6 de jan. de 2018

"MPF é local onde vi mais ilegalidades", diz procurador que atuou na "lava jato"


"Em nenhum local por onde passei eu vi se cometer tanta ilegalidade quanto dentro do Ministério Público Federal", diz o procurador regional da República Manoel Pastana. Em entrevista à Revista Press, o Pastana, que atua no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, afirma que o MPF fiscaliza a todos, mas não é fiscalizado. É um sistema, diz ele, que deu poderes absolutos à Procuradoria-Geral da República, estimulando o cometimento de ilegalidades pelos membros do órgão.

Pastana está para lançar um livro, De Faxineiro a Procurador da República, para contar bastidores da briga de procuradores por poder. Na entrevista, ele conta que, de sua posição no MPF, constatou que Janot atuava de forma sutil para parar a "lava jato" e proteger o PT. O momento de virada foi a gravação do então senador Delcídio do Amaral, que teria deixado Janot sem opções.

“Ele [Janot] não queria que soubessem que o filho do Cerveró foi orientado por alguém da equipe dele para gravar o cara que ele queria proteger. Essa gravação não era ilegal, mas eles esconderam isso para que o Janot não soubesse. No fim, ele teve que pedir a prisão do Delcídio", diz Pastana.

O procurador afirma que Janot e seus antecessores Antonio Fernando, Cláudio Fonteles e Roberto Gurgel fazem parte de um grupo autointitulado Tuiuiús. São procuradores, diz Pastana, ligados à esquerda e que se comprometeram a proteger o governo petista em troca de a Presidência da República seguir a lista tríplice de candidatos eleita pelos membros da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), uma entidade de classe não oficial.

Pastana afirma que Janot nunca foi próximo de Michel Temer, mas, depois do impeachment, nomeou Bonifácio de Andrada, ligado ao PSDB, para vice-PGR, numa tentativa de se aproximar do governo. Como não conseguiu e viu a possibilidade de seu grupo sair da chefia do MPF, Janot promoveu as denúncias contra Temer, na tentativa de derrubá-lo, diz Pastana.

Conchavos para lista

Pastana também falou sobre a eleição para a lista tríplice do MPF. Ele afirma que a ANPR criou a eleição para tentar levar os tuiuiús à cúpula do MPF.

Tuiuiú é uma ave pantaneira que tem dificuldade para voar e por isso voa baixo. Os integrantes desse grupo, até 2003, se consideravam isolados da PGR pelos procuradores mais antigos na carreira. Criaram o grupo para se opor às gestões de Geraldo Brindeiro e Aristides Junqueira.

“Para ganhar essa eleição, eles fazem de tudo, inclusive compra de votos, pressão", afirma Manoel Pastana, à Revista Press. Ele conta que, quando Roberto Gurgel era candidato à recondução, se encontrou com o então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. A informação vazou para a imprensa e Gurgel perdeu o apoio. Mas logo antes da eleição da ANPR, foi autorizado o pagamento da Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), verba devida a procuradores que ingressaram até 1997. "Eu entrei em 1996, então, peguei bem pouco, os que entraram antes receberam bem mais. Eu recebi R$ 60 mil. Meu amigo, não se viu mais nenhuma crítica”, disse.

O procurador diz que Dilma Rousseff não queria reconduzir Roberto Gurgel para chefia da PGR. A estratégia foi, então, arquivar um inquérito que havia sido aberto para investigar a evolução patrimonial de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil. "Gurgel deu uma canetada, arquivou e mandou cópia para Dilma no mesmo dia que ele promoveu o arquivamento. No outro dia, a Dilma reconduziu ele. Isso é um exemplo típico de como funcionava essa nomeação”, conta Pastana.

No Conjur
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A Regra de Ouro: muito barulho por nada


Neste início de 2018 o Governo Temer, na sua ânsia de mostrar que não é “lame duck”, colocou em discussão a possibilidade de fazer uma PEC “flexibilizando” a assim chamada “regra de ouro”, definida no artigo 167 da Constituição Brasileira, a qual VETA a realização de operações de crédito por parte da União que sejam superiores as despesas de capital, rubrica na qual se incluem não apenas os investimentos da União, como também as despesas referentes as operações de financiamento da dívida pública, como o pagamento de juros e de amortizações sobre o principal.

O ponto que vem sendo debatido desde o final do ano passado é que o efeito combinado da ocorrência de um déficit primário das contas da União com a redução das despesas discricionárias – notadamente gastos de investimento – nos últimos 2 anos na tentativa vã de fazer um forte ajuste fiscal no meio da maior recessão da história do Brasil desde do final da Segunda Guerra Mundial – eliminou o espaço para o cumprimento da “regra de ouro”, a qual tem sido obedecida desde 2016 apenas devido a devolução gradativa, por parte do BNDES, dos vultosos empréstimos que o Tesouro Nacional fez ao banco de fomento a partir da eclosão da crise financeira internacional de 2008.  O problema posto no momento é que o cumprimento da regra de ouro para 2018 exigiria a devolução de R$ 130 bilhões por parte do BNDES, o que deixaria o Banco de fomento descapitalizado no momento em que a economia brasileira parece ter deixado para trás a recessão e, portanto, no exato momento em que os empréstimos do BNDES serão mais necessários para a retomada do investimento e do crescimento econômico em bases sustentáveis. Além disso, argumenta-se que mesmo que a regra de ouro seja cumprida em 2018, será impossível cumpri-la em 2019, de forma que uma PEC com uma “flexibilização” da “regra de ouro” será necessária para evitar que o governo cometa crime de responsabilidade fiscal, o qual daria ensejo a um possível pedido de impeachment do Presidente Michel Temer.

O que o governo e a grande imprensa não tem dito no debate público é que o inciso III do artigo 167 da Constituição Federal que estabelece a “regra de ouro” já prevê um dispositivo que pode ser usado para “flexibilizar” a mesma. Vejamos o que diz o Inciso:

“III – [São vedadas] a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta”.

