pelo então presidente do PPB do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, entre as mulheres mais destacadas do partido, lista que incluía a ex-ministra Zélia Cardoso de Melo, a socialite Regina Marcondes Ferraz, a atriz Lady Francisco e a modelo Luiza Brunet.

“A Rogéria foi uma vereadora com grande preocupação social, transparente e sempre presente”, disse ao Estado o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), seu colega de Câmara no primeiro mandato, o único a falar com aspas entre meia dúzia de vereadores da época.

Na reeleição, em 1996, Rogéria Bolsonaro mais que triplicou a votação anterior: teve 24.891 votos. Os anais da Câmara mostram uma vereadora operosa, com projetos nas áreas de meio ambiente, deficientes físicos, defesa da mulher, planejamento familiar e até a criação de um “comitê de ação da cidadania contra a miséria e pela vida”. Presidiu, neste mandato, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara.


Carlos Bolsonaro, candidato à Câmara do Rio, em 2000 
Foto: TRE
A desavença conjugal ocorreu no começo deste segundo mandato de Rogéria – ambos insatisfeitos com as infidelidades de cada um. Quem viveu de perto – e não fala abertamente, com medo do quem sabe futuro presidente da República – relata que Bolsonaro teve enorme dificuldade de já ir se acostumando. Finalmente separados, ambos assumiram os relacionamentos já existentes. Vida que segue, como do jogo. Até a eleição de 2000.

Ao comando do pai, Carlos Bolsonaro registrou sua candidatura em 27 de junho. A fotografia oficial, que consta do registro no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, sublinha sua juventude estudantil de 17 anos (é de 7/12/82), sem bens a declarar. Em 24 de julho, a promotoria eleitoral arguiu que a idade “maculava a condição de elegibilidade”. Bolsonaro pai recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral, fazendo uma consulta sobre a idade mínima para candidatos a vereador. A resposta, unânime, de sete ministros, foi um inciso da Lei 9.504/97: “A idade mínima de 18 anos para concorrer ao cargo de vereador tem como referência a data da posse”. Em 1.º de janeiro de 2001 o filho de dona Rogéria, então suplente, já entrara na casa dos 18.

Assumiu, então, o primeiro de seus até aqui cinco mandatos consecutivos.

“O filho foi claramente usado pelo pai, para se vingar da vereadora, que foi deserdada”, disse o deputado Chico Alencar. “É uma prática política arcaica, com viés autoritário e patriarcal”, complementou.

‘Não vai falar.’ ​

O deputado Jair Bolsonaro não quis falar ao Estado. O advogado Gustavo Bebiano, presidente do PSL, foi informado da pauta, e reiterou a negativa: “Sobre este assunto ele não vai falar”, disse. Bebiano não conhecia a história da eleição de 2000. Ao ouvi-la, não fez comentários específicos. Mas disse: “O Jair é honesto, e sempre assume as atitudes dele. O que eu mais aprecio no Jair é ter a coragem de não ser politicamente correto – o que faz de nós todos mentirosos”.

Procurada, a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro não deu retorno aos pedidos de entrevista. Em 2016, quando Jair Bolsonaro tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal, por crime de incitamento ao estupro – Ações Penais 1008 e 1007, em andamento –, ela divulgou uma carta aberta em que considera a acusação “absurda, inverídica e nefasta”, e declara “conviver bem até hoje com o pai de meus filhos”. É candidata à candidata a deputada estadual nas próximas eleições, pelo PSL. O vereador Carlos Bolsonaro, igualmente procurado, também não quis falar.

Luiz Maklouf Carvalho
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Alcouceiras, vulgivagas e zabaneiras

Eu ainda sou do tempo do “randevu”. Era como se chamavam os que seriam, tecnicamente, lugares para encontros - do francês “rendez-vous” - mas eram mesmo lupanares, casas de tolerância, prostíbulos. E só aí já são mais três termos que também envelheceram, se bem que nenhum tanto quanto “randevu”.

Todo o vocabulário do comércio do sexo envelheceu. Ele já tinha um tom meio antigo mesmo quando era corrente: meretrício, proxenetismo, rufianismo... Com o tempo e com a revolução sexual, as palavras ficaram obsoletas. As atividades a que se referem continuam, claro, mas seus nomes hoje soam como relíquias de outra época, como “cabriolê” ou “footing”. (Sim, eu ainda sou do tempo do “footing”.)

“Garota de programa” é um termo relativamente recente. Não é exatamente um eufemismo porque o “programa” não envolve, necessariamente, sexo. Jornais que circulam muito entre executivos europeus e americanos estão sempre cheios de anúncios de “escorts”, moças que fazem bonito como acompanhantes, ajudam a fechar negócios ou simplesmente emprestam um ombro macio para o executivo se lamuriar. Se rola ou não sexo depende do serviço contratado, mas ninguém as chamaria de rameiras, marafaias, michês, mulheres da vida, quengas, perdidas, decaídas, alcouceiras, vulgivagas, zabaneiras ou à toas.

