28 de dez de 2018

Desbolsonário de Bolso, um dicionário para tentar entender a cretinice reinante


Certo dia, em plena campanha presidencial de 2018, fomos tomada s de surpresa pela constatação de que já não compreendíamos parte do português do Brasil. A linguagem parecia ter entrado em pane. Era preciso, com urgência, encontrar um instrumento que nos auxiliasse no trabalho de comunicação com nossos conterrâneos. E também no trabalho de tradução de um glossário bem específico para aqueles que, como nós, sentiam-se perdidos diante de termos e significados forjados tão repentinamente em bocas, cabeças, mídias, redes e meios de comunicação contemporâneos.

Por tal motivo, decidimos fazer um dicionário de bolso. Ou melhor um “Desbolsonário de Bolso”. Leve-o no bolso ou na bolsa, consulte-o sempre que precisar. Afinal, é provável que precisemos dele com bastante frequência nos tempos que se anunciam. Oxalá ele possa contribuir para desfazer a confusão dos sentidos, e assim dar lugar em nossas vidas para mais clareza sobre o que está acontecendo. E quem sabe, finalmente, abrir espaço para caber também “um pequeno sol no bolso”, como diz o poeta Paulo Britto.

Filósofas Luisa Buarque e Marcia Sá Cavalcante Schuback, projeto gráfico de Brigita Gelžinytė.



Kiko Nogueira
No DCM

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