13 de mar. de 2018

Criticismo cretino "esquerdista" atrapalha a defesa de Lula e do Brasil


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Miami Herald: milhares de exilados cubanos nos EUA estão retornando à ilha

Uma das razões da volta para casa é a assistência médica, que é gratuita, ao contrário do que acontece nos EUA

Rua em Habana Vieja, Cuba.
Foto: Samuel Moreti


O jornal norte-americano Miami Herald publicou uma reportagem no domingo contando as histórias de alguns dos milhares de cubanos que estão fazendo o caminho de volta e indo morar de novo em sua terra natal. Uma das razões para isso, diz o jornal, é a assistência médica. Em Cuba, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, todos os cidadãos têm acesso gratuito à saúde.

Armando, de 40 anos, contou à repórter Sarah Moreno que, ao ficar desempregado nos EUA, perdeu o seguro de saúde, e justamente quando se tratava de um câncer no estômago. Em Cuba, sua mãe pediu um visto humanitário e o levou à ilha, onde primeiro, considerado “estrangeiro”, foi atendido numa clínica que lhe cobrava em dólares. Após a repatriação, Armando se tratou gratuitamente no Hospital Oncológico em Havana e está curado.

Não me arrependo de ter vindo para cá. Se eu te disser isso serei um ingrato. Mas em Cuba o ambiente é diferente, você vai de um lado para o outro e fala com as pessoas. Aqui pode se passar um mês sem ver o vizinho


Outras razões apontadas pelos cubanos em Miami para voltar para casa são ficar perto da família, herdar imóveis e viver em um lugar onde o custo de vida é muito menor do que nos EUA. “Não me arrependo de ter vindo para cá. Se eu te disser isso serei um ingrato”, afirmou o aposentado René (os entrevistados se recusaram a dar nomes verdadeiros à reportagem antes de a tramitação dos papéis terminar). “Mas em Cuba o ambiente é diferente, você vai de um lado para o outro e fala com as pessoas. Aqui pode se passar um mês sem ver o vizinho.”

René está com 78 anos, ficou viúvo há oito e passa a maior parte do tempo sozinho em casa, embora viva com a filha e o neto. “A solidão me mata. O fim dos velhos aqui é ir parar em um asilo porque a família não pode se dedicar a cuidar da gente. E para mim isso é a última coisa que poderia acontecer”, disse. Em Guantánamo, vai se juntar a dois filhos, quatro irmãos e vários netos e bisnetos.

Em Cuba, há um assistente social para cada 600 núcleos familiares e 274 Casas de Avós, instituições diurnas inteiramente gratuitas, abertas a partir das 8h até as 17h, que atendem idosos cujos familiares não podem cuidar deles durante o dia. Também há uma assistente social a domicílio para idosos que moram sozinhos. A Previdência Social paga uma pessoa para que acompanhe o idoso, nos afazeres ou na vida cotidiana, durante 4 ou 8 horas, a depender da necessidade, da mobilidade e do estado de cada um, bem como da possibilidade de cuidar de si mesmo.


Segundo dados do governo cubano, em 2017 mais de 11 mil pessoas pediram a repatriação, a maioria delas residentes nos EUA. 

O embaixador de Cuba em Washington, José Ramón Cabañas, disse que entre 2015 e 2016 outras 13 mil pessoas fizeram o mesmo trâmite. “São cubanos de todas as idades e ambos os sexos, mas há uma preponderância de pessoas acima dos 50 anos”, disse Juan Carlos Alonso Fraga, diretor do Centro de Estudos de População e Desenvolvimento da Oficina Nacional de Estatísticas de Cuba.

Segundo dados do governo cubano, em 2017 mais de 11 mil pessoas pediram a repatriação, a maioria delas residentes nos EUA

A “tendência” de inversão do fluxo começou, de acordo com o jornal, com a reforma migratória empreendida por Raúl Castro em 2013, que permitiu ao cubanos que deixaram o país antes dessa data, chamados de “emigrados” pelo governo cubano, solicitar seu retorno e residência permanente no país. Após os trâmites para a repatriação, os cubanos exilados podem recuperar seus direitos, inclusive políticos, como residentes na ilha.

Ativista da organização opositora Somos+, Iliana Hernández voltou da Espanha em 2016 justamente com a intenção de fazer política, outra das razões apontadas pelos exilados para o retorno. “Voltei porque é preciso educar o cubano a perder o medo e para mostrar, com minha atitude, que podemos lutar por nossos direitos através da luta não violenta”, disse.

Entre os requisitos para ser aceito como repatriado é ter alguém que acolha em casa e se declare responsável pela manutenção da pessoa até que ela possa fazê-lo sozinho. Mas a maior parte dos cubano-americanos volta com bons recursos econômicos e com a intenção de investir em um pequeno negócio, como um restaurante “paladar” (de comida caseira) ou um salão de cabeleireiros. Tem até uma piada circulando entre eles. Antes, os cubanos diziam para as pessoas que deixavam a ilha: “Lola, traidora”. Agora dizem: “Lola, traz dólares” (“trae dólares”, em espanhol).

