13 de jan. de 2018

De mantos, fardas e togas

A humanidade sempre se utilizou de peças de vestuário para simbolizar especialidades profissionais. É até mesmo uma dignificação para quem as verga. O capelo de formatura, por exemplo, transmite imediata impressão de encimar uma mente que adquiriu conhecimentos específicos.

“O hábito não faz o monge” – como se diz. Mas impossível fugir a primeira impressão de que se esteja diante de uma pessoa que desenvolveu louváveis e úteis saberes, mesmo que apenas enfeite a cabeça de um boçal.

O fato é que se o hábito não faz o monge, diz muito da instituição que por ele é representada. Um sarjão surrado sobre pés calçados por puídas sandálias de couro, por exemplo, por mais grosseiro e miserável que aparente, sempre reportará aos mais dignos exemplos da história da Igreja Católica, evocando a lembrança de São Francisco de Assis. No entanto, nem mesmo os mais corruptos dos Papas, nem o que foi conivente com o nazi-fascismo, gostaria de seu manto papal ser comparado ao do Alexandre VI.

Se possível à Igreja, a todos seus vigários, bispos e cardeais; o nome de Rodrigo Bórgia, ou Roderico de Borja como na Espanha foi registrado o Papa Alexandre VI, seria apagado da História. A própria Espanha muito desejou que isso ocorresse, mas a História é inexorável e assim como não olvida o manto de um Francisco de Assis, também não perdoa as mais brilhantes coroas como a que por 11 anos ostentou aquele que foi apontado como o antipapa e até mesmo o anticristo.

Foi o ducentésimo décimo quarto Papa da Igreja Católica, mas 5 séculos depois o ditador Francisco Franco mandou executar um jornalista espanhol que o comparou ao corrupto e sanguinário patrício do século XV que praticava sexo com a própria filha, a infeliz e igualmente terrível Lucrécia Bórgia.

E qual o político ou militar espanhol ou de qualquer parte do mundo que se sentiria lisonjeado se comparado ao tirano Francisco Franco? Outro militar e tirano, Augusto Pinochet, admirava o generalíssimo espanhol, mas qual instituição militar do mundo civilizado de hoje aceitaria ser exemplificada por tão indigna memória?

No Brasil ainda há boçais que enaltecem torturadores do tempo da ditadura, mas se raros entre os militares brasileiros, qual militar de qualquer parte do mundo haverá de querer que sua farda seja confundida com as dos generais Iwane Matsui e Hisao Tani, os “açougueiros de Nanquim” ou a do comandante da SS, Heinrich Himmler?

Costuma-se acreditar que a História absolva os vencedores, mas isso não é verdade. Incógnitos para quem desconhece a crueldade militar dos modernos impérios, há nomes de vencedores que envergonham até mesmo os civis de suas pátrias, como ocorre com estadunidenses e britânicos que execram a memória do marechal do ar Sir Arthur Harris e do general da Força Área Americana Curtis LeMay, por campanhas em territórios exclusivamente civis da Alemanha e do Japão. O próprio Curtis LaMay reconheceu após a II Gerra: “Suponho que se tivéssemos perdido, eu seria julgado como um criminoso de guerra”.

Doa ou não doa à própria consciência, a maior vítima dos crimes contra os códigos éticos que definem o exercício de cada função social, sempre é a instituição representada pela simbologia do vestuário.

De estudante de direito a Ministro de Suprema Corte, ao se espelhar em sua beca todo integrante das tantas instâncias e instituições do sistema jurídico, quer se enxergar um Rui Barbosa. E nenhum, por mais cínico, consegue esconder uma sensação de mal estar ao lembrar que algum dia alguém aventou impossível literatura que permita condenações sem provas. Afinal, se isso fosse verdade não haveria sentido algum em se estudar direito ou sequer na existência de alguma função ou literatura judiciária!

E se faltar com a verdade em suas funções é mancha indelével para a história de qualquer instituição, que se poderá dizer daquelas cujas funções e ferramentas de trabalho são intrinsicamente fundamentadas na Verdade?

Daí que apesar da Ministra da Justiça da Alemanha já nos haver qualificado como “país de outro mundo”, até o próximo dia 24 no Brasil e no mundo inteiro se pergunta o que será de nossas togas?

Ainda que negras, entrarão para a História imaculadas como o jaleco de um Adib Jatene? Ou serão tão enxovalhadas quanto o do Roger Abdelmassih?

Tiranos e servis podem atravancar nossos sonhos.
Mas nada podem contra nosso desejo.
DESEJE!

Raul Longo
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Não se vai julgar um crime, mas uma candidatura


O advogado de Lula, Cristiano Zanin, diz ao UOL  que “ a Justiça não pode levar em conta, em um processo criminal, se um réu disputará ou não eleições”, dizendo que espera um julgamento justo, como o que seria devido a qualquer pessoa.

O doutor estaria certo se não fosse um pequeno detalhe.

Se Lula não fosse alguém capaz de disputar e vencer eleições presidenciais, nem sequer teria sido julgado em 1ª instância, menos ainda em Curitiba e, claro, nem estaria sendo submetido a uma corte de desembargadores.

Simplesmente, não haveria processo por falta de materialidade do suposto crime. Não há um mísero papel que indique posse ou propriedade – ainda que futura – do tal triplex, não há provas de seu uso, mesmo eventual e nem mesmo alguém diz ter prometido o apartamento a ele, nem mesmo o delator Léo Pinheiro, que, depois de meses encarcerado, acabou por dizer “ter sabido” que o imóvel estaria “reservado”. Não diz por quem soube nem como seria essa reserva, claro.

Mas, fique claro, nem isso existia quando do acolhimento da ação por Sérgio Moro.  Não havia nada, nem sequer a tardia alegação do empreiteiro. Tudo o que se alegava é que, por ter ido visitar o apartamento, o imóvel seria para Lula, acusação feita por aqueles histriônicos promotores paulistas e que foi fatiada para mandar Lula a Sérgio Moro. Isto é, ao “matadouro”. Todos os outros acusado foram absolvidos, por inconsistência da denúncia.

Lula foi, pois, processado com um resultado certo, ao qual tudo foi ajustado.

Como o crime de corrupção é o de “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida” e Lula não solicitou (não há menção a isso no processo) e nem recebeu – o triplex segue sendo da OAS e até está penhorado por dívidas da empresa no DF – vantagem alguma, sobrou o finzinho do artigo: “aceitar promessa de tal vantagem”.

E como Lula aceitou? Porque foi ver? Não poderia, já que possui, legalmente, cotas do condomínio? Fez algum contrato com a OAS para “compensar”, ao menos contabilmente, a diferença entre as cotas que tinha e um apartamento maior? Pegou as chaves para experimentar o “cafofo”? Fez uma “visita secreta” ao apartamento com sete ou oito pessoas observando o “segredo”?

Ah, sim: para “lacrar” a corrupção, cria-se um “ato de ofício”representado por uma “caixinha” formada com sobrepreços em contratos da Petrobras de onde teriam vindo os recursos para bancar obras no triplex, algo tão vago que nem mesmo Sérgio Moro, na sentença, consegue afirmar que foi daí que veio o dinheiro, apenas que deve ter sido.

