26 de fev de 2018

O governo Temer acabou e as esquerdas nem perceberam


O abandono da reforma da Previdência e a intervenção federal no Rio de Janeiro representaram o fim antecipado do governo Temer. O governo já havia acabado em duas frentes. Primeiro: soçobrou no lodo da imoralidade. Fruto de um movimento que queria moralidade na política, que levou ao golpe, logo a sociedade percebeu que aquele movimento fora comandado por moralistas sem moral, desde o corrupto e fascistóide MBL, passando por Aécio Neves e outros tucanos de alta plumagem, chegando à cúpula inteira do PMDB e findando nos líderes dos partidos do centrão.

Quase todos os principais protagonistas do golpe viram-se envoltos em graves denúncias de corrupção. Até juízes e membros do Ministério Público, que pousavam como paladinos do combate à corrupção, perderam a credibilidade ao se revelarem moralistas sem moral, beneficiários de privilégios inescrupulosos e criminosos. Em suma: o que se produziu foi um governo formado por uma quadrilha, chefiado por um presidente denunciado duas vezes como chefe de quadrilha.

O governo já havia se transformado também em pó político. As suas investidas contra direitos e contra o sentido civilizador do país afogaram as possibilidades de Temer e do governo de se tornarem um centro gravitacional significativo em termos de alternativa para as eleições de 2018. As pesquisas indicam qualquer candidato que se apresente ligado a Temer será inviável. Outro aspecto da derrota política do governo consistiu na demora para a retomada da economia, o que impôs elevados sacrifícios à sociedade, particularmente na destruição de postos de trabalho.

O abandono da reforma da Previdência representa uma derrota programática do golpe, pois esta era o principal ponto do seu programa, visando atender os interesses do mercado financeiro. O impacto foi imediato nas agências de classificação de risco. Só não houve uma oscilação no mercado de ações e de câmbio porque os seus operadores operam embebedados pela crença de que Lula está fora das eleições e de que surgirá uma alternativa de centro, orientada para as exigências do mercado e que ela será vencedora nas eleições.

O governo não tem mais nada a oferecer. Acabou. Temer não tem mais tempo, não tem mais poder de barganha e nem poder de chantagem. As 15 medidas econômicas apresentadas pelo Planalto não passam de uma marmita azeda, mofada e agora requentada. A intervenção no Rio paralisou o avanço de qualquer proposta de reforma constitucional no Congresso e a caminhada para as eleições vai esvaziando a Câmara e o Senado, com tendência de crescente fricção nas hordas da base aliada que, de aliada, terá pouca coisa.

A intervenção no Rio de Janeiro foi um ato de desespero, uma jogada de toalha, uma cortina de fumaça para esconder fim e o fracasso do governo ilegítimo. O aspecto mais evidente deste ato é a sua crueldade na guerra contra os pobres, que se traduz em violações recorrentes dos direitos individuais e civis consagrados no artigo quinto da Constituição. Revistar crianças, fichar idosos e inocentes, querer viabilizar os mandatos coletivos de busca, prática inconstitucional e de regimes de exceção, é a face mais grotesca desse ato de desespero, pensado e executo na irresponsabilidade do improviso e da total falta de planejamento.

Os militares sensatos sabem que se trata de uma tentativa de auferir dividendos políticos em face da credibilidade de que gozam as Forças Armadas; sabem que esta credibilidade, construída pelo legalismo pós-redemocratização, pela profissionalização e não sem sacrifícios de projetos importantes, está em risco pela aventura desesperada e irresponsável de um governo que vive o seu ocaso. Sabem também que nada de muito importante poderão fazer para solucionar os problemas estruturais da violência. A sua ação será performática: tropas aqui, tanques ali e solução nenhuma.

Talvez, o mais significativo que os militares possam fazer seja reestruturar as polícias. Mas é preciso manter os interventores sob vigilância firme: qualquer violação dos direitos humanos e das garantias constitucional deve ser objeto de ampla denúncia nos fóruns nacionais e internacionais e de adoção de medidas judiciais cabíveis. Retrocessos e violações não poderão passar impunes.

A desorientação das esquerdas

As esquerdas, viciadas em operar na defensiva, sobressaltadas nas suas vacilações e indecisões, amedrontadas na sua falta de coragem - com exceções em tudo isso, claro - sequer perceberam o fim do governo Temer e não conseguem avançar em um momento que lhes é favorável. Os editoriais do Estadão e da Folha perceberam o que as esquerdas não viram: Temer mergulhou no momento do desgoverno.

Analistas de esquerda produziram formulações desastradas. Uns, viram uma "jogada de mestre" de Temer. Outros, anteviram "intervenções" em vários estados e generais tomando conta do país. Terceiros, perceberam Temer apostando alto e as esquerdas em dificuldade. Quartos, sustentaram que a intervenção criaria uma narrativa salvacionista, que deslocaria Bolsonaro e que abriria espaço para o surgimento de uma candidatura defensora da lei e da ordem, dura, mas num plano legalista. Nada disso é plausível. Se Bolsonaro cair, cairá porque cavalga uma candidatura insustentável desde o início.

As direções dos partidos de esquerda não são capazes de executar a sua função precípua: dirigir, imprimir rumo e sentido aos movimentos, às lutas e às causas. De modo geral, as direções são burocráticas, fracas e desconhecidas, não só das massas, mas de boa parte dos ativistas sociais. Essas direções fracas carecem de reconhecimento para dirigir. O que há é uma enorme crise de direção, pois o país passa por um momento crítico, existem muitas causas, existe ânimo de luta no ativismo social, mas tudo isto está emaranhado pela falta de rumo, de orientação, de compreensão e de sentido.

Não por acaso, as manifestações políticas no Carnaval - Paraíso da Tuiuti, invasão do Aeroporto Santos Dumont, o apoio a Lula etc., - produziram um efeito catártico nas esquerdas, nos progressistas e democratas. Elas preencheram um vazio deixado pelos partidos, confortaram e animaram sentimentos carentes de rumo e sentido. A rigor, as direções partidárias, estão sendo ultrapassadas pelo espontaneísmo das massas, incapazes que são de colocar-se em sintonia com as exigências do momento e de apontar caminhos promissores para o futuro.

É preciso ver, também, na existência de um governo medíocre, falido, inescrupuloso, ilegítimo, anti-social, anti-cultural e anticivilizatório como é o governo Temer, a fragilidade e a incompetência das esquerdas. O presente período histórico é cinza e será retratado de cinza pela historiografia do futuro. Contra um governo que veio para eternizar a tragédia dos pobres, nada de valorosamente combativo e virtuoso se ergueu. Nada que tivesse no horizonte as veredas dos pináculos da glória se anunciou, pois não se vê um lutar com valentia em defesa do povo e dos despossuídos. As esquerdas vivem um momento triste. Se limitam ao autoelogio, querendo fazer crer que suas derrotas são vitórias.

Aldo Fornazieri, Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)
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Cartão vermelho contra Jaques Wagner atinge o espectro democrático progressista


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Procurador da Lava Jato derruba delação e dá credibilidade a relato de Tacla Duran: “Esse é nosso”


O ex-procurador da Lava Jato, Marcelo Miller, acabou de derrubar os benefícios concedidos na delação premiada da JBS.

O acordo foi rescindido pela procuradora geral da República, Raquel Dodge, diante do fato de que o procurador atuou dos dois lados do balcão.

Miller ainda estava na Procuradoria quando, num grupo de whatsapp, conversava com executivos da JBS.

Com isso, os delatores Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva perdem os benefícios. A rescisão da delação já tinha acontecido anteriormente com Joesley Batista e Ricardo Saud.

Segundo a PGR, as provas obtidas a partir das delações continuam valendo, mas certamente serão questionadas pela defesa dos acusados.

Numa conversa de 27 de março, Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico do grupo J&F, avisa Wesley: “Amanhã ele [Miller] tem expediente no atual emprego dele”.

As mensagens foram apreendidas num celular de Wesley Batista.

Numa, de dia 4 de abril, Miller avisa: “Só quero recapitular aqui a outra ponta, a dos EUA. Amanhã vou pra lá pra ver o que arrumo”.

No mesmo dia, Joesley pergunta diretamente: “Amanhã você trabalha ou é seu último dia?” Miller responde: “Hoje foi o último” (veja a íntegra das mensagens e as razões da PGR abaixo).

Miller deixou o cargo oficialmente no dia 5 de abril.

No mesmo dia, viajou para os Estados Unidos já pelo escritório de advocacia que assessorou a delação dos irmãos Joesley e Wesley.

A passagem de classe executiva, comprada de última hora, custou o equivalente a R$ 36,2 mil, mais que o salário bruto que Miller recebia como servidor da PGR, de R$ 34,9 mil.

Segundo a PGR, Miller recebeu 700 mil reais do escritório Trench, Rossi e Watanabe e trabalhou num período em que não poderia advogar.

Em maio de 2017, quando começaram as suspeitas de que Miller havia atuado dos dois lados do balcão, a PGR negou enfaticamente, em nota que dizia:

Acerca de notícias veiculadas pela imprensa na manhã deste sábado, 20 de maio, a Procuradoria-Geral da República esclarece que o ex-procurador da República e hoje advogado Marcelo Miller não participou das negociações do acordo de colaboração premiada dos executivos do grupo J&F.

