12 de fev. de 2018

Farra aérea: Dória pegou R$ 44 mi no BNDES para comprar jatinho


Para quem achava que são uma vergonha  os R$ 17,7 milhões que Luciano Huck pegou no BNDES com juros subsidiados para comprar um jato Phenom para seus deslocamentos, lamento informar que o escândalo é ainda maior.

João Dória Júnior, que se orgulha de dizer que viaja pelo país e ao exterior com seu próprio avião, esqueceu de contar que o comprou com dinheiro do BNDES, a juros subsidiados, da mesma forma que o apresentador da Globo.

Mas em valor muito maior: R$ 44 milhões, embora pagando um pouco mais de juros (4,5% ao ano), bem menos do que nós, mortais, podemos pagar.

Tecnicamente, o jatinho não é mais de Dória: assim que se elegeu, “passou” a empresa para o filho, que nunca teve renda alguma, exceto a mesada paterna.

Transferência, claro, de fachada, como o próprio Dória declarou em setembro do ano passado, ao divulgar  um vídeo dizendo que não usa dinheiro público em suas viagens, como você pode assistir aqui:

“Não uso dinheiro público, viajo no meu próprio avião. Hoje felizmente tenho condição de bancar minhas viagens. Vim para a vida pública para fazer diferente, para fazer melhor, com inovação, dedicação e transparência. “

Faltou, no quesito transparência, informar que foi pegar o dinheiro, em pleno Governo Lula, no banco público.

Foi comprado por sua empresa, depois da eleição transferida a seu filho, em meados de 2010, embora só em junho de 2011 tenha registrado na Junta Comercial a mudança de atividades para “locação de aeronaves sem tripulação”. De novo, como  no caso da empresa de Huck, duvido que haja “locações” que não sejam de fachada.

Desta vez, para a nossa imprensa “slow motion” não dizer que o Tijolaço “antecipou” – estava marcada para quando? – a informação, já vão os documentos reproduzidos abaixo, para não dar trabalho.

E, para evitar que a tropa de advogados de Doria queira me arrancar o que não tenho e que não tirei nunca do BNDES ou de qualquer banco público, repito que a questão não é de legalidade: é de hipocrisia com o discurso de destruição do Estado  e da ficção de que o privado é “muito mais eficiente e honesto”. Financiado com dinheiro público, não é?

rabdoria
bndesdoria

Fernando Brito
No Tijolaço
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Na GloboNews, Leilane Neubarth entra em transe ao vivo no Carnaval enquanto músicos ao fundo cantam “vai dar PT, vai dar…”



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O vexame da Globo no desfile da Tuiuti


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Jornal dos Trabalhadores e Trabalhadoras


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O combate à corrupção e o jatinho de Huck


O discurso do combate à corrupção tem três vantagens para a direita. Primeiro, desvia a atenção dos conflitos centrais da sociedade. Como consequência, contrabandeia a ideia de que nossos problemas se devem à ação de alguns “frutos podres” e, uma vez que eles sejam eliminados, o sistema passará a operar de maneira virtuosa. Por fim, abre caminho para a demonização do Estado, que aparece como único local em que a corrupção ocorre.

Mas há um problema: a própria elite política da direita costuma ser imensamente corrupta. É necessário um esforço gigantesco de mascaramento para que seus líderes possam parecer como limpos e algum dia a fachada acaba por cair (que o diga Aécio Neves). Por isso, é frequente a busca do outsider, aquele que teria condições de encarnar com alguma verossimilhança, pelo menos por algum tempo, o discurso da moralidade. Foi esse o papel de Collor, em 1989. O exemplo basta para mostrar qual é o estofo desejado para a personagem.

Quando a periferia da elite política conservadora também já está chamuscada demais, o negócio é buscar “o novo”. Daí aparece o empresário, o apresentador de TV. O problema é que eles também duram pouco. Ficam expostos ao “fogo amigo”, no momento em que a direita ainda disputa a escolha de seu candidato, e logo revelam seus pés de barro.

Como ocorreu agora com o jatinho de Huck, adquirido com juro subsidiado, em negócio que só pode ser caracterizado como fraudulento: usou linha de financiamento destinada a alavancar o setor produtivo. Uns poucos minutos de exposição ao sol já colocaram o novo pupilo de FHC em má situação para assumir a posição de paladino da ética, aquele que estaria predestinado a unir os “homens de bem” contra os malvados.