Qualquer advogado, promotor ou juiz sabe que, com o que se tem ali, ninguém vira sequer réu, quanto mais condenado.

Portanto, o processo só existe e teve este desfecho porque Lula é um potencial candidato a Presidente, não por outra coisa.

Assim, é um processo político, com um julgamento político.

Quem estará sendo julgado no dia 24 não é o cidadão comum Luís Inácio Lula da Silva, mas o candidato Lula, isto é claro como água.

E o resultado do julgamento, aquele que importa de verdade, é a sua inelegibilidade, não a pena, que pode até ser reduzida para aplacar o descontentamento com a manutenção da sentença de Moro.

“A  Justiça não pode levar em conta, em um processo criminal, se um réu disputará ou não eleições”, diz o advogado de Lula. Engano, doutor, é só isso que ela levará em conta.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Presidente do STJ toma decisão favorável a ela mesma e evita pagar imposto

Alguns ministros do STJ recebem um abono e não pagam o imposto, enquanto o tribunal vem sucessivamente mandando que outros servidores paguem à Receita. Laurita Vaz admitiu ao BuzzFeed News que não poderia julgar o caso.


A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, tomou uma decisão que na prática beneficia ela mesma em um processo para não pagar imposto de renda sobre um benefício dado a magistrados. Em outros julgamentos, o próprio tribunal já havia decidido a obrigatoriedade da cobrança do imposto.

Ao ser questionada pelo BuzzFeed News, a presidente do STJ admitiu que não poderia atuar no caso e anunciou nesta sexta (12) que vai anular a sua decisão no processo.

A decisão dela negou um recurso e manteve o entendimento de instâncias inferiores para não recolher imposto sobre um benefício que ela recebe, chamado "abono permanência".

Hoje, o STJ vive uma situação ambígua: alguns de seus ministros recebem esse abono e não pagam o imposto, enquanto o tribunal vem sucessivamente mandando que outros servidores paguem à Receita.

Laurita é uma das centenas de magistrados no Brasil que recorreram à Justiça para não pagar imposto de renda sobre o abono de permanência. No caso dela, todo mês são cerca de R$ 3,5 mil de abono, além do salário de R$ 32 mil. Houve um mês em que o valor do abono chegou a R$ 7 mil.

Na ponta do lápis, a isenção pode representar um benefício de R$ 1 mil por mês. De acordo com o simular da Receita, o imposto subiria de algo como R$ 6,9 mil para R$ 7,9 mil. Esse valor, obviamente, muda para cada pessoa em razão de ter dependentes e outras variáveis usadas no cálculo.

O fato é que esse valor foi suficiente para motivar a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) a entrar com duas ações, em nome de centenas de associados, para não pagar esse imposto.

No caso de Laurita, tudo começou em 2009, quando ela assinou um documento em que autorizava a associação a entrar com um processo na Justiça em nome dela.

Este é o documento.

Acontece que, em 2010, o STJ decidiu que, sim, o imposto tem que ser pago. Não foi uma decisão qualquer. Era no chamado “recurso repetitivo”, que é quando o caso vale como referência para outros - e vem sendo seguido no STJ ao longo dos anos, inclusive em 2017.

Apesar desse entendimento do STJ, a Ajufe ganhou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que é uma instância abaixo. Em nome do governo, quem atua é a Procuradoria da Fazenda. A reação dos procuradores foi recorrer ao STJ.

O argumento do recurso era simples: bastava seguir o próprio entendimento do STJ, que é um tribunal superior, derrubar a decisão do TRF-1 e mandar pagar imposto de renda.

Toda essa tramitação demorou até março de 2017. Foi quando o STJ se manifestou sobre o pedido da procuradoria.

O despacho foi da ministra Laurita Vaz.

Sim, a mesma que estava representada no processo pela Ajufe.

Na decisão, ela até cita o entendimento do STJ, favorável ao pagamento de imposto.


Mas, mesmo assim, ela rejeitou o recurso da procuradoria. Foi a chamada "decisão processual", que é quando o juiz não entra no mérito da causa e decide por motivos técnicos. No caso, ela disse que havia questões constitucionais e, portanto, caberia ao Supremo Tribunal Federal.

Na prática, o efeito disso foi manter a decisão que era favorável a ela.

A procuradoria, de novo, recorreu.

Em junho de 2017, o processo foi redistribuído. Dessa vez, para o ministro Francisco Falcão…

...que também assina o mesmo processo como um dos defendidos pela Ajufe e interessados na causa.


Agora, segundo a assessoria de Laurita, a decisão dela será anulada e o caso redistribuído. Falcão não tinha ainda tomado nenhuma decisão no processo.

Os beneficiados

Esse é o segundo processo em que juízes e ministros entram na Justiça para não pagar imposto. O primeiro é de 2008 e também tem decisões das instâncias inferiores pelo não pagamento do imposto — e, portanto, contrário ao entendimento do STJ. Mas esse processo está parado no TRF desde 2014 e não chegou ao tribunal superior.

Nesse processo, mais antigo, o STJ reconheceu internamente que não recolher o imposto contrariava a decisão da corte. Mesmo assim, considerou regular o não pagamento.


Nas duas ações, 10 dos 33 ministros do STJ figuram como representados pela Ajufe. Alguns deles eram juízes federais que depois chegaram ao cargo de ministro.

O portal da Transparência coloca todos esses dez ministros como beneficiários do “abono de permanência”, mas não informa sobre incidência de imposto sobre esse valor.

Esta lista, de 2008, mostra dois ministros que estão na ativa e que não pagam imposto, justamente em razão do processo na Justiça.


As planilhas da Transparência dão pistas de que o total de ministros que não pagam o imposto é de pelo menos 13, incluindo os dois ministros da tabela de 2008. É o que aconteceu em novembro do ano passado. Eles receberam o mesmo salário, décimo-terceiro e auxílio que outros cinco colegas de corte. A única diferença foi justamente o abono. Mas todos pagaram o mesmo imposto de renda.

A assessoria do STJ não forneceu os nomes de quem, entre os ministros beneficiados pelo abono, paga e não paga imposto.

Ao contrário dos citados nos processos da Ajufe, há outros ministros que recebem o abono e pagam o imposto justamente em razão de não figurarem nessas ações.

Como é para os outros servidores

O abono é uma espécie de benefício para servidores que poderiam estar aposentados e seguem trabalhando. Assim, um ministro que paga R$ 3,5 mil para o INSS recebe o mesmo valor em seu salário.

O entendimento do STJ é de que essa verba é legal, mas que é preciso pagar imposto de renda. Além do julgamento de 2010, a própria corte decidiu assim recentemente. Foi assim, por exemplo, em agosto de 2017.
"A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp. 1.192.556/PE (Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, DJe 6.9.2010) firmou o entendimento de que se sujeitam à incidência do Imposto de Renda os rendimentos recebidos a título de abono de permanência. Agravo Regimental da Contribuinte desprovido".
Já a decisão que isenta o imposto vai no sentido contrário. Entende que esse abono é uma “indenização” para aqueles que continuam trabalhando e, por isso, não é renda e não cabe imposto.

