16 de mar de 2018

Desembargadora do TJRJ acusa Marielle de parceria com o Comando Vermelho


Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ex-procuradora do Estado que entrou no TJ pelo quinto constitucional, em postagem no Facebook Marília Castro Neves acusou Marielle Franco de ter pertencido ao Comando Vermelho.

Segundo a desembargadora, ela teria sido executada por ter descumprido compromissos com o CV. “Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Depois da repercussão negativa da postagem, Marilia fechou o conteúdo do seu perfil, mas não a tempo de sua manifestação ser copiada.


No GGN



Desembargadora que acusa Marielle de ser ligada ao Comando Vermelho soltou chefão da “máfia dos ingressos” na Copa

Ela
A desembargadora Marilia Castro Neves, do TJ do Rio de Janeiro, acusou Marielle Franco no Facebook de estar “engajada com bandidos”.

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’, ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores. Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava”, escreveu.

Criticada, apagou a postagem.

À coluna de Mônica Bergamo, tentou se explicar.

Deu a sua opinião como “cidadã” (um clássico bastante utilizado por gente da estirpe de Deltan Dallagnol) na página de um colega já que não atua na área criminal. 

“Eu postei as informações que li no texto de uma amiga”, afirma.

“A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também lutava, trabalhava, salvava vidas”.

A doutora Marília é atuante nas redes sociais. Antipetista convicta, claro. Admiradora de Sergio Moro, a quem classifica como “juiz templário”, sabe Deus o que isso significa.

Em 2017, comentou sobre um “excelente e aprofundado estudo que o autor, um advogado, fez sobre as relações íntimas que a esquerda mantém com o Crime Organizado. Leitura obrigatória para os que se dizem ‘esquerda moderada’, porque podem ser confundidos com ‘criminosos moderados'”.

Marília é uma fervorosa combatente contra a corrupção, mas ficou famosa em 2014 por motivos outros: mandou soltar o chefão da chamada “máfia dos ingressos”, Raymond Whelan.

O bando operou em quatro Copas.

Abaixo, a matéria do Uol:

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou pedido de habeas corpus pedido pela defesa do inglês Raymond Whelan, que está foragido e que é acusado de abastecer quadrilha internacional de cambistas. O grupo mafioso agiu nas últimas quatro Copa do Mundo e é chefiada pelo franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, que está preso.

Whelan teve prisão preventiva decretada na quinta, mas fugiu antes de a polícia chegar, e seu paradeiro é desconhecido. Ex-diretor-executivo da Match, única empresa autorizada pela Fifa a comercializar ingressos, Whelan usava seu poder para facilitar na distribuição irregular de ingressos, concluiu a Justiça.

“A desenvoltura do envolvido no agir delituoso está a demonstrar audácia e destemor quanto à força coercitiva da legislação em vigor, especialmente se considerarmos que o mesmo encontra-se foragido”, concluiu a desembargadora Flavia Romano de Resende.

“Do conjunto de indícios presentes nos autos emergem sérias e graves suspeitas de comportamento delituoso incompatível com a pretendida liberdade”, acrescentou a desembargadora do TJ do Rio.

O inglês havia sido preso provisoriamente no início da semana, mas teve habeas corpus deferido pela desembargadora Marília de Castro Neves Vieira. Na ocasião, a desembargadora alegou que Whelan não oferecia riscos, pois documentos e objetos pessoais haviam sido apreendidos pela polícia, “não havendo necessidade da manutenção da medida restritiva, razão pela qual a revogo liminarmente”, apresentou trecho da decisão da magistrada.

De volta às ruas, Whelan teve prisão preventiva decretada na quinta-feira. Mas o inglês fez o check-out no Copacabana Palace antes de a polícia entrar. O hotel informou que não colaborou com a saída do diretor da Match.

Segundo a polícia, Whelan fugiu para não ser preso mais uma vez. O delegado Fábio Barucke. titular da 18ª Delegacia de Polícia, chegou ao hotel para cumprir o mandado de prisão de Whelan por volta das 16h30.

As câmeras de segurança flagraram o inglês deixando o local pela porta dos fundos às 16h15. Em contato com o UOL Esporte, o promotor Marcos Kac disse que o empresário já é considerado foragido por não ter sido encontrado pela Justiça. Até mesmo a Polícia Federal pode ser acionada na tentativa de encontrá-lo. 

Operação Jules Rimet

A operação desbaratou a máfia dos ingressos foi batizada de Jules Rimet, em alusão ao nome do primeiro presidente da Fifa. Ela é resultado de mais de um mês de investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro e Ministério Público.

Na operação, quase 200 ingressos da Copa já foram apreendidos na ação, além de dinheiro e máquinas para pagamento em cartão de crédito. Os bilhetes pegos pela polícia eram reservados pela Fifa a seus patrocinadores, a clientes de pacotes de hospitalidades e até a membros de comissões técnicas. Dez ingressos, inclusive, eram reservados as integrantes da comissão técnica da seleção brasileira.

Segundo Polícia Civil, a quadrilha vendia ingressos por até R$ 35 mil. Com isso, lucrava até R$ 1 milhão por jogo. Na Copa, o grupo poderia faturar R$ 200 milhões.

A polícia informou que o esquema não é novo. Ele funcionava há quatro Copas. O trabalho seria tão lucrativo que integrantes da quadrilha trabalhariam durante o torneio e depois descansariam por quatro anos até o próximo Mundial.

No DCM
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Lula: "Quem tem lado paga um preço e estou disposto a pagar o meu"

Lula: "A lei é feita para ser interpretada corretamente, não politicamente"
Em livro-entrevista, o ex-presidente fala da condenação na Justiça, do golpe, da Globo, dos erros do PT e da esperança de disputar as eleições

“Como eu sou da política e acho que todos nós que temos um lado pagamos um preço, estou disposto a pagar o meu preço”, afirma Lula a certa altura do livro-entrevista “A Verdade Vencerá”, a ser lançado na sexta-feira 16.

A declaração não reflete o espírito de alguém conformado com uma condenação que considera injusta, mas de quem enxerga nos processos judiciais uma estratégia para perseguir um projeto político, uma “forma e jeito de governar”.

Quatro experientes entrevistadores se reuniram para conversar com o ex-presidente em três dias de fevereiro (a editora Ivana Jinkings, da Boitempo, e os jornalistas Juca Kfouri, Maria Inês Nassif e Gilberto Maringoni). Ao longo dos encontros, Lula oscilou entre a indignação por conta da “canalhice e da mentira mais escabrosa inventada” no País e o velho estilho paz e amor. “Tenho tanta consciência do papel que posso desempenhar que não tenho espaço para ser vingativo”.

Nos depoimentos, colhidos semanas antes e logo após a condenação em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o ex-presidente relembra detalhes de seus dois mandatos, analisa o Brasil e fala abertamente de personagens como Dilma Rousseff, José Dirceu e Antônio Palocci. Lula reafirma por fim a intenção de lutar até o fim por seus direitos (“Não roubei e não vou engolir. Essa é a luta da minha vida”), de disputar as eleições presidenciais de outubro e de voltar a governar o Brasil.