Leia a reportagem completa aqui.

No Socialista Morena
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Rápida para defender a Globo e o golpe, a OAB se acoelha no caso de Lula e da democracia

Cármen Lúcia, do STF, e Lamachia, da OAB
A covardia da OAB ficou explicitada na resposta de seu presidente, Cláudio Lamachia, a um pedido do Instituto dos Advogados do Brasil.

A IAB leu um manifesto instando a autarquia a “levantar sua voz em defesa do Estado Constitucional” e ir ao STF requerer o julgamento de duas ações que discutem a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal, que proíbe a execução da pena de prisão antes do trânsito em julgado.

O documento foi lido em voz alta no conselho.

“A história da Ordem dos Advogados do Brasil, que na maioria das vezes foi marcada pela defesa intransigente da democracia, dos direitos fundamentais e do Estado de direito, não pode se omitir e ficar inerte diante das afrontas a Constituição da República”, diz o texto.

O nome de Lula não foi citado.

Lamachia respondeu com o mesmo tatibitate de Cármen Lúcia: a entidade não pode tomar decisão “por causa de pressões ou de casos específicos, seja qual for (sic)”.

A OAB teve um papel preponderante no impeachment, dando suporte ao golpe — como fizera em 1964, se arrependendo muito depois.

Como paga, Lamachia dava entrevistas dia sim, dia sim também. Virou subcelebridade e refém.

Quando mulheres do MST ocuparam a TV Globo no Rio, uma nota foi divulgada na mesma tarde, vapt vupt.

“Somos intransigentes na defesa da Constituição da República, que é clara ao delimitar que os direitos não se sobrepõem uns aos outros. Todos os direitos e garantias são fundamentais para a manutenção e o aprimoramento do Estado Democrático de Direito, inclusive o direito à integridade física e à propriedade privada. Defendemos a liberdade de expressão e de manifestação, sendo elas pacíficas”, escreveu Lamachia.

A “intransigência” com a Constituição depende de quem a está triturando.

Se for para destruir Lula e a democracia, está valendo, opa.



Kiko Nogueira
No DCM
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Ao reescrever indulto presidencial, Barroso violou a Constituição


Um dos mistérios do golpe ainda não revelados é saber qual o momento, e por qual motivo, o ministro Luis Roberto Barroso, tornou-se cúmplice desse “Estado pós-democrático”, na verdade uma mal disfarçada ditadura neoliberal ancorada num judiciário profundamente plutocrático, de um lado, e num sistema de comunicação organizado de maneira assustadoramente totalitária e concentrada.

O indulto presidencial é, como o nome diz, uma prerrogativa da presidência da república. É uma das leis mais antigas da era moderna, e existe justamente para dar um pouco de racionalidade às irracionalidades e brutalidades dos aparelhos judiciais.

Com sua decisão, Barroso apenas reforça o argumento de que o Brasil precisa debater urgentemente uma reforma profunda de seus sistema judicial. É preciso cortar as asas do judiciário, que se tornou um aliado inconteste da ordem neoliberal.

Dar golpe, pode.

Desmontar o Estado, pode.

Destruir as leis sociais, pode.

Dar indulto presidencial a um punhado de infelizes que apodrecem num dos sistemas prisionais mais crueis do planeta, aí não pode. Aí o Barroso roda a toga, bate o martelo, proíbe e escreve um novo indulto, aos moldes de sua vontade e da vontade da Globo?

Pior ainda é a crueldade com Henrique Pizzolato, que havia sido beneficiado pelo indulto presidencial, e agora ficou de fora do “indulto barrosiano”.

Barroso sabe que Pizzolato foi condenado por um processo de exceção, baseado em mentiras, cujo único objetivo era atingir o governo e o Partido dos Trabalhadores.

Mesmo assim, Barroso cede aos caprichos dos verdadeiros poderosos, aqueles que nunca são sequer investigados, aqueles que não precisam disputar eleições.

* * *


Liminar autoriza parte do indulto presidencial para sentenciados

Em nova liminar, o ministro Roberto Barroso afirma a necessidade de viabilizar a concessão do indulto, considerando-se os impactos que a suspensão completa dos dispositivos impugnados tem provocado sobre o sistema penitenciário.

12/03/2018 20h40

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5874, na qual é questionado o decreto de indulto editado pelo presidente da República, Michel Temer, em dezembro de 2017. A nova decisão altera pontos da liminar anteriormente concedida, permitindo a aplicação em parte do decreto nas hipóteses em que não se verifica desvirtuamento na concessão do benefício e mediante os critérios nela fixados.