Lembra da “Cafetina Capixaba”? Era uma brasileira que arranjava acompanhantes para homens importantes, como um governador de Nova York que acabou tendo que renunciar, e, segundo se dizia, tinha “gente muito grande” entre seus clientes. Desde que a bossa nova chegou aos Estados Unidos, nenhum brasileiro tinha influenciado tanto a vida americana quanto a Cafetina Capixaba. E ela trouxe de volta ao nosso convívio outro nome antigo para uma atividade atual. Andei tentando descobrir a origem de “cáften”, de onde vem “cafetina”, e não passei de uma vaga referência ao lunfardo argentino, possivelmente um caminho falso.

Me lembrei da Cafetina Capixaba porque ainda não apareceu nada parecido com ela nos nossos escândalos de cada dia e nas revelações sobre nossos corruptos. A não ser que a nossa americanização chegue a esse ponto, nunca se verá um político brasileiro anunciando sua renúncia por causa de uma escapada sexual flagrada, com a esposa estoicamente solidária ao seu lado. Uma cena que, nos Estados Unidos, já adquiriu a previsibilidade de um ritual. E em nenhum dos nossos escândalos alguém teve que dar explicações sobre um caso do passado como o de Donald Trump e a flamante Stormy Daniels.

Uma dedução inescapável é que nossos corruptos não têm vida sexual.

Luís Fernando Veríssimo
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Globo pagou US$ 30 milhões de propina pela Copa América

O silêncio desse Marcelo Campos Pinto vale ouro!


Do Infobae:

Aparece un contrato oculto entre Conmebol y la poderosa O Globo de USD 30 millones por la Copa América


Cuando parecía que ya se dieron a conocer todos los negocios, claros y oscuros de la Confederación Sudamericana de Fútbol (Conmebol), aparece ahora un contrato entre la matriz futbolera y la poderosa cadena de TV brasileña O Globo, por nada menos que USD 30.000.000 por los derechos de la Copa América que podría cambiar el escenario comercial y televisivo para la próxima edición de este torneo que se disputa justamente en Brasil en 2019. El documento fue firmado el 10 de julio de 2010 por el entonces presidente de la Conmebol, el paraguayo Nicolás Leoz Almirón y su secretario general, el argentino Eduardo Deluca, por la Confederación y el director ejecutivo de Globo Comunicación y Participaciones S.A., Marcelo Goncalves de Campos Pinto.

Copia del contrato al que accedió este periodista

Recordemos que la empresa O Globo fue nombrada por el empresario argentino Alejandro Burzaco durante el juicio a los ex jerarcas de la Conmebol, José María Marín, Juan Angel Napout y Manuel Burga en un Tribunal de Nueva York, Estados Unidos, por el caso FIFAGate.

Alcance del contrato

Según la cláusula 1 del contrato, el "objeto", la Conmebol, titular a nivel mundial de todos los derechos comerciales y licencias relacionados a la Copa América, por medio del presente contrato cede en exclusividad a la Cesionaria y para su explotación comercial en el territorio brasileño, los siguientes derechos respecto de la Copa América.

Todos los de transmisión, exhibición, retransmisión, distribución y reproducción de imágenes y sonido, sin límites de pasada alguna, en vivo y/o en diferido y/o en extractos por cualquier sistema de distribución creando o a crearse en el futuro de todos los partidos de la Copa América, incluyendo entrenamientos y acontecimientos conexos en carácter exclusivo y para el territorio de Brasil.

Las cifras pautadas

En su cláusula 3, "Precio y Condiciones de Pago" el contrato dice: en contraprestación por todos los derechos otorgados bajo este contrato, la Cesionaria abonará a la Conmebol la suma total de US$ 30.000.000.

Dicha suma será abonada de la siguiente forma: US$ 5.000.000 el 15 de diciembre de 2010; US$ 9.000.000 treinta días antes de comenzar la edición 44 de la Copa América, que se disputará en principio en el año 2015 (realizada en Chile); US$ 5.000.000 el 15 de diciembre de 2015; y US$ 11.000.000 treinta días antes de comenzar la edición 45 de la Copa América que se disputará en principio en el año 2019.

Es decir, la Conmebol debería cobrar 11 millones de dólares de la cadena O Globo, en teoría, el próximo año, antes del inicio de la Copa América Brasil 2019.

Vigencia del contrato

Este contrato tiene carácter irrevocable e irretractable y tendrá vigencia desde la firma (10/07/2010) y hasta la finalización de la segunda edición de la Copa América incuida en este contrato, con un derecho de preferencia favor de la cesionaria para igualar y/o mejorar cualquier oferta de un tercero al término del plazo para la renovación de este contrato.

El documento establece además que cada parte se obliga a indemnizar y a mantener indemne a la otra parte respecto de cualquier daño, costo, pérdida, pasivo, gasto (incluyendo sin limitación, honorario de abogados, peritos y gastos de justicia) provenientes de cualquier reclamo judicial y/o extrajudicial originados y/o vinculados con cualquier incumplimiento de cada parte a las obligaciones asumidas en este contrato y/o falsedad o inexactitud de las declaraciones formuladas por cada parte en este contrato.