Luís Felipe Miguel
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O contrato entre Fundação Roberto Marinho e Educação do Rio

Acordo de R$ 67 milhões por doze meses, que dispensando licitação, levanta dúvidas quanto ao efetivo custo/benefício


Acho engraçada a Rede Globo. Quando algum município realiza ato de inexibilidade (de dispensa de licitação) completamente dentro da Lei, principalmente comprovando a economicidade para o município, como no caso da venda de sistema de ensino onde o material, capacitação, formação continuada, acesso a ferramentas informatizadas e palestras saem pelo preço médio de 450,00 aluno/ano, a Globo é a primeira a levantar alguma suspeita, como se tivesse algo errado, independentemente se a empresa em questão tem números que mostram o sucesso do projeto, como ter 100% de seus clientes acima da média do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), superando metas estabelecidas para 2021 já no ano de 2016. 

A Fundação Roberto Marinho, fez um contrato com a secretaria de educação do estado do Rio de Janeiro no valor total de R$ 67,41 milhões, para atender 36 mil alunos durante 12 meses, com custo médio de R$ 1.872,00 aluno/ano, onde somente em material pedagógico foram gastos R$ 24,92 milhões. 

Dai a minha pergunta? Quais os resultados efetivos que esses alunos tiveram? Gasta-se a bagatela de R$ 67 milhões para correção de fluxo, enquanto os sistemas pedagógicos visam melhorar a qualidade do ensino e formar os alunos com o mesmo ensino oferecido nas redes particulares, com isso evitando ter que fazer tal correção no fluxo de aprendizagem.

Segue, em anexo, o processo completo de inexibilidade entre a Fundação Roberto Marinho e a Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.  

Será que algum deputado estadual ou Ministério Público vai querer processar a Fundação Roberto Marinho? 

contrato_globo_secretaria_educacao.jpg

Arquivo

Ícone application/pdf ato_de_dispensa_de_licitacao_112350-2013_11.pdf

Luís Nassif
No GGN
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2018, o ano em que os coxinhas se consagraram no Carnaval e na tela da Globo, que os pariu

A escola Paraíso da Tuiuti homenageia os palhaços
Eles deram os primeiros espasmos em 2014, quando mandaram Dilma tomar no cu na abertura da Copa.

Viram que tinham voz e, sobretudo, plateia e câmera para exercer sua falta de civilidade, de modos e de inteligência.

Pegaram impulso ao longo dos anos seguintes, puxados pelas milícias do MBL, Vem Pra Rua, Revoltados Online, entre outros.

Invadiram as ruas pelo impeachment, apareceram na televisão, deram entrevistas, ficaram famosos, criaram coreografias vexaminosas.

“Nossa bandeira jamais será vermelha”, gritavam, entre outras palavras de ordem saídas da Guerra Fria e da cabeça de publicitários corruptos.

“Primeiro a gente tira a Dilma, depois o resto”, era a desculpa deles.

Dilma caiu, assumiram Temer e sua gangue — e os coxinhas se calaram por vergonha, pelo incômodo com as panelas enfiadas em recônditos de seus corpos e porque, na verdade, o que queriam mesmo era tirar o PT do poder e o Brasil que fosse para o inferno.

Em 2018, finalmente voltaram aos holofotes, alcançando a consagração como tema de desfile de escola de samba.

Foram retratados fielmente como uma vergonha, uma piada, um equívoco e um bando de manipulados. 

A escola de samba Paraíso do Tuiuiti, do Rio, atravessou a avenida com as cores da bandeira e um Temer fantasiado de vampiro (ou vice versa) num carro alegórico.

O enredo se chamava “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?” No aniversário de 130 anos da Lei Áurea, a Azul e Amarelo questionou se os escravos, de fato, não existem mais.

Esses guerreiros do povo brasileiro poderão se orgulhar, bater no peito e contar para seus filhos e netos que aqueles palhaços no Sambódromo eram eles. 

Tudo na tela da Globo, como foi no início da louca cavalgada em que atiraram a si mesmos e ao país na lata do lixo.

<Tuiuti. Foto: Mídia Ninja.
 