O inciso III estabelece de forma clara e cristalina que o Poder Legislativo poderá aprovar, por maioria absoluta (no caso da câmara dos deputados 257 votos), operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital. Como a “maioria absoluta” é muito menor do que o quórum necessário para a aprovação de um PEC, percebe-se claramente que toda essa discussão sobre o não cumprimento da regra de ouro é, no fundo, uma grande enganação. Isso porque se o governo não tiver os votos necessários para aprovar um pedido de waiver por maioria absoluta também (257 votos na câmara dos deputados) não terá os votos para aprovar uma PEC (308 votos na câmara dos deputados). Sendo assim, porque razão o governo Temer está insistindo no caminho mais difícil, se a Constituição Federal estabelece um dispositivo muito mais simples?

Acredito que existam duas razões para isso. Em primeiro lugar, a equipe econômica do governo está adotando a velha estratégia de por o “bode na sala” para negociar a retirada do bode. É provável que a equipe econômica esteja criando todo esse terrorismo para negociar a postergação do aumento dos salários dos servidores públicos para 2019 ou ainda a aprovação da reforma da previdência. Se essa for a linha de pensamento de Dr. Meirelles, então ele demonstra ser de uma ingenuidade sem par. Acreditar que o Congresso Nacional, num ano eleitoral, com um governo com 3% de aprovação e rodeado de denúncias de corrupção irá aprovar DUAS emendas constitucionais é não conhecer o estofo com o qual os ilustres deputados e senadores do Brasil são feitos. Não acredito que Dr. Meirelles seja tão ingênuo.

A segunda razão é que o governo quer transferir para o congresso o ônus político da “flexibilização da regra de ouro”. A ideia seria dizer que a flexibilização não foi uma medida do governo, mas do congresso nacional. Isso livraria a cara do Dr. Meirelles durante a campanha presidencial de 2018, onde ele poderá dizer, com a convicção que lhe é característica, de que ele é o fiador da responsabilidade fiscal. Mas se o governo fizer o pedido de waiver para o congresso nacional, então Sr. Meirelles passará para a história da nova república como o Ministro da Fazenda que não cumpriu a “regra de ouro”. Se isso ocorrer, seus principais adversários, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes irão reduzi-lo a pó no debate macroeconômico.

P.S: Alguem realmente acredita na possibilidade de Michel Temer sofrer impeachment em 2018 por crime de responsabilidade? O cara se livrou de duas denuncias da PGR e eu duvido muito que o Congresso Nacional vá se mobilizar em 2018, num ano eleitoral, no apagar das luzes do governo Temer, para afastá-lo do cargo. Toda essa discussão em torno da regra de ouro tem claro viés politico-eleitoral, para tentar blindar a candidatura de Meirelles ao Palácio do Planalto.

José Luis Oreiro
No GGN
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NOAA capta una anomalía sorprendente en el ojo del “ciclón bomba”


Los satélites meteorológicos han capturado imágenes sorprendentes del ciclón polar que ha provocado fuertes nevadas y ha sembrado el caos a lo largo de la costa este de EE.UU.

El video, filmado por la Administración Nacional Oceánica y Atmosférica (NOAA) y publicado en la cuenta de Twitter del brazo de monitoreo meteorológico de la NASA, muestra el ojo de la tormenta rodeado de múltiples funciones rotativas conocidas como mesovórtices.

De acuerdo con los especialistas, en los mesovórtices los vientos tienen una velocidad un 10% más alta que en la pared del ojo de la tormenta y exhiben un comportamiento inusual en los ciclones, ya que giran alrededor del centro de baja presión pero a veces permanecen estacionarios. El movimiento errático de los mesovórtices en el metraje de NOAA deja el ciclón casi sin un centro definitivo.

Las áreas del nordeste de EE.UU., como Nueva York y Nueva Inglaterra, y también las del sur fueron las más afectadas por el llamado ‘ciclón bomba’ el jueves. Los meteorólogos creen que esta podría ser la tormenta de invierno más severa que afecta la zona en décadas.

La tormenta invernal también provocó nevadas en partes de Florida, Georgia y Carolina del Sur por primera vez en 30 años. El clima extremo ha desatado un caos en el transporte en todo EE.UU. con la cancelación de alrededor de 2.700 vuelos, según Flightaware.com.



No CubaDebate
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Zanin explica erro factual em artigo contra Lula no Estadão

“Vamos tentar, até o dia 24 eliminar todos esses erros para que o ex-presidente Lula possa ter um julgamento justo, imparcial e independente no TRF-4”, diz advogado Cristiano Zanin Martins


O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martis, gravou um vídeo para explicar um erro factual publicado na imprensa. Trata-se de um artigo assinado pelo desembargador aposentado e ex-secretário de Justiça de São Paulo Aloísio de César Toledo. No texto, o autor diz que Sergio Moro encontrou “indícios claros e até mesmo provas de recebimento de dinheiro sujo vindo da Petrobras, na forma de propina, para reforma do apartamento no Guarujá”.



Segundo Zanin, a premissa do desembargador está errada. “O juiz Sergio Moro quando julgou os embargos declaratórios que nós apresentamos à sentença foi bastante claro ao reconhecer que não identificou nenhum valor da Petrobras destinado ao ex-presidente Lula”, explicou.

“Chamo atenção para esse erro comum que foi cometido hoje. É um erro comum cometido por muitas pessoas que se propõem a fazer a análise desse caso”, acrescentou.

De acordo com o advogado, é preciso corrigir todos os erros que vêm sendo divulgados até dia 24 de janeiro: “Vamos tentar corrigir todos esses erros factuais que estão sendo publicados na imprensa, muitas vezes para confundir. Alguns se propõem a escrever desconhecendo as peças do processo, outros acabam cometendo erros, às vezes propositais, apenas para fundamentar conclusões que não são corretas. Vamos tentar até o dia 24 eliminar todos esses erros para que o ex-presidente Lula possa ter um julgamento justo, imparcial e independente no TRF-4”.

No Fórum
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O “Eurico” do “mito”


No final do ano, o PSL-Livres emitiu uma nota oficial dizendo que a filiação de Jair Bolsonaro era “absolutamente incompatível” com os “ideais” dos Livres “com o qual o PSL está integralmente comprometido”.

15 dias depois, o “integralmente comprometido” dono da sigla, Luciano Bivar, acertou a entrega do partido ao “mito”.

Bivar é o retrato da “moralidade” que prega Bolsonaro: a que vale só para os outros.