A nova liminar amplia o tempo mínimo de cumprimento da pena para obtenção do benefício previsto no decreto em um quinto para um terço da pena e prevê a aplicação do indulto aos casos em que a condenação não for superior a oito anos. Além disso, mantém suspensos os dispositivos que incluíam no indulto os chamados “crimes do colarinho branco”, o que perdoava também penas de multa, o que concedia o benefício aos que tiveram pena de prisão substituída por restritiva de direitos e aos beneficiados pela suspensão condicional do processo e suspende artigo relativo à possibilidade de indulto na pendência de recurso judicial.

“No que diz respeito à exigência de cumprimento do prazo mínimo de 1/3 (um terço) da pena e do limite máximo da condenação em 8 (oito) anos para obtenção do benefício, a decisão retoma o padrão de indulto praticado na maior parte dos trinta anos de vigência da Constituição de 1988”, afirma o relator.

Quanto à manutenção dos crimes do colarinho branco (concussão, corrupção passiva, corrupção ativa, tráfico de influência, os praticados contra o sistema financeiro nacional, os previstos na Lei de Licitações, os crimes de lavagem de dinheiro, entre outros) fora da incidência do decreto, o ministro destaca que o elastecimento imotivado do indulto para abranger essas hipóteses viola o princípio da moralidade e descumpre os deveres de proteção do Estado a valores e bens jurídicos constitucionais que dependem da efetividade mínima do sistema penal. “O excesso de leniência em casos que envolvem corrupção privou o direito penal no Brasil de uma de suas principais funções, que é a de prevenção geral. O baixo risco de punição, sobretudo da criminalidade de colarinho branco, funcionou como um incentivo à prática generalizada desses delitos”, ressalta.

O decreto havia sido suspenso por liminar proferida pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, respondendo à ADI proposta pela Procuradoria-Geral da República, em dezembro, durante o período de férias forenses. Depois do fim das férias, o relator do caso, Luís Roberto Barroso, ratificou os termos da decisão da presidente. Na nova liminar, o ministro afirma a necessidade de viabilizar a concessão do indulto, atendendo a manifestações e audiências nas quais se alertou para os impactos que a suspensão completa dos dispositivos impugnado tem provocado sobre o sistema penitenciário.


Miguel do Rosário
No Cafezinho
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Carmen Lúcia, a que diz SIM sem dizer NÃO


Ao declarar, de forma altissonante, que não se dobra a pressões, a Ministra Carmen Lúcia encontrou sua melhor tradução. A física diz que a característica de todo corpo não submetido a pressão é a inércia.

A inércia sempre foi a maneira de Carmen Lúcia agir.

Teve em suas mãos a decisão sobre as “pipelines”, a jogada dos laboratórios internacionais de renovar patentes já vencidas. Se aceitasse a tese da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PDFC) e não reconhecesse as patentes, haveria um amplo impacto sobre o custo dos medicamentos para o SUS. Como não se submete a pressões, Carmen Lúcia não disse sim, nem não: engavetou a ação. Engavetando disse SIM aos grandes laboratórios sem precisar dizer NÃO ao SUS.

Como ninguém, Carmen Lúcia representa o estereótipo mais negativo do mineiro, sintetizado no brado de Magalhães Pinto ante o golpe de 64: “Minas está onde sempre esteve e daqui não arredará pé”. Do mineiro não preservou a sagacidade, a compreensão do mundo a partir do seu canto,  a sabedoria das decisões analisadas e a capacidade de dar um boi para não entrar na briga, e uma boiada para não sair.

Carmen Lúcia é do tipo mais comum de pessoa: a que não se dobra às pressões dos mais fracos. Da parte de Lula, a pressão maior é solicitar direitos concedidos a qualquer pessoa. Da parte contrária a Lula, a pressão maior é expor os pontos fracos da Ministra à opinião pública, valendo-se dos expedientes conhecidos de taxar qualquer crítica ao arbítrio como concessão à corrupção. Ou relembrando os macaquinhos guardados no sótão de Carminha.

Assim, a brava Carmen Lúcia se dobra à pressão do mais forte, não se dobrando à pressão do mais fraco. É pos-doutorada na técnica da tergiversação.