Tuiuti. Foto: Mídia Ninja.
 
Tuiuti. Foto: Mídia Ninja.

Kiko Nogueira
No DCM
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Fux, Huck, FHC e os homens sem honra


O ministro Luiz Fux é um ficha suja. Não por determinações judiciais, mas o é de fato. A ficha suja de Fux (liminar na Ação Ordinária 1.773), a concessão de benefícios imorais ilegais e inaceitáveis aos juízes na forma inescrupulosa do auxilio moradia importa a saída de cerca de um bilhão de reais por ano dos cofres públicos. Sendo uma forma de salário indireto, uma forma de sonegação fiscal, os juízes deixam de pagar cerca de R$ 360 milhões por ano em imposto de renda por conta da ficha suja de Fux. Tudo somado, são vários bilhões desde 2014. É um assalto.

É bom lembrar: metade dos brasileiros - 100 milhões - vive com a renda de até um salário mínimo mensal. O valor do auxilio moradia dos juízes é de R$ 4.377, enquanto 90% dos brasileiros ganham até R$ 3.300 por mês. Esse auxilio, junto com outros penduricalhos, além de uma conduta inescrupulosa, constitui um crime contra toda a sociedade brasileira. Como ficam os sem teto diante disso? E os que perdem boa parte da renda pagando aluguel?

Se o Brasil tivesse Justiça, Fux deveria ser processado, condenado e preso pelo imenso prejuízo que está causando aos cofres públicos. É espantoso que os deputados da oposição não tenham proposto uma CPI para investigar o auxilio moradia e os outros penduricalhos dos juízes e das demais esferas do poder onde esses privilégios criminosos vicejam. Cada um precisa viver do seu salário, de forma honesta, andar com o seu carro, comprar roupa com o seu dinheiro, como os demais brasileiros vivem. Esses privilégios inescrupulosos clamam por uma revolução democrática para que os guilhotinem.

Alçado à condição de presidente do TSE, Fux, no alto da sua vaidade, da sua prepotência, quer fazer da sua vontade a lei, tal como a fizeram Moro e os três desembargadores do TRF-4 que condenaram Lula sem provas. Ao arrepio dos mecanismos legais, quer declarar Lula inelegível, rasgando as leis e a Constituição, como vêm fazendo vários ministros do STF e o próprio Tribunal enquanto instituição. Assim, a anarquia judicial vai se agravando no país, pois, o Judiciário parcial, partidário e corrupto se desmoralizou e desmoralizou as leis e a Constituição.

Huck e FHC e a arte do engano

O apresentador e o sociólogo voltaram a compor uma dupla de bailarinos para dançar em público a macabra dança do escárnio político. Huck é aclamado pelos analistas liberais porque rezaria pela cartilha do mercado. Mas é um liberal sem liberalismo, como o são os juízes moralistas sem moral. Huck pegou R$ 17,7 milhões do BNDES, com juros subsidiados pelo contribuinte, para comprar um jato particular. O paladino da nova política é também um invasor de espaço público na orla, perto de sua mansão. Na verdade, pouco se sabe sobre Huck: quanto ganha? Como é sua vida? É bom pai? Bom  marido? Sonega impostos? E por aí vai.

FHC e Huck carregam o estandarte da nova política. Se é verdade que a velha política faliu, também é verdade que a nova política não se constituiu. No mais das vezes, é um embrulho de fórmulas vazias, de democracia tecnológica, que nada tem de real porque não tem povo, não tem as misérias do povo, não tem as tragédias do povo, não tem a desigualdade do povo, não tem o sofrimento do povo não tem a dor da periferia, não tem a dor dos pobres, não tem a dor do Nordeste, não tem a dor dos negros, não tem a dor das mulheres e não tem a dor das minorias. No mais das vezes, a nova política é uma empulhação, uma coisa de velhacos, um fru fru das classe médias bem viventes. Veja-se, por exemplo, que o RenovaBR patrocinado por Huck e outros faróis da nova política, não tem nenhuma linha acerca do combate à pobreza e à desigualdade de renda e riqueza - principal problema do Brasil. Como Tocqueville nos ensinou, não há democracia sem igualdade e  a igualdade é a substância da liberdade. E esse pessoal vem falar de democracia...