A obra, com prólogo de Luis Fernando Veríssimo e prefácio de Luis Felipe Miguel, reúne artigos de Eric Nepomuceno, Rafael Valim e Camilo Vannuchi.


 "A Verdade Vencerá"Organização: Ivana JinkingsBoitempo216 págs.R$ 35 (e-book: R$ 15)

Confira a seguir alguns trechos:

Dilma Rousseff

“Apenas achava que a mesma inteligência que a Dilma usou para aprender termos técnicos, termos econômicos, ela deveria ter tido para aprender na relação humana, na relação com o político.”

“Tenho uma relação com a Dilma de muita honestidade, muita fidelidade e muito companheirismo.” 

Antônio Palocci

“Lamento. Fui amigo da mãe do Palocci desde a fundação do PT. Não é pouca coisa essa relação. Então, eu lamento. Fico triste. Não fico com raiva.”

Lava Jato e Justiça

“Duvido que um desses juízes que me condenaram tenha coragem de olhar para a cara de um filho de 8 ou 10 anos e dizer a verdade. Ele vai ser cobrado amanhã.”

“A Polícia mentiu no inquérito, o Ministério Público mentiu na denúncia, e o Moro sabia que não era verdade e aceitou e transformou as mentiras num processo que me condenou.”

“Se sou o chefe da quadrilha, como eles falaram, por que é que os meus ‘assaltantes’ roubaram tanto, 100, 200 milhões de reais, e esse babaca aqui ficou com um apartamento de cento e poucos metros quadrados?”

Globo

“A razão pela qual a Globo quer derrubar o Temer não é a razão pela qual eu quero. A mentira inventada, a troco de conseguir mais um mandato para o Janot e de levar o atual presidente da Câmara a ser presidente da República, foi uma coisa sórdida.”

Brasil

“O Brasil não tem o direito de se auto-mutilar como estamos fazendo. Essa situação em que a única forma de agradar o chamado mercado – interno ou externo – é destruindo o patrimônio público é uma loucura.”

“Eles aceitam o intelectual de esquerda, eles aceitam um intelectual progressista. Eles não aceitam é um peão com consciência.”

PT

“O PT não nasceu para ser um partido revolucionário, nasceu para ser um partido democrático e levar a democracia até as últimas consequências.”

Eleições

“Não fui eleito para virar o que eles são, eu fui eleito para ser quem eu sou. Tenho orgulho de ter sabido viver do outro lado sem esquecer quem eu era.”

“Quero voltar e provar que tenho competência de recuperar este País. Quero fazer de novo esse País sorrir. É por isso que quero voltar. Não é para ficar me vingando de ninguém.”

“Eles vão tentar colocar o PT na ilegalidade.”

Impeachment

“Jamais imaginei, depois de 1988, que a gente teria outro golpe. Eles civilizaram o golpe, modernizaram o golpe.”

No CartaCapital



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Vou orar e ela vai adoecer; diz pastor em defesa do Gideões contra vereadora

O Congresso Gideões Missionários será bastante comprometido com o projeto da vereadora

Pr. Hueslen e Pr. Reuel Bernardino
Às vésperas de acontecer, a 36º edição do Congresso Gideões Missionários da Última Hora trava uma “briga” contra a Câmara de Vereadores de Camboriú.

Isso porquê, a Câmara está apreciando um projeto de lei, que visa fiscalizar e regulamentar o comércio em eventos na cidade. A proposta visa combater os crimes de pirataria comumente praticados por camelôs, e também, proibir que bancas fiquem espalhadas sobre as calçadas, atrapalhando o fluxo de pedestres.

O projeto também propõe evitar o lixo que fica espalhado pelas ruas, entre outros benefícios que contribuem para o perfeito funcionamento do município.

Apresentado pela vereadora Jane Stefen, o projeto de lei N. 003/2017 está tirando o sono da diretoria do Gideões. Apesar de não ter sido citado no projeto, as mudanças propostas pela vereadora atingem os interesses do Gideões, que é claramente comercial. Caso entre em vigor, causará um prejuízo milionário ao evento.

O pastor Hueslen Ricardo Santos, tem tentado impedir que o projeto seja aprovado, e suas frequentes visitas a Câmara, tem causado um certo desconforto aos vereadores.

Durante uma  de suas transmissões no Facebook, falando sobre o caso, um pastor identificado como Carlão Costa, disse que iria orar para que os vereadores adoecessem. Ele disse que, conforme sua oração, a vereadora que criou o projeto ficaria doente por quarenta dias.


A vereadora concedeu uma entrevista e falou sobre o caso:



No FuxicoGospel
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Bolsonaro não diz o que pensa porque o que pensa não se diz


Bolsonaro não disse até agora o que pensa do assassinato de Marielle, que aconteceu na sua cidade, cujos cidadãos representa na Câmara dos Deputados, e que é assunto comentado no mundo todo, provavelmente porque se disser o que pensa vai pegar mal mesmo para o seu eleitorado.

Ele não diz o que pensa porque o que pensa não se diz.

A julgar por suas frases mais conhecidas, tais como “não te estupro porque você não merece” ou “precisa metralhar Fernando Henrique e mais uns 30 mil brasileiros” não deve ter ficado com pena da vítima indefesa em desabafos entre quatro paredes, com certeza, mas se os transformasse em palavras as consequências eleitorais poderiam ser altamente negativas. Só por isso ele silenciou em vez de proferir novas grosserias e insultos.

Ainda que não diga nada, seu silêncio é eloquente. Denuncia a sua incapacidade e repulsa a se solidarizar com quem é mulher, negra, jovem, pobre, favelada, política e, ainda por cima, de esquerda, o que é assustador.

Bolsonaro é incapaz de expressar algum sentimento caloroso em relação a uma brasileira brutalmente assassinada em meio a uma intervenção militar por ela ser o que é: uma brasileira.

Imaginar que alguém com esse perfil tem condições de solucionar a enorme crise brasileira na cadeira de presidente da República é flertar com o abismo.  

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"
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E isso se intitula coronel...

Coronel da PM questiona comoção por Marielle: 'Por que transformar em mártir?'

Washington Lee Abe publicou uma carta em resposta as acusações e ofensivas feitas a Polícia Militar

Ele
A vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, asassinada em uma emboscada no bairro do Estácio na última quarta-feira, era conhecida pela sua militância contra a violência policial nas comunidades carentes. Marielle era inclusive integrante comissão que acompanha a intervenção militar no Rio. O crime acabou motivando discussões e publicações nas redes sociais sobre a atuação dos agentes de segurança.

Na noite de quinta-feira, o coronel Washington Lee Abe, comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar do Paraná (PR), publicou uma carta polêmica, em que ataca Marielle, questiona a comoção em torno do crime e rebate acusações contra a PM.

"Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir? Ela representa o povo? Que povo? Qual segmento do povo? Do cidadão de bem?", diz Abe.

"E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa 'pessoa' intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades? O mais incrível é declararem em coro que os matadores 'sabiam atirar', insinuando serem policiais", afirma.

Leia o desatino do imbecil publicado pela Tarobá News na íntegra:

Por que o mundo inteiro respeita a Polícia? Por que o mundo inteiro precisa da Polícia? Não existe governo, não existe judiciário em nenhum lugar do mundo sem uma polícia. Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir? Ela representa o povo? Que povo? Qual segmento do povo? Do cidadão de bem?