Luís Nassif
No GGN
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Luciano Huck e a rotina de sempre 'se dar bem'

Apresentador e candidato a candidato de vez em quando, voltou a ser notícia no fim de semana, com a venda superfaturada de uma mansão aos irmãos da JBS, comprovando seu histórico de "bom negociador"

Luciano Huck, mais uma vez, tem seu nome envolvido em
negócios milionários que despertam a atenção pelas
vantagem em seu favor
Dias atrás, circularam notícias sobre a venda, em 2013, de uma mansão do apresentador e Luciano Huck para Joesley e Wesley Batista, na Ilha das Palmeiras, em Angra dos Reis, pelo dobro do valor de mercado. Não chega a ser surpresa que o nome de Huck apareça em transações comerciais extremamente vantajosas. Foi em 2003 que apareceram as primeiras notícias de uma venda superfaturada envolvendo suas posses. Na época, o apresentador era dono da rádio Paradiso FM, do Rio, e da Dial Brasil, holding que, além da Paradiso FM, controlava a filial carioca da rádio Jovem Pan. Neste empreendimento seus sócios eram Alexandre Accioly, amigo e compadre  do senador Aécio Neves (PSDB), João Paulo Diniz (ex-piloto da Fórmula 1 e filho do mega empresário Abilio Diniz) e Luís Calainho, que também era dono do portal Vírgula, na internet.

Huck dizia que a proposta da Paradiso era falar a um público adulto, bom de papo e de bolso. Em princípio planejava ter a maior rede de rádio do país, mas só teve uma filial em São Paulo, que não chegou a decolar. Tempos depois, o apresentador  anunciou a venda da rádio, e notas em colunas de jornais afirmavam que o negócio for a fechado com valores bem acima do razoável. O valor da venda nunca foi divulgado.

Apesar de discursos moralistas, como o de que vai criar um grupo de combate à corrupção – que adota quando “aparece” como candidato a candidato – Luciano Huck é amigo e mantém sociedade com pessoas envolvidas em denúncias e investigações de envolvimento em casos de corrupção.

Caso de Alexandre Accioly, sócio do apresentador em uma rede de academias. No ano passado, depois de ter a casa alvo de busca e apreensão, Accioly foi intimado a depor na Políicia Federal, no âmbito da operação C’est Fini, que investigava a chamada “farra dos guardanapos”, num caso que envolveu até mesmo o ex-governador Sérgio Cabral e outros empresários. O Ministério Público Federal acusa o empresário de ter feito transações financeiras suspeitas com o empresário Georges Sadala – apontado como o operador financeiro do esquema de Cabral – como empréstimo e a venda de um apartamento pelo valor abaixo do mercado.

O deputado Fábio Faria (PSD-RN), também sócio de Huck e Alexandre Accioly na rede de academias, é investigado no inquérito 4425, no STF, depois de ser citado três vezes em delações de executivos da Odebrecht.

Luciano Huck, que faz palestras em que ensina como ser um empreendedor de sucesso, teve, em 2011, uma sociedade com Rogério Fasano, dono de restaurantes e hotéis, questionada pelo Ministério Público de Minas Gerais: uma licitação “de mãe para filho” para alugar a antiga sede do Ipsemg (Instituto de Previdência de Minas Gerais), vencida pelo hotel Fasano, tornou-se escândalo de corrupção (mais um) no governo tucano de Minas Gerais.

O edifício – com 12 andares e 12 mil metros quadrados de área construída, em área nobre e privilegiada de Belo Horizonte –, foi alugado por R$ 15 mil reais ao mês, um valor praticamente simbólico e irrisório, comparado aos preços de mercado daquele ano quando, aliás, o setor imobiliário registrava franca alta dos valores de venda e locação. Para piorar a “maracutaia”, o contrato era de 35 anos, que poderia ser renovado pelo mesmo período.

A licitação foi tratada pelo MP como sendo carregada de indícios de direcionamento como, por exemplo, o fato de, apesar do valor do aluguel, interessantíssimo para qualquer empresa ter custos reduzidos de infraestrutura, o Hotel Fasano acabou sendo o consórcio vencedor habilitado.

“Coincidentemente”, a rede de hotéis Fasano tinha como sócios notórios companheiros – de baladas inclusive – e amigos de Aécio Neves: Alexandre Accioly e Rogério Fasano.

Os sinais de corrupção no negócio chamaram a atenção da oposição ao governo estadual daquela época, então ocupado peo atual senador Antônio Anastasia (PSDB). Os deputados do bloco chamado Minas Sem Censura denunciaram a manobra aos promotores do Ministério Público, que recomendaram ao Ipsemg a imediata suspensão do processo de licitação de aluguel do prédio enquanto durasse a ação civil pública. Em 2015, Luciano Huck vendeu sua participação no Fasano do Rio de Janeiro para a JHSF Participações, um empresa do setor imobiliário que passou a controlar os hotéis do grupo e que tem Rogério Fasano como um de seus sócios proprietários.

Só pra lembrar, foi em uma festa no Hotel Fasano do Rio que aconteceu o polêmico episódio noticiado de uma briga entre Aécio Neves e uma acompanhante, com direito a tapa e empurrão dele contra ela.