O Ministério Público do Distrito Federal foi mais enfático ainda:

Em relação a reportagens publicadas na manhã deste sábado, a força-tarefa da Operação Greenfield esclarece que o ex-procurador da República, hoje advogado Marcelo Miller, participou apenas de uma fase inicial da discussão de cláusulas para um possível acordo de leniência do Grupo J&F. A pedido dos procuradores que representam o MPF na negociação, ele se afastou na parte final de discussão, em que, entre outros aspectos, foi discutida a questão financeira de um eventual acordo.

Segundo a PGR, enquanto ocupava o cargo Miller não poderia participar de qualquer tipo de negociação, independentemente da posição.

Na PGR, sob Rodrigo Janot, Marcelo Miller negociou as delações de Sérgio Machado, Delcídio Amaral e Ricardo Pessoa. Também negociou com a Odebrecht.

O advogado Rodrigo Tacla Duran, em depoimento à CPMI da JBS, disse que Miller ofereceu a ele uma delação à la carte:

O Procurador Marcello Miller, quando esteve comigo, começou a dizer uma lista de Parlamentares. “Qual o senhor conhece? Qual o senhor pode entregar? De qual o senhor pode falar?”

Tacla Duran, que foi advogado da Odebrecht, sustenta que existe uma indústria da delação premiada e afirma que o advogado Carlos Zucolotto Jr., padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, ofereceu a ele derrubar de 15 para 5 milhões de dólares a multa a ser paga num eventual acordo de delação premiada, desde que U$ 5 milhões fossem pagos a ele, Zucolotto.

Zucolotto não respondeu, mas Moro assumiu a defesa do compadre:

 O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística [da Folha] irresponsável para denegrir-me.

No depoimento à CPMI da JBS, Tacla Duran disse também que Marcelo Miller pediu a ele que gravasse uma reunião de executivos da Odebrecht.

Numa reunião subsequente, Tacla Duran disse que entrou na sala e viu uma microfone que pendia sobre a mesa.

“Você vai gravar aqui a nossa reunião?”, perguntou ao colega Adriano Maia, que respondeu “Não, não. Você quer mudar de sala?”

Tacla Duran teria contado, então: “O Procurador lá, o Dr. Marcello Miller, pediu para gravar a nossa reunião”.

Maia respondeu: “Fica tranquilo que esse é nosso”.


No Viomundo
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Ação da PF contra Jaques Wagner é política — assista




1 - O inquérito que motivou o mandado de busca e apreensão é de 2013. Wagner foi ouvido como testemunha em 2017. Nunca foi intimado a depor ou responder perguntas.

2 - Depois de 5 anos, na boca da eleição, é deflagrada operação midiática, em que a TV Bahia, de Neto, chegou no local antes da Polícia Federal.



3 - Wagner, cotado pra ser o candidato a Presidente da República numa eventual interdição de Lula, virou bola da vez.

4 - Wagner lidera em todas as pesquisas a eleição pro Senado. Rui desponta como o principal governador do PT a ser reeleito nesse ano. A Bahia virou o alvo político do golpe em curso no Brasil.

5 - Só após a apuração das denúncias sobre a construção da Arena Fonte Nova, com rigor técnico e lastreada em provas, será possível incriminar alguém.

6 - Não se vê o mesmo rigor e pirotecnia midiática nas investigação das denúncias contra Aécio, Serra, Alckmim e ACM Neto.

7 - Infelizmente, vivemos um estado de exceção e setores de algumas instituições funcionam com interesse político e não republicano.

8 - Não nos iludamos. A operação da PF de Temer quer tirar Jaques Wagner do processo político e derrotar o PT na Bahia.

Robinson Almeida
No Blog do Miro
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PF tenta prender Jaques Wagner sem provas, mas de olho em Lula para derrotar o PT nas eleições


"O fascismo é a dádiva dos perversos e a moral dos violentos". (DSF)

Antes de tudo e qualquer coisa é necessário asseverar: País que tem instituições e corporações insidiosas, conspiradoras e golpistas não tem outra solução do que ficar nas garras de fascistas. Quando juízes, procuradores e policiais, no caso os da Polícia Federal, intervém na política e interditam a democracia e o Estado de Direito, é sinal, sem sombra de dúvida, que tal país e nação estão a viver em uma ditadura, que tem a participação e a cumplicidade dos coronéis das mídias privadas e do empresariado brasileiro, que odeia a democracia, quer e deseja uma País para poucos usufruírem de suas riquezas, bem como carnalmente ligado à esfera dos Estados Unidos.

Nota-se, sobretudo, que a perseguição ao Partidos dos Trabalhadores, às suas principais lideranças e à esquerda em geral é um processo político e ideológico draconiano, assim como estudado, calculado e que visa, sobremaneira, interditar qualquer candidatura a presidente da República apresentada pelo PT, como ocorre agora com o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, um dos possíveis nomes dos principais políticos petistas, que poderiam concorrer às eleições presidenciais de 2018.

A "Operação Cartão Vermelho" da PF (eles são pródigos em criar nomes estúpidos e sem qualquer criatividade) denota que a Polícia Federal, a mesma que afirma considerar que a "Lei é para todos", menos para os tucanos, evidentemente, porque a realidade forçosamente leva importante parte da sociedade perceber que até hoje a PF, o MPF, o STF, a Lava Jato e o que mais o valha não prenderam um único tucano ladrão, sendo que o que não falta neste País, onde vicejam golpistas e usurpadores, é tucano ladrão do PSDB, do DEM, do PPS e do PMDB, cujo chefe de quadrilha, segundo a PGR e a PF, que responde pela alcunha de *mi-shell temer, está a entregar o País nas barbas do PF.

A mesma PF que canta loas e boas de que a "Lei é para todos", menos para os tucanos, que finge ser republicana, enquanto a PGR se acumplicia com powerpoints levianos e mentirosos para detonar a imagem de Lula, e o STF mostra a outra face de sua cara, a que personifica, seguramente, a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, porque seus juízes se tornaram, absurdamente, o garantidores do golpe de estado de 2016, bem como irão protagonizar as páginas mais sujas e infames da história neste período conturbado da vida brasileira.

Um tempo de sofrimento e humilhações para o povo brasileiro, a ser vítima do desemprego aos milhões e com perdas de direitos sociais e trabalhistas quase seculares, sem acesso ao estado de bem-estar social. Tempo de guerra perpetrado pelos golpistas e que transformou o Brasil na casa da Mãe Joana, além de retrocedê-lo à condição de republiqueta das bananas, com juízes, policiais e procuradores pequenos burgueses, que estão mais preocupados em fazer compras em shoppings, adquirir bens móveis e imóveis, assim como essa gente preconceituosa e elitista vive com a cabeça em Miami e Orlando.

Trata-se de prepostos togados que se associaram, inacreditavelmente, ao consórcio de direita que tomou o poder central de assalto, cujos partidos conservadores, a mídia monopolista capitaneada pela Globo, os servidores públicos civis e militares da alta burocracia do Estado, além dos controladores do grande capital nacional e internacional, que contam ainda com o apoio irrestrito do governo imperialista dos Estados Unidos. Efetivaram mais um golpe na republiqueta de terceiro mundo deles, para eles e somente eles se locupletarem com os privilégios e benefícios, que somente as mamas e as tetas do Estado nacional podem propiciar-lhes, como sempre ocorreu nos 518 anos do Brasil.

Porém, para interditar a democracia e o direito de grande parte da população eleitora votar, torna-se imperativo que tais golpistas e usurpadores continuem em sua trilha de destruição do direito de quem não confia e não acredita nessa gente irremediavelmente apátrida e que no poder sem comporta como pária, sem o mínimo de decência, diligência e responsabilidade, no que diz respeito à soberania do Brasil e à emancipação definitiva de seu povo.

O Estado burguês e a iniciativa privada patrimonialista, pois vive à sombra do guarda-chuva estatal, são irmãos siameses, forças ímpias e forjadas no útero da iniquidade e da infâmia, porque sórdidos e covardes, já que sabedores de que se não perseguirem como sabujos os considerados inimigos do Estado usurpado por golpistas, certamente que tais "inimigos" serão candidatos em 2018, com chances, mesmo oprimidos e jogados à fogueira da desconstrução de suas imagens, a exemplo do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, nome importante na hierarquia do PT.

Além de Wagner estar a ser tratado como se fosse "ladrão", mas sem provas contundentes, outros líderes petistas também são alvos das garras e dos dentes caninas do aparato repressivo do Estado, a exemplo de Guido Mantega, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, Fernando Haddad, Fernando Pimentel e José Dirceu (este linchado desumanamente em público desde 2005), que de, quando em quando, aparece no golpista Jornal Nacional para ser o contraponto de qualquer roubalheira, cuja autoria seja de políticos do PSDB.

Políticos tucanos e blindados pelas mídias globalistas de mercado e pelo STF, PGR e Lava Jato, a exemplo de José Serra, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique, Aécio Neves, Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima, Beto Richa, Aloysio Nunes Ferreira e José Aníbal, dentre outros inimputáveis, por responderem, talvez, a um código penal apenas para eles, pois que o digam o agente arrecadador de dinheiro do PSDB, o engenheiro Paulo Preto e o doleiro de estimação da tucanagem, Alberto Youssef, não é mesmo juiz Sérgio Moro ou "Não vem ao caso?!"