FHC, que tem um apartamento em Paris, tem a miragem de um Macron tupiniquim. Parece não notar que Huck não é nenhum Macron e que a França não é o Brasil. O PIB per capita dos franceses é quase cinco vezes maior do que o PIB per capita dos brasileiros. O Brasil está mergulhado nas tragédias da violência, da fome, da pobreza, da desigualdade, da falta de educação e de saúde, na falta de moradia, de pesquisa, de tecnologia e de cultura. Não será com um caldeirão de engomadinhos e de ricaços que enfrentará esses dramáticos problemas.  Todos sabem que se Huck vier a ser candidato e vencer, o Brasil mergulhará numa nova crise: ou governará refém de um Congresso fisiológico ou sofrerá um impeachment, pois ele não tem força política e partidária organizada. Trata-se de uma aventura.

Homens sem honra

Honra, no sentido genérico, diz respeito à conduta virtuosa, corajosa e proba que permite um elevado conceito junto à sociedade para aqueles que a têm. Max Weber, em Política como Vocação, fala em "honra do servidor público", vinculando-a à vocação e ao princípio da integridade que este deve ter, sem as quais "estaríamos ameaçados por uma corrupção avassaladora e não escaparíamos ao domínio dos filisteus". Pois bem: essa honra, Fux, Moro, Bredas, Dallagnol, os três desembargadores do TRF-4 não a têm. São os filisteus a que se refere Weber. O Brasil, país de povo pobre, está dominado por filisteus de terno e toga, que corrompem a essência da moralidade pública, pois esta teria que ter como bastião principal, como cidadela inexpugnável, o Judiciário. Mas este mostra-se apodrecido é carcomido pelos vermes que vampirizam o sangue dos brasileiros.

Luciano Huck terá que decidir se se deixará mover pelo olfato aventureiro dos oportunistas ao querer ser presidente sem nunca ter sido político, aproveitando-se das desesperanças das pessoas, ou se se recolherá para uma meditação circunspecta, sem os arroubos da arrogância e da pretensão ao comparar-se ao Ulisses da Odisséia. Se for pelo segundo caminho até poderá começar uma carreira política honesta, pleiteando, em momento oportuno, a candidatura a altos cargos. Se fizer a primeira opção, estará buscando o poder pelo seu brilho, tomado pela vaidade, pois comandar o Brasil trágico é bem diverso do que comandar um caldeirão televisivo. Se for assim, será um homem sem honra no sentido weberiando, pois não terá senso de responsabilidade.

Senso de responsabilidade, que é o senso ético da política e o senso de honra principal do homem político, do homem público, Fernando Henrique o perdeu. Fundador e presidente de honra do PSDB, trai, sem pudor, não só a Alckmin, mas ao próprio partido. Se tivesse a honra weberiana deveria dizer o seguinte: "vim até aqui com o partido, mas não posso mais seguir com ele, não acredito mais nele e parto para outra experiência". Esta seria uma postura honrada, eticamente aceitável.

Ao enveredar pelas sendas da traição, FHC desmoraliza ainda mais a política e os partidos, debilitando esses dos seres já debilitados. Neste momento de crise e de extravio do Brasil são necessários movimentos aglutinadores de forças para construir alternativas confiáveis e sólidas. Não é a hora da aventura, do salve-se quem puder, da dispersão irresponsável, do oportunismo que espreita o poder sem propósitos. Como ex-presidente e no alto da sua experiência, FHC deveria ser o conselheiro prudente da nação. Mas depois que deu o tenebroso passo contra a democracia apoiando o golpe, perdeu o senso da ética da responsabilidade, traindo o partido e querendo jogar o país nos descaminhos da aventura.

Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).
No GGN
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Luciano Huck, a piração dos liberais frívolos


As conspirações não são planejadas nos mínimos detalhes. Criam-se as condições, abre-se a garrafa e deixam os demônios à solta. Vão sendo criadas situações, que exigem ajustes de rota, muitas vezes fugindo dos planos originais.

Mesmo assim, as apostas do sistema Globo-mercado-Insper em Luciano Huck parecem ter sido pensadas desde o início do impeachment. Tudo foi feito, desde então, para a desmoralização completa da classe política, pouco importando se de cambulhada fossem jogados fora os aliados tucanos.

