23 de mar. de 2018

Kim, o ex-queridinho, não aceita ser agora o enjeitado da mídia


No jornal O Globo, em trabalho dos repórteres Gabriel Carriello e Marco Grillo, surgem as evidências das ligações entre o MBL de Kim Kataguiri e os sites de fake news que atacaram a memória da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio.

No dia seguinte ao crime, boatos começaram a se espalhar em grupos de WhatsApp por meio de textos, áudios e memes. Por volta do meio-dia de sexta-feira, apareceram os primeiros tweets relacionando Marielle ao traficante Marcinho VP e à facção Comando Vermelho. Quatro horas mais tarde, o site Ceticismo Político publicou um texto que teve papel fundamental na disseminação das falsas acusações. O link foi divulgado no Facebook, e, pouco depois, o Movimento Brasil Livre (MBL) replicou a mensagem, ampliando ainda mais a repercussão.

Que ali no MBL habita um bando de fanáticos, desvestidos de qualquer princípio moral, não é novidade e não surpreende.

O que surpreende é o grau de repercussão que se deu, durante anos, na grande mídia, a um agrupamento facinoroso como aquele.

Ou será pouco o fato de ter sido entregue a ele uma coluna semanal na Folha de S. Paulo?

Agora, eles, criados pela mídia, se voltam contra ela e, na rabeira de seu acordo com Flávio Rocha, dono das Lojas Riachuelo, dizem que são “vítimas”, no Facebook e em sites que utilizam como propagadores de seus avatares de notícia. Vejam o nível do cinismo:

Entre ontem e hoje, Veja, O Globo e diversos portais esquerdistas se juntaram em um sistemático ataque contra movimentos como o MBL e sites que fazem oposição ao petismo. Curiosamente, mas não coincidentemente, estes ataques começaram tão logo o MBL anunciou que faria protestos contra o STF e em prol da prisão de Lula, isso logo após o Supremo aceitar o recebimento do habeas corpus do petista e ainda conceder uma liminar que, na prática, serve apenas para garantir sua liberdade por mais tempo.

Passa pela cabeça de alguém que “Veja, O Globo e diversos portais esquerdistas” possam se juntar para qualquer coisa?

Seus simpatizantes, alucinados, culpam a “redação vermelha” da Veja. Pouco falta para chamarem Gilmar Mendes de trotskista por ter votado contra a prisão imediata de Lula!

O MBL e outros agrupamentos fascistoides não conseguem compreender que foram para o lixo, tal como o pato  da Fiesp.

O Kim, agora, é o Bolsonaro.

Fernando Brito
No Tijolaço
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O julgamento do HC de Lula pelo STF


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O estado democrático não admite violência fascista

“O país não pode conviver com a violência de setores autoritários, que usam métodos fascistas para calar e interditar aqueles de quem discordam”


Diante da violência das milícias fascistas e da omissão do governo do Rio Grande do Sul, que não conteve esta violência, a caravana do ex-presidente Lula não participou do ato público realizado na tarde desta sexta-feira (23) na cidade de Passo Fundo, noroeste do Estado.

A rodovia na entrada da cidade foi tomada por grupos que portavam armas de fogo e barras de ferro e que atiravam pedras e rojões contra os veículos. Chegaram a fechar a estrada, ateando fogo a pneus. Na praça onde se realizou o ato, o público foi agredido com ovos, paus e pedras.

Mesmo alertado com antecedência e oficialmente sobre a violência programada contra a caravana, o governo do Rio Grande do Sul não impediu que os grupos se formassem nem mobilizou o efetivo policial necessário para conter os agressores.

O comando da Brigada Militar simplesmente se declarou incapaz de garantir a integridade física do ex-presidente Lula, da ex-presidenta Dilma Rousseff, que o acompanha, e dos integrantes da caravana.

Diante desta situação, Lula seguiu para São Leopoldo (Grande Porto Alegre), para participar do último ato público da caravana em sua passagem pelo estado.

O governo do Rio Grande do Sul não garantiu, como era sua obrigação, o direito de ir e vir dos ex-presidentes. Não impediu tampouco outros atos violentos, como a covarde agressão contra quatro mulheres que participaram de um ato na cidade de Cruz Alta, na quinta (22).

O país não pode conviver com a violência destes setores autoritários, que usam métodos fascistas para calar e interditar aqueles de quem discordam.

E o estado não pode se omitir perante estes atentados, que não atingem apenas o PT, mas agridem a democracia e a liberdade.

Depois de encerrar vitoriosamente sua passagem pelo Rio Grande do Sul, a caravana de Lula segue agora para Santa Catarina e Paraná, levando, pacificamente, sua mensagem de esperança no Brasil.

Por Gleisi Hoffmann, Presidenta Nacional do PT; e Márcio Macedo, Coordenador da Caravana Lula pelo Brasil
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Áudios revelam conduta terrorista de agressores da Caravana de Lula no Sul

 Atualização 

O produtor rural Marcelo Bertagnolli foi preso na tarde de sexta-feira após manifestação contra a caravana de Lula no Rio Grande do Sul.

“A Brigada Militar, ao invés de se focar nos bandidos que estão chegando nos ônibus, está agredindo os agricultores”, disse ele antes de ir em cana.

A chegada da caravana a Passo Fundo foi cercada de tensão. A polícia usou spray de pimenta contra os homens que bloqueavam a estrada.

Bertagnolli foi vereador na localidade é uma das lideranças do agronegócio na região. “Nós já estamos resistindo há mais de três horas e vamos resistir mais. Eles não passarão”, falou.

Após a espera com o ônibus na estrada, Lula cancelou o ato que realizaria ali. O evento ocorreu sem sua presença.

Os manifestantes, a ampla maioria seguidores de Bolsonaro, carregavam ovos, chicotes, correntes e um taco.



Extremistas trocam áudios com ameaças à caravana quando ela se desloca para Sarandi. Em Cruz Alta, quatro mulheres foram agredidas. Em nota, PT-RS denuncia ação de "bandidos e covardes"

Áudios trocados por WhatsApp obtidos pela RBA revelam que os grupos de extrema-direita que tentam intimidar a Caravana Lula pelo Brasil no Rio Grande do Sul agem como terroristas. Combinam as operações em grupo e demonstram não se importar com consequências, como ser detido pela polícia.