E nada acontece aos tucanos eternamente protegidos sob a capa da impunidade e do escárnio. Protegidos porque aqui em Pindorama age e atua a "Polícia Federal: A lei é para todos", menos para os tucanos! Todas as lideranças petistas citadas acima foram perseguidas e achincalhadas em público por causa de questões eleitorais e de luta pelo poder por parte dos golpistas, sendo que o sistema judiciário tentou, de forma insana, derrubar do poder o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Seria cômico se não fosse trágico. Entretanto, não é fácil ver tanta safadeza e blindagem antirrepublicana dos golpistas e usurpadores do poder central, que essa gente não conquistou por intermédio da soberania das urnas, do povo brasileiro. São moleques que se associaram para retirar direitos dos trabalhadores e dos aposentados, que sentaram ilegalmente nas poltronas e cadeiras do poder e anularam, a seus bel-prazeres, mais de 54,5 milhões de votos, sendo que agora, depois de toda pilantragem, estão às voltas com a destruição da economia, com o fim dos programas sociais e a tratar da violência endêmica nas cidades com pirotecnias do Exército, cujos generais se juntaram aos juízes, procuradores e delegados para usufruírem do poder sem a autorização do voto popular, que é o edificador das democracias.

A ditadura, sem sombra de dúvida, instalou-se no Brasil, com a criação por parte do chefe-mor da quadrilha, o terrível *mi-shell temer, homem de perversidade ímpar, o mandatário mais rejeitado da história e o pior presidente que este País teve a infelicidade de ver a ocupar a Presidência por meio de um golpe de estado, cujo DNA é a traição e a covardia perpetradas por um anão moral, que destrói o Brasil e derrubou Dilma Rousseff. Trata-se realmente de uma desgraça tal peçonha, porque sujeito desprovido de responsabilidade e, insofismavelmente, a ave de rapina inconsequente, que sombreia com seu voo lúgubre e mórbido o povo brasileiro e retira pedaços da carne do Brasil, sem anestesia.

Trata-se do Vampirão ou Mefistófeles, nome pelo qual o chamo desde quando tal praga se tornou o chefe de quadrilha mais protegido ou blidando das democracias ocidentais, sendo que "democracia" neste País é hoje apenas uma palavra que consta no dicionário. *mi-shell temer é, de fato, o herói do ultraliberalismo que age como tsunami na economia brasileira, a recrudescer exponencialmente na sociedade a violência. E por quê? Porque a direita é violenta, pois se preocupa apenas em manter o poder para ter privilégios e benefícios. Ponto. Não há segredos sobre isso e nem teses rocambolescas para definir o que é a direita escravocrata brasileira.

Contudo, voltemos à tentativa de prisão de Jacques Wagner, como ocorreu com Guido Mantega e Paulo Bernardo, que eram os homens responsáveis por uma política econômica distributivista e desenvolvimentista. Celso Furtado e outros dessa escola também foram perseguidos e tiveram de ir para o exílio quando não presos. Censura e violência são as marcas indeléveis da direita, que incompetente e usurária, promove golpes de estado e golpeia aqueles que têm voto popular, que é o caso de Jacques Wagner.

E não é que, sem provas reais, a PF tenta prender o líder político da Bahia, que, sem dúvida, será importante para o PT nas eleições presidenciais de 2018? A Justiça, em um momento raro de lucidez, não deu autorização, bem como impediu que os meganhas se lambuzassem com os holofotes das mídias corruptas e que promovem golpes e combatem ferozmente os governantes trabalhistas e de esquerda. E por que digo isto? Porque inacreditavelmente a PF, já que não conseguiu a prisão de Jacques Wagner, pretendeu levá-lo para depor coercitivamente.

U-lá-lá! Os meganhas não têm limites quando se trata em fazer política descaradamente, mas quanto aos tucanos ladrões é assim: "Polícia Federal: A lei é para todos", menos para os tucanos! E acham que têm credibilidade com todo a nação, quando a verdade é que grande parte do povo está a perceber que os meganhas da PF são fascistas, seletivos, têm cor ideológica e opção partidária.

Evidentemente que tais servidores policiais seriam afastados, demitidos para o bem do serviço público e presos por conspiração e insubordinação, no mínimo. Porém, a Banânia deles e somente para eles é realmente uma bagunça. E aqui, cara pálida, eles fazem o que bem entenderem e como quiserem.

Tais indivíduos se comportam como semideuses, mas adoecem e necessitam de remédios, precisam ir ao banheiro diariamente e morar em caxangas estruturadas e confortáveis, assim como recebem ótimos salários para sobreviver e sustentar suas lindas e bem alimentadas proles de bochechas rosadas e sorrisos egoístas latentes, que remontam a gerações. Tudo para eles e aos que se comportam e pensam como eles, sempre. Por isto o golpe!

São tão senhores do Brasil nesses tempos bicudos e violentos que, inclusive, levaram à morte o reitor catarinense e a esposa do ex-presidente do Brasil, sem apresentar uma única prova contra ambos. Mortes essencialmente políticas e ideológicas... Os fascistas odeiam as universidades e as pessoas que lutam por justiça social e igualdade de oportunidades. Senão essa gente não seria fascista, porque o fascista é antes de tudo a negação da solidariedade e da compaixão, ou seja, a negação da vida. Ponto final.

Que o digam as redes sociais dos delegados e agentes da Lava Jato, a insultar, de maneira bárbara e selvagem, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula nas eleições de 2014, em modos de deboche e desfaçatez que somente poderiam acontecer nesta Banânia, onde os mais fortes e os que podem mais têm tudo, inclusive a apoiar golpes de estado pelas redes sociais.

Imagine se um meganha (aecista) desse nível se comportasse de forma desrespeitosa, insubordinada e arbitrária nos Estados Unidos, o país que eles tanto prezam e adoram, tanto quanto o Mickey e o Pateta, desde quando nasceram, bem como cruzam os braços com a venda do patrimônio público, a exemplo da Embraer, cujo dono agora é a Boeing... E os ladrões são os petistas. Durma-se com um barulho desse.

O governo golpista e corrupto está a entregar criminosamente a Eletrobras, a Petrobras e suas subsidiárias, o Pré-Sal e tudo o que poderá ser privatizado, a exemplo do BB, da Caixa e de outras estatais importantes, enquanto isso os generais, os juízes, os procuradores, os delegados da PF se juntam ao consórcio golpista para que o Brasil não se desenvolva e continue apenas como um fazendão do commodities, a exportar matérias primas e ter um povo trabalhador explorado ao máximo, sem direitos, como a carteira de trabalho, e sem acesso ao estado de bem-estar social.

Por sua vez, o golpe dos escravocratas e imperialistas demonstra que o estado nacional "pertence" às "elites" do serviço público, aos empresários brasileiros e estrangeiros, que agora lavam a burra e se locupletam a se refestelam com o patrimônio público edificado durante décadas por grandes brasileiros, que tinham noção de país, de soberania, de autonomia e independência, o que, sobremaneira, não é o caso dos patifes que se aboletaram no poder e governam o Brasil como se todo mundo pertencesse a tão deplorável quadrilha.

O inimigo externo do Brasil não é a esquerda, sem sombra de dúvidas. O inimigo deste País azarado por ter em suas terras uma burguesia que não vale nada, ou seja, nem o que come, é a casa grande brasileira de DNA escravocrata e seus capatazes, capitães do mato, feitores e bate-paus, que ora cometem todo tipo de arbitrariedade e violência, como a empreendida agora contra o ex-governador Jaques Wagner.

A loucura dos mandões da PF chega a atingir os píncaros da insensatez e da vaidade, porque eles sabiam da resolução recente do STF a proibir tais medidas. Mesmo assim eles pediram a condução coercitiva, o que foi prontamente negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas não se fizeram de rogados e solicitaram a prisão temporária, que serve como trampolim para a prisão sem tempo de saída do preso, como ocorre com as prisões arbitrárias da Lava Jato, com maior ocorrência desde 2014.

Como os policiais não puderam fazer meganhagens com as conduções coercitivas ou com as prisões temporárias uma ode à vaidade, ao mandonismo despropositado e às luzes da imprensa moralmente corrupta e historicamente golpista, os policiais federais "resolveram", então, resolveram ouvir os suspeitos em depoimentos a serem ainda agendados. Ou seja, "resolveram" se subordinar às leis e à Constituição, realidade esta que dever ter-lhes causado urticárias, pois há anos essa gente autoritária de Pindorama faz o que quer e o que lhe aprouver.

O PT respondeu às acusações da PF.

"Invasão da casa de Wagner é perseguição política A sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT.

A invasão da residência do ex-governador Jaques Wagner por agentes da Polícia Federal, na manhã de segunda-feira (26), é mais um episódio da campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças.

A sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário.

A escalada do arbítrio está diretamente relacionada ao crescimento da pré-candidatura do ex-presidente Lula, nas pesquisas, nas manifestações populares, nas caravanas de Lula pelo Brasil. Quanto mais Lula avança, mais tentam nos atingir com mentiras e operações midiáticas".