A Polícia Militar, responsável pela morte de negros e pobres na ordem de 30% no País (segundo a vereadora) é morta por quem? Pelo cidadão de bem? Nós, PM, saímos pelas ruas escolhendo 30% de negros e pobres para matar (hahaha). Quando atingimos a nossa quota diária, vamos completar nossa meta matando brancos, asiáticos e tudo o mais que aparecer na nossa frente. É assim que funciona? E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa “pessoa” intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades? O mais incrível é declararem em coro que os matadores “sabiam atirar”, insinuando serem Policiais.

Nós, Policiais, temos uma missão muito maior do que essa mesquinharia. Somos muito mais do que “isso”. Somos a Polícia!
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Como fez nos protestos de 2013, a Globo tenta cooptar as ruas despertadas pela morte de Marielle

Sequestrando Marielle Franco
A Globo está fazendo uma cobertura extensa sobre uma pessoa que, viva, jamais foi lembrada pela emissora.

Desafio você a encontrar registros de entrevistas, análises, mesas redondas — qualquer coisa — com Marielle Franco.

Ou uma mísera menção a seu trabalho por parte dos jornalistas que ali militam.

Não tem nada, por razões óbvias.

Marielle, vereadora do Psol, defendia o oposto do que o grupo defende.

Seu ativismo pelos negros pobres das favelas, denunciando o abuso policial cotidiano, as chacinas diárias, simplesmente nunca coube na grade.

Mais recentemente, ela tornou-se crítica ferrenha da intervenção militar e relatora de uma comissão para acompanhar o Exército.

De uma hora para outra, gente como Merval Pereira, com sua dicção claudicante, passa a falar em “direitos humanos”, duas palavras que Merval não usa juntas, provavelmente, desde os bancos da escola nos anos 40.

Gerson Camarotti, com seus bastidores inúteis sobre um governo corrupto e golpista, afirma que o assassinato é um “atentado à democracia”.

Eliane Cantanhêde decreta que “o Brasil despertou”.

E por aí vai.

A Globo é cúmplice desse estado de coisas, inventou a farsa interventora com Temer e tenta sequestrar um cadáver e uma ideia que lhe são absolutamente antagônicos.

Foi assim também nos protestos de 2013. No início eram “vândalos” atentando contra o “estado de direito”, “vagabundos” etc.

Assim que o vento soprou para a direita, com as milícias tipo MBL tomando conta, a Globo acertou a rota e abraçou a causa.

Deu no que deu.

Está fazendo a mesma coisa com uma mulher cuja execução covarde acordou as ruas.

Infelizmente, Marielle não está aqui para dizer a esses abutres: “Tirem as mãos de mim”.

Mas nós estamos e isso precisa ficar claro antes que seja tarde.

Kiko Nogueira
No DCM
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Novas provas mostram cooperação ilícita entre Força Tarefa da Lava Jato e autoridades norte-americanas, comprova a defesa de Lula

http://www.averdadedelula.com.br/pt/2018/03/16/novas-provas-mostram-cooperacao-ilicita-entre-forca-tarefa-da-lava-jato-e-autoridades-norte-americanas-comprova-a-defesa-de-lula/

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou hoje (16/03) nos autos da Apelação Criminal nº 5046512-94.2016.4.04.7000/PR, que tramita perante o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF4), novas provas que confirmam a nulidade do processo relativo ao “tríplex” e a inocência de Lula. O pedido de juntada desses novos documentos tem fundamento no artigo 231 do Código de Processo Penal.

A primeira prova nova apresentada diz respeito aos vídeos e declarações que demonstram a insólita participação de autoridades norte-americanas na “construção do caso” Lava Jato e no encaminhamento do processo relativo ao apartamento tríplex. Em manifestações públicas que agora chegaram ao conhecimento da defesa, o Sr. Kenneth Blanco, então Vice-Procurador Geral Adjunto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), e o Sr. Trevor Mc Fadden, então Subsecretário Geral de Justiça Adjunto Interino daquele País, explanaram sobre cooperação baseada em “confiança” (aos 8m8s do vídeo1) e por vezes fora dos “procedimentos oficiais”, realizada entre as autoridades norte-americanas e os Procuradores da República da Lava Jato (“Tal confiança, como alguns aqui dizem “confiança”, permite que promotores e agentes tenham comunicação direta quanto às provas. Dado o relacionamento íntimo entre o Departamento de Justiça e os promotores brasileiros, não dependemos apenas de procedimentos oficiais como tratados de assistência jurídica mútua, que geralmente levam tempo e recursos consideráveis para serem escritos, traduzidos, transmitidos oficialmente e respondidos” ( sic)). Blanco fez referência específica em seu pronunciamento à sentença condenatória proferida contra Lula e ressaltou também neste caso a parceria norte-americana com os membros do MPF (aos 9m47s do vídeo1).

Essa cooperação sem qualquer registro e realizada fora dos canais oficiais se mostra incompatível com o Decreto nº 3.810/2001, que incorporou ao ordenamento jurídico brasileiro o “Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América, celebrado em Brasília em 14 de outubro de 1997”. Segundo esse diploma, toda solicitação de assistência em matéria penal dirigida aos Estados Unidos deve ser feita por meio da Autoridade Central, que no Brasil é o Ministério da Justiça. No processo, todavia, e ao que se tenha conhecimento, inexiste qualquer registro da participação do Ministério da Justiça na cooperação confessada pelos agentes norte-americanos.

Diante dessa nova prova, a defesa pediu que o Ministério Público Federal seja notificado a esclarecer essa inusitada forma de cooperação sem a observância dos “procedimentos oficiais” e baseada na “confiança” especificamente sobre o caso de Lula.

Outra prova nova apresentada foi o depoimento prestado ao juízo da 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba em 23/02/2018 pelo Sr. Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht, nos autos da Ação Penal nº 5021365-32.2017.4.04.7000/PR. Faria afirmou que a OAS não efetuou o pagamento de vantagem indevida ao Partido dos Trabalhadores em relação a contratos firmados entre a Petrobras e o Consórcio Rnest/Conest. Esse depoimento, coletado sob o compromisso da verdade, confirma a declaração de João Vaccari Neto, já levada aos autos, no sentido de não realizou qualquer pacto de corrupção com Leo Pinheiro em nome de Lula que envolvesse valores a serem descontados de reformas realizadas no apartamento tríplex.

As novas provas apresentadas reclamam a necessidade de o TRF4, ao julgar os embargos de declaração, proclamar a nulidade de todo o processo ou, então, absolver o ex-presidente Lula.

Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio

Vídeo 1

Pronunciamento com legendas de Kenneth Blanco, então Vice Procurador Geral Adjunto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). https://youtu.be/tbPLM5onjLk



Vídeo 2

Original do seminário com o pronunciamento do Sr. Kenneth Blanco, então Vice-Procurador Geral Adjunto do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). (https://www.youtube.com/watch?v=rR5Yiz84b5c



Transcrição

do pronunciamento do Trevor N. McFadden, então Subsecretário Geral de Justiça Adjunto Interino do DOJ.