Essa é um dos argumentos da Ajufe, em nome dos ministros.


Em nota, a Procuradoria da Fazenda disse que pretende fazer valer o entendimento do STJ, para que o imposto volte a ser pago. Além disso, disse que cobrará os valores que não foram recolhidos.

A ministra Laurita Vaz ainda anunciou que vai declarar impedida. "Em relação ao Resp 1658682/DF, a presidente do STJ, Laurita Vaz, decidiu anular a decisão que negou provimento ao recurso especial impetrado pela Fazenda Nacional, declarando seu impedimento, nos termos do art. 144, inciso IV, do NCPC. O processo será redistribuído para o substituto legal.”

Filipe Coutinho
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Julgamento de Lula deve ser suspenso já


Pela segunda vez em menos de um ano, surgem provas irrefutáveis de que a denúncia do triplex contra Lula não tem consistência jurídica e deveria ser abandonada por falta de provas. 

Em junho de 2017, a defesa de Lula que demonstrou um contrato de "cessão fiduciária de direitos creditórios" entre a OAS e a Caixa Econômica. Ali se demonstra que o imóvel 16-A do edifício Solaris fora cedido pela OAS numa operação de debêntures. Até poderia ser negociado pela Caixa, desde que a OAS, sua legítima proprietária, desse autorização. Incluída nas alegações finais pela defesa, a descoberta foi desconsiderada por Sérgio Moro. Agora, a juíza Luciana de Oliveira, titular de um processo que tramita na Segunda Vara de Execução e títulos do Distrito Federal, em Brasília, chegou a mesma conclusão.

Uma busca em cartórios em torno de bens da OAS, indispensáveis para a empresa enfrentar um processo de falência movido por empresários da cidade, mostrou que o 16-A faz parte do patrimônio da construtora. Em sua sentença, a juíza Luciana de Oliveira determinou, numa decisão irretocável nesses casos, que o imóvel seja penhorado em favor dos empresários de Brasília, numa segunda demonstração de que o ponto central da denuncia que levou Lula a ser condenado a 9 anos e meio de prisão — enfrentando o risco de ser impedido de disputar a presidência da República — não tem fundamento jurídico algum.

Uma descoberta desse valor, a onze dias para o 24 de janeiro, quando o TRF-4 se reúne para julgar a decisão de Sérgio Moro, não pode ser ignorada por ninguém -- muito menos pelos três desembargadores que irão examinar o recurso apresentado pela defesa de Lula. Se o contrato de "cessão fiduciária de direitos creditórios" já criava uma situação de constrangimento, a sentença da juíza Luciana de Oliveira cria uma situação inacreditável. Abre a possibilidade absurda de se condenar Lula em função de um apartamento que será entregue pela OAS a terceiros — uma demonstração cabal que o imóvel não lhe pertence. Mais grave ainda. Estamos falando, agora, de uma sentença judicial, numa primeira instância — a mesma de Sérgio Moro — com base em documentos oficiais. Não há dúvida de que essa decisão cria aquilo que os juristas chamam de "fato superveniente", que se sobrepõe ao que foi apurado e denunciado até aqui. A resposta coerente, num caso como este, é a suspensão do julgamento de 24 de janeiro, até que tudo possa ser esclarecido, caso apareçam recursos contestando a decisão da Juíza Luciana de Oliveira, o que é pouco provável. Caso se apresente recurso, o que depende do interesse das partes, o local adequado para exame é o Tribunal de Justiça do Distrito Federal — e não o TRF-4. 

Alguma dúvida? Sim. Estamos num processo que há muito tempo deixou de ser jurídico, tornando-se uma batalha política na qual interesses externos passaram a ter um papel determinante na tomada de decisões. Mesmo coerente com aquilo que está nos autos, toda decisão de suspender o julgamento implica numa derrota tremenda da Lava Jato e Sérgio Moro, e teria um impacto obvio num calendário destinado a afastar Lula, de qualquer maneira, da campanha presidencial de 2018. 

Contra as pressões políticas, que teriam um caráter mais do que escandaloso, resta uma questão difícil de atravessar. Não se imagina um país onde o judiciário contraria o judiciário.

"Há fato novo, incontestável, que se impõe, "afirma o professor de Direito Luiz Moreira, que foi membro do Conselho Nacional do Ministério Público por dois mandatos. "A tese da defesa de Lula, de que ele não é proprietário do apartamento, foi tornada oficial pelo Judiciário da União, de modo que não resta outra saída aos desembargadores federais senão absolverem Lula, ou no mínimo, suspender o julgamento. E por que? Porque o triplex nunca foi de Lula, sempre foi da OAS, pois o Judiciário da União acaba de determinar que seja utilizado pela OAS para pagar dívidas.

Paulo Moreira Leite
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Quem é Luciano Huck?


A Folha formou uma vasta equipe de repórteres (é só ver o rodízio de nomes nas reportagens) para investigar a vida de Jair Bolsonaro.

É um mutirão pesado que já denunciou o enriquecimento da família (R$ 15 milhões em imóveis), o recebimento de verba do auxílio-moradia mesmo tendo imóvel em Brasília e a contratação de uma assessora fantasma.

Farão o mesmo com Luciano Huck, começando também pela área imobiliária? Farão uma investigação sobre a casa de Angra que motivou um processo e uma condenação na Justiça por dano ambiental?

Dirão que Huck não ocupa cargo público. Não é desculpa. Candidatos ou pré-candidatos devem ter suas vidas escrutinadas pela imprensa, sem escolhas seletivas.

Huck pede há muito tempo uma boa reportagem sobre a coerência entre o que diz na TV, como ‘amigo’ dos pobres, do ambiente e do que é certo e o que faz de fato na vida real.

Quem é o Huck da representação, que bebe água da torneira nas vilas, e quem é o Huck que destrói ambientes para ampliar os espaços da mansão? O que há de autêntico nesse sujeito estranho, que se dedica a sortear a felicidade com patrocínios milionários?

A Folha pode começar a montar a equipe para investigar Huck, como fez com Lula (descobriu o barco de lata e os pedalinhos) e como tentou (e não conseguiu nada) com Dilma.

Todos queremos saber quem é de fato Luciano Huck, o amigão de Aécio que abandonou o parceiro logo depois das primeiras notícias sobre as malas.

O ogro Bolsonaro todo mundo sabe quem é. Mas quem é esse bacana que a Globo e o pato colocaram de novo na corrida à presidência? Quem são seus sócios?

Vamos lá. O jornalismo não pode ficar só com as barbadas. E Bolsonaro, convenhamos, era uma barbada.

Moisés Mendes
No Esquerda Caviar
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“Porão do Dops” devia sambar na cadeia!

O Jornal do Brasil informa que “o Ministério Público de São Paulo investiga um bloco de Carnaval, programado para desfilar no dia 10 de fevereiro, que faz apologia à ditadura e tem o nome de ‘Porão do Dops’, em alusão ao extinto Departamento de Ordem Política e Social, acusado de promover sessões de tortura no regime militar do Brasil. O evento está sendo divulgado pela página do Facebook ‘Direita São Paulo’ e traz no convite a imagem do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, morto em 2015 e ex-chefe do DOI-CODI, um dos centros de tortura”. O convite macabro e a ficha corrida da seita fascista justificam a decisão do MPSP. Mais do que isto: justificariam enviar os “sambistas” aloprados para desfilar na cadeia!