A verdade é que, volto a ressaltar, até outubro muito água do arbítrio, da perseguição e da covardia irá ocorrer, pois, com o Lula preso ou não, o PT vai concorrer às eleições. Aliás, se prenderem o Lula evidentemente que a mobilização junto ao PT irá recrudescer para se fortalecer. O povo não é trouxa e nem otário e não estará propenso a votar em governos e políticos que roubaram para valer o Brasil, tiraram seus direitos e ainda de forma cruel e desumana extinguiu milhões de postos de trabalho dos trabalhadores brasileiros.

Prender Lula, Jaques Wagner ou qualquer liderança do PT não irá apagar da memória os benefícios e os direitos que foram criados e repassados para o povo desta Nação. A Nação sabe muito bem quem lhe deu acesso ao trabalho, à reposição salarial, ao estudo, à infraestrutura e aos aumentos anuais do salário mínimo, bem como compreende que a perseguição a Lula e às lideranças do PT são efetivadas pelo consórcio golpista, que chegou ao poder central ilegitimamente, sem a aprovação das urnas soberanas.

Para quem não sabe ou finge cinicamente e hipocritamente que não sabe, o consórcio golpista e usurpador, que transformou o Brasil na casa da Mãe Joana é composto pelo Judiciário, MPF, PF, imprensa de mercado e de negócios privados, notadamente a Globo, Fiesp, inúmeras associações empresariais urbanas e rurais, Congresso de maioria golpista, corrupta e amplamente dominado pela direita, empresas transnacionais, associações de categorias, a exemplo da OAB e outras, governo dos EUA e, por fim, os coxinhas analfabetos políticos e celerados, pois deram tiros contra seus próprios interesses.

Somos a Nação que parte da população, que se considera letrada e instruída, resolve se insurgir contra seus direitos civis e profissionais. Não é um caso gravíssimo de ordem psiquiatra, cara pálida?! Pois é... Os coxinhas insanos deveriam ser urgentemente internados. Agora se encontram com suas caras de bundas em suas casas e a perder o direito de até sair de suas residências com medo da violência, que realmente assombra a sociedade deste triste País, o celeiro de golpes de estado.

Vamos ver agora como o establishment irá se comportar, no que concerne às eleições presidenciais de 2018. O status quo já deu a ordem, a partir do ano de 2013, quando se iniciou o golpe de estado, que acarretou à deposição da presidente reeleita, constitucional e legítima, Dilma Rousseff, que recebeu do povo brasileiro mais de 54,5 milhões de votos.

O Partido dos Trabalhadores já avisou que irá manter a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. O TSE e o STF, que é a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, pois o garantidor do golpe bananeiro e violento contra os interesses da Nação, terão de assumir com suas responsabilidades perante as diatribes dos golpistas e a história do Brasil, porque tais juízes já garantiram seus protagonistas do golpe mais covarde e infame acontecido no Brasil, a despeito da ditadura civil-militar de 1964. O fascismo é a dádiva dos perversos e a moral dos violentos. É isso aí.

Davis Sena Filho
No Palavra Livre
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PT pode vir a lançar candidato anônimo para ser Lula se perseguição se ampliar

https://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2018/02/26/pt-pode-vir-lancar-candidato-anonimo-para-ser-lula-se-perseguicao-se-ampliar/


Há uma tese que pode vir a ganhar força com a operação Cartão Vermelho, comandada pela Polícia Federal, e que só não resultou na prisão temporária do ex-governador da Bahia e ex-ministro Jacques Wagner porque a justiça não autorizou.

Wagner, como se sabe, divide com Fernando Haddad o status de principais candidatos a Plano B do PT para a disputa presidencial deste ano no caso de Lula vir a ser impedido de concorrer.

Até o nome da operação (cartão vermelho) permite entender seu objetivo. É uma expulsão de Wagner da disputa presidencial. É a expulsão do PT do jogo da corrida eleitoral. E tudo fica mais explícito ainda porque o vermelho é a cor do partido de Lula.

Algum desavisado ou brincalhão pode dizer, mas o nome tem a ver com a corrupção na Fonte Nova. Se o objetivo fosse esse, os que escolheram a tag midiática tomariam cuidado para que ela não desse brechas a essa outra interpretação. O nome de uma operação dessas não admite espaço para ingenuidades.

Se havia no PT alguma dúvida acerca de que o cerco era total, hoje essa ficha deve ter caído. Um advogado respeitável já diz há algum tempo que o projeto é salgar a terra. Ou seja, o objetivo final é prender Lula e interditar o PT, caçando o registro do partido. E que isso só não acontecerá se nessas próximas eleições o partido tiver uma votação insignificante.

Não é apenas conversa pra enganar os troianos a de que boa parte do PT se nega a discutir planos B, entre outros motivos, porque sem Lula o partido tende a definhar. Mas também porque considera que aceitar plano B é concordar com a tese de que Lula é culpado.

Ao mesmo tempo, o argumento de que sendo assim é melhor não disputar o pleito não cola. Porque sem um candidato presidencial a derrocada seria líquida e certa.

Por isso, o que nasceu quase como uma piada por vir a ganhar força nos debates. O slogan “eleição sem Lula é fraude” aos poucos pode vir a ser substituída por “somos milhões de Lula”. Ou seja, para deixar claro que quem quer que seja que venha a substitui-lo na disputa em outubro será Lula.

Não será candidato de si próprio e vai ter que falar por ele, que estará impedido de fazê-lo. Ou seja, vai ler cartas de Lula, trabalhar com a assessoria escolhida por Lula, defender as propostas que serão escritas por pessoas escolhidas por Lula e realizar o programa de governo Lula. E vai se comprometer a desmantelar o golpe.

E em sendo assim, o candidato necessariamente não precisa ser um político. Pode ser um padre, um pedreiro, uma costureira, um torneiro mecânico, um professor universitário, uma babá, um ator. Alguém que assuma o papel de disputar em nome de Lula a eleição de outubro.

É uma engenharia de alto risco, mas poderia dar um nó completo no processo eleitoral. E passa a ser uma possibilidade exatamente porque o salgar a terra está cada vez mais claro como a opção dos que querem uma eleição sem disputa.

Se alguém tinha dúvida, já não tem mais a partir do esculacho contra Jacques Wagner. Hoje foi Wagner, amanhã será qualquer um que tiver alguma chance de derrotar o estabilishment.
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Juiz substituto que pode julgar recurso de Lula no TRF 4 fez selfie com Dallagnol e é chapa de Moro

Bochenek, substituto de Paulsen no TRF 4, e Dallagnol na Câmara
Dos três desembargadores que integram a oitava turma do TRF 4 que julgou Lula em janeiro, dois estão de férias nestas semanas.

Antônio Bochenek assume o posto de Leandro Paulsen e Nivaldo Brunoni o de Victor Luiz dos Santos Laus.

Embora a mudança seja apenas temporária, eles poderão julgar os recursos da defesa. 

Paranaense de Ponta Grossa, Bochenek é ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Ajufe, amigo de fé de Sergio Moro e entusiasta do trabalho dos procuradores da Lava Jato.

É um impedimento ambulante — quer dizer, se isso fosse levado a sério no país.

Já participou de protestos lavajateiros e até tirou selfies sorridentes com o inevitável Deltan Dallagnol na Câmara.

Ele e Moro assinaram juntos um artigo publicado em 2015 no Estadão chamado “O Problema é o Processo”. Em março de 2016, homenageou-o na Ajufe.

“Nós, juízes federais, já conhecemos Sergio Moro de longa data e podemos atestar a dedicação, a seriedade e a independência com que se conduz na missão constitucional de julgar”, declarou.

Moro foi “indevidamente” atacado por suas decisões tomadas, acrescentou.

Bochenek apoia SM em absolutamente tudo. A respeito do grampo em Lula e Dilma, acredita que “não há nenhuma ilegalidade do ponto de vista jurídico”.

A interceptação “foi decidida por um juiz competente das investigações, havia indícios de autoria e materialidade de infrações penais, não há nenhuma irregularidade no curso do processo. Moro estava investigando Lula, que até aquele momento não tinha foro privilegiado”.

Em protesto pró Lava Jato

Já rebateu o ex-presidente quando este falou a sindicalista dos prejuízos da Lava Jato.
“A impunidade aumenta a corrupção, e a corrupção, essa sim, causa nefastos prejuízos à economia”, disse.

“Como os réus não têm conseguido refutar as provas, é óbvio que tentarão outro caminho, simulando-se vítimas de um complô, com o objetivo de desqualificar o trabalho realizado. O que querem é simplesmente desviar o foco dos crimes cometidos.”

Etc.

Está na Lei Orgânica da Magistratura que juízes devem cumprir seus deveres com “independência, serenidade e exatidão”.

Em seu artigo 36, proíbe expressamente que o magistrado manifeste opinião sobre processo pendente de julgamento, dele ou de outros, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças.

De acordo com o artigo 145 do Código de Processo Civil, “há suspeição do juiz quando amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados”.

No Brasil, isso é tão real quanto a mula sem cabeça.

Que juiz vai querer perder a oportunidade de dar show para a galera?

Com o amigo Moro

Kiko Nogueira
No DCM
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Barão faz curso sobre como cravar uma estaca no vampirão


BARÃO PROMOVE O CURSO “A COMUNICAÇÃO PARA ENFRENTAR OS RETROCESSOS”

A comunicação é uma ferramenta fundamental para travar a disputa de ideias na sociedade e fortalecer as lutas populares.