Os grupos vêm agindo impunemente desde o primeiro dia, na segunda-feira (19), em Bagé. A imprensa chegou a noticiar que a caravana planejou alterar e encurtar a agenda, mas a organização negou e prosseguiu com as atividades programadas, em nome do compromisso com as populações das comunidades onde é aguardada.

Em um dos áudios, um homem fala sobre a tentativa de furar os pneus da comitiva do ex-presidente: "Ai, Gaudério, tranquilo ai, ou não?! Faz uns 35 minutos que eles saíram daqui, lá onde nós estávamos terminou a bateria, e não pega internet… É muito ruim de sinal em São Miguel. (Inaudível)...Vão trancar eles ali, vão queimar pneu na pista, tem um tratoraço lá em cima e vão trancar, estão tentando furar os pneus da comitiva, mas não sei não, e ai pra frente vai ter mais rolo meu amigo".

Em outro momento, um homem se exalta com a possibilidade de Lula dormir na cidade de Sarandi e ameaça "derrubar" o hotel em que o ex-presidente estará, nem que tenha que ir preso: "Vamos derrubar o hotel desse fdp aí. Ô Marcão, vamos organizar a galera aí. Vamos falar com o Alemão do bureau pra gente ficar ai no prédio dele da esquina (inaudível). Nós vamos ferver nem que for para a cadeia. Esse filho da puta, dormir aqui em Sarandi, que vergonha. Mas já enchi o saco do Samir, tomar no cu, vai ficar milionário com a diária desse filho da puta aí. Manda embora, manda dormir lá no barranco, que são tudo petezada, tropa de ladrão filho de uma puta. Mas esse Lula não vai dormir ai. Nós vamos derrubar tudo".

Ontem (22), quatro mulheres chegaram a ser atacadas com violência antes da chegada da comitiva a Cruz Alta. O PT no Rio Grande do Sul emitiu nota classificando como “bandidos e covardes” os responsáveis por esses ataques. “Um grupo de extremistas de direita do Rio Grande do Sul vem organizando protestos contra a caravana Lula desde Bagé, incitando o ódio e as agressões. Agem como bandidos ao atentarem contra a integridade física da militância e da população que participa das atividades. Ou alguém acha que esses sujeitos jogam pedras sem a intenção de machucar?”, diz a mensagem assinada pelo presidente estadual da legenda, Pepe Vargas, e a deputada estadual Stela Farias, líder do partido na Assembleia.

Ouças os áudios:



Nota da Executiva Estadual e da bancada do PT

Bandidos e covardes

Um grupo de extremistas de direita do Rio Grande do Sul vem organizando protestos contra a caravana Lula desde Bagé, incitando o ódio e as agressões. Agem como bandidos ao atentarem contra a integridade física da militância e da população que participa das atividades. Ou alguém acha que esses sujeitos jogam pedras sem a intenção de machucar?

Ontem, em Cruz Alta, este grupo mostrou que além de bandidos são covardes, ao agredirem mulheres que se deslocavam na ida e na saída do ato, que estavam com bandeiras do PT.

Ieda Alves e Daniele Mendes, no começo do ato, foram agredidas. Arrancaram a bandeira da Daniele e queimaram. Ieda foi derrubada no chão e só não foi espancada porque a Brigada chegou e agiu. Elas fizeram Boletim de ocorrência.

Suzana Machado Ritter foi atacada quando estava indo para a manifestação. Ela estava sozinha, foi cercada, arrancaram sua bandeira. "Eles roubaram minha bandeira e a derrubaram." Suzana conta que maior que a dor das escoriações é a dor de ver destruída a bandeira que tinha desde 1989 e que era autografada pelo presidente Lula.

Deise Miron voltava do ato para casa. Foi espancada e teve que ser hospitalizada. Lutando contra um câncer e fazendo radioterapia, teve que lutar também contra bandidos covardes.

O Partido dos Trabalhadores do RS e a Bancada do PT RS manifestam seu repúdio à violência que vem sendo praticada por esta minoria que tem agido na chegada da caravana nas cidades. Uma minoria que não representa a maioria da população que quer Lula presidente e que rejeita o ódio e a violência.

Conclamamos a todas pessoas que tenham registrado estas agressões a nos enviarem as imagens para que os responsáveis sejam identificados e punidos. Não podemos permitir que esta minoria bandida e covarde ameace a vida das pessoas. Não vão nos intimidar. Toda força à Ieda, Daniela, Deise e Suzana que representam as valorosas mulheres militantes do PT e dos movimentos sociais. A caravana Lula vai passar. Machistas, fascistas, não passarão.

Pepe Vargas - Executiva Estadual do PT RS
Stela Farias - Bancada do PT na ALRS.

No RBA
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Barroso, que Deus nos proteja dos homens bons


Luís Roberto Barroso é uma pessoa horrível, com a alma marcada indelevelmente pelas cicatrizes da vaidade mais superficial e profunda que já vi em uma pessoa pública. Superficial porque envolta em um exibicionismo vulgar, voltado permanentemente para os holofotes; profunda por ter se incorporado indelevelmente em sua personalidade. É a prova definitiva de que a ocasião faz o personagem.

Hoje em dia há essa dúvida atroz, supondo que a malta que emergiu das redes sociais, vociferante, implacável, habitava a alma de cada brasileiro, e apenas veio à tona no liberou geral das redes sociais.

Barroso – e Luiz Edson Fachin – são as demonstrações cabais de como, em espíritos mais fracos e/ou mais ambiciosos, o cinzelamento da personalidade pública se dá de acordo com as oportunidades de mercado.

Houve um tempo em que o mercado demandava sensibilidade social, solidariedade, defesa dos mais fracos. E ambos aproveitaram o espaço, Fachin na condição de advogado de movimentos sociais no campo.