Confira a íntegra dos documentos:

130.140 – Petição para protocolo

DOC. 04 – Manifestações Sr. Kenneth Blanco

DOC. 05 – Manifestações Sr. Trevor Mc Fadden
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Quando isso explodir, Ruanda vai ser pouco!

Terror? Niemals. Es ist Sozialhygiene. Wir nehmen diese Individuen aus dem Umlauf, wie ein Mediziner einen Bazillus aus dem Umlauf nimmt.”

[Trad. “Terror? Jamais! Isso é higiene social. Nós retiramos esses indivíduos de circulação, como um médico retira um bacilo de circulação.”] – Benito Mussolini, apud Joseph Goebbels, citado no artigo “Der Jude”, in Der Angriff, 21.1.1929.

Segunda feira estive no Rio de Janeiro para um debate sobre a intervenção militar. Entre os debatedores estava Buba, moradora de Acari e ativista comunitária. Seu relato sobre a situação dos moradores de favelas e da periferia me deixou sem palavras. Não tinha nada a dizer diante do descalabro do drama vivido por essa enorme maioria de brasileiras e brasileiros, espremidos entre as balas da polícia-bandida e do tráfico opressor.

Buba vive perto de um beco que exala fedor de sangue coagulado, suor e fezes. Lá é frequente serem “desovados” cadáveres de moradores sumariamente executados pela criminosa repressão e pela repressão dos criminosos. A morte a tiros ali é rotina e, como disse Buba, não sabem os moradores diferenciar entre o que é uma ditadura e a tal “democracia” por que clama a burguesia da Zona Sul, ávida por consumir e viajar a Miami e Europa. Em Acari não há democracia e nunca houve, seja com Lula, com Dilma ou com os golpistas de hoje.

A execução da vereadora Marielle Franco causou-nos comoção. Figura pública, lutadora contra a violência e pelos direitos LGBT, tinha muito a contribuir para o Brasil e para o Rio de Janeiro em especial. Foi assassinada covardemente por quem certamente não estava gostando de sua atuação à frente de comissão de monitoramento da intervenção militar no Rio. Denunciou com veemência a violência letal em Acari e por isso morreu a tiros. Os moradores do bairro de certo a pranteiam, mas encaram sua morte como apenas mais um triste sinistro da rotina de execuções que experimentam cotidianamente.

O que o povo do asfalto não consegue assimilar da sua redoma de bem-estar é que Acari constitui a maior parte do Brasil. É como vive a grande massa de nossas patrícias e nossos patrícios no entorno de Brasília, na Baixada Santista, nos Alagados de Salvador; é na Zona Sul de São Paulo, em Santa Rita ao lado de João Pessoa, no Complexo do Curado em Recife… e por aí vai.

Brasileiras e brasileiros, em sua maioria, vivem com o reto na mão, não sabendo se hoje será, ele ou ela, escolhida para morrer a bala. E entre um tiroteio e outro têm que trabalhar, cuidar da família, pagar impostos e cumprir com suas obrigações cívicas. Tempo para fazer política, se instruir, para participar de debates não têm. Acordam cedo, se espremem suados em péssimas conduções públicas, se alimentam mal e chegam a altas horas da noite da labuta diária, para, depois, serem chamados de vagabundos por escravocratas endinheirados, meganhas, bandidos ou governantes que não lhes permitem aposentar. Alguns preferem, até, dormir na sarjeta, perto do local de seu trabalho, não porque não tenham teto ou sejam moradores de rua, mas porque o transporte para casa é tão caro, que subtrairia parte significativa do sustento familiar. Em São Paulo, são acordados com jatos de água gelada a mando do prefeito milionário que acha que pobreza ofende a estética urbana.

A violência urbana, entre nós, é fruto e instrumento do apartheid social a que nossa paleo-escravocracia cultiva. No asfalto, acostumamo-nos à indiferença pela pobreza, dividimos a sociedade entre ganhadores e perdedores sem qualquer remorso. Os mais aquinhoados se cercam de muros e arame eletrificado, andam em carros blindados, para que os que supõem perdedores não os vejam e neles não se encostem.

A justiça de classe enche as cadeias de miseráveis, vistos como perigo em potencial para a manutenção do status quo. As penitenciárias e os presídios são verdadeiros aterros sanitários de gente, lixeiras da sociedade. Pouco interessa se onde cabem dez venham a se espremer sessenta ou setenta baratas humanas. Os juízes e promotores que os pilam ali estão mais preocupados com seus auxílios-moradia, seus carrões e as viagens duas ou três vezes ao ano para o exterior.

É, o povo do asfalto, um amontoado de limpinhos e cheirosos cercados de lixo e excremento. E vivem felizes com esse descaso, de dedo em riste contra qualquer político de esquerda que coloque essa realidade em cheque. Presidentes da República, então, que fazem um mínimo de esforço para diminuir o peso nos lombos da massa, são destituídos e perseguidos, acusados de corruptos pelos operadores do direito mais decaídos da história do Brasil.

E così la nave va.

Por que tem-se a certeza de que isso não mudará nunca? Será que os de cima da carne seca estão tão certos de sua impunidade, como poderosos que são? Afinal, quando a plebe for muito atrevida e se mexer mais do que seria “razoável” tolerar, decreta-se intervenção com uso das forças armadas, outra instituição que aceita bem seu papel da ditadura de classe. O pobre então recebe o tratamento de inimigo e seu bairro é chamado de terreno hostil. O resto é só mandar bala para acabar com os topetudos. Para isso, o comandante exige regras de engajamento robustas que nem em operação de uso de força imposta pelo Conselho de Segurança da ONU – triscou na repressão, morre!

É da natureza de forças armadas se apegarem ao direito de matar. Assim, além da polícia bandida e do tráfico opressor, a população marginalizada tem que aturar a tropa do exército apoiada por ar, a transformar sua vida num campo de batalha sem lei.

O que não pode deixar de estranhar é o fato de haver atores sedizentes de esquerda que, talvez por medo de perderem votos ao irem contra a maré midiática, apoiam a intervenção militar como uma “necessidade” para acalmar o Rio de Janeiro. Isso é conversa tão velha quanto a repressão dos desvalidos no Brasil. E nunca funcionou para controlar a violência urbana.

Vale a frase atribuída a Lafayette, “com baionetas pode-se fazer quase tudo, menos sentar-se em cima delas”. O que é preciso para “acalmar” não é mais tiro, não é mais bala. É política social urgente para devolver a humanidade às comunidades escolhidas para serem o lixo de nossa escravocracia. É preciso médico, professor, lazer, saneamento e urbanização que recupere a autoestima dos marginalizados. É imperioso abolir a escravidão na prática e em definitivo.

Pois, se assim não for, bala chama bala, violência chama violência. Os oprimidos são a maioria e se não quiserem mais continuar nessa condição, vão ter que se aprumar e reagir. O ódio que neles foi cultivado por séculos a fio sairá, então, de uma vez só, como um grito de “basta!”, com um vulcão em erupção a tragar com sua lava tudo que encontra pela frente. Que se cuidem nossos garbosos cheirosos, as instituições da ditadura de classe que os apoiam, pois Ruanda será fichinha diante do que nos espera. E não haverá Conselho de Segurança capaz de editar regras de engajamento para garantir o poder dos ricos.