Em tempos de golpe e graves retrocessos como o período atual, então, ela é imprescindível.

Por isso, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove o curso A comunicação para enfrentar os retrocessos.

A atividade tem caráter nacional e ocorre nos dias 26, 27, 28 e 29 de março, na Escola do Dieese (Rua Aurora, 957) em São Paulo.

Durante quatro dias, serão ministradas palestras e oficinas para capacitar militantes, sindicalistas e ativistas do movimento social no debate sobre a democratização da comunicação e na produção de informação e conteúdos jornalísticos em diferentes plataformas.

O curso conta com o apoio do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), da Agência Sindical, do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Intersindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Inscrições

O valor da taxa de inscrição para os quatro dias de curso é de R$ 300,00, que podem ser parcelados em até 5 vezes sem juros ou em até 12 vezes (com juros). A adesão não inclui hospedagem e alimentação.

Para indicações e orientação, entre em contato através do e-mail contato@baraodeitarare.org.br.

São 120 vagas disponíveis.

Para garantir a sua, basta preencher o formulário e realizar o pagamento através do botão do PagSeguro, ambos disponíveis na página do Barão. Se preferir, acesse o formulário aqui.

PROGRAMAÇÃO

26 de março, segunda-feira



14 horas – A ofensiva contra os trabalhadores e o sindicalismo
, com Clemente Ganz Lúcio (Dieese)
, Antonio Augusto Queiroz (Diap)
 e Marilane Teixeira (Cesit)

.

18 horas – O papel da mídia corporativa e a luta pela democratização da comunicação
, com Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada)
, Renata Mielli (Secretária-Geral do Barão de Itararé e coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC)
, Laurindo Leal Filho (jornalista, sociólogo e professor da Universidade de São Paulo)
 e Tereza Cruvinel (jornalista e fundadora da Empresa Brasil de Comunicação – EBC).

21 horas – Festa de confraternização

27 de março, terça-feira



9 horas – TVWeb e a sedução dos vídeos
, com Luiz Carlos Azenha (Viomundo)

.

14 horas – Os segredos das redes sociais
, com Laura Capriglione (Jornalistas Livres) (*) e 
Mauro Panzera.

17 horas – Como montar uma rádio WEB
, com Carlos Tibúrcio (Rádio Democracia no Ar).


28 de março, quarta-feira

9 horas – Como organizar uma rádio comunitária
, com José Eduardo Souza (Rádio Cantareira)

14 horas – Como fortalecer as TVs comunitárias 
Beto Almeida (TV Cidade)

17 horas – Instrumentos e linguagem da comunicação
, com João Franzin (Agência Sindical)
 e Altamiro Borges (autor do Blog do Miro e presidente do Barão de Itararé)

29 de março, quinta-feira

9 horas – Planejamento e marketing sindical
, com Clomar Porto e 
Chico Malfitani.

14 horas – Troca de experiências, com os 
Secretários de comunicação das nove centrais sindicais que apoiam o curso

17 horas — Balanço do curso e próximos passos

*Nomes ainda não confirmados
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Marcos Coimbra, do Vox Populi, analisa eleições no regime golpista


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Jornal dos Trabalhadores e Trabalhadoras — JTT


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Lava Jato ataca professor da PUC-SP

Valim, a esquerda, durante o lançamento do Lawfare Institute, em Londres
A nota publicada na coluna de Monica Bergamo, sobre a busca e apreensão, determinada pela Lava Jato, no escritório de Rafael Valim, advogado e professor na PUC, passou relativamente despercebida. Compreende-se. O circo lavajateiro terminou seu recesso e iniciou 2018 com força total. A imprensa foi novamente tomada por notícias de delatores, depoimentos, sítios, prisões espetaculares. Tanta coisa em poucos dias que foi difícil prestar atenção ao que aconteceu com Rafael Valim.

Entretanto, estamos diante de um fato de extrema gravidade.

Em dezembro de 2017, Valim assinou, junto com Jesse Souza, um artigo na Folha denunciando o avanço do estado de exceção após o impeachment de Dilma Rousseff.

Há poucos meses, Valim participou, junto com os advogados Cristiano Zanin e Valeska Teixeira, do lançamento do Lawfare Institute, em Londres.

E algumas semanas atrás, logo após a condenação de Lula em segunda instância, Valim foi um dos organizadores de um debate, na PUC-SP, com presença de muitos intelectuais importantes, especialmente da área do direito, para denunciar a decisão do TRF4 como um atentado ao direito e à justiça.

É muito sintomático que as primeiras ações da Lava Jato em 2018 sejam totalmente políticas:

1) Sergio Moro começa o ano coordenando, sempre em sintonia com a mídia, uma série de ataques a Lula, através de depoimentos e entrevistas com testemunhas e “colaboradores” sobre o “sítio em Atibaia”, os quais são vazados imediatamente para a imprensa lavajateira, que trata de ordenar títulos e montar narrativas que prejudiquem o máximo possível o ex-presidente.

2) Lava Jato deflagra uma nova operação para envolver o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran.

3) Lava Jato determina busca e apreensão no escritório de… Rafael Valim.

O ataque a Valim partiu de um dos tentáculos da Lava Jato no Rio de Janeiro, embora o escritório de Valim seja em… São Paulo.

A operação Jabuti, chamada de “nova etapa” da Lava Jato no Rio de Janeiro, não tem nada ver com desvios da Petrobras ou com algum posto de gasolina em Curitiba. O seu nome Lava Jato tem a função exclusiva de empoderar essa organização criminosa incrustrada dentro do sistema de justiça, com forte apoio do governo norte-americano.

Esse apoio do governo americano a Lava Jato não é mais teoria de conspiração, já que agora os próprios representantes do departamento de justiça de Trump tem se gabado de seu suporte à Lava Jato. Em julho de 2017, Kenneth Blanco, membro da cúpula do departamento de justiça dos EUA, em discurso (hoje registrado na página do departamento), declarou sem meias palavras que “é difícil imaginar uma relação de cooperação mais intensa na história recente do que a feita entre o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e procuradores brasileiros [da Lava Jato]”.

Em seu último discurso de 2017 (também registrado no site da instituição), Blanco voltou a se referir à Lava Jato como exemplo da participação bem sucedida do Departamento de Justiça, inclusive se gabando pela condenação de Lula.

Esses fatos, que não deixam mais dúvida sobre a interferência americana sobre as ações da Lava Jato, apenas corroboram o que, para mim, é uma sólida convicção: a Lava Jato é coordenada por uma organização criminosa. Seus operadores são bandidos, que seguem uma agenda política estritamente orientada para beneficiar determinados interesses financeiros.

A busca e apreensão no escritório de Rafael Valim, no marco da mesma operação que prendeu o presidente da Fecomércio, mostra que o campo progressista deve resistir a todo custo ao populismo penal. A Lava Jato age sempre da mesma maneira: ela se “legitima” pela prisão de picaretas com alguma visibilidade midiática, para então impor a sua verdadeira agenda, que é inteiramente política.

Detalhe importante: Valim, assim como milhares de advogados, prestou algum tipo de serviço no passado para uma instituição qualquer do sistema S. Não é acusado de nenhum crime. Tratou-se apenas de uma brutalidade desnecessária, mas bem típica do regime de exceção em que vivemos.

Que poder é esse, quem está por trás dele e seus beneficiados, essas são as perguntas que, até então, tínhamos dificuldade de responder porque é (ou era) um poder relativamente invisível.

Hoje não. Hoje esse poder, que deu o golpe, já botou a cabeça acima da superfície. O aumento de 63% das verbas federais para a Globo em 2017, o crescimento vertiginoso das importações de óleo diesel norte-americano, a isenção fiscal de alguns trilhões de reais para as petroleiras a quem o novo governo entregou, de graça, o nosso pré-sal, tudo isso ajudou a esclarecer pontos que, até então, eram apenas especulações da nossa parte.

Miguel do Rosário
No Cafezinho
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fAlha pede a cabeça de Serra, Alckmin e Aloysio

Editorial não poupa nem o Procurador De Grandis...


O Conversa Afiada reproduz editorial da Fel-lha sobre o notório Paulo Afrodescendente, que, na verdade, detona os tucanos gordos de São Paulo e aquele outro notório Procurador (sic) da República Federativa da Cloaca, o Rodrigo De Grandis, que esqueceu na gaveta, por breve período de três anos, providência que enforcaria o maior dos ladrões há mais tempo.

A Fel-lha resolveu jogar no lixo o fardo tucano que carrega desde os tempos separatistas do "seu" Frias...

Vamos ver se a Ilustríssima colonista lê o editorial do patrão e muda a trajetória do seu canhão...

Fantasma de volta

O engenheiro Paulo Vieira de Souza, que trabalhou para o governo do Estado de São Paulo por cinco anos e deixou suas funções há quase uma década, voltou a assombrar os políticos a que serviu.

Conhecido como Paulo Preto, dirigiu a Dersa, estatal que construiu grande parte do sistema rodoviário paulista, e foi apontado por executivos de três empreiteiras como responsável pelo desvio de milhões de reais dos cofres estaduais para campanhas do PSDB.