Barroso, cuja meta de advogado sempre foi a busca dos grandes clientes corporativos, o sucesso financeiro pessoal, descobriu nas atuações pro bono (de graça) em temas morais a maneira de entrar em círculos internacionais. E, como bom empreendedor jurídico, defendeu teses polêmicas e moldou a faceta de humanista.

Depois, se valeu do mais brasileiro dos cacoetes – as demonstrações de falsa intimidade com os grandões – para montar um círculo de amizades internacionais.

Tempos atrás, foi apresentado a um jurista eminente da Universidade de Frankfurt. O padrão alemão, na apresentação entre dois juristas, consiste em cada qual declinar seu nome e sua especialidade. Barroso apelou ao padrão brasileiro:

- Sou muito amigo do seu colega Fulano de Tal.

E o alemão, impassível:

- Eu também.

Barroso, algo atrapalhado:

- E frequento a associação Tal.

E o alemão:

- Eu também.

E se afastou sem nada a dizer.

Mas foi assim, como anfitrião do reino encantado do Rio de Janeiro - que até hoje atrai a admiração e a fantasia dos mais velhos -, que, sem dispor de um estudo significativo sequer, Barroso montou seu círculo de amizades internacionais. Puro empreendedorismo com pitadas de coaching.

Quando refluiu a maré social e teve início a onda punitivista, não levou muito tempo para Barroso – e Fachin – se enganchar na nova onda, coincidentemente logo após sofrerem bulling de blogs de direita, explorando vulnerabilidades de seus escritórios de advocacia.

Fachin surpreendeu o mundo jurídico ao negar habeas corpus a uma liderança camponesa detida no centro-oeste. Logo ele.

Ambos votaram pela prisão após segunda instância. Logo após a votação, estive com Barroso e pude testemunhar o incômodo dos ataques de blog de direita do Paraná, repercutidos pelos blogs de ultra-direita da Veja, a respeito da compra de um apartamento em Miami por sua esposa, sem usar o nome de casada.

De lá para cá, Barroso se tornou o mais implacável dos juízes, avalizando todas as arbitrariedades. E, dando-se conta do potencial do tema, lançou-se também na arena política e no mercado de palestras, não sem antes, demonstrando absoluto destemor em encarar o ridículo, de tratar Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa e San Thiago Dantas como seus antecessores, de juristas que se tornaram políticos e intérpretes do Brasil.

Armado de leitura de orelha de livro de Brasilianistas, inclusive das críticas de Sérgio Buarque à falsa intimidade dos brasileiros, ao jeitinho, à malandragem, e das perorações profundas de Flávio Rocha, Barroso se tornou um agente da libertação econômica do país. E passou a distribuir senso comum liberal a torto e a direito, uma filosofia de botequim, perdão, de pub, sobre sociologia e política.

Ao mesmo tempo, passou a praticar o exercício diuturno do ódio embalado por maneirismos, um ódio tão visceral, tão primário, tão ancestral, a ponto de abrir mão até de sentimentos tão antigos quanto a civilização: o respeito pelo adversário caído.

Sua posição ontem, de não aceitar adiar a prisão de Lula, até que o HC seja julgado pelo Supremo, é um dos episódios mais execráveis da história do Supremo, uma demonstração de selvageria só encontrada em tribunais inferiores, em procuradores sedentos de sangue, em delegados sedentos de protagonismo, em jornalistas sedentos de escândalo.

Todas as intervenções de Barroso mereceram correções de outros colegas. De Alexandre Moraes, quando Barroso informou não ter se lembrado de determinado precedente, e Moraes ter alertado que ele havia votado em tal questão. Ou da Rosa Weber lamentando a imposição da forma sobre o conteúdo.

É esse o iluminista? o homem que só faz o bem?  o cidadão que não recorre a espertezas, ao jeitinho, ao oportunismo, como todo brasileiro apud Barroso? Ou um huno, um visigodo, um justiceiro de periferia, que executa o adversário caído.

Por tudo isso, apenas os poetas conseguem decifrar o enigma STF atual. Decifrar Barroso, o Narciso, é mais simples.

Deus me proteja de mim

Chico Cesar



Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa.
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa.
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde ilumine e zele assim

Luís Nassif
No GGN
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Lavajateiros do MPF tentam intimidar professores da UFG


O mesmo Ministério Público Federal de Goiás que convidou Kim Katiguiri para dar palestra sobre “segurança pública”, e cujo chefe, Ailton Medeiros, acha que o nazismo era um “regime socialista”, iniciou um processo de intimidação e censura contra os professores da Universidade Federal de Goiás que ofertaram a disciplina “O golpe de 2016”.

É até bom que isso aconteça, porque faz propaganda da disciplina. Vai ter muito mais aluno inscrito agora. E fica provado que o golpe é golpe mesmo.

* * *


COMBATE À CORRUPÇÃO 23 DE MARÇO DE 2018 ÀS 9H10

MPF apura oferta da disciplina “O golpe de 2016” pela UFG

Curso não seria revestido de caráter acadêmico ou de difusão do conhecimento, mas sim de propaganda político-partidária

O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, pelo Núcleo de Combate à Corrupção, a partir de representação recebida pela instituição, instaurou, nesta quinta-feira, 22 de março, Procedimento Preparatório (PP) para apurar a oferta pela Universidade Federal de Goiás, Regional da Cidade de Goiás, da disciplina “Golpe de 2016”.

A representação sustenta que a UFG estaria franqueando ao seu corpo discente a disciplina, tendo como objeto a análise do processo de impeachment da ex-presidente da República Dilma Roussef. Além disso, que o curso não seria revestido de caráter acadêmico ou de difusão do conhecimento, mas sim de propaganda político-partidária realizada com a utilização de bens públicos e custeada pelo erário, em prol do Partido dos Trabalhadores. Sustenta, ainda, que afrontaria os princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade moralidade e eficiência da Administração Pública, a caracterizar ato de improbidade administrativa, além dos ilícitos penais previstos nos artigos 315 e 319 do Código Penal.

De acordo com o procurador da República Raphael Perissé Rodrigues Barbosa, responsável pela apuração, de uma análise sumária da representação percebe-se que o viés dado à disciplina pela Instituição de Ensino Superior (IES) talvez discrepe do que prevê a Constituição Federal (art. 206, incisos II e III).