Helena Sthephanowitz
No RBA
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Relembre as promessas do estelionatário João Doria


Após somente um ano e três meses à frente da Prefeitura de São Paulo, João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (12) que deixará o cargo para concorrer ao governo do estado. Desde a pré-campanha municipal, em 2016, ele repetiu seguidas vezes que cumpriria os quatro anos de mandato para o qual foi eleito no primeiro turno. Confira algumas das promessas do quase ex-prefeito da maior cidade do país.



COM ASSINATURA (16. set. 2016)
"Eu, João Doria, comprometo-me a cumprir integralmente meu mandato nos anos de 2017, 2018, 2019 e 2020 caso seja eleito prefeito da cidade de São Paulo em 2016".  Em carta assinada ao Catraca Livre

QUATRO ANOS (21.set. 2016)
"Serei prefeito por quatro anos e sem reeleição. Não há necessidade. Deixar oportunidade para outras pessoas, oxigenar o partido." Afirmação à TV Globo.

'VOU CUMPRIR' (3. out. 2016)
"Não quero reeleição. Vou cumprir meu mandato de quatro anos sem reeleição, eu acho muito ruim ser eleito pensando em se reeleger." Ao jornal “Estado de S. Paulo”

'PREFEITAR' (4. out. 2016)
"Fico [quatro anos]. Vou prefeitar. E não vou disputar reeleição. Espero que na próxima reforma política, talvez, ela acabe. A reeleição se mostrou nociva à política brasileira. Declaração à Folha.

ELEITO PARA ISSO (7. out. 2016)
"Eu fui eleito para ser prefeito da cidade de São Paulo e vou ser prefeito quatro anos e sem reeleição, porque eu sou contra a reeleição". Afirmação à Rede TV

RESPONSABILIDADE (6.mar. 2017)
"Sou prefeito, fui eleito para ser prefeito e vou prefeitar. Tenho ouvido muito essas perguntas, mas fui eleito para ser prefeito de São Paulo e tenho que ser aquilo pelo qual fui designado. Essa é minha responsabilidade". "Meu candidato à presidência da república é Geraldo Alckmin [governador de São Paulo pelo PSDB]", acrescentou à rádio Jovem Pan

8 ANOS EM 4 (10.mar. 2017)
“Fui eleito para ser prefeito e vou prefeitar pelos quatro anos. Trabalhando em dobro como estamos fazendo, quatro anos vão significar oito, está muito bom", em palestra para associações de bairros nobres da cidade, no auditório do Mube (Museu Brasileiro da Escultura), no Jardim Europa.

DEMOCRACIA (6.abr.2017)
"Fui eleito para cumprir quatro anos em São Paulo, esse é o meu desafio. A melhor contribuição que posso dar à democracia é ser um bom prefeito". À Rádio Gaúcha

CUIDAR DE SP (9.set.2017)
"Não é hora disso ainda. É hora da gente cuidar da administração. Ele (Geraldo Alckmin) da gestão no governo do Estado de São Paulo e eu na gestão recém-iniciada na prefeitura de São Paulo." Entrevista concedida no programa Raul Gil, do SBT

INCERTEZA (28.dez.2017)
"Não há razão para incerteza. Eu fui eleito prefeito para cumprir o meu mandato por quatro anos. Até dezembro de 2020 serei o prefeito da cidade de São Paulo". À Folha

FOCO EM SP (1º. jan.2018)
“Volto a dizer o que tinha afirmado, minha decisão é ser prefeito, cumprir meu mandato, agir com eficiência. Estamos focados, o time é bom, tenho orgulho, nosso vice-prefeito também cumprindo sua função. Esse é nosso foco. Não tenho nenhuma perspectiva de candidatura. O foco é a cidade de São Paulo.”  À rádio Jovem Pan

FICO NA PREFEITURA (23.jan.2018)
"Sou filho das prévias, mas fico na prefeitura". Em Davos, na Suíça, durante Fórum Econômico Mundial. À Folha

COMPROMETIDO (26.fev.2018)
“Aqui não há nenhum problema se o prefeito adoecer ou não estiver presente. A cidade anda, as funções públicas também. As responsabilidades estão preservadas por um time unido e comprometido.” À Folha

CONVOCAÇÃO (12.mar.2018)‪
"Pessoal, não posso negar essa importante convocação. A maioria absoluta dos representantes e lideranças do meu partido fez esse chamado." Em página pessoal em redes sociais

Do fAlha
No Esquerda Caviar
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Documento da Petrobrás de 2000 absolve Lula e condena Sérgio Moro


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Dallagnol embarca na vigarice do coaching milagroso


Primeiro, o projeto “Life Coaching” (treinamento de vida) que contratou o procurador Deltan Dallangol.

Segundo matéria da Folha, Dallagnol será um dos professores do curso “Conquer Leadership Experience” (experiência de conquista de liderança). O curso promete muito.