Veio à tona agora a informação de que a Suíça comunicou às autoridades brasileiras a existência de contas secretas associadas a Souza, que teriam movimentado o equivalente a impressionantes R$ 113 milhões. O dinheiro seria controlado por uma empresa no Panamá e estaria agora nas Bahamas.

Falta comprovar o vínculo do engenheiro com as contas, mas a notícia é no mínimo embaraçosa para os tucanos. O governador Geraldo Alckmin, que se prepara para representar o PSDB na corrida presidencial deste ano, foi quem nomeou Souza em 2005, quando estava em seu segundo mandato.

O senador José Serra, que sucedeu Alckmin no cargo, e o atual ministro Aloysio Nunes Ferreira (Itamaraty), chefe da Casa Civil no governo Serra, são alvos de inquérito no Supremo Tribunal Federal para examinar suas relações com o engenheiro e as empreiteiras que fizeram negócios com ele.

Fala-se com desconfiança de Paulo Preto desde a eleição presidencial de 2010, quando Serra foi o candidato do PSDB e a atuação do ex-chefe da Dersa deu munição para seus adversários. Todos sempre negaram irregularidades, e o suposto operador disse à Polícia Federal que empreiteiros mentiram sobre ele em suas delações.

Caberá às autoridades esclarecer as contradições entre Paulo Preto e seus acusadores, além de investigar o caminho do dinheiro para saber quem foram os beneficiários das contas localizadas na Suíça.

Será boa oportunidade também para elucidar outro mistério: a maneira tortuosa como o Ministério Público Federal vem conduzindo várias frentes de investigação abertas sobre o engenheiro.

As informações recebidas da Suíça foram anexadas no ano passado a um processo secundário em que ele é réu em São Paulo, e não ao inquérito que corre no Supremo.

Em 2013, esta Folha revelou o caso espantoso de um procurador da República que deixou esquecido por três anos numa pasta um pedido da Suíça para investigar funcionários do governo paulista que teriam recebido propina da multinacional francesa Alstom. A Suíça cansou e desistiu da investigação.

Espera-se que o caso de Paulo Preto não tenha igual desfecho.
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Janela partidária instala balcão de negócios

A ofensiva para desacreditar de vez a política e os partidos terá um novo capítulo a partir de 7 de março. A chamada “janela partidária”, aprovada em 2016, deverá promover um pornográfico troca-troca de siglas dos atuais parlamentares, em um desmoralizante balcão de negócios. Segundo matéria do Jornal do Brasil, publicada neste sábado (24), o clima é de negociatas milionárias em Brasília. “Com a proximidade do início do período permitido para a mudança, os legendas intensificaram as negociações para atrair novos deputados e aumentar as chances de eleger uma bancada maior na Câmara em outubro. A principal moeda de troca usada pelos partidos tem sido o dinheiro público que bancará as campanhas. Além do fundo eleitoral, estimado em R$ 1,7 bilhão, mais R$ 888 milhões do Fundo Partidário poderão ser distribuídos aos candidatos”.

Os parlamentares terão 30 dias para mudar de partido, como se troca de camisa, sem o risco de perder seus mandatos. Esta será a primeira eleição geral sem financiamento de empresas, conforme resolução do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, candidatos terão menos recursos para bancar os gastos eleitorais, o que aumenta a disputa pelo dinheiro público. “Nos últimos dias, a reportagem do JB flagrou conversas sobre o assunto dentro do plenário da Câmara. O deputado Paulinho da Força (SD-SP) tem carregado planilhas que mostram quanto cada legenda terá de recursos para ‘desmistificar’ promessas feitas por dirigentes de outras legendas. ‘Tem partido falando que vai dar R$ 2 milhões para cada deputado, mas não tem condições. Mostro logo a tabela para desmentir o cara’, afirmou Paulinho”.

Segundo relatos de vários parlamentares, as legendas do Centrão – como PP, PR e PTB – estão oferecendo aos deputados que toparem mudar de sigla o valor máximo que poderá ser gasto numa campanha para a Câmara este ano: R$ 2,5 milhões. “Os dirigentes dos partidos que compõem o bloco informal negam que as negociações estejam sendo feitas nesses termos. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, no entanto, confirmou que reservou para cada deputado do partido cerca de R$ 2 milhões da fatia do fundo eleitoral a que o seu partido terá direito. Para não ficar para trás, o MDB bateu o martelo esta semana e divulgou seus valores: vai repassar, para cada deputado com mandato, R$ 1,5 milhão para a campanha. Os senadores que disputarem a reeleição terão R$ 2 milhões”.

O balcão de negócios é descarado, o que desmoraliza ainda mais o sistema partidário brasileiro. Não há qualquer compromisso programático, mas apenas interesses fisiológicos. Ainda de acordo com a reportagem, “um deputado do PP que vai mudar de partido relatou o ‘modus operandi’: procurou dirigentes das siglas com as quais tem afinidade e perguntou qual seria a fatia do fundo que lhe caberia caso migrasse de legenda. Do que ouviu até agora, está entre PSD e PHS – este último ainda lhe garantiria a presidência do diretório estadual”. Haja oportunismo!

Altamiro Borges
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“Golpistas estão criando um inimigo interno: ele é brasileiro, negro, pobre e mora na periferia”

“É típico da Justiça destes momentos de exceção criar a justiça do inimigo”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21
A recente intervenção federal no Rio de Janeiro, colocando o Exército no comando da segurança pública, abre uma fase muito perigosa para a já cambaleante democracia brasileira. A apresentação da proposta de mandados de busca e apreensão coletivos e a escolha de áreas de periferia como territórios de ocupação militar revela um caráter autoritário típico das ditaduras tradicionais. Mais grave ainda é definir uma parte da população brasileira como um inimigo a ser contido e reprimido. A avaliação é de Dilma Rousseff (PT), afastada da presidência da República em 2016 por um processo de impeachment que segue sendo alvo de denúncias, especialmente no exterior, como ocorreu semana passada no Festival Internacional de Cinema de Berlim. A presidenta eleita em 2014 com mais de 54 milhões de votos segue chamando o impeachment pelo que considera ser seu nome verdadeiro: “golpe”.

Em entrevista ao Sul21, Dilma Rousseff analisa as características da atual etapa desse golpe e alerta para seus aspectos mais graves, expressos nos últimos dias a partir da intervenção federal no Rio de Janeiro. “É típico da Justiça destes momentos de exceção criar a justiça do inimigo. E este inimigo, no caso do Brasil é o negro pobre que mora na periferia. Quem é o inimigo? Pelas declarações de integrantes do governo vê-se uma coisa surgindo claramente: o inimigo fala português, é brasileiro, negro e pobre ou mulato. Ele não é branco, não mora em Ipanema nem no Leblon”.

Em relação às eleições de 2018 e à candidatura de Lula para a presidência, ela reafirma que não existe Plano B. “Nós vamos resistir até o fim em duas dimensões. Uma é defender a candidatura do Lula. A outra é defender a realização das eleições. Essas duas dimensões são duas faces de uma mesma moeda. Impedir a candidatura do Lula ou adiar as eleições é problema deles. O nosso é ter a candidatura do Lula e ter eleição. No Brasil, sempre que houve democracia nós ganhamos. Sempre que os processos democráticos são contidos nós perdemos”.

É próprio dos golpistas querer esconder a característica arbitrária, de censura e anti-democrática de suas ações”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Em uma entrevista ao Sul21, há cerca de um ano, a senhora chamou a atenção para o fato de o golpe que a afastou da presidência ainda estar em curso e que, em sua segunda fase, seria ainda mais radicalizado e repressivo. Na sua avaliação, os acontecimentos que estamos vivendo hoje no país se enquadram nesta caracterização de uma nova etapa do golpe?

Penso que se enquadram, sim. Mesmo o golpe de 64, que abriu um processo de 21 anos, teve etapas e momentos de radicalização onde se aprofundou e atuou mais sobre a sociedade que ficou mais coagida, reprimida e fechada. O ato inaugural do golpe de 2016 é o impeachment sem crime de responsabilidade. Não sei se você lembra, mas uma das grandes questões neste processo inicial do golpe era uma tentativa sistemática dos golpistas de querer impedir que usássemos a palavra “golpe” para definir o que aconteceu. É próprio dos golpistas querer esconder a característica arbitrária, de censura e anti-democrática de suas ações. O golpe de 64 também adotou essa prática. Lembro perfeitamente. Quando eu estava presa, era divulgado pela mídia que não havia presos políticos no Brasil. Apesar das cadeias cheias, nós não existíamos. Isso fazia parte do processo de negação da ditadura militar brasileira.

O golpe que teve seu ato inaugural em 2016 também é um processo. Naquele momento se atinge de forma muito radical as instituições. A partir daí, teremos conflitos crescentes. Veremos o golpe atingindo segmentos do Judiciário quando o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) aprovou que eu, como presidente da República, tivesse sido gravada sem autorização do Supremo Tribunal Federal. Isso feria gravemente não só a Constituição, como a própria Lei de Segurança Nacional. Em qualquer país do mundo, dito de democracia avançada, uma pessoa que gravasse o presidente da República sem autorização seria presa. Na chamada pátria da democracia liberal, essa pessoa não duraria dois dias solta e seria submetida inclusive a tribunais de exceção. No entanto, o TRF4 disse que essa prática era aceitável porque decorria de uma investigação da Lava Jato que seria um processo excepcional e, em função disso, permitiria medidas excepcionais, mesmo que contrárias à legislação do país.