Eugênio Aragão, ex-Ministro da Justiça
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Inédito: presidente do STF incorre no crime da prevaricação


Se faltava um capítulo final para a desmoralização definitiva da Justiça, o duo Luís Roberto Barroso-Cármen Lúcia forneceu. Barroso com sua apoteose mental de se pretender acima do Executivo, do Legislativo e do voto popular e da própria Constituição; Cármen Lúcia pelo crime de prevaricação, um caso inédito, mesmo na conturbada história do Supremo.

Para entender os fundamentos do direito moderno.

Com a constituição dos Estados-nações, estes passaram a ter o monopólio da Justiça. É a única instituição que pode julgar, condenar ou absolver. Como contrapartida, os cidadãos passaram a ter o direito à tutela jurisdicional do Estado, isto é, o direito de terem suas demandas julgadas, como um dos direitos fundamentais.

Nenhum agente do Estado pode negar esse direito, sob risco de prevaricar.

Especialmente no caso do Habeas Corpus (HC), um juiz se recusando a julgar comete o mesmo crime do médico que se recusa a atender o paciente que chega em estado grave ao pronto socorro. Em ambos os casos é crime com agravante, porque o mal provocado deixará sequelas – a morte ou  a consumação do ato questionado pelo HC.

O que escrevo a seguir é grave. Mas não há outra forma de interpretar: a Ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pode estar prevaricando, da mesma maneira que o médico que nega socorro ao paciente em estado grave, ao negar ao cidadão Lula o direito de ter julgado um pedido de HC.

Pelo regimento do STF, HC tem preferência nos julgamentos. São incontáveis as vezes em que o STF determinou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que apreciasse HCs que mofavam nas gavetas de Ministros.

Além de prevaricar, ao não submeter o HC de Lula a julgamento, a Ministra Cármen Lúcia pode também estar  mentindo – e aí incorre em outro crime previsto no Código Penal.

É ela quem elabora o calendário, a pauta dos processos liberados pelos relatores, e torna público o dia em que o processo será apreciado pelo plenário. Em reunião com parlamentares, que pressionavam para que pautasse o julgamento, Cármen Lúcia afirmou que dependia do relator Luiz Edson Fachin liberar para julgamento.

Ocorre que Fachin já liberou o HC. E Cármen Lúcia, ao tornar pública a pauta para o mês de abril (nunca divulgou a pauta com tanta antecedência) não incluiu o HC..

A Ministra Cármen Lúcia fica sujeita a dois dispositivos legais.

O primeiro, do artigo 39 da Lei no. 1.079 de 10 de abril de 1950, no capítulo sobre os Ministros do Supremo Tribunal Federal.

Art 39 – são crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal:
  1. Alterar, por qualquer forma, exceto por via de recurso, a decisão ou voto já proferido em sessão do Tribunal;
  2. Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito da causa;
  3. Exercer atividade político-partidária;
  4. Ser patentemente desidioso nos deveres do cargo;
  5. Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.
No decreto-lei no. 2.848 de 7 de dezembro de 1940 está previsto o crime da prevaricação:

Art. 319 – Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa da lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

Estivéssemos em um Estado de Direito, Cármen Lúcia seria irremediavelmente denunciada pela suspeita de crime de prevaricação.

No Supremo, com exceção de Barroso e Luiz Fux, há um descontentamento generalizado com a atitude de Cármen Lúcia.

Luís Nassif
No GGN
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Lula no Fórum Social Mundial de Salvador

Foto: Ricardo Stuckert
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Temos que chamar a atenção do mundo agora


A situação é gravíssima:

1) Sofremos um golpe de estado;

2) Membros do narcotráfico ascenderam ao poder;

3) Somos governados por uma quadrilha, oficialmente, acumpliciada com a mídia e o judiciário;

4) Assassinaram um ministro do Supremo, e depois foi nomeado em seu lugar um ex-advogado do PCC;

5) Vão prender em alguns dias o presidente mais popular da história do país, o único ascendido das classes populares, condenado pela reforma que não houve no triplex que provou que não era seu;

6) O Judiciário escarnece do país blindando absolutamente o PSDB engavetando uma após a outra as piores denúncias contra o partido;

7) Planejam pedir a extinção do maior partido de esquerda da América Latina;

8) O Exército brasileiro está sendo usado de bucha para eliminar uma facção criminosa que atualmente é o grande obstáculo ao domínio pelo PCC de todo o território nacional;

9) Entregam de graça todo patrimônio do país, de nosso pré-sal a nosso regime de águas, com a Eletrobras, satélites, indústria bélica e até pedaços do território nacional do tamanho da Bélgica na Amazônia;

10) Começou o assassinato de políticos de esquerda;

11) O TSE se recusa a CUMPRIR A LEI e modernizar o sistema de votação brasileiro que é o pior e mais atrasado do mundo, inauditável, prenunciando claramente uma fraude eleitoral maciça;

12) Ministros do Supremo com Barroso advogam abertamente que o judiciário assuma funções executivas e legislativas na república;

13) Estão em ataque sistemático a todas as multinacionais brasileiras como a Petrobrás, Engenharia civil e indústria de alimentos com a JBS e Brasil Foods, setores inteiros da indústria como naval e cadeia do petróleo foram dizimados;

14) O FBI fechou "colaboração" com a PF para perseguir a imprensa alternativa brasileira em nome do combate às "fake news".

Temos que criar um movimento internacional bem abrangente enquanto há tempo, porque o Brasil perdeu as forças morais internas para sobreviver ou fazer qualquer frente a esse processo, não há nenhuma reação institucional ou não-institucional possível, nenhuma reação popular à vista.

Nem na ditadura militar vivemos algo parecido.

Gustavo Castañon é professor do departamento de Filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora
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Não é só Marielle: conheça mais 24 casos de lideranças políticas mortas nos últimos quatro anos

Vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, foi última vítima da violência que atinge líderes e militantes políticos no país; veja relação




O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14/03) acendeu o alerta para uma realidade chocante: desde 2014, ao outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram mortos em diferentes regiões do Brasil.

O historiador Fernando Horta, doutorando na Universidade de Brasília, reuniu uma lista das vítimas destes últimos quatro anos. Opera Mundi conta um pouco da história destes militantes, executados por conta dos trabalhos que desenvolviam por suas comunidades.

Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro pelo PSOL – 15.mar.2018

A socióloga, ativista dos movimentos feminista e negro, foi executada no centro da capital fluminense. Marielle, a quarta vereadora mais votada na cidade, atuava na comunidade da Maré, onde morava, e, na semana anterior a sua morte, denunciou a violência e os abusos policiais no bairro de Acari. Leia mais aqui.

Paulo Sérgio Almeida Nascimento, líder comunitário no Pará – 12.mar.2018

Nascimento era um dos líderes da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama). Segundo a Polícia Civil, ele foi alvejado por disparos do lado de fora de casa, na cidade de Barcarena. Nascimento era atuante nas denúncias contra a refinaria Hydro Alunorte, responsável pelo vazamento de dejetos tóxicos nas águas da região no começo do mês. Leia mais aqui.