Para Perissé, a própria nomenclatura emprestada à disciplina, “Golpe de 2016”, já parece demonstrar o prisma pelo qual esse grave momento da história recente do país será apresentado aos discentes. No mais, não está afastada a possibilidade de que equipamentos e recursos públicos estejam sendo empregados para a disseminação de determinada visão política do evento, o que pode, em tese, constituir ato de improbidade administrativa.

Como primeiras medidas, o MPF oficiou à Reitoria da UFG requisitando, em relação ao “Núcleo Livre Interdisciplinar sobre o Golpe de 2016”, cópia integral de processos, procedimentos e atas que tenham antecedido a criação da disciplina. Requisitou, ainda, o cronograma, grade curricular da disciplina e esclarecimentos quanto a quais cursos e/ou faculdades estarão a ela vinculados; a relação dos docentes que ministrarão aula, com respectiva carga horária; o edital de seleção de discentes, ou equivalente, e, caso já tenha sido iniciada, registro em meio audiovisual do conteúdo ministrado.

A UFG tem o prazo de dez dias úteis para fornecer as informações ao MPF.

Miguel do Rosário
No Cafezinho



MPF arquiva representação contra curso sobre o golpe de 2016 na UFRGS

O procurador regional dos Direitos do Cidadão no MPF gaúcho, Enrico Rodrigues de Freitas, não observou violações a direitos fundamentais apontadas na representação

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grane do Sul decidiu arquivar a representação de um deputado estadual contra o curso “O golpe de 2016 e anova onda conservadora do Brasil”, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo o Conjur, o MPF reconheceu a autonomia didático-científica das universidades. A disciplina será lecionada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e dirigida a estudantes de graduação e de pós-graduação.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão no MPF gaúcho, Enrico Rodrigues de Freitas, não observou violações a direitos fundamentais apontadas na representação. Quanto à suposta controvérsia nos campos da liberdade de consciência e do direito à educação de acordo com as convicções familiares, ele afirmou que uma educação democrática permite ao Estado definir conteúdos de formação e dos objetivos do ensino, inclusive de forma independente dos pais.

A liberdade acadêmica aplica-se a todo o setor da educação, segundo o procurador regional, incluindo o direito de todos na comunidade expressarem livremente as suas opiniões.

O membro do MPF disse que o Supremo Tribunal Federal, durante o regime militar, absolveu um professor de Economia em 1964 que havia sido preso por distribuir, para 26 alunos, cópias de um manifesto contrário à situação política vigente, sendo acusado de incitação à subversão da ordem política e social. Nas fundamentações, todos os ministros concordaram com a necessidade de prevalência da liberdade de ensino, a chamada liberdade de cátedra.

Assim, registra a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, não é cabível análise de mérito do teor de cursos oferecidos pela UFRGS, especialmente em face da autonomia didático-científica das universidades. Mesmo que houvesse eventual impropriedade em aspectos de realização do referido curso, Freitas entende que deveriam ser solucionadas no âmbito acadêmico e internamente, nas instâncias universitárias próprias.

Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-RS.

No Fórum
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Paulo Preto "atendia" líderes do tráfico em esquema na Dersa, aponta denúncia

Lava Jato em SP teve acesso a "notícias" de que "lideranças do tráfico de drogas" chegaram a invadir locais de obras viárias do Estado e "só eram atendidos" por Paulo Preto. Ex-funcionária que operava no esquema denunciou existência de um cofre na Dersa, onde ficavam recursos desviados 


Não é à toa que setores da grande mídia iniciaram um movimento para descolar do tucanato paulista a figura de Paulo Preto - que nem é mais chamado assim nas manchetes, virou “Vieira de Souza”, pelo sobrenome.

A íntegra da denúncia que a Lava Jato em São Paulo apresentou na quinta (22) contra o ex-presidente da Dersa - no mesmo dia em que todas as atenções estavam voltadas para o julgamento do HC de Lula no Supremo - revela um esquema sórdido de desvio de recursos públicos. Recursos que deveriam ajudar famílias desalojadas em função das obras viárias no Estado.

O escândalo de mais de R$ 7 milhões envolve o sistema de cadastro de entrega de unidades habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e pagamento de verba de indenizações e outros benefícios ligados à moradia, corrompido por Paulo Preto e subordinados, bem debaixo dos narizes de José Serra e Geraldo Alckmin, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República.

"As fraudes ocorreram em lapso temporal elástico e duradouro (de 2009 a 2012), só sendo interrompidas porque um funcionário subordinado a exfuncionária da Dersa, Alexander Gomes Franco, relatou o esquema ao Ministério Público no Estado de São Paulo", diz a denúncia.

Famílias em situação de vulnerabilidade social e retiradas à força de locais afetados pelas obras ficaram desamparadas, pois os recursos foram parar no bolso de conhecidos e parentes da quadrilha, de favorecidos que não reuniam as condições exigidas pelo programa de assentamentos ou simplesmente no caixa de propina supostamente mantido nas dependências da Dersa.

SOB PRESSÃO 

Na página 17, a denúncia afirma que “valores em espécie transitavam dentro da Dersa, sendo que somas altas de dinheiro ficavam na sala de Geraldo [Villela, ex-chefe do Departamento da Área de Assentamentos] (...) e no cofre da Dersa.” Geraldo e Paulo Preto “mandavam entregar os valores para quem se apresentasse como indicado por eles.” 

Sem explorar o potencial escandaloso de uma evidência, como é de praxe na Lava Jato em Curitiba, os procuradores de SP anotaram, ainda, que “há notícias de que lideranças do tráfico de drogas invadiam as áreas dos empreendimentos e muitos desses líderes só seriam atendidos por Paulo Vieira.”


OPERACIONAL

Para representar contra Paulo Preto, sua filha Tatiana, o chefe do Departamento da Área de Assentamento da Dersa, Geraldo Villela, e mais duas mulheres cujos nomes foram mantidos em sigilo por “questão de segurança”, o Ministério Público Federal usou principalmente um relatório de auditoria interna - que indicou quase 2 mil fraudes que somam mais de R$ 7 milhões (valores desatualizados) - depoimentos colhidos no MPF e na Polícia Federal e a contribuição da ex-funcionária da Dersa (XXX) e sua irmã (YYY), que forneceram documentos e relatos sobre a parte operacional do esquema. 