Logo após o impeachment começaram a aparecer legislações que são, nada mais nada menos, que medidas excepcionais, fora do marco da Constituição. Houve outro episódio que merece ser lembrado, aquela invasão do Congresso por um grupo de pessoas, onde uma delas, ao olhar para uma bandeira do Japão, disse que ela era uma prova da tentativa de implantar o comunismo no Brasil, Enquanto isso, estudantes secundaristas estavam sendo presos por resistir ao avanço da censura e da intervenção em suas escolas. É próprio dos golpes ter vários atos, inclusive institucionais, que começam a mostrar a existência de um certo caos entre as instituições. Neste período, já tivemos conflitos do Senado com o STF sobre a possibilidade de investigar o senador Aécio Neves, do procurador geral com ministro do Supremo, entre outros. Temos um caos institucional com o avanço de certas medidas excepcionais.

“O golpe é um processo de enquadramento social, econômico e geopolítico 
do Brasil no neoliberalismo”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Isso se reflete também, obviamente, na pauta do golpe, que foi feito para alguma coisa. Ele não foi feito simplesmente para me tirar do governo, mas para implantar no Brasil uma pauta completamente diferente daquela aprovada pela maioria da população nas eleições de 2014. O governo golpista que assume não tem legitimidade para cumprir o programa que vai cumprir, ferindo diretamente a Constituição. Um exemplo disso é a aprovação da PEC que congela os gastos por 20 anos, tirando dos cinco presidentes subseqüentes aquilo que caracteriza a eleição presidencial, a saber, o poder de dispor do orçamento. Aprovaram uma redução indiscriminada dos gastos e, no caso da saúde e da educação, um limite dado pela inflação, por mais que o Brasil seja um país com imensas desigualdades e carências em termos de educação e saúde.

A partir daí, desandam a aprovar terceirização, reforma trabalhista, entrega do patrimônio público…Começam a pagar investidores internacionais quando não tinham que pagar nada. Aceitam acordos de leniência que nenhum país do mundo aceita e pagam bilhões de dólares para investidores que não têm nada a ver com aquilo.

A partir de que momento poderíamos falar de uma segunda etapa do golpe?

Você pode periodizar esse processo do golpe de várias formas, mas eu acho que essa segunda etapa tem uma caracterização precisa. O golpe é um processo de enquadramento social, econômico e geopolítico do Brasil no neoliberalismo. E esse processo tem uma data marcada, que é a eleição de 2018. Eles não conseguiram aprovar toda a pauta que desejavam. Não conseguiram, por exemplo, aprovar a reforma da Previdência. Também não vão conseguir vender a Petrobras ou partes dos blocos de petróleo. Também não vão conseguir vender a Eletrobrás, nem desmontar o BNDES completamente. Tampouco conseguirão fazer isso, neste período, com o Banco do Brasil e a Caixa. Então, eles precisam se reproduzir, elegendo um candidato em outubro de 2018.

O maior problema do golpe é que ele, politicamente, deu errado. O que significa “politicamente dar errado”até agora? Ele não conseguiu criar um candidato dentro do grupo conservador básico que deu o golpe. Houve uma reação política adversa ao golpe. Eles perderam a narrativa. O golpe passa a ser golpe. Politicamente, há um reconhecimento de que houve um golpe. Mas eles também foram atingidos fortemente pelo golpe. Tanto é assim que as principais lideranças do PSDB foram praticamente destruídas em termos eleitorais. Isso não estava previsto no script daqueles que deram o golpe.

Estão descobrindo agora algo que todo mundo sabia. Participei de uma discussão em um programa de televisão com o então candidato Serra sobre o Paulo Preto. O Paulo Preto disse: “não se abandona um amigo na beira da estrada”. Agora, os jornais estão dizendo que a Suíça aponta que, na beira da estrada, há 113 milhões de reais. Houve uma destruição política do PSDB, sobrando só o Alckmin. Mesmo o Alckmin teve um certo abalo, muito pelo fato deles também terem apoiado o golpe. De partido da modernização conservadora, o PSDB passou a ser um partido golpista infectado pela corrupção.

“Temos uma elite que não se conforma que seus privilégios
 sofram um único arranhão”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Como subproduto desse processo, os golpistas criaram a extrema-direita. Movimentos como O Vem pra Rua e os MBL da vida foram financiados por grandes empresários. O líder do Vem pra Rua fazia todas as suas tratativas enquanto trabalhava para o Jorge Paulo Lemann (dono da AmBev). Todo mundo sabe hoje o nível de financiamento que esses grupos receberam do exterior. Além deles, todo preconceito, toda radicalização política e intolerância desencadeada pelo golpe refletia, não só o processo do impeachment, mas o fato de que somos uma sociedade que saiu da escravidão há 130 anos e que tem uma elite que não se conforma que seus privilégios sofram um único arranhão. Essa elite considera que, entre esses privilégios, estão serviços públicos que devem ser vedados à população mais pobre. A história dos aeroportos é um exemplo disso. Outro é a inconformidade com o acesso da universidade de pessoas que, na avaliação deles, não deveriam estar lá. O filme “Que horas ela volta” é extremamente expressivo ao mostrar a relação entre exclusão e privilégio no Brasil.

De tudo isso, surge o Bolsonaro. Pela primeira vez, no período pós-democratização, algo que existia na sociedade, mas não aparecia, acabou aparecendo. Toda manipulação feita pela mídia, em especial pela Rede Globo, bem representada pela Tuiuti com os patos amarelos, permite que, nas fissuras abertas pelo impeachment, surja a extrema-direita. A respeito desse fenômeno, penso que cabe uma reflexão séria sobre a relação entre a financeirização, o aumento da desigualdade e os efeitos sobre a democracia.

Isso não só em escala nacional…

Sim. Temos uma democracia mitigada. Por que, em vários países, a extrema-direita passou a ter uma importância que não tinha nos momentos anteriores. Não estou falando só da Frente Nacional, na França, mas do surgimento recente, na Alemanha, de movimentos neonazistas que não tinham aparecido no Parlamento até então.

Então, voltando ao caso brasileiro, o efeito político do golpe foi um processo de quebra no bloco conservador com o surgimento da extrema-direita com maior força. E do lado dos partidos de esquerda, o que acontece? Eles esperavam que o PT, o partido com mais força dentro do campo democrático e popular, tivesse morrido. O processo do impeachment trazia com ele uma clara direção e foco: o meu afastamento, a destruição das lideranças do PT e a tentativa de transformar o presidente Lula em uma pessoa execrável. Esse era o objetivo dos pixulecos na avenida.

No entanto, o que ocorre é algo absolutamente inesperado para eles. O PT se fortalece. No pior momento do processo de impeachment, o PT cai de 30 e poucos para 12% da preferência popular. Agora se recuperou e hoje é o partido com maior apoio, chegando a cerca de 20% segundo a última pesquisa. E o presidente Lula eles não conseguem destruir. Eles começaram a fazer pesquisas no início de 2017, quando estava presente o efeito da eleição de 2016, que foi aquela destruição, com a explosão dos outsiders. Assistimos aí também as primeiras tentativas de fazer Luciano Huck candidato com base em algo que é estarrecedor e que eu chamei de política social de auditório. Nós fazíamos política social para milhões de pessoas. O Brasil precisa de política social não para dez mil pessoas, como eram as políticas dos tucanos.

Os tucanos faziam programas-piloto para 10 mil , 20 mil pessoas e esse programa-piloto tornava-se a base da propaganda e do marketing. No Brasil, isso não faz nem cócegas. Mas os tucanos chegaram ao cúmulo de escolher uma pessoa que faz um programa de auditório, onde conserta carros, reforma casas ou arranja casa para algumas famílias. Estamos falando de um programa de auditório. Ou seja, há uma desagregação política também nas hostes que pensam a figura do outsider. O marketing do Dória durou quatro ou cinco meses. Depois ele desapareceu. Creio que esse fenômeno do outsider faz parte do arquétipo da Globo. A Globo acha que, como fez com o Collor, pode criar um outsider.

“Se você imaginar que a democracia tem portas, uma intervenção como esta fecha várias delas”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Posto que não derrotaram politicamente o PT nem o presidente Lula, eles se dedicam a condená-lo e retirá-lo do processo eleitoral. A saída do Lula do processo eleitoral é algo que está na cabeça de todos eles. O cálculo político que fazem é o seguinte. Com Lula na disputa, resta uma vaga para ser disputada para ir ao segundo turno. Mas sem o Lula, sobram duas vagas. Então, podem acontecer coisas do arco da velha.

Como o quê, por exemplo?

Coisas como uma intervenção federal no estado do Rio de Janeiro. Se você imaginar que a democracia tem portas, uma intervenção como esta fecha várias delas. As explicações sobre o motivo da intervenção são variadas. Uma delas é que se trata de criar uma manobra diversionista pela não aprovação da reforma da Previdência. A segunda é que se trata de caminhar para um endurecimento civil e militar. Eu não penso que a característica principal desse processo de intervenção é militar. Para mim ela é civil, usando os militares. Há uma última explicação que diz que, além disso, trata-se de viabilizar a candidatura do Temer.