Na campanha de 2006, a repórter Marina Motomura, do UOL, contra que ele era conhecido como “Eurico Miranda do Nordeste”, por suas semelhanças com o dirigente do futebol vascaíno.

Bivar era presidente do Sport Club Recife e, sem qualquer vergonha, dizia ter pago para que um dos jogadores do clube fosse convocado para a Seleção, como você vê na imagem do Globo Esporte.

Segundo candidato a deputado federal  mais rico de Pernambuco, Bivar é empresário do ramo de seguros e sócio de empresas localizadas em Miami.

Mas é cuidadoso: no site “ConsultaSocio.com” aparece a seguinte mensagem: “Foi feito um pedido pela privacidade e não exibição dos dados de Luciano Caldas Bivar. Por esse motivo, essas informações não serão exibidas nesse site.”

Cuidadoro e rápido: em 2001, retirou em instantes sua assinatura do requerimento de uma “CPI da Corrupção” no Governo Fernando Henrique, diz ele que por “pressão das bases eleitorais”.

Coerência? Decência? Transparência?

É bom já ir se acostumando com a falta delas.



Ex-tucanos, agora ex-Livres, fizeram a cama para Bolsonaro


Como os leitores e leitoras acompanham na mídia, a toda hora surgem tucanos incomodados com os tucanos já não serem tão tucanos que procura um partideco para, com sua alta cultura, formar um grupo de iluminados.

Foi o caso da D. Elena Landau, 25 anos de PSDB, privatista até a medula, que capitaneou em novembro o “Manifesto Tucanista” de apoio a Tasso Jereissati e ficou pendurada no ar com o acordo de caciques do partido.

Landau e a “tchurma”, então, foram se juntar ao “Livres”, convescote de pessoas vindas do Instituto Liberal, presidido pelo “liberalíssimo” Rodrigo Constantino, o intelectual que posa para fotos com o Pateta da Disneylândia e é parceiro do notório Instituto Millenium.

O Livres, por sua vez, abrigava-se dentro do PSL, de Luciano Bivar, um ex-dirigente do Sport Recife que ficou famoso por dizer que pagou para um jogador do clube ser convocado para a Seleção brasileira, nos tempos do técnico Emerson Leão.

Agora, a azarada Landau e seus tucanos “legítimos” levaram uma pernada e viram o “seu” PSL ser entregue por Bivar – não se sabe se com os critérios que ele usa para patrocinar as convocações de jogadores de futebol – a Jair Bolsonaro, que já tinha dado outra pernada nos “ex-PEN”, que viraram “Patriotas” e viram o seu símbolo pátrio, o ex-capitão, ir pedir outra cidadania partidária.

Levaram água para o moinho de Bivar, que agora ensaca o joio de Bolsonaro. E como Fernando Henrique do seu outono invernal, vira renitente ajudante de palco de Luciano Huck.

Se a turma da D. Landau tem, na economia, metade da capacidade que exibem em política, fica mais fácil entender o que fizeram nas privatizações do Governo Fernando Henrique, das quais ela foi uma das comandantes.

Os patriotas se deram mal e os livres foram passados para trás.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Desabafo de PM potiguar — assista


Durante as primeiras horas da manhã, um policial militar invadiu a sede da governadoria para realizar uma greve de fome, em protesto contra o atraso nos salários. Emocionado, ele fez um desabafo:



RN decreta calamidade na segurança pública

O governo do Rio Grande do Norte decretou neste sábado 6 estado de calamidade na segurança pública do Estado, diante da greve dos policiais, que já dura 19 dias.

O decreto é válido por 180 dias. O governador Robinson Faria (PSD) afirma ter levado em conta "o aumento dos índices de violência por conta da paralisação das atividades dos policiais militares e civis."

Desde o início da greve dos policiais, em 19 de dezembro, foram registrados 101 homicídios no Rio Grande do Norte. As Forças Armadas fazem a segurança das ruas desde o dia 29 de dezembro.

Os policiais militares protestam contra o atraso salarial e más condições de trabalho. Já os policiais civis estão parcialmente em greve desde o dia 20.

Com o decreto, o governo fica autorizado a fazer compras e serviços emergenciais sem a necessidade de licitação. Em outro decreto, desta sexta-feira 5, o governador suspendeu as licenças-prêmio de militares.
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Do Santo Daime à Fátima Bernardes: como o ‘Sri Prem Baba’ virou guru de Doria, Aécio e coxas vários

Prem Baba e Doria
Quando entrei pela primeira vez naquele conjugado apertado, onde coisas de cozinha dividiam o mesmo espaço com roupas secando num varal improvisado e um sofá torto, uma pequena ilha de organização no caos me chamou a atenção.

Era a foto de um sujeito simpático, de longas barbas brancas, em um pequeno altar. Havia alguma deidade numa pequena estátua de metal, algo queimado e algumas frutas secas.

“Conheço esse cara. É o guru do Aécio, mas por que um altar para ele? E, espantoso, ele é maior que Ganesha”, pensei comigo, sem coragem de questionar a moradora do lugar.

Até esse dia, o guru do Aécio era apenas isso: um líder religioso apresentado durante uma campanha eleitoral no Brasil. Em 2010, Serra colou nos evangélicos, depois nos monarquistas da TFP. Marina pertence à Assembleia de Deus.

Virar fiel fervoroso em uma eleição é algo tão comum no Brasil quanto beijar criança e comer o pastel de bacalhau do Mercado Municipal em São Paulo.

O que me chamou atenção é como Prem Baba, esse é o nome do sujeito de barba branca, virou, do dia para noite, uma divindade que mereça um altar na casa de uma pessoa. Seja ela quem for.

Dia após dia, Prem Baba ampliava seu espaço na mídia e nas redes sociais. Apareceu ao lado de quase todo o Moro Bloco (globais que “apoiam” a Lava Jato e berram contra a corrupção no país); deu um rega-bofe em seu aniversário de 52 anos que mais parecia um lançamento de coleção da finada Daslu; posou com Doria, Marconi Perillo; apareceu na Fátima Bernardes, deu entrevista para o Programa do Bial e revistas resolveram contar quem é o paulistano que virou líder espiritual e humanitário.