Funda-se em dez mandamentos, do gênero, “Eu trabalharei duro e sem mimimi”, “Eu vou falhar e falhar de novo até chegar lá”, “Eu conquistarei os meus objetivos de forma ética e honesta” e “Eu serei protagonista da minha vida”. 

Diz a matéria:

“A escola diz que aplica metodologia própria desenvolvida no Vale do Silício, região dos Estados Unidos que concentra empresas de alta tecnologia. Segundo a Conquer, as aulas desenvolvem habilidades não ensinadas nas instituições de ensino tradicionais, como oratória, liderança, produtividade, inteligência emocional e persuasão”.

E Dallagnol humildemente anunciou nas redes sociais que “é indispensável melhorar a qualidade da educação, o que envolveria ampliar o currículo tradicional”. E com o tom taxativo dos espíritos superiores diz ser “inconcebível, por exemplo, que não tenhamos no currículo de nossos cursos de direito o ensino sobre negociação, tema que estudei por conta própria quando estava em Harvard [EUA] e que é uma habilidade básica para o operador do direito”, escreveu.

Fantástico!

Vamos conferir o que especialistas internacionais pensam sobre o mercado de “coaching”, na opinião abalizada de Manfred Kets de Vries, especialista em Desenvolvimento de Liderança e Mudança Organizacional do respeitabilíssimo INSEAD.

Diz ele:

“Eu me vejo cada vez mais intimidado por pessoas no mundo do treinamento executivo. Eles me dão uma sensação de desconforto sobre minhas próprias habilidades. Muitos na profissão afirmam poder "desbloquear o potencial latente dos clientes e proporcionar-lhes um senso de auto-realização". Como esses consultores parecem ter muito a oferecer, como posso alcançar as alturas olímpicas nas quais eles professam habitar? Com suas habilidades incríveis, eles dizem que podem "aprofundar a aprendizagem de seus clientes, melhorar seu desempenho e melhorar sua qualidade de vida, tanto pessoal como profissionalmente". Deve ser verdade porque apresentam testemunhos incandescentes de clientes que, graças a suas intervenções que mudam a vida, tornaram-se líderes fenomenais”.

Um dos truques mercadológicos é o do consultor que se diz sempre atento às coisas que seus clientes não querem ver ou não querem ouvir.

Continua ele:

Devo admitir que essas descrições autobiográficas de treinadores mestres excepcionalmente qualificados prejudicam ainda mais minha autoconfiança. Eu tenho o que é preciso? Mas, juntando-se a suas altas fileiras, parece ser um jogo de contabilidade, exigindo (de acordo com os sites de alguns desses treinadores principais) entre 2.500 a 10.000 horas de experiência de coaching direto. Outro requisito é praticar regularmente "auto-treinamento", um processo que pode "permitir que sua alma surja e seja vista". O que isso é tudo continua sendo um pouco intrigante para mim. Mas, como treinador executivo, eu aparentemente seria "mais cumprido" - e ganharia "mais dinheiro" - se eu me inscreveria em um de seus programas de treinamento”.

O perfil desses conselheiros é serem “confiáveis, críveis, agradáveis, apaixonados, autênticos”. E com abundante utilização de siglas, como FUEL, GROW, SMART, PURE e CLEAR. 

Na opinião de Vries, as pessoas que recorrem a esse tipo de marketing geralmente têm pouco ou nenhum treinamento real em psicologia. Não há curas milagrosas nas profissões de ajuda, diz ele. São dois passos para frente, um para trás. Portanto, as promessas exageradas criam expectativas altamente irrealistas. “Essa falta de verdade na publicidade apenas prejudica o vendedor”, diz ele.

Ou, como diz o professor João Jornada, ex-presidente do Inmetro:

"Tudo coerente, o mesmo padrão que tenho visto em vários contextos, especialmente inovação: dar impressão de conhecimento único, sofisticado e arcano, prometendo ensinar os grandes segredos do sucesso, a pedra filosofal, o elixir da longa vida... fórmula consagrada da auto-ajuda picaretosa”.

Luís Nassif
No GGN
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Ignacio Ramonet: A esquerda tem que aprender a falar com a classe média


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"Çaúde" e "Igiêne" com AnaMaria Brega


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Jornal dos Trabalhadores e Trabalhadoras — #8M 2018


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Pesquisa Ibope: PT é o partido que lidera a preferência entre os brasileiros

Levantamento encomendado pela CNI também aponta que 44% dos eleitores se disseram “pessimistas” com a eleição deste ano, cujo líder das intenções de voto pode ser impedido de concorrer


Uma nova rodada de pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta terça-feira (13), aponta que, apesar da intensa perseguição por parte da mídia tradicional, o PT é o partido político com a maior simpatia entre os brasileiros. De acordo com o levantamento, o PT lidera a preferência ou a simpatia da população, com 19% dos entrevistados. É seguido por MDB (7%) e PSDB (6%). 48% dos entrevistados disseram não possuir preferência ou simpatia por nenhum partido político.