O alvo central sempre foi Lula, depois o PT. Mas não houve traumas maiores quando a fogueira consumiu José Serra, Aécio Neves e quando consumir Geraldo Alckmin.

Liquidada a classe política, sobrariam dois atores de massa: as celebridades televisivas e os pastores de almas. Para a estrutura de poder, juntando classe empresarial, financistas, Huck cai como uma luva, por simbolizar uma espécie de modernidade, ainda que vazia.

JK tornou-se o mais popular dos políticos de seu tempo, inclusive aceito pelo andar de cima, por simbolizar esse lado moderno brasileiro – apesar do apoio que recebia da base trabalhista. Mas seu plano de metas incendiou a imaginação dos pequenos, médios e grandes empresários. Planejar o futuro, ainda que de forma incipiente, era o grande sinal de modernidade daqueles tempos, refletido na bossa-nova, a síntese perfeita do brasileiro moderno.

Nos tempos atuais, a bandeira hasteada é a do empreendedorismo. Huck é o empreendedor nato, desde os tempos da Feiticeira e outros personagens criados, mas é apenas isso. Pertence à geração dos jovens bilionários, os amigos de Aécio Neves, o político que levou a sofisticação do mercado aos negócios públicos.

Aliás, é necessário ainda decifrar esse fenômeno dos modernos coronéis. Em vez dos sistemas tradicionais de usufruto, novas práticas casadas com pretensos modelos modernizadores de gestão. Estão nesse grupo Marconi Perillo, Beto Richa, antes deles Aécio Neves e Eduardo Campos e o mais perigoso deles, Paulo Hartung.

Por tudo isso, é possível que Luciano Huck estivesse nos planos do golpe como o grandes desfecho desde o primeiro momento. Não João Dória Júnior e seu exibicionismo vulgar, menos ainda Alckmin e seu provincianismo, mas o bom moço, o que faz o bem de dia e monta negócios à noite, inclusive em sociedade com Accioly, um dos laranjas de Aécio.

A aposta é tão pesada que nosso dileto colaborador, André Araújo, se surpreendeu com o entusiasmo despropositado de Carlos Melo, professor do INSPER, normalmente um analista sóbrio e equilibrado.

Para André, é a pior aventura que poderia acontecer com o país desde a redemocratização, endossada por nomes de quem nunca se esperaria abraçar aventuras, como Marcos Lisboa, Armínio Fraga, que nunca foram dados a fantasias.

O projeto é de uma simplicidade apavorante. Sendo popular, poderá ser eleito, principalmente se o Judiciário cumprir com sua parte nesse latifúndio, prendendo e/ou impedindo Lula de se candidatar. Huck será um mero laranja, sem nenhuma experiência e nenhuma inserção política.

Por trás dele, haverá os manejadores, como Armínio Fraga e Paulo Hartung, provavelmente executando uma plataforma ultraliberal, “que fará o governo FHC parecer um governo nacionalista”, supõe André.

Diz ele: “Nos meus  mais de 70 anos nunca pensei ver o meu Pais submetido a uma palhaçada politica com apoio de alguns brasileiros alienados e frívolos. Pensar que o Brasil FOI um dos BRICS em um certo momento,  um dos países lideres entre os  grandes emergentes. Hoje Russia, China e Índia devem estar rindo de nós, deixamos de ser um Pais para ser um circo mambembe”.

A tentativa de comparar Huck ao ex-cowboy Ronaldo Reagan é indevida. Reagan era do meio artístico, mas foi por 30 anos presidente do poderoso Sindicato dos Atores e duas vezes governador da California antes de se aventurar à presidência.

É curioso que, quando Lula eleito, muitas vezes se usou a imagem do PRI mexicano como ameaça, o pacto político que juntou crime organizado, poderes Judiciário e Legislativo e a classe política mais corrupta das Américas.

Hoje se caminha a passos largos para institucionalizar um PRI brasileiro, sem povo e sem votos, mas com todos os vícios do modelo mexicano.

Luís Nassif
No GGN
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O jato de Huck, a lei e a ética jornalística


A Folha, afinal, reproduziu a informação, publicada aqui, de que Luciano Huck recebeu um financiamento, a 3% ao ano, para a compra de seu jato particular (o nome é esse, sem rodeios) através do BNDES.