Não está claro o que significa esse título que o próprio Prem Baba definiu para si. Talvez a vontade de ser líder espiritual de toda a humanidade. Coisa que gente como Buda, Cristo e Maomé não conseguiram ainda.

Baba é unanimidade no Moro Bloco e entre alguns políticos por representar uma parcela “diferenciada” e cheirosa da população. Ele vende “espiritualidade” sob medida para bacanas. 

A enorme rejeição de Malafaia e o desastre que foi a união Serra – TFP em 2010 criaram um vácuo de liderança religiosa na política, especialmente no estrato de maior renda e escolaridade dos grandes centros urbanos.

O guru antes do guru

O hinduísmo começou cerca de 2 mil anos antes de Cristo na Índia. Apesar de estarem unidos pelos Vedas, livros sagrados do hinduísmo, e por uma trindade de deuses em comum – Brahma, Krishna e Shiva -, há uma variação espectral que o subdivide  em linhagens, credos, seitas, cujas origens se perdem na história.

Mestres são portadores e transmissores de uma tradição e escolhem seus discípulos mais aptos a seguir em seu crescimento e fortalecimento.

De linhagem Sachcha, Baba utiliza o título de Sri mesmo antes da morte de seu guru Sri Sachcha Baba Maharajji.

Já em 2007, utilizou o título que lhe garante devoção. Maharajji morreu em 2011, sem nunca dizer explicitamente que Baba iria tomar seu lugar. A confusão só aumentou quando entrou em cena ShantiMayi, outra discípula de Maharajji, com os mesmos direitos de ser líder da linhagem Sachcha. Curioso é que um não existe para o outro.

A morte de um guru sempre gera alguma disputa. Seguidores tentam se apossar fama de uma linhagem de sucesso para impulsionar egos e “carreiras”.

É assim no Vaticano e na igreja pentecostal da esquina. Outra questão ainda nebulosa são os caminhos trilhados por Baba antes de se tornar (ou apossar, não se sabe ao certo) de uma linhagem do hinduísmo.

Entre o encontro com Maharajji e sua morte em 2011, Baba era líder de um ritual que utilizava Santo Daime em uma igreja em Nazaré Paulista. Drogas alucinógenas são vistas no hinduísmo como uma maneira barata de resolver os próprios problemas.

É por utilizar o título de Sri mesmo ante da morte de seu mestre, por fazer rituais com uso de alucinógenos e por ser rico que Prem Baba recebe nota 1/5 no gururating.com, site que se dedica a resenhar a vida e obra de gurus da atualidade.

Prem Baba (ou Janderson) é demasiadamente humano para ser cultuado.

Bruno Verson, jornalista com passagens por Estadão, Folha, iG, O Globo e Abril
No DCM
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Nomeação mostra o Brasil de Cristiane

O governo Michel Temer passa por má fase, com dificuldade para achar quadros de reposição aos que deixam o navio intempestivamente. Não obstante, sempre encontra um modo de prestar serviços ao país. No caso, o de revelar, cruamente, a que ponto nos trouxe a crise que entra em seu quinto ano.

O prêmio concedido a Roberto Jefferson, presidente do PTB, com a nomeação da filha, Cristiane Brasil, para a pasta do Trabalho, mostra que o sucesso das operações anticorrupção pouco alterou os costumes políticos nacionais. Como se sabe, ao conceder a entrevista que deflagrou o mensalão, em 2005, Jefferson se autoincriminou. Para denunciar José Dirceu e o PT, teve que reconhecer a própria culpa. Passados 13 anos, cumprido um de prisão em regime fechado, lá está ele, impávido, de volta ao poder por meio da descendente.

A própria deputada escolhida aparece na delação da Odebrecht à Lava Jato, além de enrolada com processos trabalhistas (se bem que isso pode trazer conhecimento útil no posto que ocupará). Pai no mensalão; filha na Lava Jato. Nada disso importa. Sob o comando de Jefferson, o PTB deu 14 votos na Câmara pelo impeachment de Dilma, 14 contra o afastamento de Temer e promete outros tantos para a reforma da Previdência. É dando que se recebe.

E se alguém acha que essas agremiações clientelistas estão com os dias contados até a eleição de 2018, deveria ler com atenção o noticiário corrente. Fernando Henrique mandou dizer a Alckmin que ele precisa ser capaz de colar os cacos fisiológicos. Kassab, chefe de um deles, sinaliza que o PSD está disposto a conversar, apesar de ter um pré-candidato, Henrique Meirelles, no seu partido. O ministro Marun, homem de Eduardo Cunha, indica que o MDB também pode apoiar o governador paulista, apesar das mágoas, uma vez que este não se jogou a favor de Temer na hora do aperto, como fez Jefferson.

Enfim, a velha política vai se rearrumando. É possível até que da profusão de novos grupos — à direita, ao centro e à esquerda — saia alguma novidade interessante, mas o Congresso de 2019 não será muito distinto do que está aí. A classe política é o resultado de lenta sedimentação. Não será destruída nem construída do dia para a noite.

Há um erro fundamental em achar que processos espetaculares teriam o condão de substituir a camada atual de legisladores por uma nova em folha. Os políticos profissionais refletem a sociedade da qual emergem. Eles não mudarão enquanto esta não mudar.

PS: de acordo com Fernanda Calgaro, do "G1", o deputado do PSD-RJ que deve assumir com a vacância de Brasil foi condenado "por exploração sexual de menor". O parlamentar diz que a condenação foi política.

André Singer
No fAlha
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Papa desclasifica documentos sobre dictadura en Uruguay

El papa Francisco recibió credenciales del embajador de Uruguay Mario Juan Bosco Cayota Zappettini

El santo padre realizará la desclasificación de los archivos que se encuentran resguardados en el vaticano sobre la última dictadura en Uruguay asi como lo hizo con Argentina.

El nuevo embajador uruguayo en el Vaticano, Mario Cayota, informó este viernes que el papa Francisco asumirá su compromiso para desclasificar los archivos en la santa sede sobre la dictadura cívico militar de Uruguay ocurrida entre 1973 y 1985.

Cayota indicó "el santo padre me renovó su compromiso para la desclasificación de los archivos y mostró su apoyo y solidaridad a los movimientos de Derechos Humanos en Uruguay".