Esse processo de radicalização do golpe é acompanhado pelo engessamento das instituições brasileiras. A intervenção é uma medida prevista na Constituição de 1988, mas jamais foi usada. A questão da segurança pública é gravíssima no Brasil, mas ela não pode ser tratada com a superficialidade que estamos presenciando. Penso que há uma relação entre o que vinha ocorrendo, com a perda completa de importância do governo Temer e o caráter caótico absurdo dessa gestão, e a tentativa de um sobre-fôlego. Mas não creio que o que dá margem a isso seja a falência do governo Temer. O que dá margem para eles pensarem numa intervenção federal deste tipo é o TRF4 retirar o Lula do processo eleitoral, o que dá ao governo Temer a esperança de um certo fôlego para alcançar duas coisas. A primeira é a possibilidade de apresentar uma candidatura que defenda o seu legado, colocando a segurança pública no centro das atenções. Mas não é só isso. Mesmo que não seja ele o candidato, ele quer negociar a imunidade pós-2018. Esses dois objetivos estão relacionados à retirada de Lula da disputa eleitoral. Eles contam como certo que o Lula saiu da pauta. A presença de Lula inviabiliza esse tipo de projeto.

Há um problema sério em meio a tudo isso que é o caráter do problema da segurança pública no Brasil. Esse problema está relacionado a várias coisas, algumas delas de caráter internacional como o tráfico de drogas, o tráfico de armas, as redes de lavagem de dinheiro. Outro fator que se agravou nos últimos tempos é a deterioração do Estado e das políticas sociais. Os salários estão atrasados. Os investimentos e os gastos de custeio na área da segurança foram cortados. Eu acredito que o que eles vão fazer com a intervenção no Rio são, essencialmente, ações de curto prazo. Essa intervenção tem um objetivo de curto prazo e ele não é resolver o problema da segurança no país. Esse objetivo é criar as condições para melhorar o clima para o governo até a eleição de 2018. Assim, uma questão fundamental para a população brasileira está sendo tratada de uma forma extremamente oportunista, tentando viabilizar os últimos meses de um governo falido e fracassado.

Por isso, não é o crime organizado que essa operação mira, mas sim o crime desorganizado. Ela não vai desmontar as redes de tráfico de drogas e de armas. Para tanto, são necessárias várias ações para além da intervenção no Rio de Janeiro. Todas as experiências de intervenção militar junto ao crime organizado nos últimos anos, especialmente aquelas financiadas pelos Estados Unidos, não deram certo. O Plano Colômbia é um exemplo disso. O México é outro. Felipe Calderón foi eleito prometendo que iria acabar com o crime organizado no México e utiliza o Exército na repressão. Milhares de pessoas foram mortas e o problema não foi resolvido.

“Quem é o inimigo? É a população brasileira que tem que ser reprimida
 por essa intervenção federal?”
Foto: Guilherme Santos/Sul21

O mais grave no caso da intervenção no Rio é o que começou a circular nos últimos dias, como a proposta dos mandados de busca e apreensão e de captura coletivos. Só a verbalização da hipótese mostra a deterioração e o apodrecimento do ambiente político institucional do país. É óbvio que isso é ilegal e afronta a Constituição. Essa deterioração é a mais grave de todas, pois mostra um caráter autoritário presente nas ditaduras tradicionais. Estão dando um passo além do ponto em que estavam até então.

Eu concordo com o Pedro Serrano que é típico da Justiça destes momentos de exceção criar a justiça do inimigo. E este inimigo, no caso do Brasil é o negro pobre que mora na periferia. Quem é o inimigo? É a população brasileira que tem que ser reprimida por essa intervenção federal? Pelas declarações de integrantes do governo vê-se uma coisa surgindo claramente: o inimigo fala português, é brasileiro, negro e pobre ou mulato. Ele não é branco, não mora em Ipanema nem no Leblon. O que estamos vendo surgir no Brasil é uma ditadura feita para uma parte da sociedade. Você suspende os direitos desta parte e cria uma situação de profunda anomia no país. Qual é o passo seguinte? Qualquer enfrentamento que houver pode levar à expansão dessas áreas sem lei e sem ordem para outras áreas do território nacional. Estamos diante, portanto, de uma situação muito perigosa. O mais grave na intervenção no Rio é tratar a população brasileira como inimigo. A decorrência de ocupar território é tratar como inimigo quem vive nele.

Considerando a sua avaliação, essa intervenção no Rio como uma medida de curto prazo do governo Temer para tentar sobreviver até a eleição de 2018 e para além dela, pode transbordar e ter efeitos ainda mais graves do ponto de vista do futuro da democracia no país?

Pode, sim. Quando se abre um processo desse tipo, você não sabe para onde ele vai. A gente já sabia que não há por parte deste governo qualquer compromisso com a democracia. Mas eu não imaginava que fosse tanta falta de compromisso. Não tem compromisso com o patrimônio nacional e com a soberania do país. Não tem compromisso com os direitos sociais dos trabalhadores e das próprias classes médias .

Neste cenário, qual deve ser, na sua opinião, a estratégia para enfrentar a tentativa de retirar o ex-presidente Lula da disputa eleitoral deste ano?

Qualquer coisa que fizerem com Lula daqui para frente terá efeitos políticos. De um lado, vão tentar encarcerá-lo. Essa tentativa contraria a Constituição e a legislação. Nós vamos lutar juridicamente contra ela e seguir fazendo o que estamos fazendo, indo para as ruas com as caravanas. Aliás, aqui no Rio Grande do Sul haverá uma caravana a partir do dia 19 de março. Nós não aceitamos de maneira alguma nenhuma discussão sobre Plano B. Uma discussão desse tipo significaria nós resolvermos para eles uma situação e um conflito que não foi criado por nós. É tudo o que eles querem. Você lembra que no meu impeachment eles queriam que eu renunciasse? Você diz para a vítima: renuncie e fica tudo bem.

Agora, dizem para nós: vocês precisam ter um plano B, algo novo. Eu acho o novo a coisa mais fantástica do mundo. Mais fantástico ainda é o Fernando Henrique, todo dia, puxando um candidato novo da cartola. Eu não acredito que eles vão resolver a crise no Brasil da forma como supõe. Eles supõem que haverá uma paz de cemitério no país. Acho muito difícil hoje ter uma paz de cemitério no Brasil. Eles vão tentar transformar as eleições em algo insípido, inodoro e incolor. Pode ter até só 30% de votos. Isso não importa para eles. E ainda há outra hipótese que não deve ser descartada, que seria o adiamento das eleições. Já tentaram o semipresidencialismo e eu não descarto que estejam pensando nesta hipótese do adiamento. Seria algo muito radical, mesmo na atual conjuntura. Não sei se eles têm acordo suficiente para isso.

“Sempre digo que não preciso ser candidata para fazer política”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Há um debate sendo feito entre alguns setores da esquerda relacionado ao possível afastamento de Lula do processo eleitoral. A polêmica é seguida: se Lula for impedido de concorrer deve-se ou não participar das eleições? O que pensa sobre esse tema?

A minha posição é que nós vamos resistir até o fim em duas dimensões. Uma é defender a candidatura do Lula. A outra é defender a realização das eleições. Essas duas dimensões são duas faces de uma mesma moeda. Impedir a candidatura do Lula ou adiar as eleições é problema deles. O nosso é ter a candidatura do Lula e ter eleição. No Brasil, sempre que houve democracia nós ganhamos. Sempre que os processos democráticos são contidos nós perdemos. A eleição é o momento em que toda essa questão política, social e econômica do Brasil vai se condensar. Só tem um jeito de eles evitarem isso que é fechando o país. É isso que tem que ficar cada vez mais claro. A arma deles é fechar o país, a nossa é abri-lo. Há certas questões que são falsos conflitos, falsos problemas. Essa questão é um delas.

Uma casca de banana…

É. Em 64 ocorreu o golpe militar. Em 65, dois estados tiveram eleição para governador, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A esquerda que não estava organizada no Partidão teve várias posições. Eu lembro de uma delas direitinho. Até hoje lembro a palavra de ordem: “Anule seu voto. Abaixo a farsa eleitoral”. A gente pichava isso nas ruas. Quem fosse pego, ia em cana. Ou seja, nem a esquerda bem radical da época falava “não faça eleição”, mas sim “anule o seu voto”. Ao menos era pra ir votar. Isso que já tinha ocorrido o golpe, o AI-1 e o A1-2.

Como está a questão de uma possível candidatura sua nas eleições deste ano? Como está pensando esse tema, se é que está pensando?

Eu, na verdade, não estou pensando. Sempre digo que não preciso ser candidata para fazer política. Eu participei da eleição mais importante no Brasil, não que alguma não tenha importância. Cada uma tem a sua mas, inequivocamente, a eleição presidencial é a mais importante, inclusive pela quantidade de brasileiros e brasileiras que participam dela. Eu fico muito em dúvida de concorrer em outra eleição e não tenho experiência na área parlamentar. Não é minha área. E não tem sentido eu ter outro nível de atividade executiva. Tenho muita dúvida ainda e não posso dizer nada em definitivo.

Marco Weissheimer
No Sul21
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