Em síntese, atendendo aos interesses de Paulo Preto, Geraldo orientava XXX a forjar cadastros que permitissem que laranjas fossem autorizados a receber recursos do programa de assentamento. Quando XXX terminava o serviço - muitas vezes, usando nomes de familias e conhecidos seus -, Geraldo liberava o crédito para esses beneficiários irregulares. Quando o valor era muito alto, Paulo Preto, em cargo superior, entrava em cena.

O papel de YYY era sacar o dinheiro em espécie que era desviado para pessoas vinculadas à ex-subordinada de Geraldo. Os recursos, em sua maioria, voltavam para o centro de comando, porque eram devolvidos por YYY a "funcionários" de Paulo Preto.

Em alguns casos, os beneficiários, de fato, receberam, indevidamente os recursos. Em outros, Paulo Preto dava ordens para incluir até "invasores" - ou seja, pessoas que não tinham imóvel regular em área a ser desapropriada - na lista de beneficiários.

O volume de desvios foi descoberto, em parte, graças a uma planilha entregue por XXX, com os cadastros fraudulentos. O documento foi cruzado com outros dados do programa social, para identificar quantos benefícios foram indevidos.

“EM BENEFÍCIO PRÓPRIO E DE TERCEIROS”

Nas primeiras páginas da acusação, o MPF detalha como Paulo Preto agiu para beneficiar empregadas domésticas e babás ligadas à família, com recursos referentes à obra do Rodoanel, Trecho Sul, que teve aporto federal - por isso, o caso foi parar nas mãos da Procuradoria da República.

"Tais pessoas, que não residiam na localidade das obras e que foram beneficiadas indevidamente com o recebimento de unidades habitacionais, eram empregadas de PAULO VIEIRA, de sua família e, em especial, de sua filha TATIANA, que as indicou para perceber a benesse indevida", afirma a denúncia.

"Os beneficiários, inclusive, obtiveram a vantagem de vender as unidades habitacionais", acrescenta.

Para provar o vínculo com Paulo Preto, o MPF ouviu Ruth Arana de Souza, ex-esposa de Paulo Preto, além das filhas Priscila Arana de Souza e Tatiana, denunciada, mais as empregadas beneficiadas no esquema.

O advogado de Tatiana passou a representar as beneficiárias durante a fase de coleta de depoimentos no MPF e na PF, tendo, inclusive, feito com que uma delas mudasse o primeiro depoimento prestado.

"As fraudes ocorreram em lapso temporal elástico e duradouro (de 2009 a 2012), só sendo interrompidas porque um funcionário subordinado a exfuncionária da Dersa, Alexander Gomes Franco, relatou o esquema ao Ministério Público no Estado de São Paulo", diz a denúncia.

Cíntia Alves
No GGN
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O desafio de garantir a credibilidade das notícias sem manipulação


Uma das experiências de criar selo de qualidade para as notícias é do Projeto Credibilidade, uma junção do Projor (que edita o site Comunique-se), com uma professora da Unesp, jornais da velha mídia e sites alinhados da nova mídia.

Pode ser uma experiência interessante, se houver pluralidade e reconhecimento das diversas linhas de blogs jornalísticos ou não, existentes no universo digital.

Se for apenas uma sucursal da ANJ (Associação Nacional dos Jornais) e ABERT (Associação Brasileiras das Empresas de Rádio Televisão), frustrará os objetivos e será um instrumento das disputas de narrativas na Internet.

Enviei um e-mail ao projeto, solicitando a filiação do GGN. Abaixo, a resposta que recebi, mais os princípios que regerão o projeto.

Projeto Credibilidade

Agradecemos o interesse do Jornal GGN (www.jornalggn.com.br) de integrar o consórcio de mídia do Projeto Credibilidade. Em função de limitações operacionais, estamos impossibilitados de responder sua solicitação de forma imediata, pois estamos analisamos solicitações anteriores de outros veículos.

A fim de agilizar seu processo de aprendizado do sistema de indicadores do Projeto Credibilidade/The Trust Project, recomendamos que visite a seguinte página: https://www.manualdacredibilidade.com.br/indicadores.

Destacamos o indicador "Melhores práticas" para o início do processo, que pode ser feito mesmo sem a adesão formal ao consórcio. 

Seguem também abaixo as respostas para perguntas frequentes sobre o nosso projeto:

1) O que são o Projeto Credibilidade e The Trust Project? E o que  eles fazem?

Único capítulo internacional de The Trust Project, o Projeto Credibilidade é realizado em parceria entre o Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo – e o  Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia (PPGMiT), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob coordenação dos jornalistas Angela Pimenta, presidente do Projor, e Francisco Rolfsen Belda, docente e vice-coordenador do doutorado do PPGMiT. O Credibilidade é patrocinado pelo Google Brasil. 

The Trust Project é um consórcio internacional de organizações noticiosas que colaboram para criar padrões de transparência a fim de tornar a imprensa mais confiável. Dirigido pela jornalista Sally Lehrman, é sediado no Centro Markkula para Ética Aplicada da Universidade Santa Clara, no Vale do Silício.

Os motores de busca e as plataformas de redes sociais, que se tornaram importantes distribuidores de notícias, participam como parceiros externos. Trabalhamos com um processo de design centrado no usuário. 

A partir de  dezenas de entrevistas em profundidade com um espectro diversificado de vozes públicas, os profissionais envolvidos com o Trust Project identificaram e criaram um sistema de "indicadores de credibilidade" – ou seja, informações padronizadas sobre o processo de apuração e edição da notícia, o jornalista e os compromissos editoriais do veículo – para tornar mais fácil que público identifique notícias confiáveis.

As plataformas digitais, como Google, Facebook, Bing e Twitter, podem usar os indicadores de credibilidade para divulgar notícias confiáveis ​​para seus usuários.