El embajador Cayota explicó cómo fue el encuentro con el santo padre e indicó que sostuvo una reunión cordial y de aproximadamente media hora.

"Fue una reunión cordial en la que Francisco confirmó la idea de avanzar en la desclasificación, al igual que el secretario de Estado Pietro Parolín con quien me reuní luego para iniciar los avances en este tema", afirmó el uruguayo.

El pontífice anteriormente desclasificó con los documentos sobre los años de represión en Argentina.

No teleSUR
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Geddel usa irmão para achacar empresários


O ex-ministro Geddel Vieira Lima, ex-braço-direito de Michel Temer no governo, tem usado seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima, para achacar empresários.

Uma nota na Coluna Radar, da revista Veja deste fim de semana, traz um relato de Fernando Barros, dono da Propeg, que diz que Lúcio vem pedindo dinheiro a empresários para livrá-los de uma eventual delação de seu irmão. As informações têm chegado à Procuradoria Geral da República. 

Geddel foi preso no começo de setembro, em Salvador, por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. A prisão teve como um dos principais motivos a descoberta de um apartamento com R$ 51 milhões em dinheiro, guardadas em malas e caixas.

O peemedebista, que até então estava em prisão domiciliar, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

No 247



Nota de esclarecimento da Propeg:

Fernando Barros considera absurda a informação publicada na coluna Radar/Veja de que teve qualquer conversa com o deputado Lucio Vieira Lima.

Barros não foi procurado pelo deputado e desconhece fatos ligados a ele e sua família.
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No Peru, um golpe pela metade

O fujimorismo não destituiu formalmente o presidente Kuczynski, mas tomou o poder de fato

Manifestantes em Lima mostram como Kuczynski caiu nas mãos de Fujimori, enquanto este comemorava a libertação com o filho Kenji, que a negociou
Jogo de aparências à parte, o que aconteceu nas últimas semanas de 2017 é evidente para todos os peruanos. Em 15 de dezembro, os fujimoristas, maioria no Parlamento, tentaram um golpe parlamentar-judiciário com um processo relâmpago, superado em sofreguidão apenas pela destituição em menos de 48 horas do presidente paraguaio Fernando Lugo, em junho de 2012. A votação decisiva seria no dia 21, em menos de uma semana.

Assim como em outros processos similares na América Latina, as bases do pretenso impeachment eram frágeis. Apenas dois dias antes, revelara-se que a Westfield Capital, empresa de consultoria do presidente Pedro Pablo Kuczynski (conhecido como PPK, também sigla de seu partido Peruanos Por el Kambio, sic), recebeu 782 mil dólares da Odebrecht por assessorias de investimento prestadas de 2004 a 2007, quando foi ministro da Economia (2004-2005) e depois primeiro-ministro (2005-2006) do governo Alejandro Toledo. Além disso, a empresa First Capital, de Gerardo Sepúlveda, sócio chileno de PPK, recebeu outros 4 milhões de 2005 a 2013, por outros serviços.

O presidente até então negava relações com a Odebrecht e a empresa de um ministro receber por serviços a uma empreiteira que trabalha para seu governo soa no mínimo antiético, mas, segundo a própria Odebrecht, esses contratos foram administrados apenas por Sepúlveda, os serviços de assessoria e estruturação financeira fornecidos pela First Capital e Westfield Capital foram efetivamente prestados, devidamente pagos, oficialmente contabilizados e seus valores estavam de acordo com as práticas de mercado.

Ela os considerava lícitos e por isso não os havia incluído na documentação entregue ao Ministério Público peruano. Quem os revelou foi a presidenta fujimorista da comissão parlamentar de inquérito da Lava Jato, Rosa Bartra, em clara retaliação a uma busca realizada em 7 de dezembro pela polícia em duas sedes de seu partido, atrás de provas da contabilidade paralela (caixa 2) do financiamento de suas campanhas.

Mesmo se ilícitos em algum grau, os contratos relacionados a PPK foram muito anteriores ao mandato (iniciado em julho de 2016) e seis dias seriam insuficientes para esclarecer os fatos e seu enquadramento jurídico. Sem mencionar que o caso empalidece ante os 29 milhões de dólares em doações e subornos flagrantemente ilegais admitidos pela Odebrecht no Peru de 2005 a 2014, dirigidos não só aos presidentes Alan García, Alejandro Toledo e Ollanta Humala, como também a Keiko Fujimori, principal beneficiária de sua deposição.

Só para ela teriam sido 5 milhões na campanha de 2011, na qual foi derrotada por Humala e mais outro tanto na de 2016, segundo fontes ouvidas pelo respeitado jornal peruano La República. Para justificar a destituição, recorreu-se a uma alínea constitucional que permite ao Congresso declarar a Presidência vaga por “incapacidade moral ou física” de seu ocupante.

Desta vez, porém, não funcionou. À primeira vista parecia fácil: eram necessários dois terços dos 130 deputados, ou 87 votos, mas o partido de PPK e seus aliados contavam apenas 25 deputados. Os três partidos que apresentaram a denúncia, Força Popular (fujimorista, com 71 deputados), Frente Ampla (esquerda, liderada nas eleições por Verónika Mendoza, com 20) e APRA (centro-esquerda, liderada pelo ex-presidente Alan García, com 5), somavam 96 e esperavam apoio de alguns dos demais deputados da oposição.

A crise rachou a Frente Ampla: enquanto dez deputados permaneceram com o líder da bancada Marco Arana e votaram com os fujimoristas, Verónika Mendoza criou um novo partido com outros dez, Novo Peru, e optou pela abstenção e neutralidade entre “golpistas” e “lobistas”. Mas a virada foi decidida pela divisão dos próprios fujimoristas.

Dos quatro filhos e filhas de Alberto Fujimori, Keiko, a primogênita, é a principal líder política, mas Kenji, o caçula, é visto como mais próximo do pai e do “núcleo duro” do fujimorismo. Keiko planejava destituir PPK, vencer as eleições a serem convocadas em seguida e indultar o pai, preso desde 2007 e condenado a 25 anos em vários processos, mas Kenji, provavelmente a pedido do pai, negociou a abstenção de seu grupo de dez deputados em troca do indulto imediato. O resultado foi 78 votos pelo afastamento do presidente, 19 contrários e 33 ausências e abstenções.

