5 de dez de 2018

Arte censurada


Uma obra de arte chamada "A voz do ralo é a voz de Deus", que insere discursos de Jair Bolsonaro numa espécie de bueiro cercado por 6 mil baratas, foi censurada no Rio de Janeiro pelo diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak, com a benção do secretário de Cultura do Estado, Leandro Monteiro. O motivo para impedir a exposição da peça é que Bolsonaro foi eleito pela "maioria" e "merece respeito".

A peça, do coletivo de artistas "És uma Maluca", foi feita para uma exposição que tinha como mote a releitura de um escritor periférico. A que usa a voz de Bolsonaro foi inspirada num texto de Rodrigo Santos, de São Gonçalo, que narra episódio de tortura que lembra os idos da ditadura militar: uma mulher tem baratas introduzidas em sua vagina.

O diretor do espaço disse que "não nos interessa, no momento, envolver um presidente eleito, que ainda nem tomou posse. O artista é dono de sua obra, mas nós temos responsabilidade pelo espaço, que é público."

O secretário estadual de cultura concordou com a medida e disse que não se trata de "censura", mas de preservação da imagem do presidente eleito em espaço público.

Segundo relatos, do bueiro saem discursos de Bolsonaro.

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