O grupelho “Direita São Paulo” ganhou projeção na cavalgada golpista que resultou no impeachment de Dilma Rousseff e na chegada ao poder da quadrilha de Michel Temer. No seu extremismo doentio, pedia intervenção militar e a volta da ditadura. Na sequência, ele passou a fazer pregação da censura e da chamada “escola sem partido” e tornou-se um ativo participante da campanha presidencial do fascista Jair Bolsonaro. Na descrição do bloco, a seita rosna: “Se você é anticomunista, não pode perder! Venham à caça, soldados!”. O convite diz que “haverá cerveja, carne e marchinhas opressoras” e apresenta algumas paródias: “Você pensa que bandido é gente/ bandido não é gente não/ bandido bom tá descansando/ deitado em um caixão”.

A provocação do grupelho fascista já gerou reações na sociedade. A vereadora Sâmia Bomfim (PSOL) já anunciou que tomará medidas contra o bloco. “Não há nada de engraçado nisso. Tampouco isto tem a ver com carnaval. Nossa legislação é clara em definir como crime a apologia à tortura e a incitação à violência. Sou membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e, junto à minha equipe jurídica, vou tomar as medidas contra esse evento bizarro, essa atrocidade, essa provocação contra a cidade de São Paulo que meia dúzia de reacionários estão querendo fazer, justamente, em meio ao carnaval”.

O dono do restaurante na Lapa onde estava marcada a “concentração” da seita também reagiu em comunicado à sociedade: “A todos os clientes e amigos, não sediaremos qualquer evento político em nosso estabelecimento. A nossa primeira missão é servir bem a comunidade, e quando a comunidade não está bem, nós também não estamos. Pedimos desculpas a todos. O evento foi cancelado e todas as providências já foram tomadas. Não apoiamos a violência, o preconceito ou quaisquer outras condutas relativas em nosso estabelecimento. Novamente pedimos desculpas pelo nosso erro”.

Em tempo: Recentemente, na Alemanha, a polícia prendeu vários malucos que faziam saudações nazistas e discursos de ódio e de violência contra os imigrantes. Em algumas localidades, os trogloditas inclusive levaram uns safanões de populares. Caso não dê para manter o bloco “Porão do Dops”, os fascistas nativos poderiam montar um outro na Alemanha – “Campos de concentração do Hitler” – para ver o que é bom para a tosse!

Altamiro Borges
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La incidencia del catolicismo en la vida de chilenos y peruanos

El catolicismo ha irradiado su influencia en la vida del pueblo americano desde la conquista, además de sus doctrinas espirituales, sus posiciones han determinado la política de gran parte de los Gobiernos del continente.

Para el pueblo peruano esta será la tercera visita papal, en 1985 y 1988 el papa Juan Pablo II había visitado el país.

La iglesia católica ha tenido una posición predominante en la espiritualidad de los pueblos de América Latina, desde su implantación con la conquista del continente por parte de los españoles, el catolicismo ha mantenido una estrecha relación con las estructuras de poder temporal. 

Recientemente la iglesia a tenido que reinventarse y adaptarse a los cambios que se han generado en la sociedad contemporánea, sin embargo sus dogmas siguen estableciendo la pauta en las políticas de los sectores conservadores que se han hecho lugar en los espacios de poder de los Estados latinoamericanos. 

La doctrina católica en Chile

El catolicismo tiene un amplio espectro de influencia en Chile, según las estadísticas, la población que se reconoce católica en el país asciende al menos a un 69,95 por ciento de la población de 15 o más años de edad.

Aunque durante las últimas décadas la iglesia católica ha perdido la fuerte popularidad de tiempos pasados, ante la visita que el papa Francisco realizará entre el 15 y 18 de enero a las ciudades de Santiago, Temuco e Iquique, se ha generado una gran expectativa.

Esta no es la primera vez que el sumo pontífice visita el territorio chileno, ya en 1987 el papa Juan Pablo II había realizado una visita de 6 días en los últimos años del Gobierno dictatorial de Augusto Pinochet. 

 
Foto: EFE

El credo de la iglesia católica incide en la vida espiritual y política del pueblo chileno, con una abierta oposición al aborto, al matrimonio homosexual, a la eutanasia y al uso de métodos anticonceptivos, la jerarquía eclesiástica ha irradiado su dogmas conservadores en temas de importancia para la vida cotidiana en Chile.

En cuanto a la visita papal, el sacerdote jesuita Felipe Berríos se manifestó indicando que "...la Iglesia Católica chilena está muy alejada de la gente, tremendamente cuestionada y con una jerarquía que no llega a los fieles. Se han acabado las comunidades de base y la pastoral se organizó en torno a grupos religiosos conservadores". 

Berrios también resaltó la pérdida de la fe en algunos sectores de la población chilena debido a los escándalos de abuso sexual en los que se han visto involucrados algunos representantes de la iglesia en Chile.

Visita papal al Perú 

La visita de Francisco al Perú está prevista para las fechas comprendidas entre el 18 y 21 de enero, está estimado que al menos  1,2 millones de personas asistan a la cita con el máximo representante de la iglesia católica.

La influencia del catolicismo en el Perú está firmemente arraigada desde la época colonial, sus instituciones han intervenido de manera directa e indirecta en el devenir histórico del pueblo peruano, la relación del poder temporal con la iglesia ha determinado en gran medida que un alto porcentaje de peruanos tenga tendencias conservadoras respecto a su propia realidad.

Esta visita tendrá lugar en un país que alcanza altas cotas de violencia contra la mujer, además de la compleja realidad social y política en la que se encuentra el país a la llegada del papa. 

Aunque Perú constitucionalmente es un Estado laico desde 1980, el país financia las actividades de la iglesia católica y le proporciona las facilidades necesarias para que pueda desempeñar sus funciones. 

Esta es la tercera visita de un papa a los territorios peruanos, ya el papa Juan Pablo II había visitado en dos ocasiones a Perú, la primera en 1985 y la segunda en 1988.

No teleSUR
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Oprah Winfrey para Presidente dos EUA: será que perdemos a noção?


Será que perdemos a noção da realidade?

Na noite do último domingo, a hashtag #Oprah2020 ficou entre as mais usadas nas redes sociais, depois que Oprah Winfrey — famosa apresentadora de TV americana — fez um discurso inflamado na cerimônia de premiação do Globo de Ouro contra a misoginia e o racismo. Embora Oprah já tenha descartado a possibilidade de se candidatar a um cargo político no passado, seu companheiro de longa data, Stedman Graham, disse esses dias ao jornal Los Angeles Times que “ela se candidataria com certeza”. Segundo a CNN, Oprah estaria “pensando seriamente” em se candidatar à presidência dos Estados Unidos.

