7 de dez de 2018

O Fiat Elba, ou o batom na cueca, dos Bolsonaros

Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete família de ex-assessor citado pelo Coaf

Fabrício e sua mulher, Márcia Aguiar
Ele trabalhou até outubro com Flávio e, ao menos por enquanto, será nomeado no gabinete do senador eleito, após a posse.

Na Alerj, Fabrício foi requisitado por Flávio para trabalhar em seu gabinete em 28 de março de 2007. Nunca mais saiu do lado do filho do presidente da República. Não só ele.

Além de Fabrício, sua mulher, Márcia Aguiar, e duas filhas, Nathália e Evelyn, também foram empregadas por Flávio Bolsonaro.

Uma delas continua nomeada no gabinete.

Márcia exerceu cargo de consultora parlamentar entre 2 de março de 2007 a 1º de setembro de 2017, com salário de R$ 9.835,63.

Nathália foi nomeada no gabinete da vice liderança do PP, de Flávio, em 20 de setembro de 2007, e ficou lá até 1º de fevereiro de 2011. Recebia R$ 6.490,35.

De 1º de abril de 2011 a 11 de agosto de 2011, passou para outro cargo, no valor de R$ 2.950,66 bruto, no Departamento Taquigráfico e Debates.

De 12 de agosto de 2011 a 13 de dezembro de 2016, foi para a terceira empreitada, também sob o aval de Flávio. Tornou-se sua assessora parlamentar, em outro cargo, com valor de R$ 9.835,63.

A outra filha, Evelyn, foi nomeada em 13 de dezembro de 2016 assessora parlamentar de Flávio, no mesmo tipo de cargo que antes era ocupado pela irmã.

Flávio e Carlos Bolsonaro prestaram homenagens a ex-assessor enrolado em relatório do Coaf

A quadrilha: Carlos, Flávio, Jair e Eduardo posam para foto em Taiwan
Os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro prestaram homenagens na Alerj e na Câmara dos Vereadores, respectivamente, ao policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do gabinete de Flávio, deputado estadual, diz a Folha.

Queiroz foi citado em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que indicou movimentações financeiras atípicas de profissionais da Assembleia. O documento foi anexado às investigações da Operação Furna da Onça, que levou à prisão de dez deputados estaduais, suspeitos de receber mesada para apoiar o ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

Segundo o relatório, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Uma das transações citadas é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A folha de pagamento de setembro (a mais recente disponibilizada pela Alerj) indica que Queiroz recebia salário líquido de R$ 8.517,86 no cargo de assessor parlamentar III.

Em outubro de 2003, quando deputado estadual pelo PP, Flávio apresentou na Assembleia moção de louvor e congratulações a Queiroz.

“Com vários anos de atividade este policial militar desenvolve sua função com dedicação, brilhantismo e galhardia. Presta serviços à Sociedade desempenhando com absoluta presteza e excepcional comportamento nas suas atividades”, dizia a homenagem.

Três anos depois, a Câmara dos Vereadores aprovou requerimento de Carlos Bolsonaro para conferir a Queiroz a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, principal homenagem prestada pelo estado do Rio.

O policial militar atuava como segurança e motorista de Flávio Bolsonaro. Segundo a assessoria de imprensa da Alerj, esteve lotado em seu gabinete de 2007 a 15 de outubro de 2018. De acordo com o senador eleito, Queiroz foi exonerado para tratar de sua passagem para a inatividade. Ele entrou na Polícia Militar em 1987 e obteve reserva remunerada neste ano.

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