O preço foi pago: na véspera do Natal, o ex-ditador, internado um dia antes por uma suposta taquicardia, recebeu o “indulto humanitário” de PPK. Na sexta-feira 5, deixou a clínica onde estava e foi para casa. As reações negativas foram e continuam a ser veementes.

As penas que Fujimori cumpria pelo sequestro e assassinato de um professor e nove estudantes da universidade La Cantuta em 1992 e por desvio de recursos públicos para subornar congressistas, jornais e o ex-assessor Vladimiro Montesinos puniam apenas uma pequena fração de seus crimes, que incluem milhares de civis mortos e desaparecidos a pretexto do combate à guerrilha e a esterilização forçada de 236 mil mulheres para “combater a pobreza”.

Peru

Os ministros mais sérios renunciaram e milhares de peruanos participaram de manifestações de protesto contra o indulto, qualificado de “tapa na cara” das vítimas e testemunhas em documento dos chefes dos grupos de trabalho da ONU encarregados de desaparecimentos forçados, execuções extrajudiciais e promoção da verdade e justiça.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos também declarou que o indulto não cumpre com requisitos legais fundamentais, apesar de o governo PPK advertir que não acataria decisões de tribunais internacionais sobre o assunto. Em troca da expectativa de sobreviver formalmente no cargo até 2021, PPK oficializou sua condição de refém do ex-ditador e lhe entregou o poder de fato.

Antonio Luiz M. C. Costa
No CartaCapital
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Meirelles prega o neolibelismo em igreja

Se o estupro é inevitável, relaxe e goze!

Açougueiro na Igreja: alguém viu a Cegonhóloga por aí?
Depois de arrombar a "regra de ouro", o açougueiro do tal neolibelismo saiu em desembestada corrida em busca da Presidência da República Federativa da Cloaca.

Mal sabe ele que o "gatinho angorá" já deu com a língua nos dentes e disse ao "Globo Overseas" e à TV Afiada que "temos que apressar" o semipresidencialismo do Ministro Gilmar.

Portanto, a campanha eleitoral do Meirelles tem tanta chance de progredir quanto a tentativa de fechar o rombo.

A cerimônia religiosa foi oficiada pelo Flávio Rocha, dono da Riachuelo, que proferiu aquela sentença histórica: assim que a Dilma cair, o PiB dispara!

Logo ele, que tem alguns problemas com a Justiça trabalhista.

O Conversa Afiada sentiu falta da "Cegonhóloga" na plateia de fiéis.

Como se sabe, consumado o Golpe dos canalhas, canalhas, canalhas, foi ela quem deu posse ao Meirelles, numa estrondosa entrevista.

A 'Cegonhóloga", como se sabe, é um dos demiurgos da "regra de ouro", já que ela é o mais vistoso exemplar do pensamento neolibelista brasileiro.

Se o estupro da "regra" - o que a descabelada da Janaína chamaria de "pedalada" - é inevitável, tal a incompetência golpista, a "Cegonhóloga" ainda vai justificá-lo como um "mal menor".

Ou, como diria o grande estadista da Casa Grande, Paulo Maluf, "se o estupro é inevitável, relaxe e goze!".

Meirelles 'prega' economia a evangélicos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), disse ontem à noite em discurso de pouco mais de seis minutos para fiéis da igreja evangélica Sara Nossa Terra, em Brasília, que "fez algumas coisas básicas" para colocar a economia "em ordem". Ao subir ao palco montado em um pavilhão, foi apresentado por Flávio Rocha, presidente do grupo Riachuelo e do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), como o responsável pelo "maravilhoso milagre da economia brasileira".

Meirelles almeja ser candidato a presidente da República.

Sem citar o presidente Michel Temer, Meirelles afirmou que foi graças ao seu trabalho à frente da Fazenda que "saímos da maior crise da história do Brasil", vivida entre 2015 e 2016, no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. "O que fizemos foi começar a controlar as despesas, fixando, inclusive, regra de aumento de despesas, privilegiando aquilo que interessa, que é a população brasileira, que são vocês, que são os jovens. E fazendo reformas fundamentais, visando à modernização da economia brasileira", disse.

Apesar da exposição, Meirelles, que em dezembro ocupou praticamente todo o programa político do PSD no rádio e na TV, reafirmou que só decidirá se é candidato ao Planalto até o início de abril, quando ministros que vão disputar as eleições precisam deixar os cargos.

O evento de ontem foi o terceiro em que Meirelles participou em igrejas evangélicas. Em junho, esteve na comemoração dos 106 anos da Assembleia de Deus em Belém. No mês seguinte, foi a Juiz de Fora, em Minas, para novo encontro com membros da mesma igreja.

Em setembro, gravou um vídeo em que pedia orações pela economia. Ontem, após o discurso, o ministro da Fazenda participou de uma oração e recebeu bênçãos dos fiéis pelo futuro do País. "A energia que senti quando entrei aqui é exatamente isso que o Brasil precisa agora, para que possamos levar o País na direção certa", afirmou.

Reformas. No palco, Meirelles ressaltou a reforma da Previdência, chamada por ele de "nova Previdência", e foi aplaudido por alguns dos presentes. "O que estamos fazendo é um esforço enorme para que cada vez mais a inflação continue baixa e que o governo passe a ter recursos suficientes para recuperação forte da economia, no crescimento do País, arrecadar mais e investir em educação, saúde e segurança", disse. (...)




O dinheiro é Deus?


O Brasil é um país inacreditável.

O Ministro da Fazenda, que nunca adorou outro deus que não o dinheiro e fez  dos negócios a sua bíblia sagrada, é levado para receber a “bênção” de igrejas evangélicas, como a do “bispo” Robson Rodovalho, um personagem que é capaz de pérolas como a de afirmar que havia dinheiro no “Céu” e que “mulher foi feita para procriar com o esperma do homem”.

Meirelles sobe ao púlpito sem que ninguém se lembre que ele era presidente do grupo empresarial de Joesley Batista – de cujas falcatruas nada sabia, certo? –  até pouco antes de entrar no governo de Michel Temer. O ex-patrão de Meirelles denunciou o Presidente e foi para a cadeia por conta da gravação do “tem que manter isso, viu?” da mesada de Eduardo Cunha.