Será que quem compartilha a hashtag #Oprah2020 está mesmo falando sério? As  pessoas realmente acham que a ex-apresentadora de programa de auditório e magnata da mídia é uma candidata viável ou adequada para enfrentar Donald Trump — outra celebridade bilionária — daqui a três anos? “Não sei se Oprah seria uma boa candidata ou presidente”, publicou no Twitter o ex-redator de discursos de Barack Obama, Jon Favreau. “Mas descartar a possibilidade só porque Trump é uma celebridade me parece besteira”, escreveu.

Será mesmo? Tenho idade suficiente para lembrar da época em que a esquerda americana valorizava coisas como experiência, qualificações e sensatez; que os democratas zombavam da possibilidade de Trump — um ex-participante de reality show e empresário do ramo imobiliário que não sabia a diferença entre o Hamas e o Hezbollah — se candidatar à presidência.

Durante a campanha, Trump foi descrito pelo ex-presidente Obama como um candidato “singularmente incompetente”, sem “conhecimentos básicos” e “lamentavelmente despreparado” para o mais alto cargo dos EUA. Sobre Hillary Clinton, o ex-presidente afirmou: “Nenhum homem ou mulher está mais capacitado para assumir a presidência dos Estados Unidos.”

WASHINGTON, DC - NOVEMBER 20:  U.S. President Barack Obama awards the Presidential Medal of Freedom to Oprah Winfrey in the East Room at the White House on November 20, 2013 in Washington, DC. The Presidential Medal of Freedom is the nation's highest civilian honor, presented to individuals who have made meritorious contributions to the security or national interests of the United States, to world peace, or to cultural or other significant public or private endeavors. Also pictured is Mario Molina (L). (Photo by Win McNamee/Getty Images)
Presidente Barack Obama entrega a Medalha Presidencial da Liberdade a Oprah Winfrey no Salão Leste da Casa Branca, no dia 20 de novembro de 2013, em Washington.
Foto: Win McNamee/Getty Images

Clinton também qualificou Trump de “totalmente despreparado”, e um editorial do New York Times intitulado “Por que Donald Trump não deve ser presidente” afirmava que o candidato republicano “não tinha nenhuma experiência em segurança nacional”. Três dias depois da eleição, o portal Vox publicou a seguinte manchete: “Donald Trump é o primeiro presidente dos EUA sem nenhuma experiência política ou militar.”

Querido Partido Democrata, querida esquerda, querem saber de uma coisa? Oprah Winfrey seria a segunda. Será que é isso mesmo que os americanos querem? É isso mesmo de que o país precisa? De mais uma celebridade desinformada de posse dos códigos de lançamento de nossas ogivas nucleares? De mais uma magnata que não gosta de pagar impostos administrando a economia? Não seria muita hipocrisia por parte dos democratas apresentar uma candidata despreparada e inexperiente para as eleições de 2020 depois de tudo o que disseram sobre Trump em 2016?

É verdade que Oprah não é nenhuma narcisista doentia ou racista. Ela não tem ligação com o movimento nacionalista branco, não é acusada de conluio com uma potência estrangeira e nunca foi flagrada admitindo ter cometido assédio sexual. Oprah seria uma chefe de Estado infinitamente superior, mais inteligente e mais estável do que Trump em todos os sentidos. Mas, convenhamos, não é difícil ser superior a Trump.

Concordo com Christina Wilkie, da CNBC, uma rara voz dissidente, que publicou no Twitter: “Adoro ver a Oprah dizendo coisas inspiradoras na TV. Mas também adoro ver pessoas com experiência política sendo eleitas para a presidência.”

“E quanto a Ronald Reagan, que foi ator de Hollywood?”, diriam os defensores de Oprah. A diferença é que Reagan já havia governado a Califórnia duas vezes antes de se candidatar à presidência. Obama, que também foi acusado de ser um peso-leve na política, era senador, ex-professor de Direito Constitucional e autor de dois livros influentes sobre a política americana. Até o ignorante George W. Bush já havia vencido duas eleições para governador do Texas antes de se lançar à Casa Branca no ano 2000.

Antes de Trump, os únicos presidentes que nunca haviam exercido cargos públicos antes de eleitos foram Zachary Taylor, Ulysses S. Grant e Dwight Eisenhower. O primeiro venceu a Guerra entre Estados Unidos e México em meados do século XIX; o segundo, a Guerra Civil; o terceiro, a Segunda Guerra Mundial.

Será que Oprah tem algo comparável no currículo? Será que se emocionar na TV e distribuir carros de presente — duas coisas que certamente devem ter ajudado a construir seu império midiático — podem substituir a experiência política ou militar? O nível da nossa cultura política está mesmo tão baixo assim?

MEYERTON, HENLEY ON KLIP - JANUARY 14:  Oprah Winfrey poses with the Graduates at the inaugural graduation of the class of 2011 at Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls on January 14, 2012 in Henley on Klip, South Africa.  (Photo by Michelly Rall/Getty Images)
Oprah Winfrey posa para foto durante formatura da turma de 2011 da Academia de Liderança para Mulheres Oprah Winfrey, no dia 14 de janeiro de 2012, em Henley on Klip, na África do Sul.
Foto: Michelly Rall/Getty Images

Estou sendo elitista? Talvez. Mas qual é o problema em querer pessoas com inteligência, experiência e qualificações para cargos importantes? Como disse outra celebridade de esquerda, Jon Stewart: “Eu não quero apenas um presidente de elite. Quero alguém que seja escandalosamente superior a mim, alguém que fale 16 idiomas e durma duas horas por dia de cabeça para baixo em um aposento que ele mesmo projetou.”

Os defensores de Oprah poderiam argumentar que ela estaria cercada de pessoas inteligentes. Mas esse também não é o argumento dos partidários de Trump? Queremos um presidente que delega decisões importantes a generais não eleitos e ao Goldman Sachs? Além do mais, vocês acham mesmo que uma apresentadora de TV que promoveu a carreira de charlatães como Dr. Phil e Dr. Oz e deu palanque às loucuras pseudocientíficas das atrizes Jenny McCarthy e Suzanne Somers seria capaz de montar um gabinete comparável à “Equipe de Rivais” de Abraham Lincoln, uma espécie de Liga da Justiça política e econômica? Acordem.

Quero deixar claro que não estou dizendo que Oprah não pode ou não será presidente. As previsões são para os tolos, e Trump já demonstrou que tudo é possível.

Os partidários de Oprah podem citar — e com razão — o histórico dela no combate ao racismo e à misoginia, além de sua trajetória e oratória inspiradoras. Sua bagagem sobre o Iraque é melhor do que a de Clinton, e ela chegou até a fazer um programa com Michael Moore sobre acesso universal à saúde. Além disso, Trump (herói para os supremacistas brancos e neonazistas) ser substituído por uma mulher negra e forte pareceria até um ato de justiça divina.