2) O sistema de indicadores de credibilidade

Trabalhamos para a adoção e/ou fortalecimento de padrões editoriais e éticos através do sistema de oito indicadores na apuração, edição, publicação e feedback sobre notícias, análises e opiniões:

Melhores práticas: quais são os seus padrões?

Expertise do autor: quem está por trás do artigo?

Tipo de trabalho: o que é isso? (etiquetas para notícia, análise, opinião, sátira e conteúdo patrocinado)

Citações e referências: maior acesso às fontes

Métodos: o processo de apuração

Apuração local?: expertise e geo-localização 

Diversidade de vozes

Oportunidades para engajamento público

3) Nosso compromisso com a transparência e pluralidade:

Em longo prazo, visamos que o sistema de indicadores, que chamamos também de "dados nutricionais da notícia" tornem-se um modelo para a imprensa brasileira em geral, independentemente do tamanho ou orientação ideológica do veículo. A propósito, acreditamos que o nosso sistema de indicadores também possa ser adotado pelos chamados jornalistas cidadãos e jornalistas ativistas.

4) Sobre a formação do consórcio de mídia do Projeto Credibilidade:

Por questões operacionais decorrentes da fase atual de implementação, no início de 2018 o consórcio de mídia brasileiro conta com 17  integrantes, entre veículos da chamada grande imprensa e veículos nativos digitais, além da Abraji, parceira institucional do projeto.

Nosso trabalho consiste em colaborar com os veículos, ajudando-os a adotar e/ou fortalecer práticas editoriais e desenvolver interfaces digitais para a expressão dos indicadores nas plataformas de distribuição. À medida que o projeto avance, iremos expandir o consórcio. 

5) Não certificamos veículos ou conteúdo jornalístico:

Recentemente, o Trust Project lançou a marca T, um indicador que pode ser usado, a critério dos veículos de seu consórcio que reconhecidamente adotem os indicadores da primeira fase de implementação, através de um Produto Mínimo Viável (MVP). Mas a marca T não é um selo de certificação de veículos e tampouco de seu conteúdo. Este vídeo do Trust Project traz mais informações a respeito.



Dada a escala avassaladora da publicação de informações na internet, a tarefa de checar a autenticidade e veracidade do conteúdo demanda o trabalho de checagem específica de determinado artigo, trabalho que tem sido exercido no Brasil pelos próprios veículos e também por veículos especializados em checagem como Aos FatosLupa e Truco!

Seguimos à disposição para quaisquer perguntas.

Atenciosamente,

Angela Pimenta e Francisco Belda, coordenadores do Projeto Credibilidade

Luís Nassif
No GGN
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Estudo responsabiliza MBL por fake news sobre Marielle


O rastro da campanha difamatória nas redes sociais contra Marielle Franco, assassinada na semana passada, aponta que um site de opinião política ampliou de forma decisiva a repetição de falsas acusações contra a vereadora do PSOL. Dados colhidos pelo Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e uma investigação feita pelo GLOBO traçaram o caminho das fake news de maior repercussão sobre o assunto. Até a noite desta quinta-feira, o link do Ceticismo Político havia sido compartilhado mais de 360 mil vezes no Facebook, ocupando o primeiro lugar entre as publicações que abordaram o boato da ligação da vereadora com o crime organizado — seja de maneira difamatória ou em tentativas de rebater a acusação.

No dia seguinte ao crime, boatos começaram a se espalhar em grupos de WhatsApp por meio de textos, áudios e memes. Por volta do meio-dia de sexta-feira, apareceram os primeiro tweets relacionando Marielle ao traficante Marcinho VP e à facção Comando Vermelho. Quatro horas mais tarde, o site Ceticismo Político publicou um texto que teve papel fundamental na disseminação das falsas acusações. O link foi divulgado no Facebook, e, pouco depois, o Movimento Brasil Livre (MBL) replicou a mensagem, ampliando ainda mais a repercussão.

A FORÇA DO VIRAL

MBL REPLICA ‘FAKE NEWS’

Quatro horas depois, o MBL compartilha o link com a mesma frase usada por Ayan: “Isso é complicado. Bem complicado...”. O post é replicado por mais de 33 mil usuários antes de ser apagado

Luciano Ayan compartilha, na última sexta-feira, um link para o site Ceticismo Político. O texto reproduz acusações contra Marielle feitas por uma desembargadora, retiradas de uma notícia da “Folha de S.Paulo”

PARCERIA NO FACEBOOK

Em maio de 2016, o MBL publicou no Facebook um link para um texto escrito por Luciano Henrique Ayan no blog do grupo. O texto já foi apagado, mas é uma evidência da relação entre o MBL e Ayan
No Twitter, em três dias (entre sexta-feira passada e o último domingo), a informação divulgada pelo site gerou mais de um milhão de impressões — um conceito que leva em conta o número de vezes que a mensagem aparece na linha do tempo dos usuários do microblog. A rede de boatos formada no Twitter no dia em que o Ceticismo Político publicou seu texto envolveu cerca de 4 mil usuários, segundo o Labic.

O Ceticismo Político usou como base uma reportagem da colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S. Paulo”, sobre um comentário de uma desembargadora publicado no Facebook a respeito de boatos que circulavam no WhatsApp. O texto publicado pela “Folha” citava o que havia sido escrito pela desembargadora e informava que um grupo de advogados tinha se mobilizado para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se pronunciasse sobre o caso. O Ceticismo Político, no entanto, subverteu o texto original e deu um novo título: “Desembargadora quebra narrativa do PSOL e diz que Marielle se envolvia com bandidos e é ‘cadáver comum’”. Ao citar a reação dos advogados, o site afirmou que se tratava de uma manifestação da “extrema esquerda”.

— A publicação do Ceticismo Político foi a que teve a maior influência no debate — diz o pesquisador Fábio Malini, coordenador do Labic e autor do levantamento.