Cunha, outro pregador da hipocrisia, já prestou favores a Rodovalho,em cuja igreja fez sua primeira parada no mundo evangélico. E, desgraça, não foi abandonado pelo bispo agora meirellista, que a ele se disse ligado “por laços de amizade, que até hoje permanecem”.

Pudera, Cunha foi o introdutor de um “jabuti” na Medida Provisória 668, que isentou de contribuição previdenciária – aquela que Meirelles diz que  não dá para pagar os aposentados – os pagamentos feitos a título de comissão por almas convertidas aos pastores de igrejas como a de Rodovalho, Silas Malafaia e do “missionário” R.R.Soares que, segundo a Folha, tinha uma dívida de R$ 60 milhões. Ah, a propósito, diz o jornal que “Michel” ajudou na “bondade”.

Tudo está esquecido, tudo está perdoado.

São todos, ali, homens imaculados, santos, gente que sempre pensou nos seus irmãos sofredores antes de cuidarem de si mesmos e de suas fortunas. Como os desvalidos não terão o Estado a lhes garantir a sobrevivência, Rodovalho pontifica:

“O Brasil está pedindo um liberal de cabo a rabo”, alguém que defenda o Estado mínimo na economia e valores conservadores no campo dos costumes, defende.“Quem sabe o ministro possa ser esse nome?

São os mercadores da fé que, há 2 mil anos, foram tangidos do templo a chicote por um barbudinho radical. E contra os quais se insurgiu, há exato 500 anos, um tal Martinho Lutero, com as 95 Teses que foram a origem do protestantismo.

É o caso de desconfiar-se de que há gente mais próxima ao homem que despertou a ira de Lutero, o frade Johann Tetzel, a quem se atrobiu, como vendedor de indulgências, a frase famosa:

“Tão logo uma moeda na caixa cai, a alma do purgatório sai”

Fernando Brito
No Tijolaço
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O que Ciro ganha ao não assinar o manifesto em defesa da candidatura de Lula? Nada. Só perde

Eles
Há uma pedra no caminho de Ciro Gomes em 2018 — e é o próprio Ciro.

Seus movimentos pendulares em relação a Lula não lhe ajudam nem um pouco. Na verdade, atrapalham.

Ciro se recusou a subscrever o manifesto pela candidatura de Lula, iniciativa do projeto Brasil Nação, do qual o pedetista é integrante.

O lançamento foi em dezembro e, até o momento, amealhou mais de 100 mil assinaturas. Entre elas, as de Chico Buarque, do escritor Raduan Nassar, de Pepe Mujica, Cristina Kirchner e do cineasta Costa Gavras.

Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos estão com o nome lá.

A perseguição jurídica a Lula deveria estar acima das questões eleitoreiras, mas ele não vê assim. É uma mesquinharia para um político corajoso como ele.

Em tese, ele se beneficiaria de uma disputa sem Lula. No último Datafolha, chegou a 7% nos cenários com o ex-presidente. Nas simulações sem Lula, vai a 13%.

Se esse for o cálculo, é uma fria. Ciro poderá esquecer os votos dos petistas num hipotético segundo turno.

A resposta mais plausível é que trata-se de mais uma idiossincrasia de Ciro Gomes em seu caso de amor e ódio por Lula.

Ciro já propôs levar Lula para uma embaixada para o caso da decretação de uma prisão e declarou que o petista “foi uma pessoa que fez muito bem a muita gente no Brasil”.

Também acusou-o de dividir o país em “bases odientas” e de ter feito uma “única reforma relevante: a tomada de 3 pinos”. “Justiça boa é a rápida”, afirmou sobre a tramitação do julgamento no TRF 4.

Em qual Ciro acreditar? Em qual Ciro votar?

Ele vai ter que decidir que Cirão da Massa vai apresentar ao eleitorado. Um deles é mais parecido com FHC do que ele mesmo gostaria.

Kiko Nogueira
No DCM
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Marcelo Odebrecht diz à PF que Braskem sonega dados e blinda Aécio


O empresário Marcelo Odebrecht afirmou à Polícia Federal que a Braskem, o braço petroquímico do grupo Odebrecht, se recusa a fornecer para ele mensagens eletrônicas de interesse da investigação sobre parlamentares federais. Essas informações em posse da Braskem, segundo Odebrecht, podem ser usadas como provas no seu acordo de colaboração premiada.

O depoimento foi prestado em 16 novembro, quando Marcelo Odebrecht ainda estava preso em Curitiba (PR), e anexado ao inquérito no último dia 21. Em dezembro ele passou a cumprir prisão domiciliar em São Paulo.

No depoimento tomado pelo delegado do Ginq (Grupo de Inquéritos do STF) da PF em Brasília, Marlon Oliveira Cajado, Odebrecht foi indagado sobre um dos pontos do acordo de delação que fechou com a Procuradoria-Geral da República que tratava de "apoios prestados" ao grupo Odebrecht em "atos legislativos", em especial "medidas provisórias", por parlamentares federais como o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Esse ponto da investigação pode identificar eventuais contrapartidas dadas por parlamentares, incluindo edição de MPs de interesse do grupo, em troca de doações eleitorais oficiais, propina e caixa dois.

Em resposta, Marcelo Odebrecht disse que "há possibilidade de encontrar elementos de corroboração de sua colaboração em mensagens eletrônicas trocadas com executivos da empresa Braskem".

Entretanto, continuou Marcelo, "ao solicitar o fornecimento de informações aos representantes da Braskem", ele "teve o seu pedido de acesso à informação parcialmente negado, alegando [a Braskem] que se tratavam de emails classificados como 'privilegiados' por transitar pela área jurídica".

O empresário afirmou discordar desse entendimento. Segundo ele, são "informações relevantes que em nada dizem respeito à relação 'advogado-cliente'".

Marcelo Odebrecht afirmou que Braskem sonegou e-mails sobre parlamentares

Procurada pela Folha, a defesa de Marcelo Odebrecht disse que ele "segue com seu compromisso de continuar contribuindo com a Justiça, como reconhecidamente vem fazendo".