Como en todos sus contratos anteriores, y al parecer también los actuales, la Conmebol y O Globo acordaron mantener el contenido de este contrato en forma confidencial aún después de su conclusión o terminación.

No CAf
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Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste domingo


Foram feitas 4.194 entrevistas entre 11 e 13 de abril, em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenário 1 (Se Lula for candidato, Temer ficar fora da eleição e o MDB lançar Meirelles):

  • Lula (PT): 31%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 15%
  • Marina Silva (Rede): 10%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 8%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 0
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 13%
  • Não sabe: 3%


Cenário 2 (Se Lula for candidato, Temer concorrer à reeleição e Meirelles não disputar):

  • Lula (PT): 30%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 15%
  • Marina Silva (Rede): 10%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 8%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 3%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 1%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Michel Temer (MDB): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 0
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 14%
  • Não sabe: 2%


Cenário 3 (Se Lula for candidato, e Temer, Meirelles, Rodrigo Maia e Flávio Rocha ficarem fora da eleição):

  • Lula (PT): 31%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 16%
  • Marina Silva (Rede): 10%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 8%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 13%
  • Não sabe: 2%


Cenário 4 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula, Temer ficar fora da eleição e o MDB lançar Meirelles):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 5%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 2%
  • Fernando Haddad (PT): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 23%
  • Não sabe: 3%


Cenário 5 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula, Temer concorrer à reeleição e Meirelles não disputar):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 9%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
  • Fernando Haddad (PT): 2%
  • Michel Temer (MDB): 2%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 24%
  • Não sabe: 4%


Cenário 6 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula, e Temer, Meirelles, Rodrigo Maia e Flávio Rocha ficarem fora da eleição):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 10%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Alvaro Dias (Podemos): 5%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 3%
  • Fernando Haddad (PT): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 23%
  • Não sabe: 4%


Cenário 7 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula, Temer ficar fora da eleição e o MDB lançar Meirelles):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 9%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 3%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • Jaques Wagner (PT): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 23%
  • Não sabe: 4%


Cenário 8 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula, Temer concorrer à reeleição e Meirelles não disputar):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 15%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 9%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Michel Temer (MDB): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • Jaques Wagner (PT): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Boulos (PSOL): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 23%
  • Não sabe: 3%


Cenário 9 (Se o PT e Temer ficarem fora da eleição):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 16%
  • Joaquim Barbosa (PSB): 9%
  • Ciro Gomes (PDT): 9%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Alvaro Dias (Podemos): 4%
  • Manuela D'Ávila (PC do B): 2%
  • Fernando Collor de Mello (PTC): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 1%
  • Flávio Rocha (PRB): 1%
  • Rodrigo Maia (DEM): 1%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • João Amoêdo (Novo): 1%
  • Paulo Rabello de Castro (PSC): 0
  • Guilherme Afif Domingos (PSD): 0
  • Em branco / nulo / nenhum: 23%
  • Não sabe: 3%


Cenários pesquisados para o 2º turno:

Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

  • Lula (PT): 48%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 31%
  • Branco/nulo: 19%
  • Não sabe: 1%



Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

  • Lula (PT): 48%
  • Alckmin (PSDB): 27%
  • Em branco/Nulo: 23%
  • Não sabe: 1%



Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

  • Lula (PT): 46%
  • Marina (Rede): 32%
  • Em branco/Nulo: 21%
  • Não sabe: 1%



Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

  • Bolsonaro (PSL): 37%
  • Haddad (PT): 26%
  • Em branco/Nulo: 33%
  • Não sabe: 4%

Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

  • Alckmin (PSDB): 37%
  • Haddad (PT): 21%
  • Em branco/Nulo: 38%
  • Não sabe: 3%

Cenário 6 (se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula):

  • Bolsonaro (PSL): 39%
  • Jaques (PT): 23%
  • Em branco/Nulo: 35%
  • Não sabe: 3%

Cenário 7 (se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula):

  • Alckmin (PSDB): 41%
  • Jaques (PT): 17%
  • Em branco/Nulo: 39%
  • Não sabe: 4%

Cenário 8 (se Marina chegar ao 2º turno):

  • Marina (Rede): 44%
  • Bolsonaro (PSL): 31%
  • Em branco/Nulo: 23%
  • Não sabe: 2%

Cenário 9 (se Marina chegar ao 2º turno):

  • Marina (Rede): 44%
  • Alckmin (PSDB): 27%
  • Em branco/Nulo: 27%
  • Não sabe: 2%

Cenário 10 (se Ciro chegar ao 2º turno):

  • Ciro (PDT): 35%
  • Bolsonaro (PSL): 35%
  • Em branco/Nulo: 28%
  • Não sabe: 3%

Cenário 11 (se Ciro chegar ao 2º turno):

  • Ciro (PDT): 32%
  • Alckmin (PSDB): 32%
  • Em branco/Nulo: 33%
  • Não sabe: 3%

Cenário 12 (se a esquerda ficar de fora do 2º turno):

  • Alckmin (PSDB): 33%
  • Bolsonaro (PSL): 32%
  • Em branco/Nulo: 32%
  • Não sabe: 2%
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