A pesquisa CNI/Ibope mostrou, ainda, que 44% dos eleitores se disseram “pessimistas” com a eleição presidencial deste ano, contra 20% dos entrevistados que afirmaram estar “otimistas” com o pleito e outros 22% que disseram não estar nem otimistas nem pessimistas.

A pesquisa também revelou que 72% dos entrevistados nos candidatos que gostam, independentemente do partido em que eles estejam. Apesar disso, 64% disseram que consideram importante o partido ao qual o candidato à presidência está filiado. O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre os dias 7 e 10 de dezembro do ano passado.

Faça aqui download da pesquisa.

Com Fórum
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'História impossível': por que acusação sobre Moscou ter envenenado ex-espião é infundada?


É impossível determinar em uma semana a substância que envenenou o ex-espião russo, Sergei Skripal, bem como o país produtor, afirmou na terça-feira (13) o senador Andrei Lugovoi, ao comentar a declaração da primeira-ministra britânica, Teresa May, quanto ao gás de fabricação russa Novichok.

"O incidente requer tanta pressa, que já foi até mesmo determinado sobre qual substância se trata. Contudo, o mais importante é que qualificaram a Rússia como país produtor, sendo isso impossível de determinar exatamente em uma só semana. Em geral, trata-se de uma história impossível", afirmou Lugovoi à Sputnik.

O deputado frisou que considera absurdas as declarações da primeira-ministra britânica.

Anteriormente, a primeira-ministra do Reino Unido, Teresa May, não se conteve na hora de acusar. Para ela, Moscou ou foi a responsável pelo envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal ou permitiu que o agente caísse nas mãos do executor.

A primeira-ministra disse ser "altamente provável que um russo tenha sido o responsável pelo ato contra Sergei e [sua filha] Yulia Skripal" e advertiu que Moscou agora tem até o final de terça-feira para divulgar os detalhes de seu programa de neurotóxicos Novichok à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ). Se uma resposta aceitável não for recebida, Londres considerará o envenenamento como o uso da força no território britânico.

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Aécio não aumentou patrimônio; o ocultava


Diante da revelação de que Aécio Neves teria triplicado seu patrimônio desde 2014, feita hoje pela Folha, dois comentários são relevantes.

O primeiro é que, de fato, é muito provável que Aécio não tenha “triplicado” seus bens, mas apenas corrigido em parte o que, antes, era ocultado, por razões eleitorais.

Não é, diga-se a seu favor, algo raro. As propriedades empresariais em sistema de cotas sobre o capital social e a não tributação sobre o recebimento de lucros e dividendos – que, como a jabuticaba, só existe no Brasil – cria um completo descompasso entre o que é a receita auferida pelo trabalho (salários) e a obtida pelo capital.

Além do que, como se vê  em outros “tucanocasos”, o patrimônio empresarial é, na verdade, pessoal, embora em nome da empresa. Ou não são assim os jatinhos de Luciano Huck e João Doria Jr, comprados com dinheiro do BNDES.

Além do mais, a operação em questão – venda de cotas da Rádio Itatiaia, em prestações, à sua própria irmã parece muito mais destinada a proteger a concessão das consequências políticas de ter “sujado a barra” para o senador mineiro.

O segundo ponto é que parece haver caroço embaixo deste angu, sobretudo porque a guerra surda dentro do PSDB segue de vento em popa.

Ontem mesmo se noticiava como a recusa de Antonio Anastasia em concorrer ao Governo de Minas atrapalhava os planos de Geraldo Alckmin. Anastasia, como se sabe, é criatura de Aécio, que mantém (será?) uma candidatura ao Senado para, nitidamente, bloquear qualquer outra que possa impedir negociações futuras. Aécio sabe que, embora não impossível sua eleição, a candidatura senatorial é risco acima de sua capacidade de bancar.

Ah, mas foi vazamento…

Por favor, estamos calvos de saber como e por que vias ocorrem os vazamentos policiais e judiciais.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Patrimônio de Aécio triplica depois da eleição de 2014

Salto é resultado de operação envolvendo cotas de emissora do tucano


Documentos da Receita Federal revelam que o patrimônio declarado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) triplicou após a eleição de 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O salto foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016.

O crescimento é resultado de uma operação financeira entre Aécio e sua irmã Andrea Neves envolvendo cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris, da qual foi sócio durante seis anos.

A quebra do sigilo fiscal do tucano foi ordenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em uma ação cautelar que corre paralelamente ao inquérito que investiga o parlamentar por ter pedido R$ 2 milhões ao dono da empresa de carnes JBS, Joesley Batista. A Folha teve acesso aos documentos da investigação.