O depoimento de Odebrecht coloca em xeque a disposição da Braskem em esclarecer seu papel nos esquemas de corrupção, podendo ser acusada de sonegar provas. A empresa assinou dois acordos de leniência, no Brasil e nos EUA, pelos quais se comprometeu a ajudar nas investigações.

Logo após ter assinado o acordo com a Lava Jato, em Curitiba, a Braskem divulgou "fato relevante" ao mercado no qual atestou que "os fatos objeto do acordo de leniência constituem todos os fatos apurados até o momento que envolvem a Braskem no contexto da operação Lava Jato". Além disso, "como fruto dos acordos", segundo a empresa, a "companhia seguirá cooperando com as autoridades competentes e implementando as melhorias no seu sistema de conformidade, devendo também se submeter a monitoramento externo".

No acordo assinado nos EUA, a Braskem concordou em "continuar a cooperar" com a Seção de Fraudes do Departamento de Justiça e com "qualquer investigação em andamento" no território norte-americano.

Outro lado

Indagada sobre as declarações de Marcelo Odebrecht, a Braskem afirmou, por meio de nota, que "todos os temas relativos às práticas impróprias, no âmbito da Operação Lava Jato, foram contemplados em um acordo global (que inclui Brasil, EUA e Suíça), assinado em dezembro de 2016".

"A Braskem segue colaborando com as autoridades e mantém o firme compromisso de fornecer às autoridades competentes todas as informações quando solicitadas", disse. A companhia afirmou ainda que "tem reforçado e aprimorado seu sistema de conformidade".

Também em nota, a Odebrecht afirmou que "está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua" e que "já reconheceu os seus erros", assinou acordos de leniência com seis países e "está comprometida a combater e não tolerar a corrupção". Aécio Neves já negou várias vezes qualquer irregularidade no seu relacionamento com executivos da Odebrecht.

Rubens Valente
No fAlha
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Joesley Batista reforça acusações contra Serra em depoimento à Polícia Federal

Empresário, que está preso em São Paulo, prometeu encaminhar imagem de visita do tucano à sede da JBS na capital paulista


No dia 15 de dezembro, o empresário Joesley Batista prestou depoimento à Polícia Federal em São Paulo para avançar no capítulo de sua delação premiada referente ao senador paulista José Serra (PSDB). Joesley disse que Serra lhe pediu, em 2010, R$ 20 milhões para sua campanha à Presidência da República e que parte dos recursos foi repassada por meio de caixa dois. Segundo Joesley, o publicitário Luiz Fernando Furquim, amigo de Serra, se encarregou das tratativas de caixa dois. Há, porém, uma grave inconsistência na delação de Joesley: Furquim morreu em agosto de 2009, um ano antes, portanto, das eleições. Serra diz que “jamais foram de seu conhecimento tratativas de caixa dois para suas campanhas”.

Para reforçar o que disse em depoimento, Joesley prometeu pesquisar e entregar aos investigadores registros da visita de Serra, incluindo imagens, à sede da JBS na capital paulista em 2010. Serra não respondeu se esteve na sede da JBS.

No Época
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Uma discussão para ajudar na Lei dos fakenews


A Polícia Federal sugere uma discussão ampla sobre fake news para que haja republicanismo na contenção dos abusos.

O primeiro passo é entender corretamente o significado do termo. Jogo as primeiras ideias aí e conto com vocês para juntarmos um conjunto de recomendações sobre a Lei dos Fake News.

Etimologicamente, fake news é uma notícia falsa.

Há várias formas de mentir na notícia:

1. A notícia falsa

Aí, se trata da mentira a seco.

Exemplos:
  • O dinheiro de Cuba para o PT, sendo transportado em garrafas de rum.
  • A sociedade do Lulinha com a Friboi.
  • A ficha-falsa de Dilma.
  • As FARCs financiando eleições municipais no Brasil.
  • O grampo sem áudio de Gilmar Mendes e Demóstenes Torres.
  • O apartamento de Fernando Henrique Cardoso em Paris.
  • Os supostos sacos de dinheiro que teriam sido entregues ao ex-Ministro Orlando Silva na garagem do Ministério.
  • O falso grampo no Supremo Tribunal Federal.
2. A criminalização de fatos banais ou inexistentes.

Tratar como fato grave episódios menores, meras irregularidades administrativas ou fatos inexistentes.

Exemplos:
  • A compra da tapioca com cartão corporativo.
  • As jogadas de autocomiseração da Mirian Leitão, como o alarido em torno de inclusões não difamatórias no seu perfil na Wikileaks ou se considerar vítima de uma vaia no avião, na qual sua presença não havia sequer sido registrada nas filmagens sobre o evento.
3. Publicidade política opressiva, com vazamentos da Lava Jato.

Tem sido o fake news de maior incidência. O juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato exigem uma frase de impacto do delator, mesmo inverossímil ou sem nenhuma prova, apenas para servir de tema para manchetes da imprensa. Depois, a frase some com o vento, mas ajuda a alimentar a publicidade opressiva contra Lula.

Exemplos:
  • A ajuda do presidente da Líbia nas eleições de 2002.
  • O "pacto de sangue" que Antonio Palocci teria presenciado, entre Emilio Odebrecht e Lula.
  • As frequentes afirmações de que "Lula sabia" de executivos da Odebrecht que jamais tiveram o menor contato com ele.
  • Invasão de casas e universidades, com cobertura ao vivo da imprensa, previamente convocada.
  • Pré-julgamentos de procuradores da Lava Jato, em entrevistas à mídia.
4. A cobertura não isonômica da mídia

A TV Globo é uma concessão pública. O Jornal Nacional é o veículo de maior penetração no país. No entanto, sua cobertura é tremendamente desequilibrada, em favor de candidatos apoiados pela Globo.

Um ponto a se discutir seria utilizar os barômetros da mídia, os levantamentos efetuados no meio acadêmico, para garantir isonomia.

5. O direito de resposta

Para se anular rapidamente os efeitos de fake news, há que se ter uma instância rápida assegurando o direito de resposta no mesmo veículo em que houve a notícia falsa - um blog ou o Jornal Nacional.

Luís Nassif
No GGN
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