George de Andrade Lima Rodrigues, líder comunitário em Recife – 23.fev.2018

Rodrigues foi encontrado com marcas de tiros e um arame enrolado no pescoço, após três dias de buscas. O corpo dele foi achado em um matagal às margens de uma estrada de terra. Ele havia sido sequestrado por quatro homens que se diziam policiais. Leia mais aqui.

Carlos Antônio dos Santos, o “Carlão”, líder comunitário no Mato Grosso – 07.fev.2018

Carlão era um dos líderes do Assentamento PDS Rio Jatobá, em Paranatinga, no Mato Grosso, e foi morto a tiros, por homens em uma motocicleta, em frente à prefeitura da cidade. Ele estava dentro de um automóvel com a filha e a esposa, que chegou a ser atingida de raspão. Carlão já havia feito várias denúncias à polícia de que estava sendo ameaçado. Leia mais aqui.

Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário em Porto Alegre – 28.jan.2018

Ribas era líder comunitário na Vila São Luís, ocupação da zona norte da capital gaúcha. Ele havia deixado de dormir em casa desde alguns dias antes por conta da guerra entre traficantes da região. No dia em que foi assassinado, voltou à vila para pegar roupas, mas acabou sendo morto. A polícia suspeita de que Ribas tenha sido executado pelos criminosos ao se apresentar como líder da comunidade e questionar as ações do grupo. Leia mais aqui.

Márcio Oliveira Matos, liderança do MST na Bahia – 24.jan.2018

Matos era um dos integrantes mais novos da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e morava no Assentamento Boa Sorte. Aos 33 anos, foi morto em casa, com três tiros, na frente de seu filho. Leia mais aqui.

Valdemir Resplandes, líder do MST no Pará – 9.jan.2018

Conhecido como ‘Muleta’, Resplandes foi executado na cidade de Anapu, no Pará. Ele conduzia uma moto e foi parado por dois homens. Um deles atirou pelas costas; já no chão, o ativista foi alvejado na cabeça. A missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada na mesma cidade, em 2005. Leia mais aqui.

Jefferson Marcelo do Nascimento, líder comunitário no Rio – 04.jan.2018

Nascimento era líder comunitário em Madureira e foi encontrado com sinais de enforcamento um dia após desaparecer. Ele havia feito uma série de denúncias contra uma quadrilha de milicianos dias antes de ser executado. Leia mais qui.

Clodoaldo do Santos, líder sindical em Sergipe – 14.dez.2017

Santos era líder do Movimento SOS-Emprego de Sergipe e foi baleado na cabeça por dois homens que foram à sua casa com a desculpa de entregar um currículo. Após orientar os criminosos a entregarem o documento diretamente à empresa que construía uma termoelétrica na região, o dirigente foi alvejado. Leia mais aqui.

Jair Cleber dos Santos, líder de acampamento no Pará – 22.set.2017

Santos foi alvo de um ataque a tiros na companhia de outros quatro trabalhadores rurais. O acusado do assassinato é o gerente de uma fazenda ocupada por trabalhadores ligados à Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará). A polícia esteve no local momentos antes e os trabalhadores que estavam lá acusam-na de ter facilitado a fuga do gerente e de outros pistoleiros. Leia mais aqui.

Fabio Gabriel Pacifico dos Santos, o “Binho dos Palmares”, líder quilombola na Bahia – 18.set.2017

Binho, como era conhecido, era líder do quilombo Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho, Bahia. Ele havia acabado de deixar o filho na escola e seguia para o enterro de uma amiga quando foi abordado por homens em um carro. Um deles desceu do veículo e atirou várias vezes na direção do líder. Leia mais aqui.

José Raimundo da Mota de Souza Júnior, líder do Movimento dos Pequenos Agricultures (MPA) na Bahia – 13.jul.2017 

O quilombola Souza Júnior era defensor da agroecologia e educador popular. Momentos antes do crime, o líder camponês havia sido procurado por dois homens em casa. Ele foi baleado enquanto trabalhava na roça com o irmão e um sobrinho. Leia mais aqui.

Rosenildo Pereira de Almeida, o “Negão”, líder comunitário da ocupação na Fazenda Santa Lúcia, no Pará – 8.jul.2017 – O líder camponês, ligado ao MST, foi morto na cidade de Rio Marias, próxima à fazenda. Ele havia ido ao local para se esconder após reiteradas ameaças de morte. ele foi executado por dois motoqueiros com três tiros na cabeça. Leia mais aqui.

Eraldo Lima Costa e Silva, líder do MST no Recife – 20.jun.2017

Costa e Silva, de 57 anos, estava em casa, em uma ocupação na zona norte do Recife, quando homens armados o arrastaram para fora e o executaram às margens da BR-101, com quatro tiros. Leia mais aqui.

Valdenir Juventino Izidoro, o “Lobó”, líder camponês de Rondônia – 4.jun.2017

Lobó foi morto com um tiro a queima roupa em um acampamento em Rondominas, Rondônia. Ele liderava um grupo de sem-terra em ocupações na região. Leia mais aqui.

Luís César Santiago da Silva, o “Cabeça do Povo”, líder sindical do Ceará – 15.abr.2017

Silva tinha 39 anos quando foi executado em uma estrada no município de Brejo Santo (CE). Ele era membro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem (Sintepav-CE) e com militância ativa nas obras do porto de Pecém. Leia mais aqui.

Waldomiro Costa Pereira, líder do MST no Pará – 20.mar.2017

Pereira, que era servidor público e atuante no MST, foi morto dentro do Hospital Geral de Parauapebas, no Pará. Cinco homens armados renderam seguranças e foram até a UTI, onde atiraram no ativista. Ele estava internado após ser atacado em seu sítio, em Eldorado dos Carajás. Leia mais aqui.

João Natalício Xukuru-Kariri, líder indígena em Alagoas – 11.out.2016

Liderança história dos povos indígenas do nordeste, Xukuru-Kariri foi morto a facadas na porta de casa, em uma aldeia indígena em Alagoas. O assassinato ocorreu de madrugada, quando o camponês se preparava para ir trabalhar na roça. Leia mais aqui.

Almir Silva dos Santos, líder comunitário no Maranhão – 8.jul.2016

Santos era líder comunitário da Vila Funil, em São Luiz, e foi executado dentro de casa com tiros na cabeça e nas costas, na frente da mulher, da filha e de vizinhos. O acusado de ter cometido o assassinato teria afirmado, segundo a polícia que matou Santos por não concordar com a construção de uma ponte na comunidade – que atrapalharia o tráfico de drogas ao dar aos policiais acesso fácil ao local. Leia mais aqui.

José Bernardo da Silva, líder do MST em Pernambuco – 26.abr.2016

Silva, de 48 anos, era líder do MST em Pernambuco e estava caminhando com a esposa e uma filha às margens da BR-336 quando uma caminhonete se aproximou. Um dos ocupantes do veículo desceu do carro e atirou contra a vítima. Mulher e filha se esconderam e não ficaram feridas. Leia mais aqui.

José Conceição Pereira, líder comunitário no Maranhão – 14.abr.2016

Pereira tinha 58 anos quando foi morto com um tiro na nuca dentro de casa na capital maranhense. Nada foi levado da casa do líder comunitário, o que reforçou a hipótese de execução. Leia mais aqui.

