21 de dez de 2018

Brylcrem Toffoli, a guerra apenas começou

O Governo (sic) Bolsonaro prenuncia embates violentos nas ruas


O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre) de seu colUnista exclusivo, Joaquim Xavier, na sereníssima companhia do destemperado Bessinha:

A não ser que se imagine o povo brasileiro como uma manada guiada por um cajado e cães ladrando, o roteiro já está traçado. O grau de atentados à Justiça, ao dinheiro público, à economia e aos costumes já cometidos pela “famiglia” Bolsonaro (cadê o Queiróz?) e seu gabinete, mesmo antes de assumirem, prenuncia um enfrentamento de grandes proporções.

O supreminho mostrou mais uma vez ter virado escritório de advocacia do capital abutre. Só para não beneficiar Lula, José “Brylcrem” Toffóli cassou liminar irrefutável do ministro Marco Aurélio. Sem nenhuma fundamentação jurídica digna desse nome. “Risco à ordem pública”.

Em nome disso, até 170 mil brasileiros encarcerados sem culpa comprovada permanecem nas pocilgas presidiárias à disposição das facções criminosas.

Tóffoli simplesmente omitiu do distinto público que o caso está para ser julgado desde...dezembro de 2017, por causa de manipulações na pauta. Será que este cidadão desconhece o que significa um dia que seja alguém ser privado privado de liberdade, direito que só não é maior que o direito à vida?

Provavelmente desconhece.

Ninguém se esqueça que o senhor. agora de cabelo engomado foi reprovado – tomou pau — em dois concursos para juiz. Não se assuste, porém.

O supreminho que está aí pode ser tudo, menos exemplo de saber jurídico ou excelência acadêmica, ressalvadas exceções de sempre.

Em clima de fim de feira, o governo Michel Temer, acusado de ladrão em inúmeros capítulos do Código Penal, corre para quitar dívidas com quem o acompanhou no golpe de 2016. Entrega a Embraer à Boeing, doa o pré-sal às petroleiras internacionais, aprova aumentos para seus compadres da justiça e distribui bombons aos municípios por intermédio do pitoresco Rodrigo Maia. É o baile da Ilha Fiscal em versão atualizada.

A barulheira destas chicanas abafa o som de coisa ainda mais importante em preparação. No escurinho do gabinete de transição, Paulo Guedes (acusado de crimes) e seus asseclas finalizam o desenho do que pensam em transformar o Brasil. Querem vender tudo. Destruir o direito a uma aposentadoria digna para aplauso da previdência dos bancos. Liquidar as escolas técnicas. Acabar com o SUS. Criar uma nova “carteira de trabalho” para escapar da CLT.

Até agora, as medidas da “famiglia” e seus cúmplices só assustam uma fatia da população um pouco mais informada.

A partir de janeiro, elas chegam ao chão de fábrica de um país de cerca de 40 milhões de desempregados de fato, 7 milhões de famílias sem ter onde morar.

Macron, na França e Macri na Argentina já sentem os efeitos de políticas iguaizinhas às que a “famiglia” Bolsonaro e seu Rasputin Guedes preparam para o Brasil.

E por aqui, não só não há pão, muito menos brioches.

Joaquim Xavier

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