Já os detratores de Oprah poderiam dizer, não sem razão, que a apresentadora acoberta a atuação de grandes multinacionais, e que é “um dos mais influentes pensadores do capitalismo neoliberal”. Poderiam questionar: “Qual é a posição de Oprah sobre os ataques com drones no Paquistão? E sobre a intervenção saudita no Iêmen? Sobre o limite à emissão de gases do efeito estufa? Sobre o sistema de saúde pública unificado? Sobre a reforma tributária? Ela tem um plano para a paz no Oriente Médio? Será que uma pessoa que manifestou surpresa com o fato de os indianos “ainda comerem com as mãos” poderia aplacar uma crise nuclear naquela região do mundo?

Mas é preciso ir além dos prós e contras de uma possível presidência de Oprah  (não acredito que acabo de escrever essas palavras!) e considerar algumas questões mais abrangentes: até que ponto a cultura da celebridade está prejudicando a política americana? Por que as ideologias — ou mesmo as meras ideias — já não parecem importantes? Por que o campo progressista não defende as virtudes do governo e da ação coletiva e, portanto, a importância de eleger pessoas competentes, experientes e capacitadas para os postos mais altos? Não deveríamos estar protestando, dizendo que estrelas de TV bilionárias não estão capacitadas para o cargo mais poderoso do planeta, sejam elas um homem laranja chamado Trump ou uma mulher negra chamada Oprah?

Alguns especialistas já disseram que o Partido Democrata não poderá vencer as eleições de 2020 sem a candidatura de uma celebridade como Oprah. O neoconservador John Podhoretz escreveu, em um artigo no New York Times, em setembro de 2017: “Se é preciso um ladrão para pegar um ladrão, então é preciso uma estrela — uma enorme, grandiosa e destemida estrela — para derrotar um astro.” A coluna foi compartilhada pela própria Oprah no Twitter.

Mas isso não é verdade. Em agosto de 2017, segundo uma pesquisa da Public Policy Polling, Trump estava 15 pontos percentuais atrás de Joe Biden, 14 atrás de Bernie Sanders, 7 atrás de Elizabeth Warren, 5 atrás de Cory Booker e 1 ponto atrás de Kamala Harris em um potencial confronto eleitoral em 2020. No mês passado, uma pesquisa da NBC/Wall Street Journal revelou que Trump perderia para “um candidato democrata genérico” por esmagadores 16 pontos percentuais.

Se cinco senadores e um “democrata genérico” podem derrotar esse presidente republicano, por que tanto alvoroço em torno de uma apresentadora de TV? E por que só a Oprah? Por que não Mark Zuckerberg? Ou Mark Cuban? Dwayne “The Rock” Johnson? Ou então Kanye? Aonde essa lista vai parar? Céus, qual é o limite?

A resposta da esquerda à ascensão de Trump não pode ser uma versão maior e melhorada de Trump. Como escreveu a colunista Emily Arrowood, em maio de 2016, “Trump não estaria capacitado para presidência nem se fosse o Mr. Simpatia, um baluarte do povo com as aspirações de um Jimmy Stewart no filme A Mulher Faz o Homem”.

Por ironia, Oprah até pode ser a própria Miss Simpatia. Mas nem por isso ela está mais capacitada do que Trump para assumir a presidência. Caiam na real.

Mehdi Hasan
No The Intercept
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De Snowden ao Russia-gate: CIA e a grande mídia-empresa

Edward Snowden
A ação de determinado setor da mídia comercial nos EUA, para a qual uma suposta ação de hackers russos teria tido interferência muito ativa nas eleições nos EUA, pode ter surgido de tentativas bem-sucedidas, dos serviços de inteligência dos EUA, para limitar a publicação dos arquivos da Agência de Segurança Nacional de que Edward Snowden conseguiu apossar-se.

Em maio de 2013, Edward Snowden fugiu para Hongkong e entregou documentos internos da Agência de Segurança Nacional a quatro jornalistas – Glenn Greenwald, Laura Poitras e Ewen MacAskill do Guardian e, separadamente, a Barton Gellman que trabalhava para o Washington Post. Alguns daqueles documentos foram publicados por Glenn Greenwald no Guardian, outros por Barton Gellman no Washington Post. Vários outros sites internacionais de notícias publicaram mais material, embora a massa dos papéis da ASN-EUA que Snowden teria com ele jamais viu a luz do dia, até hoje.

Em julho de 2013 o Guardian foi forçado pelo governo britânico a destruir a cópia que possuía do arquivo Snowden.

Em agosto de 2013 Jeff Bezos comprou o Washington Post por cerca de $250 milhões. Em 2012, Bezos, fundador, maior acionista e presidente executivo da empresa Amazon, já tinha uma ligação de cooperação com a CIA.

Juntos, investiram numa quantum computing company canadense. Em março de 2013, a Amazon assinou contrato de $600 milhões para fornecer serviços computacionais à CIA.

Em outubro de 2013, Pierre Omidyar, proprietário de Ebay, fundou a First Look Media e contratou Glenn Greenwald e Laura Poitras. Consta que o investimento total previsto teria sido de $250 milhões. Só em fevereiro de 2014 a nova organização lançou o primeirositeIntercept. Ali se publicaram apenas umas poucas matérias sobre a Agência de Segurança Nacional dos EUA. Intercept é site bastante medíocre. Consta que a administração seria caótica. Publicam-se ali raras matérias realmente interessantes, e cabe perfeitamente que se pergunte se teria sido concebido como veículo sério. Omidyar muito trabalhou com o governo dos EUA, para forçar a mudança de regime na Ucrânia. E teve laços profundos com o governo Obama.

Snowden tinha cópias de algo entre 20 mil e 58 mil arquivos da ASN-EUA. Até hoje só 1.182 arquivos foram publicados. Bezos e Omidyar obviamente ajudaram a ASB-EUA a manter inacessíveis à opinião pública mais de 95% do arquivo Snowden. Os Snowden papers foram praticamente privatizados, fechados em mãos de bilionários do Vale do Silício que mantêm laços com os vários serviços secretos e com a administração Obama.

Ainda não é claro a motivação que teria levado Bezos e Omidyar a fazer tudo isso. Estima-se que a fortuna de Bezos chegue a escandalosos $90 bilhões. Para ele, comprar o Washington Post foi negócio de vinténs. Omidyar vale líquidos cerca de $9,3 bilhões. Mas não é novidade usar bilionários para mascarar operações que, na verdade, são operações de inteligência. A Fundação Ford serviu durante décadas como fachada da CIA; a "Sociedade Aberta" [Open Society] de George Soros é uma das mais ativas operações para "mudança de regime", muito bem versada em instigar "revoluções coloridas".

Seria razoável, se a cooperação entre esses bilionários e agências de inteligência tivesse sido encerrada, depois que os vazamentos de documentos da ANS tivessem sido contidos. Mas parece que a forte cooperação dos veículos de Bezos e Omidyar com a CIA e outros continua.

Intercept queimou uma vazadora de inteligência, Realty Winner, que confiara naqueles jornalistas para protegê-la. Caluniou o presidente da Síria, declarando-o neonazista, baseado numa tradução errada (intencionalmente errada?) de um de seus discursos. Como se não bastasse, contratou um apoiador sírio do golpe da CIA "para mudar o regime por ação de jihadistas" na Síria. Apesar dafachada de "jornalismo sem medo, de crítica", Intercept praticamente jamais se desvia das políticas dos EUA.