Edmilson Alves da Silva, líder comunitário em Alagoas – 22.fev.2016

Presidente do asssentamento Irmã Daniela, Silva foi morto a tiros dentro do local. Ele era líder do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), o líder comandava ocupações e denunciava crimes ambientais e desmandos supostamente praticados por fazendeiros do litoral norte do Estado. Leia mais aqui.

Nilce de Souza Magalhães, a “Nicinha”, líder comunitária e membro do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) em Rondônia – 7.jan.2016

Nicinha era pescadora e participou de diversas audiências para denunciar a situação de seus vizinhos e danos ambientais. Ela desapareceu em 7 de janeiro e foi assassinada a tiros. Leia mais aqui.

Simeão Vilhalva Cristiano Navarro, líder indígena do Mato Grosso – 1.ago. 2015

O assassinato de Navarro aconteceu durante uma reocupação de terras indígenas por parte dos Guarani-Kaiowá. Uma comitiva de fazendeiros se dirigiu à região e atacaram os indígenas. O ativista foi atingido com um tiro na cabeça quando estava às margens de um córrego procurando pelo filho. Leia mais aqui.

Paulo Sérgio Santos, líder quilombola na Bahia – 6.jul. 2014

Santos era líder quilombola e foi assassinado dentro do acampamento Nelson Mandela, em Helvécia (BA). Ele foi surpreendido por homens armados que chegaram em um carro e desceram atirando. Leia mais aqui.

Haroldo Ceravolo Sereza e Rafael Targino
No Opera Mundi
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PF diz que Aécio tinha bloqueador ilegal de celular


Relatório da Polícia Federal (PF) entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que um aparelho apreendido em apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro, durante a Operação Patmos, é um bloqueador de sinal telefônico proibido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“A luz indicativa de energização na porção superior do aparelho ligou, indicando funcionamento. A eletrônica presente e os elementos de antena sugerem o uso do aparelho para a geração de ruído de radiofrequência para causar interferência nos sinais de redes de comunicação móvel celular, objetivando a indisponibilidade de serviço (bloqueador de celular). O perito ligou o aparelho e com auxílio de analisador de espectro constatou a produção de sinal de radiofrequência (RF) nas faixas utilizadas pelos serviços de móvel pessoal (SMP) correspondendo aos serviços ‘2G’ e ‘3G'”, descreveu o perito da PF.

O laudo frisa que o uso dessa classe de aparelho é vedado pela Anatel. “O ruído produzido causa interferência nos serviços de telefonia móvel celular 2G e 3G, dependendo da intensidade do sinal em relação à Estação Rádio Base pode causar a interrupção do serviço. Assim, o uso de equipamentos dessa natureza é vedado pela Anatel”, diz.

As informações são de reportagem Amanda Pupo, Breno Pires e Fabio Serapião no Estado de S.Paulo.
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O cunhado: o discreto operador que pode atrapalhar os planos do "Santo" Alckmin

A trajetória controversa do empresário Adhemar Ribeiro, cunhado do governador de São Paulo, suspeito de intermediar caixa dois em campanhas tucanas
Trecho da reportagem de capa de Época desta semana

Há pouco mais de 20 anos, Fernando Henrique Cardoso esteve em Sumaré, no interior de São Paulo, para inaugurar a primeira fábrica de veículos da Honda no Brasil. Era outubro de 1997. O tucano presidia o país, conseguira aprovar recentemente a emenda que permitia sua reeleição e intensificava a agenda eleitoral. FHC dividiu as fotos e os discursos com o correligionário Mario Covas, governador de São Paulo. Tratava-se de um evento típico de pré-campanha. A presença da dupla conferia prestígio à montadora, mas também a ambos, que tirariam dividendos eleitorais de um ato que anunciaria grande geração de empregos.

Havia uma presença discreta no evento: o empresário paulistano Adhemar César Ribeiro, naquele momento com 56 anos, irmão da mulher de Geraldo Alckmin. O tucano casou-se em 1979 com Maria Lúcia Guimarães Ribeiro, conhecida por dona Lu. Em 1997, ele já era vice-governador de São Paulo, dando início a uma trajetória política que só viria aumentar sua projeção nacional.

Dentro do partido e entre parte do empresariado nacional, Adhemar Ribeiro era mais conhecido como arrecadador informal de campanha de FHC. Ele não estava como espectador na inauguração em Sumaré. Estava a trabalho. Pouco antes, ele pedira à Honda dinheiro para a campanha de Fernando Henrique. Em contrapartida, a empresa pedira que FHC participasse da inauguração da fábrica. Ao lado de Ribeiro estava seu futuro sócio e amigo, Henrique Saraiva.

Era claramente uma relação de troca — um quid pro quo questionável moral e legalmente. “Adhemar era uma figuraça”, disse Saraiva por telefone a Época, com a ternura das velhas amizades. Ele acompanhou o episódio Honda de perto. Apesar de confirmar os fatos, tentou minimizar a gravidade da situação. “Na época, ele (Ribeiro) deixou claro que aquilo não era negociação ou troca. Você quer isso, eu quero aquilo. Se você quer fazer, faz. Mas não era uma coisa vinculada com a outra”, disse Saraiva.

Ao fim da cerimônia de inauguração, um diretor da Honda, acompanhado por assistentes, abordou Saraiva e Ribeiro. Queria agradecer o encontro. Um assistente entregou um envelope parrudo a Saraiva. “Abri, vi que tinha R$ 50 mil lá dentro. Agradeci muito, ficamos com aquele dinheiro para a campanha. Peguei o envelope e entreguei para o Adhemar. Não sei como ele descascou esse abacaxi”, disse Saraiva, para quem a doação foi feita “na maior pureza”. “Era um pessoal muito simpático”, lembrou, sobre a equipe da Honda. Não há registro na Justiça Eleitoral sobre os R$ 50 mil da Honda à segunda campanha presidencial de FHC. Pela atualização monetária, os R$ 50 mil de 1997 equivalem a R$ 232 mil de hoje.

Transações em dinheiro vivo, por definição, são difíceis de rastrear. Torna-se quase impossível saber a verdadeira origem dos recursos, assim como descobrir o beneficiário final, aquele que gastou o butim. Por isso envelopes parrudos são comuns em campanhas eleitorais. Protegem quem dá e protegem quem recebe, escondendo a relação de troca entre políticos e empresários. Mascaram também a origem do dinheiro; não se sabe se ele é legal ou ilegal. São operações que permanecem nas sombras. O termo “caixa dois” não expressa a verdadeira natureza criminosa dos financiamentos clandestinos de campanhas eleitorais. Muito menos o eufemismo “recursos não contabilizados”.

Nos 20 anos que se seguiram à segunda campanha presidencial de FHC, Ribeiro ficou na dele. A ascensão política de Alckmin — de vice a governador, de governador a candidato a presidente, de governador novamente a novamente pré-candidato a presidente — não alterou sua discrição. Nem, aparentemente, sua relação com envelopes pardos destinados ao PSDB. Há um ano, quando o nome de Ribeiro apareceu na delação da Odebrecht como o homem que intermediava dinheiro vivo entre a empreiteira e a campanha de Alckmin ao governo de São Paulo em 2010, poucos o conheciam. Poucos ainda o conhecem — e sabem o risco que ele representa às pretensões presidenciais de Alckmin. Há um inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador de São Paulo e seu cunhado. Tramita em sigilo.