INTERAÇÕES COM O MBL

O Ceticismo Político é um site administrado por Luciano Henrique Ayan — não há fotos de Ayan nem referências a esse nome em bancos de dados públicos. O MBL afirma que não é responsável por administrar o perfil de Ayan e que não o conhece, mas interações nas redes sociais entre o grupo e o responsável pelo site evidenciam a proximidade. Quatro horas depois de o Ceticismo Político lançar a suspeita sobre Marielle, o MBL replicou a publicação no Facebook, com um comentário igual ao da publicação original: “Isso é complicado. Bem complicado...”. Antes de ser apagada, a publicação havia alcançado 33 mil compartilhamentos.

Em 2016, no Facebook, o MBL publicou um post em que divulgava um texto de Ayan escrito para o blog do grupo. No Twitter, o MBL já replicou mensagens de Ayan, e o núcleo do grupo em Campinas republicou uma postagem em que Ayan criticava o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, por ter pedido a quebra de sigilo bancário do presidente Michel Temer. Em outubro do ano passado, um dos integrantes do grupo endossou uma mensagem de Ayan que divulgava uma proposta para acabar com a Lei Rouanet.

O Globo perguntou ao MBL por que o grupo publica conteúdos de Luciano Ayan mesmo alegando não conhecê-lo:

— Porque a gente prefere compartilhar o que bem entende e prefere acreditar na mídia independente do que no Globo — respondeu Renato Battista, um dos coordenadores do grupo.

Luciano Ayan tem o domínio ceticismopolitico.org desde novembro de 2017. O site está registrado por uma empresa com sede na Dinamarca, usada para manter oculto o nome verdadeiro do proprietário do domínio. Ayan já usou o artifício em outras ocasiões. Antes, ele manteve o Ceticismo Político com outro endereço — o ceticismopolitico.com. Na ocasião, o domínio estava registrado por uma empresa do Canadá, também usada para esconder o proprietário real do site.

A atuação de Ayan é motivo de controvérsia na internet antes mesmo da criação do Ceticismo Político. Em 2004, quando a rede social mais popular era o Orkut, Ayan era apontado como dono de comunidades que estimulavam polêmicas. Sem revelar a real identidade, Ayan também não exibe fotos em suas contas nas redes sociais. Além da página do Ceticismo Político no Facebook, que tem 105 mil seguidores, ele mantém o perfil Luciano Henrique Ayan, com cerca de 2,4 mil seguidores.

EMOÇÃO E INCERTEZA

O pesquisador Fábio Malini explica que a viralização de conteúdos costuma estar relacionada a dois aspectos que ficaram evidentes na morte de Marielle: a emoção que tomou conta das pessoas e a incerteza sobre o episódio.

— A viralidade tem a ver com a carga emocional. Em casos de muita comoção, as pessoas se ligam ao episódio e compartilham mais conteúdo. A emoção leva ao engajamento. Muitas vezes as pessoas compartilham informação sem checar, informações distorcidas, porque estão envolvidas mais emocionalmente do que cognitivamente.

A atuação de perfis falsos ajuda a impulsionar o debate nas redes, mas, segundo Malini, os boatos e mentiras ganham força por quem “cai no trote” e não checa a informação:

— Há usuários robotizados, os fakes ou os bots humanos, que publicam conteúdos em diferentes perfis. Mas, em geral, a força do boato vem de pessoas que caem no trote e carregam efeito de verdade. Acontece muito em casos de incerteza: não se sabe quem matou, não se sabe quem morreu, então o tema é potencializado.

Ayan não respondeu aos contatos do Globo feitos por e-mails.

Gabriel Cariello e Marco Grillo
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Globo omite resposta de Gilmar Mendes a Barroso, no STF, sobre motivo do terror contra Lula


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Na 2ª instância todos os Golpistas morrem

Quem mais ganhou não foi o Lula!


O Supremo vai se apequenar? A acachapante vitória do Lula no Supremo - 7 a 4 - contém uma vitória no dia 4 de abril, quando será votado o mérito do HC em favor do Lula. Mas o que está em jogo é o direito de todo cidadão brasileiro - como manda a Constituição - só ir preso depois de esgotar TODOS os recursos legais.

Quem votou a favor de aceitar julgar o HC deve dar o HC ao Lula. Mas, será que o Lula foi o único que se beneficiou dessa decisão? Não! Quem mais?

A TV Afiada apresenta uma pequena lista golpista...

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Lula fala para a rádio Super Condá de Chapecó


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Paulo Afrodescendente usou babás para desviar verbas de estatal paulista, diz Lava Jato


O ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza Preto, e mais quatro pessoas foram denunciadas nesta quinta-feira pelo força-tarefa da Lava-Jato no Ministério Público Federal de São Paulo pelo desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011, nas obras do trecho Sul do Rodoanel, da avenida Jacu-Pêssego e das obras de ampliação da Marginal Tietê.

O grupo, liderado por Souza, teria introduzido quase 1.800 falsos beneficiários no cadastro de desapropriações e gerado pagamentos indevidos. Uma auditoria feita pela Dersa na gestão do governador Geraldo Alckmin, encerrada em novembro de 2016, confirmou os desvios e concluiu que a maior perda ocorreu no empreendimento Jacu Pêssego Sul, com prejuízo de R$ 6,3 milhões.

Souza, mais conhecido como Paulo Preto, é apontado como arrecadador de recursos de caixa dois para o PSDB. Além dele, foi denunciada uma de suas filhas, Tatiana Arana Souza Cremonini e José Casas Villela, chefe do setor de assentamento. Todos foram acusados por formação de quadrilha, peculato e insersação de dados falsos em sistema público de informação.

As outras duas pessoas denunciadas são uma funcionária da Dersa e a irmã dela. Além de inserir falsos beneficiários, ela usou parentes e pessoas ligadas à sua própria família, permitindo desvio de R$ 955 mil, em valores sem juros e correção. Porém, essas pessoas não teriam ficado com o dinheiro. A irmã da funcionária disse que sacava os valores e entregava a pessoas de confiança de Souza.

A funcionária contou aos procuradores que, no período das fraudes, circulava muito dinheiro no setor em que trabalhava e que Souza e Villela mandavam entregar quantias a pessoas que indicavam. Entre os beneficiados estariam até mesmo invasores das áreas onde os empreendimentos estavam sendo feitos.