Washington Post, que tem alcance muito maior, é o principal veículo das falsidades que dão assunto ao Russia-gate, acusações falsas, inventadas por facções da comunidade de inteligência dos EUA e pela campanha da candidata Clinton, de que a Rússia teria influenciado as eleições nos EUA e até cometido crime de "colusão" com Trump.

Só hoje, Washington Post traz duas matérias e uma coluna assinada sem qualquer fato, puro opinionismo, em que repetem as mesmas acusações anti-Rússia, sem qualquer substância.

Em Trolls do Kremlin agitam toda a Internet, enquanto Washington debatia alternativas, os autores insinuam que um autor autônomo que publicou umas poucas peças em Counterpunch e noutros veículos seria parte de uma operação russa. Não oferecem qualquer prova que sustente as acusações. O que aquele autor escreve (vejam a lista ao final) pouco ou nada algum dia teve algo a ver com as eleições nos EUA. A coluna então se afunda em ciberoperações contra a Rússia já discutidas pelos governos Obama e Trump.

Uma segunda matéria no jornal de hoje baseia-se num "relatório sigiloso dos serviços de inteligência da Rússia que ao qual oWashington Post" teria tido acesso." Diz que o serviço de inteligência militar russo, GRU, teria iniciado uma operação de mídias sociais um dia depois que o presidente Viktor Yanukovych da Ucrânia foi derrubado por golpe para mudança de regime orquestrado pelos EUA.

A matéria relaciona, como se fossem postados por fantoches dos agentes do GRU russo, conversas que não passam do corriqueiro na internet, nos grupos que se opuseram à mudança fascistizante de regime que foi forçada em Kiev. O Washington Post atropela, absolutamente sem qualquer explicação, a questão de quem teria entregado ao jornal um suposto relatório da inteligência militar russa, de 2014; quem impôs sigilo àquele relatório e como, se alguém o fez, verificou a veracidade do que ali se lia. Na minha avaliação, a matéria e tudo que ali se diz como se fosse fato, mas sem uma prova sequer, e todas aquelas supostas conclusões exalam forte fedor de merda de vaca.

Uma coluna assinada no mesmo Washington Post exala idêntico fedor. Vem assinada por conhecidos lacaios das agências de inteligência, Michael Morell e Mike Rogers. Morell sonhava ganhar a diretoria da CIA, se Hillary Clinton tivesse sido eleita. A coluna (que inclui grave erro de compreensão do conceito de "contenção") afirma que a Rússia jamais interrompeu seus ciberataques contra os EUA:

As táticas russas de operações de informação desde a eleição são mais numerosas do que se podem listar aqui. Mas para se ter ideia da amplidão da atividade russa, considerem a quantidade astronômica de mensagens distribuídas por contas controladas pelo Kremlin no Twitter, que especialistas em cibersegurança de táticas para desinformação rastrearam como parte da Aliança do Fundo Marshall Alemão para Segurança da Democracia.

O autor acrescenta um link que leva a essa página que oferece o que seria uma lista de hashtags do Twitter usadas atualmente por agentes russos. Se o que ali se lê é informação aproveitável, o tema que os agentes russos especialistas em influenciar opiniões nos EUA mais promovem nesses dias é "#merrychristmas" [#feliznatal].

Quando os autores dizem que o número de operações russas é "alto demais para listá-las todas aqui", estão na prática admitindo que não têm sequer uma operação, uma, que fosse, suficientemente plausível para ser denunciada. Trata-se de mentira e farsa, para justificar a exigência, que os autores apresentam, de mais e mais medidas políticas e militares contra a Rússia. Mais uma vez, tentativa para distanciar os norte-americanos que confiam nessa mídia-empresa das reais razões pelas quais Clinton perdeu a eleição, e iniciar o tema de uma nova Guerra Fria, que beneficiará os fabricantes de armas e o poder de influência dos EUA na Europa.

Nenhum dos episódios da saga conhecida como Russia-gate até agora resiste a qualquer análise séria. Nenhuma prova de coisa alguma, nada que faça qualquer sentido objetivo, nenhum indício real de que a Rússia tenha influenciado diretamente as eleições, nos EUA ou em qualquer lugar do mundo. E não há prova alguma de que a equipe de campanha de Trump tenha cometido crime de "colusão" com algum russo.

Uma das mais arrasadoras denúncias das mentiras que a mídia ainda insiste em repetir sobre esse assunto, pode ser lida no número mais recente da London Review of Books: "O que não se diz, ao falar do hacking russo" [ing. What We Don’t Talk about When We Talk about Russian Hacking]. Consortium News também publicou várias matérias sobre a mesma questão, além de análises e avisossobre o que pode advir. Muitos outros autores já identificaram e desmascararam incontáveis incriminações, perfeitamente falsas. A revista Nation lista vários casos de jornalismo de má fé além de incontáveis mentiras sobre o caso conhecido como Russia-gate.

O pessoal que promove a sandice da "influência russa" são operadores políticos ou autores de aluguel. Tome-se por exemplo Luke Harding do Guardian, que acaba de publicar livro intitulado Collusion: Secret Meetings, Dirty Money, and How Russia Helped Donald Trump Win [Colusão: Encontros Secretos, Dinheiro Sujo e como a Rússia ajudou Donald Trump a vencer]. Foi convidado de um dos programas de Real News que o entrevistou (vídeo) sobre o livro. O entrevistador chama atenção para o fato de que o livro não oferece sequer uma prova, uma, que fosse, que confirme o que o autor escreve insistentemente, repetidas vezes. Quando diretamente questionado sobre provas, Harding assume posição defensiva e diz que está "contando uma história" –, em outras palavras, que escreve ficção. Harding já publicou um livro sobre Edward Snowden, em tudo semelhante a esse. Julian Assange disse do livro que não passa de "serviço de pena de aluguel, no mais puro sentido do termo". Harding também é conhecido por plagiar. Quando trabalhou em Moscou copiou matérias e longas passagens da publicação hoje já inexistente, Exile, dirigida por Matt Taibbi e Mark Ames. OGuardian foi obrigado a publicar um pedido de desculpas.

O governo mexicano controla a mídia-empresa porque compra quantidade descomunal de espaço publicitário. Assim fazendo, garante que a empresa de mídia sobreviva, enquanto seguir caninamente a linha que interessa ao governo. O governo dos EUA tem seus próprios meios de também controlar a mídia-empresa. Dos anos 1950s até os anos 1970s, a CIA manteve a Operation Mockingbird[Operação Cotovia, provavelmente pq a cotovia canta ao amanhecer, no horário em que começam a circular os primeiros noticiários (NTs)] que lhe garantiu o controle sobre grande parte do noticiário e das colunas de opinião na mídia-empresa nos EUA. Naquele período, cerca de 400 dos principais jornalistas da grande mídia trabalhavam para a CIA.

O método de controle também mudou. O modo como lidaram com o affair Snowden permite assumir que a CIA induz bilionários a comprar os próprios veículos e a implementar, através deles, as políticas que a CIA favoreça em cada caso. Não se sabe o que os bilionários ganham em troca do serviço. A CIA sem dúvida tem muitos meios para garantir que recebam informação sobre os concorrentes ou para influenciar as leis e regulações comerciais em outros países. Uma mão sempre suja a outra.