Nas últimas seis semanas, Época investigou as incursões de Ribeiro no submundo da arrecadação de campanhas. Levantou, por meio de documentos e testemunhas, seu patrimônio, processos antigos, os negócios de suas empresas e episódios controversos de sua vida. Ao todo, 78 pessoas foram entrevistadas. As evidências obtidas pela reportagem corroboram a suspeita de que Ribeiro atuou como arrecadador informal de campanhas do PSDB. Revelam que, apesar de ter feito fortuna como banqueiro e empresário, ele mantém, por meio de sua família, negócios sob influência direta da gestão Alckmin no estado de São Paulo, como a concessão para a exploração de cinco aeroportos regionais — contratos assinados mediante uma licitação com indícios consistentes de favorecimento ilegal ao filho do cunhado. Ou seja, ao sobrinho do governador. A investigação aponta também que, mesmo contando com um patrimônio que inclui salas comerciais, uma mansão situada em área de 2.300 metros quadrados no Morumbi, uma fazenda centenária com centenas de cabeças de gado em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, um casa em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e um barco avaliado em US$ 400 mil, Ribeiro deve à cidade de São Paulo R$ 1,15 milhão em IPTUs atrasados.



Época (Globo) sepulta candidatura do Alckmin

Quem será o candidato, então? O Bolsonaro!

Adhemar Ribeiro é o cunhado que é uma fera. Não é isso, FHC?
Minuciosa reportagem de Thiago Herdy na Época, revista que agoniza como um enxerto no Valor (o PiG cheiroso) e no Globo (impresso) Overseas tira a tampa do segredo de polichinelo do Santo.

É o cunhado e próspero Adhemar Ribeiro, frequentador assíduo das delações da Odebrecht.

Adhemar recebia da Odebrecht dinheiro vivo, em envelopes, num escritório na avenida Faria Lima (onde o presidente ladrão possui um andar inteiro num prédio comercial).

Adhemar é cuidadoso.

Não fala no telefone.

Recebe no escritório.

E fecha o negócio imediatamente, mal acaba de tomar o cafezinho ritualístico.

Adhemar "arrecada" dinheiro para tucanos desde que FHC, o Príncipe da Privataria, era presidente (sic) da República.

Foi em 1997, na inauguração de uma fabrica da Honda, em Sumaré.

Em troca de levar o Presidente à solenidade, Adhemar recebeu um presentinho, em dinheiro vivo, que equivale, hoje, a R$ 232 mil.

Foi para a campanha do cunhadinho.

Adhemar acompanhou a medíocre ascensão do Santo ao Poder - depois de 50 anos de governo, o que ele fez? - com a arrecadação regular de recursos.

Embora milionário, Adhemar deve à cidade de São Paulo R$ 1 milhão de IPTU.

Um filho de Adhemar conseguiu com esforço e talento vencer a concessão de cinco aeroportos no estado de São Paulo.

As duas jóias da cunhadal coroa são os de Jundiaí e Campinas.

Adhemar foi vítima de um brutal assalto à casa do Morumbi.

Os ladrões levaram 24 bolsas Chanel, duas malas Louis Vuitton, alianças de brilhantes, joias com pedras de rubi, vermelhas, brincos de brilhante e ouro, colares de pérolas e um de brilhante.

(O assaltante foi em cana uma semana depois do assalto!

É uma Polícia exemplar, essa tucana!)

Em tempo: com esse enterro de terceira classe da candidatura do Santo, sobra à Casa Grande o Bolsonaro! Ou o FHC Brasif ressuscita o Huck!

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Mesmo prendendo Lula, elite não consegue sair do labirinto

labirinto + o do fauno

As evidências são de que o cérebro estratégico do golpe está decidido a levar Lula à prisão. E pretende fazer isso o antes possível.

Calculam que esta operação, ainda que contenha o risco – improvável – da ira e da comoção popular, é a que apresenta o maior benefício ao menor custo.

Para o establishment, o efeito da prisão do Lula é um risco intrínseco à lógica do golpe. Um risco que, nas circunstâncias atuais, precisa e vale a pena ser corrido.

A mídia e o judiciário, em ordem unida, aplainaram o terreno do regime de exceção. Praticamente todos editoriais, todos colunistas de opinião e todo noticiário da mídia hegemônica já decretaram a prisão do Lula.

O judiciário, cego às alegações da defesa e indiferente à presunção da inocência, ao devido processo legal e ao Estado de Direito, atua – com anormal unanimidade – para mandar Lula imediatamente para a prisão.

Ainda é uma incógnita quanto tempo Lula ficará encarcerado; isso dependerá da medição passo-a-passo da reação popular interna e da repercussão internacional.

Lula ficará preso, mesmo que seja por tempo mínimo e exíguo; mas será pelo tempo suficiente para a produção das imagens de humilhação, ultraje e constrangimento que a Globo propagará à exaustão.

Não é improvável, por outro lado, que decidam mantê-lo preso por um período longo – durante toda a campanha eleitoral, por exemplo – se necessário para calar a voz e cassar os direitos civis e políticos do principal eleitor do país que, mesmo preso, poderá ser eleito no primeiro turno ou que, caso impedido, terá o poder de eleger aquele que decidir apoiar.

Lula é, enfim, o espectro que ronda a eleição.

É por isso que, mesmo com a prisão do Lula, a elite não conseguirá sair do labirinto.

Jeferson Miola
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Gebran e Fachin, uma sentença para cada fim


Pedido 1 - A defesa de Lula pede a João Pedro Gebran Neto, do TRF4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região) para serem intimados com antecedência de cinco dias para o julgamento de embargo de declaração.

Responde Gebran, “nos termos do artigo 100 do RITR4” que embargos de declaração, habeas corpus e outros procedimentos não dependem da pauta. Então, que tratem de consultar o e-Proc, a plataforma eletrônica.

Pedido 2 – para que Edson Fachin analise o pedido de habeas corpus impetrado em favor de Lula

Resposta de Fachin: embora no Supremo Tribunal Federal (STF) o regimento interno também disponha que habeas corpus não depende de pauta, Fachin pediu para pautar. E Carmen Lúcia diz que não há pauta.

Se fosse apenas pelo comportamento individual, bastaria cobrir que viraria circo. Como estão em jogo as instituições, há que se cercar, porque é hospício.

Luís Nassif
No GGN
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Apresentador de programa policial na PB recebe ao vivo notícia da prisão do genro do patrão


O apresentador Fabiano Gomes, da TV Arapuan, afiliada da RedeTV! na Paraíba, se animou ao receber uma notícia pelo celular, que informou ser exclusiva.

“Prendendo… em Praia Formosa… advogado… Polícia Federal… agora, a informação é exclusiva…”, diz ele, até ler de quem se tratava: do advogado Rodrigo Pinto, genro do dono da emissora, o empresário João Gregório.

Na manhã desta quinta-feira (15), a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram uma operação com mandados de prisão temporária para suspeitos de fraudarem o Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) do DFTrans (Transporte Urbano do Distrito Federal).



No DCM
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