Metade dos recursos foi rastreada pela Operação Patmos, um desdobramento da Lava Jato no STF, que levou à prisão de Andrea, braço direito de Aécio quando ele governou Minas Gerais (2003-2010). Ela foi solta em junho.

Nas eleições de 2014, Aécio declarou ao TSE que suas cotas na Arco Íris, afiliada da Jovem Pan, valiam R$ 700 mil, na forma de uma dívida que mantinha com a antiga dona, sua mãe.

Por dois anos, em 2014 e 2015, o tucano também declarou à Receita R$ 700 mil, conforme as cópias das declarações de Imposto de Renda agora em poder do STF.

Em setembro de 2016, Aécio decidiu vender suas cotas à outra sócia na rádio, Andrea. Ao realizar a operação, o senador declarou ao Fisco que elas valiam R$ 6,6 milhões, quase dez vezes mais do que um ano antes.

Ao mesmo tempo, a mãe de Aécio perdoou a dívida com o filho. Os mesmos R$ 6,6 milhões foram declarados por Andrea em seu Imposto de Renda — cujo sigilo também foi quebrado pelo STF.


Aécio declarou que vendeu as cotas em 48 prestações, incluindo uma primeira parcela de R$ 380 mil.

Uma especialista em contabilidade ouvida pela Folha sob a condição de não ter o nome publicado disse que uma análise mais detalhada sobre o negócio na rádio impõe acesso aos balanços da emissora, para saber como se deu a grande valorização das cotas em tão pouco espaço de tempo. A PGR (Procuradoria-Geral da República) não pediu a quebra do sigilo fiscal da emissora.

Questionamento

A saída do senador da empresa coincide com um crescente questionamento sobre a legalidade da propriedade de rádios e TVs por parlamentares federais. Para o Ministério Público Federal, a posse afronta a Constituição.

O patrimônio declarado de Aécio, 58, incluía em 2016 um apartamento em Belo Horizonte, com valor apontado pelo senador de R$ 222 mil, outro no Rio (R$ 109 mil), lotes em Nova Lima (MG) e metade de uma fazenda de 81 hectares em Cláudio (MG).

Andrea, 59, declarou em seu nome três apartamentos no Rio: um na avenida Vieira Souto, de R$ 1,7 milhão, um na avenida Atlântica (R$ 1,8 milhão) e outro na rua Prudente de Morais, em Ipanema (R$ 400 mil), além um apartamento e casas em Minas.

Os dados da Receita revelam que a rádio era a principal fonte de renda dos irmãos. Somente de 2014 a 2016 (período abrangido pela quebra de sigilo), Aécio recebeu R$ 3,1 milhões a título de lucros e dividendos não tributáveis, o triplo do que obteve do Senado como salário no mesmo período (R$ 1 milhão).

Os dados eram desconhecidos do eleitorado porque por lei os candidatos precisam declarar ao TSE, no ato de registro da candidatura, apenas bens, não rendimentos.

Aécio também declarou à Receita recebimentos da Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha, à qual prestou serviço como colunista a partir de 2011.

A Folha remunera seus colaboradores, de diversos partidos e matizes ideológicos. Aécio deixou de ser colunista em maio de 2017, dias após a Operação Patmos. O senador declarou ter recebido R$ 13,2 mil (2014), R$ 21,4 mil (2015) e R$ 25,8 mil (2016).

Outro lado

O advogado de Aécio Neves, Alberto Toron, disse que os R$ 6,6 milhões obtidos pelo parlamentar com a venda da rádio Arco Íris foram calculados “com base no critério de valor de mercado”.

Segundo ele, valor anterior, de R$ 700 mil, fora “fixado, à época, em oito vezes o valor patrimonial” das cotas.

De acordo com Toron, a entrada de Aécio na rádio em 2010, por meio das cotas obtidas de sua mãe, “tratou-se de uma negociação familiar, e cujos critérios foram absolutamente legais, uma vez que a lei permite negociações entre particulares”.

Toron disse que o valor de R$ 700 mil é informado à Receita desde 2010 e a declaração do Imposto de Renda do senador “seguiu rigorosamente a legislação”. “O exame minucioso do Imposto de Renda do senador Aécio não aponta qualquer irregularidade. Ao contrário, a análise dos dados demonstra a correção da sua conduta”, diz o advogado.

Ele acrescentou que os dados fiscais “sempre estiveram disponíveis para as autoridades judiciais e, junto a elas serão sanados quaisquer questionamentos, caso venham a existir”.

Para a defesa, a venda das cotas em 2016 “pelo valor do mercado demonstra o zelo do senador, uma vez que o levou ao pagamento de impostos muito mais altos”.

Segundo a defesa, pesquisa Ibope indicou que a rádio foi a quinta mais ouvida na Grande BH de novembro de 2017 a janeiro de 2018.

Reynaldo Turollo Jr. | Rubens Valente
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