James Clapper como Diretor da Inteligência Nacional; John Brennan como diretor da CIA; e James Comey do FBI "avaliaram" que a Rússia teria influenciado a eleição presidencial nos EUA. O Anexo B do relatório deles, que praticamente nenhum jornal ou jornalista deu-se o trabalho de citar, diz:

Nossas avaliações não visam a significar que tenhamos provas de que alguma coisa seja fato. As avaliações baseiam-se em informações coletadas, as quais muito frequentemente são incompletas ou fragmentadas, assim como a lógica, a argumentação e os precedentes.

Essa sentença é o coração do Russia-gate. São muitas acusações, afirmações e 'sentenças', mas absolutamente nenhuma prova de que qualquer parte da tal 'influência russa' tenha realmente acontecido.

Por provável influência descabida dos serviços de inteligência, os veículos e profissionais da mídia-empresa adotaram como aquele padrão do Anexo B, também para o trabalho jornalístico. Em relação à Rússia (e a outras questões) atualmente já basta que qualquer um diga qualquer coisa – nenhum jornalismo precisa investigar, buscar a verdade ou checar as 'declarações' e os diz-que-fulano-disse.

E como operará esse sistema de produção incansável de versões e mentiras, sem nenhum fundamento na realidade, no caso de um acidente, se algum jato foi derrubado, e se a guerra escalar? Será que ainda restará repórter nos veículos da mídia-empresa dominante, que tenha permissão dos editores e patrões para fazer perguntas reais, interessado em obter respostas reais?

Tradução: Coletivo Vila Vudu
No Diário Liberdade
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Fake news


Desde o aparecimento dos pseudo-conceitos de 'notícias falsas' e 'pós-verdade' tenho insistido que são pseudo-conceitos porque não tem valor heurístico. Afinal, o que é a 'pós-verdade'? O que é uma 'notícia falsa'? Naturalmente, em termos epistemológicos, é o ponto de partida para a típica falsa polêmica, como a do 'fim da história', que não vai legar a lugar nenhum.

Este tipo de falsa polêmica tem, sim, objetivos políticos e ideológicos sempre muito concretos. E, como avisei por aqui, não demorou muito para verificarmos as verdadeiras intenções desta campanha contra as 'notícias falsas' e o império da pós-verdade'. Primeiro, a definição pelos oligopólios das tecnologias da informação e da comunicação como Facebook de critérios internos para definir o que são notícias falsas e quais são as fontes destas informações, em geral, fontes consideradas alternativas.

Logo depois, a decisão por decreto de diversos governos como o da França e do Brasil de tomar medidas policiais contra as chamadas 'notícias falsas'. O problema, como tenho dito aqui, é que nenhuma destas regulamentações está disposta a regulamentar quem comprovadamente mais espalha 'notícias falsas', a imprensa corporativa e os oligopólios como Google e Facebook, que pagos por governos ou por grandes corporações, controlam o fluxo das informações de modo a ocultar algumas delas e viralizar outras, mediante o pagamento de milhões para as contas destes oligopólios.

Vale ver a entrevista com o jornalista e professor Sergio Amadeu.

Jornalista Sérgio Amadeu, membro do comitê Gestor da Internet no Brasil, fala sobre os perigos dos algoritmos na censura das redes sociais.



Elias Machado
No Esquerda Caviar



Lula é o maior alvo de fake news porque a direita consome as mentiras contadas sobre ele

A Ferrari de ouro que pertence a Lula: os boçais acreditam
O levantamento publicado pela revista Veja que constatou ser Lula o alvo número 1 de fake news não é surpresa para quem estuda o fenômeno em todo o mundo.

É que, em geral, fake news são mais consumidas por eleitores de direita, que são mais estúpidos, como definiu o criador de fake news o criador de sites de notícias falsas que mora na Macedônia.

Suas publicações interferiram no resultado da eleição nos Estados Unidos e também na aprovação do Brexit.

O jovem, identificado como Christiam, da pequena cidade de Veles, disse que criou o site para ganhar dinheiro, com publicidade virtual, que remunera na proporção dos acessos ao site.

“Nos Estados Unidos, o Google paga melhor”, afirmou. As notícias falsas que interessavam ao eleitor de Donald Trump eram muito acessadas. “Por quê?”, perguntou o repórter. “Porque o eleitor de Trump acredita em qualquer coisa, é muito desinformado”, disse ele, que tentou criar outros sites para buscar audiência nos eleitores de Hilary Clinton e Bernie Sanders, de centro e centro esquerda. “Eu acho que os apoiadores de Trump são mais estúpidos”, afirmou.

Vale o paralelo com o Brasil. Aqui o eleitor de direita acha que Lula está na lista da Forbes como um dos mais ricos do mundo, tem Ferrari de ouro e o filho dele é sócio da Friboi. Também acredita que o Triplex do Guarujá pertence a Lula e que ele passou o Reveillon lá.



A fake news da Globo no caso de Huck no Faustão dá uma medida do que o grupo fará em 2018

Fake News
Em seu perfil no Twitter, a Polícia Federal avisou, em tom retumbante, que “dará início nos próximos dias em Brasília às atividades de um grupo especial formado para combater notícias falsas durante o processo eleitoral”.

“A medida”, segue o texto, “tem o objetivo de identificar e punir autores de ‘fake news’ contra ou a favor dos candidatos”.

A comissão que vai cuidar do assunto incluirá representantes da Justiça Eleitoral e membros do Ministério Público, além do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Temos, desde já, um caso exemplar a servir como ponto de partida: o da apresentação de Luciano Huck no Faustão, em que ele se vendeu abertamente para as eleições.

O PT entrou com uma representação na Justiça, acusando campanha antecipada, pedindo pagamento de multa.

Em resposta, a Globo alegou que o programa havia sido gravado no dia 11 de novembro e ido ao ar sem conhecimento superior. Tá bom.

Era mentira, claro, como apontou Fernando Brito, do Tijolaço:

Se você olhar o vídeo oficial, da própria emissora, verá que a “entrevista” se inicia com uma pergunta sobre se choveu ou não no reveillon e qual dos filhos deu mais trabalho na festa. Huck chega a falar em estar no palco “nos primeiros dias de 2018”.



É evidente que o programa é recente, tão evidente quanto ter sido autorizado – ou determinado – pela direção da emissora.

Mas ninguém vai pedir explicações, como ninguém foi indagar desde quando e quanto Luciano Huck recebe de publicidade da Petrobras para apresentar um merchandising da empresa em seu programa, como se divulgou aqui.

Não é do interesse público, já que a empresa é pública e Huck se tornou um personagem público e político?

Mas se faz o silêncio, nada inocente.

O combate às fake news só fará sentido se a velha mídia responder pelos absurdos que comete.

A cascata deslavada da Globo sobre seu funcionário padrão e grande esperança branca dá uma noção do que o grupo será capaz de fazer em 2018.

Kiko Nogueira
No DCM
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