Fez com o devido crédito ao Tijolaço, embora, diferente do que se faz aqui, quando a notícia é da Folha, sem o link para a informação original.

É a matéria mais lida do site do jornal, mas o título original – “Huck usou empréstimo de R$ 17,7 mi do BNDES para comprar jatinho” -foi  substituído, na capa, por “Empresa de Huck emprestou R$ 17,7 mi do BNDES para comprar avião”.

Emprestou?

Pau que dá em Chico  pode acariciar Francisco, como se vê. Ou, pra usar o slogan daquela rádio: ” em 20 minutos tudo pode mudar”

Mas isto é assunto para aulas de jornalismo comparado que, lamentavelmente, se tornaram assunto de primeira linha.

As “defesas” de Huck centram-se em dois pontos: não é ilegal e foi concedido durante o governo Dilma Rousseff.

Ambas passam longe do questionamento essencial: o ético. Porque, desde a notícia postada ontem, não se acusa o apresentador de qualquer ilegalidade, mas pela imoralidade de ter usado uma linha de fomento a atividade empresarial para financiar um veículo particular – como  o meu carro ou o seu, com uma “cobertura” empresarial.

Meu Ford Fiesta 1.0 não está no nome do Blog Tijolaço Comunicação e não é, portanto, despesa operacional para efeitos fiscais. Não creio que um Phenom 500, de dez lugares, o deva ser.

Se a empresa Lils , do ex-presidente Lula. tivesse comprado os famosos pedalinhos, isso poderia ser legal, mas seria escandaloso.

Com Huck, não é.

Ou os outros jornais, menos pudicos que a Folha, estariam reproduzindo agora o que parece ser imoral.

A Brisair comprar o Phenom, com dinheiro subsidiado, não é?

Não é o mesmo que um caminhoneiro comprar um Scania para transportar soja.

A “defesa” de que foram centenas de milhares de contratos do Finame  é uma furada. Os pequenos empresários são gratos ao BNDES, o crédito mais barato que têm, mas não podem pegar senão uma migalha do que Huck pegou.

Nunca sugeri que Huck deveria ser entregue a Sérgio Moro, embora ele receba da Petrobras por merchandising.

A fugaz menção na Folha não me orgulha, me envergonha.

Porque o fato é, escancaradamente, minimizado.

Os 40 anos desde que, como estagiário de O Globo, sentei diante de uma máquina de escrever, me fizeram amar os fatos.

Mesmo que isso me traga riscos e , até, certezas, de que não terei o direito de exercer a a minha profissão, senão por este caminho da independência,

O fato é fato quando é fato, ainda que abrandado em palavras de algodão.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Globo esconde Temer Vampiro da Tuiuti

Mau Dia não viu o Vampirão


Por Mauricio Stycer, no UOL:

Desfile recheado de críticas à política constrange narradores da Globo

A Paraíso da Tuiuti passou pelo Sambódromo, neste domingo (11), com um desfile de forte crítica social e política. O tema principal, expresso no título do samba, “Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?”, era a ideia de que a exploração dos escravos prossegue, de outras formas, nos dias atuais.

Na parte final do desfile, um carro trazia, no alto, um homem com a faixa presidencial, intitulado “vampiro neoliberalista” – uma alusão crítica ao presidente Michel Temer. Uma ala, chamada “Manifestoches”, com passistas fantasiados de patos, sugeria que manifestantes foram fantoches em protestos políticos. Outra ala lembrava do trabalho informal, numa referência explícita à reforma trabalhista.

Do camarote da Globo, onde narrava o desfile, Fátima Bernardes, Alex Escobar e Milton Cunha reagiram com comedimento ao surpreendente protesto, como se estivessem constrangidos. (...) O constrangimento se repetiu diante da crítica ao presidente. “O vampirão”, disse Milton. Alex Escobar apenas riu. E Fátima observou: “É o regime de exploração nos mais diversos níveis”. Um pouco depois, Escobar disse o que todos viam: “Tá com a faixa de presidente esse vampiro”.

(...) Encerrado o desfile, o camarote da Globo recebeu vários participantes do desfile da Tuiuti – mas nem o vampiro, nem os “manifestoches” foram assunto das entrevistas.

No CAf


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Bokinha: Se prenderem o Lula...


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