A auditoria da Dersa foi feita após denúncia de um ex-funcionário da Divisão de Gestão Social da empresa e o Ministério Público estadual chegou a apresentar denúncia, mas o caso foi transferido ao Ministério Público Federal porque as obras usaram recursos da União, além dos investimentos do governo do estado.

Além do pagamento indevido de falsas remoções de moradores de áreas afetadas pelos empreendimentos, Souza também incluiu entre beneficiários seis pessoas que trabalhavam para sua família - uma empregada doméstica, a babá de um neto, a filha da babá e uma secretária de um genro, por exemplo. Elas foram inseridas como atingidas pelas obras do Rodoanel Sul num trecho que, segundo a Dersa, não ocorreu qualquer remoção de moradores.

Informações das autoridades suíças revelaram a existência de uma conta que teve Souza como beneficiário, mas o saldo equivalente a R$ 113 milhões teria sido transferido em fevereiro de 2017, depois do início das investigações, para um banco em Nassau, nas Bahamas.

Souza foi delatado também por executivos da Odebrecht, que acusaram o ex-diretor de engenharia da Dersa de ter cobrado propina de 0,75% nos contratos do Rodoanel Sul em 2007, depois que o então governador José Serra determinou uma renegociação geral dos contratos firmados com o governo paulista. As empresas teriam sido beneficiadas por alteração contratual introduzida por Souza. A Odebrecht teria feito pagamentos de R$ 2,2 milhões a uma offshore ligada a José Amaro Pinto Ramos, um dos apontados como operadores do PSDB. Os pagamentos teriam sido interrompidos depois de uma apuração do Tribunal de Contas da União, que concluiu pela ilegalidade das alterações nos contratos.

O TCU informou que a fiscalização nas obras do trecho Sul do Rodoanel de São Paulo ocorreu em 2009 e que foram encontradas graves irregularidades. O Ministério Público Federal fez um Termo de Ajustamento de Conduta com a Dersa e os consórcios construtores que resultou numa economia de R$ 339 milhões.

O acerto com as empreiteiras foi comentado também pelo delator Adir Assad. Segundo ele, Souza se gabava de ter "organizado o mercado" das empreiteiras e de ser o principal arrecadador para as campanhas dos tucanos. Assad disse ainda que Souza lhe apresentou representantes de empreiteiras para que fornecesse notas frias, com o objetivo de gerar dinheiro em espécie para pagamento de propinas. De acordo com a delação, Souza cobrava para si um percentual pelos negócios fechados.

A pena para o crime de peculato e inserção de dados variam de quatro a doze anos. Porém, a força tarefa do Ministério Público Federal de São Paulo afirma que as penas podem variar de 15 a 81 anos de prisão nos casos de Souza e Villela.

A defesa de Paulo Vieira de Souza, representada pelo advogado Daniel Bialski, esclarece que “esta denúncia é contrária à própria conclusão da auditoria interna e investigações internas que inocentaram Paulo Vieira de Souza de qualquer ato ilícito ou favorecimento a quem quer que seja. Igualmente, a denúncia não se ampara nos elementos informativos colhidos no inquérito policial que mostraram que ele não cometeu qualquer crime”, conclui Bialski.

A defesa de José Geraldo Casas Vilela, representada por Fernando Araneo, sócio do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados observa que seu cliente "não tinha poder para autorizar pagamentos e que, nem ele nem qualquer familiar ou amigo, foram contemplados com apartamento no CDHU ou indenizações. Em auditoria interna na própria DERSA, não lhe foi imputada nenhuma conduta irregular" explica Araneo.
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O Supremo entre a pequenez e as garantias


Tenho um histórico de brigas com o advogado José Roberto Batochio, na época em que presidia a Ordem dos Advogados do Brasil. Foi um tiroteio de uma semana na Folha, com tiros de lado a lado. Terminada a polêmica, Batochio abriu 21 ações penais e uma cível contra mim.

Perdeu as 21 penais e conseguiu vitória em 2ª instância na cível, graças à influência que tinha no Tribunal de Justiça de São Paulo.

O caso subiu para outras instâncias e parou no STF (Supremo Tribunal Federal), em uma gaveta do ex-Ministro Maurício Correa. Assim que Gilmar Mendes assumiu a presidência do STF, fiz algumas críticas a ele, e o processo saiu da gaveta e foi entregue nas mãos óbvias da então Ministra Ellen Gracie – que confirmou uma sentença de multa de R$ 40 mil.

Não sei o destino da multa, se a Folha pagou ou Batochio não executou.

Digo tudo isso para ressaltar que seu discurso, em defesa do habeas corpus a Lula, foi brilhante, podendo abrir mão, por desnecessário, das citações em francês, ensaiadas previamente para caprichar na pronúncia.

Quanto aos demais Ministros, chama atenção a intransigência de Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Nas preliminares, se o STF podia ou não aceitar pedido de habeas corpus em determinadas circunstâncias, ambos se fixaram em aspectos formais – os advogados deveriam ter entrado com pedidos xis e não ypisolene -, sendo corrigidos pela Ministra Rosa Weber, dizendo o óbvio – que depois foi repisado por outros Ministros. Em temas tão relevantes, envolvendo direitos fundamentais de uma pessoa, como é que se coloca aspectos formais sobre princípios?

Hoje o Supremo teve um breve momento de legitimidade, como garantidor de última instância de direitos fundamentais da cidadania.

O discurso final de Fachin, recusando até a medida liminar, impedindo a prisão de Lula antes do julgamento final, mostrou a parcialidade infinita dele, Barroso, Fux e Alexandre Moraes.

Se a liberdade depende do julgamento do HC, e se o Supremo não terminou o julgamento, é óbvio que precisa se suspender a possibilidade da prisão até o julgamento final. Suponha que, no julgamento final, o STF conceda o HC. O mal – a prisão – já teria sido consumada.

É inacreditável que uma questão tão óbvia dessa tenha sido ignorada por Ministros pequenos.

Luís Nassif
No GGN
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Tem que manter isso, viu? Com o Supremo e tudo! Um que depois a gente mata!



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